I Hate You Too!
7 VII- Confuso
Notas iniciais
Preparados para mais um capítulo?
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Vamos aos agradecimentos? Obrigado...
Guilherme, Ângela, Adi Gallia, Okumura Yui, Thysia, Cherry, Like Chan, LadyRafaela, LinneBlake, Nessie Parabéns!, Ruy Chan e Biscoito (Vocês não vão ver o review, porque o idiota do autor exclui sem querer, desculpe-me Biscoito) . Obrigados, lindos do Sketcher!
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Quer ser um lindo do Sketcher? É muito fácil, basta você mandar um review depois de ler esse capítulo!
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PRÓXIMO CAPÍTULO: 25 de janeiro!
Era mais uma manhã, dessa vez era sábado. No próximo dia faria uma semana que eu estava naquela casa, mesmo ainda não sentindo ali como um lar eu gostava naquele lugar. Seria um dia me que todos ficariam em casa. Paulo não trabalhava aos sábados e minha mãe só trabalhava quando tinha casos muito importantes. Levantei-me e fiz toda a higiene que eu sempre faço. Olhei para a cama ao lado e ela estava intacta. Jonathan não voltou para casa desde à tarde do dia anterior, se antes eu já estava preocupado, agora eu estava quase em desespero. Desci correndo, depois do meu banho e fui até a cozinha.
Minha mãe estava sentada a mesa e mexia nos cabelos, aquilo era o primeiro estagio de nervoso dela. Paulo estava em pé andando de um lado para o outro com o telefone na mão.
-O que houve mãe? –Perguntei sentando-me.
-Paulo está tentando falar com Jonathan, mas ele desligou o celular.
Quando menos esperávamos a porta se abriu e Jonathan entrou pela sala e foi direto para cozinha, onde todos nós estávamos. Ele estava com o cabelo desarrumado, os olhos levemente abertos e as roupas amassadas.
-Onde você estava, Jonathan? –Perguntou Paulo.
-Por ai...
-Por ai? Você me responde isso... Por ai!
-Pai... Desencana era sexta-feira e eu estava cansado de ficar em casa vendo a cara do Has. Eu não podia nem sair um pouco?
-Poderia se tivesse avisado!
-Eu voltei, não voltei? Ótimo, agora vou pro quarto, estou exausto!
-Por que você não atendeu ao telefone?
-A bateria morreu... Posso dormir agora? –Falou indo para as escadas.
Ele passou a subir e eu o segui. Ele entrou no quarto e eu ainda ao seu encalço.
-Qual foi? Vai bancar minha sombra agora? –Falou irritado.
-Porque você fez isso!
-Agora você é meu pai?
-Não, mas eu meu preocupo com você... –Jonathan riu da maneira mais sarcástica possível e entrou no banheiro.
-Has... Desencana! Eu já te bati, te chantageei, quase te matei e tu ainda liga pra mim? Vai ter amor próprio vai...
-Mas... –Ele saiu do banheiro lavando as mãos. –Você me beijou!
-E me arrependo disso. –Se jogou na cama. –Olha vou ser sincero. –Sentou na cama e eu sentei na minha. Ficamos frente a frente, mas sem nos fitarmos olho no olho. –Eu só fiz aquilo para acabar contigo, eu só queria te sacanear... Espalhar para escola toda que você é gay. Só isso, me entende agora? Por isso eu fiz isso, mas eu não vou mais te sacanear.
-Você é muito baixo!
-Pode sair agora? Quero dormir. Eu peguei quatro garotas essa noite, estou exausto.
Saí em disparada do quarto, não tem nada pior na vida do que uma decepção. Ainda mais quando você sabe que gosta de alguém e é essa pessoa que te decepciona, mas aquilo iria acontecer tantas vezes, afinal Jonathan era o garoto que eu estava apaixonado e sendo ele a pessoa mais baixa, ridícula e sem escrúpulos da Terra, eu iria sofrer muito.
