I Hate You Too!
4 IV- Tempestade
Notas iniciais
Capítulo com mais de três mil palavras, eu quase nunca faço isso!
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Vamos aos agradecimentos?
OBRIGADO!
guilherme kun, Okumura Yui, LadyRafaela, Pandachan, Cherry di Angelo, Thysia, Midichan, Ângela Potter e Lika Chan. Obrigado mesmo, lindos do Sketcher!
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Quer ser um lindo do Skecther também? Simples! É só comentar depois de ler esse capítulo!
Acordei mais uma vez cedo. A janela estava fechada e dava para ver que o dia havia começado meio chuvoso. O barulhinho da chuva caindo sobre o teto do sobrado era muito convidativo para permanecer na cama, mas aulas são aulas. Levantei-me e olhei para a cama ao lado. Jonathan ainda dormia, não dava para vê-lo o edredom cobria todo o seu corpo. Fui caminhando devagar até o banheiro, coçando os olhos. Manhãs chuvosas sempre são difíceis. Tomei meu banho com a água bem quentinho e aquilo ajudou bastante. Escovei os dentes e saí do banheiro.
Jonathan já estava acordado. Ele já estava de pé, os olhos estavam fechados e uma das mãos estava espalmada no rosto. O cabelo loiro bagunçado e o loiro estava só de cueca boxer preta. O abdômen levemente definido formava um caminho perigoso até o baixo ventre. O volume aparente, já que ele havia acabado de acordar, estava me chamando, que merdas eu estou pensando. Eu sou heterossexual!
A outra mão foi até o membro coberto e ele coçou ali. Meu olhar acompanhou o movimento da mão dele naquele pedaço de carne coberto. As pernas levemente torneadas e com a pelagem loira curta. É... Talvez eu não seja tão hétero assim, quem sabe eu seja Bi!
–Bom dia! –Falou ainda sonolento, olhei para a face dele assustado, pensando que ele pudesse ter reparado pra onde eu olhava, mas seus olhos ainda permaneciam fechados.
–Bom dia Jonathan! –Fui para a minha parte do guarda-roupa e comecei a procurar o uniforme, tentando transparecer normalidade.
Ele entrou no banheiro e ficou lá bastante tempo. Eu desci as escadas e fui para o andar de baixo. Minha mãe estava na cozinha, terminando de colocar seu café amargo na xícara. Paulo estava sentado, ele lia um jornal e na mesa estava uma xicara com café e dois pães.
–Bom dia, amor! –Falou minha mãe.
–Bom dia, mãe. Hoje você não tem trabalho? –Minha mãe estava usando um vestido normal, nada social e uma sandália sem salto alto. E ela sempre ia para o trabalho, bem arrumada, com blazers ou saias justas e com saltos altos.
–Eu vou resolver a briga na sua escola. Não quero saber de garotos metidos a valentão batendo no meu filho. Sou advogada você esqueceu?
–E eu vou acompanhar vocês! –Completou Paulo.
–Mãe. –Era hora de tentar argumentar ou contar a verdade. Minha mãe era mestre em argumentação, ela trabalhava com o poder das palavras, então eu devo ter herdado um pouco do dom dela. –A senhora não precisa ir à escola comigo. Eu já sou um adolescente, daqui a alguns meses vou ser maior de idade, o que acha que vão pensar todas as vezes que eu levar um soco no rosto e minha mãe for resolver, vão pensar que eu não sei fazer nada sem pedir ajuda a mamãezinha e eu não gosto disso. Você sabe que eu gosto de tentar ser um pouco independente, mesmo que a senhora não ajude muito.
–O que você acha Paulo?
–Eu concordo com ele, querida!
–E o Jonathan vai me ajudar a não me meter em confusão.
–Eu o quê? –Virei ele estava ao pé da escada, já estava todo pronto para ir para escola e estava muito gostoso, para de pensar isso Has!
Olhei para ele e tentei argumentar com os olhos, mas ele não era bom nisso, e eu também não era.
