I Hate You Too!
6 VI- Paixão
Notas iniciais
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Vamos aos agradecimentos?
Obrigado: Cherry, Okumura, EduardaPcr, ao fofo do Noah, Ângela Potter, Wilcat, UchihaMarina, Lika Chan, o maior review que eu já recebi na vida LadyRafaela, Midichan, Adi Gallia, Thysia, Kassia e Ryu Chan. Muito obrigado mesmo!!
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Quer ser um lindo do Sketcher? É muito fácil, basta você mandar um review depois de ler esse capítulo!
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Boa leitura!
PRÓXIMO CAPÍTULO: 11 de janeiro. (Explicações no final)
Era sexta-feira e Luck viria aqui em casa fazer o trabalho de biologia, claro se Jonathan avisar a ele. Eu acordei ainda com dificuldade de respirar. A asma com certeza nunca me daria paz. Levantei da cama e não vi Jonathan na sua. Olhei até o criado-mudo e peguei meu telefone, já havia passado das oito da manhã e ele já devia estar na escola.
Levantei-me e fui até o banheiro. Tomei um banho rápido e voltei para o quarto. Arrumei minha cama e vi o lado de Jonathan. Estava uma bagunça, tinha uma cueca em cima da cama junto à toalha e os lenções e travesseiros jogados. Como a manhã estava um tédio eu resolvi arrumar toda sua bagunça e não demorou.
Tomei meu café da maneira mais lenta que eu conheci, e mesmo assim ainda teria que conseguir algo para fazer, já que tudo estava um tédio. Fui dormir...
[...]
Acordei por volta do meio-dia e Jonathan já estava no quarto, ele estava com a calça jeans e sem camisa e ele estava me olhando dormindo. Ele estava sentado na sua cama e quando viu que eu acordei, tentou disfarçar que não estava me olhando.
-Chegou faz tempo? –Perguntei coçando os olhos e sentando.
-Quase agora... Você que arrumou isso aqui? –Perguntou com grosseira.
-Foi... Não gostou?
-Não. Já disse que não é para mexer nas minhas coisas!
-Desculpa senhor grosseira, só fiz isso porque eu não suporto dormir numa bagunça.
-Se estiver reclamando vai embora, não vai fazer falta.
-Idiota. Você avisou ao Luck para vir?
-Sim! –Foi até o banheiro. –Seu namoradinho vai vir!
Jonathan entrou no banheiro mais uma vez com aquele sorriso triunfante que só ele carrega. Saí da cama e vesti um moletom e uma camiseta e fui comer. Estava morrendo de fome. Ao chegar à cozinha, fiz meu prato e ataquei como se fosse à última comida da terra. Jonathan descia as escadas quando eu estava terminando, ele havia tomado banho, os fios loiros estavam encharcados. E ele usava uma samba-canção que deixa ele muito sexy, mais uma vez meu bissexualismo estava sendo demonstrado.
A campainha tocou e Jonathan estava na cozinha comigo.
-Vai atender Hassan! Deve ser seu namoradinho...
-Você está com ciúmes do Luck? Ou de mim? –Impliquei e seus olhos azuis me fitaram, com aquele olhar mortal. Da última vez que ele me encarou assim, eu levei uns bons sopapos. Ele se aproximou e eu fechei os olhos.
-Você acha mesmo que eu vou ter ciúmes de você? Se liga, moleque... Quem gosta de pau aqui é você. E se por acaso eu ficasse maluco começasse a gostar de homem, você seria o último no planeta que eu me interessaria, sua bixinha!
Quando eu olhei ele já não estava mais lá. Fui até a porta e vi o loiro sorrir quando eu abri.
-Eai Has?
-Tudo bom Luck?
-Indo, como você está? Porque não foi pra escola?
-O Jonathan não te disse?
-Não...
[...]
Essa manhã na escola...
Jonathan foi até a sala do terceiro ano “B” e encontrou o loiro folheando o caderno.
-Ei, jogador de vôlei! –O loiro olhou e encontrou seu grande desafeto. –Hassan disse que você pode ir lá pra casa, toma aqui o endereço.
