I Hate You Too!

46 XLVI - A praia (parte II)


Notas iniciais
Voltei... Gente tô estudando, por tanto os capítulos tão dando umas demoradinhas. — Só duas pessoas comentaram, a Amanda e a Tith, duas coisinhas lindas, mas me ajudem também, please! Tanta gente lê e só duas pessoas comentam... Poxa gente, vamo lá né? kkk — COMENTEM E RECOMENDEM.

Me aproximei como quem não queria nada. E tentei focar na conversa. O que será que eles estavam conversando?

O moreno ria com a cabeça apoiada no encosto do grande sofá. As luzes estavam acima da mesa ao centro daquele grande encontro de sofás. Dava para ver ao fundo a entrada do hotel, cheia de pessoas entrando e saindo e toda a vida noturna daquela zona da cidade, que até de forma surpreendente, estava mais viva do que a diurna.

O loiro estava ali, com sua camisa preta e os suspensórios passando pelos ombros, os cabelos loiros bem claros e aparentemente molhados também caiam sobre seus ombros. De imediato olhei para João, que também encontrava-se com seus cabelos molhados. Será que os dois tomaram banho juntos?

Era maldade demais pensar isso… Era péssimo até. Virei de costas para soar o mais longe daquele grupo, mas na verdade eu permaneci ali, pois eu queria ouvir a conversa, saber como aquele grupo estava junto. Eu estava mesmo era querendo ficar puto e com certeza, eu ficaria.

—Aí ele saiu quase correndo, sendo que eu só estava querendo uma informação. —Uma pessoa que eu não conhecia falou aqui, um homem e todos começaram rir daquilo. —Acabou que eu continuei na mesma parada e continuei esperando para ver se eu conseguia alguém que me ajudasse.

—Eu já passei por algo parecido. —Dessa vez era voz de João. —Eu tinha acabado de voltar a cidade e estava procurando emprego.

—Como modelo? —Aquela voz deveria ser daquele loiro aguado.

Era uma voz leve, muito leve… Calma e feliz demais… O idiota deveria estar bem feliz por ter dado no banho hoje mais cedo.

—Não… Eu ainda estava me restabelecendo essa coisa de modelo é bem atual.

—Você parece que faz isso há anos, João. —Uma voz feminina comentou.

—Sim… —A mesma voz calma e masculina ressurgiu.—Você é muito concentrado e fotografa tão bem que parece que é modelo desde a infância.

Eu já estava puto com aquela conversa. Eu não tinha como alterar em nada, me meter e fazer uma cena estava fora de questão. A raiva já estava me deixado desnorteado. Matar João seria uma ótima, não seria? Saí dali, era melhor voltar pro meu quarto.

Meu corpo pedia comia, mas eu não conseguiria passar por ali e arriscar ser reconhecido pelo moreno. A última coisa que eu estava precisando era socializar com os amiguinhos e paqueras dele.

Eu poderia morrer de fome, mas não me prestaria a esse papel de socializar com eles. Meus olhos estavam de novo ardendo, eu queria chorar, mas não faria isso. Aquilo era coisa de gente fraca e eu não era fraco. Entrei no elevador e coloquei o sexto andar, onde eu estava hospedado. A raiva parecia estar enraizada com tanta força dentro de mim, que eu não sabia o que fazer.

Logo cheguei no meu andar e comecei a organizar minhas coisas. Pouca coisa havia sido tirada da mala. Eu poderia estar sendo completamente imprudente. Dirigir a noite sozinho por muito mais tempo do que eu estava habituado. Além do cansaço que eu estava, por ter vindo hoje e dirigido bastante, mas eu não queria saber de nada. Era até bom que eu batesse o carro, meu pai teria que queimar mais dinheiro comigo e eu não estava mais ligando pra isso. Dinheiro nunca foi problema para ele.

Joguei as poucas roupas que havia tirado dentro da mala. Aquela viagem foi o maior erro da minha vida. Como que eu poderia chegar a pensar que João me trataria bem, sendo que agora ele é quase uma celebridade virtual. O mundo, tá… Parte dele, estava caindo aos pés de um garoto órfão e basicamente tudo aquilo era culpa minha.