–Você vai mesmo ajudar o Has na escola, Jonathan? –Falou minha mãe.
–E porque eu faria isso? –Olhei novamente para ele e ele não entendia minhas olhadas.
–Lembra-se do cara que me deu um soco ontem? –Tentei fazê-lo lembrar, mas ele realmente era um idiota.
–Que cara? De que merda tu tá falando?
–O cara que me deu um soco ontem. –Me aproximei dele. –Nesse olho aqui. –Apontei para meu olho que já estava melhorando, mas ainda estava bem roxo.
–Ahh... O cara na escola que te deu esse soco! –Lembrou.
–Você prometeu que ia me ajudar, se ele fosse se meter comigo de novo, lembra?
–Claro, Has! –Ainda estávamos na escada. –Sou teu amigo, esqueceu cara? –Ele me abraçou e eu senti aquele corpo másculo e quente me abraçando. –Valeu por não contar. –Falou baixinho ao meu ouvido e juntos fomos até a mesa.
–Eu fico tão feliz que vocês estejam se dando bem. –Falou minha mãe.
–Depois da nossa conversinha de ontem, melhorou um pouco. Não é, Jonathan? –Disse Paulo.
–Uhum pai.
–Mãe, a senhora vai mesmo ficar em casa?
–Vou filho, hoje o escritório está passando por manutenção e vou aproveitar e arrumar um pouco nosso novo lar.
–E o senhor pai? –Disse Jonathan, como ele estava educado hoje!
–Eu vou ter que trabalhar, e vou levar vocês para escola já que está chovendo.
Terminamos o café, me despedi a minha mãe com um beijo e Jonathan deu apenas um tchau para ela. A conversa com Paulo estava mesmo dando resultado. O carro do Paulo era um sedan comum e normal. Quatro portas, ar condicionado, rodas de liga leve.
Jonathan foi ao banco do carona e eu fui ao banco de trás. Depois de poucos minutos chegamos ao prédio da escola. Eu e ele corremos rápidos para pegar o menos de chuva.
–Jonathan...
–Presta atenção, nós somos amiguinhos apenas em casa. –Apontou o dedo para mim e os olhos azuis brilhavam de ódio, parece que ele só era um bom garoto em casa, um tremendo de um falso. –Não fale comigo na escola, finja que nem me conhece. Não quero nem ter que ouvir essa tua vozinha de árabe perto do meu ouvido. Estamos entendidos? –Balancei a cabeça em sinal positivo e ele subiu as escadas.
Subi contrariado logo atrás e quando estava lá em cima já ele entrou na sua sala. Caminhei até a porta da minha turma e entrei. Camila estava no mesmo lugar do dia anterior. A ruiva chegava a parecer mais bonita do que no dia anterior. Luís estava sentado também no mesmo lugar de ontem. Sentei-me entre eles.
–Bom dia galera?
–Bom dia Has. –Falou Camila virando para me fitar. –Nossa Has, o que houve com teu olho?
–Briga.
–Me deixa ver Has. –Virei encarei o loiro. –Putz, quem fez isso.
–Ahh. Não importa.
–Claro que importa. –Falou Camila.
–Somos seus amigos. –Completou Luck.
–Foi o Jonathan, ele me bateu ontem depois que discutimos.
–Não acredito, como o Jonathan foi capaz de bater em você, Has?
–Ahh, eu vou pegar esse guri. –Completou o loiro.
–Não precisa, eu já resolvi tudo. Ele não vai me importunar mais.
A professora entrou e nossa turma começou a ficar mais quieta. Era aula de literatura e eu sempre fui bem em literatura, então eu prestei atenção na aula inteira e não conversei com os meus amigos. Já estava na hora do intervalo.
–Você vai lanchar conosco, Has? –Camila me perguntou.
–Não, eu não quero ver o Jonathan, vai lá eu fico bem.
–Então lancha com agente, Has. –Falou Luck.
–Ok.
