I Hate You Too!
24 XXIV - E o plano?
Notas iniciais
Jonathan estava lá, do outro lado da tela, olhando pra mim com os olhos azuis incrivelmente lindos dele, parecia estar em um escritório ou um quarto de estudos, tinha alguns livros numa estante no fundo. Tudo parecia bem calmo e parecia quente, afinal ele estava com uma camiseta.
—Olá, Jonathan... Como está na terra do Tio Sam? –Minha mãe perguntou se aproximando do marido e o abraçando. O sorriso no rosto de Paulo era inegável, ele estava vendo o filho e aquilo devia ser um gigantesco alívio.
—Tudo legal, mas esse país tá uma droga de quente. –Reclamou. –Pelo menos, meu avô disse que agora vai começar a esfriar.
—Como está sua avó, filho? Ela está bem?
—Ela está desacordada, pai. –O sorriso feliz de Paulo logo sumiu e o garoto de outro lado da tela percebeu. –Mas tá tudo bem, pai... O doutor disse que ele vai acordar logo e que tudo vai dar certo... Ele disse que a cada dia ela está ficando menos fraca e daqui a pouco estará acordada. –Minha mãe beijou a bochecha do marido e sorriu pra ele, ela estava dando muita força ao loiro. –E você, Hassanzinho? Não vai falar comigo...
Eu gelei na hora... Jonathan não estava puto? Ou estava tão puto que estava sendo irônico?
—Oi... –“loiro...” por pouco não soltei aquela palavra carinhosa ali, em voz alta. –Jonathan...
—Mas fala filho, você já conheceu alguns lugares legais? Já foi em alguma casa de show? Poxa eu já fui jovem, sei que você deve estar querendo curtir também...
—Já. Fui numa boate que tem por aqui por perto, foi bem legal cheio de gatinhas, americanas tem os peitos muito grandes! –Ele falou aquilo se vangloriando... É, na verdade ele estava puto sim, afinal era de se esperar...
Ele devia tá fazendo aquilo pra me deixar o mais mal possível, meu telefone tocou. Era João e eu saí sem me despedir de Jonathan nem nada, nem eu entendi o porque, simplesmente saí e longe daquele escritório atendi a ligação de João.
—Oi...
—Já comecei a colocar o plano em prática! —João falou rápido e eu não entendi a princípio, mas logo lembrei... Era a vingança!
Vingança que era mais para o Jonathan do que pra mim... E já que o loiro estava longe e nem ligando pra mim, será que era realmente útil eu fazer isso? Será que valia a pena? Porra, o Yuri iria me infernizar o resto da vida, tudo bem, eu não ligava... Jonathan realmente já tinha demonstrado que estava pouco se fodendo pra mim e pros meus sentimentos, todo o nosso envolvimento, que pra mim era amoroso, pra ele não deve ter significado nada e então por que eu iria colocar a minha mão nessa droga de história, eu devia simplesmente esquecer!
—Has? Você tá aí?
—Sim...
—Então? Não gostou de saber que eu estou começando a sondar o Yuri? Pra tentar descobrir como ele fez aquilo com o Jonathan?
E o meu coração parou... Como eu tinha esquecido aquela loucura? Como eu não poderia lembrar o que aquela vadia loira havia feito, mas será que ainda assim era justo? Será que era?
—João... –Suspirei... –Tem como você vir aqui?
—Tipo, agora?
—Se não der...
—Tudo bem... —Interrompeu. —Claro que dá, eu só pensei naquilo que você disse, sobre ele colocar algum tipo de detetive na minha cola!
—Vem... Eu quero falar sobre o plano e ver se realmente isso é o certo a se fazer. –Falei e o moreno concordou e logo desligou.
Permaneci alguns minutos no meu quarto, deitei-me na cama e suspirei olhando para o teto do quarto. Tudo sempre estava em movimento, minha vida nunca foi tão animada em tão pouco tempo e só de pensar que eu estava muito chateado por que minha mãe ia morar com o novo marido dela... E hoje eu não me vejo mais longe dessa casa, a acatei como minha casa, como meu novo lar e me apaixonei pelo meu “irmão” e houveram tantos altos e baixos, tantos momentos felizes e momentos de muita tristeza. Continuei pensando sozinho até minha mãe me chamar para jantar, levantei-me e fui logo até a mesa de jantar. Paulo estava sorridente e já havia começado a comer.
—Has, o frango está uma delícia! –Falou meio de boca cheia e minha mãe riu, ela trazia meu prato e logo colocou ali no meu lugar e todos nós três estávamos sentados e comendo. –Poxa, que bom que o meu menino está bem! –Sorriu Paulo falando do Jonathan, lá iriamos de novo aquele assunto.
