I Hate You Too!
19 XIX- Partida e descoberta
Notas iniciais
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Vamos aos agradecimentos? Obrigadão!
Ângela, Lady, konichiwaclara, Tenshiro, Caio, Guilherme, Ahuri, Midichan, Yume, Giovana, Lief, Miruton, Mickey, Juliette, Philipe e Verejanuline... Obrigadão seus lindos! Muito feliz com vocês comentando...
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Quer ser um lindo do Sketcher? É muito fácil, basta você mandar um review depois de ler esse capítulo!
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Ahh, um muito obrigado aos 300 reviews da fic! Valeu mesmo!
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Sintam-se a vontade de comentar e recomendar!
–É, eu vou embora, vou morar por uns tempos em Nova York...
–Mas...
Eu estava sem voz, como eu poderia ser tão sem sorte que logo depois de descobrir que Jonathan era inocente e que não havia matado ninguém, acontece uma atrocidade dessas? Jonathan havia estacionado na escola e eu permanecia parado, olhando para minhas mãos que já estavam suando de nervoso.
–Você não vai descer? –Perguntou desligando o by Text-Enhance\">carro e pegando a mochila que estava na parte de trás. Eu o olhei perplexo.
–Como você consegue estar tão calmo? Porra, logo agora que estamos tão bem, que parece que finalmente tá dando tudo certo? Você vai embora assim, do nada! Isso é uma...
–Porra! Cadê seu coração? Minha avó tá morrendo e você pensa em nós?
–Claro, né? Se eu não pensar quem vai? Afinal você mal liga pra nós!
-Você adora julgar né?
–Quer saber, Jonathan? –Peguei minha mochila que estava também no banco de trás e fui logo abrindo a porta. –Vai pra droga da sua Nova York! Eu te odeio! –Saí do carro rápido, mas consegui ouvir suas últimas palavras... Um típico “Eu te odeio também!”.
Caminhei atordoado até o prédio da escola, a maioria dos alunos nem me dava atenção e isso era ótimo, maravilhoso, perfeito. Não queria que ninguém ligasse para minha dor, afinal ela era minha! Cheguei à minha sala e estava vazia, completamente vazia, apenas algumas mochilas espalhadas pela sala. Me aproximei do meu lugar e coloquei a mochila dentro na cadeira e me sentei transtornado.
A vida só podia brincar comigo, todos os dias. Isso era um verdadeiro inferno. Primeiro eu chego num bairro onde não conhecia ninguém, numa casa com um garoto insuportável, que até tentou me matar. Quando finalmente eu descubro que todo o meu ódio é na verdade amor, eu também descubro que Jonathan matou um garoto e quando final sei da verdade e que ele não é assassino, ele tem de ir embora!
Meus olhos ardiam e eu não conseguia mais segurar aquele choro. Comecei a chorar ali mesmo, na sala de aula, pouco ligando para que alguém entrasse, abaixei minha cabeça sobre a pequena mesa da sala e desatei a chorar. As lágrimas escorriam salgadas pela minha by Text-Enhance\">pele. Chorava baixinho, um choro ressentido. Um choro de raiva mistura com decepção e agora com um entendimento... Não poderia ser insensível, o mínimo que Jonathan necessitaria naquele momento era de auxílio.
Senti uma mão afagar meus by Text-Enhance\">cabelos e espalhar um pouco o meu topete, levantei o rosto, na esperança de ser o loiro de olhos azuis, mas encontrei outro loiro. Luck, o loiro de olhos verdes. Ele sorriu e eu continuei entristecido ali, o rosto do Luck já estava curado de todos os machucados que existiam e o sorriso fácil e os olhos brilhantes voltaram a ser o principal do seu belo rosto.
–Então... O que houve?
–Problemas... Apenas isso. –Limpei meu rosto, tentei limpar, na verdade. Luís sorriu fracamente e continuou mexendo no meu cabelo.
–Sabe que pode se abrir comigo, não é? Somos amigos, sempre fomos apesar de tudo... Tem haver com Jonathan? –Senti sua mão leve ir até minha bochecha banhada de lágrimas e ele limpou a pequena gotinha que estava ali. –O que ele te fez?
–Porque você fala do Jonathan? Isso não tem nada haver com o Jonathan...
