I Hate You Too!

50 L - Aniversário (parte II)


Notas iniciais
Oi gente, eu sei que demorei, mas eu avisei que iria demorar porque o semestre estava acabando e bem... Agora estou de férias! UHU! Tentarei postar mais capítulos, e agilizar a fic... Afinal eu fiz uma promessa que acabaria ela esse ano e eu vou cumprí-la. — O número de reviews aumentou, acho que foi um sinal de que o capítulo passado estava bem bom, inclusive eu também amei escrevê-lo. Obrigadão a todos, Rike, Zephtx, Amanda, KitKat, The Queen, Lipe e Mahii. SEUS LINDOS! — COMENTEM E RECOMENDEM!

(POV: JONATHAN)

Agora eu já estava em casa, terminando de me arrumar no banheiro. Aquilo era uma droga, os meus planos não envolviam sair essa semana, porém os amigos chamaram e eu não poderia fazer a desfeita, afinal era quase uma religião sair com eles no fim de semana.

A porra da verdade era que eu precisava desopilar de todas as merdas recentes. As crises de pânico depois que meu pai havia quase matado Hassan na minha frente não eram tão fortes desde o dia que eu vi minha mãe morta na cozinha de casa aos cinco anos. Qualquer oportunidade que eu tinha de beber e sair da minha cabeça era agradável. Imaginar que meu pai, ou qualquer pessoa poderia fazer isso comigo na rua era muito desconfortável.

Meus amigos se resumiam a Rafael, um garoto alto e magro de cabelo castanho e olhos bem escuros, bem malhado e que estava fazendo faculdade particular em alguma das faculdades da cidade. Danilo era um negro também malhado e também amigo do futebol, não sabia se ele trabalhava ou estudava e tinha também Anderson que era amigo mais próximo de Rafael e acabei conhecendo nessas saídas e também porque Anderson exercia um fator muito importante, o de motorista, já que ele não bebia. Havia terminado de arrumar meu cabelo em frente ao espelho, geralmente era o último a ser pego para a ida. Desci para que pudesse esperar eles, indo até a cozinha para tomar uma água.

Meu pai lia alguma coisa na mesa da sala de jantar e me viu passando, certeza ele percebeu que eu ia sair. Estava de jeans, com uma camisa nova e os cabelos bem arrumados. Ao tomar água e voltar para a sala, ele me encarou. Olheiras fundas, cabelo bagunçado… O Arrependimento dele poderia até ser verdadeiro, mas a agressão também tinha sido.

—Onde vai?

Nossa relação ia de mal a pior. Eu estava cansado de morar naquela porra, antes eu fosse filho de Gabriela e tivesse sido agredido pra ir embora e não ter que aguentar todas essas merdas.

—Vou sair com meus amigos…

—Onde passou o dia todo? -Ele permanecia sentado, com o livro sobre a mesa e encarando.

—Tava com o Has…

—Fazendo? -O olhei e dei um sorriso sarcástico.

—Você realmente quer saber?

—Então é isso… Agora você me responde com ironia e acha que eu vou gostar? Eu nem devia te deixar sair.

—Porque não? Eu não vou sair com seu carro, nem com seu dinheiro. A única coisa que eu vou sair é com a minha vida e nem isso tá valendo muito…

—JONATHAN! -Ele levantou gritando e batendo na mesa.

—Pai, eu não tenho mais dez anos pra você me tratar no grito. Você deveria agradecer enquanto eu ainda vivo nessa porra de casa porque não tive dinheiro pra me mandar, porque essa é a coisa que eu mais quero fazer atualmente! -Antes que ele se aproximasse e aquilo se tornasse mais caótico do que já estava, eu ouvi a buzina na parte de fora e aquilo queria dizer algo bom. -Meus amigos chegaram! Amanhã de manhã eu apareço por aqui!

Saí de casa e entrei no carro branco que estava estacionado ali na frente. Anderson ia dirigindo e Rafael ao seu lado, Danilo já se encontrava no banco de trás. Sentei-me e cumprimentei a galera e logo Anderson seguiu caminho.

—Onde vamos? -Perguntei.

—Hoje vai ter uma calourada da galera da Medicina. Vai ser muito top. -Rafa falou no banco da frente e logo todos começaram a falar sobre essa festa.

