I Gotta Go My Own Way
5 Capítulo 5 a lembrança mais dolorosa
Notas iniciais
A lembrança mais dolorosa
Hyoga e Shun estavam sem palavras. Como iriam contorna a situação já que a expressão do moreno dizia: falem algo que eu mato vocês! O menor sabia o quanto o irmão era ciumento e protetor, o que o deixava totalmente desconfortável pra começar uma explicação.
– Ikki...eu... eu.. – mesmo não conhecendo o temperamento do mais velho o loiro resolveu fazer um esforço, afinal, não poderia esconder pra sempre. Mais cedo ou tarde eles teriam que ter essa conversa.
– Para de gagueja e falar logo de uma vez – esbravejou o mais velho.
– Certo! – o loiro suspirou – eu gosto do Shun e quero namorá-lo.
– Você sabe o que esta dizendo? – Ikki estreitou os olhos para Hyoga na tentativa de intimida-lo.
– Sim eu sei – falou o loiro firme, não tinha medo de Ikki e queria muito ficar com Shun — não sou nenhuma criança e seu irmão também não.
– É, Ikki... – Shun segurou na mão do loiro a fim de fazer o mais velho entender — Hyoga e eu nos amamos – Ikki trinca os dentes diante a afirmativa d o irmão. Olhou ambos incrédulo.
– Se amam é? — Ikki segurou o braço de Shun e o puxou pra perto de si — Shun acorda você não saber o que é amor, você é só uma criança, não pode saber o que é isso.
– Ikki, por favor... – Hyoga viu Shun ser praticamente forçado pelo irmão a fica do lado dele.
– Por favor, nada – Ikki estava possesso. Quem aquele garoto metido pensava que era? — isso é culpa sua – acusou trincando o dente — eu quero deixa claro que você não vai usar meu irmão como bem entende.
– Você esta me julgando errado – Hyoga tentava de acalmar o irmão raivoso.
– Sei! — disse o moreno sarcástico — escuta aqui, eu quero que você... fique bem longe do meu irmão – advertiu o moreno
– Mais Ikki... – Shun sabia que o irmão não iria ouvir o loiro, mais quem sabe se ele tentasse.
– E quanto a você, quando chegarmos em casa conversamos – disse e saiu arrastando Shun. Hyoga resolveu segui-los.
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– Não acha que eles estão demorando? – indagou Milo chegando perto do ruivo preocupado.
– Acho! Estava pensando em ir procura-los – Camus havia terminado de ajudar Degel e Shaka a arrumarem as coisas. Enquanto isso Ikki tinha ido busca Hyoga e o irmão, mas, ainda não tinha voltado, e já começava a ficar escuro.
– Ah, lá vem eles – informou o loiro avistando Ikki, Hyoga e Shun, o ultimo, vinha sendo praticamente arrastado pelo primeiro, enquanto o segundo vinha meio desconcertado.
– Vocês demoraram – comentou Camus. Ikki passou por ele parecendo que estava prestes a matar um – o que aconteceu? – perguntou a Hyoga que se aproximou com o olhar um pouco triste.
– Nada de mais pai – disse dando um suspiro pesado ao ver os irmãos se afastar – eu gostaria de conversa com o senhor quando chegarmos em casa? – pediu. Camus sorriu-lhe calmamente.
– Pode! Agora, vamos que esta ficando tarde – e todos foram embora.
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Na manhã seguinte, Hyoga foi procurar Shun nos estábulos. Àquela hora ele estaria junto do irmão, e ir procura-lo seria o mesmo que assinar sua sentença de morte, mas, ainda sim, precisava ver o menor. Nem que fosse só de longe.
Ao aproximar-se dos estábulos, avistou Shun sozinho, então, resolveu se aproximar.
– Bom dia – desejou ao outro sorridente
– Hyoga... O que esta fazendo aqui? – Shun se assustou ao ver o loiro ali em menos de vinte horas de ameaça
– Vim te ver – disse abraçando o menor
– Se meu irmão te pegar aqui – Shun retribuiu o abraço. Havia se apegado demais a Hyoga e com certeza não conseguiria ficar longe dele
– Eu sei! mais eu precisava te ver – falou e beijou o menor com saudades.
– Shun – a voz de Ikki se fez presente
– Meu irmão... – sussurrou, e afastou-se de Hyoga – por favor, Hyoga volte pra dentro da mansão – pediu ao loiro. Seu irmão ainda estava muito zangado, e não queria que as duas pessoas que mais importavam pra ele brigassem.