—Sim, querido... Que maravilha que o Jonathan está gostando dos Estados Unidos, talvez seja bom pra ele, uma experiência num país completamente diferente, vai ser bom para o crescimento pessoal dele...
—Isso... E sabe o que poderia ser melhor? Nós deveríamos comemorar! –Paulo comentou, já estava quase no final do seu jantar e eu ainda estava começando o meu, minha mãe estava pelo meio da sua refeição. –Fazer um programa família, o que vocês acham da gente sair um pouco? –Falou já se pondo de pé!
—Querido... –Minha mãe ria baixinho com a empolgação do marido. –Mas, amanhã você trabalha!
—Vai ser rápido! Só pra gente comemorar um pouco.
—Eu passo! –Deixei bem claro e logo continuei a mastigar, os dois me olharam com cara de espanto, como se desaprovassem minha atitude. –O que foi? Eu estou esperando uma visita... E mesmo, vocês podiam fazer um programa mais casal, que tal?
—O Has tem razão!
—Ahh não! –Minha mãe censurou. –Não vou sair e deixar o Has aqui sozinho, de jeito nenhum! –Falou se levantando, ela já havia terminado de comer e eu também estava no fim, mas como nunca terminava de comer tudo, deixei um pouco no prato e logo levantei.
—Mãe, por Deus! Eu posso ficar em casa sozinho por 5 minutos, logo mais o João vai chegar!
—É querida, o Has é grandinho e bem responsável, eu que não deixaria o Jonathan aqui sozinho, ele iria destruir a casa do jeito que é! –Ele a abraçou pela cintura e deu um beijo na bochecha dela. Minha mãe ficou envergonhada e ficou mais ainda quando Paulo sussurrou alguma coisa na sua orelha, que eu particularmente não quero saber o que é!
—Então? –Perguntei saindo pra cozinha para deixar meu preto sobre a pia e voltei. –Vão?
—Paulo, você lava toda a louça e vai tomar banho no banheiro do Jonathan, eu vou me arrumar agora! –Falou sorridente, me deu um beijo no rosto e logo subiu empolgada. Pelo visto aqueles dois iriam aproveitar.
Fui direto para o meu quarto, arrumei a bagunça que estava minha cama e logo peguei o meu pijama, sim um pijama, não tem nada de mais gostoso do que dormir numa noite fria com um pijama quentinho.
[...]
Mamãe e Paulo já haviam saído. Eu estava agora sozinho deitado na cama de pijama, tudo estava trancado, minha mãe fez questão de trancar tudo, disse que eu poderia deixar o João estacionar a moto na garagem se ele fosse demorar e que eu não deixasse nenhuma janela aberta, como sempre ela era muito assustada e super protetora, acho que toda as mães devem ser assim. Os dois saíram no carro do Jonathan, algo me diz que o Paulo queria aquele carro para ele e não para presente do filho, piadas a parte. Ouvi a campainha sendo tocada e logo levantei.
Abri a porta e o moreno estava lá. Com os cabelos espalhados pelo uso recente do capacete, a jaqueta de couro, a calça jeans e uma camisa branca, a moto estava ali perto junto ao meio fio.
—Oi! –Falou o moreno sorrindo e eu sorri junto.
—Oi, vou abrir a garagem pra você guardar a moto. –Fechei a porta principal e me encaminhei até a porta que ligava a sala até a garagem, logo que entrei na garagem, vi os dois carros, do Paulo e da minha mãe, a vaga onde ficava o carro do Jonathan e as vagas das motos que quase nunca eram usadas. Com o controle, abri o portão da garagem e logo o moreno fez a volta pela rua e estacionou a moto ali dentro. Ao descer e colocar o capacete ali, ele olhou pra mim e deu um sorriso sarcástico.
—Você usa pijamas?
—Algum problema? –Falei irritado e saí dali. Caminhei até o quarto e João me seguiu.
—Não... –Tentou se explicar. –É que você não é crescido pra usar pijama?
—Minha mãe que comprou. –Disse sentando na cama e indicando o espaço onde ele poderia sentar também. João tirou e jogou a jaqueta sobre a cadeira do quarto e sentou-se ali perto de mim. –E usar pijamas é muito bom, principalmente em noite frias.
—Ok... –Comentou ainda sorrindo. –Mas me diz, por que a urgência?
—Acho... Estou pensando se é realmente necessário fazer isso que estamos pensando, sabe? Principalmente que ele não fez nada pra mim e sim pro Jonathan e bem... Hoje a gente se falou e ele me ignorou e ainda quis me atingir...
