I Hate You Too!

43 XLIII - O crescente medo


Notas iniciais
Oi... Demorei pouco né? Me amem! — Esse capítulo vai tratar das confusões do capítulo passado e aí, preparados? — Um agradecimento aos lindos que comentaram! Obrigadão! Patty, Amanda, Lipe, LadyYuro, Tith e PamChan! Vocês são uns amores, seus lindos! — Esse capítulo tem um agradecimento especial! Obrigado a PamChan pela recomendação! Eu fiquei extremamente feliz, principalmente porque ela leu a fic toda essa semana e logo recomendou. Sinal de que amou muito e eu agradeço na mesma intensidade! — COMENTEM E RECOMENDEM!

Eu acordei no sábado… Meu corpo estava parado sobre uma maca e eu estava tomando soro e com uma máscara de respiração na minha cara, além de uma máquina de batedor de coração. Era de manhã e nossa, eu realmente devo ter apagado.

—Oi… -Falei devagar, estava difícil de ver o que estava acontecendo ao meu redor, porque a cama era muito reta. Logo vi a imagem da minha mãe, bem diferente do usual.

Ela estava com o cabelo todo preso no topo da cabeça, com seus óculos de leitura e uma cara de cansaço enorme, além da falta de maquiagem, algo raro de acontecer quando ela estava fora de casa. O lugar era todo num tom de verde bem claro, típico de certos hospitais e que me davam náuseas.

—Oi, meu amor… -Mamãe falou naquele tom terno que todas as mães têm, ou pelo menos todas as que eu conheço. -Que bom que você acordou! -Ela pareceu realmente feliz e até surpresa. -Vou chamar a médica! -Imaginei que ela fosse sair, porém ela apenas apertou num botão ali ao lado e continuou ao meu lado. -Fiquei tão preocupada…

—Porque eu estou nesse hospital?

—Você desmaiou… A médica vai te explicar melhor quando ela chegar, meu amor. Mas não foi nada muito grave, você só está de observação e ela acha que dormiu muito por conta da medicação. Já são nove da manhã.

Isso significava que eu havia apagado por mais de quinze horas. Era bastante tempo. E eu ainda permanecia com um certo cansaço, além de dores no pescoço.

—Olá! -A médica chegou entrando e veio até o meu lado colocando uma mão sobre a minha. -Então esse é o meu futuro colega de profissão? Parabéns pela aprovação! Eu estudei na mesma Universidade que você vai.

—Obrigado… -Falei rápido.

—Então… Você só teve uma lesão leve no pescoço, mas nada demais… Só por causa da pressão. Colocamos o aparelho respiratório apenas por precaução, caso você sentisse muita dificuldade para respirar, mas ocorreu tudo ok. Felizmente a inflamação está acabando com rapidez e acho que até às três da tarde você já vai estar liberado.

—Eu vou ter que almoçar aqui? -Ela riu.

—Sim, mas relaxa! -Ela se aproximou de mim e falou como se fosse sussurrado, mas era em bom tom. -Aqui é um hospital com comida boa! Qualquer coisa, pode chamar Dra. Gabriela.

—Obrigado Dra. Márcia!

Mamãe voltou a atenção a mim e aquilo era estranho. Eu não sabia ao certo até que ponto ela sabia o que estava acontecendo. Eu não sabia nem quem havia me trazido ao hospital, se havia sido ela ou o Jonathan ou o próprio Paulo. Embora aquele nome não era sobre quem eu estava querendo saber atualmente.

—Filho… Eu soube de tudo o que aconteceu… Jonathan ficou aqui até às cinco da manhã comigo! -Meu coração palpitou. -Ele também estava muito preocupado e acho que te ver deitado aí com essa máscara para respirar deve ter afetado ele. Quando já era cinco da manhã, percebi que ele estava muito cansado e pedi que ele fosse para casa dormir, que quando você acordasse eu mandaria uma mensagem ou ligaria para ele, caso ele quisesse vir aqui.

—E… Paulo?

