I Hate You Too!

39 XXXIX - Natal


Notas iniciais
Mais um capítulo aqui, guys! — Primeiramente, espero que vocês gostem do capítulo. Eu demorei, eu sei e assumo, mas tenho uma explicação. Estava acabando o semestre e minha nossa... Estava bem puxado, mas agora estou de férias e vou tentar atualizar ao máximo e ver se acabo essa fic antes do meio do ano. A minha previsão está para agosto, e como eu acho que vai ter por volta de 50 capítulos, acho que chegamos até agosto mesmo. Se for antes, melhor ainda. Me perdoem e comentem, pelo amor de. — Obrigado aos lindos: TheEvilQueen, Amanda, Tith, Lipe e ZephtxLINDOS! — COMENTEM E RECOMENDEM.

(POV: JOÃO)

O natal já havia chegado e geralmente não afetava muito a minha rotina. No meu antigo trabalho no clube, eu costumava trabalhar em datas comemorativas, pois elas tinham acréscimo e eu faturava mais dinheiro. No trabalho como modelo, eu raramente tinha que trabalhar todos os dias da semana. Por ser novo na indústria, eu já tinha marcado muitos trabalhos e Marco havia me indicado fazer todas as redes sociais possíveis e fosse bastante ativo nelas para que pudesse faturar com merchandising.

Eu estava no meu quarto. Procurei vestir a melhor roupa que tinha e estava usando um jeans novo e uma camisa branca que eu gostava. Não iria usar a minha habitual jaqueta hoje, principalmente por estar um dia quente de verão. Eu havia mantido certo contato com José e ele basicamente me falava os passos de Yuri. O quanto de vezes ele ia visitar Bruno, ás vezes que ele costumava sair com a irmã e alguns eventos que os pais o levavam, mas ele sempre ia no carro que era destinado aos filhos. Às vezes era ridículo pensar o quão rico Yuri era e quanto o dinheiro parecia ser bobagem para a vida que ele levava.

Era por volta das uma da tarde. José havia me comunicado que Yuri iria comprar alguns presentes de natal para sua irmã e que como estávamos na véspera do Natal, o shopping talvez estivesse caótico. Seria minha chance de falar com ele, depois do acontecimento do início do mês, que no final havia sido uma tragédia…

[Flashback]

Yuri se masturbava enquanto ele rebolava no meu pau. O loiro estava pingando suor, por todos os poros. O final já estava se aproximando, eu podia sentir que eu ia gozar e a força com que Yuri se masturbava mostrava que ele também estava bem próximo. Segurei a sua cintura com força e ordenei que ele empinasse mais e ele obedeceu. Aqueles deveriam ser os únicos momentos em que Yuri fazia algo sem pestanejar.

Intensifiquei mais os movimentos e o barulho do sexo aumentou. Yuri começou a gemer com menor espaçamento entre um gemido e outro e logo todo o seu canal começou a se apertar e quase que arrancar meu pênis de mim. O loiro estava gozando. Aquele aperto era dos deuses… Meu corpo já apresentava certo cansaço. Eu deveria estar mais exausto do que ele. Principalmente por estar usando roupas mais quentes, como couro sintético e estar fazendo boa parte do ato. O meu corpo já estava pegando fogo e logo senti que havia despejado tudo e me retirei do corpo do menor, que logo subiu a calça.

—Pronto…

—Hã? -Perguntei sem entender.

—Agora que você já chegou no ponto que queria, não temos mais nada a tratar. -O loiro virou, ficando frente a frente comigo e me beijou. Um beijo bem lento… Um dos melhores que já havíamos dado. E depois que eu senti os lábios do loiro se separarem dos meus, eu sabia que ele sairia e foi o que ele fez.

Sem despedidas, sem reconciliações. Aquele ato talvez fosse apenas o que faltava do nosso relacionamento pequeno e de fim precoce.

[Flashback]

Eu estava querendo ir atrás dele… Apenas para saciar um desejo mesquinho? Vai saber, no fundo tudo que eu sentia pelo Yuri ainda era meio embaçado. Eu não tinha plena certeza se era algo mais forte que uma paixão ou mais doentio que uma obsessão, mas eu queria arriscar mais uma vez, eu poderia estar parecendo um maluco obsessivo, o problema era que eu precisava tentar. Ele é riquinho e mimado o suficiente para deixar tudo isso ir embora, mas eu não era e eu precisava disso.

