I Gotta Go My Own Way
15 Capítulo 15 O sentimento verdadeiro
Notas iniciais
O sentimento verdadeiro
Depois de muita conversa e explicações veio o jantar, logo em seguida uma animada conversa na sala. Mais tarde a paz reinou na casa da fazenda, todos haviam se retirado aos seus quartos.
Kardia e Degel foram os primeiros a subir. O escorpiano precisava descansar e o ruivo não o deixaria fazer extravagâncias! Isso era certo, há muito o aquariano já tinha se preparado pra dormir. Agora estava encostado na cabeceira da cama lendo, enquanto Kardia fazia o demorado processo de trocar de roupa.
O escorpiano já tinha planejado muita coisa para aquela noite, afinal acabara de voltar e precisava comemorar. O problema seria convencer Degel, por isso iria vestir algo que o deixasse mais... sexy... chamativo, algo que o marido não pudesse... Negar-se, mas o que vestir? Nisso ainda não tinha pensando.
Olhou o amante e viu que ele vestia somente uma regata e um short, logo viu que pra combinar teria que ser algo bem simples também, por isso optou por uma boxer preta e uma blusa de mangas longas e botões. Seria algo também simples, mas que nele ficava muito... muito... ah melhor deixar Degel falar.
– Estou muito feliz por estar de volta! – comentou Kardia – Aquela cama de hospital é dura demais! – falou quando terminou de se vestir, já estava preparado pra “dormir”.
– Que bom, isso me deixa muito feliz. – mesmo afirmando tal coisa. Degel não demonstrava e não tirava o olho do bendito livro, o que deixou Kardia um pouco intrigado e... irritado?
– Não parece que esta feliz. – retrucou sentando na ponta da cama, ficando de frente para o ruivo que tinha o livro apoiado em suas pernas.
– Não pareço, mas estou! – ditou com mais firmeza, ainda sem olhar o loiro, estava quase terminando o capitulo e não podia para agora.
– Então o que o preocupa? – o escorpiano sabia que se o marido dizia algo e demonstrava o contrário então alguma coisa estava errada, sem contar que detestava quando era ignorado mesmo que despropositadamente.
– Seu pai. – falou rápido, por mais que quisesse esconder, Kardia daria um jeito de descobrir, então pra que guardar? Era melhor falar logo. – Estou intrigado, mas precisamente receoso. – falou ainda sem olha-lo.
O escorpiano achou a resposta muito vaga, não concretizada e muito difícil de entender. Sabia como fazer Degel falar, na verdade só de pensar nas formas de como o fazê-lo já o deixava por devera... Animado?! Sem contar que iria poder arrancar o amuado de escrituras das pernas dele e então ter sua tão estimada atenção.
Ficou de quatro na cama e passou a engatinha felinamente da direção do marido. Degel sentiu a Cama alternar em fundo e alto de acordo com engatinhar do marido, porém ainda manteve-se com o olhar fixo no livro que residia em suas pernas.
– O que ele disse? – indagou sentando-se sobre as próprias pernas e pegando o livro para guardá-lo em cima do criado mudo, tomando o devido cuidado de marcar a página em que o amado parara.
Degel acompanhou o gesto sutil do esposo. Sabia o que Kardia queria porque ele mesmo também queria, e desde que Kardia não fizesse muito esforço não teria problema.
– Nada de mais... – falou vendo o outro esticara suas pernas que até então encontravam-se flexionada — Apenas estou receoso em aceitar a ajuda dele. – falou sentindo o peso do outro em si.
– Não fique... – pediu, terminando de senta-se nas pernas do marido, tendo uma perna de cada lado do corpo do amante — Se ele quer ajudar então aceite. – retirou os cabelos que residiam no pescoço do amante.
– Mais e se ele te machucar novamente? – indagou vendo o outro aproxima lentamente os lábios do local em que ele acabara de expor.
– Eu ainda vou continua respeitando-o porquê ele é meu pai! – falou assoprando de leve a pele exposta – Mas vou sobreviver por que ainda vou ter você! – atacou a pele branca com gosto.
– Eu sei mais... Humm – uma pequena mordida fez o fio da meada se perder – Mas... e... se... – Degel já nem sabia o que iria retrucar, perguntar, falar, afirma ou qualquer que fosse o contexto.