O jogador de futebol jogando o papel com o endereço no chão e pisou em cima.
-Ei, moleque espera. –Luck correu e agarrou o braço do outro. –Você não tem educação não? Não sabe passar o endereço direito. E o Has? O que aconteceu?
-Vai perguntar a ele. Não sou o namoradinho dele... Acho que é você!
[...]
-Foi isso... –Explicou. –Então, me explica o que houve?
-Senta. –Sentamos no sofá. –Na quarta-feira, aquele loiro desgraçado me jogou na chuva e como eu tenho asma... Quase morri.
-Ordinário! Sério, falta pouco pra eu não cair aos socos com ele. –Se exaltou o loiro. –Mas, então... Vamos fazer o trabalho?
-Vamos... Vamos subir.
Segui pela escada e fomos até o quarto e a porta estava trancada.
-Jonathan... –Chamei.
-Você dorme com ele?
-Infelizmente. Jonathan...
-Que é!
-Abre, eu tenho que fazer o trabalho de biologia...
-Faz no escritório...
-Deixa de ser infantil e abre essa porta!
Ouvi a porta destravar e ele abriu.
-Já que a vossa senhoria ordena... Está aqui. –Sentou na cama dele e continuou mexendo no notebook.
-Você vai ficar aqui? –Perguntei.
-O quê? Vai me expulsar do meu quarto também? Já abri pra você. Tá abrindo muito rápido as asinhas, não é?
-Você é muito idiota.
Luck e eu começamos a fazer o trabalho. Era divertido, nós conversamos sobre o trabalho e os assuntos começavam a fluir e mudavam completamente o foco. Jonathan apenas olhava de relance e ficava sentado na cama fazendo o que ele sabe de melhor: ser inconveniente. O trabalho já estava quase no fim.
-Has... Eu queria um copo com água.
-Vai lá embaixo pegar...
Luck desceu e Jonathan me encarou.
-Estão namorando desde quando? Não se conhecem não tem uma semana.
-Minha vida não te diz respeito...
-Mas vocês estão namorando?
-Porque você está tão interessado? –Olhei para ele e ele virou o rosto.
-Só quero saber para... Mandar meu pai te tirar do meu quarto... Não quero dormir perto de alguém que pode me atacar. –Desconversou.
-Não, não estamos namorando e eu não estou dizendo isso pra te dar satisfação e sim pra que você não invente de espalhar histórias sem fundamentos pela escola...
-Ok. –Saiu.
Continuei lendo algo sobre os micro-organismos e aquilo era tudo tão chato. Escrevendo algo no PC ouvi um barulho forte no andar de baixo e resolvi ir ver. Jonathan e Luís Gustavo estavam aos socos pela sala. Luck estava deitado sobre a mesa de centro que estava quebrada e Jonathan estava por cima dele. Luck deu um chute nas costas de Jonathan e jogou ele sobre o sofá que caiu.
-Que merda vocês estão fazendo! –Corri da escada até onde os dois estavam, joguei Luís para uma poltrona, o fazendo sentar e segurei com minhas mãos os braços de Jonathan... Comentário dispensável: que braços! –Vocês tão malucos? Jonathan quando seu pai ver essa bagunça é capaz dele te tirar até a vida! –Gritei.
-Não grita comigo. Ele que veio me insultar e eu não tenho sangue de barata.
-O que você fez, Luck?
-Eu nada, porra! Esse maluco, quer saber... Fui. –Luck correu para o quarto e eu o segui.
-Luck, você já vai? E o nosso trabalho?
-Eu termino sozinho e como você não vai pra escola mesmo eu entrego e coloco sua participação...
-Mas agente não terminou.
-Eu já disse que termino, droga! –Gritou. –Fui.
Desceu rápido e eu segui, mas não consegui impedi-lo ele parecia chateado ou decepcionado.
-Que merda você fez, Jonathan! –Falei enquanto ele tirava a mesa de centro do lugar.
-Eu? Nem eu sei... Você tá maluco?
-Pra onde vai com isso?
