I Gotta Go My Own Way
14 Capítulo 14 Aceitando condições!
Notas iniciais
Acordou em meio à cama dura e pouco espaçosa, as paredes claras e o fedor de éter... Sempre odiou hospitais e só ia em ultimo caso! Logo sua mente processou que estava ali porque seu filho mais velho havia passado mal.
Então por que estava como paciente? Sim, por que para estar naquela cama dura e a seu ver, mal desenhadas, só estando precisando de cuidados médicos. Sentiu o calor em sua mão, e ao direcionar o olhar viu sua bela esposa lhe acariciando a mão e entrelaçando os dedos com os seus.
– Querida... – a voz saíra grosseira – o que houve? Porque estou aqui?
– Você teve uma queda de pressão meu bem – apressou-se a mulher a explicar.
– Querida eu tive um sonho horrível – comentou passando a mão entre os cabelos em um gesto nervoso.
– Temo... dizer... que nada foi um sonho papai – Camus que ate então esperava o pai acorda, pronunciou-se e Laurence lhe olhou com certo desespero.
– N-não? – a duvida era visível na face do homem — Nada... foi... um sonho? – perguntou Laurence já começando a angustia-se.
– Não?! – respondeu Camus passando uma mão pela outra, nervoso!
– Então Kardia realmente passou mal? – indagou o homem
– Sim – concordou, iria por partes — mais já esta fora de perigo – tranquilizou o homem.
– Isso é bom... muito bom... – relaxou a cabeça no travesseiro nada confortável.
– Só isso? – indagou Camus surpreso.
– Por que tem mais? – Laurence voltou a fica tenso, se negava a acredita que tudo o que vira fosse realmente verdade, ao menos tinha uma que no seu interior queria que fosse mentira, embora tudo indicava que não era.
– Pai... – Camus estava receoso, mais se seu pai passasse mal novamente ele já estava dentro do hospital mesmo — eu disse que nada do que aconteceu foi sonho, ou seja, tudo o que o senhor viu, presenciou e fez, e que lhe vem à mente agora realmente aconteceu.
– Tudo?! – não queria que fosse verdade, Camus sempre fora seu salvador, então porque agora o estava matando também?
– Sim, tudo! – confirmou Camus e internamente estava entrando em pânico
– Tudo...tudo, tudo? – indagou em quase desespero.
– Sim pai! – Kardia cansado daquele dialogo sem fim, resolveu se intrometer e acaba logo com ele de uma vez por todas — o senhor viu o outro grego idiota que se parece comigo beijar o ruivo alienado aqui – disse apontando para o irmão.
– Kardia... – Camus iria repreender o irmão, mais não conseguiu — não sou alienado – afirmou e o outro lhe fez uma pequena careta e mostrou a língua.
– Querida... – chamou o homem que agora estava imóvel.
– Sim meu bem? – inquiriu a mulher sorrindo discretamente da cena e falas desacreditadas.
– Onde foi que eu errei? – perguntou quase chorando
– Em querer meninas, quando eu queria meninos – retrucou a mulher sem dó.
– Hein? – Kardia e Camus riram da expressão irônica feita pelo pai.
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Camus entrou no quarto da bela menina de longos cabelos negros e olhos cor de mel, pele clara e rosto delicado, a garota estava sendo examinada por Shaka e sorriu ao vê-lo entrar.
– Olá! – cumprimentou a menina e foi ajudar o amigo.
– Olá doutor – respondeu ela sorrindo e Shaka com um leve aceno.
– Vim saber como se sente – em uma breve visão o ruivo pode confirma a visível melhorar da menina.
– Bem melhor – respondeu sentando-se e ajeitando a roupa que Shaka havia bagunçado em seu corpo — e seu irmão? – Gabrielle viu Camus sorrir e isso lhe aqueceu de um jeito inexplicável.
– Poderá comprovar com seus próprios olhos – o aquariano ainda tinha o pequeno sorriso nos lábios — ele quer conhece-la – Gabrielle corou, não esperava tanto, olhou na direção de Shaka e novamente o medico falou — não só ele, mais todos da família.
– Nunca me senti tão importante! – comentou com o coração disparado.
– Você é uma atleta, como pode não se sentir tão importante? – indagou.
– Isso é uma longa historia – retrucou e ajeitou-se melhor na cama — mais vamos... deixe-me conhecer seu irmão! – pediu altiva
– Tudo bem, vou chama-lo – afastou-se do leito da menina e dirigiu-se ate a porta.
Gabrielle viu passar pela porta um belo homem de pele bronzeada, cabelos compridos, com um brilho dourado formando belos cachos, tão diferente dos longos e lisos fios rubros do medico.