Passei uma das mãos no meu olho direito, uma lágrima havia escorrido dali, mas eu não iria chorar. Eu não ia ser a porra de um garoto fraco que ficaria triste por causa de um antigo rolo que havia superado. Durante o processo de guardar as bolsas, a porta começou a ser batida com muita frequência. Era o que restava!

—Oi! O que é? -Quase gritei, porém a pessoa só continuou batendo. -Já vai, inferno!

Reclamei e fui até a porta. Ao abrí-la… Ali estava ele! O moreno me olhou com os olhos bem arregalados e eu imaginei que eu estava igual. A quem eu queria enganar? Aquela cena já era comum. Eu fechar a porta e ele colocar o pé. Eu tinha que parar de viver esse clichê. Não fechei a porta, a deixei como estava e caminhei de volta para a cama, onde arrumava a mala.

—Você não vai falar nada? -João perguntou ao entrar no quarto. Ele suspirava e estava ofegante. -Essa é a terceira porta que eu bato nesse andar, foi a única coisa que eu consegui ver, onde era o seu andar e aí eu chego e você só vira? O que você tá fazendo aqui?

—Cometendo erros como sempre. -Eu falei sem virar. Ele estava bem perto de mim, eu sabia disso. -Porque você tá aqui? Você estava bem feliz lá embaixo com os flertes do fotógrafo e toda a atenção por ser o modelo mais badalado do ano.

—O quê? -João segurou meu braço e me virou.

—Porque você tá segurando meu braço? -O encarei. Os nossos quase dez centímetros de diferença agora não pareciam tantos. Eu estava com tanta raiva que deveria ter crescido com isso. Puxei meu braço. -Vai me bater agora? Não consegue ouvir verdades?

—Você sempre tem mil verdades pra me dizer, não acha? -Me silenciei. Tentei virar para continuar, mas ele segurou meus dois ombros me deixando parado. -Se você me largou… Se você foi embora depois de tantas coisas que eu fiz pra me redimir. Se você não aceitou nada que eu fiz pra você. Porque agora você se importa?

—Me importo com o que? -Abaixei meu olhar.

Eu sabia que eu era o errado da vez. Por mais que João tenha feito sacanagens comigo, com aquele garoto árabe ridículo, aquilo estava no passado. Por mais que eu não quisesse, o perdão já havia acontecido. Depois de tudo aquilo, Bruno não era mais a pessoa mais próxima minha, João era quem era. Ele havia me dado suporte no ano novo e nunca ninguém havia me dado suporte antes. Bruno parecia ser meu suporte. Mas eu só descobri o que era um suporte de verdade, quando João apareceu.

—Comigo… -João Respirou. -Conosco?

—De que importa… Você… E o cara lá.

—Para! -João quase gritou e eu arregalei meus olhos, o encarando. -Não tenho nada com o Will. Pelo amor de Deus, Yuri! -João puxou meu corpo e me apertou contra a parede. Ele não me beijou e nem ficou muito próximo, apenas me apertou contra a parede. -É de você que eu gosto, inferno! É tão difícil você acreditar em mim? Porque você…

Eu investi contra ele e o beijei. Eu não queria ouvir que estava errado e nem queria que ele continuasse falando. Ok… Eu estava sendo arrogante, mas eu o beijei mesmo assim. Passei meus braços pelo corpo do moreno que segurava meu corpo próximo ao seu. Dava pra sentir que ele estava matando a saudade daquilo e eu também não poderia negar que aquilo estava me fazendo falta. Meu corpo ainda estava encostado na parede e as mãos dele estavam pregadas na minha cintura, enquanto eu passeava com as minhas pelas costas dele.

O corpo de João parecia um pouco maior do que eu havia acostumado antes. Talvez porque ele deveria estar malhando para permanecer mais tempo no mercado da moda. Separei nosso beijo e saí de perto dele. Eu poderia estar parecendo maluco, mas eu sabia exatamente o que fazer. Tranquei a porta do quarto e virei para João colocando a mão no bolso. Me aproximei e mostrei para ele… O calor que ele havia me entregado no shopping e que eu havia renegado.

—O… O que? -Ele parecia chocado. Seus olhos já estavam enchendo de lágrimas e os meus não estavam muito diferente, mas eu estava me segurando. -Como? -Ele veio até mim e pegou o pingente, o analisando, talvez para confirmar que era o mesmo.

