I Hate You Too!
40 XL- Um ano novo pleno, completo e satisfeito
Notas iniciais
(POV: JOÃO)
O fim do ano se aproximava. Já era por volta das oito da noite e eu fazia o jantar. Era um macarrão com molho de tomate e carne, nada muito sofisticado. Os últimos dias os trabalhos quase sumiram, Marco havia informado que na última semana do ano realmente ninguém contratava, que até o meio de janeiro seria bem parado e que as novidades só iriam aparecer no meio do mês, que viriam para preparativos de carnaval e ainda sim, menor do que o fervor dos últimos três meses do ano. Felizmente as curtidas nas redes sociais me rendido alguns contratos em que eu divulgava alguma marca e eles me pegavam baseados nos “likes” das postagens. Fora que viver com pouco dinheiro já era quase um talento meu. Apesar de que todos os gastos de final de ano com a moto acabavam quebrando minhas pernas.
Quando meus pais eram vivos, era um costume nosso arrumar toda a casa no final do ano e deixá-la impecável e agora que eu basicamente vivia sozinho, eu preferi por manter essa tradição nossa e havia tido o trabalho de limpar a casa sozinho.
Eu ia ver um filme que eu havia baixado e talvez fosse isso a minha virada de ano. Comer macarrão e ver um filme, um pouco depressivo? Talvez, mas eu não estava no clima de ir até as festividades de ano novo ou beber, talvez eu estivesse ficando velho demais para esse tipo de coisa.
Até mexer no meu celular e me encantar com as curtidas e os comentários das várias pessoas que estavam me seguindo era melhor do que sair, além da minha mente não parar de ficar relembrando como esse ano havia sido diferente de todos os anteriores… Pelas pessoas que eu conheci… Pelos momentos malucos que vivi… Hassan… Yuri…
Balanço a cabeça deixando esses pensamentos estúpidos para trás. Has e Yuri eram passados e não deveriam ficar na minha lembrança de ano novo. Os dois eram ricos e tinham a mentalidade manipuladora que todos os ricos pareciam possuir e a última coisa que eu estava precisando era que os sentimentos ruins que ambos me fizeram sentir, aparecesse no último dia do ano e acabasse destruindo o meu possível início de ano novo. Talvez, eu pudesse me concentrar melhor se a campainha não começasse a tocar naquele horário. O que era, bem estranho. Levantei-me rápido e fui calmamente até a porta, passei por ela e fui até o portão principal. Abri com receio, mas logo a imagem que eu vi não parecia minimamente perigosa. Yuri.
—Oi? -Perguntei olhando para o loiro, que parecia… Deplorável?
Yuri estava com os olhos e o nariz bem avermelhados. Ele parecia calmo demais para o perfil sempre ofensivo que ele tinha. Algo parecia ter acontecido, eu não estava com planos de ser legal com a pessoa que havia dito tudo que ele disse para mim no nosso último encontro, porém eu não iria ser o escroto e ser rude com o garoto quando ele parecia precisar de um apoio.
—Yuri, o que você está fazendo aqui a essa hora?
—Oi… Me deixa entrar? -Perguntou com a voz embargada, abri o portão totalmente e ele passou sem sequer me comprimentar.
A cena seria mais trágica se estivesse chovendo e todo o clima dramático que a chuva traria, mas aquilo seria estar dentro de um filme e bem… A vida real não é tão montada assim. Caminhei atrás do loiro que já deveria estar na sala da minha casa, entrei e o encontrei sentado, com as duas pernas sobre o sofá, como se estivesse se abraçando. Yuri sempre era bem destemido e poucas vezes soa ou parecia fraco, como ele parecia nesse momento.
—Ei… -Falei me aproximando e me ajoelhando a sua frente, tentando ver seus olhos. -Me diz o que aconteceu?