Sua mente parou de processar coisas razoáveis assim que a boca de Kardia apossou-se do seu pescoço, o roçar de dentes junto com o sugar da pele, com certeza deixaria uma enorme marca, mais quem estava se importando? Ele era que não estava.
Deixaria as questões a serem resolvida pra depois, agora aproveitaria. Passou os braços pela cintura de Kardia e deslizou um pouco mais pelo colchão macio. Quando se sentiu totalmente deitado no fofo colchão, trocou de posição com Kardia, fazendo-o ficar por baixou de si.
Afastou-se um pouco para poder vislumbrar melhor o rosto do homem teimoso que amava, algo dentro de si estancou, Kardia estava.. Estava... Não tinha nem palavras, a roupa simples no corpo moreno e os cabelos loiros esparramados na cama com alguns fios emoldurando o belo rosto o deixou excitado.
Kardia era bonito por natureza, mas sempre o escorpiano fazia algo além pra chamar sua atenção. Parou de pensar assim que sentiu pernas fecharem em sua cintura e puxar seu corpo, num incentivo mudo pra ir de encontro com o corpo abaixo de si.
Parou de admirar e passou a trabalhar, beijou a boca com voracidade e selvageria enquanto com rapidez suas mãos tratavam de desabotoar a camisa. Sentou Kardia em seu colo só para poder concluir a retirada do tecido que atrapalhava e dificultava as coisas.
O escorpiano novamente foi posto na cama macia que dividia com o marido. A boca ardia com os beijos famintos, o pescoço era aranhado com os dentes e os mamilos sugados com estrema perícia e devoção.
– D-de...gel... — o nome saiu dificultoso, mas também quem conseguiria falar tendo aquele tratamento? – Hummm... n-não... faz...assim. – pediu entre um gemido e outro. O ruivo o masturbava enquanto brincava com o orifício de seu umbigo.
Kardia queria que o amante fizesse logo o que tinha que ser feito, estava com saudades dele. No hospital Shaka regulava as visitas e sempre se mantinha por perto, sem contar que teve que dividir o quarto com outro paciente, para que não se sentisse sozinho.
– Degel... – chamou sôfrego e o aquariano parou o que fazia.
– Sim, amor, o que deseja? – perguntou sádico, sabia que estava torturando o loiro, mas gostava disso, de ouvi-lo pedir por seus toques, de seu nome sair tremido junto com esparmos que o corpo do moreno dava.
– Q-que... acabe... — tremeu um pouco, tentou normalizar a respiração, mas era praticamente impossível – Acabe com essa tortura! – puxou o ruivo pela nuca – Me beije, me chupe, me lamba, me coma, me faça seu! – Kardia beijou o ruivo com volúpia, passando para Degel — através do mesmo — o quanto estava necessitado e o quanto esperara por aquele momento.
Degel mal conseguia respirar depois que Kardia soltou sua boca, iria fazê-lo se contorcer de prazer. Retirou a cueca que estava atrapalhando sua visão, a ereção de Kardia pulsou alto quando se viu livre do pano que a apertava e o escorpiano soltou um suspiro de satisfação pelo ato. Esse foi substituído por um grito deleitoso de prazer quando a mesma ereção foi presa pela cavidade quente e úmida que era a boca de Degel.
Subia e descia, desde a glande até a base do pênis do marido, sempre pressionando, sugando e molhando. O corpo abaixo de si tremia e dava pequenos esparmos. Degel logo sentiu algo viscoso chegar a sua boca, Kardia já estava chegando ao limite e isso não era bom.
Parou o que fazia e ouviu Kardia reclamar, passou a preparar o marido com cuidado, inserindo dígitos dentro dele, um por um até chegar ao total de três. Kardia se remexia buscando aprofundar o contato com os dedos de Degel que estava irredutível quanto a acabar com aquela angústia que o assolava.
– Degel... me... tom... hummm... – sentiu-se atingindo profundamente pelos dedos do amante – Pare... me... tome logo – estava quase se desesperando, queria que o marido o penetrasse logo, queria senti-lo dentro si.
O aquariano estava adorando aquele jogo, mas não podia continuar com ele por muito tempo, seu próprio corpo pedia por alivio. O corpo de Kardia já estava entrando em êxtase e logo o loiro alcaçaria o clímax.