Fui junto com o Luck comprar o lanche e depois acabei indo para o final das mesas. A mesa do grupo do Luís Gustavo era a mesa rival a de Jonathan. Os jogadores de futebol, Jonathan e o grupinho dele eram rivais dos jogadores de vôlei, Luck e o grupo dele.
Sentei-me à mesa dos jogadores de vôlei e eles eram legais. Na mesa também tinha algumas garotas que eram as namoradas de alguns jogadores. Luck estava sozinho, então eu achei que ele fosse solteiro. Na mesa ao lado estavam o outro grupo e o Jonathan me encarava com muita raiva. Pelo visto, mais uma vez eu poderia ser agredido.
–Aquele garoto ainda tá te encarando? Has se quiser eu dou uma surra nele, eu e meus amigos...
–Não precisa Luck. –Interrompi o loiro. –Ele só está com raiva porque eu estou me relacionando com um grupo, ele acha que eu sou um nerd.
–Entendi. Olha lá a Camila, agarrada no pescoço dele. Às vezes eu tenho dó dela.
–Dó? Por quê?
–O Jonathan é um ridículo. Ele pega qualquer garota da escola, mas a Camila, como é a mais bonita ele namora, mas trai a ela sempre.
–Como você tem tanta certeza?
–Não seja ingênuo, Has. Amélia! –Gritou e uma garota morena e bastante bonita se aproximou de nós. –Quantas vezes você ficou com o Jonathan, antes de namorar o Vinícius?
–Nossa, muitas! Eu já fiquei com o Jonathan antes e depois dele namorar aquela ruivinha idiota.
–Valeu era só isso! –Saiu. –Viu?
–Nossa, que filho da puta!
–Vamos para sala, o sinal já vai bater. –Saímos e Jonathan continuava a me encarar. Voltamos para a sala e a aula continuou chata como sempre, dessa vez era de Geografia.
Já estava na hora de ir embora. A ruiva arrumou as coisas rápido.
–Está com pressa, Mila?
–Tenho que ir ao dentista, mas quero chegar cedo para sair mais cedo. –Saiu.
–Has... –Luck me chamou. –Quando vamos fazer o trabalho de Biologia?
–Ah, poderia ser qualquer dia, menos hoje. Minha mãe está em casa e é tão raro ela não trabalhar. Pode ser... Na sexta?
–Na minha casa ou na sua?
–Eu não conheço muito bem o bairro, então pode ser na minha? Se você não se incomodar, já que o Jonathan mora lá.
–Ahh, não tem problema algum.
–Então tá tudo certo, até amanhã Luck?
–Até Has.
Saí da sala e olhei para a porta da turma a frente. Não vi Jonathan ou ele estava dentro ou já havia saído. Continuei caminhando naquele fluxo cheio de alunos e saí da escola. Caminhei normalmente, não tinha nada melhor do que não depender de Jonathan para voltar para casa.
–Espera aê! –Virei e vi Jonathan correndo para me acompanhar.
–O que você quer?
–Quero conversar. –Falou meio ofegante.
–Eu não... –Virei e ele agarrou meu braço que raiva ele ser mais forte do que eu. Isso é terrível. Começou a me levar para um lugar que eu não conhecia e depois de andarmos por algumas ruas, chegamos a uma rua esquisita e silenciosa.
–Ótimo, vamos conversar aqui!
–Qual a parte do “Eu não...” você não entendeu?
–Porque você está no grupo dos viadinhos do vôlei? –Perguntou me ignorando.
–Ué, você disse que me quer longe de você... Eu estou longe!
–Eu não quero você com eles. –Ele apertou meu braço e eu gemi de dor.
–Que merda Jonathan, você não manda em mim!
–Fica no meu grupo amanhã, você mora comigo não pode ficar com os meus rivais.
–Me poupa tá ok! –Consegui me libertar do aperto dele e saí de perto. –Você devia se preocupar com sua namorada. Ahh lembrei que você não se preocupa já que fode as outras garotas!
Senti outro puxão e dessa vez fui ao chão. Jonathan estava sobre meu corpo quando abri os olhos. E o punho dele estava fechado e mirava para meu olho que não estava machucado.