—Eu vi quando você jogou ele fora e quando você pegou a escada rolante, eu fui lá e peguei, no mesmo momento. Parecia um louco com a mão no lixo e… -Virei de costas. -Você poderia colocar em mim?

O moreno me abraçou com força, bem próximo de mim. Sua boca beijava meus cabelos loiros e ele sentia o cheiro do meu shampoo já que ele cheirava com força a minha cabeça. Os braços dele apertavam meu corpo com força, mas logo ele me soltou e passou o pequeno colar pelo meu pescoço e fechando na minha nuca, com um beijo na pequena corrente e na minha nuca.

—Eu também… -Respirei fundo e fui até a minha bolsa, tirando do bolso lateral um colar. -Tenho esse pra você.

No que ele me entregou, não tinha nenhuma forma clara, parecia apenas um metal retorcido e que ficava numa forma meio prismática, mas não era uma pedra ou algo sólido, apenas os pequenos metais retorcidos e formando esse prisma. O meu era de uma joalheiria que eu havia comprado, era uma letra. Eu iria comprar um “J” mas isso faria ele usar para sempre e se por acaso nós não funcionássemos juntos eu preferi dar um “Y” para ele, afinal se ele não quisesse, ele poderia vendê-lo e talvez faturar algo com isso. O moreno então virou rapidamente e eu passei o meu pingente pelo pescoço dele e fiz o mesmo gesto que ele. Ao colocá-lo dei um beijo no metal e na sua nuca. João virou sorridente e segurando o pequeno pingente.

—Porque um “Y”? -Perguntou sorridente, ele já sabia a resposta.

—Pra nenhum Hassan achar que você não é meu. -Ele sorriu e me abraçou, dando um beijo na minha bochecha. Um daqueles beijos estalados de mãe, mas eu não reclamei.

—Para com isso. Eu te adoro.

—Eu também!

Respondi o abraçando e ficamos por poucos segundos daquela forma. Juntos. Abraçados. Com os dois pingentes juntos um ao outro. Aquele abraço era tão bom, sentir as mãos dele passando pela minha cintura e as minhas pelos ombros dele. Os cabelos pretos dele encostados no meu rosto, eu estar nas pontas de pé nem parecia vergonha.

Quando eu estava abraçado a Bruno, eu não me sentia tão bem, parecia que a qualquer momento ele me largaria, mas com João… Meu corpo parecia confiar 100% nele, embora minha mente vacilasse naquilo, por eu ser uma pessoa que confia poucos nos outros, mas meu corpo parecia ser todo dele.

—O que a gente faz agora? -Ele perguntou sem largar meu corpo.

—Você ainda tem dúvidas?

Fui até a minha mala e a tirei da cama, derrubando parte das roupas que estavam mais em cima e coloquei a no chão. Fui até o interruptor e apaguei a luz. A porta da varanda estava bem aberta e entrava uma brisa e a luz de fora deixando tudo numa luz perfeita. Nem estava escura e nem tão clara, estava tudo num clima incrível. As cortinas voavam com frequência por causa da brisa boa que entrava lá de fora, o quarto era de frente para o mar ou seja, não tinha como sermos flagrados, além da cama ser bem dentro do quarto, não era nada próximo da varanda. Olhei para o moreno e ele tinha tirado a camisa, permanecendo apenas com o jeans justo e o pingente.

—Rapidinho você, né? -Falei sorrindo e grudei meus lábios aos dele. O moreno levou meu corpo até a cama e deitou-se sobre mim. Ficamos nos beijando calmamente naquela cama, até que eu decidi virar e ficar sobre ele. Deitei em cima dele e nosso beijo apenas esquentava. Sentia nossas línguas dançando. As mãos dele ocupavam-se de minha bunda, ainda que por cima da bermuda que eu usava. Eu apenas o beijava ainda.

–Vou deixar você por cima, mas só porque você me surpreendeu hoje. -Ele disse rindo malicioso. Eu pressionei meu corpo ao dele.

–Pode ir se acostumando, eu sempre vou ficar por cima. -Sussurrei ao ouvido dele, mordendo o lóbulo da orelha dele..

