I Gotta Go My Own Way

2 Capítulo 2 tristezas e convivencias


Tristezas e convivências – parte um!

A família Katelie era uma das famílias mais importantes da Grécia, mesmo tendo origem francesa, era na Grécia que residia o patriarca da família.

Laurence Katelie era um francês de alto porte, possuía olhos azuis, pele clara e cabelos ruivos que iam ate o ombro, o senhor Katelie era um juiz criminalista de extrema importância e, estava prestes a conceder uma sentença que levaria um poderoso chefão do crime a passa o resto dos seus dias na prisão quando sofreu um atentado. Levou um tiro certeiro na altura do peito, foi levado às pressas para o hospital enquanto a inteligência procurava pelo culpado da tentativa de homicídio.

No hospital constaram que o estado do juiz era delicado e precisava ser operado as pressas, a cirurgiã plantonista fez a operação e salvou a vida do juiz, depois de acorda o senhor Katelie quis conhecer sua salvadora, foi quando aconteceu do juiz apaixonar-se logo de primeira pela mulher que salvou sua vida.

Annalice era uma mulher muito bonita, tinha longos cabelos loiros e pele morena, olhos verdes e uma estatura media, chamava atenção por onde passava, era uma cirurgiã muito respeitada e competente e foi por essa mulher que o juiz se apaixonara perdidamente.

Laurence persistira muito ate Annalice dizer que aceitava casar-se com ele e depois de dois anos de casamento optaram por crescer a família, e ai se abateu a primeira tristeza do casal, pois Annalice não poderia ter filhos a menos que se submete-se a um tratamento rigoroso e foi o que ela fez.

O tratamento já durara cerca de três anos e ambos já estavam perdendo as esperanças quando veio a noticia que Annalice traria uma criança ao mundo! Qual não foi felicidade dos futuros papais quando receberam essa noticia.

Depois do nascimento a criança recebeu o nome de Kardia e a família seguia feliz, pois, Laurence ainda era um respeitado juiz e Annalice uma conceituada cirurgiã e agora tinham um herdeiro.

Kardia aos cinco anos era uma criança traquina sempre explorando, sempre se metendo em confusões sempre indo ate o limite ate que uma de suas traquinagens lhe rendeu um braço quebrado foi quando a segunda tristeza veio pra família. Foi descoberto que Kardia tinha leucemia e depois de mais alguns exames descobriu-se também que o herdeiro da família Katelie tinha uma outra doença, uma arritmia cardíaca não identificada.

Os pais do garoto passaram a cuida mais dele, pois, a cada consulta os médicos não davam esperança aos pais, sim a leucemia era curável era só acha um doado compatível, mais a arritmia como eles não conseguiram identificar o que era, ficava mais difícil acha uma cura.

Imensas seções de tratamento e fisioterapias foram feitas, Kardia tinha consultas periodicamente a cada quinze dias, depois passou a ser todas as semanas ate que por conta de um sangramento ele teve que ser internado. Agora Annalice tinha um problema como explicaria a Kardia que era uma criança ativa que ele não poderia mais fazer extravagancias.

O pai de Kardia também não sabia o que fazer, transferir o filho pra um hospital na França o mais rápido possível era o certo a se fazer. No entanto, ainda tinha coisas a resolver, precisava pedir transferência dele e de Annalice sem contar que assim que achassem um doador teriam que leva-lo pra França. Passagem não era problema, o problema seria convence uma pessoa que já estaria fazendo o favor de doar uma medula a sair do seu país e um doador de órgão então nem se fala um órgão pra sair de um país para o outro é um processo muito delicado então eles teria que arrisca muita coisa.

Depois de quase três anos de luta uma luz brilhou para a família. Annalice descobriu-se novamente gravida, os deuses ouviram suas preces e lhe mandara outra criança, e essa era saudável, pois, fora concebida sem intervenção medica.

Kardia já tinha completado seus oitos anos e dois anos antes seus pais tinham conseguido transferência para França e foi na primeira semana de fevereiro que seu irmão menor nasceu.

Kardia agradeceu aos céus por voltar pra casa quase um ano depois, mais Kardia ainda se sentia desconfortável, pois antes da doença eles moravam na Grécia e agora seus pais o levava para a mansão de paris.