–Certo né? –Ironizou o loiro. –Sabia que eu aprendi muita coisa depois do nosso curto relacionamento? –Acenei que sim e ele continuou. –Eu fui do fundo do poço e ao paraíso em pouco tempo, muito pouco tempo... Sabe o Mid? Estamos namorando e eu me sinto completo agora, eu percebi coisas que eu devia ter percebido antes... E foi Midas que abriu os meus olhos... Sabia que ele que me disse que você amava o Jonathan?
–Mas... Como ele sabe?
–Midas é filho de um psicólogo e tem o talento do pai, ele sabe distinguir as pessoas de uma maneira incrível. Ele disse que vocês disfarçam bem, mas que o disfarce está caindo aos poucos...
–Agora nem precisa mais de disfarces... –Falei entristecido. Luck me olhou torto e sorriu.
–Conseguiu convencer Jonathan a se assumir publicamente? –Perguntou assustado.
–Quem dera... Jonathan vai embora Luck... –Minha voz ficou fraca e as lágrimas quiseram voltar, quis ser forte, mas eles teimaram em cair... –Vai me deixar sozinho nesse mundo...
–Calma, ok? –Luck estendeu os braços e eu o abracei com força. Ficamos abraçados por alguns longos e inestimáveis segundos até ouvirmos a porta ranger. –Vai ficar tudo bem, Has! –Falou Luck após o ranger da porta e Midas entrou. O moreno de cabelo levemente claro me olhou e olhou para o namorado. Estava com cara de chocado e com as bochechas levemente rosadas, não de vergonha, eu acredito que de ciúmes. Midas saiu sem dizer uma palavra e Luck me olhou. –Eu acho bom ir atrás dele. Ele ainda se sente inseguro em relação a nós dois...
–Tudo bem, espero que consiga reverter esse mal entendido... Se ele não acreditar, mande-o vir falar comigo...
Luck sorriu e saiu, em seguida, me levantei e peguei minha mochila, não queria assistir aula. Jonathan ia embora e meus pensamentos durante todo o dia seriam apenas sobre isso. Iria para casa, mas antes que eu saísse da escola e pegasse o caminho para casa, meu telefone tocou e era João. Talvez conversar com alguém que já sabia tudo sobre mim e Jonathan seria bom. Atendi ao telefonema e a voz áspera e sexy do moreno soou ao meu ouvido.
–Bom dia, Hassan... Tudo certo? Tá na escola?
–Bom dia João... Não vou assistir aula hoje, você está trabalhando?
–Não, só trabalho amanhã... Pela sua voz, você está precisando de um amigo...
–E estou mesmo... –A vontade de chorar voltou, mas eu precisava ser forte. Segurei o choro e continuei falando com João. –Você está perto daqui? Do meu bairro? Tá ocupado?
–Estou sim. Ia comprar umas peças de roupa, mas isso pode esperar... Fica na frente da sua escola que eu já estou passando aí. Até mais.
Sentei num dos bancos que tinha na entrada da escola. Jonathan já havia entrado há algum tempo e fiquei ali, sentado esperando João, mas como sempre uma pessoa tinha que vir me encher a paciência, vi um belo carro preto parar na frente da escola e da porta de trás a vadia loira saiu. Yuri usava o uniforme da escola e uma calça preta e um pouco justa demais, de longe ele exalava homossexualismo, não entendo se o pai dele já sabe que ele é gay ou se ele ainda não percebeu que o filho é. Ele olhou para a fachada da escola, sobre seus óculos escuros e me viu, deu um sorriso torto e logo veio até mim. O loiro sentou-se ao meu lado e colocou a mochila ali também.
–Bom dia, Hassanzinho! –Falou como se fosse meu amigo.
–Bom dia, cobrinha criada... –Falei com a voz um pouco embargada de choro e ele reparou.
–Andou chorando, bebê? Ahh Deus, será que o Jonathan Maserati não anda dando no couro?
–Me erra, garoto...
–Ahh vamos conversar! Quero ser seu amigo, aliás, eu acho bom você ser meu amigo por bem, é bem melhor do que por mau... –Lembrei-me de como ele havia conseguido a amizade de Jonathan, aquele jogo sujo que só ele sabe jogar. Quantas pessoas ele já havia enganado? Embora o loiro não fosse popular, ele não sofria agressões e muito menos ameaças, isso significava que ele tinha muitos podres e de muitas pessoas. –Gostou de saber que o Jonathan é assassino? Aposto que por isso você está chorando, eu também estaria... Quem quer ser amante de um assassino, como Jonathan Maserati.
