I Hate Loving You
27 O quase casal mais cagado do ano
Notas iniciais
“Às vezes eu queria que o tempo parasse, ou fosse mais devagar.”
–Gabriella Montez
Pov Annie
Cheguei à escola mais cedo que o normal. Uma fina camada de chuva molhava levemente meus cabelos e meu rosto. Enquanto caminhava pelo estacionamento em direção ao prédio da Goode, pensava em quanto as coisas haviam mudado esse ano. O quanto eu tinha mudado esse ano.
E agora metade desse ano tinha voado o feriado de Natal seria mês que vem, e também o tão esperado (por mim) 2015.
Aquele era o nosso ano, o ano de amadurecer e fazer umas das mais importantes escolhas de toda a vida: a faculdade. E tinha passado tudo tão rápido, ás vezes eu queria que o tempo parasse, ou fosse mais devagar.
Cheguei à porta principal do prédio e a abri. Estava tudo quieto e vazio, e olha para aqueles corredores me fez ter vontade de chorar. Eu tinha apenas míseros seis meses ali. Lembro-me do dia que pisei pela primeira vez aqui, a dois anos atrás e tudo mudou.
Um nó formou-se na minha garganta só de pensar que teria de deixar Thalia, Piper, Bianca, Rachel, Clarisse, Nico, Luke, Will...Percy. Pensar nele era doloroso demais, eu me imaginava no baile de formatura ao lado dele. Mas nem tudo que ser quer se tem.
–Senhorita Chase?!- a voz da orientadora Deméter entrou em meus ouvidos.
–Senhora Deméter- sorri educadamente.
–O que faz aqui tão cedo?- ela sorriu de volta.
–Minha mãe teve de sair em uma viagem mais cedo e como eu não consegui mais dormir peguei uma carona com ela.
–Ah, tudo bem. Venha, vou lhe entregar seu boletim- gelei. Deuses, eles não entregariam semana que vem?
–An, senhora, vocês não iriam entregar na semana que vem?
–Ah sim, sim. Mas o Sr D pediu para que nós nadiantássemos as coisas no terceiro ano. Por causa das faculdades e tudo mais... — ela dizia aquilo enquanto me acompanhava até a secretária.
–Entendi- realmente, algumas faculdades pediam as notas do primeiro semestre no Senior Year.
Quando chegamos à secretaria, Deméter entrou em uma porta de madeira que se encontravam os arquivos escolares de todos os alunos. Comecei a suar frio, precisava ter notas perfeitas nesse bimestre isso garantia minha ida para Stanford.
Deméter apareceu alguns minutos depois com um papel em mãos. Era isso, aquilo decidiria tudo. Ela o entregou para mim com um sorriso no rosto, peguei-o com as mãos tremulas e o abri.
Pov Percy
–AAAAAH MEUS DEUSES!- sai correndo que nem uma mula pelos corredores, gritando mais do que tudo.
Eu tinha certeza que as pessoas me encaravam como se eu fosse louco, mas eu estava pouco me fudendo. Precisava achar Nico, agora.
Eu quase cai no chão quando o vi em um corredor a direita e fui virar. Eu derrapei legal.
–NICO!- gritei. Todo mundo calou a boca e parou para me olhar, Nico estava no meio do corredor em frente ao seu armário conversando com Thalia, sua recente namorada.
Ele me olhou espantado, assim como minha prima. Corri até eles, ignorando todos que me encaravam.
–Pelos Deuses Perseu, o que aconteceu?- Nico disse quando eu cheguei em frente dele- ei, vocês, não tem nada para fazer não?
Todos que nos encaravam voltaram a fazer o que estava fazendo. Estendi o papel que estava na minha mão para ele.
–Isso aconteceu- disse entre lufadas de ar. Thalia levou as duas mãos a boca e Nico arregalou os olhos.
–Meus Deuses, hoje vai chover!- exclamou Thalia- parabéns, Cabeça de Algas!
E me abraçou apertado. Retribui o abraço de bom grado, ela se separou de mim e Nico voou em cima de mim, me abraçando também. Foi meio gay, mas eu não estava nem aí para nada. Eu tinha passado no semestre sem pegar nenhuma recuperação, minhas notas estavam tão altas que chegava a assustar.
–Nico, valeu cara. Eu não o que seria de mim sem você- isso foi muito gay.
–De nada Percy, amigos são para isso- ele deu tapinhas nas minhas costas e se separou.
Eu não consegui tirar o sorriso do rosto.
–Acho que alguém gostaria de saber disso também- disse Thalia passando um braço pela cintura de Nico. Fiz cara de idiota, não entendo o que ela quis dizer.
–Como é lerdo, Deuses- exclamou Nico- Annabeth, Percy. Acho que ela gostaria de saber.
Annabeth. O nome me fez ter arrepios. Era o nome que eu não tirava da cabeça de jeito nenhum.
–Esqueceu que eu e elas não estamos nos falando?- disse um pouco triste.
–Acho que está na hora de vocês fazerem as pazes. Aliás, já passou da hora. Toma- Thalia me estendeu uma rosa vermelha- dê á ela. Nico me deu, mas ele sabe que não gosto dessas coisas.
Peguei a rosa e assenti. Eu ia me virar para ir atrás dela e percebi que não sabia onde ela estava, virei-me para perguntar mas Thalia foi mais rápida.
–Ela está atrás do ginásio- agradeci e segui ao local indicado.
Meu coração estava mais acelerado do que quando eu jogava basquete, borboletas brincavam no meu estomago, comecei a suar frio e tremer.
Eu tinha que resolver isso, eu iria.
Pov Annie
–Annabeth...- Will estalou os dedos na minha frente, despertando-me dos meus pensamentos.
–Sim?
–Você está estranha, muito estranha- ele disse fazendo uma carinha de preocupação.
–Não, estou não- menti.
–Sim você está- ele pegou minhas mãos e as segurou- você está pensando nele, não é?!
–Em quem?- fiz cara de desentendida.
–Você sabe quem. Acha que eu não percebo Annabeth, o jeito que você olha para ele, o jeito que fala dele, o jeito que seus olhos brilham quando alguém menciona o nome dele. Acha que eu não percebo?
–Eu não sei do que você está falando.
–Percy, Annie. Eu sei que você gosta dele.
–Do que você está falando, Will?- eu disse nervosa.
–Você gosta dele, não gosta?- engoli o seco e me preparei para contar a maior mentira da minha vida inteira.
–Não. Percy para mim não é nada Will. Eu gosto de você!
–É ótimo ouvir isso- me assustei quando escutei a voz dele poucos metros atrás de mim. Virei-me a tempo de ver Percy com uma rosa e um papel na mão.
–Percy...- não deu tempo de completar, ele saiu correndo. Largado a rosa e o papel no chão. Virei-me para Will com os olhos marejados.
–Vai, não deixe ele escapar Annie. Tudo o que eu quero é sua felicidade- ele me deu um beijo na testa e foi embora.
Corri até a rosa e a peguei, juntamente com o papel. Abri-o e arregalei os olhos, era o boletim dele. E Deuses, que notas. Sorri orgulhosa dele.
Mas logo dobrei-o e corri atrás dele. Agora eu faria a coisa certa, eu não vou deixar ele escapar, não de novo.
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