I Gotta Go My Own Way
10 Capítulo 10 Interlúdio parte 2
Notas iniciais
As semanas estavam passando corridas na fazenda.
Degel reclamava com Kardia, esse se encontrava bastante teimoso! Sempre se testando ao extremo, fazendo força ao estremo, deixando seu o marido com receio do que poderia acontecer perante sua frágil saúde.
O loiro estava cheio de energia, pronto para fazer o que fosse pra gasta-la e ficar em casa olhando o nada estava fora de cogitação. Por isso saia todos os dias pra cavalgar com Hyoga, Shun e às vezes Ikki ou ajudava em algo que precisavam.
– Kardia, por favor, só por hoje descanse – pediu o aquariano ao notar que o outro já estava pronto pra ir cavalgar novamente.
– Não quero Degel – negou-se — não quero passar meus dias enfurnado dentro de uma casa sem nada pra fazer – o escorpiano estava elétrico, o que no caso dele indicava perigo.
– Você pode me ajuda – argumentou o ruivo.
– E você poderia vir comigo e os meninos já que está tão preocupado – devolveu na mesma moeda.
– Você sabe bem o porquê de eu estar preocupado – irritou-se – depois quem vai cuidar de você sou eu – jogou e Kardia estreitou os olhos
– Esta reclamando amor? – a pergunta saiu irônica
– Sim estou – confirmou — você é a criatura mais teimosa que já conheci – não estava mentindo quando dizia Kardia não tinha limites de teimosia.
– E o seu irmão não conta? – indagou tirando a culpa de si
– Com certeza conta — confirmou a indagação do marido — mais o Milo não chega nem aos seus pés – declarou com desagrado, Kardia ganhava na teimosia e Milo nas encrencas. Eram coisas diferentes que irritava e muito o aquariano.
– Vamos tio Kardia? – chamou Hyoga ao perceber que a situação estava ficando seria. Nunca tinha visto os tios brigarem ou mesmo discutirem, no entanto, naqueles dias o escorpiano estava se opondo demais ao ruivo e pequenas discussões estavam surgindo entre eles.
– Sim vamos – disse Kardia olhando o marido – tchau amor ate mais tarde – inclinou-se pra beijar o aquariano mais este virou o rosto.
– Vou ficar muito zangado se você for — sussurrou baixo antes do outro se afastar.
– Sei como acalmar sua zanga – devolveu no mesmo tom e deu um beijo estalado na bochecha do ruivo, novamente, iria sair com Shun e o sobrinho, mesmo não gostando de ficar de vela aos mais novos, entretanto não podia fazer muita coisa já que Degel não queria ir.
O aquariano, que havia ficado em casa, naquele dia estava disposto a não fazer nada. Iria ensina a Kardia o quanto era ruim deixá-lo preocupado. Uma vez ou outra tudo bem, mais todo dia, ai era demais e o corpo frágil do marido não aguentaria tanto. Foi para biblioteca pensar no que poderia fazer.
Kardia tinha saído com os menores. Eles ate que gostavam da companhia do loiro. E Kardia ensinava tudo que eles precisavam saber ou quase...
– Senhor, vamos ao rio – pedia Shun já com saudades das águas do riacho.
– Shun, já te disse pra não me chamar de senhor – pediu o loiro – eu fico ridículo assim – os mais jovens não conseguiram conter o riso com a cara de entojado que Kardia fez ao escutar lhe chamarem de senhor.
– Desculpe-me! – pediu Shun um pouco vermelho.
– Sim, vamos ao rio – concordou o escorpiano.
Cavalgaram o mais depressa que poderão. Ao chegarem nos arvoredos próximo ao rio, amarraram os cavalos à sombra de uma arvore e apostaram uma corrida pra ver quem chegava primeiro no lago. Kardia parecia um menino junto com os demais, correndo, brincando e pulando.
– Às vezes você esquece que não é mais uma criança – soou, a voz embargada de repreensão.
– Degel você veio – comentou Kardia feliz saindo de dentro d’água e indo de encontro ao marido. Tinha somente a cueca molhada cobrindo-lhe corpo.
– Claro vim, fiquei preocupado com você! – falou afastando-se um pouco – estou com um pressentimento ruim Kardia e com você fazendo extravagâncias, isso só piora.