Retirou a regata e o short que vestia e cobriu o corpo do outro com o seu. Posicionou entre as pernas do mesmo e forçou passagem pra dentro do loiro, seu membro também latejada, sua ereção doía e só se acalmaria quando possuísse o corpo do marido.
Aquilo estava sendo melhor que o esperado. Não se importaria de ser o passivo desde que sua vontade pelo marido fosse aplacada. O escorpiano abriu mais as pernas e se empurrou contra a ereção de Degel.
Um gemido alto e forte foi o sinal dado pelas gargantas que a penetração tinha sido concluída. Logo os corpos estavam em uma dança forte e ritmada, a cama balançava e batia. Os corpos pulavam devido as estocadas firmes e precisas, beijos e arranhões, chupadas e gemido e por fim o êxtase, a convulsão dos corpos e o gozo dando aos amantes a forma do prazer.
Depois de recomporem as respirações, Degel deitou sobre o peito de Kardia e pode escutar as batidas compassadas e uma sensação de alivio apossou-se de si, junto a uma inundação de alegria.
– Eu te amo Degel. – declarou Kardia e o aquariano levantou o olhar, cruzando suas belas esmeraldas com as reluzentes safiras do marido – Te amo muito.
– Também te amo muito Kardia. – um pequeno sorriso foi abafado por um singelo beijo, uma pequena lagrima de felicidade rolou pelo rosto alvo do ruivo. Logo o sono com belos sonhos chegou pra ambos.
=========
Dois quartos após aquele, também se encontravam um aquariano e um escorpiano, um ruivo e um loiro. Camus havia ido até o quarto de Milo, os problemas deram uma amenizada e já passara da hora daquela conversa acontecer. Ambos estavam nervosos, sem saber o que fazer ou falar, Milo deixara Camus entra e agora estavam ali, um de frente para o outro, se avaliando, se olhando.
– Desculpe-me... – o aquariano decidiu dar fim aquela demorada espera de ambos.
– Hein? – Milo estranhou, era ele quem devia pedir desculpas. Não fora ele quem errara? – Pelo o que?
– Por tanta coisa – sentia um nó na garganta, o mesmo de muito tempo atrás, mas daquela vez era pra abafar o choro, o grito que teimava em sair, agora era diferente. – Primeiramente por não ter deixado você se explicar, por ter duvidado de você e dos seus sentimentos...
Tinha tanta coisa com que se desculpar. Tanto a rever, tanto a declarar, não se sentia pronto. Ainda lhe custava acreditar que fora tão idiota, que fora enganado e não por Milo, mas sim pelos seus próprios sentimentos, porque mesmo aceitando os sentimentos do escorpiano, seu ser não confiava totalmente nele e por isso fora destroçado com facilidade.
– Não precisa se desculpa. – falou o loiro aproximando-se do ruivo. Era sempre assim não conseguia fica longe, parecia ate que o aquariano tinha um imã e o único metal que atraia, era ele – Não precisa... Pelo menos se me perdoar.
– Perdoar? Pelo o que Milo? – o aquariano sabia que não havia o que ser perdoado, não fora culpa de Milo e sim da inveja dos outros e na sua falta de confiança, ou seja, ele mesmo acabara dando corda pra lhe enforcarem.
– Por te magoar... – a distância que antes era imensa agora era menos de um palmo. — Por ter sido tão ingênuo aponto de me deixar enganar, e coloca você em algo tão sujo e vil.
– Você foi ingênuo Milo... – deixou sua mão tocar a face do moreno – mas foi por amor!
– Isso quer dizer que me perdoa? – indagou com uma carinha infantil que derreteria até o mais duro dos blocos de gelo, quanto mais o coração do aquariano.
– Não... – o olhar que mirava fortemente o francês perdeu o brilho e foi direcionado ao chão. Seu coração ficou mortalmente dolorido, fato que não durou muito, já que a voz do aquariano retornou com força total acalentando o triângulo que pulsava dentro de si e o permitia ficar vivo – Por que não há o que ser perdoado. — o sorriso na face do grego não tinha preço, e o olhar brilhoso era impagável.
– Quer... quer... d-dizer que.. que... – a felicidade de Milo era tanta que não conseguia forma uma frase coerente.
– Quer dizer que já perdemos tempo demais! – formulou o aquariano – Desculpe-me por ser tão idiota Milo!