–Sempre, é? -Ele falou nos girando na cama, ficando por cima. Nossos beijos estavam muito fogosos. Ele beijava meu pescoço com vontade, tentava morder mais eu o repreendia e ele acabava mordendo minha orelha. Eu apenas fiquei a mercê dele, e eu estava adorando aquilo. Ele arrancou a minha camisa e passou a beijar cada canto do meu corpo. Ele parecia completamente fora de si e fazia aquilo com uma vontade que eu nunca tinha visto em ninguém antes, talvez por aquela ser a primeira vez que eu estivesse fazendo aquilo com alguém que nutria sentimentos por mim e… Como era gostoso! Ele mordia, deixava marcas vermelhas, beijava, sugava. Eu estava gostando muito daquilo.

Ele desabotoou minha bermuda e em seguida baixou o zíper. Ao mesmo eu estava jogando meus chinelos no chão e logo ele me deixou apenas de cueca. Voltou a beijar a minha boca. Sua língua invadia minha boca com vontade. Suas mãos apertavam com força a parte interna da minha coxa. Eu já estava morrendo de tão duro. Não queria pensar em mais nada. Só no João, em como ele era gostoso, como seus movimentos eram precisos e como ele agora era inteiramente meu.

Ele baixou e começou a beijar a parte interna da minha coxa e a morder, o moreno dava mordidas fortes. E porra... Eu suspirava e gemia a cada mordida que ele dava. Ele mordeu meu membro por cima da cueca e depois a retirou, um pouco rápido e quase escorregando, já que ele estava ajoelhado na cama. E logo ele me olhou, com seus olhos verdes e maliciosos para mim. Deitou-se em cima de mim e ficou esfregando seu corpo, ainda coberto apenas com a calça jeans, em meu corpo. Sentia meu pênis pulsando e ele cobria meu pescoço de beijos e mordidas, aquele moreno filho da puta estava querendo me enlouquecer. Logo ele levou a mão até meu membro sobre a cueca branca e passou a masturbar-me lentamente.

Não estávamos falando uma palavra sequer. Tudo estava sendo falado pelos olhares. Ele me deixava louco fazendo carícias em minhas bolas e logo em seguida voltando a me masturbar num ritmo bem lento, dessa vez ele levou a mão para dentro da minha cueca apertando minha glande. Ele mordeu meu lábio inferior, o moreno parecia uma máquina de trepar. As mãos e a boca não paravam em lugar só e eu estava me sentindo quase que exausto de tanta atenção e carícias misturadas com mordidas, mas eu estava adorando tudo aquilo. Ele me masturbava com sua mão direita, com a esquerda passava a mão pelo meu corpo. O moreno desceu e começou a lamber a minha glande e logo em seguida toda a extensão de meu pênis. Eu já quase gritava de prazer. Ele brincava avidamente com a língua em meu pênis. Desceu a atenção para minhas bolas e me chupou ali. Eu apertava forte o colchão de tanta excitação. Ele retornou para o meu pau e dessa vez ele colocou tudo na boca. Senti meu corpo todo passar uma corrente elétrica de prazer com aquilo. Ele continuava batendo pra mim, enquanto me chupava. Chupando mais da metade, cada vez indo mais fundo e descia devagar e subia rápido, sempre lambuzando bem a minha glande. Sua língua trabalhava de forma a me fazer segurar com força nos lençóis da cama. Empurrava meu quadril para frente e ele atendia meu pedido indo cada vez mais rápido.

—João… Para… Arhhhh… Eu vou gozar! -Falei antes de chegar ao orgasmo, mas o moreno pareceu não se importar com isso, ele seguia me chupando e quando eu não aguentei mais, ele simplesmente começou a lambuzar toda a língua com o líquido viscoso, parte havia caído sobre a minha barriga, mas João foi rápido e lambeu todo aquele líquido que caiu ali.

E logo após eu gozar, ele continuou os movimentos e eu seguia apenas me tremendo com aqueles toques naquela região, depois do orgasmo, eu parecia mil vezes mais sensível ali do que antes. De qualquer maneira, eu continuava com o membro duro. Ele engatinhou sobre mim e encostou o rosto próximo ao meu. Senti o seu pingente tocar meu queixo.

—Quer sentir seu próprio gosto? -Perguntou sorrateiro.

—Seu puto! -Respondi e o puxei para um beijo. Embora ele tivesse engolido boa parte, resquíscios ainda estavam na boca dele e eu consegui sentir um pouco do gosto forte e levemente amargo do líquido branco.

