I Hate You Too!

20 XX- Conversas


Notas iniciais
Gente, eu suei pra conseguir postar esse antes do prazo de 45 dias expirar! Não ficou muito grande, mas espero que gostem, é mais um capítulo transicional!
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Vamos aos lindos do Sketcher? Obrigadão!
Maria, Giovana, Guilherme, KIRA, Bella, Caio, Verejanuline, Danion, Lief, Milla, YumeChaan, Konichiwaclara, Klarisse, Linkbill, Mahii, bii devon, Mickey, Philipe, Antonio, Miruton, Bea, Nathan, Sheiko e Aline.
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OBRIGADÃO AOS 24 COMENTÁRIOS DO CAPÍTULO! ME SENTI MAIS AMADO QUE NUNCA!
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Como a Bea pediu, nesse capítulo teremos fotos de João, Midas e Yuri!
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Quer ser um lindo do Sketcher? É muito fácil, basta você mandar um review depois de ler esse capítulo!

http://i1338.photobucket.com/albums/o684/Weslley_Dos_Anjos/CA2C2B641D63C23F99EEE83759FD85_h498_w598_m2_q90_cePkUleLW_zps934ad8e7.jpg (João)

http://i1338.photobucket.com/albums/o684/Weslley_Dos_Anjos/tumblr_mkius6OcJI1rkqwjjo1_500_zps2db7045d.jpg (Midas)

http://i1338.photobucket.com/albums/o684/Weslley_Dos_Anjos/tumblr_mp4yefGEBB1qhodd8o1_500_zpsb833fa11.jpg (Yuri)

[...]

–PORQUE VOCÊ NÃO ME CONTOU QUE VOCÊ E JONATHAN TRANSAVAM?!

Era o que eu temia, ela havia descoberto tudo e talvez Paulo também... Talvez ele tivesse mandado Jonathan para o exterior por isso e talvez, o meu loiro de olhos azuis jamais volte para perto de mim... Comecei a chorar, mais uma vez... Chorar devia ser o verbo que eu mais conjuguei durante toda essa história...

Minha mãe me abraçou... Eu não sabia como ela estava, se me aceitaria, se me jogaria na rua, se me mandaria para um hospício ou sei lá... Mas ela me abraçou, poderia ser um sinal positivo ou apenas pena, por descobrir que o filho não era o que ela esperava.

–Mamãe... Me-me desculpa... Eu-eu não fiz por mal! –Tentei me explicar, minha voz quase não saia... Isso era uma droga, minha vida era uma droga! A felicidade plena não era o que eu almejava, mas o mínimo de felicidade era, e nem isso eu conseguia! –Mamãe... Você me acha uma aberração? Vai me mandar para um hospício? Para uma igreja?

–Filho... –Ela levantou e me abraçou, ficamos de pé... Ela segurou minhas mãos e foi até a cama... Eu era maior do que ela, mas como ela estava com seu típico salto alto, ficava mais alta do que eu. Ela sentou-se e eu me deitei e coloquei a cabeça no colo dela, como fazia diversas vezes quando era menor. –Sabe... Mamãe te ama... –Ela mexia no meu cabelo e suas mãos ainda estavam trêmulas, o choro dela já havia cessado, mas a expressão triste de olhar continuava. –Eu não sei nada desse mundo, você sabe... Sabe que eu nunca tive amigos ou contato com pessoas homossexuais e eu só sei mesmo, o básico... Mas...

–Mamãe, você acha que eu sou doente? –Eu interrompi, estava nervoso... Se minha mãe achasse que eu estivesse doente, que aquilo era um mal, eu choraria... Pior eu morreria...

–Claro que não, meu bebê... Você não é doente... Homossexualidade não é doença... Eu não sei o que é. Pode ser uma condição, uma situação, uma orientação, não sei nada desses termos, mas... Você tem que ser feliz consigo mesmo, não é? –Balancei a cabeça afirmando que sim. –Se você é feliz, gostando de homens...

–Eu não gosto de homens! –Quase gritei. –Eu gosto do Jonathan... Mamãe... Porque o Paulo mandou o Jonathan pra longe? Ele descobriu tudo?

–Não, bebê! Paulo não descobriu nada, a mãe dele está mesmo muito mal e desejou ver o neto... Eu não tenho ideia de como ele reagiria, talvez não fosse muito complacente... Acho que por enquanto... Esse pode ser nosso segredo, não é? –Acenei novamente que sim. –Por enquanto, quando o Jonathan voltar, poderemos conversar e ver o que faremos... Ele não vai demorar, meu amor... Ainda há esperança da avó dele melhorar e logo ele poderá voltar ao Brasil.

Eu estava melhor, saber que minha mãe tentaria entender, pelo menos foi o que eu compreendi, mas concordo com ela em achar que Paulo não gostará nada de saber. Sentei-me na cama e abracei a mulher de fios negros tão iguais aos meus. E ela suspirou, parecia cansada de tudo aquilo e eu não a culpo, deve ter sido o maior choque da vida dela.