Continuei correndo, desci as escadas com velocidade e deitei-me no sofá. Fiquei de bruços e chorei baixinho. Minha mãe ouviu e sentou-se ao meu lado, Paulo veio junto.
-Has... Filho, o que houve?
-Nada mamãe... Nada.
-O que o Jonathan fez com você Has? –Paulo falou irritado.
-Nada Paulo. Eu só estou com saudades dos meus amigos do antigo bairro. –Foi a melhor desculpa que consegui.
-O que você acha... De ligar para algum amigo da nova escola? Ele pode ficar aqui durante o dia todo.
-Não sei...
-Vamos filho. Não gosto de te ver assim.
-Ok.
Sentei-me e peguei o aparelho de telefone, disquei os números e logo começou a chamar.
-Alô?
-Luck... É o Has, oque você acha de... Vir aqui em casa?
-Não sei não Has... Aquele... Idiota vai estar ai...
-Por favor...
-Ok.
-Você vai vir?
-Sim.
-Tchau e até mais...
Desliguei o telefone.
-Aquele... –Ouvi a voz grave de Jonathan, com certeza ele iria xingar Luís Gustavo, mas reparou que o seu pai e minha mãe estavam naquele ambiente. –Seu amigo, vai vir aqui?
-Sim. Vem passar o dia comigo, estou entediado...
-Já que nem pra isso você serve. –Reclamou.
-Ok pai, eu só vim tomar uma água. –Desceu e foi direto para a cozinha.
-Eu e seu pai vamos resolver uns negócios importantes Jonathan, se incomoda de ficar aqui com o Has e o amigo dele.
-Vão na paz... –Gritou da cozinha.
-Tudo bem pra você, amor? –Falou minha mãe afagando meus cabelos.
-Claro.
-Juízo Jonathan. Tchau Has. –Falou Paulo já indo para a saída.
[...]
Luck e eu estávamos no escritório, eu procurava um livro na grande estante de livros de Paulo, mas não achei nada que me desse interesse. Luck estava sentado na grande cadeira da mesa de Paulo, creio que ele não se incomodaria. Já havíamos almoçado e bem, Jonathan não havia dado as caras e isso estava sendo bem melhor, não queria arriscar em ele e Luís se encontrarem e acabarem quebrando outros móveis.
-E então esse idiota não dormiu em casa? –Estava contando para ele sobre a fugida de Jonathan.
-Bem, ele saiu ontem à tarde e só apareceu hoje pela manhã. Minha mãe e Paulo brigaram e nossa, foi uma loucura. –Já havia me sentado em frente a ele e conversávamos, ele me fitava com a imensidão verde que seus olhos passavam.
Jonathan tinha um oceano gigantesco nos olhos. Uma imensidão azul, uma paz e uma serenidade quando os azuis estavam calmos, como um oceano em uma manhã de verão e que também chegava a ser uma monstruosidade azul, quando estava bravo, um tsunami, uma tempestade em alto mar. Luck tinha um brilho especial no olhar. O verde dos olhos do loiro eram uma esmeralda perfeita, nunca tocada e que apenas brilhava com serenidade. Duas esferas verdes, duas esmeraldas preciosas.
-Porque ele saiu? Você sabe? –Hesitei, não queria dizer para Luck que havíamos nos beijado e bem, seria constrangedor e eu não sei como ele receberia essa notícia.
-É... Bem, assim...
-Fala Has...
-Tipo, ele me beijou. –Os olhos dele se arregalaram. –Tipo, eu estava no quarto e ele me disse que tinha algo que queria colocar “meu” na frente, mas não podia e tipo me beijou.
-E você gostou? –Ruborizei e me calei. –Claro... Você adorou...
-Não... Quer dizer, não sei. Eu beijei poucas vezes na vida...
-Sei. –Ele levantou e foi até a estante.
-E ontem, porque vocês se atracaram feito dois cachorros.
-Bem...
[...]
Dia anterior.
Luck estava terminando de por o copo no lugar depois de tomar água.