– Não! – ditou convicto — eu quero falar com seu irmão – Hyoga estava serio. Queria ficar com Shun e se pra isso tivesse que enfrentar uma fera como Ikki, pois, que esse não fosse o problema.
– Shun – Ikki chamou novamente
– Agora não é o momento – disse nervoso.
– Se continuar assim, nunca será Shun – volveu o loiro ao menor. Não arredaria o pé dali ate que o moreno aceitasse que ele e seu irmão se gostavam.
– Shun cadê você? – a voz de Ikki estava mais perto e Shun estava se desesperando
– Escute, mais tarde eu te encontro pra agente conversar. Quem sabe conseguimos achar uma saída pra essa situação. Mais por enquanto, evite confrontos direto com meu irmão, por favor — pediu Shun.
Hyoga mirou o olhar desesperado do menor e resolveu acatar por instantes.
– Certo! Mas, prometa que ira me encontra mais tarde.
– Prometo! – disse Shun
– Então já vou indo – deu um beijo no Shun e saiu. O virginiano foi de encontro ao irmão, e Hyoga pra dentro da mansão.
Quando entrou em casa deu de frente com seu pai!
– Hyoga... O que foi que eu lhe disse?
– Mais pai...
– Mais nada Hyoga – volveu Camus – já conversamos sobre isso.
OooO
Na tarde anterior, quando voltaram pra casa, Hyoga acompanhou o pai ate o quarto dele, pois queria conversa sobre o que havia acontecido e o mais velho havia concordado.
– O que houve? – indagou Camus fechando a porta atrás de si
– Estou apaixonado pai – disse o garoto. Camus arregalou os olhos
– Como? – Camus foi pego de surpresa – por quem?
– Pelo Shun! – Hyoga sentia-se envergonhado, não tinha coragem para olha nos olhos de seu pai. Não pelo que sentia, mais é que o loirinho sempre achou seu pai frio e nunca tinha se habilitado a conversar esse tipo coisa com ele.
– Não faça isso Hyoga – Camus chegou próximo ao filho – não se iluda desse jeito.
– Não é ilusão pai, tenho certeza do que sinto! – confirmou Hyoga agora olhando seu pai.
– Você já esteve apaixonado antes? – Camus estava achando aquela situação ridícula. Hyoga não entedia nada vida, então poderia sim, está confundindo as coisas.
– Não – disse o loiro baixinho
– Então? como pode ter certeza do que sente? – Camus viu o menor olhar novamente o chão – escute Hyoga você é muito novo, não entende muita coisa, além do mais, se tem certeza do que sente então mate essa paixão enquanto é tempo e não se tornou algo mais forte, afinal vamos embora daqui a duas semanas e tanto esse garoto quanto você vai sofrer com isso.
– Como pode me pedir algo assim pai? – os olhos de Hyoga passaram a derramar lagrimas e Camus sentiu-se mal com isso, mais era melhor assim.
– Acredite Hyoga é para o seu próprio bem – Camus viu o filho sair correndo e chorando em direção ao quarto. Assim que teve certeza de Hyoga realmente estava no quarto, voltou ao seu e fechou à porta, deixando em fim seu corpo escorregar – é para o bem dele! – repetiu. Cansado, decidiu-se por ir dormir.
OooO
– Não pai! Você impôs algo, entretanto, eu não disse que aceitaria – Hyoga havia passado a noite quase toda em claro e já tinha decidido, não iria voltar para paris junto com o pai.
– Você não tem querer Hyoga – ditava Camus firme — aceitando ou não é o que vai acontecer
– Você não pode fazer isso pai. Não pode me pedir pra mata meus sentimentos! – Hyoga tentava controlar a voz, não seria doido de gritar com o pai. Tinha que levar em conta que, seu tio mal saíra do hospital
– Hyoga você mesmo disse que é paixão, ou seja, isso passa! mais cedo ou mais tarde passa – Camus tentava colocar juízo na cabeça do filho – e como eu disse antes, só temos mais duas semanas aqui.
– E se o senhor me deixasse aqui? – indagou o loiro. Mesmo sabendo que era impossível.
– Enlouqueceu Hyoga? – o ruivo não estava acreditando no que o mais novo estava lhe pedindo
– Não pai! Eu não enlouqueci, só quero ficar ao lado do Shun – disse Hyoga vendo que aquela conversa não iria dar em lugar nenhum.
– Hyoga isso é paixão juvenil, quando voltarmos pra França você nem vai lembrar que esse garoto existe.
– Será mesmo pai? – Hyoga havia cruzado os braços.
