I Hate You Too!

56 LVI - Bad (parte I)


Notas iniciais
Oi amores. — Eu demorei menos, né? Agradeçam! kkkkk Eu fiz todo o escopo da fic até o fim e sei quantos capítulos faltam pra acabar, porém eu não vou divulgar esse número porque ele pode ser completamente mutável. — Eu vou responder os comentários amanhã, porque eu tô com sono e quis postar logo hoje, mas obrigado a crazygirl (first time here), LadyYuro, Amanda, Pattysouza e malura. — Beijos, obrigado amores e comentem e recomendem!

Depois que Jonathan foi embora. Meu corpo entrou em um tremendo estado de choque com que eu não conseguia lidar no momento. Meu corpo se desligou e eu só tive forças de ir até a cama e me deitar ali mesmo e cair no sono. Isso deveria vir principalmente pelo cansaço causado por não ter dormido a noite e ainda todo o estresse atual com Jonathan.

Quando eu acordei a minha cabeça estava uma bomba relógio. Doía muito e eu não consiga pensar direito. Olhei para o lado e peguei o meu celular que estava sobre a cama. Era quase oito da noite já. A cama estava bagunçada, eu ainda estava com a roupa da faculdade e eu havia dormido bastante. Tinha algumas mensagens da minha mãe e de Felipe, mas nada demais.

Eu não queria fazer aquilo, mas minhas mãos não me respeitaram. Entrei no contato de Jonathan e vi que ele não entrava desde antes da nossa conversa pessoalmente. O que aquilo poderia dizer? Será que ele estava tão mal quanto eu? Ou ele apenas não havia encostado no celular?

Chacoalhei minha cabeça e fui até o banheiro. Minha barriga me incomodava, fazia umas boas horas que eu não comia e meu corpo estava necessitado de algo pra comer. Liguei o celular numa rádio qualquer e fui até o box.

Sabe quando você quer desligar o pensador? Ou esquecer que o mundo existe e apenas vegetar igual um zumbi faz? Basicamente era o que eu estava afim de fazer agora. A minha cabeça é de longe a minha pior inimiga. Pensar em tudo que aconteceu era o normal a se fazer, mas eu só queria esquecer disso. Bater minha cabeça e fingir que nada aconteceu.

Não no sentido de voltar às boas com Jonathan, mas sim no sentido de esquecer a existência dele e fingir que a minha vida sempre foi essa… Morando no meu apartamento e vivendo essa vida. Seria infantil demais pensar que isso seria o melhor a se fazer?

Tirei toda a roupa e deixei dentro do cesto com roupas usadas e logo entrei no box.

Egoísta!

Foi a palavra que ele usou e poderia ser a verdade, não? Eu li uma vez que egoísmo é a característica mais próxima da individualidade e do amor próprio que qualquer ser humano possui, que o instinto de sobrevivência tinha um pouco de egoísmo, mas será que eu estava saindo do egoísmo natural para um monstro egoísta? Aliás, essa linha existe? Como posso classificar isso?

O dia estava um inferno de quente. Aquilo só poderia significar que iria chover muito, mas muito mesmo. E bem que eu queria ser aquela chuva. Um monte de água caindo do céu e entrando em contato com a terra, caminhando pelo chão até encontrar um recurso hídrico e de lá desaguar no mar e continuar todo esse processo de, evapora, nuvem, chuva, escorre até desaguar de novo.

Liguei o chuveiro e logo deixei a água fria bater contra meu corpo.

“... Tu não tem noção de como a merda tá instaurada naquela casa! De como tudo está desmoronando…”

Lembrar das palavras dele não facilitavam em nada. A água batia rápida contra meu corpo e eu só conseguia ficar de cabeça baixa. Meu cabelo estava molhado e cobria toda a minha visão. Realmente ele estava bem grandinho.

Como será que tudo estava por lá? Minha mãe não era nenhuma garotinha, ela já estava bem perto dos quarenta, então a gravidez não deveria estar sendo nada fácil. Lidar com Paulo e Jonathan nunca era fácil e com ela sozinha e grávida deveria estar bem mais difícil.