Kardia franziu o cenho.
– Se veio aqui estragar meu passeio com seus sermões prefiro que não fique – ditou o escorpiano um tanto grosseiro.
Degel havia ficado alguns minutos em casa dizendo a si mesmo que não se preocuparia. No entanto não conseguiu! A preocupação com o teimoso escorpiano era maior. E mesmo muito a contra gosto foi procurar o marido.
Encontrou-o no lago, brincando igual a uma criança junto com Shun e Hyoga. Ficou apreensivo, sabia que depois o corpo iria cobrar seu preço por tamanhas estripulias.
– Como estragar seu passeio Kardia? – Degel recuou um pouco com as palavras impensadas do outro — Vim ate aqui por que me preocupei.
– Sei que se preocupa comigo Degel – Kardia acariciou o rosto pálido do marido — sei que tenho saúde frágil mais eu não sou feito de porcelana pra quebrar fácil.
– Sei que não é, mais não custa nada me escutar de vez em quando – argumentou o aquariano afastando a mão do outro de seu rosto.
– Te escutar eu te escuto Degel e sei que quer o meu bem – tentou se aproximar sorrindo.
– Então por que não me obedecer? – afastou-se um pouco mais.
– Por que de vez em quando quero fazer aquilo que não me foi permitido quando eu era criança.
– Tipo... se matar? – perguntou sarcástico.
– Não! Me divertir — respondeu emburrado — não tenho culpa se você não sabe o que é isso – alfinetou.
– Como assim não sei me diverti? – indagou indignado, também não tinha culpa se era diferente de Kardia. Que passeava de um mundo a outro, somente com um passar de paginas.
– Você vive enfiado em uma biblioteca – argumentou.
– Ao menos estou protegido e não corro risco de ter um ataque fulminante – estava irritado. Ir ate ali tinha sido uma verdadeira perca de tempo.
– Não vou ter ataque nenhum – “que mania ele tem de pensar que eu estou sempre prestes a morrer” pensou Kardia.
Degel massageava as têmporas pedindo paciência pra lidar com Kardia.
– Kardia, por favor, eu estou te pedindo pra volta comigo agora pra casa – maneou a voz. Queria que Kardia voltasse pra casa, estava com um pesar enorme no peito e não estava gostando daquilo.
– Não! – decretou o escorpiano birrento — só vou voltar mais tarde.
– Kardia você vai ficar doente!
– Que amor você tem por mim não? Já está me condenando antes do tempo! – brincou o escorpiano tentando alivia a frustrante discussão.
Degel por outro lado estava tenso e sem paciência para brincadeiras.
– Kardia eu admito qualquer coisa, menos que você duvide do que sinto por você – o ruivo falou severo. Kardia recuou um pouco.
– Desculpe-me! Não foi minha intenção te ofender – também já estava se irritando com jeito rude com que o amante estava lhe tratando desde o amanhecer — hoje você esta muito sensível viu?
– Não estou sensível, estou preocupado com homem que amo! É diferente! – seu tom ainda continuava firme – mais se quer saber, não precisa voltar comigo pra casa. Pode ficar.
– Serio? – o grego ergueu uma sobrancelha.
– Sim! – confirmou o ruivo tranquilamente
– Não vai mais tentar me convencer a ir com você? – indagou o loiro receoso. Sabia que não era bom sinal quando o marido desistia de alguma coisa. Principalmente em relação a ele.
O aquariano não sabia mais o que fazer pra convencer o marido a voltar com ele e descansar um pouco. Aconselhá-lo, ameaçá-lo, repreende-lo, nada disso adiantava. Por isso desistir – momentaneamente – era a melhor opção. Também tinha o fato de que havia ficado triste com as palavras do escorpiano.
Degel tinha um método bem complexo e eficaz quanto não conseguia fazer Kardia mudar de opinião. Este era o tratamento do gelo, ou seja, ignorá-lo por um bom tempo.
– Não – ainda continuava tranquilo (pelo menos na voz) — sinta-se a vontade pra correr e brincar igual a uma criança levada — Kardia engoliu seco ao ver o olhar repreensor do amante – no entanto, quando você estiver morrendo, vai fazer isso sozinho.