—Discutimos… Bastante! -Mamãe baixou a cabeça, eu sabia que ela estava entristecida e talvez até dividida entre dois amores. -O que ele fez… Foi inaceitável, filho. Eu cheguei em casa e ele apenas me falou que você estava no hospital, porém Jonathan havia me ligado e me contado tudo. Falado do que ele viu, dos gritos, da agressão e… Que ele simplesmente mandou a ambulância te pegar e Jonathan te acompanhar. Eu cheguei em casa e nós discutimos muito. E... -Ela estava nervosa com a voz embargada.

—Calma, mãe… Não precisa se preocupar.

—Filho… Eu não tenho como não me preocupar. Olha o que aconteceu com você dentro da nossa casa? Como você acha que eu vou lidar se isso acontecer contigo na Universidade ou na rua?

Ela tinha razão. O pior era saber que aquele tipo de agressão não era algo fora a regra, embora eu morasse numa cidade onde os casos de homofobia de agressão fossem mais raros, eles não eram inexistentes.

—Eu fiquei muito decepcionada com tudo isso… Meu marido fazendo isso com meu próprio filho. -Eu sabia que ela estava se segurando para não chorar. -E… Eu não sei o que fazer…

A situação deveria ser caótica para ela e pra mim também era, por mais que Paulo não fosse meu pai ou tivesse alguma relação de sangue comigo, nós tínhamos uma relação muito amigável e companheira naquele período. Já fazia dez meses que eles se casaram, quase dois anos que namoravam. Era impossível não manter um certo afeto com a pessoa que você convivia a dez meses, era o mesmo tempo que eu convivia com Jonathan, sendo que com o loiro mais novo, esse tempo é até menor, tendo em vista a sua viagem.

O importante era pensar que aquilo iria afetar toda a relação da minha família, que até o dia anterior estava tão bem que parecia família de propaganda de margarina, talvez isso seja exagerado, mas o que eu sentia por Paulo agora, não era nem próximo de um sentimento positivo, inclusive não seria nada agradável pensar nisso agora. Mamãe seguia nervosa e ao meu lado.

—Mãe… -Ela me olhou depressa. -Você deveria ir tomar uma água e também ligar para Jonathan. Você merece um descanso e eu quero vê-lo.

Para ela, eu não precisava esconder e mesmo o balde já estava chutado. Todos já sabiam sobre nós e não deveria ser quem deveria ter vergonha de deixar certas coisas claras, principalmente depois dos últimos acontecimentos.

Os minutos passaram até rápido depois que mamãe saiu e logo Jonathan chegou. O loiro estava com uma calça jeans e uma camisa preta, os cabelos não estavam nada apresentados e os olhos bem fundos pelo pouco sono dormido, claramente ele apenas recebeu a ligação e veio e aquilo me fazia bem. Ele entrou e me olhou. Não se aproximou diretamente e apenas ficou ali perto da porta.

—Como você tá? -Perguntou.

—Até que bem… Acho que saiu hoje mesmo daqui.

Ele se aproximou e sentou na cadeira ao lado da cama, onde minha mãe estava antes.

—E a minha mãe?

—Eu disse que ficava até as três. Ela foi para casa e vai descansar um pouco, tomara que pelo menos ela não brigue com meu pai agora, ontem já havia sido um estresse total.

—Ele está lá?

—Quando eu saí não, ele disse que iria passar o dia fora.

—Melhor assim…

Aquilo era diferente… Era uma das poucas vezes que Jonathan e eu estávamos sozinhos e não tinham piadas ou brincadeirinhas de cunho sexual. Era apenas uma conversa firme e difícil.

—Seu pai bateu em você? -Quis saber, embora ele não tivesse qualquer marca.

—Não. -Respirou fundo. -Acho que depois que você caiu, ele acordou daquele transe louco e acabou tendo uma reação mais complacente, foi ele que chamou a ambulância e nós apenas discutimos feio.

—Depois do feito que ele acordou… -Comentei e Jonathan me olhou.

—Has… Eu queria te pedir algo!

—Fala…

—Sua mãe quer conversar com você sobre denunciar meu pai, por agressão… Isso pode acabar com o trabalho dele e tipo… Muita coisa ruim pode acontecer depois disso, ela disse que só vai fazer isso se você dizer que pretende… -Jonathan segurou minha mão. Eu sabia que minha mãe só faria isso com o meu consentimento porque ela não teria coragem de fazer sozinha. -E poxa… Por mais errado que ele tenha agido, ele é meu pai, né Has?