Subi na moto e resolvi que encontraria com Yuri e daria para ele algo especial que estava no meu bolso. O trânsito estava tranquilo até o shopping, mas arrumar um lugar para estacionar havia sido um inferno. Tudo parecia estar lotado, nenhuma vaga aparecia e depois de quase cinco minutos rodando, vi que um casal se aproximava de uma moto e fiquei na surdina esperando. Vai que eles fossem embora e eu pudesse pegar a vaga deles.

Foi exatamente o que ocorreu. Acelerei e parei a moto na vaga com poucos segundos que eles saiam pela rua interna do shopping. Aquele lugar era o segundo maior shopping da cidade, mas ele já era grande o suficiente para que eu não encontrasse o Yuri, a minha sorte era saber que o loiro não iria comprar coisas em lojas consideradas populares, o que deixava o meu catálogo de lojas de busca bem menor do que ele deveria ser. Yuri deveria estar com a irmã pequena dele e os dois talvez fossem comer alguma bobagem de fast-food como uma criança deve amar.

Resolvi dar uma caminhada pelos corredores lotados do shopping. Tinha muita gente, mas ainda sim, menos do que eu esperava, talvez pelo horário pouco usual, caminhei por alguns minutos andando entre lojas e nos corredores, foi pouco tempo até achá-lo.

O loiro estava com uma garotinha morena, usava uma roupa bem arrumada e a menina usava um vestido florido e rosa. Ela tinha o cabelo preso e comia um sorvete, enquanto Yuri a olhava sentado na cadeira. Os cabelos dele estavam tão lindos, sempre estavam, mas naquele momento parecia muito mais do que o normal, talvez pela forma como o sol que vinha da coberta de vidro.

Me aproximei e fiquei ao lado da mesa dos dois. O loiro me olhou e a garota me deu um sorriso. Yuri parecia mais surpreso do que eu imaginava que ele poderia estar, não havia dito nada ou tentando me menosprezar de nenhuma forma.

—Oi…

—O que você tá fazendo aqui, hein? -Falou agressivo e a menina ainda sorria.

—Oi! -Comentou me olhando e eu a olhei. Me abaixei ficando próxima a sua altura, já que ela estava sentada e nos olhamos nos olhos.

—Olá. Você é a irmã do Yuri?

—Aham… Você é amigo? -Perguntou sorridente.

—Sou sim… Você é muito bonita, sabia? -A menina riu tímida, colocando a mão direita na boca e ficando levemente vermelha.

—Você também é!

—Nick! -Yuri falou e ela o olhou atenta. -Fica aqui comendo seu lanche, enquanto eu resolvo um assunto com ele, tá bem? Não saia daqui! -A morena confirmou com a cabeça e Yuri levantou-se e se encaminhou para uma área mais afastada das mesas e eu segui o loiro.

Ele não parecia muito feliz ao me ver, talvez pelo fato de eu estar próximo a sua irmã e Yuri não parecia gostar de que os outros se aproximem dele, o fechado menino loiro de sempre.

Ficamos próximo a uma das várias redes de fast food que existia na praça de alimentação. Yuri estava em pé, na minha frente, com os braços cruzados sobre o peito e com a expressão de espanto, talvez por eu estar ali.

—Yuri… Eu não acho que estamos resolvidos ainda… -Esperei o loiro intervir, me cortar com alguma frase de efeito típica dele, mas ele permanecia calado, apenas me encarando.

Aquilo era o sinal de ser boa coisa? Na minha cabeça não parecia. Yuri era assustador com a sua língua solta, calado ele parecia mais terrível ainda.

—Eu pisei na bola com você, mas eu não neguei isso em nenhum momento, mas nós não tivemos tempo de conversar e acertar isso, você não acha? O mais estranho é que depois disso a gente até transou… Você gosta de mim? Por que eu gosto de você…

Levei as minhas mãos aos bolsos da calça e o loiro não mudava a expressão. Nos olhávamos, mas o silêncio permanecia. As pessoas seguiam passando com suas bandejas e sentando nas mesas que ficavam ali perto.

—O que vai mudar o que eu sinto por você? -Abri a boca para interromper, mas os dedos de Yuri ficaram sobre os meus lábios, me assustando até. -Você está sendo insistente sobre algo que não pode acontecer! Você é um garoto pobre que trabalhava como bartender e que talvez volte pra esse tipo de serviço quando esse rostinho bonito envelhecer. Eu estou muito acima de você! Eu vou começar a faculdade, conhecer muita gente e viver uma vida muita diferente da sua… O que te faz acreditar que o que sentimos um pelo outro vai mudar a nossa realidade diferente?

—Você tá sendo repugnante!

