I Hate You Too!

53 LIII - Reflexão


Notas iniciais
Oi... — Esse capítulo foi difícil, um dos mais difíceis, aliás. Acho que tô perdendo o ritmo/vontade e isso é uma droga. — Obrigadão aos três comentários. Rike,Patty e Zephtx, vocês são incríveis demais, beijos. — COMENTEM E RECOMENDEM.

(POV: YURI)

Descí do carro e liguei o alarme. Naquele dia eu tinha estacionado na rua mesmo, afinal eu nem sempre podia estar no estúdio. João estava filmando um comercial num grande estúdio. Ele não havia me dado detalhes, mas eu vim conferir como estava a filmagem. Felizmente esses estúdios eram muito tranquilos com visitas, desde que não entrassem nos sets de gravação.

Fiquei numas das salas de recepção onde tinham uns sofás e algumas pessoas passando. João não sabia que eu estava lá no estúdio, eu havia vindo de surpresa aproveitado que não haveria aula durante a tarde e poderia ter algum tempo útil com meu namorado. Como eu ainda iria esperar um pouco, comecei a mexer pelo celular e acertar algumas coisas importantes dos negócios do meu pai. Nada muito importante e nem que me agradasse muito.

A empresa era um verdadeiro martírio na minha vida. Fingir que gostava daquele negócio era o que mais fazia ultimamente. Depois de alguns minutos mexendo no celular, peguei uma das revistas que tinham por ali, algumas tinham certos ensaios, uns bem interessantes, outros tinham uma pegada mais editorial, poucos minutos sentados ali. Logo a porta que dava para o set abriu e uma quantidade considerável de pessoas. Coloquei a revista no local e logo olhei a maioria das pessoas saindo e logo apareceu João. O moreno fez uma cara de espanto em ter me visto e veio falar comigo.

—Oi… -Falou me dando um abraço apertado.

Estávamos evitando problemas para ele. Apesar de ser um mercado inclusivo no meio gay, João tinha medo de que ser assumidamente gay e com um namorado aquilo pudesse fechar algumas portas, ainda mais pra ele que estava começando agora. Optamos por ter uma relação que socialmente parecia um pouco mais como amizade, não que isso me fizesse bem, eu detestava, mas sabia que era necessária.

—O que veio fazer aqui?

—Vim pra gente almoçar junto. Aproveitei que não tinha nenhuma aula hoje a tarde e que meu pai me liberou hoje para vir comer contigo, algum problema?

—Não. Nenhum! -O moreno sorriu e me abraçou de novo. -Shopping? Restaurante?

—Depende de você. Vai ter ainda alguma sessão hoje à tarde?

—Sim, vamos finalizar esse ensaio, com os últimos dois looks que faltam fotografar.

—Então vamos de shopping mesmo, mais rápido. -Falei e logo me encaminhei para a saída.

—Moto? -Ele perguntou.

—Não, vim de carro.

Fomos caminhando até a rua e sentei-me no banco do motorista. Logo atrás, João veio e sentou-se no banco do carona ao lado e antes que pudesse ligar o carro, o moreno me puxou pelo pescoço e me beijou ali mesmo. Acho que João deveria ter algum de tipo de sensor que me compreendia como ninguém. Quando eu estava inseguro ele me beijava e passava segurança, quando eu estava puto, ele me dava o espaço necessário sem me fazer esquecer que ele gostava de mim, entre outros vários aspectos que me faziam cada vez mais ficar encantado.

Dirigi até o shopping mais perto dali, que ficava ainda naquele bairro e em menos de dois minutos nós já estávamos no subsolo estacionando e nos preparando para subir e ir até a praça de alimentação. João como sempre deveria ir para algum fast-food e era ridículo como ele comia aquelas merdas e permanecia com um corpo de dar inveja. Eu ia comer em algum dos restaurantes que tinham por ali. O lugar tinha uma decoração bem festiva e celebrava o carnaval que logo iria chegar. Inclusive, eu e João teríamos que ver os possíveis planos para aquele feriado incrível que se aproximava, uma viagem para a serra cairia bem. Fugiríamos um pouco do calor do verão e ainda iríamos curtir um lugar lindo.