O moreno ajoelhou-se a minha frente, com um joelho de cada lado do meu tronco. Eu passei a minhas mãos pelo peitoral dele enquanto ele desabotoava a própria calça. Inclinei-me e trocamos mais um beijo. Puxei o cabelo dele, fazendo ele abrir a boca e ataquei o pescoço branco dele. Óbvio que eu não poderia mordê-lo ou marcá-lo. Ele estava no meio de algumas gravações, aquilo poderia arruinar tudo. Suguei os mamilos dele enquanto o vi fechando os olhos. Levei minhas mãos em sua bunda protegida pela calça e deslizei minha língua nos mamilos dele.

Ele deu uma leve risada. O moreno levantou-se e tirou a calça com velocidade, assim como o tênis e as meias. Ficando apenas com a cueca preta. Ele voltou e ficou ajoelhado na cama novamente. Dessa vez, eu me deitei sobre a cama e fiquei com a cabeça bem próxima a virilha dele. Lambendo a cueca com o membro coberto ali. Ele abaixou a própria cueca revelando o membro dele já duro, veio um pouco mais para frente para que ficasse mais fácil para mim. Eu estava deitado, com a bunda empinada para cima, e ele ajoelhado a minha frente com o pau pulsante bem próximo de mim.

Passei a lamber toda a extensão. Aquele gosto delicioso e diferente invadiu minha boca novamente. Levei minha mão até seus testículos o estimulando, enquanto lambia a pelinha que ficava abaixo da glande. Ele gemia com muito tesão. Ouvir aquele gemido grosso e rouco, era música para meus ouvidos... Era excitante demais. Com a mão levei o membro dele à minha boca. Comecei a ir e vir. Mexendo meu rosto com dificuldade por estar ali deitado. O moreno levou a mão até a minha nádega direita e deu um tapa forte lá, enquanto ele gemia cada vez mais.

Logo em seguida, ele me girar na cama, o moreno colocou as mãos sobre a cabeceira e inclinava o corpo para frente e para trás, deixando-me parado, apenas aceitando os seus movimentos, eu podia sentir o seu pau ir fundo contra minha garganta. Chupava-o cada vez mais rápido.

Me ajoelhei sobre a cama, com os cantos dos olhos umedecidos e respirei fundo. João estava como eu, ajoelhado. Nós dois nos olhamos, estávamos lá. Plenos e pelados. Apenas com os nossos presentes ganhos naquela noite, eu com o pingente dele e ele com o meu. O moreno saiu rapidamente da cama e foi até a própria calça e pegou uma camisinha. E

—O que? -Perguntei indignado. -Então você veio todo preparado para foder na praia, seu cachorro!

—Claro que não. -Ele riu. Uma camisinha no bolso era típico de alguém que já sabia que iria ganhar a noite. -Eu sempre ando com isso, por Deus, Yuri! Eu preciso ser precavido! -O moreno estava ajoelhado na minha frente como antes, mas eu quis levantar, porém ele não deixou.

—Que desculpa esfarrapada, João! Você é um ridículo!

—É sério que você tá querendo estragar tudo isso, porque eu simplesmente me preservo e uso camisinha?

O momento não era oportuno para aquele tipo de cena, por mais que aquilo fosse um… Ataque de ciúmes? João estava sendo sensato em andar protegido.

—Calma… -Ele me abraçou e eu senti seu pau duro bater contra minha barriga e poxa… Ele havia me feito gozar e tudo aquilo estava tão gostoso para eu estragar. -Eu gosto de você, eu já disse.

Dei um beijo no seu pescoço e logo trocamos um beijo apaixonado. João era de longe o cara que melhor sabia me beijar. Nenhum beijo era igual ao outro, todos eram completamente únicos, ora muito apaixonados, ora mais agressivos, ora ternos. Todos prontos e feitos para os momentos específicos.

—Tá. -Respirei fundo e deitei-me de bruços. Ficando com a bunda empinada e a cabeça encostada no colchão.

