I Hate Loving You
29 Nada é normal com eles...
Notas iniciais
“Você não esquece o rosto da pessoa que representou sua última esperança.”
–Katniss Everdeen
Pov Percy
A campainha tocou, encerrando o jogo. Saímos correndo pela quadra comemorando. Tínhamos passado para as finais. Várias pessoas vieram nos cumprimentar. Não poderia estar mais feliz. Mas, bem, ainda faltava alguma coisa, e ela estava caminhando em minha direção.
Annabeth. Depois daquele dia em que nos declaramos e quase pegamos uma hipotermia, nós entramos em um relacionamento, bem, como posso dizer...
Complicado.
Nós nos beijávamos, e fazíamos outras coisas também. Erámos exclusivos. Mas não erámos namorados. Não que eu não queira.
–Belo jogo- puxei-a pra mim pela cintura, antes que ela pudesse completar a frase- calma garanhão, temos a noite toda...
–FESTA NA MINHA CASA HOJE!- gritou Luke.
–Bom, tínhamos...- completou ela.
–Eu acho que não vou- murmurei.
–Nem eu- ela suspirou. Dei um beijo em seu nariz.
–Preocupada?
–Um pouco- ela sorriu minimamente- acho que devíamos fazer alguma coisa, não?!
–Claro, você vai lá pra casa, comer pizza e assistir filme comigo, amorzinho- ela riu. Dei um selinho rápido nela e disse para me esperar no estacionamento.
Corri para o vestiário, tomando um banho rápido e trocando de roupa, rapidamente. Quando sai, o ginásio estava vazio, sem nenhuma pessoa. Claro, Perseu tem uma festa, acha mesmo que esse bando retardados ia ficar aqui?
Andei em passos rápidos em direção ao estacionamento. Se me atrasasse mais um segundo Annabeth iria me matar, e não queremos o assassinato do homem mais gostoso da face da Terra não é?!
Annabeth estava encostada no meu carro mexendo no celular, e tinha tomado um banho também. Usava uma calça jeans clara, uma regata branca e o meu casaco do time, linda.
–Sabia que esse casaco ficou bem melhor em você?- Annabeth ergueu os olhos e sorriu.
–Sério?- fiquei bem na sua frente, a prensando levemente no carro.
–Sério- então tomei seus lábios para mim. Minha língua invadiu sua boca com violência, o desejo me consumindo mais e mais. Annabeth correspondeu o beijo da mesma forma, apertei sua cintura levemente e tive o prazer de escutar um gemido abafado sair de seus lábios.
Suas mãos se infiltraram dentro na da minha camisa, arranhando minha barriga. Foi a minha vez de gemer.
–Vamos mesmo fazer isso em um estacionamento?- perguntou ela quando eu ataquei seu pescoço.
–Se for com você não importa o lugar- sussurrei em seu ouvido, escutei ela suspirar e sorri contra seu pescoço, o atacando novamente.
Annabeth puxava meus cabelos em curtos intervalos de tempo, abri a porta de trás do carro, a fim de deita-la ali. Mas o meu celular me impediu.
–É bom ser importante- murmurou Annabeth.
Tirei meu telefone do bolso, e o atendi sem olhar quem era.
–Alô?
–Filho?
–Oi, mãe- Annabeth suspirou, mas logo depois sorriu maliciosamente, ah esse sorriso não.
–Onde você está?- Annabeth começou a beijar meu pescoço, quase deixei escapar um gemido, mas logo me lembrei de que era a minha mãe no outro lado da linha.
–Estou...na escola- gaguejei, a loira apertou minha ereção e eu gemi, droga.
–Percy? Está tudo bem?
–Tudo...ótimo- quase deixei escapar outro gemido, Annabeth tirou o seu (meu) casaco e levantou a regata na altura dos peitos, que estavam nus. Deuses.
–Tem certeza?- Annie voltou a apertar minha ereção e levou minha mão direita ao meu seio, revirei os olhos. Não posso gemer, não posso gemer.
–Tenho- consegui dizer com convicção.
–Tudo bem, venha logo para casa, tá?!- apertei o seio de Annabeth com mais força. Ela gemeu de dor e de prazer.
–Tá- desliguei, não sei se iria aguentar conversar mais com minha mãe sem gemer.
Annabeth sorria maliciosamente e tinha abaixado a regata, fuzilei-a com o olhar a prensando de volta no carro em seguida.
–Eu te odeio- rosnei, fazendo aquelas palavras não terem significado nada.
–Você me adora- sussurrou ela, colocando suas mãos nas minhas bochechas- e o sentimento é recíproco.
–Tem razão- sorri- mas vai ter volta.
–Ah, eu sei que vai ter- com isso entramos no carro e dirigimos em direção a minha casa.
Pov Thalia
A música ia ficando para trás à medida que caminhávamos para longe da casa de Luke. Eu não estava bêbada, nem Nico. Não tínhamos colocado uma gota de álcool na boca.
Em certa hora da festa, resolvemos sair para andar pela cidade. Eram exatamente 2:30 da manhã.
–Pra onde vamos?- perguntei, abraçando meu corpo.
–Tem uma lanchonete aqui perto que eu tenho certeza que está aberta- respondeu, abraçando meus ombros.
Acompanhei Nico até a tal lanchonete. Quando chegamos pude ver que várias pessoas se encontravam ali, mesmo sendo de madrugada.
Escolhemos uma mesa e sentamos, uma garçonete veio nos atender.
–O que vão querer?- perguntou ela.
–Eu quero um misto quente- respondeu Nico- e você Thals?
–O mesmo.
–Bebida?
–Duas cocas, por favor- Nico sorriu agradecido para a garçonete e ela saiu para pegar os nossos pedidos.
–E então, já sabe que faculdade vai fazer?- perguntei. Nico coçou a cabeça demostrando claramente que estava nervoso.
–Não, estou em duvida. E você?- a verdade é que eu também tinha sido aceita em Princeton, e na Universidade de Nova York e na Duke.
–Não- respondi. Eu estava claramente confusa, não sabia o que fazer, Annabeth iria para Stanford, Rach iria para Oxford, Pips iria para Yale, todas as minhas amigas se distanciariam de mim. E bom, Nico, deve ter sido aceito em outras faculdades, também.
–Já recebeu alguma carta?- perguntei.
–Vamos, por favor, parar de falar sobre faculdades. Pelo menos por hora- Nico pegou minha mão por cima da mesa- vamos aproveitar nosso ultimo ano, vamos viver cada momento juntos.
–Desculpe- respondi envergonhada.
–Espera, eu fiz você corar?- ele disse maliciosamente. Dei um tapa no braço dele- ai Thals.
–Cala a boca, Di Ângelo.
Ele soltou uma gargalhada alta e eu sorri com isso. Nico mexia comigo de uma maneira inexplicável. Era incrível.
–E o casal 20? Deu certo?- Nico perguntou, enquanto a garçonete colocava dois copos de coca em cima da nossa mesa.
–Annabeth me disse que eles estão ficando, mais são exclusivos.
–Eu não entendo, eu sei que o Percy é lerdo e tudo mais. Mas, porra eles se amam.
–Nada com eles é normal, baby.
–É o que parece, não é?!- rimos.
Eu adorava estar com ele, por mais que não queira admitir isso em voz alta. E eram esses pequenos momentos que eu guardaria para sempre na minha memória.
Como lembranças do ultimo ano.
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