I Hate You Too!

8 VIII- Conversando


Notas iniciais
Gente, desculpem mesmo pela qualidade do capítulo, estou com problemas pessoais e isso sempre mexe com minha qualidade na escrita, prometo melhorar.
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Vamos aos agradecimentos? Obrigado.
Cherry, Okumura Yui, Midichan, Thysia, LadyRafaela sempre comentando e expondo opinião, Ângela Potter, Lika Chan, penanegra e Zashiki. Lindos do Sketcher!
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Quer ser um lindo do Sketcher? É muito fácil, basta você mandar um review depois de ler esse capítulo!
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PRÓXIMO CAPÍTULO: 08 de fevereiro!

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O domingo, tentamos fazer um dia “família”, mas isso é muito complicado quando se tem como “irmão”, alguém como Jonathan. Acordei cedo e fui para o banheiro. A porta estava trancada por dentro. Dei duas e recebi um esparro matinal de Jonathan. Se o humor dele já era ruim durante o dia, vocês não podem imaginar como é quando ele acorda. Voltei para a cama e deitei-me olhando para porta do banheiro. Esperando que aquele loiro ultrajante saísse.

A porta foi aberta lentamente mostrando um loiro molhado e incrivelmente sexy. Acho que já me acostumei com esses pensamentos sexuais relacionados ao Jonathan. Ele estava com a toalha no pescoço caindo pelo peitoral másculo, à água escorria pela pele dele como se aquilo fosse perfeito. Jonathan usava uma cueca boxer branca com cós preto. Os cabelos molhados e colados na testa eram de uma perfeição inquestionável.

-Não vai usar o banheiro, viadinho? –Insultou o loiro indo para o armário. –Corri para o banheiro para ele não reparar minha excitação aparente na cueca. Sentei sobre o vaso e respirei fundo. Tranquei a porta.

Aquelas imagens estavam me matando, precisava me aliviar. Jonathan já estava mexendo comigo, mais do que eu poderia imaginar. Tirei a cueca a joguei dentro do cesto de roupas sujas. Meu pênis estava enorme de excitação, eu nunca havia me sentido assim antes. Nem por uma garota. É talvez eu não seja mesmo Bi, talvez eu seja mesmo Gay.

Levei minha mão até a extensão do meu membro e apertei a glande com força. Gemi involuntariamente. Era uma masturbação, mas eu estava morrendo de prazer. Desci minha mãe por toda a extensão gemendo levemente de prazer. Comecei aquela massagem prazerosa, com leves sussurros e gemidos lentos. Continuei massageando, mais forte e mais rápido e depois de alguns poucos minutos, me desfiz em prazer em minha própria mão. Gemi o nome daquele loiro cafajeste baixinho e tentei normalizar minha respiração. Fui até o Box e tomei o belo banho matinal, meu sêmen viscoso escorria pelas minhas mãos. Passei o shampoo pelo cabelo e depois o condicionador. Peguei uma toalha.

Na minha cabeça esse domingo poderia ser um dia muito bom, faria uma semana que havíamos chegado e minha mãe queria fazer um almoço legal em família. Saí do banheiro e Jonathan mexia no seu notebook sentado sobre a cama. Ele usava uma bermuda qualquer já que o dia estava ensolarado. O cabelo ainda molhado e ele me olhava com os olhos azuis sugestivos. Percebi e perguntei.

-O que foi?

-Nada, só quero saber se você gostou.

-Gostei? De quê? –Ele sorriu torto e se levantou vindo em minha direção, bem isso nunca era saudável, principalmente pra mim.

-Ué... –Falava enquanto vinha. –Você é até burrinho Has, mas sabe do que eu tô falando.

-Eu... Eu não tenho a menor ideia do que você está falando...

-Sério que não? –Ele me encurralou na parede, suas mãos ficaram rentes aos meus ombros, prendendo meu corpo e sua boca veio em minha direção. Virei o rosto e reparei que ele sorria. –Eu adorei ouvir seus gemidos no banheiro, enquanto você se tocava aqui... –Sua mão foi até o meu membro, mesmo que por cima da toalha e apertou ali. Gemi sofrendo de prazer. –O que me deixou mais surpreso, foi o fato de você estar com aquele loirinho idiota e se masturbar pensando no futebolista aqui.

-Has... Jonathan. –Ouvi minha mãe falar do lado de fora da porta. Empurrei e peguei minha toalha no chão, que caiu com o meu movimento brusco. Jonathan continuava sorrindo. Esse, cafajeste!

-Oi, mãe.

-Venham tomar café! Já está na mesa.

-Estamos indo, Gabriela. –Disse Jonathan. –O Has vai se vestir e nós vamos descer juntinhos, como bons irmãozinhos que somos. –Ele falava aquelas palavras com calma e serenidade e me olhava, como se conseguisse me ver por dentro.