–Porque você não se cala! –Vociferei com raiva e ele me olhou, com aqueles óculos escuros, eu sabia que não devia ter explodido, mas depois de tudo manter a calma foi complicado. –Deixa de ser metido, seu idiota... Você não tem ideia de como eu queria te espancar aqui e agora. –Levantei-me exaltado e ele se levantou em seguida, sempre com o sorrisinho de vitória no rosto.
–Vai bate! Eu vou adorar te processar por agressão! –Eu quase caí na provocação, ia partir pra cima dele, mas João chegou na mesma hora e tirou o capacete olhando para nós dois sem entender. Olhei para ele e me aproximei, mas a vadia loira veio em seguida. –Então quer dizer que você anda pegando um moreno gato, agora? Não sabia que você era uma puta, Hassan! –Me virei para dar um soco na cara dele, mas João já havia saído da moto e conseguiu me segurar. –Mas espera... Eu conheço esse moreno...
–Vamos embora, João... –Falei virando, o moreno subiu na moto e Yuri lembrou-se do bartender.
–Ahh, você é aquele garoto que trabalha no clube... Não sabia que você andava fazendo caridade, Has... Não sabia que agora anda dando para a classe C. Cuidado para ele não se tornar um assassino também... Algo me diz que você tem dedo podre para escolher namoradinho...
Ignorei, seria melhor... Já estava exaltado e se ele quisesse atingir João com as provocações seria mais fácil que o moreno fosse preso. João acelerou e deixamos a vadia loira ali mesmo, sozinha e falando com o vento.
–Pra onde vamos?
–Pra minha casa, por favor... –Falei segurando na cintura do moreno. João usava uma camiseta branca e uma calça rasgada, parecia feliz em me ver, mas a felicidade passou logo que me viu triste.
Chegamos logo e entramos. Estava silencioso em casa, principalmente por não ter ninguém e era melhor assim. Levei o moreno até meu quarto e ele entrou e sentou numa cadeira que tinha no cômodo.
–Então... Me conta, o que houve? –Tirei a camisa do uniforme e me deitei na cama triste. João me seguiu e sentou-se na beirada da cama. Eu estava tão triste que nem havia reparado que estava sem camisa e não ter reparado que o moreno encarava meu corpo. As lágrimas voltaram e eu chorei de novo. O moreno se aproximou e mexeu nos meus cabelos, exatamente como o loiro de olhos verdes havia feito pela manhã.
–O Jo-Jonathan... Vai embora! Vai pro Estados Unidos... Vai me abandonar, João... –Reclamei triste e o moreno se aproximou ainda mais. Tirou os sapatos rápido e sentou-se por completo sobre a cama.
–Mas como ele vai embora? Porque tão repentinamente?
–A avó dele está mal. Ela está muito doente e pediu para ver o neto, talvez pela última vez. E bem, Paulo aceitou e vai mandá-lo. Nós brigamos e eu não tenho ideia de quando ele vai e quando volta... Eu estou destruído.
–Quanta barra, Has! Você sabe que pode contar comigo, somos amigos... –Falou o moreno sincero. E eu me sentei na cama abraçando o corpo do moreno. Um abraço confidente, eu estava um pouco feliz em ter essa força. As mãos grandes de João foram até minha cintura que estava nua e as minhas até seus braços largos e também nus. E como o destino estava brincando comigo, a porta do quarto abriu e nos mostrou um Jonathan com olhar perdido, pela primeira vez, reparei que invés dele ficar com o olhar mais escuro e raivoso, ele ficou entristecido e fechou a porta em seguida. Quis segui-lo, mas foi inútil. Ele correu rápido para o carro que ainda estava na rua e acelerou sem me dar chance de explicar qualquer coisa.
Meu coração doeu ainda mais. Voltei para o quarto e chorei mais ainda. Nossa, não sabia que eu era tão frágil, mas é o amor que faz essas coisas conosco. João estava embasbacado, ele ficou tão sem reação e isso havia sido pior, porque as mãos dele continuaram fixas na minha cintura. O moreno percebeu que eu precisava de ajuda. E levantou, me abraçou mais uma vez e sussurrou ao meu ouvido.