—Eu estou sendo realista… Ou você acha que eu vou morar naquela sua casa, no meio daquele bairro acabado e abandonar tudo o que o meu pai tem para me dar?

—Olha… -Respirei… Insistir estava sendo patético de minha parte. Meti a mão no meu bolso e tirei o pequeno caixote que eu tinha comprado para ele e abri o mostrando. -É só um presente… Eu só quero… Que você aceite…

Yuri olhou para a caixinha, era uma corrente que eu havia comprado. Tinha um pequeno pingente feito de prata , com um formato sinuoso e não me parecia nada.

—Eu não quero! -Falou firme, apenas olhando para a caixinha e depois olhou para mim. -Pode ficar pra você!

Meus olhos começaram a arder… Eu não sei se de raiva ou de arrependimento por fazer aquilo… Mas eu iria aguentar, eu não choraria na frente dele. Yuri não merecia nem isso.

—É isso? Veio para cá só para isso?

—Era… Seu desgraçado!

Virei o mais rápido que pude, com certeza, ele conseguiu ouvir a minha voz embargada, mas eu não me importava mais.... Chamar ele de desgraçado não iria mudar nada, ele permaneceria o mesmo e aquilo não afetaria em nada na vida dele, mas na minha vida sim… Ao passar pela primeira lixeira do shopping, eu joguei a pequena caixa e comecei a descer o mais rápido que pude.

Eu não estava tão triste, eu estava revoltado… O descanso e as expressões impassíveis de Yuri estavam me tirando do sério e eu só queria bater nele, algo que eu jamais faria, mas eu desejava. Os sentimentos, às vezes, não são feitos para todas as pessoas, às vezes sentimos mais do que pudemos e outras sentimos menos do que devemos e eu não sei se o meu caso era o primeiro e o caso do Yuri era o segundo. Eu sentia muito por ele e sentia menos por mim? Ou só estávamos transparecendo isso ultimamente. A única coisa que eu poderia fazer por mim mesmo era pensar que aquela seria a minha última vez procurando o Yuri e certificar-me de que eu seguirei esse acordo pessoal.

[...]

(POV: HASSAN)

Estava bastante chuvoso aquele final de dia. Eu estava no meu quarto mexendo no celular e conversando com Luck sobre o Natal e as coisas que iriam acontecer aqui em casa, enquanto ele falava do seu natal maravilhoso com Midas e o pai dele. Não era usual chover no natal, mas aquele natal já estava se mostrando diferente em muitos aspectos.

Seria o nosso natal em família pela primeira vez e Paulo estava feliz pelo natal ser com todos os membros da família, já que ele imaginava que Jonathan não voltaria dos Estados Unidos antes das festividades de fim de ano.

Os dois estavam produzindo um jantar para aquela noite. Paulo havia pensado em um churrasco, mas o tempo chuvoso dificultava que ele conseguisse assar a carne na churrasqueira de fora da casa, então minha mãe acabou optando pelo plano B, um jantar de massas e doces de sobremesa. Aquele mês tinha sido bem atípico. A volta de Jonathan trouxe uma dinâmica diferente e a certa calmaria que existia dentro, ou apatia, depende do ponto de vista. Foi morta com as saídas incessantes de Jonathan, as reclamações de Paulo e a tentativa de manter tudo na calma da minha mãe.

Enquanto antes as preocupações de saídas eram quase nenhuma, já que eu basicamente não saia de casa, agora elas vieram como um soco, já que Jonathan era o extremo contrário e quase não parava em casa. Camila estava na perseguição por saber qualquer informação sobre Jonathan e eu era a “vítima” que sempre tinha que responder todas as perguntas e descobrir tudo que o loiro fazia.

Aquilo de certa forma, era um alívio… Jonathan não estava vendo Camila e os dois não estavam de volta, o que acalmava meu ser, embora eu ainda me questionasse quem era a pessoa ou as pessoas que ele estava vendo com tanta frequência e aquilo até… Me assustava. Camila era uma amiga, tudo que ela e Jonathan compartilhavam eu conseguiria saber sem muito esforço, agora uma nova pessoa, desconhecida minha, era muito impossível que eu consegui saber o que ambos faziam juntos. Além do fato de Jonathan ter deixado bem claro que ele havia seguido em frente e até rolos nos Estados Unidos ele havia conquistado.

O que mais complicava para mim era não entender meus sentimentos. Tudo parecia um grande blecaute na minha vida, quando se tratava de Jonathan. Nunca era concreto o que eu sentia por ele, eu não sabia se era algo como amor ou apenas um desejo incontrolável que eu sentia. Principalmente, por ele ser o garoto mais bonito que eu conhecia e que tinha o corpo mais belo e aquilo me afetava… Como afetava a maioria das pessoas que se interessavam por Jonathan.