– Hyoga eu não quero mais falar sobre isso – disse Camus autoritário – aproveite o tempo que ainda temos aqui e despeça-se desse garoto.
– Eu não vou fazer isso pai – disse ficando de costas para o mais velho. Já estava sentindo as lagrimas escorrerem de seus olhos – eu não vou matar meu coração como o senhor matou o seu – Hyoga saiu correndo ante que pai pudesse responder de uma maneira nada desejosa pelo o loiro
– Hyoga... – Camus viu seu filho sair correndo e suspirou pesadamente.
– Acho que você terá problemas – volveu Kardia que, junto de Degel e Milo escutaram a conversa entre pai e filho.
– Deixe-me falar com ele Camus – pediu Milo. Sabia que parte do sofrimento do loirinho era por culpa dele, afinal, foi ele que os apresentara e, mesmo que não fosse, Camus iria arranja um jeito de culpa-lo.
– Milo – advertiu Degel, todavia, o loiro não o escutou.
– Por favor, sei que posso convencê-lo ou ao menos tentar faze-lo mudar de ideia em ralação a ficar aqui – Milo viu Camus olhar-lhe com desagrado.
– Vai mentir pra ele também? – o ruivo não estava de bom humor. Hyoga o desobedecera e ainda por cima o desafiara, definitivamente, não estava com vontade de aturar Milo.
– Eu não preciso mentir para convence-lo – o loiro que antes estava na escada, havia descido e agora, estava bem próximo a Camus, e com ar serio – só por que errei no passado, não quer dizer que vou erra novamente.
– Parem com isso – ordenou Kardia vendo que os dois estavam aponto de se pegarem – Milo vá ver se você consegue acalma-lo – o loiro mais novo prontamente obedeceu.
– Kardia... – Camus estava abismado, seu irmão nunca tomou partido na briga entre ele Milo.
– Calado Camus – ordenou o mais velho — se esqueceu de que sou tio do Hyoga ou esta me tirando esse direito? – Kardia sempre ficava com aquele jeito intimidador, quando contrariado.
– Não é isso
– Então é o que?
– Nada, não vou discutir com você – volveu o ruivo mais novo.
– Ótimo! – Kardia entendida o irmão, todavia, aquela desunião já estava passando dos limites – então deixe que Milo fale com ele.
O ruivo fechou os olhos buscando paciência em seu intimo.
– Ok! Mais nem pense que vou deixa ele sozinho com Hyoga – ditou e saiu atrás dos loiros.
– Não vá interferi no que ele estiver fazendo – gritou Kardia em advertência.
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Milo encontrou Hyoga perto das arvores que tinha nos fundos da fazenda. Era um local onde se encontrava todo tipo de arvores frutífera, e o garoto estava encostado ao tronco de uma. Sentado, com os joelhos dobrados junto ao corpo, seus braços apoiados no mesmo, sustando sua cabeça, seu olhar perdido.
– Ai esta você – Hyoga assustou-se com voz do loiro.
– Ah... É você Milo – disse acamando-se.
– Esperava que fosse quem? Seu pai? – indagou vendo o garoto sorrir.
– Por um instante... sim! – voltou a mirar o longe
– Posso sentar ao seu lado? – indagou. O garoto era bem mais receptivo do que o pai.
– Pode... – não estava com animo pra conversa, entretanto, sabia que o loiro ao seu lado sabia ser irritante quando queria.
– Sabe Milo, não sei por que meu pai não gosta de sentimentos – disse quebrando o silencio que se instalara entre ambos – por diversas vezes ele chaga a ser frio.
– Não culpe seu pai Hyoga – falou Milo – sabe, ele nem sempre foi assim! Se agora o é, é por que...
Milo suspirou pesado.
– É por quê? – incentivou Hyoga
– Por nada Hyoga – desconversou — o que estou querendo dizer é que, seu pai nem sempre foi assim.
– Então me conta Milo, por que ele mudou – pediu Hyoga praticamente pulando em cima do loiro – quem sabe assim eu possa entendê-lo melhor.
Milo olhou de um lado para o outro tentando, queria ter certeza de não havia sido seguido por Camus, afinal da ultima vez levara um sermão e tanto do seu irmão. Ficou aliviado ao ver que estava sozinho com Hyoga.
– Conte-me Milo – inqueriu Hyoga novamente
– Promete que não vai tocar nesse assunto com seu pai Hyoga? – indagou um pouco receoso, não tinha certeza e devia ou não contar ao loirinho a sua frente.
– Prometo Milo, mais me conta – pediu Hyoga.
– Bom... Tudo começou assim...