Saquei meu celular, para ver se tinha alguma novidade nas redes sociais e vi que uma das últimas conversas era com Has. O árabe tinha me mandando uma foto minha que ele havia direto enquanto eu estava dormindo e agradecendo pelo dia…

Será que o que eu fazia com ele era uma grande sacanagem? Eu não sabia… Aliás, eu deveria saber só estava tentando me enganar que não sabia. Has era um garoto incrível, eu me sentia muito bem perto dele, mas no fundo… Eu não era gay. Porra, eu era gay, eu só não estava querendo ser gay… Aquilo sim era uma merda! Eu detestava o Has por aparecer na minha casa, por ter sido legal e gentil comigo quando eu só estava sendo um escroto com ele. Odeio o fato dele ter tido um namorico com Luck e eu ter ficado doido de ciúmes, a ponto de ficar rondando ele pra saber em que pé, eles estavam. Odiei o fato dele ter se aproximados e João e eu ter ficado apreensivo e inseguro sobre meus sentimentos em relação a ele. Detestei ter que ir embora e deixá-lo sozinho, frágil e pronto pra se entregar para João, odiei voltar e vê-lo ali, preparado, pronto pra me receber, empolgado e interessado com a minha volta. Talvez fosse a bondade demais que me irritasse nele, mas que tipo de defeito é esse? Óbvio que Has não era perfeito, ninguém era, mas ele era o mais próximo que eu conhecia.

—Jonathan? Tá calado cara! -Dan comentou me olhando enquanto Rafa mudava alguma música que tocava no rádio.

—Tava pensando, mané. -Respondi enquanto Lucas seguia apressado pelas avenidas. Calourada da Medicina… Fazia tempo que calouradas haviam se tornado festas importantes na cidade. -Mas essas festas não tem ingressos que acabam muito rápido?

—Contatos, cara! Contatos! -Rafael levantou a mão com uma cartela com quatro ingressos. -A namorada do Anderson estuda medicina, ela nos arrumou esses pela metade do preço e o melhor… Tem vinte reais de consumação!

Vinte reais de consumação era algo como duas caipirinhas e uma água. Nada muito espetacular, mas já era alguma coisa. Geralmente como Anderson e nem a namorada bebiam, a consumação deles também caía conosco o que ajudava mais ainda na nossa vida de pobres alcoólatras.

Anderson estacionou e logo descemos do carro. A festa era num clube conhecido da cidade, tudo estava arrumado para a calourada, logo entramos as luzes azuis e vermelhas brilhavam uma pista de dança improvisada já era utillizada o bar estava sendo devorado por uma quantidade interessante de pessoas e muita gente começava a entrar. O lugar era aperto, apenas o bar e uma pequena área eram cobertas, as piscinas estavam interditadas, afinal ninguém ia querer algum bêbado vomitando ou se afogando ali. A iluminação estava ótima e a maioria das pessoas estavam com roupas muito confortável por causa do calor do verão. Eu odiava o verão, mas depois do frio devastador de Nova Iorque eu estava realizado com meu calor brasileiro.

Geralmente nesse tipo de festas nada era planejado. A proposta de sempre era, cada um dá seu jeito de voltar. Geralmente Anderson ia embora cedo com a namorada e eles aproveitavam a própria noite deles. Danilo ficava até pela manhã e às vezes dividia taxi comigo e Rafa sumia e ninguém tinha qualquer sinal de pra onde e nem com quem ele desaparecia. Tocava alguma batida louca sem nenhuma letra e as pessoas se divertiam no meio da pista. Ao chegar mais próximo do meu do clube deu pra ver que tinha um touro mecânico ali, uma coisa completamente desconexa. Eu e os garotos fomos no bar. Logo Anderson encontrou com a namorada e sabíamos que a partir dali ele não ficaria mais conosco. A maioria das pessoas eram muito belas, todo mundo parecia bem empolgado e eu também deveria estar, afinal era meu aniversário. Senti o braço de Rafa passar pelo meu ombro e ele me olhar.

—Então, cara. Hoje é teu aniversário, você pode pedir a mina que você quiser que eu arranjo. -Ele já estava com um copo na mão. Logo mais ele sumiria. Danilo mexia no celular parecia bem interessado. Acho que aquela noite significaria que se eu não fosse rápido, cedo eu ficaria sozinho.

A pista de dança parecia o melhor lugar para o momento, mas eu preferi ir me sentar na área coberta. Mexer um pouco no celular e tomar um pouco de caipirinha. Quando sentisse meu corpo começar a ficar dormente, eu iria pra pista e as coisas aconteceriam mais facilmente. Fiz o que tinha combinado. Me sentei num dos sofás daquela área, alguns casais já estavam por ali, mas nada que eu fizesse iria atrapalhar eles. Estava com um copo de caipirinha na mão e logo bebi a líquido.