– De novo com isso Degel? Não estou pedindo a você que cuide de mim – disse agressivo e cortante deixando o ruivo magoado.
– “Infelizmente” você esta sob minha responsabilidade – respondeu no mesmo tom cortante.
– Infelizmente? – agora era Kardia quem fazia drama.
– Você ouviu. Você entendeu – a voz de Degel era fria
– Desculpe-me por ter entrado em sua vida Degel – Kardia agora tinha uma entonação irônica o que deixou o ruivo sem ação.
– Não estou reclamando disso. Estou dizen... – tentou corrigir o que disse, ou melhor, o que o outro entendeu.
– Acho melhor você ir embora pra casa Degel, tenho certeza que seus livros estão te esperando – Kardia deu as costas ao ruivo. Estava magoado com o marido.
– Eu não acredito nisso Kardia – soltou um suspiro frustrado. Seu marido estava dispensando sua atenção e cuidado
– Tchau Degel – falou cortante e passou a andar em direção as termais daquele lugar.
– Como quiser – volveu Degel.
O ruivo montou no cavalo e retornou para casa. Hyoga e Shun olhava e ouvia a tudo desacreditado.
– Nunca tinha os visto brigarem e agora acho que saíram do controle – comentou o loirinho...
– Acho bom não se meter Hyoga – advertiu o pequeno.
– Como não Shun? São meus tios!
– É, Mais isso é assunto de adulto!
– Adultos que mais parecem crianças.
– Concordo – volveu. De forma marota pegou na mão do russo e o puxou para dentro da água — vem vamos voltar a tomarmos banho.
– Onde será que tio Kardia foi? – Hyoga olhou ao redor procurando pelo tio.
– Acho que foi se acalmar. Não viu ele estava quase chorando? – Shun comentou triste.
Entedia que Degel estava preocupado com o bem estar do parceiro, e que o outro não queria ficar trancando em casa. No entanto, estavam se machucando por conta de não entrarem em um consenso.
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O desentendimento levou horas que se tornaram dias. Dias passou á ser semanas e consecutivamente, semanas tornou-se meses. É, meses! Fazia exatamente dois meses que Kardia e Degel não se entediam direito. Estranhavam-se em tudo e não concordavam com nada.
O escorpiano era péssimo com tarefas domesticas e dependia do aquariano para quase tudo. Concordaram em não empregadas, não que não pudesse, apenas queriam evitar certos constrangimentos. Afinal a relação dele não era socialmente aceita.
– Degel estou sem cuecas ou qualquer outra roupa limpa – ditou enrolado na toalha. Havia acabado de sair do banho.
– Se você não as lavou tenho certeza de que elas não saíram do cesto de roupa suja – retrucou sem tirar os olhos das grossas paginas do livro que lia.
– Você não as pôs na maquina pra lavar? – indagou surpreso.
– Não! – respondeu seco
– Por quê? – exasperou-se
– Por que você tem dois braços saudáveis, pode fazer isso sozinho! – comentou com sarcasmo – e além do mais você não é mais uma criança.
Kardia ficou com o rosto vermelho de raiva. O amante estava jogando em si suas próprias palavras.
– Isso é vingança Degel – acusou.
– Não, isso é ensinar – retrucou ainda sem olha-lo ato que estava irritando o escorpiano.
– O que no seu caso, não deixa de ser vingança – disse chegando perto do amante.
– Entenda como quiser – ainda não tinha detido sua atenção ao escorpiano
– Como entenda como quiser? – indignou-se — e o que eu vou vesti?
Degel levantou a visão. Encontrou dois pares de safiras lhe indagando. Retirou o óculo.
– Depende o que você esta disposto a lava? – retrucou mordendo a ponta do braço do óculo.
– Eu não acredito que você está fazendo isso! – Kardia cruzou os braços de modo infantil tentando sensibilizava um pouco o francês.
– Não estou fazendo nada – mesmo achando adorável a faceta infantil não se deixou abater afinal o esposo tinha que aprender.
– Ah esta sim. Esta se vingando por que eu não quis te obedecer – alfinetou.