Aqueles olhos, azuis e incríveis que me matavam aos poucos. Ele continuava mexendo no computador e bem, eu ainda estava estático parado naquela parede com a toalha agarrada na minha mão, sendo encarado pelos olhos azuis.

-Vai ficar ai parado? Olhando-me assustado? Sua mamãe já mandou nós irmos comer. Vai logo se vestir... –Acordei do transe e fui até o guarda-roupa. Procurei uma roupa confortável. Tirei a toalha. –Isso, isso mesmo. Eu quero mesmo ficar admirando essa bundinha branca gostosa...

Peguei a toalha de novo e me enrolei de novo.

-Idiota!

Fui até o banheiro e me vesti lá dentro. Saí do banheiro e Jonathan já estava com uma camiseta laranja e com aquele sorriso sacana.

-Vamos tomar nosso café, amorzinho?

-Estúpido.

-Ué? Luck não fala assim contigo? Amorzinho?

Desci e ele veio em seguida. No andar debaixo, minha mãe estava sentada a mesa e comia alguma coisa, Paulo também estava na mesa. Era uma mesa comum de quatro cadeiras, minha mãe e Paulo um na frente do outro e Jonathan e eu também.

-Bom dia, garotos.

-Bom dia, pai.

-Bom dia, Paulo.

-Então, hoje vai ter um almoço aqui em casa e eu gostaria muito que nós tivéssemos esse momento juntos, o que vocês acham? –Indagou minha mãe, eu sabia que aquela pergunta era mesmo para Jonathan, afinal ele não era nada fácil de conversar.

-Por mim tudo bem.

-Por mim também. –Jonathan confirmou, olhando para mim. Ele estava fazendo isso demais hoje e não tem nada pior do que isso.

Quando se é tímido, qualquer olhar que demore mais do que três segundos é muito ruim. A timidez é como um líquido corrosivo, quando se repara demais ela ataca. Derrama-se toda em seu ser e aquilo lhe deixa... Desconfortável.

O loiro seguia me olhando.

[...]

O almoço foi calmo. Jonathan e eu mal trocamos duas palavras, a conversa se concentrava mais em Paulo e em minha mãe. Os dois falavam sobre o trabalho e sobre os tempos de faculdade de direito, já que ambos eram formados nessa profissão. O assunto foi para os filhos e surpresas...

-Has, bem querido. Eu estive pensando e como ganhei uma comissão especial no trabalho e como tenho algum dinheiro guardado e sua mãe também... Resolvemos, dividir o escritório e fazer um quarto para você. –O loiro arregalou os olhos. –Não vai ser nada grandioso como o de Jonathan, mas Gabriela me falou que você não se incomodaria com o tamanho.

-Não. –Jonathan falou meio que como por um impulso. –Quer dizer, estamos nos dando bem... Eu e o Has, não brigamos mais pai. Nada mais justo que vocês gastarem esse dinheiro com vocês e o deixarem continuar no... Nosso quarto.

-Não sei não, filho. –Contrariou Paulo. –Hassan precisa do seu espaço, ele é um adolescente. Também tem o direito de trazer suas namoradinhas para o quarto. –Minha mãe sorriu tímida e Paulo deu uma gargalhada alta. Jonathan seguia nervoso e eu dei um sorriso tímido como o de minha mãe. Ele levantou e foi para a escada. Estava irritado. –Vou ver o que houve.

-Não querido, deixe-o. Has, pode ir ver o que o Jonathan tem? –Falou minha mãe e eu fui sem pestanejar.

No segundo andar encarei a porta negra antes de entrar. As recepções de Jonathan eram sempre diferenciadas, ele poderia gritar comigo, me assediar ou me agredir. Abri a porta e vi ele sentado na cama, com as pernas estiradas a cabeça abaixada, encarando o próprio peito.

-Tudo bem?

-Nada bem. Você não pode ir para outro quarto. Você tem que ficar aqui.

-Quem é você para mandar em mim? –Sim, eu estava brincando, mesmo que me arrependesse depois. Ele levantou.

-Você é meu!

-Não sei onde assinei para você ficar dizendo isso. –Ele me empurrou e eu bati contra a porta. –Porque você está chateado? Seu pai mesmo disse, que eu sou adolescente e que eu posso trazer minhas namoradinhas para cá. –Ele estreitou os olhos e chegou perto de mim, eu ainda estava na porta. –Ou... O Luck. –É verdade, estou enlouquecendo. Fechei os olhos com força, sabia que qualquer gesto era possível sair dele agora. Ouvi um barulho forte rente ao meu ouvido, abri os olhos e vi o punho dele fechado ao lado do meu rosto, escorria sangue da mão dele. Havia dado um soco na porta.