—Porque você não me xinga? -Ele perguntou rápido demais, me olhando. Franzi a testa em dúvida. -Eu basicamente fui um filho da puta com você no shopping, na frente de todos. Eu te humilhei, afetei a sua dignidade da maneira mais terrível que eu consigo imaginar fazendo e aí eu venho aqui e você me trata bem? Me fala com essa voz toda complacente, você não pode ser humano! Porque você não me xinga?
—Porque eu deveria? Você está aqui assim e realmente está precisando de xingamentos? Se isso é algo que o Bruno costuma fazer com você, não me compare a ele…
—Você é um garoto estúpido, João! -Aquilo não soava como agressão, parecia só um comentário de Yuri.
—Tá bem! -Ele me olhou como se esperasse a enxurrada de xingamentos. -Eu vou pegar meu prato na cozinha, já volto!
Eu não iria fazer isso. Aquilo nunca havia sido do meu feitio e por mais que Yuri merecia, ele não precisava. E às vezes, a gente deve entregar o que as pessoas precisam e não o que elas merecem. Voltei e Yuri parecia na mesma posição. Eu levei um copo com água e ele recebeu prontamente e logo tomando.
—Como você veio? Eu não vi seu motorista.
—Eu vim de táxi… -Respondeu rápido, ainda olhando para suas pernas que estavam sendo abraçadas pelo seu corpo. -Estava me sentindo sozinho… Precisando de um amigo…
—Mas e…
—Eu sei o que você vai dizer! -Interrompeu me olhando. Era perceptível a vontade de chorar em sua voz e ainda seus olhos com as lágrimas querendo voar para fora. -Mas e o Bruno? O Bruno no fundo não é meu amigo… Ele meu parceiro de foda e de coisas imundas que eu tenho que fazer para que as pessoas me respeitem, mas ele só quer meu dinheiro e a porra do meu cu! -O loiro não estava gritando, mas aquilo soava como um grito interno.
—Tá… -Yuri respirava forte e eu levantei indo até o seu lado. -Posso? -Pedi ao sentar ao seu lado e ele não respondeu.
Tomei a liberdade de abraça-lo, passei com meu braço por detrás do seu pescoço e com o outro pela frente o abraçando e eu o ouvi chorar. Yuri chorava sem me abraçar, apenas sentindo meu abraçado e chorou. Parecia um choro de perda, aquele choro forte e que você sabe que por mais que você só diga boas coisas, o sentimento de tristeza não vai passar.
—Eu briguei com meu pai… Bem sério! -Ele começou a falar entre o choro, levei minha mão até a sua cabeça com um afago e ele respirou, buscando ar. -Acho que no fundo ele quer me expulsar de casa, ele só não faz isso… Basicamente porque ele sabe que não teria como deixar as coisas, só se fosse para um dos seus funcionários ou para o meu tio, que não administraria tudo nem por dois segundos…
—E sua irmã?
—Minha irmã é adotada. Ele nem a considera da família. E minha mãe é dondoca demais para se importar com a empresa, ele sabe que o meu destino é manter o negócio funcionando…
—Mas é esse o seu sonho? É isso que você quer?
—Eu fui criado para isso, desde que nasci a única profissão que eu conheci foi… Administrar os negócio dos Grambell! -O choro parecia mais distante agora. -Porque eu não consigo te perdoar? -O olhei e ele me largou com força, me olhando fundo. -Eu… Deveria não? Mas eu não consigo!
Antes que eu pudesse pensar em falar algo, o loiro me puxou com força e quase que eu caio por cima dele, porém consegui me equilibrar e ele me roubou um beijo. Um beijo de verdade, quase que eu podia sentir toda a raiva e ao mesmo tempo, toda a vontade que ele sentia por mim. O loiro nos separou para respirar e novamente me olhou.
—Eu posso dormir aqui? -Perguntou me olhando e eu ainda estava assimilando o beijo e confirmei com a cabeça. -Mas eu não quero dormir no mesmo quarto que você, eu posso?