OooO
Camus e Milo estavam com dezesseis anos e estudavam na mesma escola. Naquele ano em partícula, ficaram na mesma sala.
– Estou muito feliz por poder fica ao seu lado Camus – Milo sentou-se na carteira ao lado do amigo — esse ano será por tempo integral – sorriu ao dizer isso.
– Aturar você por um ano inteiro e em tempo integral, isso vai ser muito divertido – tinha muito sarcasmo na voz do aquariano.
– Que bom que gostou Camus – o loiro sorriu e o ruivo suspirou.
O aquariano gostava muito da companhia do amigo, no entanto, às vezes, Milo se tornava um pouco inconveniente. Mentira! Milo era muito inconveniente. Mesmo assim, gostava da presença do amigo, e sentia que gostava ate demais.
Já tinha notado seu interesse pelo o escorpiano. O sorriso de Milo era contagiante e acolhedor para si, falava com muitas pessoas na escola, mas, nenhum era como Milo.
Já estava no final do semestre e ele e Milo era uma dupla praticamente imbatível, também, Camus fazia todos os trabalhos que eram destinados à dupla.
O aquariano só tinha a Milo como amigo de confiança, por isso, sempre o queria como dupla, o que irritava alguns colegas, pois eles achavam que, Camus só escolhia Milo por pertencerem à mesma classe social. E que o ruivinho, não gostava de si misturar com os demais que não eram importantes assim.
Milo por outro lado, se dava bem com todo mundo, sempre brincava ou fazia piadas. Muitos estudantes não entediam como duas pessoas tão diferentes eram tão amigas.
Ate que um dia, tudo mudou...
– Olá Milo! – chamou um aluno da mesma sala.
– Olá mascara como vai? – o nome do garoto não era esse, mais o apelidaram assim, pois ele gostava de tortura os alunos novos e nerds. Andava sempre em grupo de quatro, por isso mesmo, Milo estranhou estarem somente dois ali.
– Preciso da sua ajuda para um evento importante – disse com um sorriso que Milo conhecia muito bem.
– O que você esta aprontando mascara? – Milo dava o mesmo sorriso quando ia aprontar alguma
– Na próxima semana começa a feira de interclasse da escola. Nesse evento, todas as salas devem apresentar culturas de um país – informou o menino.
– E o tem isso? – Milo não estava conseguindo acompanha o raciocínio do outro
– Nossa sala ficou com o Japão...
– Ainda não estou entendendo!
– Se você me deixar concluir você vai entender... – mascara era esperto e iria fazer Milo ajuda-lo a derrubar o francês do pedestal, claro, sem que o mesmo soubesse – nas escolas japonesas quando ocorre esses tipos de festival, é preparado uma sala na qual no decorre do evento os alunos declaram seu amor a pessoa amada e...
O canceriano deixou que um sorriso escapasse de seu lábios.
– Transam... – falou o outro aluno que fazia parte do grupo de mascara, era o maior que deles e chamava-se Shura.
– E onde esta a graça nisso? – francamente, Milo não achava graça nenhuma no que mascara estava falando.
– Como onde esta a graça nisso? Por acaso você não gosta de transar Milo? – perguntou o tal do Shura
– Não é isso imbecil, o que estou dizendo é que, não há graça nenhuma preparar uma sala para outras pessoas se divertirem – volveu Milo irritado. Ainda não tinha capitado a mensagem, fosse ela qual fosse.
– Mais não são só os outros que vai se divertir Milo – o sorriso de mascara não tinha tamanho — nos também vamos – o moreno passou o braço pelos os ombros do loiro.
– Como? – Milo estava curioso, mascara não estaria propondo que ele ajudasse em algo que não valesse a pena.
– Vamos prepara a sala para os patetas usarem como bem entenderem. O que eles não vão sabe é que, vão estarem sendo filmados – mascara disse e viu sorriso de Milo se abrir diante a traquinagem.
– Só vão saber um dia depois da formatura do ensino médio. Mais precisamente no baile – concluiu Shura
– Vai mostrar pra todos da escola? – indagou Milo já imaginado a cara do pegados
– Sim pra todos da escola – concluiu o aluno
– Mais tudo que vai pra feira de interclasse é vistoriado – Milo viu o plano perfeito ter uma falha crucial, seriam pegos antes de concluírem a armação.
– No dia anterior, não no dia da apresentação – o maior já tinha ido bem preparado.
– Então vamos colocar as câmeras no dia da apresentação? – Milo queria ter certeza de todos os detalhes
– Sim! Alguns de nos enrolam os professores, enquanto, os outros colocam as câmeras – informou o braço direito de mascara — e ai tá dentro?