Eu não tinha o que falar. Aquele era um pedido sincero de Jonathan e sinceramente, a minha vontade era que Paulo pagasse por tudo o que havia feito, que realmente algo fosse feito, já que eu não poderia denunciá-lo por homofobia, que fosse por agressão física mesmo, mas aquilo só… Magoaria duas pessoas que eu amava muito. Amar minha mãe não era nenhum segredo, mas os sentimentos por Jonathan nunca foram tão claro, mas eu sentia que era algo forte, se não fosse amor, era próximo.

O que eu sentia por Paulo agora, nem deveria ser classificado como sentimento. Era algo tão negativo… Eu não imaginava que um ato único poderia mudar tanto a concepção que a gente tinha de uma pessoa específica. O importante era que eu não queria me igualar a isso, denunciá-lo não seria me igualar a ele, longe disso. Seria o ato mais justo que eu poderia fazer, mas a negatividade e o sentimento negativo que eu traria por esse ato seria sim igual ao que ele havia feito, mas aquilo era certo? Cegar-me diante de um ato desses?

—Jonathan…

—Olha… Não me responde agora não! -Ele levou a minha mão até a boca dele e deu um beijo de leve. Eu queria aquele beijo nos meus lábios, mas era tão improvável agora. -Você deve ainda estar muito afetado por tudo, o importante é que você está bem, não? Pensa só sobre o que eu te pedi.

Apenas confirmei com um aceno.

[...]

A alta havia acontecido como havia sido suposto. Estávamos voltando, eu, mamãe e Jonathan no mesmo carro, no mais profundo silêncio. Mamãe dirigia, Jonathan ia no banco de trás. A médica só havia dado algumas orientações básicas como: se eu sangrasse pela boca ou nariz voltasse ao hospital, não comesse nada cítrico ou bebesse algo alcoólico, tomasse os remédios direitinho e me desse algum repouso por pelo menos os próximos dois dias. O céu estava muito nublado, talvez começasse a chover antes de chegarmos ou depois que chegarmos. O silêncio se igualava ao clima de fora. Estávamos com todos os vidros fechados e logo deu pra ver as gotas batendo forte contra o parabrisas e continuamos no caminho, logo chegando em casa.

Ao entrar eu me senti mal. Paulo não estava lá. Jonathan havia dito que ele ia passar pelo menos aquele fim de semana num hotel e evitar qualquer confusão, o que era bom, mas aquele sentimento…

Eu me sentia deslocado, ver aquela sala toda arrumada como se nada tivesse acontecido não me fazia bem. Jonathan entrou e subiu direto para o seu quarto e eu fui para o meu. O sentimento ruim não saía, Paulo e eu iriamos viver no mesmo lar? Dividir o mesmo teto? Mesmo depois de tudo. Eu já teria que fingir que nada havia acontecido para a justiça, já que não iria denunciá-lo e teria que fingir que nada aconteceria em casa… Será que eu conseguiria?

Aquele quarto não era meu. Era o antigo escritório de Paulo, que ele havia dividido e transformado parte em meu quarto e na verdade, eu que era o intruso… Aquela casa era dele e eu e minha mãe vivíamos nela, será que no fundo não seria melhor eu ir embora daquilo e pronto? E para onde eu iria…

Meus olhos começaram a lacrimejar, eu sentia meu corpo entrar em desespero, eu estava nervoso, alterado e amedrontado… Seria um ataque de pânico? Não sei e nem me importa, eu só não queria ficar ali naquele lugar. Me deitei na cama, mas as lágrimas não cansavam de sair do meu rosto e aquilo estava começando a me deixar muito nervoso.

—Filho… -Mamãe entrou e logo veio correndo até a cama, mexendo no meu cabelo. -Has… Tá tudo bem? Você tá se sentindo bem?

—Mãe… -Eu gaguejava com as lágrimas descendo. -Eu não posso ficar aqui… Eu não aguento morar aqui… Eu quero ir embora…

—Calma, amor… -Mamãe massageava meu cabelo com calma, embora parecesse assustada. -Você só tá estressado porque isso aconteceu ontem… Você só precisa descansar, acalme-se.