—Aham… -Confirmei. -Eu posso dormir no sofá. É Sofá-cama. Só por uma noite, vai ser tranquilo!
—Obrigado! -Falou se levantando! -Come! Eu acho o banheiro e o quarto logo em seguida!
[...]
(POV: HASSAN)
Já estava perto das onze da noite. Eu estava sentado na sala mexendo no celular. Paulo e mamãe haviam combinado de passar a virada do ano novo na casa do chefe da minha mãe, onde haveriam dezenas de advogados, juízes, promotores, delegados e toda a galera do Direito que eu não conhecia. Ambos nos convidaram, mas Jonathan pulou fora na hora e eu acabei fazendo o mesmo.
Na verdade, ambos havíamos pulado fora, pois havíamos programado uma saída nossa. Que Paulo e minha mãe não sabiam direito para onde era, porém eu havia insistido para que Jonathan não fizesse isso escondido, afinal os dois poderiam desconfiar que nós dois saindo juntos boa coisa não aconteceria.
Paulo ainda não sabia de nada ao certo, desconfiar talvez e mesmo que fosse, aquilo deveria ser antes de Jonathan viajar para os Estados Unidos, embora nós dois estivéssemos menos distantes nos últimos dias, ainda não estávamos com certa sintonia. O que me deixava um pouco receoso, as palavras de Jonathan não saíam da minha cabeça. Se ele não estava preparado para um namoro, aquilo que nós deveríamos passar a ter era um relacionamento aberto? Ou um fica fixo? Deus deveria saber o que deveria ser e quem era eu para pedir auxílio a ele? Um garoto que mal acredita em sua existência.
O loiro desceu, com uma camisa branca e uma bermuda jeans bem azul e chinelos. Levantei-me e ele riu.
—O que? -Perguntei.
—Para onde você vai de camisa polo, calça jeans e tênis?
—Você não me falou para onde iríamos. Imaginei que a gente ia pra festa da cidade mesmo, já no Centro, não era?
—Óbvio que não! Como a gente ia ter paz nessa festa? Vamos a praia!
—Tá… Vou me trocar então!
—Não! -Comentou me segurando pelos braços. -Você vai assim, vai ser hilário!
—Hilário pra quem?
—Pra mim, oras! -Tentei me desvincular do loiro que me abraçou com força para que eu não saísse.
Aquele tipo de contato era diferente. Era divertido e bom. Jonathan me abraçava me segurando, evitando que eu fosse até o quarto. O loiro acabou me suspendendo do chão, enquanto eu batia no seu ombro pedindo para que ele me largasse. Aquele momento estava livre de qualquer surpresa. O casal já havia saído e agora era a nossa vez. Jonathan caminhava para a porta, mas eu coloquei mais força e ele me soltou.
—Tá engordando, Has? Tá pesado, viu?
—Você que tá mais magrelo, esqueceu a academia, Jonathan? -O loiro correu atrás de mim, mas eu fui mais ágil e logo fechei a porta a trancando. -Quando você sair eu te mato!
—Tá bem então! -Fui irônico e logo comecei a procurar algo para usar. Optei por uma camisa branca, similar a de Jonathan, porém com uma bermuda preta e os chinelos também pretos.
Ao sair o loiro estava mandando uma mensagem e logo me olhou fechando a porta.
—Podemos ir? Ainda temos quarenta minutos de estrada, se o trânsito estiver bom.
—Então vamos.
[...]
Depois de cerca de cinquenta minutos, já passava pouco de onze e meia e logo os fogos iriam iniciar. A cidade que fomos não era um grande pólo turístico, estava com poucas pessoas na orla e aquilo era ótimo. Eu não gostava de multidões, se fossemos para a praia do município vizinho, com certeza iríamos ter que lidar com uma multidão de pessoas e não seria agradável.
