I Hate You Too!
5 V- Doente
Notas iniciais
-
Vamos aos agradecimentos?
Obrigado!
Cherry di Angelo, Okumura Yui, LadyRafaela, Thysia, Ângela, Ryu Chan, Midichan, Lika Chan, Cherry Lollipop e o meu querido amigo Noah! Não tenha ciúmes, eu amo todos vocês! Vocês são os lindos do Sketcher!
-
Quer ser um lindo do Sketcher? É simples, basta mandar um lindo review para o Sketcher!
-
PRÓXIMO CAPÍTULO: 21 de dezembro.
Acordei atordoado. Eu não tinha ideia de onde eu estava, mas sabia que eu não estava no quarto de Jonathan. Tudo era branco, tinha uma janela no fundo, duas poltronas vazias e tinha um troço que levava soro para minha mão. Ou seja, eu estava em um hospital. Ninguém estava comigo... Pensei em levantar, mas minha cabeça não ajudou e meu corpo não respondeu. Eu tinha alguns tubinhos nas narinas para melhorar minha respiração, eu via tudo perfeitamente, mas meu raciocínio estava lento e meu corpo não era meu. Ou seja, apenas meus olhos funcionavam.
Ouvi a porta ser aberta e olhei para o lado para olhar quem vinha. Vi minha mãe correndo. Ela usava uma camisa branca social e uma saia social também, não vi seus pés. Seu cabelo negro estava solto e muito desarrumado seus olhos tinham olheiras aparentes e ela agarrou meu corpo.
–Filho! Você acordou! Nossa, quase morri de preocupação meu amor! Está tudo bem? Que ideia foi essa de sair no meio de uma tempestade? Você esqueceu que tem asma, menino?
–Hã?
–Gabriela... –A voz grave apareceu, mais uma vez. –Eu tenho que te dizer uma coisa... –Jonathan estava com a mesma roupa da noite em que eu fui jogado na tempestade. Sua aparência era a mesma de minha mãe, fisionomia de cansaço.
–O quê, filho? –Paulo falou, ele não parecia tão mal quanto minha mãe, afinal ela precisava de um ombro forte e Paulo sabia fazer esse papel melhor do que ninguém. Jonathan parecia assustado com a reação que os dois poderiam ter. Minha cabeça já estava raciocinando e eu sabia que ele iria confessar que me jogou na chuva.
–Fui eu... Eu que chutei o Has de casa e ele pegou a tempestade. –Paulo baixou a cabeça. E minha mãe ficou perplexa.
–VOCÊ ENLOUQUECEU MOLEQUE? –Gritou Paulo, agarrando a gola da camisa de Jonathan e jogando o garoto em cima de uma das poltronas. Antes que ele pudesse esbravejar todo o ódio em cima dele, minha mãe o agarrou.
–Calma, amor! Não adianta você resolver isso com violência. Em casa conversamos com Jonathan. –Acalmou minha mãe. Paulo saiu enraivecido, se eu não conhecesse a índole dele diria que ele seria capaz de matar o próprio filho.
–É... Gabriela... Eu... Eu... Posso falar com o Has?
–Tudo bem pra você, filho? –Perguntou minha mãe afagando meu cabelo.
–Uhum...
Ela me deu um beijo no rosto e saiu. Jonathan chegou mais perto de mim e segurou minha mão. Acho que desde que nos conhecemos foi um dos poucos gestos de carinho que trocamos. Ele era um loiro chato e muito grosso, mas ele me cativava de alguma maneira. Acho que a tempestade está me fazendo ficar maluco.
–Hassan... –Falou ele e apertou minha mão. –Nossa, você não tem ideia de como é difícil para mim... Mas, sério cara. Eu tenho que te pedir desculpas. O que eu fiz foi à coisa mais idiota que qualquer pessoa poderia fazer... –Ele apertava minha mão aos poucos e os olhos azuis? Bem eu não vi já que ele olhava para o chão, mas eu percebi que ele estava chorando. A voz estava fraca e ele fungava um pouco. –Cara eu fui tão estúpido fazendo isso com você. Jogando-te para fora de casa e... Ahh me desculpa, por favor?
–Eu te desculpo. Você é um adolescente qualquer que erra mesmo, só é mais inconsequente que os outros e não pensa direito, mas todos temos defeitos... –Sorri e ele também, mesmo que ainda estivesse com a cabeça baixa. –Que horas são?
–São dez da manhã de quinta-feira.
–Quinta-feira! Eu dormi por um dia inteiro?