Quando Camus completara cinco anos e a saúde de seu irmão se estabilizara a família voltou para Grécia e agora tanto Kardia quanto Camus sofria, pois o sangue do grego tinha que ser drenado e o doador para tal feito era o ruivinho.

E assim o tempo passou e os irmãos continuaram nessa mesma jornada ate algo de ruim acontecer com Camus na escola e o mesmo se mudar permanentemente para França sem da qualquer explicação para família, somente Kardia sabia do ocorrido, pois foi o mesmo que convencera a mãe a liberar o irmão para que este viajasse.

Sempre que Kardia precisava Camus se destacava da França para Grécia, mais não se demorava muito, para o francês quanto mais longe estivesse da Grécia melhor pra ele, tanto que, no dia do casamento do seu irmão com Degel o mesmo deu uma desculpa, pois não queria estar presente, não queria encontra com seu carrasco.

Quando Kardia escreveu-lhe dizendo ia mora em uma fazenda junto com Degel o irmão estranhou, pois, segundo os médicos Kardia era alérgico ao cheiro que certos animais liberavam tanto que mesmo Camus prometendo que manteria longe sua mãe nunca o deixara ter um cachorro.

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Já fazia uma semana que Camus estava na fazenda onde o irmão morava com o marido. Sempre vinha visita o irmão, por que mesmo depois de tantos anos os médicos ainda não descobriram que tipo de arritmia seu irmão possuía, no entanto, deram uma opção para a família. O primogênito – no caso Kardia — teria que fazer uma transfusão de coração e enquanto não arrumavam um doador compatível, Kardia precisava do seu sangue.

Camus andava sozinho pela fazenda, ia em direção ao seleiro, pois amava cavalga tanto que o irmão já mandara separar e selar um cavalo pra ele. O coração do ruivo se encontrava dolorido, era difícil olhar Milo e não se lembrar do que ele fizera.

– Senhor Katelie, aqui esta seu cavalo! – Camus andava tão distraído que se assustou com o gesto do rapaz estender-lhe as rédeas do cavalo.

– Quem é você? – perguntou Camus tentando acalmar seu coração que batia descompassado, nunca tinha visto aquele rapaz ali por isso se assustou.

– Chamo-me Ikki Amamiya e sou o cavalariço senhor – respondeu a pergunta do novo patrão sem pestaneja – desculpe se o assustei, não foi minha intenção! Seu irmão pediu que eu preparasse um cavalo para o senhor.

– Obrigado Ikki – disse o francês um pouco ruborizado, afinal, por distração sua se assustara e o rapaz ainda fora cortes ao pedir desculpa – você viu onde foi meu filho? – indagou o ruivo

– Sim ele saiu de manhã cedo com meu irmão e o senhor Milo – respondeu o moreno.

– Você não é um pouco jovem pra trabalhar – perguntou Camus prestando atenção no rapaz que lhe entregara as rédeas do cavalo, ele era mais baixo que si, possuía um ar jovial e demonstrava pelo olhar muita força e sofrimento, tinha pele morena e os cabelos negros a arrepiados.

– Tenho que criar meu irmão senhor, quero poder dar a ele o que eu não tive! – disse com seriedade.

– E você estuda Ikki? – o ruivo não entendia por que queria saber sobre aquelas coisas bobas. No entanto a partir do momento em que o rapaz havia dito que queria dar ao irmãos caçula tudo o que ele não tivera, Camus pode perceber que eles não eram tão diferentes assim, pois ele apesar de não ser o mais velho ele queria pode dar ao irmão sua saúde.

– Não senhor – respondeu o moreno.

– Mais saber ler ou escrever? – indagou o ruivo

– Um pouco – Ikki não entendia por que o patrão estava querendo saber algo tão sem importância, afinal, ele cuidava de cavalos não precisava ser doutor pra saber algo assim.

– Desculpe incomoda-lo Ikki – pediu Camus vendo que o rapaz estava ficando desconfortável com as perguntas – poderia me dizer para que lado meu filho, seu irmão e o senhor Kyrrillo foi?

– Sim... eles foram para o lado da cachoeira logo depois da trilha da ribanceira – informou o moreno, o ruivo não gostou nada de saber que Milo andava com seu filho embrenhado pelo meio do mato.