O homem também possuía íris azulada e compenetrada, que parecia hipnotizar quem se atrevesse a olhar-lhe dentro dos orbes, o sorriso cativante logo acolheu o rosto amorenado e a menina retribui timidamente.
– Kardia essa é Gabrielle – Camus fez as apresentações — Gabrielle esse é meu irmão Kardia.
– Fico feliz em conhece-la – falou Kardia pegando a mão da menina e beijando-a fato que a deixou muito constrangida, e seu rosto afogueado.
– E-eu... também! – disse e abaixou a cabeça arrancando um leve sorriso do escorpiano.
– Olha, então essa é a princesinha?! – indagou Laurence que adentrava ao quarto, seguido de Annalice, Degel, Hyoga e Milo.
– Sim – confirmou Camus — pai esta é Gabrielle – apresento-a novamente
– Obrigada por ter salvado a vida de meu filho minha linda – Laurence segurou uma das mãos da menina e deu um leve beijo.
– Q-que... é isso senhor – Gabrielle corou violentamente — foi uma honra.
– Tem uma coisa que eu não entendo – Kardia queria fazer esta pergunta ah algum tempo, mais ainda não tinha tido... o que ele poderia chamar de... oportunidade.
– O que é? – indagou o ruivo.
– Eu precisava de uma “troca de corações” — Kardia tomaria cuidado com as palavras, afinal podia não parecer mais sua “salvadora” ainda era uma “criança” — só que... como posso dizer? Ela ainda esta viva – Camus riu da fita pensativa que Kardia construíra.
– Kardia – Shaka tomou a palavra — lembra que quando você tinha crises, Camus doava sangue pra você? – o escorpiano acenou positivamente.
– Isso acontece por que sou compatível com você – continuou o ruivo – por isso meu sangue servia.
– Só que Camus produz as próprias células sanguíneas, pelas correntes de veias que tem no coração dele – articulou Shaka.
– E diferente de Gabrielle, que também é compatível com você – o ruivo tornou a fala – eu não tenho colgaduras múltiplas.
– Colgaduras múltiplas... – Kardia prestava atenção no que os dois médicos falavam, entender no propriamente dito é que era o problema – que é isso?
Colgaduras são pequenas veias, dentro das veias que distribuem proteínas – explicou Shaka – você não produz nenhuma, por isso precisava do sangue do Camus para hidratar seus órgãos.
– Deixa eu ver seu eu entendi – colocou Kardia – eu não produzia essas tais de...de...
– Colgaduras – o loiro e o ruivo falaram em unis sonoro
– Isso... colgaduras – completou Kardia – por isso o Camus “regava” meus órgãos?
– Isso – confirmou Shaka – seu medico anterior disse que a única solução para o seu problema era uma troca de órgãos, ou seja, a substituição do seu coração.
– Isso ate Gabrielle aparecer no hospital – retomou Camus – eu constatei que enquanto você não produzia nenhuma, o sistema coagulativo dela se entupia por conta dessas pequenas veias.
– Então tudo o que fizemos foi limpar o sistema dela e retirar o que produzia as colgaduras em demasiada e colocar em você – Shaka concluiu a explicação.
– Logo de inicio seu coração tentou rejeita – falou o ruivo lembrando-se de como quase perdera o irmão — mais nada que meu sangue não resolvesse novamente.
– O sangue de Camus e as colgaduras de Gabrielle foram como se, colocássemos todo o seu interior em um mar de hidropônicos – relatou Shaka.
– Ainda vou precisar do sangue do meu irmão? – indagou Kardia assustado com a ideia.
– Não – Shaka deu a sentença — só vai precisar cumprir toda a programação de fisioterapias cardíacas.
– Ou seja, mais visitas no medico – Kardia revirou os olhos não aguentava mais.
– Melhor visitas, que internamentos – retrucou Camus.
– Você fala isso por que não é você que passa mal
– Passava Kardia – Camus frisou bem a palavra, se tudo desse certo nunca mais veria o irmão quase morre – e esta enganado se...
– Vamos parando de briga crianças – Annalice tratou de intervir antes que a situação se tornasse mais... perigosa... por assim dizer – vamos todos sair que Gabrielle precisa descansar.
Todos concordaram com a mulher, menos Camus que ficou dentro da sala após o pedido de Shaka.
– O que foi? – preocupou-se — aconteceu algo de importante?
– Diga-me você — inquiriu o loiro — como seu pai reagiu?
– Eu ainda não sei – falou sem jeito.
– Como não sabe? – indagou o loiro.