– Sim estou – confirmou o garoto sorrindo com igualdade
– Só não conte ao seu amigo Camus, ou ele pode nos delatar – pediu Shura.
– Não se preocupe, Camus não saberá de nada, só que no dia vou manda-lo ficar longe da sala – ditou loiro, com certeza salvaria o amigo
– Faça-o ficar longe da sala, só não conte sobre o plano – advertiu mascara.
– Certo – concordou o escorpiano. Um sorrido de orelha a orelha podia ser visto em seu rosto – mais tem outra coisinha, como vamos fazer nossas vitimas usarem as salas?
– Através de mensagens de celular que serão enviadas, somente no dia, claro! – mascara sabia do espirito do amigo pra se meter em confusão, e era com isso que estava contando. Se Milo parasse pra pensar nas coisas, veria que aquilo não era coisa boa – mais alguma pergunta? – como recebeu uma negativa de cabeça saiu com Shura em seu encalço prometendo de se encontrarem dois dias ante da apresentação
– Você acha que ele vai usar a sala? – indagou Shura quando já esta longe de Milo
– Tenho certeza, pois vamos incentiva-lo a isso – mascara tinha um sorriso diabólico no rosto. Era mais que evidente, Milo era desesperadamente apaixonado por Camus, e com o incentivo certo o ruivinho iria ficar sabendo disso.
Na semana seguinte...
– Vamos embora Milo? – como os dois sempre iam juntos Camus chamou o amigo.
– Hoje não vou poder ir com você Camus, tenho uns assuntos pra resolver – disse Milo adorando ver à cara de desanimo que o amigo fez.
– Que assuntos Milo? – o ruivo tinha visto o amigo conversando algumas vezes com mascara e não gostava que Milo se metesse com ele, não era boa companhia, e amigo poderia se dar mal.
– É segredo Camus, não posso de contar agora, mais posso te dizer que é uma surpresa para o baile – disse o loiro com um sorriso enorme
– Milo toma cuidado tá? – pediu Camus, já ate imaginava que tipo de surpresa era, e com certeza tinha cheiro de armação.
– Não se preocupe — Milo pegou suas coisas deu um beijo no rosto de Camus e saiu, antes de sair ditou — se cuida e ate amanhã...
– Ate – o ruivo estava terrivelmente vermelho, sempre ficava sem jeito quando o amigo fazia algo do tipo.
Milo encontrou mascara e seu grupo perto de uma sala que ficava próximo ao ginásio, e dessa vez estavam todos lá Mascara, Shura, Aioros e Kanon e mais um acompanhante extra, Saga também estava.
– Só faltava você – disse mascara vendo o loiro chegar.
– Não falta mais – disse olhando o tanto de coisa que os outros trouxeram. Tudo que se usavam nas festividades japonesas — e como vamos fazer para as camas
– Saga conseguiu umas duas macas da enfermaria! Como ele estagia lá, o diretor cedeu – informou Aioros.
– E ele não desconfiou de nada? – Milo ficou intrigado.
– Não! por sorte, sou um mentiroso caprichoso – Saga tinha um sorriso brilhante no rosto.
“pra ver, quando é pra fazer armação, todo santo conspira” pensou o loiro.
– E o que você disse? – o escorpiano quis saber.
– Que riamos usar as macas para massagens – informou o geminiano.
– Não é bem pra massagens que vamos usar, mais não deixa de ser relaxante não é – Kanon sorriu cumplice para o irmão – além do mais, vamos esta ajudando muitos casais.
– Por que? – indagou Shura
– Por que quem declara o seu amor em uma sala como esta, ficara com seu amado ou amada pra sempre – informou Kanon
– Pra sempre? – interessou-se Milo
– É você não sabia? – indagou Saga
– Não! – respondeu.
– Mais isso só vale se fizer a pessoa transar com você – disse mascara, logo percebeu o interesse contido de Milo.
– Serio? — perguntou Milo sem demonstrar interesse
– Serio! Por isso, amanhã mesmo vou usa-la com uma pessoa que gosto muito – mascara deu o golpe fatal
– Mais você também vai ser filmado – preocupou-se Milo
– Não Milo, só vamos colocar as câmeras depois de amanhã, se não vamos ser pegos, então se quiser pode usar a sala.
– Vou pensar nisso – disse Milo
– Cada um tem horário pra usar, você pode usar depois da aula que será o horário em que ela estará livre – informou e apressou-se em terminar de aprontar o local – vamos.