Dali, eu tinha visão privilegiada de setenta por cento da área da festa. Dava pra ver Anderson e a namorada conversando e se beijando num dos pontos afastados da pista, escorados numa árvore, aproveitando a penumbra e o menos barulho por estarem longe do som. Danilo também estava ali perto, mas seguia mexendo no celular e olhando ao redor, como se procurasse alguém. Dan era meio tímido, pelo visto gostava desses encontros as escuras que os aplicativos às vezes nos proporcionavam. Era estranho ver como dois garotos tão calmos como Dan e Andy eram amigos de alguém tão porra louca como o Rafa. Eu costumava ser o amigo porra louca assim como o Rafa também, o que fazia com que nós dois estivéssemos sempre mais juntos e sempre metidos em alguma roubada.

Nós costumávamos beber muito e acabar fazendo mais problemas mais cedo e deixando as vezes Dan mais louco que nunca. Nós três éramos amigos de escola e isso havia fortificado nossa amizade. Anderson foi uma aquisição posterior, mas ele era muito legal e por isso logo foi aceito. Olhei para pista e vi Rafa discutindo com algum garoto e uma mulher próximo aos dois. Aquilo deveria significar que ele estava dando em cima de alguma mina compromissada e o cara acabou se incomodando com a forma pouco amistosa que Rafa costumava se aproximar. Neguei com a cabeça e peguei meu celular.

Vi o whatsapp e mais uma vez o contato do Has estava ali. No meu celular o número dele tinha salvo como “árabe irritante” o que havia passado a ser uma grande mentira depois que eu conheci ele. Talvez eu que deveria ser o “loiro irritante” do relacionamento. Era muito estranho perceber que Has e Gabriela agora eram bem mais família pra mim do que meu próprio pai. Se bem que, agora não era o momento de eu ficar pensando na porra do meu pai. Essa doidera poderia ser bem diferente se minha mãe tivesse conhecido o pai do Has e eles ficassem juntos. Apesar de minha mãe ter tido histórico com depressão e o pai do Has, pelo pouco que soube, se resumir a um escroto filho da puta. Acho que isso não daria certo.

No fim, as coisas aconteceram como deveria ser, o “casal certinho”. Gabriela e meu pai, funcionavam muito bem um com o outro. Ambos muito politicamente corretos, muito bem resolvidos com suas profissões, algo que eu jamais chegaria a ser. E que Has seria, muito possivelmente.

Saí dos devaneios, eu estava na porra de uma calourada, teria que fazer valer o dinheiro da entrada e curtir, ainda tinha a máxima que era meu aniversário, que embora fosse uma data que eu não gostasse, eu poderia aproveitar.

Levantei e fui até onde Rafa estava. O garoto de cabelos castanhos dançava com a camisa suja de vinho e com os cabelos completamente bagunçados. A multidão ao redor dele estava fervorosa com as músicas que o DJ tocava. A maioria eram apenas grandes barulhos sem muita voz o que me deixava meio sem entender porque as pessoas adoravam, aquilo nem era música de verdade, mas eu não estava numa porra de concerto, eu estava numa festa com um monte de jovens completamente loucos, não dava pra exigir muita coisa!

—Ei, cara! -Rafa falou me agarrando pelo pescoço e aproximando a sua boca do meu pescoço. Nossa que cheiro de bebida forte. -Pegou quantas?

—Zero! -Respondi sem interesse, não era lá algo a se orgulhar, mas a festa tava no começo ainda. -Você?

—Duas! Mas as mina da Med são difícil pra porra. Mas bora, mano… Você precisa ganhar alguma de aniversário! Ó… -Rafa virou de lado e ficou com os ombros juntos ao meu, virando comigo e apontando pra todo mundo. -Pode escolher que eu te ajudo. Você tem todo esse público aqui.

—Como se você fosse o dono do mundo…

—Mano, com a tua presença e a minha lábia. Você rasga qualquer buceta que quiser aqui!

Digamos que Rafa não era lá muito sutil com palavras. Bem, eu teria que fazer acontecer, afinal ele e nem os outros me deixariam em paz se eu saísse dali no zero a zero. Olhei ao redor e vi uma dupla de garotas dançando. As duas eram morenas, porém uma delas tinha um cabelo preto bem liso e na altura do pescoço, já a outra possuía cabelos cacheados e volumosos que iam até a altura do peito. A de cabelo curto usava um short curto e uma blusinha solta e a de cabelo comprido usava um vestido justo e também curto, o que não a impedia de dançar.