Jonathan estacionou no acostamento de uma rua que ficava próximo a onde iriámos, que era a praia. Estava bem tranquilo, a maioria dos prédios parecia estar com as luzes apagadas, poucos ainda estavam com as luzes acesas e a praia tinha algumas pessoas curtindo e bebendo. A iluminação da areia era um pouco precária, somente na orla era possível ver os postes e tal. As pessoas bebiam e se divertiam bastante. Jonathan havia me dito que iria ter uma queima de fogos e que seria interessante ver. O loiro trazia duas cervejas na mão.
—Você vai beber? -Perguntei preocupado e ele sorriu.
—Só duas cervejas no máximo e quando estivermos indo já estarei sóbrio. Relaxa! Para de ser tão certinho! -Ordenou e eu recebi a cerveja, embora não fosse minha bebida favorita.
Algumas pessoas pareciam bem bêbadas, aquela praia parecia mais um encontro de pequenos grupos de amigo, do que uma festa de réveillon de uma cidade inteira.
—Como conheceu essa praia?
—Vim com uns amigos do time de futebol jogar nessa cidade uma vez e aí… Ficamos pela praia no dia da concentração e eu achei uma cidade litorânea pacata, sem muito turismo e eu sentia falta de curtir a praia sem multidões de pessoas, sabe?
—Sei.
Nós dois sentamos numas pedras, um pouco longe dos grupos de pessoas. Tudo era silêncio, calmo e tranquilo. A nossa vida poderia ser bem assim o tempo todo. Se dependesse de mim seria. Jonathan começou a me contar sobre essa viagem e como conheceu a cidade e parecia apenas uma história de jogo de futebol. Lembrar que quando ele fala ano passado, eu ainda não fazia parte da vida dele e me mostrava que quanto mais eu achava que nós nos conhecíamos, mas parecia que a gente se conhecia pouco.
Às vezes era ruim, pensar que eu era apenas o esconderijo de Jonathan. Eu não conhecia seus amigos, seus hábitos fora de casa pouco sabia sobre, ele parecia viver duas vidas. A vida que queria viver com os amigos e a vida que vivia antes e que talvez viveria novamente agora, comigo. Não que a exigência de que ele me assumisse como namorado fosse algo importante para mim, não era! Mas fingir que não nos conhecemos, não nos damos bem, poderia ser interpretado como uma fuga da realidade?
Jonathan poderia ter pensado esse ano novo, apenas como uma forma de nos manter longe de possíveis olhos conhecidos e… Não era para eu ficar pensando esse tipo de coisa. O nosso rolo nunca seria aberto e eu deveria viver e lidar com isso.
—Vai começar a queima de fogos! -Jonathan comentou me puxando pela mão.
Logo estávamos nós dois correndo de volta para a pequena aglomeração que olhava para o mar e via o show de luzes se iniciar, uma barulheira sem tamanho e as pessoas gritavam animadas se abraçando e se beijando na felicidade da mudança de ano. Era hora de eu tomar alguma atitude, abracei Jonathan pela lateral, transpassando meus braços pelo seu corpo. Dei um beijo no seu pescoço, que era onde minha boca costumava bater devido a nossa diferença de altura.
—Feliz ano novo, Jonathan…
—Feliz ano novo, pequeno! -Ele comentou, me chamando por aquele apelido pouco usado, mas que me fazia suspirar e me arrepiar. Ficamos abraçados até o fim dos fogos e talvez fosse o mais juntos que ficaríamos em público em qualquer situação na vida.
O abraço em público, a demonstração de afeto pública era muito boa. Estavámos ali, sem medo, abraçados um ao outro como um casal, sem qualquer medo de agressão, apenas sendo felizes, terminando nossa cerveja e vendo como findaria os fogos.
—Vamo pro carro! -Jonathan comentou de novo, me puxando.
—Ué, já vamos embora?