– Obrigado Ikki – agradeceu e saiu cavalgando em direção ao riacho.

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– Eu acho que eles estão levando bem essa historia de trégua – comentou Kardia que estava sentado na cozinha fazendo companhia ao marido.

– Pois eu acho que a teimosia deles está fazendo eles se machucarem mais – falou Degel que estava encostado na bancada da pia com uma xicara na mão, vendo pela pequena janela o cunhado se afastar cavalgando.

– É! quando será que eles vão perceber que de um modo ou de outro se amam e só estão sofrendo? – perguntou Kardia admirando os pequenos gestos do marido.

– Não sei – respondeu Degel colocando a xicara na pia e direcionando o olhar pra Kardia, notando logo em seguida o modo que era observado — O que foi? – Degel ruborizou não gostava quando Kardia o olhava daquele jeito, o ruivo se sentia vulnerável e terrivelmente frágil.

– Nada só estava me lembrando da primeira vez que vi você – Kardia se levantou e foi em direção ao ruivo – você lembra você estava consolando meu irmão que estava chorando muito por que não havia ganhado um cachorro – o loiro deixou-se encostar ao corpo do marido e abraçou-lhe pela cintura, descasando a cabeça no ombro do mesmo.

– E você, segurando o meu irmão para que ele não terminasse de arruinar a festa de aniversario do seu irmão... Hum... – Degel gemeu baixinho ao sentir os dentes do marido arranhar de leve a pele do seu pescoço – Kardia – murmurou o nome do amante ao senti a mãos atrevidas apertar-lhe as nadegas – eu tenho um almoço pra fazer.

– Eu ajudo – sussurrou e deu chupão no pescoço alvo do aquariano que se arrepiou – vou fechar a porta não quero ser interrompido – Kardia deu um beijo no ruivo e foi fechar a porta da cozinha.

OooO

– Aceita uma bebida – perguntou Kardia. O grego havia levado o convidado ruivo para um local mais discreto pra poderem conversar melhor

– Sim aceito! – o escorpiano chamou um garçom que estava próximo e fez o pedido, o empregado muito eficiente trouxe uma garra de uísque dois copos e gelo.

– Obrigado! – o grego dispensou o empregado e serviu seu acompanhante. ambos entraram em um jardim alto.

– Então você é o primogênito do juiz Katelie? – perguntou Degel solvendo um pouco do liquido do copo.

– Sim! — respondeu desgostoso. O problema para os filhos do senhor Katelie era que ninguém sabia seus nomes, mas, se falassem nos herdeiros do mesmo então todos sabiam quem eram.

– Qual o problema? – Degel viu o desconforto se instalar no rosto do outro.

– Não inte... Quer dizer... Nenhum só não quero falar sobre minhas raízes – disse o escorpiano.

– Ok, você quer falar de que então? – perguntou inocentemente tornando a beberica sua bebida.

– Pode ser de você – disse Kardia sem constrangimento algum, claro, se arrependeu logo em seguida vendo o ruivo engasga-se com a bebida.

– Acho que não entendi – Degel tentava se recompor, mais estava terrivelmente corado.

– Ok – Kardia sorriu — vamos fazer assim, você fala um pouco de você e eu falo um pouco de mim assim ninguém fica constrangido – o loiro sorriu com afirmação encabulada do ruivo — você é daqui mesmo da Grécia? – indagou o loiro vendo a confusão interna do ruivo.

– Não – respondeu baixo – sou francês, mais Milo é grego somos irmãos somente por parte de pai.

– Legal, eu e Camus somos filhos do mesmo pai e da mesma mãe mais temos pátrias diferentes – informou Kardia bebendo um pouco mais – eu sou o grego e o ruivinho chorão é francês.

– Não o chame assim – repreendeu o outro – ele deve esta triste por alguma coisa por isso esta chorando.

– Sim ele esta triste por que não pode ganhar um cachorro – disse Kardia um pouco desconfortável com isso.

– Por que não? – estava curioso, por que uma criança na idade de Camus não tendo ninguém pra brincar por certo poderia ganhar um cachorro.