-Como vai o namorozinho de vocês? –Insultou o jogador de futebol. Indo até a sala.
-Hã? –Falou o outro loiro seguindo maior.
-Ué, até parece que eu não sei que vocês dois estão brincando com as espadinhas. Batendo uma na outra. –Ironizou o maior tocando os dois dedos indicadores representando os pênis dos garotos.
-Você é muito idiota.
-Você come ele? Claro, aquele ali só tem cara de quem dá a bundinha...
Luck perdeu a cabeça e empurrou o maior. Jonathan agarrou o corpo do rapaz e jogou sobre a mesa de centro, fazendo ela se quebrar por inteira.
[...]
-Garoto idiota... –Levantei e fiquei frente a frente à Luck, bem ele se aproximava de mim e eu... Fiquei parado.
-Você disse que beijou poucas vezes?
-É...
Não tive tempo de concluir meu pensamento. Luck agarrou meu queixo e puxou para os lábios, com o susto já fui com a boca aberta. O que facilitou a língua ávida do loiro entrando na minha boca. Sua mão permanecia no meu queixo, ele segurava com força e claro, eu estava adorando. O beijo de Jonathan era mais intenso mais forte, mas o beijo de Luck era calmo e cheio de verdade, como se ele tivesse certeza do que estava fazendo e Jonathan estivesse com dúvidas quando me beijou. E deveria estar mesmo.
-Has, aquele troço... –Falou Jonathan invadindo o escritório e encarando eu e Luck nos separando rápido após o beijo. –Que merda vocês estão fazendo?
-Nos beijando, tem algo contra? Você mesmo disse que nós somos namoradinhos. –Insultou o loiro.
Os olhos azuis ficaram escuros, eu já esperava o que iria acontecer. Quando isso acontece é como se o raciocínio de Jonathan regredisse e ele o nível de fazer besteiras dele ficava alto demais. Ele veio depressa até nós, me deu um empurrão leve e suspendeu o corpo do jogador de vôlei, imprensando corpo dele forte contra a estante. Livros caiam e Jonathan batia o corpo do Luck na estante com agressividade.
-Você não pode tocar nele! Ele é meu!
-Qualé jogador de futebol? Tá pensando que pode ter tudo? O Has não merece alguém que pensa com o pau e que mete ele em qualquer lugar!
Jonathan ia bater mais uma vez o corpo de Luck contra a estante, mas o jogador de vôlei foi mais ágil e deu um chute na região peniana de Jonathan que acabou soltando o menor e se curvando com a dor. Luck acertou um chute no peitoral do loiro que caiu no chão.
-É isso que você merece o chão.
-Vai embora da minha casa...
-É melhor você ir Luck... –Intervi e Luck me olhou.
Eu estava assustado. O escritório estava uma bagunça e bem... Luck estava machucado e Jonathan estava machucado. Eu estava apaixonado pelo jogador de futebol, mas não posso negar que o outro ainda mexia comigo.
-Se ele te machucar... Pode me ligar venho direto pra cá.
-Tudo bem... Eu vou ficar bem. –Acompanhei Luck até a saída e ele foi embora. Corri para o escritório e Jonathan já estava em pé, com as mãos sobre a mesa e encarando a janela, não dava para ele ver que eu estava ali.
-Tudo bem?
-Vocês estão namorando?
-Não...
-Que tipo de vadia você é?
-O quê?
-Você é uma vadia, Has. Fica comigo em um dia e no outro já vai todo cheio de graça pro Luck?
-Você disse que se arrependeu de ter me beijado...
-Como você é burro!
-Eu? Burro?
-Esquece Has. –Ele saiu e foi a caminho do quarto, eu segui e entrei no quarto. Ele havia deitado e olhava para a janela, não dava para fitar seus olhos.
-Você é maluco, seu idiota.
-Você que é muito burro...
-Seu idiota.