—Não, ainda não! -Respondeu andando na frente e eu o acompanhava, o mais rápido que podia. Jonathan jogou a lata de cerveja num cesto de lixo que encontramos no caminho, o loiro tomou a minha cerveja da minha mão e com um gole bebeu quase tudo de novo. Dessa vez jogou no chão mesmo.
—Jonathan! -Repreendi, mas ele nem ligou.
—Entra!
Ele falou destravando o carro e abrindo a porta de trás. Não entendi o que aquilo estava significando, ele disse que não iríamos embora. Entrei sem questionar e ele entrou atrás de mim, me puxando com força e me beijando. As mãos dele percorriam meu corpo com vontade e logo me puxaram pra sentar no seu colo. Eu só estava correspondendo a tudo, não adiantava negar, Jonathan queria aquilo.
Estava bem quente ali dentro, o loiro puxou a minha camisa pra cima, deixando meu peito livre e logo tocou meus mamilos apertando com força. Eu gemi com aquele toque e ele atacou meu pescoço.
—Ei... -Avisei segurando seu peito. -Cuidado, não pode marcar aí.
—Foi mal! -Comentou me empurrando sobre o estofado do banco de trás e puxando a própria camisa jogando no banco da frente. Jonathan deitou-se sobre mim e colocou as duas mãos sobre meu pescoço, apertando. -Aqui pode? -Perguntou safadamente, me olhando e lambendo meu mamilo direito.
Aquele garoto ia me deixar louco. Jonathan mordeu meu peito com certa força e eu acabei gemendo alto com a dor e prazer daquele ato. O loiro sorriu, dava pra saber, embora eu estivesse deitado sobre o estofado com os olhos fechados apenas sentindo o loiro sobre mim. Jonathan estava quase sobre mim, com uma das pernas fora do banco e a outra apoiada no banco, enquanto eu estava apenas deitado, eu podia sentir que ele estava excitado, eu sentia seu pênis duro, embora embaixo do jeans, na minha perna.
Eu sabia que meu peito deveria estar todo vermelho de tanto que ele mordia, chupava e passava a língua por ali, mas estava infinitamente gostoso que eu não estava nem me importando se alguém que passava pela calçada daquela rua veria algo ou gravaria um vídeo e colocaria online. Eu só estava sentindo prazer de ter o loiro mais gostoso que eu conheço em cima de mim. As mãos do loiro saíram do meu pescoço e caminharam até o cós da bermuda que eu usava, abrindo o botão e puxando o zíper, fazendo com que a bermuda ficasse frouxa e Jonathan começou a puxá-la para baixo.
—Calma… -Pedi e ele levou a mão até a minha boca a tapando.
—Não corta o clima! Eu passei muitos meses sem ter você junto de mim, desse jeito e eu quero isso agora! -Mordi a mão dele. -AI! -Gritou alto e a puxou, ajoelhando-se sobre o banco do carro. -Perdeu o juízo, foi?
Me afastei pelo estofado e o puxei, fazendo o sentar e sentando sobre ele.
—Calma aí! Não é só você que tem vontades aqui não!
—Ah é, então?
—Cala a boca, né? -Beijei o loiro, enquanto ele fazia a cara de safado de sempre.
Jonathan levou as duas mãos até a minha bunda e ficou com ambas paradas ali, como se sustentasse todo o meu corpo por segurar ali, eu não pude evitar e acabei fazendo movimentos circulares com o quadril sobre o corpo dele e ele sorriu separando nosso beijo.
—Andou aprendendo coisas com o motoboy, hun?
—Idiota! Já disse que não tivemos nada…
—Fica de quatro! -Jonathan ordenou e eu fiz isso.
O loiro se colocou atrás de mim ajoelhado e puxou a minha bermuda pra baixo junto com a cueca, aquela posição nem sempre era confortável, ainda ficava pior ao estar dentro de um carro com um estofado duro, porém eu me inclinei ao máximo que pude e senti a mão pesada de Jonathan contra a minha nádega, gemi com o tapa, porém logo sentir o loiro se aproximar. Eu não estava vendo, porque estava com a cabeça abaixada, mas pude sentir minha bunda ser molhada e o barulho de cuspe que Jonathan soltou e logo senti a língua do loiro tocando a região, me fazendo gemer e me inclinar mais contra ele.