—Baby… -Olhei para o loiro. -Vou comer algum fast-food e você?

—Vou naquele restaurante. -Apontei para meu restaurante favorito daquele shopping e ele disse que me encontraria ali perto, para sentarmos e comer.

Nos separamos e caminhamos para os pequenos estabelecimentos. A praça estava agitada, porém mais calma do que nos fins de semana quando costumávamos sair para almoçar. Coloquei de almoço um pedaço de peito de frango grelhado e um pouco de arroz com salada, estava tentando manter meu corpo agradável. Ao sair do restaurante me deparei com João sorrindo, segurando uma bandeja com um sanduíche enorme, um copo de 500ml de refrigerante e muitas batatas fritas.

—Caramba, João... -Nos encaminhamos para uma das pequenas mesas daquele estabelecimento. -Como você consegue comer isso? Eu ia engordar oito quilos só com esse almoço.

—Horas na academia depois... -Sorriu brincando e engolindo uma das fritas. -Nossa… Muito bom!

—Muito gorduroso isso, sim.

—Melhor que essa sua comidinha de pinto aí… Aposto que esse prato com esse pouquinho, deve ter dado cinquenta reais.

—Exagerado! -Começamos a comer… -A sessão hoje foi tranquila?

—Uhum… -Mastigou um pouco e continuou. -Foi tudo bem tranquilo sim, eu me senti calmo tirando as fotos.

—Mais uma sessão sem camisa?

—Não. -Riu. Eu já havia reclamado muito de como era sempre chamado para sessões em que envolviam o corpo e a exposição dele, embora eu soubesse que mais de oitenta por cento dos trabalhos de modelos masculinos envolviam isso. -Era de perfume, foi bem tranquilo.

João falava e eu acabei vendo um pouco de maionese no canto esquerdo da boca dele e eu levei minha mão até o lugar para tirar a sujeira e percebi que a área estava meio arroxeada, bem pouco, talvez estivesse coberto por maquiagem.

—O que é isso? -Perguntei e ele arregalou os olhos. Sinal de culpa? -João! O que você andou aprontando, hein?

—Nada… Eu… -Desculpas esfarrapadas?

—Nem inventa… Fala a verdade! -A maioria das mesas ao redor começava a perceber a conversa e ele olhou ao redor. -Anda. -Falei mais baixo, esperando a resposta. Eu não queria fazer uma cena, mas ele não estava me ajudando com isso.

—Yuri… Nossa, vamo comer?

—Não, não vamos comer. -Quis levantar, mas antes que eu pudesse, ele segurou minha mão que estava sobre a mesa e me olhou quase que implorando calma. -Fala… -Falei baixo.

—Foi um problema com os modelos, acabamos nos estressando e aí acontecendo isso… -Hm. Essa história estava muito mal contada, porém não era melhor eu fazer caso. Continuei comendo enquanto João me olhava esperando alguma reação. -Não vai falar nada?

—O que quer que eu diga? -Falei irritado.

—Porque você tá com raiva? Foi eu quem brigou por aí!

—Com algum modelo? Isso tá muito estranho. -O olhei e João virou o rosto.

Sabe quando você sente que tem alguma de errada acontecendo. Esse sentimento é uma grande bosta! Eu odeio a impotência quando ela surge na minha vida. Eu simplesmente queria invadir a mente do João e extrair toda aquela história e ver.

—Yuri…

O olhei. Ele sabia que eu não estava acreditando e ele suspirou. Seria a verdade vindo?

—Foi o Bruno… -Eu ia falar algo, mas ele continuou. -Ele foi lá em casa ontem à noite, acabou me irritando e eu iniciei uma briga.

—Você iniciou uma briga? -Perguntei surpreso.

—Sim… Ele me provocou!

Eu sabia que João estava querendo melhorar para Bruno. Não sei se por medo ou para evitar alguma confusão, mas ele bem sabia que eu não ia deixar aquilo daquele jeito.

—O que ele foi ver na sua casa?