Desci com raiva e fui ver a TV. Estava passando um telejornal qualquer. Assisti e bem... A previsão do tempo era específica. Nada de sair durante a noite, o risco de tempestade era quase cem por cento e não seria uma chuvinha qualquer.
O sol começava a se por e a noite já estava vindo. Meu celular tocou. Era minha mãe.
-Filho? Alô?
-Oi mãe... A ligação está péssima...
-Filho... Amor, a mamãe não vai poder ir dormir em casa hoje, eu e Paulo vamos dormir aqui num hotel perto da convenção e bem, amanhã nós vamos bem cedo para casa. Tudo bem?
-Tá mãe... –Ri, talvez fosse uma desculpa para os dois aproveitarem uma noite de amor. –Vou ficar bem...
-Não saí de casa e nada de estripulias... Paulo quer falar com você. –Minha mãe passou o telefone para o marido. –Has, filho. Se Jonathan sair ou levar alguma garota para casa, me avise. No escritório na terceira gaveta tem dinheiro, a chave está na primeira gaveta no fundo falso, não mostre para Jonathan.
-Ok Paulo, eu fico de olho. Tenham uma boa noite.
-Tchau filho.
Chovia forte já, tranquei a casa. As portas e janelas e subi. Jonathan estava deitado na própria cama e dormia tranquilo. Como ele era lindo dormindo. Parecia um príncipe encantado. Seria bom se fosse sempre assim, quieto e comportado. Sentei-me em sua cama e passei minhas mãos finas pelos fios loiros da cabeça dele. Ele se mexeu e acabou acordando.
-Desculpe. –Falei. –Seu pai e mamãe não vão dormir em casa, estão presos pela chuva.
-Sem problemas. –Ele estava sentado, os cabelos espalhados os olhos azuis calmos e tudo tão lindo. Corei. –Porque está vermelho?
-Nada demais.
-Você fica realmente lindo assim. –Olhei para ele e ele se aproximava. Seria meu segundo beijo com ele, pensei em impedir, mas eu queria aquilo mais que tudo.
Seus lábios se encontraram com os meus e com aquele encaixe que só conseguíamos ter juntos nos beijamos. Ele já estava ajoelhado sobre a cama e segurava minhas costas com suas mãos largas. Ele fazia força para pender meu corpo para trás. Acabei deitando e ele subia sobre mim. Meu corpo respondia aos toques dele. Ele subiu sobre mim e eu senti seu membro duro e excitado na minha perna, ele estava apenas de cueca.
-Eu... –Cortei o beijo e ele atacou meu pescoço, gemi. –Eu... Nunca fiz isso Jonathan...
-Calma. –Falou ao meu ouvido, com a voz rouca e sexy. –Não vou te machucar. Prometo.
-Não...
-Deixa Has. –Ele descia, seus lábios já estavam quase saindo do meu pescoço e indo para meu peitoral liso. Suas mãos apertavam minhas nádegas. –Eu vou com calma.
-Jonathan... Não. Ainda é cedo.
-Que merda! –Gritou e levantou, já ia para a porta.
-Onde você vai?
-Dormir no escritório e nem pense em ir atrás de mim...
E mais uma vez terminávamos as cenas boas e fofas com uma briga, até quando seria isso. Eu estava confuso. De repente sou gay, gosto de um garoto problemático, tenho um amigo incrível e que gosta de mim. Eu nunca recebi tanta atenção de uma só vez. E isso em assusta! E me deixa confuso.
Notas finais
Gostaram do capítulo? Luck e Jonathan hein? Que problema...
Jonathan quis o Has, mas ele não está preparado e agora, como Jonathan vai agir?
E Luck? Como será a relação dos amigos agora?
Vamos ver né? Quero reviews amores, todas as minhas fics caíram em reviews...
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Estou com um projeto novo, quem quiser dá uma olhada! Leiam a sinopse e se gostarem leiam o resto ok? Beijokas do Sketcher!
Aqui vai o link: http://fanfiction.com.br/historia/311452/Lies_All_Lies/
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