“Do sacrifício que a tua mãe tá tendo em manter a tua vidinha de ouro aqui, enquanto meu pai tem que manter a casa com três pessoas, com uma mulher grávida, comprando tudo para o enxoval do bebê…”

Aquilo era horrível de se pensar… Minha mãe já era acostumada a trabalhar muito e adorava o que fazia, mas pensar que ela tava pegando mais pesado ainda e principalmente no estado em que ela estava não era muito recomendado.

“Gabriela tá pegando mais casos do que pode na situação dela pra não deixar nada faltar para o príncipe e quem tu acha que vai te manter quando ela tiver tido o nosso irmão? Isso mesmo, o homem que você odeia...”

Aquela era a parte que mais me doía… O que eu poderia fazer para melhorar isso? Paulo seria a pessoa que iria me bancar quando a mamãe tivesse o filho. Eu não tinha como lidar com isso, afinal… O homem que causou toda uma desgraça na minha vida, físico e mentalmente ser a pessoa que vai ser responsável basicamente por toda a minha vida financeira? Aquilo não era nem um pouco boa coisa a se pensar. Talvez eu tivesse que arrumar um emprego, mas como eu conseguiria fazer isso?

A faculdade de Medicina era muito puxada, me exigia tempo tanta para aulas como para estudo fora delas. Eu não poderia reduzir as disciplinas, pois isso iria atrasar a minha formação e no primeiro semestre isso não era permitido. Meus olhos começaram a arder e logo eu senti as lágrimas surgindo. Tentei melhorar passando as mãos, mas aqui não estava ajudando. As palavras dele ainda rodeavam minha cabeça e ela tava querendo ficar louca.

Saí do banho e me olhei no espelho.

Olhos avermelhados e com olheiras, cabelos molhados, cansaço e dor de cabeça. Respirei fundo e saí do banheiro.

Chovia. Forte e sem parar. Fui até a cozinha e peguei uma maça. Não tinha muitos mantimentos em casa, logo teria que falar com minha mãe sobre compras no supermercado… Mas uma vez as palavras que Jonathan passaram na minha cabeça. Ele era esquentado e dizia coisas sem pensar, mas raramente mentia, então a realidade de lá poderia ser mesmo tudo o que ele falou.

Resolvi ir até a cafeteira e fazer uma xícara de café. Arrumei tudo no aparelho e me encaminhei até a sala. Abri um pouco da porta e sentei-me no sofá. Dali eu conseguia sentir o frio que vinha do vento da chuva. A varanda estava completamente molhada, mas era normal, afinal a chuva tinha muito vento. O calor permanecia, mas pelo menos o céu estava desaguando e quanto mais água melhor. Eu amava chuva.

Minha mente logo foi transportada para a infância e quando eu ia pro sítio dos meus avós na serra. Como era gostoso sentir o vento frio da chuva e como era gostoso tomar banho de chuva de manhã. Quando não estava quente e a água era fria. Aquilo me lembrava como a minha vida seria diferente se eu fosse criado pelos meus avós a vida toda. Se a minha mãe não tivesse tomado conta de mim depois que se estabilizou no trabalho. Talvez a morte do vovô doeria mais. Talvez eu nunca tivesse conhecido Jonathan e Paulo, Felipe e Isa. Talvez eu estaria morando hoje no sítio, com a vovó e a tia Aída. Tivesse me encontrando escondido com algum dos garotos daquele lugar pequeno.

Ri com esses pensamentos, pelo menos eles eram menos dolorosos que os atuais.

Mordi a maçã e a brisa fria da chuva estava melhorando meu humor. Logo a cafeteira apitou, avisando que o café estava pronto. Já o peguei na xícara e trouxe novamente para a sala, onde eu aproveitava o vento que corria da varanda. Saquei o celular. Nada de novo. Abri e o contato de Jonathan foi aberto na mesma hora. Abrindo exatamente onde eu o havia deixado. O outro permanecia sem ter entrado, a foto era dele sorrindo de óculos escuros, com os cabelos pra cima. Havia sido tirada numa praia, eu não estava nesse dia. Muito possivelmente havia sido tirada em algum momento de saída com os amigos dele e não era nem bom imaginar o que teria acontecido nesse dia.