-Vou esconder, acha mesmo que eu vou levar outra bronca do meu pai? Já basta o que ele já me tirou.
Ele carregou todo o resto da mesa para o nosso quarto.
-Você não vai colocar isso no nosso quarto, vai?
-Nada de nosso. É meu quarto esqueceu? Disse isso no primeiro dia que você pisou nessa casa.
-Porque tudo você coloca o pronome possessivo “meu” na frente?
-Cala boca! –Ele jogou tudo num lugar do quarto que eu não conhecia. Era uma porta que ficava atrás da parte dele no guarda-roupa. Como eu nunca fui até a janela, eu nunca tinha visto. –Tem algo que eu nunca coloco o pronome “meu” na frente e quero mais que tudo. –Disse saindo do banheiro com as mãos molhadas, para tirar o resto de madeira da mesa das mãos.
-E o que é?
-Adivinha?
Ele agarrou meu pescoço e colou nossos lábios. Aquele beijo foi como o meu primeiro beijo. Jonathan me guiou em todos os aspectos. A mão larga dele segurou meu pescoço e me colava cada vez mais ao seu corpo como se fossemos virar apenas um. Minhas mãos foram até seus fios loiros e eu os agarrei com ferocidade. Aquilo era tão bom, minha boca ser invadida por ele era tão intenso, e simplesmente ele saiu. Ao sentir o fim do toque tentei protestar, mas apenas o vi saindo.
-Merda! –Gritava saindo de casa.
[...]
Já passava das sete da noite e Jonathan ainda não havia voltado da rua. Como o tempo estava favorável à chuva eu achei melhor não arriscar e ficar em casa. Sentado no sofá vendo TV e esperando qualquer sinal de vida do loiro. A porta abriu.
-Oi filhote. –Falou minha mãe entrando e sendo seguida por Paulo.
-Oi Has, melhor?
-Sim, só fiquei com um tédio incrível o dia todo.
-Onde está o Jonathan filho? –Perguntou minha mãe.
-Ele saiu a tarde e ainda não voltou. –Paulo bufou de raiva, mas não reclamou nada.
-Cadê a minha mesa de centro? –Precisava mentir.
-Ahh... Paulo, eu estava vendo TV e acabei pondo os pés com força sobre ela e digamos que as pernas quebraram. Bem, desculpe.
-Deve ter sido com muita força mesmo, afinal aquela mesa era de uma madeira forte.
-Acho que você não reparou mais tinha cupins nas pernas dela.
-Sério? Não reparei mesmo, bem, onde está o resto dela então?
-Eu e o Jonathan demos fim. Ele saiu e acho que deve ter jogado em alguma lata de lixo do centro.
-Vamos pedir pizza? O que os meus dois amores acham? –Perguntou minha mãe.
-Eu gosto da ideia e você Has?
-Eu gosto de massas.
Minha mãe pegou o telefone e ligou para pizzaria. Logo depois pizzas com refrigerante chegaram em casa. Fomos até a mesa e comemos. Minha mãe perguntava como tinha sido o dia e eu rebatia perguntando como andava o escritório.
-Filho, você nunca se interessou por advocacia antes?
-Ahh, mãe é uma área nobre, estou pensando em seguir!
Continuamos conversando e conversando e nada de Jonathan. Mamãe guardou seis pedaços de pizza para ele no micro-ondas.
-Onde está esse menino, Paulo? Você não fica preocupado?
-Querida, Jonathan sabe se cuidar. –Paulo estava sentado no sofá assistindo o noticiário e tomando cerveja. –Ele já é maior de idade e sabe que se fizer besteira na rua o delegado aqui é o primeiro a o mandar preso.
-Às vezes eu acho que você é rude demais com ele, meu bem.
-Nosso primeiro combinado foi... Você educa o Has e eu educo o Jonathan, lembra? Seu filho não tem o gênio ruim do meu.
-Eu sei muito bem de quem ele herdou esse gênio ruim...
-Só não pode ter sido de mim.
-Vocês não vão brigar agora, vão? –Intervi.