No dia seguinte na hora do almoço, Milo foi confirma com mascara se tudo estava pronto e se a ideia havia sido aprovada pelo comitê. Ficou muito feliz ao recebe uma afirmativa de mascara
– Vê se não esquece Milo, se for usa a sala tem que usar ela ainda hoje, amanhã não vai dar – disse mascara.
– Certo – disse e voltou pra sala assim que o sinal tocou.
Milo passou o restante das aulas pensando. Havia ficado na duvida se lavava ou não Camus na sala, afinal, poderia ficar com ele pra sempre se funcionasse, mais também poderia perder a amizade do mesmo pra sempre se não fosse correspondido. Shura entrou na Sala com um sorriso de orelha a orelha.
– Deu certo – cochichou Shura assim que passou pelo loiro, ele era o ultimo da lista a usar a sala, então, Milo decidiu arrisca, mais esperaria todos do grupo irem embora.
Depois do término das aulas, o loiro enrolou ate todos irem embora, e quando restou somente ele e Camus na sala, decidiu que era hora de agir.
– Vamos Milo — Camus chamou o amigo mais uma vez – meus pais vão ficar preocupados.
– Camy, liga pra eles e diz que vai ficar um tempo comigo, eu gostaria de te mostrar um lugar – pediu o loiro.
– Que lugar Milo? É longe daqui? – Camus estranhou, ultimamente o loiro sempre andava correndo de um lado para o outro com mascara e sua turma, e sempre que ele perguntava, Milo dizia o mesmo, é uma surpresa para o baile.
– É uma surpresa – disse o loiro sorrindo.
– Surpresa...? – Camus não gostava muito de essa palavra vir da boca do amigo.
– Tudo bem, se você não quiser ir – Milo sabia muito bem como convencer Camus, afinal, era anos de amizade. Sabia que uma carinha aqui e outras ali, faziam ao amigo sempre serio.
– Esta certo Milo, eu vou, mais tem que ser rápido – Camus deu-se por vencido, não sabia dizer “não” ao amigo. Ligou para os pais informando que iria chegar um pouco mais tarde, que não se preocupassem, pois estaria na companhia de Milo.
O escorpiano levou Camus ate a sala, rezava para que seus sentimentos fossem correspondidos. Quando se vira apaixonado pelo amigo, decidiu guarda esse sentimento dentro de si, não queria afastar o francês, todavia, estava ficando cada vez mais difícil, pois, os irmãos dele e de Camus tinham um caso, bem escondido, mas, ainda sim, um caso.
– Que lugar é esse Milo? – perguntou Camus. O lugar parecia mais um quarto, com uma cama improvisada por uma maca, alguns lençóis decorando a mesma, e outro separando a outra maca.
– É a sala de massagem da nossa turma – informou Milo, sabia que Camus era muito observador e, não deixaria de fazer isso com o local.
– Nossa Milo, que legal! – disse o ruivo — fez isso tudo sozinho?
– Claro que não, tive ajuda do mascara e a turma dele – disse sentando em uma das macas.
– Mais você disse que estava fazendo uma surpresa para o baile.
– E estamos! À surpresa pra faculdade é outra!
– Ora, então por que me trouxe aqui? – Camus tinha gostado do local, seria uma boa que, durante o festival, os alunos tivessem massagens grátis.
– Por que eu preciso muito te contar uma coisa – Milo tinha as faces coradas.
– E o que seria? – perguntou virando-se para o amigo, foi em direção ao mesmo ao notar suas faces extremamente vermelhas – acho que esta com febre Milo, seu rosto está vermelho! – disse aproximando-se mais, para examinar melhor o rosto do amigo.
– Não Camus, não estou com febre! – disse Milo puxando o amigo de encontro a si e o abraçando possessivamente
– O... Que... Esta fazendo? Milo... – Camus sentia seu coração saltar forte no peito, havia ficado totalmente sem ação ao sentir os lábios de Milo pressionar os seus.
Um beijo leve e sem malicia foi trocado, Camus estava um pouco confuso e sem noção, sentiu seu corpo amolecer e faltar forças em suas penas, estava gostando das sensações que estava sentido. Ainda não podia acreditar que no o loiro estava fazendo, mesmo assim, abriu a boca, queria sentir melhor o contato que a boca de Milo estava proporcionando-lhe. O beijo se tornou algo mais quente, mais molhado. Minucioso, o escorpiano enroscava a língua na dele, sugava-lhe os lábios de forma meticulosa. Todavia, a falta de ar, deu seu veredicto e as bocas foram separadas.
– Eu te amo Camus – declarou Milo.