—Não, mãe! É mais do que isso… -Me sentei rápido. -Eu não vou conseguir viver na casa de uma pessoa que me agrediu, eu não posso morar aqui! Eu não vou aguentar!

—Filho! -Ela estava tão nervosa quanto eu. -E para onde você vai? Como você vai viver?

—Eu não sei… -Respirei fundo. -Ahh… O nosso apartamento? Foi alugado? -Ela negou com a cabeça. -Então… Está mobiliado, é perto da Universidade, eu vou ficar bem! Já é nosso mesmo!

—Eu não vou deixar você ir embora sozinho! Eu não posso! -Ela levantou. -Façamos assim… Hoje ficamos aqui, descansamos e pronto. Amanhã nós iremos ver o apartamento e voltamos para lá, pode ser?

Confirmei que sim e minha mãe saiu logo do quarto. Ela deveria estar se sentindo péssima e eu entenderia. Será que realmente ela queria ir embora ou estava apenas tentando fazer isso por mim, que era filho dela? Deitei-me novamente e os sentimentos ruins ainda estavam rondando meu corpo, conseguir dormir ali ia ser muito difícil… Eu não sabia como ia conseguir fazer tal coisa.

Nunca havia pensando que aquilo iria me afetar tanto, físico e psicologicamente. Acho que você nunca pensa como vai ser. Se algum dia você vai sofrer uma agressão ou qualquer tipo de crime de ódio, que não tem embasamento algum a não ser apenas aquele repugno idiota que algum ser sente por você, em qualquer instância. Seja orientação sexual, de gênero, de raça, de classe… Aquela sensação de se sentir diminuído apenas porque alguém não gosta de algo que você é ou faz, é terrível.

Não dimensionando o fato, mas ter isso de alguém que você considera família, possa piorar ainda mais esse sentimento. Eu me sentia impotente, na minha cabeça, aconteceria de novo… Paulo entraria no meu quarto e faria mesma coisa enquanto eu estava dormindo. Isso era medo… Um medo terrível que talvez eu jamais conseguiria viver sem…

Levantei-me e caminhei pela casa. A presença de Paulo ali não acontecia, mas tudo parecia ser dele… Logo ele estava ali. Subi as escadas devagar e o típico corredor que sempre via. A porta branca direita sendo o banheiro, a porta branca em frente, sendo o quarto deles e a porta negra esquerda… O quarto de Jonathan.

Será que era nele que eu deveria me apegar? Tentar dormir com ele? Sentir o corpo dele próximo ao meu, seria um auxílio? Poderia até pensar que sim, mas se a possibilidade de Paulo me enforcar no meu quarto parecia algo ruim, se ele me visse deitado com Jonathan no quarto do loiro a possibilidade dele fazer algo comigo parece muito mais aterrorizante. Será que era isso então?

Eu viveria em crescente medo?

Fui até o final do corredor a bati na porta. O silêncio que parecia alto, agora estava sendo ocupado por uma voz de choro e eu entrei sem esperar resposta. Mamãe estava sentada com o porta-retratos na mão e chorava copiosamente olhando para a foto. Eu raramente entrava ali e o cheiro era de Paulo com da minha mãe e aquilo me enojou, mas vê-la chorando ali me fez ficar forte e ir até ela.

O quarto era todo em tons claros, muito maior que o meu quarto com Jonathan, ainda tinha o closet e o banheiro, duas portas ali na lateral esquerda. Na lateral direita uma porta enorme que dava numa pequena varanda. A chuva lá fora caia firme e batia contra o vidro da porta da varanda. Me sentei ao lado a minha mãe e vi a foto que ela olhava.

Era a foto do casamento dos dois. Paulo sorria e ela estava abraçada com ele, os dois sorrindo. Eu lembro da ocasião. Eu havia ido e Jonathan não havia aparecido. Mamãe sabia da existência de Jonathan, mas nunca havia conhecido até o dia em que nos mudamos. Ela respirava fundo e tentava diminuir o choro, óbvio que ela não queria que eu a visse tão devastada.

—Mamãe, tudo bem tá? A senhora está passando por muita coisa eu entendo.

—Filho… Eu te amo tanto! -Mamãe colocou a foto no outro lado da cama e me abraçou com força.