-Já chega! –Olhei para seu rosto, os olhos estavam azul escuro e isso nunca era um bom sinal. Ele agarrou meu topete e puxou com força. Abri a boca para gemer de dor e senti sua língua invadir minha boca. Ele continuava agarrado ao meu topete e eu levei minhas mãos aos seus fios loiros, ele me puxou da porta e me jogou sobre sua cama.

O beijo era desesperado, como se alguma coisa estivesse lhe atormentando, suas mãos agora passeavam pelo meu corpo e ia tirando suas próprias roupas e tentando tirar as minhas.

-O que... Você vai fazer?

-Tomar de vez o que é meu! –Falou entrecortado com os beijos.

-Jonathan... Não. –Tomou minha boca. –Nossos pais estão em casa. –Aquele perigo eminente. Olhei para baixo e ele estava apenas de cueca enquanto eu ainda estava com minhas roupas. –Você está maluco.

Ele segurou minha mão e invadiu a própria cueca com ela. Senti aquele pedaço de carne latejante entre meus dedos e me lembrei do que fiz hoje mais cedo com meu próprio membro. O encaixe de minha mão nele era diferente. O seu membro era grande, grosso e perigoso, mesmo assim não deixava de ser um encaixe perfeito.

-Faz como você fez hoje de manhã. Bati gemendo meu nome. Agarra ele é todo seu. –Ouvir sua voz grave e entrecortada no meu ouvido, foi uma das sensações mais loucas que eu já senti na minha vida.

-Isso é errado, Jonathan.

-NÃO TE PERGUNTEI SE É CERTO OU NÃO! MANDEI VOCÊ FAZER! –Gritou.

Bem, eu fiquei parado. Eu devia ou não fazer isso? Afinal, Jonathan tinha namorada e ela era uma amiga minha, e mesmo eu sendo apaixonado por ele eu não deveria trair a confiança de alguém como Camila.

Me levantei tirando minha mão de dentro do belo “pacote” que se formava na cueca de Jonathan. Ele me encarou revoltado e eu fui até a porta.

-Hassan. –Falou e eu parei. Continuei ali parado, esperando para ouvir o que ele tinha a dizer. –Se você sair por essa porta, eu nunca mais toco em você! Eu nunca mais tento nada contigo... E... Eu... Desisto de tudo isso.

-Eu acho que eu nunca vou entender o que se passa na sua cabeça! Fechei a porta sem sair.

-Quer entender? –Ele levantou de novo e ficou na minha frente, abriu os braços como se eu pudesse vê-lo por inteiro. –Vamos conversar então! Vamos nos entender de vez...

Voltei e me sentei na cama dele e ele sentou-se na minha frente. Ficamos cara a cara poucos centímetros longe um do outro.

-Jonathan... O que... O que você sente por mim?

-Sabe... Eu não sei ainda, é algo bom. Como se você fosse, algo especial desde sempre. Como se eu já te conhecesse antes mesmo de te ver pela primeira vez, mas isso não é muito comum acontecer comigo. Eu ainda não consegui descobrir o que é.

-Jonathan, eu... Eu não quero ficar com você... Não na situação que você está. Namorando e com uma amiga minha. Você tem que se resolver antes...

-Isso é um ultimato?

-Não. Você precisa se acertar afinal eu não sou uma das garotas que você pega e depois joga fora. Eu tenho amor próprio.

-Você não acha que está se achando demais?

-Não. Eu só não quero estar metido num lugar onde já tem gente, consegue me entender?

-Você está muito enganado se achar que eu vou te assumir como namorado para todo mundo. Eu tenho uma reputação. –Nem preciso comentar o quanto eu fiquei ofendido.

Me levantei e fui até a porta.

-Eu acho que eu mereço alguém que pelo menos tenha a coragem de ser homem o suficiente pra ficar comigo sem ser às cegas.

Saí e fechei a porta. Me encostei nela e desabei em lágrimas. Saber da pessoa que você está apaixonado que você não passará de passatempo é algo que machuca até um dos mais duros dos corações e bem, a única coisa que eu poderia fazer é procurar conforto e buscar uma nova paixão.

-DROGA! –Ouvi o grito vindo do quarto e o barulho de algo quebrando na porta atrás de mim.

E eu já sei exatamente quem será minha nova paixão.

Notas finais
Gostaram? Eu achei fraco.
Bem gente, muitos vão querer me matar, mas Has e Jonathan são parecidos e por isso que eles são tão cabeça dura. Agora o Luck vai entrar de vez na fic e vamos ver como vai ser esse novo "relacionamento" do Has.
O que vocês acharam do Jonathan?
Ninguém é obrigado a imaginar ele assim, mas vocês gostaram?
O que vocês querem a partir de agora da fic? Podem dizer, talvez eu aproveite algumas ideias!
Beijokas do Sketcher não esqueçam os comentários, são meu feed back!