I Gotta Go My Own Way
13 Capítulo 13 Paradoxos e ortodoxos
Notas iniciais
Paradoxos e ortodoxos
– Degel, Milo poderia nos deixar a sós? – pediu Kardia, sem deixar de mirar o homem parado na entrada da sala onde estava.
– Kardia voc... – iria retrucar. Sabia que o loiro não estava bem pra sentir emoções fortes. Afinal, acabara de acordar... todavia, o tom serio e olhar mesclado o fez recuar e obedecer ao pedido do marido.
– Não precisa. – disse ainda com o olhar fixado ao do filho. – Pelos menos não o Degel. – Milo entendendo que a conversa seria um tanto quanto “esclarecedora” em alguns aspectos, resolveu se retirar.
– O que veio fazer aqui? – indagou seco. Não iria mais demonstrar fraqueza diante do progenitor. Se seu pai não iria aceita-lo, pois então que o deixasse em paz.
– Eu.. eu... – estava difícil, o olhar do filho sobre si não o estava deixando formular algo concreto – Vim ver se está bem. – respondeu por fim.
– Não sabia que se importava. – retrucou sarcástico.
– Sabe que me importo. – prontificou-se a argumentar.
– Não, eu não sei. – exaltou um pouco a voz, doía, doía muito não saber a posição exata do homem.
– Kardia... eu... eu... sou seu pai. – falou baixo, mais o suficientemente audível.
– É mesmo? — sorriu irônico — Tem certeza que você é meu pai? – indagou – Se é meu pai, então por quê? Porque me machuca tanto? – tornou a indagar. Agora se levantando da cama – Você deveria me amar, me proteger, me aceitar. – passou a falar descontroladamente. Não queria ser fraco, mas estava difícil, muito difícil de segurar as lagrimas e acalmar o coração.
– Kardia... – Degel chamou assim que viu as primeiras lágrimas rolarem pelo rosto moreno do marido.
– Não Degel – levantou o braço em direção ao peito do ruivo, pedindo para que ele se afastasse. – Eu preciso falar o que sinto, saber a posição dele. – apontou para o progenitor – E principalmente me livrar desse sentimento de culpa.
– Culpa? – perguntaram unissonoro Degel e Laurence.
– É! – afirmou – Culpa... – disse novamente – Culpa por acha que fiz algo errado, algo sujo e imundo! – Kardia viu os dois homens lhe olharem com dúvida. – Eu não amo homens pai. Eu amo Degel, somente ele.
– Kardia! – chamou o ruivo — Amor para... – o aquariano já sabia ao que o marido se referia.
– Eu fiquei sem chão quando me rejeitou! – o escorpiano tinha a voz embargada pelo choro que ele deixava sair livre. – Quando... – fungou um pouco – Quando disse que preferia me ver morto a.. que... – Kardia não conseguia completar a frase, pois agora era praticamente sacudido pelo esparmos dado devido ao choro.
Vendo a dificuldade do filho pra falar, Laurence correu e o abraçou. – Pare... – sussurrou o pedido – Pare... Por favor... — pediu mais alto – Não quero que passe mal. – o coração de Kardia literalmente parou ao sentir o calor vindo do corpo do pai. As palavras demonstrando preocupação, mas a surpresa veio ao sentir escorregar pelos seus cabelos e chegar até seu rosto lagrimas.
Degel não sabia o que fazer. Eles precisavam conversa, mas não precisava ser necessariamente agora. Kardia ainda estava se recuperando, recuperando? Ele acabara de sair de uma cirurgia, não podia sofrer emoções fortes. Ia retrucar quando viu a porta ser aberta e por ela passar um ruivo, que tentava recuperar o fôlego, provavelmente viera correndo.
Camus ao ver a acena suspirou aliviado. Deixou um pequeno sorriso de contentamento escapar. Finalmente, finalmente seu pai e irmão haviam se entendido. Ficou admirando a bela cena, até ver o progenitor chama-lhe para fazer parte do abraço.
Aproximou-se devagar, um pouco receoso. A seu ver Kardia sempre havia sido o mais necessitado de cuidados e por sua escolha seu pai o repudiara. Logo, não era justo roubar aquele momento dele, sentiu-se envolvido pelos braços do pai e do irmão que choravam de emoção. Então o sentimento de culpa por estar roubando algo sumiu.