—Qual das duas? -Olhei para Rafa e ele olhava pras mesmas meninas que eu estava olhando, certeza ele percebeu que eu estava encarando uma das duas.

—A de cabelo comprido.

—Sabia…

—Ei!

Antes que eu pudesse segurar, ele já saia desembestado atrás de falar com a menina que eu falei. Era inútil, sempre era a mesma coisa. Eu tinha que ficar provando coisas enquanto continuasse saindo com esses garotos. Acabei esperando, o segundo olhar era o sinal de que eu deveria me aproximar.

Rafa fala com as duas ao mesmo tempo, claro que ele ia querer desenvolver algo para si. A morena me olhou e eu sorri pra ela e logo ela virou o rosto. Aquele era o olhar de conhecimento. Rafa continuou insistindo e as duas começaram a rir e ele também, talvez o papo estivesse bom.

Pensei em me aproximar, mas eu teria que esperar o segundo olhar. O segundo olhar sim teria algum significado positivo. E logo em seguida, a morena olhou de novo. Me aproximei e Rafa deixou pra mim, investindo apenas na moça de cabelos curtos.

—Oi…

—Jonathan, né? -A menina perguntou me olhando nos olhos. Ela não parecia bêbada, porém não estava sóbria também.

—Isso… -Aproximei da orelha dela, a música alta não nos deixava conversar. -Você?

—Iasmin. -Respondeu sorrindo. -Você não é da medicina, é?

—Não… Por acaso, eu terei que sair algemado por isso? -A menina riu da brincadeira.

—Foi uma pergunta estúpida… -Assumiu e logo pegou na minha mão. -Vamos sentar nos bancos? É melhor!

Segui a garota e logo fomos para onde eu estava há alguns minutos. Tentei encontrar os caras com o olhar e o único que consegui ver foi Rafa que já estava conversando com outra menina. Iasmin sentou num dos sofás e eu sentei ao seu lado.

—Você não me é completamente estranho… -Falou sorrindo.

—Eu também já devo ter te visto em algum lugar, mas não me recordo.

—Me fala… Isso importa? -Ela se aproximou e eu sabia que ela queria.

—Claro que não.

Levei a minha mão até nuca dela e a puxei para o beijo. A garota beijava bem, passava com a mão pelas minhas costas, enquanto eu a segurava pela nuca. Eu poderia ser considerado um tremendo filho da puta, às vezes? Poderia sim…

Desci minhas mãos até a cintura dela e a puxei pra sentar no meu colo, como a morena estava de vestido, parte do vestido subiu. Iasmin passava as mãos pelo meu rosto e descia pelo meu corpo e eu a segurava firme no meu colo.

—Uau… Você beija gostoso, loiro!

Loiro… Has também costumava me chamar de loiro. Hm… Não era o momento pra me lembrar dele. Definitivamente, ele não deveria estar na minha cabeça agora.

—Ei, gatinha… Você pode não me chamar de loiro?

—Ué, porque não? Seu cabelo é pintado? -Ela brincou e pegou nos meus cabelos, porém percebeu que eu não estava brincando. -Ahh, ok então. Te chamo de que?

—Jonathan é uma boa… -Ri para tentar parecer menos grosso, mas ela percebeu que eu estava sendo grosso. -Sim, você está em que turma de Medicina?

—Eu estou no segundo semestre, você veio com alguém da Medicina?

—Não, mas meu meio-irmão estuda Medicina.

—Ahhh, lembrei! -A morena levantou-se e baixou o vestido. Fiquei sem entender. -Você é garoto que estava com o menino de nome esquisito, né? Aquele nerdzinho… Não é? -Antes que eu pudesse responder a menina de cabelo curto que estava com ela apareceu e a pegou pelo braço.

—Iasmin, temos que ir. -Falou a puxando e a morena nem conseguiu responder, apenas seguiu.

—Ei… -Falei me levantando enquanto as duas saiam quase que fugidas da festa. -Espera!

—Depois falo contigo, gato! -Ela respondeu piscando e as duas sumiram entre a multidão.

—Que merda…

A garota sabia que eu era meio-irmão de Hassan, muito possivelmente iria buscar informações minhas com ele, aquilo não era uma boa coisa. O que eu poderia fazer para impedir isso… Minha cabeça começou a me infernizar com as possibilidades e eu me sentei antes que caísse no chão com tanta informação…

Corri para o bar e pedi um dose de caipirinha.