– Eu tenho alergia a cheiro e a pelo de animais, também tenho insuficiência respiratória – respondeu Kardia.

– Entendo – disse Degel sem se abalar – onde você estuda? – perguntou tentando mudar de assunto.

– No Sanctury school e você? – Kardia estava encantado com o francês nunca vira alguém tão bonito, chegou mais perto do seu acompanhante vendo o mesmo ruboriza ainda mais.

– No mesmo lugar que você, mas, eu nunca te vi por lá – respondeu recuando.

– É que eu só vou nos dias de prova – respondeu como se estivesse se lembrando do porque de não frequentar a escola normalmente – estudo por intercambio já que não posso tomar muito sol.

– Entendo! Em que ano esta? – perguntou tentando aliviar a tensão que estava sentindo por ser encurralado. Recuara tanto quanto o outro avançara e agora estava encostado na parede de folhas atrás de si e o outro ainda tinha espaço de sobra pra avança.

– Sou quase um universitário – quanto mais Kardia se aproximava mais o ruivo ficava vermelho fato que o escorpiano achava adorável e se o outro não estava fazendo nenhum movimento brusco era por que talvez sentia-se a vontade com seu avanço – e você? – perguntou deixando uma distancia mínima entre eles

– Também e você quantos anos tem? – Degel tentava enrolar e já não tinha mais ideias do que fazer, achava o jovem a sua frente muito bonito e atraente mais detestava se sentir acuado.

– Dezesseis e você? – Kardia quebrou a distancia restante ficando bem de frente a Degel, mais sem toca-lo.

– Também – Degel viu o loiro se aproxima perigosamente de si e olhou para seu rosto, péssima ideia, pois assim que as esmeraldas se encontraram com as safiras o ruivo paralisou e passou a falar palavras desconexas as perguntas que lhe eram feita.

– Também o que? – Kardia estava achando divertido o jeito encabulado do ruivo

– Também tenho dezesseis – Degel se sentia hipnotizado com os olhos de Kardia sobre si

– Você esta vermelho – comentou tocando o rosto do francês a sua frente.

– Estou nervoso – Degel se arrepiou com o contato inocente do outro, a mão do Grego era quente e macia.

– Por quê? Não se sente a vontade? – perguntou passando o indicador pelos lábios do ruivo, vendo o mesmo entreabri-los pra senti mais do contato e fecha os olhos, Kardia sentiu uma fisgada no baixo ventre com a simples visão que o rapaz estava lhe proporcionando.

– Não é que eu não me sinta a vontade, é que... – tentou explicar ainda sentindo a pressão que aqueles olhos tinham sobre si – é que eu... bem..

– Shiii – Kardia pôs um dedo sobre os lábios de Degel – talvez isso ajude a esclarecer certas coisas – o loiro não esperou o ruivo assimila a frase a situação, encostou os lábios nos do ruivo sem fazer pressão pra que ele não se assustasse e o empurrasse se assim fosse de sua vontade.

Degel sentiu os lábios do outro encostar no seu, mais não sabia o que fazer! já havia beijado algumas garotas mais nunca outro homem, seu coração estava prestes a sair pela boca, era claro o sinal de que Kardia queria que ele fizesse algo, mais o que?

O grego percebeu que o ruivo estava em um conflito interno então resolveu ajuda-lo a tomas uma atitude. Abraçou-o pela cintura fazendo seus corpos colarem de vez, a mão que outrora estava acariciando o rosto passou para a nunca o que fez o corpo do ruivo estremecer, o que Kardia pensou ser um ótimo sinal, Degel sentiu-se ser puxado mais, abriu a boca pra reclamar e Kardia aproveitou a oportunidade pra escorregar a língua pra dentro de sua boca e quando deu por si estava correspondendo ao beijo imposto pelo outro.

O beijo começou calmo, a língua de Kardia explorava a boca de Degel com afinco, o ruivo passou as mãos pelo pescoço do loiro, o que o escorpiano tomou como sinal de que poderia aprofundar a “situação”, Degel gemeu ao senti o beijo passar calmo para vorás e as mãos de Kardia passearem por suas costas numa leve caricia de vai e vem. Os corpos imediatamente começaram a esquentar, as línguas travarem uma deliciosa batalha, a situação estava indo bem ate o cérebro avisar sobre a falta de oxigênio para o mesmo e os dois separam as bocas.