– Tecnicamente falando, ele ainda não disse nada – comentou — não me falou nada, mais confesso que estou meio desnorteado – Shaka sorriu diante da afirmação.
– De tempo ao tempo e você vai ver que logo ele nem vai mais se importar – disse pondo a mão no ombro do amigo em sinal de apoio.
– Obrigado Shaka – Camus pôs a mão em cima da do amigo.
– Pelo o que? – o loiro ergueu uma sobrancelha.
– Por se importar – disse Camus já pronto pra partir – e me dar forças.
– Amigos também servem pra isso não? Ate... amigo! – despediu-se
– Ate – falou calmo – ate à próxima Gabrielle – a menina acenou e depois olhou pra Shaka.
– Sobre o que estavam falando?- indagou curiosa.
– De nada – falou vendo um cansado ruivo passa pela porta e deixar a sala.
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Uma semana depois...
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Kardia estava feliz, a prova disso era o enorme sorriso que tinha estampado na face do escorpiano, somente algo não lhe agradava, Degel não havia ido busca-lo, incumbira essa tarefa ao seu pai, sua mãe e seu sobrinho, Camus e Milo ficaram pra ajudar na arrumação.
– Enfim em casa – falou Kardia sentando-se com vontade no sofá da sala.
– Que bom que esta se sentindo bem por voltar – o ruivo vinha descendo as escadas. Tinha no rosto um belo sorriso por ter o loiro de volta em casa.
– Melhor impossível – retrucou — estar em um hospital é horrível – o comentário arrancou risadas — a proposito por que não foi me buscar?
– Tive que arrumar um monte de coisa antes de você chegar – o aquariano aproximou-se do marido e deu selinho, e embora ainda não tivesse acostumado com isso, Laurence ficou feliz por ver o sorriso, que já estava no rosto de seu filho, alongar-se ainda mais.
– Degel – chamou o escorpiano — vamos contratar pessoas pra trabalhar aqui – ditou.
Tudo agora seria diferente, claro não poderia ir com pressa, mais agora que podia, queria passa mais tempo com seu ruivo, queria viaja e fazer um monte de coisas que não podia fazer, claro sempre com cautela mais ainda assim queria fazer.
– Não precisa tanto Kardia – Degel incomodou-se com a ideia, não gostava de pessoas desconhecidas andando pela fazenda — se não tivesse ninguém pra te buscar eu o faria.
– Depois de arrumar tudo – enfatizou a frase.
– Sim, depois de arrumar tudo – confirmou o aquariano — mais logico que eu viria mais cedo.
– E me abandonaria em um hospital? – o escorpiano cruzou os braços.
– Não começa Kardia – Degel estava cansado. Foi à semana mais longa e mais difícil da sua vida.
– Você iria praticamente me abandonar no hospital e eu é quem não devo começar – retrucou o escorpiano fazendo birra, Degel revirou os olhos diante a infantilidade do amado.
– Acho que Kardia tem razão – comentou Laurence chamando a atenção dos presentes para si, ate Camus e Milo que vinha descendo estacaram ao escutar a frase, olharam de um para o outro, sabiam que dali não ia sair algo construtivo – vocês bem que deveria contratar alguém pra ajuda-los.
– Pai... – Kardia sabia que uma coisa era ele fala, outra totalmente diferente era seu pai tomar as rédeas da situação.
– Não precisamos de ajudantes – retrucou o ruivo — posso tomar conta de tudo como sempre fiz
– Não estou dizendo que não pode – interpelou o mais velho — apenas afirmando que ficara muito pesado pra você sozinho – confirmou — se por coincidência você ficar doente?
– Bem já vamos estar indo ao medico mesmo... – comentou irônico.
– Eu só quero que entenda – Laurence não ia deixar por menos — Kardia vai começar um seriado de exames – finalmente tinha a chance que havia jogado fora e não ia perde-la — vai precisar de toda a atenção possível e quem garante que você sozinho consegue?
– Pai por favor... – o escorpiano resolveu intervir, infelizmente foi tarde.
– Se não se importam vou esta na cozinha – Degel saíra apressado, não queria discuti com sogro na frente de todos.
– Viu o que foi que você fez – comentou Kardia levantando-se pronto pra ir acalmar seu amado aquariano antes que as coisas ficassem piores.
– Resolvo isso em dois tempos – empurrou Kardia, fazendo-o sentar-se novamente no sofá. Resolveria de uma vez por todas aquelas intrigas — você loirinho venha comigo – levaria Milo assim faria logo serviço completo – você fique ai – ditou autoritário a Camus, vendo que ele já se adiantava.
– Boa sorte – sussurrou o ruivo ao loiro mais novo, que acompanhou o senhor um pouco receoso.