Saí dali e vi as mensagens de Felipe e da minha mãe. Ela perguntava se já havia chegado em casa, mas a mensagem havia sido mandada cerca de cinco da tarde, já fazia um certo tempo. Eu não queria falar essas coisas pra minha mãe. Fui até a cozinha e mexi nos armários. Tinha pouquíssimas coisas e a única coisa que eu tinha cabeça para fazer era um macarrão instantâneo, algo completamente não saudável. Coloquei água numa panela e liguei o fogão.

Voltei a sala enquanto deixava a água esquentar. Novamente saquei o celular e vi a mensagem de Felipe. O garoto perguntava se eu estava bem e respondi que resolvi tudo com Jonathan e que conversaríamos mais sobre isso no outro dia. Parecia injusto não falar sobre isso para ele ao vivo. Coloquei as pernas sobre a mesa de centro e continuei olhando a chuva. Por mim eu ficaria ali para sempre. O barulho da chuva batendo contra o chão da varanda, o ventinho frio que surgia vez ou outra pela porta aberta. Aquilo estava fazendo um bem danado pra mim. Voltei na cozinha e peguei o macarrão já pronto e novamente fui a sala onde eu poderia comer admirando a chuva. Possivelmente ela acabaria de uma vez da mesma forma como ela começou. Essa era a característica das tempestades de verão.

Bem que os sentimentos poderiam ser como tempestades de verão, não? Eles vem rápido e pegam a gente de surpresa, mas eles poderiam acabar assim, magicamente depressa, talvez doeria menos.

[...]

Eu nem lembro como eu finalizei meu dia. Eu simplesmente acordei no outro dia na minha cama, lavei a louça suja, tomei café e parti pra Universidade. Agora eu já me encontrava nos bancos grandes e de concreto do lado do bloco didático da Medicina. Tinha um copo de café sobre uma mesa que tinha ali próximo, também de concreto. Felipe estava do meu lado. Usava uma camisa de moletom e uma calça, os cabelos habitualmente presos. Era bem estranho como qualquer chuva e ele já estava todo empacotado, talvez por ser do calor do Rio.

Nós dois tomávamos o café, ainda demoraria trinta minutos pro início da aula e Isabela ainda não havia chegado. Era bem típico dela chegar bem em cima da hora da aula e ela ainda iria passar o conteúdo da revisão para nós dois.

—Sim… Como foi ontem? -O negro perguntou arrumando os óculos de sol no rosto, mesmo com o tempo fechado, ainda era possível perceber a luz vindo do céu. -Você nem me explicou o que houve?

—Não foi nada muito importante. Eu chamei ele para ir lá e nós dois discutimos, dissemos coisas para ferir um ao outro e logo depois ele foi embora.

—E como você está em relação a tudo isso?

Como eu estava em relação a tudo isso?

Triste? Decepcionado? Confuso?

Principalmente confuso.

Confuso sobre o futuro, sobre os meus sentimentos, sobre a minha forma de entender o meu relacionamento com o Jonathan, antigo relacionamento no caso. Questionando como iria ser a minha situação com toda essa história de Paulo e da mamãe. Minha cabeça dizia que eu deveria falar com ela e me informar direito como estava as coisas em casa, mas ao mesmo tempo eu não queria trazer esse assunto a toda. Afinal, que tipo de filho seria eu que iria jogar mil problemas no colo de uma mulher grávida, aliás, mais problemas né? Eu já jogo problemas no colo dela tem bastante tempo.

—Acho que foi importante isso… Eu não sei o que sentir, nós não tínhamos nada sério então ele ter ficado com alguém durante isso seria até aceitável, se ele tivesse deixado isso claro que iria acontecer o tempo inteiro e também, eu só descobri uma das ficadas dele, muito possivelmente devem ter tido outras.

—Eu te entendo.

—Também tem o fato de ter sido no dia do aniversário dele né? Eu programei todo um dia legal que acabou sendo derrubado pela má vontade dele.