–Como você descobriu mamãe? Co-como você descobriu que eu e o Jonathan temos um relacionamento? –Ela silenciou-se e fixou o olhar no chão... Talvez eu não devesse ter entrado agora nesse assunto, mas minha mãe não fugia de perguntas, ela era advogada e logo suspirou para responder.

–Eu... Eu acordei pela madrugada e ouvi uns barulhos esquisitos no quarto do Jonathan... Eram gemidos abafados e um ranger da cama... Fui até a porta do quarto dele, afinal eu não havia visto ele trazer nenhuma garota para casa essa noite e fiquei ali até ouvir alguma voz... E ouvi a sua, no princípio eu achei que era loucura minha e então voltei para a porta do meu quarto e fiquei ali até ver quem sairia do quarto... E bem, meus ouvidos poderiam estar errados, mas meus olhos não... E eu ti vi, saindo do quarto de Jonathan, e voltando para baixo... Eu fiquei chocada e fui até ao banheiro chorar... Chorei tanto que achei que Paulo poderia ter ouvido, mas felizmente não... Quando votei ao quarto ele estava ao telefone, com uma expressão de tristeza e eu perguntei o que havia acontecido... Ele me explicou que a mãe estava entre a vida e a morte e que deseja ver Jonathan antes de partir, que havia ficado pouquíssimo tempo com o neto e que o amava muito. Disse que queria ver Paulo também, mas sabia que o filho não teria tempo de ir até os Estados Unidos e ficar lá, afinal ele trabalhava demais, e como todos dizem, Jonathan é a cara do Paulo, a Dona Carmen vai matar a saudade do neto e consequentemente do filho ao ver Jonathan.

–Mas... Então, porque a senhora não contou ao Paulo?

–Eu seria uma péssima esposa se fizesse isso, meu amor... Imagina só, Paulo saber que a mãe está muito mal, que teria de abrir mão do filho para que ele pudesse ir até o exterior e ainda saber que o próprio filho e o enteado têm um caso ou um relacionamento, iria ser muito para uma manhã só! Resolvi guardar tudo para mim e falar sobre isso depois, futuramente. Mas essa tarde, eu não consegui... Ao ver você nessa cama, sozinho, triste, com o rosto inchado de chorar, eu sabia que seria por causa de Jonathan iria embora e passei a chorar de desespero, de tristeza por você, por Paulo, pelo próprio Jonathan. Imaginar como os três homens incríveis com que eu divido minha vida estão completamente infelizes e eu não sou capaz de fazer a felicidade de nenhum deles é muito para mim!

–Você não deve pensar assim mamãe... Paulo é muito feliz ao seu lado, imagina só o quanto ele foi infeliz sem uma companheira e cuidando sozinho do Jonathan e agora ele tem você, que é fiel e sempre está do lado dele... E mesmo sendo muito fechado, eu sei que o Jonathan também gosta da senhora, afinal ele nem implica mais com a senhora... E eu... Não tinha como eu ser filho de uma mãe melhor! –Continuamos abraçados enquanto eu ouvia minha mãe chorar baixinho, dessa vez de felicidade e logo depois eu ouvi um “obrigado, filho!” que me fez ficar muito feliz.

[...]

(Ponto de vista: Jonathan)

Estávamos sentados esperando... Esperar era de longe, uma das coisas que eu mais detestava. Meu pai estava ao lado, ele estava triste, dava para ver nos seus olhos, não estava gostando de saber que minha avó está muito mal em um hospital de Nova Iorque. E que eu ia ficar longe dele, por tempo indeterminado, afinal eu e ele sempre fomos muito apegados e nunca passamos tanto tempo longe um do outro.

–Pai...

–Fala, filhão!

–Será que a minha avó está muito mal, mesmo?

–Seu avô disse que sim... Você não sabe o quanto eu estou querendo largar tudo e ir ver minha mãe naquele hospital, mas estamos quase resolvendo um caso muito importante e eu não posso simplesmente largar tudo aqui...

–Como você vai conseguir ficar longe da sua mãe, numa situação como essa?

–Não inventa, Jonathan! Eu tenho responsabilidades e tenho que cumpri-las, acima de tudo... Isso pode parecer sem nenhum um pouco de coração, mas delegados não podem ser moles, deveria saber disso!

–Quando mamãe morreu...

–Filho, não vamos falar da sua mãe agora! Daqui a pouco seu voo vai ser anunciado... Você vai amar Nova Iorque.

–Eu vou odiar essa porra de cidade... Queria que minha avó estivesse bem para não ter que sair daqui...

–Filho, você vai amar Nova Iorque... É uma bela cidade e têm belas mulheres, você vai poder se divertir e depois, quando voltar você pode reatar com a ruivinha. –Eu não queria belas mulheres, apesar de continuar sentindo tesão pelo belo corpo feminino, o Has tinha me enfeitiçado com algum tipo de macumba árabe.

–Ok, pai...

Passageiros do voo 774 com destino a Nova Iorque, por favor, prossigam até o portão sete para o embarque!”.