-Não amor, sobe lá sobe! Eu e Paulo vamos conversar e você não vai conversar no Facebook ou dormir?
-Tá mãe. –Às vezes ela acha que eu tenho dez anos. Subi e fiquei perto da escada, eu já estava especialista em ouvir conversas alheias.
-Jonathan é tão parecido com você...
-Cite dois exemplos.
-Ele é cabeça dura feito você e machista feito você!
-O quê? Eu machista? Cabeça dura? Está exagerando...
-Claro que não, lembra-se do dia em que você não quis me deixar ajudar a montar o armário do escritório?
-Querida, eu não fiz isso por machismo, mas eu não queria que você se machucasse ou ferisse suas mãos.
-Está sendo cabeça dura agora.
-O que você quer que eu faça? Passe a mão na cabeça do Jonathan todas as vezes que ele faz uma burrada? Aquele menino precisa de um pai forte e que o domine. Jonathan acha que pode mandar no mundo, Gabriela.
-E é exatamente, por isso que ele é assim. Ele acha que pode mandar no mundo, porque o próprio pai manda em casa como se fosse um ditador.
-Aí meu Deus. Eu não me lembrava como era difícil conversar com as mulheres...
-Machista.
-Vou dormir no escritório!
-Acho bom mesmo! –Minha mãe passou a subir as escadas e Paulo entrou no escritório. Entrei no quarto e logo que me deitei ela entrou. –Bebê?
-Oi mamãe?
-Você não tem nenhuma ideia de um Jonathan pode ter ido?
-Não mãe. Ele saiu sem avisar.
-Estou ficando aflita. Não sei muito bem do que aquele menino é capaz, achei que ele fosse só rebelde, mas depois que ele te jogou na tempestade...
-Mamãe, ele vai ficar bem.
-Boa noite, amor. –Deu um beijo na minha testa e saiu.
-Boa noite, mãe.
Peguei meu telefone e passei a discar o número de Jonathan. Todas as primeiras chamadas não foram atendidas. Continuei tentando e ele continuava sem atender. Mandei uma mensagem.
“Atende o celular é importante!”
Tentei mais duas vezes e por fim ele acabou atendendo.
-O que você quer?
-Onde você está? Está todo mundo preocupado...
-Não vou dormir em casa hoje, vou foder umas vadias no cabaré da cidade.
-Isso tudo por causa do nosso bei... –E ele não me deixou terminar.
A vida é difícil e quando se está apaixonado é bem pior. Quando se é correspondido melhora, mas quando não é terrível. Quando você se apaixona por alguém do sexo oposto é mais fácil, quando não é desilusão. Quando você se apaixona por alguém que é capaz de amar e que é confiável é perfeito, mas quando você está apaixonado por alguém que é tão egoísta é uma droga. E eu estava assim... Eu estava apaixonado, não era correspondido, era do mesmo sexo e ainda era por alguém egoísta. Eu estava apaixonado por um monstro... Eu estava apaixonado por Jonathan!
EXPLICAÇÕES! O capítulo vai demorar por um motivo, FESTAS DE FIM DE
ANO! Sketcher vai viajar e não vai poder escrever já que eu não vou entrar muito no computador da minha tia, vou passar o natal e fim de ano lá. Entendam e não abandonem o meu projeto, por favor! Ele ainda vai render muita coisa!
FELIZ NATAL E FELIZ ANO NOVO PARA TODOS! SKETCHER ADORA VOCÊS!
Notas finais
Gostaram da reflexão do Has?
Gabriela e Paulo tiveram a primeira briga, isso vai abalar o casal?
Luck saiu revoltado, alguém suspeita de algo?
Sentiram falta da Camila?
Como vai ser a relação de Jonathan e Hassan depois do primeiro beijo?
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Gente, eu quero pedir a vocês que me ajudem a ganhar essa enquete! É sobre a melhor fic yaoi/lemon de 2012! Estou com a fic "O Patinho Feio" Obrigado desde já a quem votar!Amaria ganhar o seu voto! Aqui está o site: http://tvsmtv.blogspot.com.br/p/melhores-fics-de-2012.html
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