Os olhos de Camus dançaram sobre as safiras do escorpiano.
– Eu... Eu.. Também te amo Milo – rebateu o aquariano.
E Milo voltou a beijar Camus com ardor e o mesmo não fez objeção nenhuma, o ruivo tinha consciência do que aconteceria e não fez nada pra intervi.
OooO
– Que dizer que você e meu pai...
O escorpiano suspirou...
– É Hyoga, seu pai e eu transamos naquele dia – o peito de Milo doía ao lembrar-se da historia — eu achava que seu eu não o levasse para cama, nos nunca ficaríamos juntos.
Hyoga era um menino esperto, já havia notado pelo desenrolar da historia que, Milo tinha feito burrada, e o acreditar nos outros, acabou metendo os pés pelas mãos. Já tinha conseguido a declaração de seu pai, por que não se contentou só com isso?
– Milo... Você foi muito idiota... – declarou o mais novo
– É...! – declarou o loiro fechando as mãos na terra — no entanto, o pior aconteceu depois — Milo tornou a lembrar-se.
OooO
Camus e Milo combinaram de irem juntos ao baile, não convidariam nenhuma garota, pois, queriam ficar um com o outro. Havia se declarado, e combinaram que, assim como seus irmãos, iriam esconder ate em quanto desse. O que Milo não sabia era que, a noite estava apenas começando, e o seu pesadelo também...
Quase no final da festa, Milo viu mascara subir em cima do palco improvisado.
– Olha Camy, já vão anunciar o rei e rainha do baile – Milo chamou o ruivinho para ficar perto de si. Sabia que não era bem isso que eles iriam anunciar, mas, queria ver de perto.
O escorpiano tinha um sorriso de orelha a orelha, só não fazia ideia de que, também seria vitima, e que perderia uma conquista valiosa.
– Senhoras e senhores – começou o italiano – antes de anunciarmos o rei e rainha, queremos mostrar uma coisa muito empolgante – mascara e sua turma tinha preparados um enorme telão, a desculpa...? Mostrarem fotos de coisas que aconteceram no decorrer do ano, como se fosse uma retrospectiva. Os professores concordaram, disseram que a ideia era perfeita — na escola muitos de vocês consideram-se melhores que outros – o retornou a falar — mais no final, só tem um único objetivo e aqui esta ele.
As fitas gravadas no dia da feira da interclasse foram mostrada e muitos estudante ficaram pasmos, como puderam cair em truque tão besta?
– Milo... – chamou o aquariano — por favor, me diz que isso não é a surpresa que vocês andavam fazendo? — perguntou Camus já se desesperando, pois também tinha indo à sala.
– não posso negar Camus, essa era a surpresa – confirmou ao outro – mais não se preocupe... – Milo ia explicar que no dia anterior, as salas não estavam com câmeras, no entanto, o italiano voltou à fala.
E agora o grande final, não se preocupem, todos os que foram mostrados aqui não sabiam que estavam sendo filmados. Só queríamos mostrar que uma pessoa não é tudo o que mostrar ser, e que assim como vocês, também pensa em foder ou... ser fodido – Shura que estava cuidando da iluminação colocou a mesma na direção de Camus e Milo que estava junto – Milo você é simplesmente demais, nunca imaginamos que você faria o senhor certinho perder a linha. Olha virei teu fã!
– Pare mascara – Milo desesperou-se, sabia o que estava prestes a ser mostrado. No entanto, se viu impossibilitado de fazer alguma coisa.
Mascara mostrou a todos o vídeo que fora gravado no dia anterior ao interclasse, todos os estudantes olharam na direção “dos amigos”. Camus viu seu chão sumir no momento em as imagens apareceu no telão, olhou pra Milo e um pedido mudo para que o mesmo o acordasse, pois aquilo só podia ser um pesadelo.
Milo viu o peso do olhar do seu amor sobre si, mas, infelizmente, não tinha palavras naquele momento, fora pego de surpresa tanto quanto ele, a diferença é que, ele sabia o que aconteceria no dia do baile, Camus não!
OooO
– Quer dizer que, se não fosse isso... Se isso não tivesse acontecido, você e meu pai... – o loirinho que não sabia o que falar naquele momento. O que seu pai havia passado tinha sido horrível.
No entanto, ele e Shun não tinham culpa. E de um modo ou de outro, arrumaria uma maneira de convencê-lo, o que por Shun era mais que paixão, pois agora sabia. Se estivesse na pele de Milo, não aguentaria.
– Talvez! – Milo colocou a mão no queixo como se estivesse avaliando a situação — mais ai, você não teria nascido.