O moreno abriu minhas pernas lentamente e inclinou-se para baixo, colocando o rosto entre as minhas nádegas. Os seus olhos verdes me olhavam, eu conseguia ver pois estava com a cabeça inclinada sobre meu ombro. Primeiro ele lambeu entre minhas coxas, primeiro pela direita e depois pela esquerda. João abriu devagar minhas nádegas e pode ver aquele ponto ali no meio. O moreno levantou-se e com o queixo passou roçando pelo meu ânus e sorrindo para mim, sorri de volta e logo senti seus dentes enfiando-se superficialmente na carne da minha bunda e porra… Quer mordida deliciosa. O moreno levou a língua até o meu ânus, dando uma lambida digna de um gato tomando leite e a única coisa que eu consegui foi deitar minha cabeça sobre a cama e gemer longamente com aquele toque delicioso.

—Tá gostoso, lindo? -Perguntou sorrindo, tirando sua boca daquele lugar e eu reclamei com um muxoxo, mas acenei veementemente que sim. Estava muito gostoso!

O moreno novamente passou a língua naquele lugar como da última vez e a sensação foi igualmente incrível. João seguia fazendo seus movimentos com a língua e eu me inclinei, ficando com a coluna bem inclinada para levar minha mão até a cabeça dele e tentar afundar cada vez mais aquele rosto naquele ponto… Eu poderia gozar de novo e tão delicioso que estava. João soltou o contato e lambeu pornograficamente o maior dedo da sua mão direita.

Seus olhos estavam nos meus e antes que eu conseguisse pensar, João foi introduzindo o dedo do meio ali. Ainda com o dedo entalado ali, João me virou com agilidade, me deixando com as duas pernas abertas e o ânus bem… Exposto. Ao seu bel prazer. Ele afundava o dedo ali e eu só gemia alto quando sentia que o dedo estava tão fundo que parecia que nunca ninguém tinha explorado aquela região. O moreno segurou uma das minhas pernas sobre o seu ombro. Eu olhei pra baixo e vi que seu pau estava babando. Muito… Se aquilo significava que ele estava com tesão, então ele realmente poderia explodir de tanto tesão.

—Tá gostoso? -Confirmei que sim… Aquela pergunta de novo, se eu estivesse numa situação usual eu já estaria puto, mas meu corpo não queria nunca levantar dali, eu apertava minha bunda naquele dedo e ele mexia com mais velocidade e eu já estava querendo gozar só com aquilo. -Quer mais coisa? -Ele perguntou saliente e eu fechei meus olhos apenas confirmando sem parar.

Senti João tirando seu dedo, mas por poucos segundos, logo pude sentir que algo além de um dedo estava entrando ali, mas não era tão grande quanto aquilo que… É… Vocês imaginam. João estava penetrando dois dedos. A resistência era um pouco maior, mas eu já estava tão entregue que depois de duas penetradas, aqueles dois dedos fariam de mim parque de diversões para eles.

João tirou os dois dedos e logo levantou minha outra perna pondo em seu ombro. Minhas duas pernas estavam suspensas em seu corpo. João começou a roçar seu pau ali, indo para frente e para trás sem penetrar, apenas brincando naquela região. Aquele moreno fogoso iria me deixar louco. Ele me olhava, embora a maior parte do tempo eu estivesse com o meu olhar febril e com minha mente vagando de tanto desejo e tesão.

—Tá curtindo, loiro? -Gemi algo que significava um sim. -O que você quer agora? -Outro gemido, porém nenhuma resposta. -Pede… Me pede pra fazer o que seu corpo anseia que eu faça! -Ele soou quase como uma ordem e eu sorri.

—Você só pode tá me zoando, né? -Ri e ele seguia sério me olhando. -Você tá roçando a porra do teu pau duro no meu cu e ainda tá mandando eu pedir pra você meter? -Falei e ele confirmou. O pingente de Y estava ali, molhado do seu suor, seu cabelo grudado na testa e seus olhos me fulminando de desejo. Eu queria João… Como eu queria!

João seguia segurando minhas pernas sobre seus ombros e com uma das mãos ele levou até a camisinha e vestiu o preservativo. Levando o pau duro novamente até a minha entrada e roçando novamente.

—Me diz o quanto você me quer, Yuri… -João se inclinou sobre mim e me deu um selinho. Minhas pernas estavam próximas ao meu rosto e aquela posição daria perfeitamente para ele fazer o que quisesse de mim.

—João… -Gemi… Ele cuspiu muito na própria mão e levou até o próprio pau, se masturbando. Eu não aguentava mais. -Me come… -Sussurrei e ele virou a orelha para minha boca e soltou um típico “não te escutei”, levei meus dentes até a sua orelha e a mordi. Ele fez uma careta, porque eu realmente estava mordendo forte. Nada que pudesse fazê-lo perder a orelha, mas forte para ele sentir. -Me come, seu maldito! -Falei em alto e bom som.