– Não foi idiotice! – falou o escorpiano – No seu lugar eu teria quebrado sua cara antes de sair. – ambos se olharam e começaram a rir.
Sentiram-se aliviados, era sempre assim quando eram pequenos, sempre brigavam mais logo faziam as pazes. Não entendiam porque agora esperaram tanto tempo para poderem expurgar a dor que os afligira durante um longo tempo.
– Tenho uma dúvida. – Milo quebrara o silêncio que instalaram no ambiente.
– E qual seria? – indagou o ruivo curioso.
– Como ficamos? – inquiriu o escorpiano. Sabia que era cedo, que era precoce, mas se não tivesse sido tão burro, provavelmente também estaria casado com Camus e provavelmente Hyoga não existiria.
Gostava do loirinho, mas o fato de Camus ter dormido com outra pessoa o deixava irritado e frustrado. Se bem que ele não só dormira com mãe de Hyoga, senão o mesmo não teria nascido.
– Não entendi. – falou o ruivo depois de muito analisar o loiro – Poderia me explicar?
Milo olhou para Camus e não acreditou no que escutou. Onde o aquariano estivera durante aqueles meses? Não prestou atenção que estivera esse tempo todo tentando abrir uma possível brecha pra uma reconquista? Uma reconciliação? Um perdão?
– Ai Camus como você é tapado! – choramingou Milo. – Mas não se preocupe, vou lhe explicar tudo e bem direi...
Camus não gostara de ser taxado de tapado e por isso mesmo tomou iniciativa e tomou os lábios de Milo num beijo singelo, deixando-o sem ação. O escorpiano ficou duro, mais parecia uma estátua que uma pessoa. A surpresa de ter os lábios do ruivo nos seus era totalmente extasiante.
Camus esperou que Milo correspondesse fato que não aconteceu. O aquariano achou que tivesse entendido errado e fez menção de se afastar, mas foi impedido pelo escorpiano que acordara com a ameaça do outro afastar-se. As línguas passaram a travar um lutar sem vencedores, explorando cada canto das bocas numa dança altiva e decorada, reconhecendo, matando a saudade que há muito existia.
– Quero você Camus! – declarou assim que as bocas se separaram e os olhos se encontraram. O ruivo mordeu o lábio inferior um pouco receoso, ato que deixou Milo apreensivo, sabia que o outro ainda estava frágil, mas o queria e rezava pra que Camus também o quisesse.
– Então... – os olhos ainda se fitava. As palavras estavam duras de sair embora quisesse, lembrou-se do passado e decidiu tentar. Não tinha nada a perder, então tudo o que podia fazer, era pagar pra ver. – Peque-me... – sussurrou e viu a luminosidade nos olhos de Milo se intensificarem.
– Prometo que dessa vez não vai se arrepender! – também sussurrou antes de tomar a boca macia em um beijo luxuriante e desejoso.
Quanto desejou aquilo? Não sabia, perdera as contas há muito tempo. Era verdade que já tinha roubado outros beijos do ruivo, mas nenhum tinha o gosto do dado, do trocado, do receptivo ou consentido. O beijo roubado era bom, afinal mesmo sendo roubado era um beijo de Camus. Mas, o que era dado pelo o mesmo era melhor, era doce e salgado, longo e curto, quente e molhado. Enfim era um gosto diferente, surreal, extasiante, excitante, fácil de ser sentido, difícil de ser explicado.
Camus deixou Milo explorar sua boca o quanto quisesse. Milo por sua vez incentivava a língua de Camus entrelaçar-se com sua, há muito tempo queria tomar o ruivo pra si. Passara noites em insônia por conta disso, agora que lhe era permitido iria se afogar no corpo do ruivo, claro que tudo com muita calma, pois também queria marcar cada pedaço. Tiveram que apartar o beijo, pois estavam sem ar, e foi muito à contra gosto que o fizeram. Milo puxara Camus até a sua cama e o jogara na mesma, o ruivo assustou-se com a falta de delicadeza do amigo, porém não reclamou, não teve tempo, pois sua boca era tomada novamente.