– Na boa Kardia eu não estou com paciência pra discursões sem sentido e que não vai nos levar a nada – recolocou o óculos e voltou novamente sua atenção para o livro
– Ou seja, você não quer admitir que tenho razão – novamente alfinetou
– Na verdade, não é bem assim. Porque primeiro pra você ter razão eu teria que ser sua empregada, e isso é algo que eu não sou! – ditou seco.
Kardia trincou o dente com a resposta atrevida do esposo.
– Então o problema é esse? Então me diga Degel, quanto você quer? – mesmo irritado, Kardia deveria saber que não devia ter lançado uma proposta como aquela.
– Como? – Degel estreitou os olhos perigosamente em direção ao escorpiano.
– Se o problema é dinheiro, pago você! – desafiou o olhar perigoso.
– Eu vou fingir que não estou escutando isso – novamente a atenção foi para o livro.
– Não finja Degel, você faz isso muito mal – já estava cansado das paginas mofadas terem ultimamente mais atenção. Tomou o livro das mãos do amante
– Que bom que você sabe – o aquariano tomou o livro de volta
– Claro que sei... — – Kardia tomou o livro novamente — afinal você fingi me amar não é? — soltou a frase quando Degel estava pra pegar novamente o livro.
– Você não deveria fazer isso! – ambos estavam segurando o livro – já pedi que não duvide do sentimento que sinto por você.
– Como posso não duvidar? – indagou o loiro — esta com duas semanas que você não me deixa te tocar, não cozinha pra mim e agora não lava minha roupa – enumerou todas as coisas que o ruivo deixara de fazer.
– Já disse que você tem dois braços saudáveis pode fazer suas próprias coisas – gritou soltando o encadernado.
– Se isso não é vingança é o que? Pirraça? – Kardia estava possesso com a indiferença do amante.
– Já disse isso se chama ensinar – desistiu de pegar o livro e levantou-se da cama sendo seguido por Kardia.
– Não quero se ensinado – recoltou-se o escorpiano — quero ser amado e compreendido e isso ultimamente você não esta fazendo – Kardia encurralou Degel na parede
– Kardia, Kardia... Que culpa eu tenho se você não cresceu ainda — o ruivo empurrou o marido que era ironicamente mais forte — é uma criança mimada que quer tudo nas mãos.
– Não sou criança Degel – exasperou segurando um dos pulsos do amado.
– Não tem razão. Mesmo uma criança sabe que tem mais responsabilidade, enquanto você... — alfinetou
– Isso não é verdade eu sou bastante responsável – Kardia tinha ficado incrivelmente irritado e possesso de raiva. Degel sabia exatamente como tira-lo do serio.
– Tão responsável que dá ate medo Kardia – palavras irônicas e ferinas ainda continuavam a serem jogadas.
– Se vai jogar novamente na minha cara que você cuida de mim por que tenho saúde frágil, melhor parar por aqui. Já disse varias vezes que não preciso de sua ajuda! – Kardia soltou o amado e afastou-se. Não queria mais brigar com Degel. sabia que poderia chegar em um estagio muito complicado.
– Sei... — tinha incredulidade nos olhos. Por sempre ter cuidado do amante sabia exatamente como o mesmo era — por que está mesmo reclamando? – indagou irônico – ah, é por que eu não lavei sua roupa.
– Não estou reclamando só disso — declarou alterado — sua falta como marido também conta. Você esta distante Degel — disse cansado — não me deixa te tocar — declarou – então o que quer que eu pense? – o aquariano cruzou os braços e olhou para o canto — Nesse caso só posso supor que... – o escorpiano elevou a mão a própria boca, calando-a.
Não falaria quilo. Não queria brigar anda mais com o amante. Daria aquela discursão por encerrada.
– Supor que? — incentivou o outro a continuar — Vamos Kardia continue.
– Não quero — sussurrou
– Se vai falar alguma coisa Kardia, então tenha ao menos coragem de ir ate o final – o ruivo iria sair do quarto, iria dormir bem longe do marido.
Kardia o segurou pelo braço assim que o viu tencionar sair do quarto.
– Só posso supor que você não me ama mais. Que cansou de mim e minha doença – ditou triste.
– Isso não é verdade – falou quase que imediatamente. Todavia, a voz mordaz ainda se fazia presente, demonstrando que o ruivo estava muito zangado.