–Vou atrás dele e explicar tudo... –E saiu sem que eu reparasse, deixando a porta aberta.
[...]
Depois de toda aquela confusão. Eu chorei, chorei e chorei. Chorei tanto que acho que as lágrimas secaram e eu adormeci. Não sonhei, não que eu lembre... Quando acordei olhei para a janela e já estava anoitecendo. Estava com a calça que usava na escola e sem sapatos, mas não me lembro de ter tirado eles. Minha barriga gritava de fome, mas eu continuava deprimido que não liguei muito.
A ideia de que Jonathan havia sido encontrado por João e que ambos conversaram amigavelmente era louca, mas eu queria acreditar e ao acordar sem sapatos, quis fantasiar mais ainda. Acreditei que Jonathan havia voltado, tirado meus sapatos e velado por meu sono durante o tempo todo, mas ao olhar para a cadeira ao lado, vi minha mãe. Ela estava com o cabelo solto e com a roupa que havia saído de manhã. Isso poderia dizer duas coisas... Ou que ela estava velando meu sono ou que havia acabado de chegar. Seus olhos não brilhavam como todos os dias, ela parecia muito compenetrada que não havia reparado que eu acordei.
–Mamãe... –Falei já sentado e ela olhou para mim, seus olhos estavam diferentes, mas aposto que ele sabia que os meus também.
–Oi, Hassan! –Falou fria, sem qualquer emoção. –Dormiu a tarde toda?
–Acho que sim... –Aquela mulher não parecia a Gabriela que eu conheço, a minha mãe...-Mamãe, está tudo bem?
–Claro, amor... –Falou quase que no automático.
–Mamãe, onde está Paulo e o Jonathan? –Perguntei olhando diretamente em seus olhos e ela continuava olhando os meus.
–Eles já foram... –Falou normalmente. –Paulo foi deixar Jonathan no aeroporto. Jonathan vai embora hoje, já arrumou tudo e talvez, seu voo está marcado para as 20 horas.
Peguei meu telefone assustado e reparei que eram 18:59, com sorte chegaríamos a tempo de eu me despedir de Jonathan, talvez explicar tudo e que talvez conseguíssemos ficar bem, mesmo que distantes. Corri até a porta e tentei abri-la, mas estava trancada, olhei para minha mãe e ela permanecia impassível.
–Vamos mãe, quero dar adeus ao Jonathan... Sabe se lá quando vou ver ele... –Falei tentando transparecer normalidade, mas acho que não consegui. Reparei que minha mãe baixou o olhar e chorou. Me aproximei desesperado e me ajoelhei ao chão.
Seus olhos sempre em castanho escuro estavam vermelhos e eu reparei que ela estava cansada. Cansada de chorar.
–Mãe? Você tá bem? –Perguntei segurando suas mãos trêmulas... Ela toda tremia e eu estava nervoso.
–Has... Por-Por quê? Porque que você não me contou? –Fiquei estático. Muito estático. Abaixei minha cabeça, mas senti as mãos trêmulas da mulher segurarem meu rosto e levantarem a ele. Olhei fixamente em seus olhos cansados de chorar e os meus já começavam a se preparar para mais uma sessão de lágrimas. –Eu só queria entender, o porquê... Será que não sou uma boa mãe? –Ela estava muito triste, chocada e só Deus sabe mais o que! –PORQUE VOCÊ NÃO ME CONTOU QUE VOCÊ E JONATHAN TRANSAVAM?!
Notas finais
Luck mostrou que é amigo do Has e deu força, curtiram?
E a vadia loira voltou... E agora descobriu que o João é amiguinho do Has, será que o nosso moreno gostoso vai se dar mal?
João tenta ajudar, mas acabou fudendo geral! O que vocês acham que o Jonathan pensou nessa hora?
Has chorou o capítulo todo... Tadinho né?
E bom, foi um back no final! Gabriela descobriu e pareceu muito chateada... Como será a relação mãe e filho a partir de agora?
Eu emocionei alguém? Alguém ficou mal? Alguém riu da minha tentativa de emoção? Alguém chorou (Calma né)? Comentem qual a reação de vocês com o capítulo...
Gabriela descobriu, mas será que o Paulo também? O que vocês acham?
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COMENTEM, PLEASE! E RECOMENDEM TAMBÉM, SE ACHAREM QUE EU MEREÇO!
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