As roupas iam deixando de existir cada vez que um toque não era permitido, blusas, calças, cuecas, sapatos e meias. Nada mais cobria os corpos, nada mais atrapalhava os toques ousados, os aranhões que eram deixados, as marcas que eram feitas, as vozes roucas pelo desejo deixavam escapar os gemidos nada contidos. Os sons roucos era o único som escutado em alto e bom som dentro do quarto. As unhas de Camus deslizavam pelas costas de Milo e aranhava a pele morena, seu corpo todo era atacado pela boca de ávida de Milo, o escorpiano fazia questão de marcar e pele branca.
– Mi...mi... – Camus gemeu ao sentir a boca do loiro explorar a parte interna da sua coxa e ia subindo cada vez mais.
O escorpiano mirou o rosto antes impassível do aquariano. Agora a visão mais bela que poderia ter, a face branca vermelha, o olhar nublado e os lábios entreaberto em busca de ar, de fato estava difícil de respirar. Sugou o pescoço, os mamilos e o umbigo, fez uma trilha reta até a virilha, sempre deixando marcas junto de saliva, viu a ereção que estava ali há um bom tempo, engoliu seco, Camus era grande e com certeza ia até a garganta e um pouco mais, mesmo assim era preciso pro que pensava em fazer. Começou pela glande, passando, alternando a língua entre a cabeça e penetrando no orifício da mesma, depois desceu ate sua boca pelo comprimento reto ate a base, seus movimentos ficavam precisos com o gemer de Camus. Aquele som rouco, gutural que ao sair expressava o desejo e a satisfação que o outro estava sentindo. Milo só tinha escutado uma vez, mais ainda assim gravado na memória e ao escutar seu coração bateu mais rápido, seu corpo vibrou inteiro, a satisfação quase o faz chegar ao clímax primeiro.
– Mi... eu...eu... hummm...vou... – Milo sentia seus cabelos serem puxado, seu nome tentando sair de maneira eloquente, pela boca avermelhada.
Abandonou a ereção e foi de encontro à boca de Camus e o beijou, deixando que ele pudesse sentir seu gosto junto com sua saliva, os corpos quentes, os membros pulsando e a vontade louca de perderem no corpo um do outro.
– Agora vem o motivo de você não se arrepender... – falou e subiu em cima de Camus de uma maneira diferente, ponto uma perna de cada lado do corpo esguio do amante — Vou te dar muito prazer... – sussurrou e posicionou sua entrada no membro de Camus e desceu, devagar, sentindo-se ser rasgado, seu corpo mostrando resistência.
Nunca havia sido passivo antes. Nunca deixara ninguém lhe tocar tão intimamente e nem tão pouco pegarem o que sempre fora de Camus, seu corpo, seu coração sempre fora do ruivo e por mais que isso o deixasse na solidão depois, nunca deixara alguém pega-los, nem seu corpo nem seu coração.
– Mi...lo... – o nome saiu prazeroso. De fato aquele ato tinha lhe proporcionado um prazer enorme, mas sabia que tinha causado uma dor horrível no outro. Primeiro pela falta de preparo e segundo por que sentia, o corpo de Milo estava querendo lhe expulsar. O escorpiano jamais tinha sido de outro.
– Você é louco! – falou sentando-se. Milo estava sentando em si, ele estava dentro do loiro, mas estava preocupado – Desse jeito você se machuca Milo.
– E-eu... sei... – a voz saíra dolorida e cansada – Mas é momentâneo... – o sorriso sapeca voltou aos lábios e um beijo foi iniciado.
Levou algum tempo pra que Milo pudesse se mexer, não muito, só o suficiente pra se acostumar com a dor, Camus abraçara o loiro pela cintura e o ajudava a cavalgar em si. Os gemidos retomaram o quarto, a dor antes sentida agora nem existia e novamente as unhas se fizeram presentes, agora Milo quem as deixava desliza pela pele alva do aquariano, enquanto seu pescoço era tomado com gana.
Ter Milo em seu colo era bom mas um pouco desconfortável, não permitia muito movimento. Por isso, saiu de dentro do escorpiano e o virou fazendo-o ficar de quatro, novamente penetrando-o, agora sim estocadas fortes, firme e satisfatória, por ambos eram sentidas.
Nunca se imaginou assim, sendo tomado com fúria e volúpia, o aquariano de frio e impassível entre quatro paredes não tinha nada, muito pelo contrário, era quente, praticamente abrasador. A cada estocada do ruivo, o loiro sentia algo dentro de si ser acertado. Seu corpo tremia não de frio mas de prazer, um prazer diferente, esse sim nunca antes sentido. Seu algoz também estava chegando ao limite, como sabia?