Impaciente, Kardia já não aguentava mais ser tratado daquela maneira por isso concluiu, em voz alta o que realmente estava em seu pensamento.
– Então, mais uma vez, só posso concluir que assim como quer que eu pague pela roupa lavada, também quer que eu pague pela transa.
Mal fechou a boca e um sonoro estalar se fez escutar. Algo que jamais pensou que aconteceria. Uma bofetada! O presente que tinha ganhado por ser tão atrevido, ou melhor, por naquele momento ter sido mais que atrevido.
Degel puxou a mão que Kardia segurava, pegou as chaves do carro e a carteira e saiu sem dizer pra onde ia ou se voltaria. Saiu, deixando um atônico Kardia no quarto.
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Dois dias e Hyoga já estava ficando preocupado. Não havia escutado a discussão dos tios. No momento do ocorrido estava com Shun. E se culpava por deixar os dois chegar ao estado que chegaram.
Kardia por outro lado só faltava afundar o chão andando de um lado para o outro. Além de preocupado também estava nervoso. Não conseguia comer ou dormir. Queria se desculpar por ter dito tanta besteira ao aquariano. No entanto, o amante havia praticamente evaporado e não atendia ao telefone. Também não respondia as mensagens enviadas. Para piorar o dia estava chuvoso e Kardia não parava quieto.
– Por que não ligamos para os hotéis da cidade? — perguntou Shun. A aflição de Kardia e Hyoga também o estava atingindo — quem sabe ele tenha se hospedado em algum – sorriu vago.
Tio e sobrinho se olharam: como não haviam pensado nisso antes?
Mai que depressa começaram ligar para todos os hotéis e depois de muito procurar, obtiveram um endereço.
– Estou indo pra lá – falou esperançoso. Não deixaria a briga com o marido evoluir mais. Não deixaria sua relação ficar desastrosa como a do irmão e a do cunhado
– Tio Kardia é perigoso! Está chovendo — Hyoga tentou argumenta.
– Não importa! – pegou as chaves do segundo carro e seus documentos, iria de todo e qualquer jeito. Dois dias longe do amante já foram castigo suficiente
– Nada do que falarmos vai fazer o senhor mudar de ideia né? – indagou Shun
– Você é um menino inteligente Shun!
– Ao menos prometa ligar quando chegar lá – pediu Hyoga preocupado. Kardia acenou positivo e saiu.
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Degel havia, realmente, se hospedado em um hotel na cidade. Um não muito bom. Não que não pudesse pagar, porque isso estava longe de ser o caso. Apenas queria um no qual não pudesse ser incomodado tão facilmente, ou seja, que Kardia levasse algum tempo pra descobrir. Usou o nome de solteira de sua mãe complicando mais ainda a situação de Kardia.
Estava muito magoado com amante. Perguntava-se como o outro conseguia dizer tal impropério de sua pessoa. As palavras de Kardia haviam machucado. E doíam. Tanto que precisava com urgência ficar longe do marido ou se tornaria algo nocivo para ambos.
Aquele dia amanheceu chuvoso.
Em geral, gostava dos dias de chuva! No entanto, naquele dia em especial, estava com um pressentimento ruim. Não gostava daquilo, daquele sentimento que lhe comprimia o peito. Todavia, não se importou.
Tentou ler um pouco, quem sabe assim acalmava sua mente. Não conseguiu. Não se concentrou em um único paragrafo. O marido vinha a sua mente. Ficou o dia todo inquieto!
Por volta das cinco, à chuva e seu pressentimento não haviam passado. Preocupado resolveu ligar pra casa e se certificar de que estava tudo bem. Seu coração falhou uma batida ao escutar de Hyoga que Kardia havia saído para encontrá-lo onde estava hospedado e que isso já fazia duas horas. Tempo suficiente para já ter chegado ao hotel.
Hyoga se desesperou, não havia conseguido impedir o tio.
– E se algo acontecer? – indagou o loiro aflito.
O ruivo acalmou o outro aquariano. Disse que iria procurar o marido e ligaria assim que tivesse noticias. Pegou as chaves do carro e a carteira e saiu rumo a um dos dois caminhos que lavava a fazenda. Rezava, pedindo para ter pegado o caminho certo.