Ambos podiam senti os corações descompassados, mais não queriam se separa Kardia ainda abraçava Degel pela cintura e o mesmo ainda tinha os braços envoltos no pescoço do Greco.

– Espero que tenha sido esclarecedor – brincou o grego tentando normaliza sua respiração.

– Muito – Degel deixou a resposta escapar em um murmúrio.

– Se ele não entendeu com isso não sei o que você terá que fazer pra ele poder entender – ambos escutaram a v oz de Milo logo em seguida a luz de um flash os cegou momentaneamente.

Kardia e Degel se soltaram e viram as figura de Camus e Milo logo na entrada do jardim, obvio que Milo correu assim que viu os dois se afastarem.

– Aquilo era... – Degel ainda estava entorpecido pelo beijo e estava com o pensamento lento, não estava nem conseguindo formular uma frase direito.

– Sim! era uma câmera – disse Kardia e viu o ruivo se desesperar e sair correndo atrás do irmão, o loiro não perdeu tempo e foi ajudar o ruivo a captura o diabinho loiro deixando um Camus muito confuso na entrada do jardim

OooO

Camus cavalgava com pressa, queria ter certeza que Hyoga estava bem, não gostava nada da ideia de seu filho estar se apegando ao loiro “traidor”! Assim que as ferias começaram Hyoga já foi fazendo birra por que iria pra casa do tio e agora que conhecera Milo o loirinho mudara totalmente de ideia em relação a visitar o tio e Camus temia que o menino sofresse com a separação, afinal, eles só iriam passa um mês pela fazenda. Sem contar que ele achava que Milo seria uma péssima influencia para seu filho.

“Milo” — Camus suspirou. toda vez que se lembrava do grego sentia uma vontade enorme de mata-lo e uma tristeza profunda abraçar seu coração e sua alma.

Depois de algum tempo chegou ao local onde Ikki havia lhe informado, avistou três cavalos amarrados a uma arvore e escutou risadas acompanhadas pelo som de algo caindo dentro d’água.

Amarrou o cavalo junto aos demais e andou sorrateiramente pra perto do rio, quando chegou perto o suficiente viu algo do qual não gosto Hyoga e Milo só de cueca sendo que o ultimo estava “explorando” o pescoço de seu filho. Viu também uma garota dentro d’água mais não se importou muito com ela, tudo o que lhe interessava era que Milo estava “deflorando” seu filho e ele iria processa-lo por isso.

– O que pensa que esta fazendo? – indagou o ruivo anunciando sua presença – você não acha que ele é muito novo pra você Milo?

– Camus – assustou-se o grego com o olhar do outro sobre si — Espere ai o que você esta insinuando? – o loiro não gostara nada da intenção da pergunta feita a si.

– Que você é um pedófilo sem vergonha – Camus aproximou-se o suficiente e puxou Hyoga pra trás de si

Pedófilo eu, você pegou pesado – Milo não gostou da acusação

– Ele só tem quinze anos e você já passou dos trintas – volveu Camus – o que deixa claro pra mim a intenção de pedofilia sem contar que ainda tem uma garota dentro da agua.

– Espera pai, não é nada... – Hyoga tentou explicar mais o ruivo estava zangado

– Calado Hyoga! quando chegarmos em casa nos conversamos — Hyoga se encolheu diante do olhar do pai – vista sua roupa e vamos embora – o loiro olhou pra Milo como se perguntasse se ele iria ficar bem

– Tudo bem Hyoga, pode ir vou ficar bem – o menino saiu sendo acompanhado pelo outro que estava dentro da agua deixando os adultos a sós – é isso que você pensa de mim Camus, que eu ando por ai deflorando criancinhas? – indagou o loiro assim que se viu a sós com o ruivo.

– E não é? – a voz sarcástica do ruivo deixava claro que ele estava com muita raiva

– Não! – Milo sabia que não era hora de começar uma briga, pois o ruivo não ia entender seu lado, por isso achou melhor acalma-lo primeiro – Camus eu não faço essa coisas e você sabe disso.