– Eu os amo! – disse Laurence beijando as cabeças dos filhos – Os amo tanto, não quero mais me separar de nenhum. – falou afastando-se um pouco, olhando dentro dos olhos azuis penetrantes do escorpiano – Pode me perdoar Kardia? — Kardia baixou a cabeça analisando o pedido inesperado. Olhou novamente ao pai e com um pequeno sorriso matreiro nos lábios confirmou.
– Claro – lágrimas ainda corriam. – Afinal você... Quer dizer... O senhor... – senhor, há quanto tempo essa palavra que impunha respeito, ente pais e filhos, não saia daquela maneira dos lábios do escorpiano, tanto que o mesmo estranhou aquele som — Ainda é meu pai – afirmou e mais uma vez foi abraçado pelo homem de curtos e repicados cabelos loiros.
– Camus – chamou o irmão, assim que se desvencilhou do abraço acolhedor do pai. — Eu quero conhecer a garota que me salvou.
– Claro! — afirmou o ruivo — Ela só precisa termina os exames que passei. – informou — Depois você pode vê-la.
– Bom, eu vou ver onde esta a mamãe. – falou Laurence. Estava doido pra contar a novidade para esposa. – Até mais tarde crianças.
– Espera pai. – pediu o ruivo – Vou com você. Preciso saber quando Kardia vai começar as fisioterapias cardíacas.
– Fisioterapias? – indagou o loiro fazendo careta, já prevendo que não teria descanso tão cedo.
– É! fisioterapias, no plural. – confirmou – Você ainda tem muito pela frente. – falou a saiu acompanhando o pai.
– Como esta se sentindo? – indagou Degel ao ver o marido encostar-se ao leito.
– Mais leve... – respondeu estendendo a mão, chamando o ruivo pra perto – O que você tem? – indagou vendo o marido morde o lábio inferior.
Estava nervoso também! Queria falar, dizer o que sentia, mas não era o momento, não queria impor mais pressão ao coração recém-operado. O nervosismo era tanto que nem prestou atenção no gesto nervoso que fazia.
– Eu? Nada. – respondeu aceitando a mão e encostando-se ao peito forte.
– Não minta pra mim Degel. – retrucou suave – Sei quando algo te deixa nervoso. – levantou o rosto do aquariano pelo queixo – E seus lábios estão quase sangrando com tanta pressão imposta. – selou os lábios na tentativa de acalmar. O corpo do menor estremeceu – Conte-me.
– Eu... eu... – olhou o homem a sua frente e uma sensação de alivio tomou conta de si, mais uma vez quase o tinha perdido, quase..., mais felizmente como da vez anterior. Ele agora estava ali, para ama-lo, conforta-lo e deixou que um pequeno sorriso escapasse dos seus lábios. Diria, diria o que sentia com todas as letras.
OooO
Fazia quase quinze dias que Degel e Kardia haviam rompido. Como o namoro era às escuras, ninguém percebeu de fato a briga entre os dois. Os únicos que sabiam eram Camus e Milo e esses também estavam brigados.
Kardia mal comia. As coisas que eram interessantes pra ele, agora, eram um tanto quanto fúteis. O peito doía e a saudade apertava, chorava sem aparentes motivos. Dizia pra si mesmo que logo passaria, todavia, estava terrivelmente errado.
O tempo passou aos montes, vagarosamente, mas passou. A única coisa que não passou foi à saudade.
– Filho desce pra jantar. – pedia a ruiva preocupada. Havia ido ao quarto do loiro pra tenta-lo convencer.
– Estou sem vontade – respondeu vendo a mulher entristecer o olhar – Mãe, por favor, não me olhe assim vai.
– Como quer que eu o olhe? – indagou à mulher – Você não come direito, não dorme direito, nem banho eu sei se toma.
– Claro que tomo né mãe? – Tudo o que queria era ficar sozinho com seus pensamentos, mas a mãe não deixava.
– Quem me garante? – novamente perguntou.
– Eu. – disse chateado.
– Sua palavra no momento não esta valendo. – retrucou a mulher.