—Você pensou no que eu falei? -O olhei sem lembrar do que ele se referia. -Sobre ele ter vergonha?

—Sim… -Suspirei.

Falar sobre aquilo não era nada agradável afinal. Saber que você é um ponto de vergonha dentro da vida de alguém não era um dos predicados que eu estava buscando alcançar.

—É meio difícil falar sobre isso, né? Você ser motivo de vergonha para alguém…

—Você não deveria pensar assim.

Felipe me abraçou de lado e puxou rápido para sentar mais perto dele e olhou para a frente. A nossa frente tinha algumas árvores grandes de frutas que estavam meio cheias com as frutas. Os alunos de Medicina raramente ficavam ali naquela época de verão pela constante queda das frutas sobre os mesmos. Eram verdadeiros bombardeios. O lugar era lindo e nós estávamos nos arriscando, mas era por um ótimo motivo.

—Não é você o motivo de vergonha, ele que não é homem suficiente pra assumir o que consegue sentir ou mesmo por quem ele consegue sentir.

—É…

—Você mesmo já me falou que ele teve problemas com relacionamentos interiores. Acho que Jonathan tem medo dessa situação que um relacionamento pode causar, imagina ainda mais se for com outro homem. -O negro riu.

—O quê?

—Nada.

—Fala!

—Como dizem os nossos amigos loucos dos signos. Ele é aquariano.

Rimos juntos.

—Sei lá, acho que você deveria pensar mais no que ele perde, do que você perde, sabe? Eu nem conheço ele de verdade, mas eu tô te conhecendo e você é bem incrível.

—Poxa, obrigado.

Felipe era educado, gentil e gato demais. Além de um ótimo amigo.

Porém, eu não queria um João número dois. Tudo bem que João sempre parecia muito interessado em mim e eu não muito nele e a minha relação com Felipe era o exato contrário. O garoto era atraente e eu conseguia sentir interesse nele, porém ele era claramente hétero e não tinha olhos pra mim, pelo menos não nesse sentido. João era uma das poucas pessoas do meu passado recente que me fazia certa falta, por mais errado que nós dois tenhamos sido um com o outro, em vários aspectos.

Mudar de bairro e de escola há um ano atrás havia sido uma tremenda virada. Por mais incrível que pareça, a minha cidade não era uma metrópole enorme com milhões de pessoas. Era uma cidade grande com um contingente razoável de habitantes, mas eu não conhecia nem cinquenta por cento dessa cidade. E nesse meio tempo, conhecer e me relacionar com Luck, Jonathan, João e agora Felipe era no mínimo muito novo. Cada um com o seu tempo, sua importância e sua maneira. Alguns findados e outros iniciados.

Nenhum bem resolvido.

Parecia que eu vivia uma loucura nata de relacionamentos quebrados de formas nada agradáveis, com Luck nós terminamos um rolo nada saudável e viramos amigos que o tempo e os nossos relacionamentos posteriores acabaram deteriorando nossa amizade. Com João o negócio foi mais longo, quase uma amizade abusiva de minha parte que se apoiava nos sentimentos que ele sentia por mim, algo que eu não tinha nenhum orgulho. Felipe era o amigo que surgia e que me fazia os olhos brilhar, mas que não poderia passar disso, tanto pelos meus sentimentos por outros quanto pela situação sexual dele.

E claro que tinha Jonathan. A grande montanha-russa de sentimentos e de confusões que a minha mente insistia em não largar, como uma droga viciante que não fazia nada a não ser mal ao seu corpo. Será que Jonathan era isso? Uma grande droga que insistia no meu corpo e que eu vivia tendo crises de abstinência sobre? Um pouco maluco demais pensar sobre isso, certo?

—Has… -Pisquei os olhos várias vezes com o chamado de Felipe. -Cara, tu tava sonhando acordado, não?

—Relaxa! Tava pensando merda. -Sorri e ele sorriu junto.