– Querido... – Annalice tinha um tom de advertência na voz.
– Não se preocupe amor, não vou fazer nada de mais – assegurou-a dando uma piscadela pra mulher.
– Assim espero – o claro sinal de advertência ainda não havia saído de seu rosto.
Caminhou-se ate a cozinha e assim que Milo passou pra dentro da mesma trancou-a, não queria que interrompessem a conversa, sabia que tinha pontos a serem resolvidos, e se quisesse ter completo acesso aos filhos teria que engolir os genros.
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– Espero que eles fiquem bem – desejou Kardia.
– Não se preocupe, serão dois contra um – Camus falou – os três com a mesma finalidade, vão ficar bem – tranquilizou o mais velho.
– Assim espero – acalmou-se – e você e o Milo?
– O que tem? – perguntou dando de ombros.
– Se acertaram? – a malicia na voz do escorpiano fez Camus pensar que, talvez Milo tenha razão quando diz que Kardia é um tarado de carteirinha.
– Não tivemos tempo — viu a cara de decepção do irmão e tratou de explicar o porque — Degel pôs a agente pra trabalhar.
– E já se decidiu o que vai fazer?
– Ainda não – suspirou cansado, sabia que assim como Kardia estava pedindo uma resposta, Milo a implorava há muito tempo – tudo vai depender de uma coisa que pretendo fazer.
– E o que seria? – indagou o escorpiano.
– É segredo – só de pensar no que iria fazer já se sentia quente e com as faces rubras, e falar aquilo na frente da mãe deles com certeza não melhoraria a situação – se der certo eu conto.
– Se o problema for minha pessoa, posso sair – falou Annalice, sabia que em relação a segredo, tirando os irmãos Kyrrillos que estavam presos na cozinha com o marido, Kardia e Camus eram confidente um do outro.
– Não mãe que isso? – falou Camus notando que a mãe percebera – além do mais se der certo Milo fara questão de espalhar aos quatros ventos.
– E se não der? – indagou a mulher vendo os filhos se olharem, e depois desviarem o olhar pra porta da cozinha.
– Eu não sei – sussurrou pensando no que poderia esta acontecendo lá dentro
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Degel estava encostado na mesa, de costas pra porta por isso não percebeu que dois indivíduos adentravam na cozinha, só o fez quando ouviu o som da trinca irromper pelo ambiente.
– O que quer? – indagou ríspido, não precisava ter formalidade, na verdade se dependesse dele, aquele homem nem ali estaria.
– Conversa com você – disse o homem sentando-se em uma das cadeiras – e com você também – apontou para Milo.
– Não tenho nada pra conversa com o senhor – declarou seco.
– Ah tem sim – afirmou o homem — e muito, afinal você é ... é... – tentava mais as palavras não saia.
– Sou...? – incentivou Degel vendo a enorme dificuldade que o sogro sentia em declarar algo que para ele não era tão... normal?!
– O homem que meu filho escolheu para... – Laurence resolveu reformular pra ver dava certo mais nada saiu de concreto novamente.
– Para? – tornou a incentivar
– Você sabe – disse por fim
– Gostaria de escutar o senhor falar – ironizou e viu o sogro trincar o dente pra si.
– Sentem-se, por favor – pediu aos irmãos.
– Obrigado, mais prefiro ficar em pé – falou altivo, já Milo sentou-se na cadeira em frente ao homem, não por medo, mais queria escutar o que ele tinha a falar.
Desde o começo já sabia que a conversa seria difícil, principalmente com Degel, tinha falado tanta coisa praquele homem que não achava estanho o comportamento dele para consigo.
– Degel, sei que se dependesse de você eu não colocaria meus pés nessa casa. quanto mais ver meu filho – falou o home serio diante do olhar de desagrado que era recebido.
– Que bom que o senhor tem consciência disso – a voz do aquariano era distante.
– No entanto quero estar presente na vida deles – falou o homem sem importa com olhar gélido que recebia por parte do irmão mais velho – e sei que pra isso, tenho que aceitar o que vocês e meus filhos compartilham.
– Como pode querer aceitar algo que o senhor nem consegue falar? – indagou firme, por mais que soubesse que o homem a sua frente era pai de seu marido, não o queria por perto.
– Não preciso falar de uma coisa, que pra vocês e meus filhos precisam ser sentidas e não faladas – falou o homem sentindo algo estranho por dentro, não de todo ruim, mais também não era bom.
Laurence viu os irmãos olhar pra si com desconfiança
– Degel eu só quero que você entenda que Kardia vai precisar de sua total atenção – falou Laurence — e não estou dizendo que você não consiga – disse ante que o ruivo pudesse retruca — apenas peço que aceite minha ajuda para que não fique tão sobrecarregado – declarou.
