I Hate Loving You
26 O pegador finalmente toma juízo e oficialmente juntos
Notas iniciais
"A melhor parte da vida de uma pessoa está nas suas amizades."
–Abraham Lincoln
Pov Percy
Meu celular tocou enquanto caminhava ao lado dos meus amigos até o carro de Nico. Todos nós vestíamos casacos do time e eu não poderia estar mais animado, eu precisava me divertir, essas semanas de provas tinham acabado comigo.
Atendi no terceiro toque, ciente que era a minha mãe no outro lado da linha. Ela me perguntou sobre o jogo e se eu voltaria para casa agora, disse que tínhamos ganhado e que íamos a uma festa, mas eu voltaria para casa.
Fico feliz por ter deixado a vida de pegador para trás e me lembrar disso, trouxe a lembrança de que eu não fazia mais aquilo porque nenhuma garota não podia satisfazer-me (não pensem merda) como a Annabeth me satisfazia. Não falo apenas de sexo, mas também de sentimento, afeto, paixão.
Mas seja como for, vou para me divertir e curtir. E diversão não se resume em bebidas e sexo. Diversão é você estar com pessoas que você gosta, fazendo coisas que você goste. Diversão é ter amigos e dividir momentos especiais que você não teria com mais ninguém. Diversão é ter amigos verdadeiros.
Sorri com o pensamento, mesmo sendo um cara popular na Goode (modéstia a parte) e tendo várias pessoas envolta de mim, eu conseguia diferenciar os amigos dos colegas. E posso dizer que eu tenho poucos, mas estou mais que satisfeito com eles.
Entrei no lado do passageiro no carro do Nico. Nico foi de motorista e Luke, Jason e Chris foram atrás. Eu liguei o rádio e ‘Rock n Roll all night’ começou a tocar. Nós cinco gritamos animados e começamos a cantar totalmente desafinados, rindo no meio de uma frase e outra.
É oficial, não tem ninguém mais retardado que eu quando estou ao lado daqueles caras. O percurso até a casa de Charles foi curto, porém animado. Quando chegamos à rua de sua casa, já dava para escutar a música exuberantemente alta e enxergar luzes de várias cores apontando para todos os lados.
Quando finalmente estramos na casa, diferente do que eu pensava, nós ficamos juntos. Fomos direto para um bar e como eu não estava a fim de beber fiquei de motorista para quatro marmanjos, pedi um energético. Nós bebemos, conversamos e rimos e eu agradeci a Deus por ter eles ao meu lado.
Pov Nico
Eu ainda não estava tão bêbado, tinha tomado uns dois copos de ice. Estava tão feliz com a vitória de hoje e que estava cercado de amigos que nem percebi quando Luke desapareceu.
O prazo que dei a Thalia acabava amanha, e eu torcia com todas as forças que ela aparecesse e dissesse que sente o mesmo por mim, que queria ter uma vida comigo, casar, ter filhos...
Caso o contrário, eu não sei o que fazer. O meu futuro se resume na decisão dela, e espero que ela esteja ciente disso.
–Hey Nico, você está bem cara?- Percy me perguntou, praticamente gritando por conta do som alto da música.
–Estou sim, não se preocupe!- gritei de volta- Percy, eu vou tomar um ar, tudo bem?
Ele assentiu e eu caminhei por aquele transito de gente bêbada, suada e fedida. Finalmente consegui sair da casa, indo em direção ao jardim que continha uma piscina enorme. Parei ali olhando a água cristalina e calma, encontrei meu reflexo e sorri. Eu tinha me tornado tudo o que sempre quis, graças a minha força de vontade.
Ergui a cabeça olhando as estrelas que brilhavam incansavelmente no céu azul escuro. A noite estava maravilhosa, mas ainda faltava um detalhe, como sempre.
–O céu está lindo, não é?- tomei um susto quando sua voz chegou aos meus ouvidos. Virei-me encontrando o olhar eletrizante de Thalia.
–Sim, está lindo- sorri para ela, ganhando o maravilhoso sorriso pelo qual tinha me apaixonado.
–O que está fazendo aqui fora? Você é um dos destaques de hoje, devia estar curtindo- ela parou ao meu lado e eu me virei totalmente para ela.
–Queria pensar um pouco, ter um pouco de paz.
–Pensar sobre o que, exatamente?
–Tudo. O futuro, a faculdade, o sênior year, uma certa garota em especial...- seu sorriso se alargou e suas bochechas ganharam um tom adorável de vermelho.
–Nico...-ela respirou fundo e eu me preparei para a bomba, aquilo decidiria meu futuro- eu queria começar dizendo que eu sinto muito por ter feito você esperar todo esse tempo por mim e agradecer eternamente por me esperar. Porque eu me decidi, eu quero você. Sempre quis, só fui estupida demais para não perceber isso antes.
Um sorriso enorme rasgava o meu rosto, e antes que ela pudesse dizer ou fazer algo eu a puxei para mim colando nossos corpos e selando nossos lábios.
O beijo dela é simplesmente perfeito. Tinha sabor de coco e fazia meu cérebro derreter e minhas pernas bambearem. Minha língua invadiu sua boca em um ato desesperado, era um beijo recheado de paixão, desejo, luxuria, afeto e principalmente felicidade por estarmos finalmente juntos. Finalmente um ao lado do outro.
Quando nossos pulmões imploraram por ar, nós nos separamos arfantes. Os olhos azuis eletrizantes, que eu tanto amava, estavam límpidos e com um brilho magnifico. E só de pensar que esse brilho estava ali por minha causa fez meu coração dar piruetas de felicidade.
Encostei nossas testas e esfreguei meu nariz ao dela. Um gesto tão besta, mas que me fazia sorrir. Então decidi acabar com tudo isso de uma vez e concretizar tudo aquilo.
–Eu realmente queria fazer esse pedido com um buque de rosas na mão ou um anel em mãos, mas como fui pego de surpresa e sei que você odeia essas coisas terei de fazer assim mesmo- sussurrei bem baixinho- quer ser minha namorada, senhorita Grace?
O sorriso em seu rosto ampliou e ela soltou uma risadinha baixinha por causa do meu pequeno e humilde discurso.
–Com toda certeza, senhor Di Ângelo- sorri com a pequena brincadeira e ali eu soube o que fazer do futuro.
Pov Annie
Eu acabei não indo à festa de Charles. Porque não estava com cabeça pra isso e não suportaria ver Percy agarrando outras garotas e também por causa do Will, tinha combinado com ele de ir ao cinema logo após o jogo.
Nesse exato momento estava dentro de uma sala gelada, sentada em uma poltrona com um dos braços de Will em volta dos meus ombros e assistindo ‘Vizinhos’.
O filme era engraçado, mas eu não conseguia sorrir, nem soltar uma risada se quer. Apenas pelo fato de que aqueles não eram os braços certos e que aquele não era o cara certo, de modo algum.
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