– Mas, meu pai seria feliz... – os olhos de transpareceram mais tristeza.
– Seu pai é feliz Hyoga! – o mais novo levantou uma sobrancelha – do jeito dele, mas, é! Ele tem você... – Milo suprimia uma tristeza sem tamanho — não se culpe Hyoga, o que aconteceu entre mim e seu pai, é culpa inteiramente minha. Você foi... Não, você é a salvação dele.
– Milo por que você não tenta falar com meu pai?
– Eu tentei Hyoga – o aquariano viu o escorpiano abaixar a cabeça e conter um soluço.
OooO
Fazia duas semanas que Camus tinha chegado à França, foi difícil, mas, com a ajuda de seu irmão, ele conseguiu fazer com que sua mãe aceitasse que ele viesse estuda medicina cirúrgica na França.
Não era uma matéria que ele queria estudar, mas, sua mãe o convenceu. Caso ela não vivesse o suficiente para salva Kardia, ela incumbiu essa missão a Camus e o mesmo aceitou sem reclamar.
Embora tentasse apagar o que aconteceu não conseguia. Tanto que assim que as aulas da faculdade começaram, Camus conseguiu fazer um amigo... Shaka Lysten!
O virginiano era um indiano bolsista. Tinha ganhado uma bolsa e por isso estava ali, Shaka se mostrou um bom amigo, entretanto, Camus já não conseguia acredita em ninguém, não estava forte ainda.
Milo ao saber onde o amigo estava, viajou na tentativa de falar com ele. Qual não foi à surpresa que Camus teve ao chegar e encontra-lo ali. Em sua sala de visitas, esperando...
– O que estava fazendo aqui? – indagou grosseiro. O escorpiano estranhou, Camus estava agressivo, nunca o vira daquele jeito.
– Vim falar com você, me explicar... – tentou falar. Camus não quis saber, chamou logo a segurança para retira-lo dali.
– Veio mentir novamente? – os olhos do aquariano tinham lagrimas! Lagrimas que expressavam raiva, ódio, magoa.
– Não...! – volveu o escorpiano desesperado, queria contar, explicar-se, mais o aquariano não estava dando brecha – se você me deixar explicar, vai ver que foi tudo um mal entendido.
– Mal entendido? Você sabe o que você fez Milo? Você me destruiu! Por favor, vai embora, eu não quero mais te ver! – Milo fora arrastado para fora da mansão pelos os seguranças, no entanto, antes de sair, escutou quando Camus falou – não venha mais aqui! Eu não quero mais falar com você, sua voz me dá asco Milo, você me dá nojo. Não quero te ver nunca mais
.
OooO
Agora Hyoga entendia por que o pai era daquele jeito... Frio... Distante! Se algo não lhe fazia bem, ele simplesmente exterminava! Agora, sabia como agir, sabia que bater de frente com o aquariano mais velho não ia ajudar muito.
– Obrigado Milo – agradeceu ao loiro, o escorpiano levantou o olhar e Hyoga viu que ele tinha lagrimas.
– Por que? – perguntou tentando enxugar as que caiam.
– Por me ajuda a entender meu pai – Hyoga tinha um pequeno sorriso no rosto – por que esta chorando Milo?
– Porque eu dói Hyoga – disse tentando se conter – lembrar do passado dói! Todas as besteiras que eu fiz, a dor que eu vi nos olhos do da única pessoa que mais amei e ainda amo, dói muito.
– Você ainda ama meu pai? – perguntou. Milo deu um pesado sorriso
– É claro que sim! Amor é um sentimento que não se acaba Hyoga, quando você ama uma pessoa, você a ama pra sempre! E ouvir seu pai me falando aquelas coisas, doeu muito sabia?
– Então por que você não falar com ele? — indagou
– Eu já te disse, eu já tentei! – respondeu Milo.
– Tô falando agora – explicou o garoto — temos duas semanas aqui, por que você não tenta fazer a diferença agora?
O escorpiano sorriu fraco.
– Não sei se eu tenho forças – sussurrou o escorpiano. Já tinha parado de chora, achava muito bom o que o mais novo estava tentando fazer, mas...
– Então vamos fazer o seguinte, eu te ajudo a reconquistar meu pai, e você me ajuda a convencê-lo a me deixar aqui, o que acha? – propôs ao mais velho
– Concordo! – Milo se levantou – agora vamos, seu pai deve está preocupado — saiu com Hyoga lhe acompanhando, nem notaram quando, alguém desceu da arvore e saiu correndo na direção oposta.
Continua...
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