Era até um milagre que naquele dia ele ainda estivesse em casa. Na última semana quase todos os dias Jonathan havia chegado por volta das três da manhã, por vezes mais tarde do que isso e Paulo andava extremamente estressado com a irresponsabilidade do filho. Felizmente ele não chegava bêbado, principalmente por estar sempre de carro, o que talvez ocasionasse uma briga ainda maior.

Às vezes, eu queria esclarecer tudo com ele… Saber realmente como é o caminhamento das coisas e sei lá… Me livrar de todas as inseguranças, medos e dúvidas que a nossa relação sempre me deixou.

Ir de uma indiferença, ódio, respeito, admiração e até o ponto de hoje, que eu questiono se é paixão ou amor, é simplesmente a maior montanha russa de sentimentos que nos meus dezoito anos eu consegui vivenciar. Seria o confronto a melhor coisa a se fazer naquele ponto?

Levantei e vesti a primeira camiseta que achei jogada sobre a cama. Era melhor ser esperto, peguei a minha toalha também e me encaminhei para a saída do quarto. A chuva seguia batendo forte lá fora. Seria um natal molhado. Minha mãe estava sentada no sofá vendo TV e Paulo passava para a cozinha.

—Já vai tomar banho, filho?

—Sim, vou sim… -Comentei e continuei andando até a sala. -E o jantar?

—Está no forno, a lasanha. Paulo está indo ver se está tudo ok com o bolo e logo volta, a gente tá vendo esse filme aqui. Você deveria ver!

—Depois você me passa o nome e eu baixo, pode ser? -Minha mãe confirmou com uma piscadela e voltou a atenção ao filme.

Subi as escadas e fui até o corredor onde existiam três portas. A porta branca do fim do corredor, que era a porta do quarto do casal, a porta branca que ficava na parte direita do corredor, que era a porta do banheiro que eu e Jonathan usávamos e a porta preta que ficava ao lado esquerdo. Fui até ela e bati. Ouvi apenas um entra e fiz isso.

O quarto estava até arrumado, tinha algumas peças de roupa jogadas no chão e um caderno velho aberto e jogado também. A chuva batia forte na janela de vidro e era possível ver os galhos da árvore de fora batendo na janela como se pedisse para entrar e sair daquele temporal. Jonathan amava chuva. Eu já tinha alguns problemas com a mesma, principalmente depois do loiro ter me jogado para fora num temporal e eu acabei tendo uma forte gripe e piorei da minha asma.

O loiro estava sentado sobre a cama, com as costas encostada na cabeceira e riscava em algum caderno, mas logo fechou ao me ver entrar. Os cabelos estavam molhados o que denunciavam que ele havia acabado de tomar banho e usava apenas uma bermuda jeans, sem qualquer camisa. Aquela bermuda seria a que ele usava na ceia, afinal na ceia sempre usamos roupas mais apropriadas do que as usuais.

—O que? -Falou sem soar grosso, apenas como uma pergunta. Os olhos azuis olhavam pra mim, parado, próximo a porta, sem se mexer.

—Eu quis… Te ver… -Ele sorriu. -Quer dizer… É… Conversar contigo, sabe?

—Cê tá se enrolando… -Ele sempre tinha que ser ele mesmo, daquele jeito… Insuportavelmente charmoso.

—É… Jonathan, você não acha que a gente precisa conversar?

—Não sei, você acha? -Perguntou apenas pra irritar. -Vem cá! Senta aqui!

—Não!

—Vem, garoto… Eu entro no seu quarto e sento na sua cama numa boa e você não quer fazer o mesmo…

—Você não costumava me tratar assim… Não lembra de quando a gente se conheceu… Que tudo era seu e eu não podia encostar em nada?

—Lembro… E acho que isso era numa fase que a gente ainda não nos conhecíamos e mesmo Hassan… Nós temos toda uma história, não adianta fingir que somos estranhos, que não rola. No fim, essa viagem só me mostrou que ficar te tratando igual eu te tratei no começo nem vale de nada, sabe?

—É… -Dei dois passos e ele me incentivou a continuar ao se afastar um pouco na cama, um claro sinal de que eu pudesse sentar. Aproximei-me da cama e sentei ao seu lado.

A cena parecia com a cena que repetimos alguns dias atrás, onde o loiro foi até o meu quarto e sentou-se ao meu lado. Jonathan colocou o caderno no criado mudo ao lado. Levei minhas mãos ao meu colo, a toalha ainda se encontrava no meu ombro e aquilo me lembrou que eu não deveria demorar, a possível demora poderia deixar o casal lá embaixo desconfiado.