–Bem... Acho que esse é nosso adeus não é, filho! –E antes que eu pudesse abrir a boca para soltar algumas palavras, meu pai me puxou pelo braço e me abraçou forte. Eu senti que ele iria chorar, a respiração dele começava a ficar desesperada e a minha também começou a se agitar. –Filho, eu não sei como eu vou conseguir ficar longe de você... Longe do meu garoto com cara e corpo de homem! Me ligue sempre... E entre no Skype também, quero ver como você está ficando cada dia... Pra mim, cada dia você cresce mais, filho!

–Certo, pai... Eu vou sentir muito sua falta!

–Não vai se meter em confusão, tá? –Acenei positivamente, embora ele não estivesse me vendo, afinal ainda estávamos abraçados. –Você não imagina o quanto sua mãe deve estar orgulhosa de você, Jonathan... Você quer que eu mande algum recado para a Gabriela? Para o Has?

E só de ouvir aquele apelido, eu entristeci... Saí do abraço de meu pai, afinal teria que ir logo, já estava no segundo aviso de embarque.

–Não, não precisa! Vou entrar no Skype sempre que puder agora eu tenho que ir, pai!

–Tchau, filho! Vou sentir muito sua falta!

–Eu também...

Caminhei até o portão de embarque pensando em como tudo poderia mudar agora. Talvez, eu pudesse me estabilizar nos Estados Unidos... Afinal, não tinha nenhum motivo, a não ser, meu pai para voltar ao Brasil. Ao entrar no avião e ir até meu acento, eu fiquei pensando...

Simplesmente por eu ter que ir embora, Hassan já estava se esfregando sem roupa em outro e claro, era notável que eu tinha ficado com raiva, mas... Seria melhor! O garotinho lá, que trabalha no clube poderia dar amor a ele, eu não... Eu não sei amar ninguém!

Como sempre tinha dedo do Yuri em tudo, eu estava feliz na minha sala de aula, mexendo no caderno esperando a boa vontade do professor chegar e dar aula, afinal eu só continuaria pensando em como eu ficaria infeliz em Nova Iorque, longe do meu pai, dos meus poucos amigos, dos meus desenhos e daquele traste árabe que só serve pra me encher de confusão.

Sim, Hassan Mebarak só conseguia me deixar confuso, afinal eu não entendia como a Camila, que era a gostosa da escola não conseguia mais me atrair, enquanto o magrelo, baixo, com uma bunda incrivelmente linda e olhos verdes conseguia me deixar doido. E então aquela coisa loira insuportável entra e senta ao meu lado, era óbvio que ele ia me encher, mas tentei não ligar até ele começar a falar.

–Bom dia, Jonathan...

–Me erra!

–O dia hoje está tão lindo, sabia que hoje de manhã eu vi o Hassan?

–Uhum, tudo bem... Não estou nem aí! –Continuei a olhar para o meu caderno nem ligando para a “vadia loira” como o Has costuma chamar.

–Foi tão bom, ver ele hoje de manhã...

–E desde quando você gosta de ver o Has? –Olhei para os olhos daquele demônio e ele sorriu.

–Eu não gosto de ver o Has, mas o gatinho motoqueiro que estava com ele é outra história... Não sabia que o Has tinha um caso com outro cara... –Ele se abaixou o sussurrou. –Tirando você, claro! E então, ver ele se beijando com o cara da moto foi incrível...

–Hã? –Aquele idiota só podia estar inventando, mas Yuri era muito perspicaz quando queria, levantei e caminhei até a saída. O professor estava na porta, mas não me deu bola. Caminhei até o carro e fui para casa.

Yuri poderia estar mentindo, mas Has estava fraco e poderia cair no joguinho do bartender que queria ascensão social. Dirigi até em casa e logo entrei a porta estava aberta, sinal de que Has realmente havia voltado. Fui até o quarto e encontrei-o lá. Realmente, eles estavam se pegando, assim como Yuri disse. Has estava sem camisa e o cara agarrando a cintura dele, aposto que tinham acabado de trocar beijos e já iam para os finalmentes.

Ok, era o mínimo que eu explodisse tirasse o cara da cama e desse uma surra nele e no Has, mas eu iria embora, Has ficaria sozinho e ele cuidaria dos ferimentos do bartender e os dois seriam felizes... E só eu ia ser infeliz nessa história? Não iria dar o gostinho de Has curar os ferimentos do moreninho idiota! Saí de lá correndo e percebi que Has vinha atrás, mas não me alcançou e eu também não queria as desculpas bobas daquele árabe nojento.

O avião já estava calmo, a maioria dos passageiros dormia e era hora de eu dormir também... Fechei os olhos e tentei me desativar do mundo. Iria dormir no Brasil, mas acordaria nos Estados Unidos.


Notas finais
Curtiram o capítulo?
Curtiram o Midas? O João? O Yuri? A Vadia loira tem carinha de anjinho né?
1° Gabriela e o Has em momento família, lindinhos não? O que acharam?
2° POV do Jonathan, alguém suspirou? Vocês acharam diferente dos POV's do Has? Comentem sobre!
3° Entenderam o porque que o Jonathan não bateu no João? Culpa da vadia loira, como sempre!
4° O capítulo foi curto, mas o próximo será maior! Alguma ideia para o desenrolar da fic?
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COMENTEM E RECOMENDEM!