Sua ereção foi abraçada por cinco dedos, ato esse que fizera ir mais fundo toda vez que subia. Não sabia onde Camus tinha aprendido a masturbar alguém daquela maneira, só sabia que não podia mais segurar, então liberou todo o liquido viscoso nas mãos de seu amado. Seu corpo se contraiu, fechando e espremendo o ruivo dentro de si, logo fazendo o gemido mais forte e mais rouco escapar da garganta do ruivo, junto a jato de sêmen dentro de si.
– Isso foi ótimo... – o escorpiano falou, sorrindo logo em seguida.
– Não entendo por que esta tão feliz... – comentou subindo novamente em cima do loiro, só que dessa vez pra descansar.
– Por que meu sonho finalmente se realizou!– falou rolando e ficando por cima do ruivo.
– Que sonho? – indagou Camus vendo o sorriso bobo que brotara nos lábio do aquariano.
– O de ficar com você! – explicou como se aquilo fosse o óbvio.
– Eu não disse isso. – falou, mas sorrindo logo em seguida.
– Nem precisou! – Milo tornou a beija o aquariano, agora levantando uma perna do mesmo e se encaixando entre elas.
– Depois você diz que meu irmão é um tarado de primeira linha. – comentou sentindo a ereção do outro reanimar. – Pelo jeito será uma noite longa! – comentou e o Milo afirmou com novos beijos e mordidas.
=====================
A perfeição do corpo abaixo de si, já tinha descoberto há algum tempo e gostava de tê-lo daquela maneira, mesmo às escondidas, uma vez que o irmão cedera ao namoro mais não as caricias mais ousadas. O jovem menor contia os gemidos que teimavam em sair diante das estocada que lhe sacudia o corpo inteiro, os beijos que recebia o tiravam o fôlego, as marcas deixadas no dia seguinte teriam que ser camufladas por mangas longas e gola, mas valia apena. Saíra escondido para se encontrar com o namorado e agora estava ali no quarto do mesmo, fazendo um esforço enorme pra não deixar o som sair, Hyoga fazia o mesmo, porém com mais dificuldade.
Seu corpo se perdia dentro do corpo de Shun, o prazer já quase no auge não deixava dúvidas. Queria o menor só para si, queria dormir, dividir o resto da vida com ele, era jovem sabia que não entendia muito das coisas, mas não queria deixar Shun de maneira nenhuma. As nuances de prazer foram vistas por ambos...
Depois de estarem com as respirações normalizadas, Shun teve que voltar, precisava sair antes do dia amanhecer e seu irmão dar por falta de si.
– Dorme aqui comigo... – pedia o loiro, que não queria de hipótese alguma soltar o virginiano.
– Sabe que não posso... – falou triste – Ikki pode me proibir de ver você e isso eu não quero.
– Ok, mas que fique bem claro que vou falar com seu irmão! – exasperou – Onde já se viu? Namorados não poderem se tocar, dormir junto.
– Eu sei que é difícil Hyoga – falou abraçando o mais velho – Eu também quero dormir com você, mas agora não dá.
Shun beijou Hyoga que o deixou ir. O virginiano morava em uma pequena casa atrás da mansão da fazenda. Kardia havia dado aquela parte aos pais de Ikki e agora a mesma acomodava ele e o irmão.
Shun chegou na ponta dos pés, sabia que o irmão tinha o sono leve e o menor barulho o acordaria. Fechou a porta e suspirou aliviado, mesmo que Ikki acordasse agora não desconfiaria de nada uma vez que ele estava dentro de casa. Estaria a salvo se Ikki não tivesse acordado naquele momento, porém o leonino viu a hora que o irmão saiu e ficara acordado esperando.
– Boa noite Shun... – desejou e o menor arregalou os olhos – Ou eu deveria dizer bom dia? Afinal já passam das três da manhã. – o moreno mostrou a Shun o relógio.
– I-Ikki... – o coração de Shun acelerou. E agora? O que ele diria? O que faria? Era tanta coisa na sua cabeça que o mais jovem não sabia o que fazer, queria correr, fugir, mas não sabia pra onde – Eu posso explicar – falou rápido, na verdade nem sabia se podia, porém tentaria.
Continua...
Fale com o autor