—Ahh, eu lá sei, Yuri. -Confirmou, mas eu sabia.

Bruno era tipicamente uma pessoa que conseguia o que queria pela intimação. Ele iria jogar os joguinhos mentais dele com João até ele se sentir tão inseguro que iria desistir e a minha maior certeza em relação a ele fazer isso, se dava pelo fato de eu ter ensinado tudo isso a ele. Bruno era um ser humano terrível, mas eu não ficava muito atrás.

—Quer saber, eu resolvo isso…

—Que merda você vai fazer? -João me perguntou, com um semblante preocupado.

—Nada demais. Bruno precisa parar antes que eu o faça parar de uma forma não muito legal. -João me olhou com desaprovação e mordeu mais um pedaço do sanduíche.

Bruno iria aprender a não se meter com Yuri Grambell.

[...]

(POV: HASSAN)

A mesa da sala de jantar era um emaranhado de papéis, livros, cadernos e materiais de escrita. Aquela prova iria me enlouquecer antes mesmo que eu pudesse concluir o primeiro semestre do curso. Tinha gente que dizia que a última prova mais fácil que você faria na vida era o ENEM e eu estava realmente acreditando naquilo. Exageros à parte. Levantei-me para ir tomar um pouco de água e respirar um pouco fora daquilo.

Domingo havia sido um dia bem legal. Jonathan havia acordado cerca de oito horas da manhã, depois da nossa sessão de sexo, cinema e sexo novamente, e providenciou um café da manhã para nós. O que tinha sido até uma surpresa. Jonathan não fazia o perfil de que fazia cafés da manhã. Nós comemos e aproveitamos a manhã juntos. A manhã de domingo havia começado como a manhã de sábado. Chuvarada e fria. O que havia deixado todo o clima mais agradável e romântico para mim e Jonathan, o que chegava a ser raro. Algo romântico entre nós.

Porém como alegria de gente fodida dura pouco. Jonathan teve que voltar para casa porque depois do almoço minha mãe costumava vir e ele não queria encontrá-la e ter que lidar com mil explicações. Além de que, tanto minha mãe como o pai dele não tinha plena certeza de que ele havia vindo aqui, se soubessem aquilo poderia gerar alguma intriga, porém havia sido apenas inútil, mamãe não havia vindo, então Jonathan poderia ter ficado o dia inteiro. O restante do domingo havia sido estudando e me preparando. Isa havia vindo estudar durante a tarde e havia sido bem gratificante para mim, ajudá-la, além de ter fortalecido o conteúdo na minha mente.

Eu e Isa acabamos fazendo um intervalo longo demais e vimos um filme enquanto comíamos pizza e rimos muito. Tinha gente que dizia que você só fazia amigos de verdade na Universidade e eu estava começando a acreditar naquela frase. Luck e Camila eram meus amigos da escola, mas os dois acabaram por sumir na minha vida. Luck havia ido para a Psicologia e seguia basicamente os mesmos passos do sogro empolgado. Luck e Mid seguiam um namoro muito próspero. Camila basicamente não falava mais comigo e eu também não fazia mais questão de falar com ela. Não tinha a menor ideia se ela ainda estava na cidade ou se havia se mudado e nem quais caminhos estava fazendo em sua vida.

Isa e Felipe agora pareciam as pessoas mais próximas e as melhores pessoas que eu poderia ter. Isa era a amiga divertida que estava lá para todas as horas, mesmo que fossem horas estressantes e que exigissem certa concentração ou responsabilidades. Nós gostávamos de muitas coisas similares e isso fazia com que o assunto nunca se encerrasse. Já Felipe era o amigo inteligente e mais retraído, eu e Isa não sabíamos muito sobre o passado dele e nem muito sobre ele na realidade, mas Felipe era uma pessoa que transpirava confiança, além de ser uma das pessoas mais inteligentes que eu já havia conhecido na minha vida. Embora parte de mim quisesse muito sobre aquele garoto, eu estava respeitando ao máximo o evidente espaço que ele precisava.