O loiro seguia dando leves tapas na minha bunda, enquanto chupava aquela região e me dava um enorme prazer. O carro estava completamente escuro, a única luz que entrava vinha do parabrisa da frente, que era causada pela proximidade com um poste na rua, o resto era o mais completo breu. Ali dentro estava um forno de quente, eu sentia minhas costas úmidas e principalmente minhas pernas e braços por estarem em contato direto com o estofado do carro, provavelmente ele estava na mesma situação pegajosa que eu estava, mas quem estava ligando para aquilo agora? Eu tava pouco me lixando.
Jonathan ajoelhou-se sobre o estofado e começou a baixar sua bermuda e cueca.
—Você trouxe preservativo? -Perguntei o olhando por cima do meu ombro e ele sorriu.
—Claro!
O loiro tirou o preservativo do bolso e o abriu rapidamente com os dedos, colocando no próprio membro dele. Eu continuava na mesma posição. Jonathan salivou bastante e colocou lá embaixo e no próprio pênis. Seria a nossa transa depois de muito tempo. Muito tempo que eu questionava se ele já havia feito de novo e eu não havia feito desde a última vez com ele.
—Arh… -Gemi alto ao sentir o loiro forçando a entrada. A posição não era das melhores, o lugar também não, a lubrificação estava bem debilitada e por mais ruim que tudo aquilo soasse, eu só sabia que logo mais eu ia me sentir pleno, completo e satisfeito.
—Porra, Has… -O loiro falou com tesão, Jonathan havia se inclinado sobre mim, afinal ele bateria a cabeça no carro se ficasse ajoelhado normal. -Tá muito apertado, Has.
Levei uma das mãos até o quadril de Jonathan para que ele maneirar na empolgação e aquilo não ficasse mais dolorido ainda. As mãos dele passeavam pelas minhas costas, misturando o suor que estava com ele com o suor que estava comigo. Aquilo era uma sauna de tão quente. Jonathan começou com os movimentos com velocidade moderada e eu seguia gemendo com a cabeça encostada no estofado e com a bunda pra cima, enquanto ele continuava quase que deitado sobre mim, embora estivéssemos ajoelhados no carro, felizmente o carro era considerado alto e espaçoso e ajudava nesse momento.
—Caralho… Tá doendo muito! -Reclamei o que não pareceu afetar Jonathan nem nada, o máximo que ele fez foi cuspir novamente na própria mão e tentar molhar um pouco o seu pau sem tirá-lo de dentro de mim.
Ele levou uma das mãos até o meu peito e apertou o meu mamilo, me fazendo gemer com as sensações prazerosas que aquele tipo de toque proporcionava. Jonathan seguia penetrando, mas meu joelho já estava dolorido e eu era melhor eu mudar de posição.
—Jonathan… -Suspirei e ele me olhou. -Vamo mudar?
—De posição?
—É… Senta! -Pedi e ele sentou-se.
Subi no colo do loiro e o beijei. Logo depois disso cuspi na minha mão e levei até o membro duro dele. Jonathan estava tão duro que parecia que poderia segurar um saco com quilos e quilos de qualquer coisa apenas com a dureza do pau. Fui descendo devagar enquanto sentia a boca do loiro morder meus mamilos e porra… Aquilo parecia deliciosamente enlouquecedor. Sentir as dores lentas da penetração com o mordiscado dos dentes de Jonathan naqueles pontos que eram tão sensíveis.