João com a mão na base do pênis, iniciou a penetração. Devagar, por causa da resistência inicial. Ele estava inclinado sobre mim, e cada vez que ele ia mais fundo, eu arrastava minhas unhas por suas costas. Eu já não me importava se aquilo iria estragar o ensaio dele, eu só estava tomado por prazer. O moreno levou uma das mãos ao meu pau, aquela posição era maluca, ele estava inteiro em cima de mim e eu estava com as pernas bem inclinadas e ainda assim ele me masturbava enquanto penetrava. Eu estava com a boca no ombro dele e cada vez que eu sentia que ele ia mais fundo, eu mordia o seu ombro, com a força metida de acordo com a sua entrada. João já estava mantendo um certo ritmo, ia para frente e parava bem dentro, me deixando atortoado e depois voltava, para fazer aquilo novamente. Era um vai e vem tão delicioso que eu poderia só ficar ali, parado, deitado e gemendo cada vez que eu sentia que ele ia mais fundo. Por mais que eu quisesse que aquilo demorasse, os gemidos de João já começavam a entregar que ele estava chegando ao seu clímax.O seu corpo já começava a tremer e ele estava completamente suado, por mais que eu estivesse tão duro quanto ele, eu não queria gozar novamente. O prazer estava ali apenas em transar com ele.

Logo os gemidos altos de João saíram e eu o senti ir fundo pela última vez e logo em seguida, caindo morto sobre meu corpo e respirando fundo. Tirei minhas pernas dos seus ombros e contornei sua cintura com elas e ficamos assim. Juntos e abraçados. João respirando sobre mim e eu com meus braços e pernas contornando seu corpo.

—Ufa… -Suspirou e virou para o lado. Ficando de barriga pra cima como eu. -Nossa… Isso foi intenso!

—Uhum… -Virei ficando de lado e logo João me abraçou de lado, ficamos de conchinha. O quarto estava ainda bem escuro e eu poderia dormir daquele jeito com certeza, mas minha cabeça não me deixaria dormir sem que eu tivesse certeza de algo. -Ei…

—Hm… -Aquilo soou como um gemido, talvez o moreno também quisesse dormir.

—Você vai dormir aqui? E o seu ensaio?

—Vai ser só às três da tarde… Tenho a manhã inteira livre…

—Jo… O que nós somos? -Me inclinei para trás e ele estava com os olhos fechados, mas os abriu calmamente quando lancei a pergunta.

—Como assim?

—Nós dois… Somos o quê?

—Hm… -Ele suspirou. -Até hoje eu só transei com namorados, quer dizer, exceto aquela vez com você… Então…

—Somos namorados?

—É… Pelo menos de minha parte, você não quer…

Não o respondi, apenas me aproximei dos seus lábios e o beijei. Compartilhamos um beijo calmo, com os pingentes batendo um contra o outro. Talvez aquilo fosse a nossa marca.

—Sabe… Eu queria te dizer algo. -O moreno abriu os olhos e eu percebi que ele estava atento, embora parecesse exausto e quisesse dormir. -Hm… Marco anda me chantageando em relação a você e tá sempre me extorquindo e ganhando dinheiro.

—O quê? Porque?

—Basicamente, até antes de agora todas as informações que eu poderia pensar em arrumar sobre você, eram com ele. E com isso… -Respirei fundo. -Ele sempre pedia dinheiro e eu acabava tendo que dar.

—Yuri… Isso é muito errado!

—É por isso que eu tô te falando. -Virei-me ficando de frente para ele. -Essa não deve ser a nossa primeira briga, né? Não como namorados!

—E nem vai. -João encostou o nariz no meu e eu sentia sua respiração forte ali. -Quando voltarmos desse ensaio, eu vou acabar com meu contrato com Marco. Ele não vai ser mais meu agente depois disso!

Notas finais
Eai? — O capítulo ficou num tamanho que eu gostei bastante e acho que vocês devem ter gostado, me mostrem que sim comentando! Próximo capítulo voltamos a cidade grande kkkk e voltamos para Has e Jonathan. — COMENTEM E RECOMENDEM.