–Me bate! Vai mete esse soco na minha cara! Dessa vez eu não vou te acobertar!
Ele ficou pensativo, saiu de cima de mim e estendeu a mão para eu levantar.
–Vamos embora!
E foi na frente como sempre, segui a ele, já que era a única coisa que eu poderia fazer. Não conhecia aquela parte do bairro. Continuamos por mais alguns minutos no mais absoluto silêncio. Depois de algumas quadras consegui achar onde estávamos já estávamos chegando em casa. Jonathan me esperou na porta e entramos juntos.
–Oi garotos, vão almoçar agora? –Falou minha mãe levantando do sofá. Ela estava assistindo um programa na Tv.
–Sim, mãe. Estou com fome, mas antes vou para o banho. –Jonathan já estava subindo as escadas. No seu rosto dava para ver que ele estava irritado.
–E você Jonathan?
–Não estou com fome, valeu!
Subi em seguida e não vi Jonathan no quarto. Imaginei que ele estivesse no banheiro. Tirei a camisa e me sentei na cama. Começou a chover novamente, aquele dia estava mesmo maluco. Chovia e depois o sol brilhava. Continuei olhando para janela até ver Jonathan ir até ela e fechá-la.
–Vai tomar seu banho e depois saí do meu quarto!
–Ok, senhor grosseria! –Me levantei e fui para o banheiro.
O meu banho sempre demorava um pouco, mas depois de me ensaboar desliguei o chuveiro e ouvi um leve choro. Imaginei que seria coisa da minha cabeça ou apenas o barulho da chuva, mas depois de um pouco tempo continuei ouvindo. Só poderia ser o loiro metido chorando. Deveria estar lembrando-se da mãe. Tentei não me importar, mas era difícil.
Quando já estava prestes a sair, não consegui ouvir mais nada.
[...]
A tarde passou rápido. Eu e minha mãe, conversamos limpamos o escritório que era incrível por dentro. Brincamos com cartas de um jogo que sempre jogávamos e assistimos TV. Em nenhum momento Jonathan saiu do quarto. Minha mãe ficou preocupada achando que ele poderia estar com fome ou ter desmaiado já que não comeu nada, mas a porta estava trancada e ela resolveu não importunar o garoto. Afinal a relação deles era difícil e estava apenas no começo.
Às sete da noite, depois que Paulo já havia chegado e tomado banho ele entrou no quarto do loiro com a chave mestra e os dois brigaram. Aquilo era complicado de se ouvir. Afinal eles eram pai e filho, acho que eles não brigavam tanto antes de eu e minha mãe chegar, mas o pai dele quis assim.
–Como foi, querido? –Paulo descia as escadas e estava com um olhar de machucado.
–Jonathan está lembrando-se da mãe, sempre é assim.
–Acho que é melhor irmos para o jantar?
–Jantar? Nessa chuva? –Me meti. Chovia pra caramba naquela noite, parecia que o céu ia desabar. Trovejava de vez em quando e o céu se iluminava com os raios.
–Filho é importante. São os negócios da mamãe. Você fica bem aqui com o Jonathan? Sem brigas?
–Vou tentar.
–Acho que ele não vai sair do quarto. –Revelou Paulo.
Minutos depois os dois se foram. O carro da minha mãe saiu da garagem e eu fiquei sozinho, quer dizer Jonathan ainda estava no quarto. Subi e vi-o deitado na cama. Coberto pelo edredom.
–Jonathan? Quer jantar? Ainda tem!
–Não, valeu! –Respondeu, mas não mudou a posição.
A campainha tocou e eu achei aquilo estranho. Será que um dos dois esqueceu as chaves e tiveram de voltar? Ia levantar da cama para atender.
–Deixa que eu atendo. –Jonathan levantou e ele estava impecável. Uma calça preta jeans incrível e uma camisa social que deixava ele com uma cara de uma pessoa que valia a pena. Desceu as escadas correndo e eu segui. –Eai gata!
–Jonathan a festa foi cancelada.
–Festa? –Perguntei me metendo.