O loiro levou as duas mãos até o meu quadril querendo me puxar para baixo, mas eu gemi um calma vagarosamente que fez ele continuar me mordendo. Iniciei o movimento de subir e descer devagar e tudo parecia melhor, a posição era mais confortável pelo menos pro meu corpo, embora o pênis de Jonathan entrasse mais naquela posição, meu corpo já estava mais acostumado por causa da posição anterior. O loiro me abraçou com força e mordiscou meu queixo, como se pedisse um beijo, abaixei meu rosto e o beijei com vontade. Eu já queria gozar só naquele momento.
E como se estivesse lendo minha mente. Jonathan levou a mão até meu pênis e começou uma masturbação forte.
—Se apoia nos teus joelhos. -Pediu e eu fiz isso, inclinando-me para frente e levantando um pouco o quadril. Jonathan aumentou as estocadas com vontade e eu gemi alto com a aquilo. Aquelas estocadas mais fortes e a pressão que ele fazia na minha glande na masturbação foram o que eu precisava para gozar todo o peito do loiro que estava embaixo de mim e com o aumento de velocidade e as contrações do meu recente orgasmo, também percebi que o loiro gozou, só que dentro da camisinha. -Uhh… -Suspirou cansado e suado. -Feliz ano novo! -Brincou sorrindo e eu o beijei.
—Feliz ano novo! -Respondi saindo de cima dele e sentiu meu ânus se contrair dando uma pequena fisgada de dor.
Jonathan pegou a camisa e limpou a barriga dele com a mesma e logo tirou o preservativo dando um nó firme. O carro estava impregnado com cheiro de sexo e nós dois estávamos mais molhados do que se estivéssemos tomado banho de tanto suor que estava em nossos corpos.
—Vamos a praia? -Pediu abrindo a porta e saindo com a calça abaixada e levantando do lado de fora do carro. Eu me aprontei dentro do carro e me vesti com a camiseta, ele deixou a dele ali dentro jogada.
—Você é doido? -Perguntei ao sair, já vestido, embora com as roupas amassadas. -Imagina se alguém te pega pelado na rua?
—Não precisa ficar com ciúmes… Acabamos de transar!
—Ridículo!
—Vem, deixa de reclamar!
Seguimos calmamente até a areia da praia, tudo estava tranquilo e tinha pouquíssimas pessoas ao redor de nós. Jonathan sentou-se e eu sentei ao seu lado, sentindo a brisa do mar batendo em nossos rostos. O loiro estava bem suado e sem camisa, parecia uma visão.
—Sabe o que ia completar demais o meu ano novo? -Jonathan iniciou e eu olhei incentivando a continuar. -Já comemoramos a virada, transamos, agora só falta entrar no mar pelado!
—O quê? -Ele segurou minha mão. -NÃO! -Respondi em alto e bom som. -A superstição é pular sete ondinhas, não envolve nada de gente pelada no mar!
—Larga de ser frouxo! -Jonathan levantou e logo começou a tirar tudo, logo Jonathan estava pelado, colocou o chinelo sobre as roupas que o vento não levasse e me olhou de novo. -Vem! Se você não vier, não vai ter o ano maravilhoso que eu vou ter!
E o loiro correu e entrou dentro do mar. Aquilo era maluquice. Jonathan estava apenas com água na altura da cintura, óbvio que era pra esconder as partes baixas caso alguém aparecesse e também pra evitar que algo acontecesse, era noite e estava escuro e o mar nunca foi algo muito confiável.
—VEM HAS! -Gritou de dentro da água, mergulhando rapidamente e aparecendo com o cabelo grudado na testa. -Sério é rápido!
O que eu tinha a perder não é mesmo? Levantei e tirei toda a roupa, seguindo o conselho do loiro e colocando o chinelo sobre todas peças para que o vento não levasse. E segui para dentro do mar, onde Jonathan já me esperava de braços abertos e eu o abracei.
—Você é um loiro maluco, sabia?
—E você gosta! -E ele me beijou e foi um ótimo ano novo!
Fale com o autor