—Vocês dois, hein? -Viramos de costas ao ouvir a voz que vinha de trás de nós e encontramos Isabela de pé, com os braços cruzados nos olhando seriamente. -Quando vocês vão me assumir que estão se pegando, hein?

Rimos.

Não era impossível que ela entendesse daquela forma, afinal estávamos juntos, olhando para nada, com um dos braços de Felipe sobre meus ombros e nossos corpos colados naquele banco de concreto.

—E quando você vai largar essa ideia? -Falei para ela e ela riu junto.

—Vocês não estão facilitando pra mim, né? -A morena sorriu e passou para o banco da frente. Isa usava os cabelos soltos e veio com um vestido simples e preto de tamanho médio. -Sempre cheios de segredos e agarradinhos por aí.

—Garota, você deveria escrever roteiros de filme, sabia? -Felipe implicou e ela mostrou a língua pra ele.

—O que eu posso pensar de um árabe homossexual e um garoto negro do Rio todo cheio de segredos?

—Você classifica as pessoas pela etnia delas, branquinha riquinha? -Felipe brincou e ela deu o dedo do meio pra ele.

—Tá, parem! -Intervi. Eu sabia que os dois estavam apenas brincando, mas de repente os ânimos poderiam ser exaltados e eu não estava buscando mais loucuras e confusões na minha cabeça. -Então Isa, como foi a aula de Aparelho Locomotor ontem?

—Sério que vamos falar dessa merda? Aparelho Locomotor?

—Temos prova semana que vem, cabeça de vento. -Felipe implicou. -Como tu passou pra Medicina sendo tão desligada assim, Isa?

—Sendo genuinamente inteligente, garoto! A revisão foi uma bosta na real. O professor passou umas cópias com umas instruções e alguns pequenos resumos ele deixou algumas com alguns alunos e eu tirei cópias pra vocês.

A garota abriu a bolsa e começou a procurar a pasta de papéis pra achar as cópias. Uma coisa interessante acabou por acontecer. Um vento apareceu e logo bateu contra Isa fazendo o cabelo dela ir direto para o rosto e quase como mágica Felipe levou a mão até os cabelos da garota e colocou-os novamente atrás da orelha. Isa o olhou e o agradeceu imediatamente.

Só alguém que estaria prestando muita atenção em todos os detalhes de outra pessoa poderia tão rápido ter uma reação assim. Querendo ou não, dava pra sentir que os dois tinham química, Isa sempre demonstrou muito interesse em Felipe e o garoto apesar de sempre ser reservado e nunca demonstrar muita atenção aos demais, sempre a tratou muito bem e agora era perceptivo que prestava atenção nela.

—Aqui. -Isa entregou uma pilha com cerca de dez folhas pra cada um de nós. -Se vocês quiserem estudar juntos no fim de semana, eu tenho o sábado a tarde e o domingo o dia todo, poderíamos ir na casa do Has, já que não temos pais responsáveis lá. -Ela riu.

—A gente acerta isso. -Felipe falou.

—Sim, melhor a gente ir pra sala. -Frisei.

—Tem razão! -Isa levantou e já colocou a bolsa nas costas. -Bora.

—Pera. -Falei abrindo o bolso da mochila e enfiando a mão. -Tenho que pegar uma coisa aqui, vão na frente e guardem um lugar.

—A gente espera. -Felipe disse.

—Não, relaxa. Eu só quero pegar algo que tá no fundo da mochila. -Continuei mexendo na mochila procurando algo.

O negro deu de ombros e começou a andar ao lado da garota. Os dois iam juntos, possivelmente conversando e eu tirei a mão de dentro da bolsa e os olhei.

É…

Fazem um belo casal!

Notas finais
Olá. Eu sei que o capítulo teve poucos diálogos que foram mais devaneios do Has, mas enfim... Bad né gente? Pelo menos eu quando tô com bad e eu fico mais comigo mesmo que qualquer coisa. O que vocês tão achando da cabeça do Has? Felipe sendo um amigão e será que tem novo casal ai? kkk Próximo capítulo teremos o POV de outro personagem, alguém arrisca? — Obrigado pela atenção amores, cheiro! Comentem e recomendem!