Sabia que devido à chuva ambos os caminhos estavam molhados e traiçoeiros, fato que só aumentava sua preocupação.
Dirigia rápido e com estremo cuidado. Não queria, de hipótese alguma, machuca nada ou ninguém. Levava em contar que não dava pra enxergar perfeitamente, ou melhor, quase nada se era visto.
Mesmo com os vidros do carro embaçado, conseguiu avistar uma silhueta acenar, pedindo para que parassem o carro.
O aquariano bufou, não tinha tempo para ajudar quem quer que fosse. Precisava encontrar seu marido e acalmar seu coração, iria passar direto se não fosse pelo fato da pessoa praticamente pular na frente de seu carro.
Alguma coisa havia acontecido. Um acidente talvez?! Ao pensar nisso um frio se instalou em seu estomago e um mal estar tomou conta do seu corpo, parou o carro pronto pra socorre quem quer que fosse. Desceu e deu de cara com Kardia todo molhado e sujo de lama.
– O que pensa que esta fazendo nessa chuva? Vai pegar uma gripe! – ralhou Degel. Também havia ficado todo molhado.
– Degel! – Kardia sorriu — que bom te ver! – abraçou desesperadamente o marido. O aquariano não respondeu de imediato – preciso de ajuda – falou sem jeito.
Não era bem daquela maneira que imaginava as coisas. No entanto, sua situação havia ficado complicada com aquele pequeno acidente.
– O que houve? – indagou o ruivo.
– Atropelei uma égua – respondeu o loiro quase chorando.
Kardia gostava muito de animais e o pensamento que era assassino de um, o deixava totalmente sensível.
– Como assim? – assustou-se o ruivo
– Ela ainda esta viva — a informação foi mais para si que para o outro — mais esta atolada junto com meu carro e parece que esta pra dar a luz – desesperou-se. Ainda não tinha sentido o peso da situação ate aquele momento.
– Quem deixaria uma égua gravida solta por ai? – indagou desesperando-se também.
Não sabia o que fazer, precisava tirar o marido daquela tempestade. No entanto, abandonar uma égua em pleno trabalho de parto também não era sensato, afinal o animal também era uma vida.
– Não sei, mais preciso de ajuda. Ela precisa de ajuda — Kardia tinha os olhos cheios de agua — por favor, precisamos ajuda-la — pediu.
– Calma Kardia, onde ela esta? – indagou também preocupado.
O escorpiano levou o marido ate onde estava o animal. O ruivo analisou a situação do animal e constatou que era praticamente impossível, ele e Kardia, tirarem-no dali sem mais ajuda.
Por causa da chuva, a terra tinha escorrido e feito um buraco no chão. Tinha muita lama e agua.
– Sozinhos não vamos conseguir? – informou. O escorpiano entristeceu-se.
– E agora? O que faremos? – indagou culpado. Se tivesse prestado atenção no caminho, não tinha batido animal.
– Vou pedi para que Ikki traga a caminhonete – rapidamente a ideia surgiu em sua mente. Precisava agir rápido — e algumas cordas. Enquanto isso, você tenta acalma-la.
– Certo! – concordou e foi para perto do animal.
Degel ligou pra casa e acalmou um desesperado Hyoga. Depois pediu para que o garoto encontrasse Ikki e desse o telefone a ele. Quando o moreno atendeu, passou todas as informações para ele e pediu para que trouxesse as coisas necessárias.
O aquariano foi ajuda para perto do amante e ficou a observa-lo acalmar a égua. Kardia mantinha total controle sobre o animal. Cerca de meia hora depois Ikki chega com a caminhonete e para o desagrado do ruivo não veio sozinho.
– Todos vocês vão ficar doentes sabia? – gritou Degel para que todos escutassem. A chuva havia piorado e não dava pra se escutar nada.
– Eu disse isso eles, mais quiseram vir de qualquer maneira – respondeu também no grito
– Vamos realmente ficar doente se não começarmos logo com esse resgate – gritou Hyoga
– Sem contar que também perderemos a égua – retrucou Shun.
– Tudo bem! Vamos começar logo – ordenou Degel.