– E por que essa preocupação toda? – indagou menos arisco, entendia que o sogro estava preocupado com o filho.
– Por que meu filho o ama – disse por fim — e esse sentimento é retribuído por você.
– Degel... – chamou Milo.
– Calado Milo – ordenou o irmão.
– Quero que entenda que tudo o que eu quero é ajudar – informou Laurence — quero ver meus filhos bem e felizes e se é ao lado de vocês o que posso eu fazer? — indagou.
– Quanto a mim o senhor não precisa se preocupar – Milo já tinha se dado por vencido, não importunaria mais o ruivo — embora tenha visto nós nos beijarmos, Camus não me... não me... como vou lhe explica? – estava confuso.
– Reluta a sua pessoa? – indagou com visível conhecimento do que acontecia, afinal já passara pelo mesmo.
– É – confirmou.
– Camus é igual à mãe dele – sentenciou — pra Annalice aceitar casar-se comigo foi um sacrifício, foi difícil, mais consegui derrubar a muralha que ela colocou entre ela e o mundo.
– Camus faz a mesma coisa – concordou em sussurros — que dizer que o senhor não se importa? – indagou assuntando-se com a atitude calma de Laurence.
– Desde que não faça meu filho sofre novamente – disse o homem. Os irmãos ficaram de olhos arregalados.
– Como sabe? Sua esposa lhe contou? – apressou-se a perguntar.
– Eu sou pai dele sabia? — indagou o homem — Primeiro ele inventa do nada que quer ir morar na França, logo após Kardia passa agir estanho e depois eu descubro que meu filho é... – freou o que ia dizer, a cara dos irmãos parecia não muito boa diante da preste confirmação.
– Que meu filho gosta de outro homem — corrigiu a frase — é fácil ligar uma coisa com a outra – não sei o que fez, mais não desista assim tão fácil do meu filho.
– Pode deixar, não vou! – falou sorrindo, se o seu futuro sogro não se importaria, então ele não desistiria e Camus não teria mais nenhuma desculpa – mais quero deixar claro que de fácil ele não tem nada.
– Bom, às coisas com Milo já está acertadas – falou o homem – e quanto a você Degel, vai aceitar minha ajudar?
O aquariano pensou, Kardia precisaria de muito apoio e cuidado. Cuidar de todas as outras coisas seria muito cansativo e pesado, não custaria nada aceitar a ajuda do sogro, mesmo não gostando da ideia.
– Quer mesmo ajudar? – indagou receoso.
– É claro! – exclamou firme — é do meu filho que estamos falando.
– Ok – ditou Degel – mais não espere muito de mim.
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Quando os três homens saíram da cozinha, Hyoga que havia ido ver se a égua e seu filhote estavam bem, já tinha voltado e consigo havia trazido Shun e Ikki.
Assim que viu o avô irromper pela sala, Hyoga soltou a mão de Shun, Laurence sorriu. Ao menos Hyoga ainda havia como salva, afinal ele estava com um bela garota ao lado dele.
– Olá crianças – acenou ao três, Shun e Hyoga retribuíram o aceno, mais Ikki o olhou feio.
– Oi vovô – falou o loiro sem graça
– Quem são seus amigos? — perguntou o homem curioso — Você ainda não os apresentou a mim.
– Bem... – começou Hyoga, decidiu apresenta logo Ikki que era o primeiro da fila – esse é Ikki o cavalariço da fazenda.
– E essa mocinha linda e adorável – ao terminio da frase, todos começaram a rir. Os que viam Shun pela primeira vez sempre o confundiam com uma menina e como aquela semana foi corrida não tiveram tempo de retirar aquela impressão do homem mais velho.
– Este é o Shunny vovô – apresentou Hyoga – e ele não uma mocinha adorável, Shun é um menino, não menina.
Laurence processou bem a frase, tendo em vista que já vira Hyoga beijar o garoto que ele confundira com uma menina, então só tinha uma opção e nessa, ele não queria acreditar, olhou pra traz e viu o olhar paralisado de todos.
– Não é uma menina? – indagou e todos na sala confirmaram, Laurence sentou-se no sofá próximo a Kardia – então quer dizer que...
– Sim pai, Hyoga também – falou Kardia – e o Shun é o namorado dele.
O senhor processava aquela informação a contra gosto, logo sentiu o ar falta e os olhos se fecharem e aos seus ouvidos chegarem vozes preocupadas.
– Pronto desmaiou de novo – falou Kardia como se já esperasse por aquilo.
Continua...
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