Beber… Aquilo era o que eu tinha que fazer!

[...]

Ok… Eu tinha passado do ponto. Rafa estava no táxi comigo e agora eu estava em frente de casa. A noite tinha sido um completo estrago depois que Iasmin saiu. Eu só consegui beber sem parar e acabei indo ter que vomitar tudo e mais um pouco no banheiro. Rafa que sempre era a louco da vez, foi o único que estava a disposição pra cuidar de mim e acabou cancelando parte da noite dele pra poder me trazer em casa em segurança.

—Cara o que houve? Você nunca bebe pra ficar doidão. -O moreno perguntou enquanto eu abria a porta do táxi.

—Eu não sei, moleque… Acho que perdi a noção. -Minha cabeça estava uma merda e agora eu teria que entrar em casa.

Saí do táxi e já dava pra ver que o sol começava a aparecer, deveria ser perto de seis horas da manhã já. Estava torcendo pra que meu pai não estivesse de pé. Afinal aquilo daria uma bela briga já pela manhã e não era o que eu estava buscando no momento. Rafa ia continuar no carro, minha casa era mais perto da festa do que a casa dele. Caminhei ainda cambaleante, minha cabeça estava o próprio inferno. Tirei a chave do bolso e logo entrei em casa. A sala estava silenciosa, com todas as luzes apagadas, aquilo poderia ser um bom sinal.

Eu só deveria subir, entrar no meu quarto e me jogar na cama. Depois de umas cinco a seis horas de sono, eu ainda estaria com uma ressaca da porra, mas pelo menos eu não estaria tão bêbado. Meu corpo clamava por água, ir para a cozinha poderia ser a pior ideia de todas, mas eu tinha que ir. Me encaminhei até o cômodo e meu pai estava lá. Sentado tomando café e lendo jornal.

—Chegou cedo, não? Ou deveria dizer tarde?

—Muito engraçado! -Comentei e fui cambaleante até a geladeira.

—Você está bêbado? -Meu pai comentou se levantando e indo até onde eu estava, segurando meu braço e aproximando seu rosto do meu, numa tentativa de sentir o cheiro. -Bêbado, Jonathan? Você não tem vergonha não?

—Pai, sem drama.

—Drama! -Ele me pegou pelo braço e me levou até a cadeira, me sentando ali. Algo que fazia quando eu era criança. -É assim que você tá dando rumo pra sua vida? Chegando bêbado e decadente em casa, como se isso não significasse nada? É isso que você tá querendo pro futuro, Jonathan?

—Pai, a última coisa que eu tô pensando é no futuro!

—É por isso então que você está se portando desse jeito!

Ele falava alto, com as mãos na cintura e uma expressão ofegante. Eu sabia exatamente onde esse barco iria atracar.

—Primeiro aquilo com o Has, depois essa vida de álcool!

—O que o Has tem haver com isso, pai?

—Você não vê isso porque você é jovem…

—E você vê coisa demais porque você é um velho! -Falei alto demais e ele se aproximou.

—NÃO GRITE COMIGO!

Me levantei, basicamente tínhamos a mesma altura, a diferença era que eu era um pouco mais alto, porém eu jamais levantaria a mão pro meu pai, além do fato de estar completamente bêbado.

—O Has não tem nada haver com isso, não jogue seu preconceito em cima dele por algo que ele não tem culpa! Você tem bem mais culpa por eu andar bebendo do que ele… -Tentei sair, porém ele me segurou. -Pai, me larga! Eu não quero papo.

—Mas eu quero!

—Pois vai ficar querendo! -Puxei meu braço e me encaminhei para a saída, eu nem tomei a porra da minha água. -Quando você pedir desculpas ao Has pelas suas merdas, a gente se fala direito!

Notas finais
Bem é isso! Espero que tenham gostado da cabecinha do nosso loirinho. Eu tô com zero ideias pro próximo capítulo, inclusive no roteiro tem assim (colocar um capítulo aqui). Até agora não consegui pensar em nada pra encaixar, porém não quero puxar o próximo pra ser o 51 (quantos capítulos né?), se vocês tiverem sugestões, sou todo ouvidos. O próximo vai sair bem mais rápido que esse podem ter certeza, afinal estou em CASA! — OBRIGADO! COMENTEM E RECOMENDEM!