Agora já era segunda. O final da segunda, na verdade, o dia tinha sido puxado com aulas e agora eu estava revisando todo o conteúdo para a prova da manhã do outro dia. Eu estava até calmo, havia estudado tudo e agora era mais uma revisão do que uma forma e guardar conteúdo. Quem diria que a biologia celular ia ser uma grande droga na minha vida de estudante universitário? Eu estava exausto e se eu pudesse eu estava era bebendo e não aqui lendo e estudando. Um vinho essa noite cairia tão bem. Saquei meu celular e comecei a mexer pelo facebook.

Um intervalo não me mataria. A maioria da minha linha do tempo eram fotos de alguns amigos da escola, alguns em festas e outros em momentos caseiros. Minha mente deu estalo, fui até a aba de pesquisa e escrevi “Jonathan Maserati”. Pensei em dar enter, mas minha mãe estava meio travando. Porra, eu odiava esses momentos de fraqueza em que tudo parecia voltar-se sempre pra ele.

Resolvi clicar naquele nome e naquela foto. A foto era de Jonathan de perfil, os cabelos aloirados voando e ele estava com um óculos escuros. Havia sido tirada em Nova Iorque, na mesma hora, imaginei que aquela foto deveria ter sido tirada pelo tal Kyle. Chacoalhei meus pensamentos negativos e entrei na página do loiro.

Jonathan não era muito adepto de Facebook. Raramente ficava online e postava algo, a última postagem era sobre alguma música de rock que ele estava ouvindo e acabou compartilhando no perfil, a última foto era numa festa. Um dos amigos dele estava com um dos braços sobre seus ombros e segurava uma garrafa de cerveja e Jonathan parecia estar bebendo a mesma coisa. Aquela vida dupla dele nunca me parecia algo saudável, embora não fosse algo que eu questionasse, o que eu realmente questionava era, será que eu conhecia Jonathan de verdade? O garoto por trás da personalidade difícil, poucas palavras, piadas infames e raivas súbitas? Sempre me perguntando qual das versões seria a que viria me ver, afinal Jonathan nunca seria estável o suficiente pra aparecer aqui e parecer sempre a mesma pessoa.

Continuei mexendo naquele perfil e um sentimento ruim começou a aparecer… Aquilo deveria ser um pressentimento? Será que algo ruim estava acontecendo com Jonathan? A campainha tocou e eu me afastei rápido da mesa e acabei derrubando minha caneca com café no chão e sujando tudo.

—Porra! -A campainha tocou de novo e meu coração aumentou a batida. Porra, o que estava acontecendo? -Já vai! -Gritei e fui logo abrir a porta, depois eu limparia a bagunça que eu havia feito.

Corri até a porta e a abri. Minha mãe estava lá e logo entrou.

—Eu ouvi um barulho, o que houve? -Ela perguntou preocupada e me abraçou.

—Nada, eu estava concentrado estudando e derrubei a minha caneca com o barulho da campainha. -Expliquei e mandei ela sentar no sofá enquanto eu limpava a bagunça.

—Não filho, deixa que eu ajudo.

—Não, mãe! -Reclamei e ela sentou. -Agora, eu moro sozinho, eu consigo limpar uma sujeira no chão.

Mamãe ficou me esperando enquanto eu ia até a àrea de serviço e pegava um pano para limpar e uma vassoura com pá para tirar os pedaços de porcelana da caneca quebrada no chão.

Ela estava bem diferente. Havia ganhado peso e também já estava com uma barriguinha aparente. Mamãe estava com três para quatro meses e estava curiosa para o dia que iria descobrir o sexo do bebê. Limpei a bagunça e logo sentei junto com ela, dando um abraço apertado.

—Que bagunça nessa mesa?

—Eu estou estudando, amanhã tem prova, mãe?

—Sério… Não queria vir te atrapalhar, filho.

—Um descanso é bom. -Deitei no colo dela e ela começou a massagear meu cabelo. Talvez, o carinho que eu mais sentia falto, fosse o carinho da minha mãe. -A senhora nem veio ontem…

—Sim, acabou que eu tive que arrumar umas coisas no trabalho. Tô tentando arrumar tudo antes da licença.