—Como assim?
—Paulo fez uma ligação pra ele no Skype e chamou todo mundo pra falar com Jonathan, eu até achei que ele tava melhor, mas na verdade ele só quis me machucar falando de garotas americanas.
—E então por isso você quer acabar com o plano?
—É... –Falei indeciso. –Quer dizer, não! Olha, João...
—Não, Has! Me escuta! –O moreno me olhou sério e eu fiquei calado, apenas olhando para ele e esperando ele continuar. –Eu já dei trelá pra aquele moleque loiro estúpido e se eu sumir de repente é possível que ele mande me castrar. E você só está decepcionado com o Jonathan, mas é só ele aparecer aqui com os olhinhos azuis e sem camisa que você vai cair em cima dele todo apaixonado. Eu não vou largar o plano, afinal já foi começado e eu sei que você não vai se arrepender no final disso tudo, por isso eu vou fazer o que você pediu, mesmo que você esteja com medo agora! -Falou sincero e sério e bem... Eu fiquei... De boca aberta por João ter jogado tudo aquilo na minha cara e não tinha como negar. Tudo o que o moreno disse era a mais pura verdade. –Sabe o que é pior? –Ele levantou e começou a andar pelo meu quarto com uma expressão nada amigável. Eu o olhei influenciando que ele dissesse. –O fato de eu não conseguir te tirar da minha cabeça... –Ele olhava ao chão.
—Mas...
—Não terminei! Sabe, você é o meu único amigo, a única pessoa que tenho na minha vida, afinal, eu não tenho família e é muito foda estar apaixonado por você e você gostar de outro cara... Sendo que o Jonathan já demonstrou que não gosta de você... Será que eu não vou conseguir fazer você ver isso e me dar uma chance?
—Mas e o plano? –João deu um sorriso forçado.
—Acho que o seu plano é exatamente esse, me dar motivos para ficar longe, tendo que suportar aquele loiro idiota, é isso que você quer, Has? –João me olhava como se esperasse a resposta de uma vida inteira e bem, eu estava sem reação... Era como um ultimato? E poxa vida, o que eu teria de responder? Eu amava Jonathan, isso era certo, mas e se João tivesse razão? Jonathan nunca demonstrou sentimentos mesmo...
—Então... –João arqueou uma sobrancelha. –Desenvolve o plano, se não rolar nada com o Yuri você larga... Esse tempo vai ser decisivo pra eu poder colocar tudo no lugar certo e bem... Eu preciso de um tempo e assim, talvez... A gente possa ter algo. O que você acha? –O moreno estava me olhando pensativo e até eu nem tinha certeza do que eu havia acabado de falar. Ele sentou na cama perto de mim e segurou minhas mãos.
—Você tem certeza disso?
—Tenho!
Na verdade eu não tinha, não!
[...]
(POV: Jonathan)
Mais uma noite nesse insuportável país. Meu avô estava lá embaixo, tomando um café e vendo algum esporte na TV dele e eu estava agora no quarto, olhando para o teto e sentindo falta do Brasil, falta do meu quarto, falta de desenhar, até falta da escola, do time de futebol, dos veadinhos do time de vôlei. Até tinha falta de ver a cara de prepotente do Luck, que se achava o grande capitão da escola, mas era só um banana.
Sentia falta do meu pai e poxa, nem pensei que ia dizer isso, sentia falta do meu trabalho na lanchonete, mas o pior era sentir falta daquele árabe idiota com aquela carinha de bobo e aquele topete que eu adorava puxar, só pra ver os olhos dele se fecharem e abrir a boca para soltar um gemido mudo. Sim, eu sentia falta do filho da mãe do Hassan.
Eu havia falado com meu pai hoje e acabei por ver o Has, ele parecia mais magro do que o normal e meu pai também estava mais magro, eu sabia que ele sentia minha falta, mas e o Hassan? Mesmo com o namoradinho dele, será que ele ainda sentia minha falta? Ou ele estava mais magro por estar dando tanto que acabou ficando sem tempo pra comer. Pensar em tudo isso só me deixava mais ainda com o perfil de uma garotinha virgem que fica pensando no príncipe encantado, mas eu estou no lugar oposto. Eu era que era o príncipe encantando, modéstia a parte, e o Has era que devia estar no lugar da garota virgem, mas será que ele não estava? No meio da chamada, quando eu estava tentando o fazer perceber que ele não me fazia falta, ele saiu para falar no telefone e aquilo só comprovava que ele também não sentia a minha falta. Viadinho filha da mãe!