–Oi Has. –Era Camila. Estava impecável, com um vestido preto um pouco acima dos joelhos, bem maquiada e com um cabelo bem feito.
–Como você chegou aqui sem se molhar?
–Meu pai me trouxe.
Voltei para o quarto e eles me acompanharam. Jonathan entrou seguido de Camila e eu sentei-me na cama.
–Gatinho, eu preciso usar o banheiro.
–Usa o do corredor, esse aqui o Has usa e o tempo que ele demora no banho, deve ficar se aliviando. –Ele riu e eu revirei os olhos. Como é idiota!
Ela saiu e foi para o banheiro do corredor.
–Pode sair?
–O quarto é meu também, vou ficar aqui. –Falei sem me importar.
–Não banca o idiota e sai logo!
–Já disse que não.
–Saí por bem ou por mal!
–Nenhum dos dois.
Jonathan veio até a cama e pegou meu topete com força.
–Como você é teimoso. –Me agarrou pelos dois braços e eu odiava ser mais fraco do que ele. –Agora você vai aprender a não brincar com Jonathan Maserati.
Descemos as escadas nos batendo entre a parede e o corrimão, Jonathan continuava me segurando forte e puxando meu braço. Ele abriu a porta e eu senti o ar frio da noite chuvosa.
–Que merda você vai fazer, Jonathan? –Perguntei amedrontado.
–Boa tempestade para você! –E me jogou para fora fechando a porta.
A água fria entrava em contato com a minha pele e me causava arrepios, eu continuava a bater na porta tentando o fazer voltar e abrir, mas não serviu. Andei pela rua tentando buscar um abrigo para me evitar ficar molhado, mas era em vão. Na rua tinham muitas árvores, mas ficar embaixo de uma árvore numa tempestade cheia de raios é o mesmo que tentar suicídio.
Apenas eu e minha sabíamos, mas eu sofria de asma e pegar uma chuva forte sendo asmático não é nada saudável. Andei de volta para casa ainda na esperança de Jonathan sentir o mínimo de pena de mim e abrir a porta. Olhei pela janela que estava sem as cortinas e tudo estava escuro. Jonathan deveria estar se divertindo.
Escorreguei devagar pela janela, perdendo as forças. Meus pulmões estavam fracos e eu quase não respirava. Deitei-me no chão e vi a porta abrindo. Tentei me mover, mas era impossível, meu corpo já não me respondia mais.
–Tchau Jonathan.
–Tchau gata. –A chuva já não era mais tão forte, meus olhos estavam fechados e eu quase não ouvia nada. Ouvi um carro se aproximar e logo partir. –Onde você está, garoto idiota. –Continuei me debatendo. –MERDA!
Senti meu corpo ser agarrado e levado para um lugar seco.
–Droga!
Continuava a ouvir a voz grave em uma intensidade baixa, mas dava para perceber que ele gritava. Aos trancos ele conseguiu subir a escada, eu estava encharcado. Fui jogado em cima da minha cama. Senti meu corpo ser despido devagar peça por peça. O frio voltou e um abraço forte veio. Senti minha cabeça ser encostada em um peitoral e levemente abri os olhos. Usava uma cueca preta que não era minha e eu vi o abdômen do loiro e ele ainda usava a calça. Suas mãos afagavam meus fios negros e molhados.
–Que merda que eu fiz. –Senti o pesar da sua voz e mesmo que eu estivesse um pouco consciente eu não conseguia me mexer. Era como se eu não estivesse mais no meu corpo. Meus braços foram puxados e eu fui tirado da cama, que estava meio molhada e fui para a outra. Aquele cheiro forte e másculo. Era a cama de Jonathan. Ainda abraçado e sendo afagado nos cabelos adormeci.
Notas finais
Jonathan é mesmo um monstro, nossa me irritei com o que ele fez! E vocês o que acharam?
Será que ele se arrependeu do que fez agora?
E a Gabriela e o Paulo quando descobrirem?
Vocês estão gostando do Luck? Da Camila?
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