–Exatamente, você está com pneumonia e os medicamentos te fizeram dormir esse tempo todo. E você não vai poder ir para escola durante toda a próxima semana, mas eu já falei com a Camila e ela vai te ajudar repassando a matéria.
–Meu Deus! O trabalho de Biologia! –Lembrei e imaginei se Luck já sabia de tudo o que ocorreu.
–Eu falo com o Luís.
–O quê?
–Estou te devendo muitas... Eu vou falar com ele.
–Nossa, mas você odeia a galera do vôlei.
–Já disse que eu vou falar, porra! Cala a boca e fica na tua ai. –Rimos e ele saiu, parecia que estávamos nos dando bem, por enquanto.
Descansei por poucos minutos e uma mulher de cabelos castanhos claros apareceu. Era uma médica especialista em Pneumonia, ou seja ela é uma pneumologista.
–Como anda o senhor Hassan?
–Posso ir pra casa?
–Ué, não gostou do meu hospital? –Riu.
–Ele não gosta de hospitais. –Minha mãe entrou e Jonathan simplesmente sumiu, achei que ele estivesse com ela.
–Cadê o Jonathan?
–O mandei para o carro. Sinto que a doutora Suzana vai te mandar para casa.
–Claro, Hassan já está bem melhor. Mas nada de ir para escola na próxima semana, repouso total e nada de tempestades garotinho. Tome esses medicamentos aqui. –Deu um receituário para minha mãe. –E logo, logo vai estar novinho em folha.
–Posso ir embora?
–Claro. Já que você não suporta hospitais. Dona Gabriela vamos conversar um pouco?
–Ok. Filho pode ir para o carro? Jonathan está lá. Cuidado, ok. O estacionamento é no subsolo um. Mamãe já vai.
–Tchau doutora.
–Tchau querido.
Saí do quarto melhor impossível, meu corpo estava legal, mas minha respiração estava um pouco enfraquecida. Calcei os meus sapatos que de alguma forma estavam naquele hospital e fui de elevador até o subsolo um. Ao abrir a porta olhei procurando o carro de minha mãe. Andei um pouco e me senti um pouco tonto. Pensei em parar, mas não o fiz. Continuei andando e procurando o carro.
–Você tá maluco! –Virei assustado e dei de cara com o loiro de olhos azuis. –Cara você tá doente e vai andando por ai sem ninguém por perto? Se você passar mal? Vamos para o carro. Poderia ter me ligado, não é?
–Eu não tenho seu número...
–Me passa seu telefone? –Saquei o aparelho do bolso do jeans e entreguei a ele. –Pronto está na sua agenda.
–Obrigado. Porque você está sendo tão legal? –Entramos no carro. Jonathan na parte de trás e eu também.
–Acho que depois de ter te agredido, ser grosso com você, te chamar de viadinho e de quase te matar... Eu devo ser um pouco mais amigável.
–Eu nunca achei motivo para você me tratar tão mal mesmo...
–Só o fato de o meu pai ser tão legal com você e você ter uma relação tão bacana com ele me irritou muito. Você ter uma mãe tão legal quanto a minha foi pra mim... Acabou me deixando com um pouco de inveja. Sinto falta da minha mãe. Muito até, ela me entendia e fazia sempre muita coisa por mim. Meu pai também faz... Mas ele nunca me entende, ele nunca me escuta. Só briga e briga e me põe de castigo e briga.
–Você acha que o meu pai, se dá bem comigo?
–Vocês conversam. Diálogos com meu pai são raros. Ele é legal, mas não gosta, nunca gostou de conversar comigo. Acho que eu lembro minha mãe demais...
–Eu nunca vi sua mãe. Você não tem fotos dela?
Jonathan ficou em um silêncio descomunal e como nós dois estávamos nos dando bem eu resolvi relevar para evitar uma briga. Minha mãe chegou pouco tempo depois. Fomos a uma farmácia onde minha mãe comprou todos os remédios e seguimos para casa.
Subi com a ajuda de Jonathan as escadas. Entrar naquele quarto era tão bom. Ele não era meu, mas era como se fosse. Estava desorganizado. A roupa que eu usava no dia da tempestade estava no chão. Minha cama estava desarrumada e a de Jonathan também. Deitei-me e fiquei fitando o teto. Jonathan foi até sua janela e mais uma vez ele estava estranho. Com certeza falar sobre a mãe dele era um assunto proibido. Pelo menos ele não estava mais importunando minha mãe, estava respeitando-a.
–Como está o nosso garotão? –Ouvi Paulo entrar no quarto. –Has, você pode sair quero ter uma conversa com Jonathan.