– Eu sei Milo? – o grego recuou diante da forma como o ruivo perguntara aquilo – tudo o que eu sei é que você me destruiu, mais eu não vou deixar que faça isso com Hyoga – o tom do ruivo era agressivo, no entanto, Milo não deixou-se abalar.

– Camus o que aconteceu entre a gente... – Milo não ia tocar nesse assunto ate ter uma boa oportunidade de encerra-lo de vez, mas, como o aquariano deu brecha ele resolveu aproveitar.

– Nunca! Nunca aconteceu nada entre a gente Milo – o ruivo detinha sua voz em som normal, mas, estava notavelmente alterado – o que aconteceu foi que você me enganou, me usou e depois me ridicularizou na frente de todos.

– Não pode se fingir de vitima pra sempre – Camus perdeu o foco do pensamento ao escutar aquilo, sentiu o peito doer mais ainda – eu sei que eu errei mais...

– NÃO! – gritou o aquariano. Deu um pequeno sorriso, Milo sabia o que aquele gesto significava, depois de tanto tempo Camus não tinha mudado tanto assim – eu não quero saber, você não precisa me explicar nada – a voz era arrastada de ódio. Sim, ódio era o que Camus sentia naquele momento.

– Não quer saber, por que, você tem medo de descobrir que pode estar errado! – atacou Milo e passou a sonda-lo, mais Camus não era burro sabia o que o grego estava fazendo e tratou de se afastar.

– Não quero você perto do Hyoga quando eu não puder ver – volveu o aquariano se retirando daquele local, deteve-se ante de chegar próximo a trilha que levava de volta a ribanceira olhou pra traz e disse – vou te processa se o fizer.

– As pessoas mudam camy – disse o grego vendo os olhos do ruivo se estreitarem de raiva.

– Acho que você não! – saiu mais perturbado daquele lugar do que quando chegou, quando alcançou os cavalos viu que Hyoga e a outra garota que estava com ele já estavam de montaria pronta.

– Quem é essa garota Hyoga? – perguntou vendo o olhar magoado do filho para consigo.

– O nome dele é Shun e ele não é uma garota pai, ele é irmão do Ikki – disse Hyoga com receio de que o pai quisesse faze algo contra Milo por culpa sua. não escutara o que o loiro dissera sobre as sanguessugas e acabou sendo vitima de uma, Milo só estava tentando ajuda-lo a se livra do bichinho nojento.

– Ah então você é o irmão do jovem cavalariço – perguntou Camus montando em seu cavalo e voltando junto com os meninos pra casa.

– Sim – confirmou o menor — o senhor conheceu meu irmão?

– Sim o conheci hoje de manhã. Como eu ainda não tinha tido a oportunidade de cavalgar ele foi muito gentil em arrumar um cavalo pra mim – respondeu Camus.

– Quando voltaram pra fazenda deixaram os cavalos nas estribarias. Shun foi ajuda o irmão e Camus e Hyoga entraram na casa, assim que entraram deparam-se com Kardia e Degel que vinham descendo as escada com os cabelos molhados e enormes sorrisos bobos.

– A cavalgada já acabou? – indagou Degel soltando-se do marido

– Já –(pai e filho) ambos responderam seco.

– E como foi? – Kardia ficou com receio de pergunta mais precisava saber o que não agradava ao irmão e ao sobrinho.

– Desgastante – respondeu Camus – me deixa ver! – pediu vendo que Hyoga coçava incessantemente o local que antes Milo estivera “explorando”.

– Deixa pai, deve ser algo insignificante – disse o garoto pondo a mão no pescoço tentando impedir que o pai visse

– Bem eu vou preparar o almoço – disse Degel

– Almoço? – Camus e Hyoga se assustaram com o que escutaram, pois já passava das onde da manhã.

– É que tive um imprevisto pra resolver – Degel sorriu sem jeito e ficando vermelho ao olhar para o marido e ver que este estava com um enorme sorriso no rosto.

– Esse imprevisto chama-se Kardia – disse o grego sanando todas às duvidas presentes.

– Eca – disse o loiro retirando a mão do pescoço e colocando na boca o que deixou livre a visão do seu pescoço onde se encontrava uma enorme marca arroxeada.

– Mais o que é isso? – perguntou Camus perplexo com a marca deixada.

Continua...