– Mãe, se eu comer um pouquinho a senhora me deixa em paz? – perguntou derrotado. Sabia que se não cedesse logo sua mãe não largaria do seu pé.
– Sim, eu deixo. – prometeu a mulher.
– Então vamos... – desceu com a mãe. Comeu um pouco e ficou brincando com a sobra da comida, fazendo movimentos circulares, misturando tudo o que tinha no prato. Seu pai ainda não tinha chegado, por isso, sabia que podia fazer aquilo sem nenhum problema.
– Por que não vai falar com ele? – indagou a mãe vendo o loiro olhar pra si.
– Com Ele quem? – fingiu inocência.
– Degel, oras! – falou a mulher sem receio algum — Não é por ter brigado com ele que está assim? – indagou vendo o filho arregalar os olhos.
– Mamãe... – deixou o garfo descansar dentro do prato.
– Eu sei meu bem, dói! – cortou o filho antes que o mesmo tentasse ocultar mais o que quer fosse. Não precisava, ela não era cega e já sabia sobre a relação escondida — Mas quando se ama, a pior das dores se torna necessária.
– Do que estava falando? – mesmo a mulher lhe falando daquele jeito doce, não era possível, seria? Será que ela realmente sabia o que acontecia entre ele e Degel? Como pode? Eles sempre guardaram isso tão bem.
– Estou falando que se não correr e der um jeito de fazer as pazes com ruivo perturbador de pensamentos, alguém vai! — falou a mulher. Kardia engasgou com a própria saliva — E ai vai ser tarde de mais.
– Mãe... não... não é nada disso que a senhora esta pensando – Sua boca dizia uma coisa, mas a cor escarlate do seu rosto não negava em nada a suspeita da mãe.
– Tudo bem, se é assim que você quer jogar. – Annalice tina um pequeno sorriso nos lábios. — Não estou pensando em nada. – falou fingindo inocência. — Mas quero que saiba que eu coloquei você no mundo.
Kardia pensou por alguns instantes. A mãe tinha razão, não podia esconder nada dela. Aquela mulher... A mulher que lhe trouxera ao mundo, sempre soube o que se passou consigo.
– Estou confuso mamãe – falou assim que viu Annalice levantar-se.
– Quer dividir? – indagou a mãe. Vendo o olhar de suplica do filho sentou-se novamente.
– Desde a primeira vez que vi Degel, eu me apaixonei – Annalice viu os olhos do filho brilharem ao falar. — Eu sei, parece bobo, mas foi amor à primeira vista. Brigamos por algo sem sentido – Kardia viu a mãe olhar lhe confusa, por isso resolveu explicar em meios termos — Ele defendendo os deles e eu os meus e agora... agora... – como diria à mãe que sentia saudades. Amor mal resolvido e desejos incontidos.
– Você o ama? – indagou vendo a dificuldade o loiro em prosseguir.
– Muito... – olhou novamente para mãe e resolveu formular a resposta. – Amo tanto que chega a doer.
– Então deixe que os seus e os dele resolvam seus próprios problemas e viva seu amor. — falou pegando a mãe do filho. — Por que se ele for realmente verdadeiro, vocês vão sobreviver a isso e muito mais que vier.
– E se não for? – não queria saber a resposta. Amava Degel e tudo o que queria naquele exato momento era estar perto dele.
– Não se preocupe... – Annalice acariciava a face do filho. — Se não for, vai ver que não vale a pena aguentar a dor.
– Obrigado mãe. – beijou a mão da mulher e saiu. Iria conversa com Degel. Enquanto isso, tudo o que Annalice fez foi suspirar, teria grandes problemas pela frente.
**** Enquanto isso!****
Degel andava de um lado para o outro, pensando na difícil decisão: ir ou não falar com Kardia. Amava o escorpiano e já estava pensando em ir falar com ele há alguns dias, mas seu orgulho era maior e não o deixava ver ou pensar direito. Sentia o peito doer, lembranças não deixavam dormir, comer, pensar, nem os livros que era acostumado a ler, não conseguia fazer o escorpiano sair da sua mente.