—Cuidado mamãe, não vai se sobrecarregar. -Avisei.

Ela já estava bem diferente. Pouca maquiagem, cabelo preso, usando vestidos largos e sapatos sem salto, já deveria estar sentindo muitos sinais da gravidez e por não ser uma mulher tão jovem em idade materna, sofrendo mais do que o usual.

—E você como está se lidando aqui sozinho? Deve tá sendo bem difícil…

—Nada… Já te falei tudo. Estou comendo direitinho no restaurante da universidade e todo fim de semana fazendo comida aqui e não comendo besteira. Tá tudo limpinho e tô tentando não gastar muita energia elétrica. -Fechei os olhos e ela continuou com o cafuné. -E…

—Jonathan? Aquele não para de brigar com Paulo. -Na verdade, eu nem iria levantar o nome de Jonathan naquele momento, porém ela que acabou fazendo isso. -Ele veio para cá no fim de semana, não? -Confirmei sem abrir os olhos, apenas balançando a cabeça. -Eu sabia. Paulo não consegue não se irritar, acho que pela primeira vez, ele realmente acha que perdeu o Jonathan de vez e não está levando essa perda de forma positiva.

Eu já sabia, Paulo e mamãe já haviam se acertado plenamente. Os dois eram casados e se amavam e por mais que minha mãe sempre me amasse e eu sempre fosse filho dela. Os hormônios, a carência, o bebê, entre outros mil aspectos, tudo isso fazia com que ela se sentisse sozinha e necessitasse de suporte e esse suporte ultimamente se resumia a Paulo. Quem seria eu pra reclamar sobre isso? Eu saí de casa, não estava mais lá para ela e não poderia exigir apoio de Jonathan e pedir que ela parasse de se relacionar com Paulo.

—Ele quis subir. -Abri os olhos. -Mas eu sabia que seria uma situação chata. -Respondeu complacente.

—Mamãe…

—Filho. -Ela me olhou resignada. -Eu sei que é difícil e tal, mas… Paulo é um bom homem que comete erros, como todos os outros. No fundo, eu jamais vou perdoar o que ele fez contigo. Você sempre vai ser o meu bebê, eu nunca bati em você. -O cafuné continuou e eu seguia olhando para ela, embora ela fechasse os olhos úmidos. -Tudo anda um caos e… Eu não quero exigir que você seja o mais maduro, você só tem dezoito anos, mas Paulo e Jonathan não se entendem por sua causa. Paulo não aceita as escapadas de Jonathan e ele parece que faz por birra para irritar o pai.

—Mãe.

—Jonathan não saí mais no carro e basicamente gasta o dinheiro dele todo no mês, só pra não tocar no dinheiro de Paulo. Isso não é certo, filho. Eu sei que eu não posso exigir perdão de sua parte para ele, mas… Se isso acontecer, a situação deles dois podem melhorar. Eu só não quero destruir essa família e acho que nem você quer.

Eu sabia que ela estava bem triste com toda a situação, não era difícil imaginar como uma mulher grávida estava lidando com toda a situação de seu marido e enteado na mesma casa quase que guerreando em uma guerra fria.

—Mãe… -Respirei fundo. -A única coisa que eu posso fazer é conversar com o Jonathan e não sei… Ouvir o Paulo? -Ele me olhou atenta com um filete de esperança. -Mas voltar para aquela casa eu não faço. Eu não suportaria voltar para aquela realidade e eu não quero ter que vê-lo. Acho que eu ainda estou muito afetado pelo que ele fez comigo e eu não me sinto bem perto dele, mas eu prometo tentar me fazer mais presente nisso.

—Você não sabe o quanto isso me deixa mais feliz, filho.

À mim, não me deixava nem um pouco.

Notas finais
Bem, é isso... Não vou prometer quando saí o próximo, me esforçarei pra que seja bem rápido, mas não prometo nada. IHYT está sendo mais uma obrigação do que um prazer e isso é bem ruim! — COMENTEM E RECOMENDEM.