–Ok.
Levantei-me da cama e fui até a porta. Analisei a chave na fechadura da porta, fingi passar mal e peguei a chave. Saí e fiquei vendo os dois no quarto. Jonathan virou e encarou o pai. Os dois tinham quase a mesma altura, Jonathan era mais alto por pouco.
–Qual o castigo da vez? –Ironizou.
–Muito engraçadinho. O que você fez ontem Jonathan... Passou de todos os limites e eu estou extremamente decepcionado em ser seu pai. Imagine só, o Has que nunca teve pai é mais responsável do que você.
–Ahh pai, ok o senhor agora vai me comparar com o Has? Então vamos lá. Conte-me todas as qualidades dele e compare com os meus defeitos. Já que eu só sirvo para isso. Para errar!
–Eu não entendo como um garoto de dezoito anos e que tem tudo do bom e do melhor, já que eu dou um duro danado pra te dar tudo. E você simplesmente só faz merda da sua vida. Porra Jonathan! –Paulo estava muito irritado, ele sentou na minha cama e continuava a encarar o filho. Jonathan estava em pé. Olhava o pai com um ar de arrependido, mas mesmo assim não dava o braço a torcer. Os dois se pareciam bastante, principalmente a personalidade.
–Ok, pai eu já estou arrependido. Já pedi desculpas ao Has e não vou mais fazer essa burrada de novo. Pode agora, sair? Quero ficar sozinho.
–Quem foi que disse que vai ser tão fácil para você? Como eu disse você passou de todos os limites e quando se passa de todos os limites, se deve ter uma punição considerável.
–Manda.
–Já que eu sempre te tratei como um moleque, agora eu vou te tratar como homem. O seu carro que eu prometi, não irei mais dar.
–Pai... Você prometeu!
–Você não merece, não depois de tudo isso. O clube que eu ia alugar para você fazer o festão de dezenove anos. Também está cancelado. E a partir de agora você vai ser homem, querendo ou não. Mesada cortada, nada de cartão de crédito, suas roupas você ira comprar, tudo que você quiser agora terá que dar um jeito de conseguir e esse jeito não vai ter nada haver com o meu dinheiro.
–Como eu vou viver? –Jonathan estava perplexo, acho que ele não esperava tantas punições vindas do pai.
–Arranje um emprego. Cansei de passar a mão na sua cabeça e você continuar se metendo em burradas. Se quiser agora ser alguém na vida, vai levar porrada do mundo.
–Mas... Pai...
–Nada de pai... Você já fez o que quis, eu avisei que não queria você brigando ou ofendendo o Has. E olha o que você me faz? Você quase mata o garoto. Você exagerou Jonathan, reconheceu o erro e isso é grandioso, mas mesmo assim vai levar uma surra da vida para virar homem.
–Você está sendo injusto!
–Nada de injusto! Eu estou lhe dando a possibilidade de querer algo na vida e cabe a você agarrar ela com toda a força. A lanchonete perto da escola está precisando de um garçom. Eles não pedem experiência e eu acho que é uma boa oferta de emprego. É meio período apenas. Então dá para você permanecer na escola e conseguir alguma grana. Vê se toma juízo agora.
Jonathan deitou na cama e Paulo vinha em direção a porta. Corri para não saberem que eu estava espionando. Paulo deu um choque de realidade em Jonathan, mas eu ainda sentia pena do loiro. Ele era um adolescente inconsequente, mesmo que isso não seja algo bom. Ele não deveria perder tudo de uma só vez. Ao perceber que Paulo já havia saído, entrei no quarto e coloquei a chave no lugar.
–Jonathan...
–Não quero papo, Hassan.
–Mas...
–Me deixa em paz! –Jonathan estava coberto e eu não tinha ideia de como ele estava, mas eu imaginava que ele estivesse mal. Afinal até eu estava. Deitei-me e acabei adormecendo, meu corpo chorava de cansaço, mesmo que eu não tivesse feito nada durante o dia eu estava doente e permaneceria assim... Pelo menos por enquanto.
Notas finais
Paulo exagerou na punição de Jonathan?
Será que agora Jonathan terá responsabilidades?
O nosso herói está dodoi!
-
A fic mal começou e os #Teams já estão se formando. Mesmo sem muito romance! Você meu caro leitor que adora fazer o Sketcher feliz mandando reviews. Você é #TeamJhonny ou #TeamLuck? Lembrem-se muitas emoções ainda estão por vir. Portanto podem escolher um Team e depois mudar.
Fale com o autor