A porta do quarto estava trancada e bem, minha avó ainda dormia tranquilamente e o médico continuava dizendo que ela melhorava. Eu comecei a suspeitar que era mentira, que na verdade ele só não queria dar um baque no meu avô, por ser velho, e dizer que a vovó não tem mais salvação. Não sabia se eu me apegava nas palavras confortantes do médico ou se eu desconfiava e tentava ser forte por mim, meu pai e meu avô, mas não queria pensar nisso agora.
Principalmente pelo fato do filho da mãe do Hassan não sair da minha cabeça. Aquele árabe desgraçado, com aqueles olhos verdes e aquele topete negro. E lembrar os momentos íntimos que tínhamos só piorava tudo. O Has deitado na cama, aquele jeito desengonçado dele de fazer as coisas, por vezes eu ainda me pegava lembrando a primeira vez que tive com ele, que por acaso era a primeira vez dele, como ele estava nervoso e eu ainda havia pedido pra ele dançar pra mim. Ri lembrando a dança desengonçada do Hassan, mas nem daquela forma ele deixava de me atrair.
Mas o que ele tinha demais? Has era exótico tudo bem, eram raros os árabes na minha cidade, mas aquilo não era o essencial. Has era especial de alguma maneira, ele me atraia, o corpo dele era bonito, mesmo magro ele tinha uma bunda bem gostosa e o sorriso dele era infantil, mas era sexy. E pensar demais no árabe só piorava tudo... Piorava por que eu ficava de pau duro e não tinha ninguém pra me ajudar nisso... Como eu queria o moreninho idiota aqui pra me ajudar nisso.
Eu estava com uma camiseta branca que meu avô havia comprado, era de uma banda de rock pouco conhecida, mas que eu curtia e uma cueca. O volume já era aparente e como eu não tinha ajuda de ninguém e nem o idiota do Has estava aqui, eu teria que me aliviar sozinho. Fechei os olhos e comecei a ser tomado por pensamentos... Lembrei o dia em nós conhecemos... Como era insuportável aquele garoto, entrou no meu quarto se sentindo o dono de casa. Desci a cueca e massageei o meu pau.
A primeira vez que tive um contato mais íntimo com o Hassan, ele estava desacordado, quase que o estuprei ao ver aquela bunda. Foi no dia que eu joguei ele na chuva sem saber que ele tinha asma e acabei levando ele até o quarto e trocando a sua roupa. Ele estava tão molhado e era tão magro, mas aquela bunda meio redonda era diferente de bunda de garotas... Ao lembrar aquela bunda, meu pau deu um pulo. A cabeça já estava lubrificada e escorria um líquido branquinho e viscoso. Cuspi na minha própria mão e comecei a massagem prazerosa e lenta.
—Ahhh! –E logo chegou à lembrança da nossa primeira vez... Aquele moreninho todo tímido, com vergonha de dançar e mesmo assim, ele conseguia ser de alguma forma sexy. Lembrei que eu havia me masturbado pra ele e ele tinha ficado todo vermelho... A minha mão, involuntariamente começou a aumentar a velocidade e o calor começou a subir gradativamente.
A primeira vez que ele tocou no meu pau e apertou logo em seguida, com aqueles lábios entreabertos e aquela carinha de santinho do pau oco. Has era um safado, lembro de como ele ficou extasiado quando eu o chupei e de como ele ficou nervoso e ao mesmo tempo ansioso por sentir meu pau na sua bunda...
E poxa, como era apertado... Continuei apertando meu pau e sentindo a glande molhada e por vezes escorrendo um pré-gozo. Essa era a porra de controle que o Has tinha sobre mim, era só pensar nele ou nas noites que tivemos juntos que eu já ficava duro como uma rocha. Os movimentos foram ficando mais ritmados e os pensamentos mais desconexos... Eu pensava no Has em situações diferentes e por vezes eram apenas delírios da minha imaginação de coisas que eu desejava fazer com ele. Imaginar aquele bumbum de quatro próximo de mim me deixava doido... Com a mão livre apertei o cobertor que estava ali ao meu lado com força... Eu estava perto! Continuei pensando no Has e minha mão se encarregava do resto. Fechei os olhos com força e gemi alto... Graças a Deus, as paredes eram reforçadas e ninguém ouviria o meu gemido.
Quando abri os olhos, minha mão e parte da minha camiseta nova estavam todas gozadas. O líquido viscoso e branco estava por todo lado e eu sorri... Se o Has estivesse aqui tudo estaria na bunda dele ou no rosto... E bem... Era triste o fato dele não estar...
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