Por fim, chegou uma hora que não mais aguentou, simplesmente vestiu uma calça jeans surrada e uma camisa branca de mangas longas, dobrou-as ate o meio do braço, passou perfume e calçou um sapato preto. Prendeu os cabelos em um rabo de cavalo frouxo. Ao olhar-se no espelho pra conferir o visual, sorriu do que estava fazendo. Era sempre assim ao pensa em Kardia, tudo o que era foco simplesmente sumia.
Desceu as escadas, iria falar com ele nem o que o mesmo não quisesse. Chegou até a sala e dirigiu-se a porta, ao abri-la qual não foi à surpresa ao ver o rosto afogueado de Kardia prestes a bater na porta.
– Vai sair? – a pergunta saiu automática. Seu chão sumiu ao vê Degel todo arrumado, não estavam mais juntos, logo o ruivo não se vestira daquela maneira pra ele.
– Não é da sua conta. – respondeu grosso. Não era o que queria, mais a ousadia do outro em chegar perguntado algo, que aparentemente não era da sua conta, sem antes dar boa noite, lhe subiu a cabeça.
– Queria falar com você! – falou rangendo os dentes. Pela resposta agressiva e por esta mordido de ciúmes.
– Entre. – deu passagem ao outro, sorrindo feliz por ele esta ali. Agora não precisaria correr atrás, faria as pazes com ele sem precisa realmente dizer o que sentia.
OooO
– Você... – incentivou vendo que o outro se perdeu em pensamentos.
– E-eu te amo tanto... – disse acariciando a face morena.
– Eu sei... – respondeu segurando a mão do amado. – Por isso cuida tão bem de mim.
– Não é só por isso. – disse voltando a morde o lábio inferior.
– Qual é o porquê então? – indagou curioso.
– Lembra-se da briga que tivemos um pouco antes do seu pai descobrir sobre agente? – indagou com um pouco de receio.
– Sim, lembro. – Kardia logo fechou a cara e cruzou os braços, fazendo assim Degel afastar-se um pouco.
– Eu... – começou vendo a cara infantil de Kardia. Controlou-se para segurar o riso — Eu também senti sua falta... – Degel viu os olhos de Kardia voltar-se pra si com incredulidade.
– Como? — transferiu toda falta de credibilidade para a voz — Não pareceu, pois quando cheguei lá você estava preparado pra sair. – disse lembrando-se de como o outro estava bem vestido naquela noite — Você nunca me contou pra quem se arrumou tanto daquele jeito. – Kardia mostrou tristeza e decepção na voz.
– Pra você – disse sorrindo ao saber que ainda hoje o loiro se importava.
– Pirou? Estávamos brigados lembra? – falou ainda sem descruzar os braços.
– Lembro! – disse aproximando-se do marido — Não menti quando disse que também sentia sua falta. – descruzou os braços do amado sob o olhar indagador do mesmo — Me arrumei daquele jeito pra você não ter nenhuma desculpa para não me agarra assim que me visse. – disse enlaçando o pescoço do outro com os braços.
– Deixa-me ver se eu entendi...– falou pondo as mãos na cintura de Degel — Você se vestiu para ir me encontrar na esperança de eu te agarra...? – concluiu com um sorriso besta.
– É — admitiu — Só que não funcionou muito. Uma vez que você não me agarrou assim que me viu.
– Você prestou atenção no que acabou de me dizer?
– Kardia, entenda, você sempre foi mais atirado e aberto do que eu. – disse encostando a testa na do amado. – Eu praticamente tinha medo do que sentia por você.
– Por quê? Acaso não gostava do que sentia por mim? – afastaram as testas e deixaram os olhos se encontrarem.
– Não, não era por que eu não gostava – declarou — Muito pelo contrário. Quando fiquei longe do você foi quando eu senti que não poderia... melhor, não saberia existir sem você. – falou e pequenas gotículas escaparam pelos orbes verdes.
– Degel – Kardia sabia que era duro para o amado admitir que precisava de alguém, mesmo esse alguém sendo ele.
– Por duas vezes eu quase perdi você... – novamente encostou a testa na do amado — E das duas vezes eu tive culpa! – apertou os olhos com força.
– Nós tivemos – Kardia deixou uma das mãos bem onde estava, na cintura do aquariano, e elevou a outra para o belo rosto pálido capturando algumas lágrimas que teimavam em descer.