—Jonathan… -Ele me olhou, eu percebi mas não o olhei. -Eu gosto de você e eu preciso dizer isso, sem que você me interrompa… Eu posso ser patético muitas vezes, mas eu e João nunca tivemos nada e eu sempre quis que você soubesse disso com toda a certeza do mundo, porque eu tenho medo de você me vilanizar na sua mente, em relação a isso… Enquanto nós estivemos juntos, eu sempre fui fiel a você e eu sempre quis que isso fosse a coisa mais clara entre nós. -Respirei fundo, mas não iria me calar, para que ele não intervisse. -Você viajou e tudo que eu consegui pensar foi em formas de conseguir deixar você perto de mim e uma delas foi tirar esse peso que eu sei que você tinha nas coisas, sobre o envolvimento com o Yuri e o assassinato do possível cara lá e só fiz toda essa bagunça, pra te ajudar, pra mostrar pra você que é você que me importa… Eu sei disso, mesmo com você dizendo que ficou com outros lá, mesmo com você saindo todos os dias e chegando super tarde, sendo que não sei para onde você vai e a minha maldita mente que só consegue ser ridícula, só consegue pensar coisas ruins.

—Ei…

—Eu só acho que… Sei lá, nós deveríamos tentar, mais uma vez… Hoje é natal e é o primeiro natal que eu passo em família, que não seja só minha mãe e algum tempo atrás meus avós. Você e seu pai são minha família… Embora eu não queira você como irmão e eu espero que você não me queira como irmão também. -Ele passou o braço por detrás do meu corpo e me abraçou de lado.

—Ei.

Eu respirava forte, meu rosto estava vermelho por falar tudo aquilo sem respirar direito e eu estava até suando. A chuva começava a diminuir lá fora, apesar de chovendo não estava tão frio quando deveria, afinal estávamos no verão.

Jonathan levantou-se e caminhou até o meu lado da cama. Sentando na minha frente, entre minhas pernas. Ele me olhava sem piscar, o cabelo ainda estava grudado na testa, mas agora com aspecto mais seco.

—Eu não me vejo pronto para namorar com você e não adianta me perguntar porque… Eu acho que a minha viagem me deu certas liberdades que eu não pretendo perder e isso não quer dizer que eu vou ficar saindo com várias pessoas ao mesmo tempo, mas eu não quero ao mesmo tempo estar amarrado a uma pessoa só, entende? -Acenei que sim e o loiro pegou na minha mão levando até o seu peito.

O coração do loiro palpitava, o peito dele era quente, eu podia sentir o músculo um pouco definido do peitoral de Jonathan.

—Eu sempre senti esse calor doido por ti, basicamente desde a nossa primeira vez junto e eu estava esperando que o frio dos Estados Unidos me fizesse apagar esse calor, mas foi só eu voltar e te ver de novo que ele continuou do mesmo jeito. O pior foi ver ele tão quente quanto antes, só que… Talvez, mais quente por causa da saudade. -Ele suspirou e se aproximou um pouco mais.

O corpo dele estava bem próximo do meu, dali a pouco pareceria que eu estava sentado no colo dele. As duas mãos do loiro foram até meu rosto e acariciaram o lado da minha bochecha.

—Eu vou ser sincero contigo e se eu quiser que a gente pare de ficar, a gente para… Não entenda isso como um namoro, entenda isso como uma… Nem sei que nome dar a isso, mas não estamos namorando. -Concordei que sim e pisquei os olhos.

Logo senti os lábios de Jonathan novamente tocando os meus. O loiro estava quase se deitando sobre meu corpo, só não fazia isso porque eu estava sentado escorado na cabeceira, mas estávamos tão próximos que parecia maravilhoso… Soava como o melhor natal.

Notas finais
Olá e aí curtiram! (Promessa, amanhã eu respondo todos os reviews!) João e Yuri tem jeito ou nem? O que vocês estão esperando desses dois? E essa possível reconciliação entre Hassan e Jonathan... Será que os sentimentos de Has são realmente correspondidos pelo Jonathan? JOnathan parece bem livre, ele realmente vai se envolver com o Has? Não sei... Esse final aí da pano pra manga não acham? Será que o Has vai se decepcionar com o loiro? Não sei hein, vocês tem algum palpite? Sinceramente, eu amo o Has e o Jonathan. Próximo capítulo será o ano novo, hein! — COMENTEM E RECOMENDEM!