Eu e minha mãe… Agora tudo ia se resumir a nós de novo. Como foi desde quando meus avós morreram. Lembro da dor que senti até hoje, era bem pior que a de agora e completamente diferente também. Saber que iríamos ter que deixar tudo aquilo me afetava muito e eu estava ao máximo não tentando pensar em como ficaria meu envolvimento com Jonathan. Apenas pelo fato do pai dele saber e completamente reprovar já era um fator muito negativo ao imaginar os tipos de repressões que Paulo faria com Jonathan.

—Has… -Mamãe falou ainda aos prantos e eu olhei para ela. -Filho…

—Fala, mãe.

—Meu amor. -Ela levou uma das mãos a barriga e a outra aos olhos limpando das lágrimas. -Eu tô grávida.

Choque! Nada mais pareceu ter sentido agora. Mamãe estava grávida de Paulo.

—Você tem certeza, mãe? Fez algum exame?

—De farmácia, mas eu vou fazer o de sangue logo, mas filho… A gente sente! Eu me sinto da mesma forma quando fiquei grávida de você!

—Então…

E agora? Eu deveria pensar em mim e em como lidar com isso… Mamãe já havia sido mãe solteira e foi mãe solteira a vida toda… Será que eu deveria realmente levá-la comigo? Aquilo era algo necessário. Claro que doía vê-la assim, mas até ela deveria estar muito confusa. Aquela decisão iria afetar muitas coisas, ela já havia sido mãe solteira e sabia como era difícil. Paulo, diferente do meu pai, iria sim querer ter contato com o filho e aquilo iria exigir muito dos dois e querendo ou não eles não se separariam em definitivo, afinal uma criança era um elo que nunca acabaria.

O fato de que minha mãe me criou sozinha e que Paulo perdeu a ex-mulher muito cedo mostra como os dois nunca tiveram claras experiências de criar um filho como casal e de dividir tarefas, ser responsável por construir um caráter de um novo ser.

—Mãe… A senhora vai ficar!

—Não, meu amor… Eu não posso te deixar sozinho!

—E a senhora acha que vai ser bom que a meu futuro irmão ou irmã cresça sem a presença contínua de um pai? Eu não vou nascer, não vou ser um bebê, não vou ser criança… Eu já tenho dezoito anos e a senhora mesmo disse que eu já sou mais responsável do que a minha idade apresenta, não acha que eu tenho condições de viver sozinho? Eu posso precisar de ajuda para certas coisas no começo, mas a senhora vai ficar indo me ver e isso vai me ajudar a amadurecer como pessoa. A senhora não merece ter outro filho sozinha e passar por tudo isso de novo e a criança também não merece ter certas coisas privadas, apenas porque isso aconteceu.

—Filho.

—Imagina que durante a gestação a senhora precise de ajuda ou até mesmo depois que a senhora vai ter que cuidar do bebê e não vai poder trabalhar. Paulo é quem vai ter que ajudar a senhora, talvez contratar uma babá ou alguma diarista em alguns dias.

—Meu amor, eu não quero ficar longe de você…

—Serão só alguns quilômetros daqui mamãe, ainda estaremos na mesma cidade… Pense que… Não sei, que eu ainda vou estar sempre com você, só que um pouco mais longe… Eu não aguento viver nessa casa, não depois de ontem.

Ela baixou a cabeça consternada e eu a abracei… Mamãe retribuiu meu abraço com bastante força e chorou no meu ombro. Eu estava me aguentando para não chorar, não era o que eu queria afinal, que ela me visse como fraco e que não aguentaria aquela decisão.

—Pelo menos o meu quarto agora vai se tornar um quarto de bebê. -Sorri beijando a sua bochecha e logo me levantei para sair...

Notas finais
Eai? Surpresas hein? — Então, esse capítulo foi um conjunto interessante para mostrar o que a fic vai mudar. Agora teremos um Has fora de casa e temos que ver como isso vai afetar a relação dos nossos meninos né? Gabriela grávida... Boa ou má coisa? E no próximo capítulo os fãns do Yuri e do João comemorem! Eles vão aparecer! O que acha que esses dois vão fazer, hum? — COMENTEM E RECOMENDEM!