– Não quero te perde... — sussurrou.
– Não vai... – confortou puxando o rosto do amado pra mais perto.
– Eu amo você Kardia... – tornou a sussurrar.
– Também te amo Degel... – também sussurrou e selou de leve os lábios do ruivo.
– Preciso de você pra viver... – declarou com a voz sumida — Melhor, eu não existo sem você.
– Eu também não existo sem você meu amor... – dessa vez beijou-o com carinho. Um beijo calmo, leve e simples mais cheio de amor.
As línguas travavam uma verdadeira guerra por espaço. Kardia fez com que Degel encostasse-se ao leito e aprofundou o beijo, tornando-o urgente e necessitado. Logo estava contendo gemidos abafados pelas bocas e sentido o prazer que as mãos atrevidas proporcionavam por onde passavam. Estavam tão entretidos, um com o outro, que nem notaram que estavam sendo observados.
================
– O que você esta fazendo? – indagou vendo Milo fecha a porta do leito de Kardia.
– Prevenindo-os. — disse e jogou a chave por baixo da porta.
– Eles... eles estão... – não conseguia fazer a pergunta. Era embaraçosa de mais.
– Acredite, não vai demorar muito para isso acontece. — respondeu — Uma vez que seu irmão é um tarado de carteirinha — alfinetou.
– Meu irmão não iria fazer nada que seu irmão não quisesse – defendeu o mais velho.
– Mesmo que Degel não quisesse, Kardia o convenceria – retrucou Milo.
– Já ouviu o velho ditado que diz: quando um não quer, dois não brigam? – indagou Camus – Se seu irmão realmente não quisesse, o meu não iria força-lo.
– Sim, eu conheço esse ditado. E a meu ver ele deveria ser mudado – falou e viu Camus erguer uma sobrancelha – Deveria se dizer que quando um não quer o outro insiste.
Camus suspirou, não estava pra brincadeira, estava psicologicamente cansado e não queria discutir com ninguém. – Tem razão Milo, quando um não quer o outo insiste, mesmo sabendo que a probabilidade é inexistente.
Ia deixar Milo falando sozinho, mas o mesmo o puxou pra si e o beijou ali mesmo, no corredor do hospital. O aquariano ficou sem reação. Naquela semana havia fugido como podia das investidas do loiro, não que não quisesse, e sim! Já tinha admitido há muito tempo que, ainda amava o grego infantil que o estava beijando.
No entanto, tinha que se preocupar com muitas coisas e sabia que Milo era espaçoso, tanto que não abandonou seu pensamento um só instante. Agora não tinha mais como fugir, sua maior preocupação estava fora de perigo, por isso tratou de corresponder o beijo.
Deixou que a língua do grego explorasse sua boca e matasse a saudade que ambos sentiam, não estava nem se importando por esta em um corredor de hospital, nem pelos espectadores que estavam tendo aquilo..., aquele gesto por um absurdo, por fim, sentiram o ar faltar e as bocas se separarem.
– Tem certeza que a probabilidade é inexistente? – indagou com um sorriso maroto no lábio assim que o beijo parou – Precisamos conversa Camus.
– Eu sei. – falou – Eu só preciso de um pouco de tempo.
– Não acha que já teve tempo suficiente? – perguntou tentando não pressionar. O ruivo havia mudado bastante. O deixava chegar perto e por vezes roubar alguns beijos, mas, Milo necessitava de “mais” e o ruivo parecia querer distância desse “mais”.
– Pode esperar ate chegarmos em casa? – também estava cansado desse jogo, iria resolver as coisas com Milo de uma vez por todas – Prometo que conversaremos tudo o que temos pra conversa quando chegarmos em casa.
– Ok, na fazenda conversamos – falou virando-se pronto para ir embora, porém detendo-se ao notar por quem estavam sendo observados – Camus... – chamou receoso.
– Hummm? – olhou para o loiro e logo desviou para onde ele olhava. Seu chão sumiu com a presença de uma das três pessoas que estava ali – Oi Shaka, mãe e... – olhou apreensivo para o homem que o olhava sem esboçar nenhuma reação – Pai...
Continua...
Fale com o autor