Ikki havia trazido tabuas e cordas. Rapidamente improvisaram uma maca. Foi difícil seria fazer o anima deitar em cima, e logo depois deixar que lhe imobilizassem as patas. Shun ficou acalmando a futura mamãe, enquanto os demais levantavam o animal e colocavam em cima da maca improvisada.
Usaram um gancho para conseguirem coloca-la em cima da caminhonete.
Rumaram para fazenda. Ikki, Shun e Hyoga na caminhonete e Kardia e Degel no carro do ruivo, no dia seguinte, se a chuva tivesse parado, voltariam para buscar o carro do loiro.
Chegaram à fazenda e Ikki entrou de trazeira no celeiro. Outro esforço foi feito para colocarem a égua no feno, para que assim, pudessem ajudarem-na a dar a luz.
Desamaram as patas do animal, esperariam ela dar a luza por si só, no entanto Ikki logo notou que ela estava com dificuldades para colocar a cria pra fora. Então, não somente o cavalariço, mais todos os presente ali, se dispuseram a ajudar.
Shun e Hyoga por serem mais novos e não terem experiência tentava manter a égua sobre controle. O animal parecia sentir uma enorme dor. Ikki, Kardia e Degel estudavam a melhor maneira de ajuda-la.
– Ajudem empurrando na barriga que eu vou abrir as carnes dela – disse Ikki para os patrões.
E assim fizeram, Kardia e Degel ajudaram empurrando a cria pela barriga enquanto Ikki abria as pernas e as carnes da égua para o potro passar. Depois de algum sofrimento por parte do animal e força colocada por parte dos homens, o pequeno veio ao mundo.
Suspiraram pelo fim do esforço e puderam sentir que a égua fez o mesmo. Ficaram algum tempo admirando o potro ser cuidado pela mãe. A égua parecia exausta, ainda não havia conseguido se levantado.
– Se quiserem podem ir. Eu termino de cuida dela e do filhote – falou Ikki. O moreno sabia que os patrões precisavam conversar.
– Tem certeza que consegue sozinho? – indagou Degel
– Essa pergunta é um insulto para um cavalariço – retrucou Ikki.
– Desculpe-me – pediu Degel um pouco sem jeito – certo, vamos deixar o Ikki trabalhar em paz. Vamos todos tomar um banho quente e irmos descansar, amanhã é um novo dia e teremos muito que fazer.
Os mais novos passaram pelo portão do celeiro. Estavam todos sujos.
– Venha Kardia, você também precisa de um banho e descanso – falou.
O escorpiano estava muito feliz por conseguirem salvar os animais, em compensação, estava com medo de ir conversar com ruivo e brigar com ele novamente.
– Kardia – chamou novamente – vamos?!
O grego não se mexia. Degel passou a empurra-lo de leve em direção a saída do celeiro.
Kardia acompanhou o marido. Subiram ate o quarto molhados mesmo, começando a tirar as roupas assim que passaram pela porta do cômodo.
– Degel eu... – parou o que estava fazendo, precisava conversar com marido. Pedir desculpa.
– Agora não Kardia. Você precisa tirar essa roupa molhada e tomar um banho quente – falou chegando perto do marido e terminado de despir suas roupas.
– Toma banho comigo? – pediu quando já estava completamente sem roupa — Você também precisa tirar a roupa molhada e tomar um banho – falou vendo o outro olhar pra si um pouco negativo – por favor.
– Tudo bem! – concordou. Terminou de se despir e junto de Kardia, foi para o banheiro. Era incrível como não tinham vergonha de se mostrarem um para o outro. Certo que eram casados há bastante tempo e se viam constantemente sem roupa, no entanto, mesmo antes, não tiveram certos constrangimentos.
Tomaram banho, vestiram algo confortável e que pudesse aquecê-los, o aquariano desceu e preparou uma sopa rápida para todos. A ideia era evitar o máximo possível que os “teimosos” ficassem resfriados.
Sentado na cama, Kardia admirava a pratica que o amante tinha em fazer aquelas coisas. A prova estava bem abaixo de seu nariz. De fato, precisava de Degel... Sentiu-se um tolo por discutir com o marido.
– Terminei – falou após levar a ultima colherada a boca.
O aquariano pegou a bandeja que estava nas pernas do grego e a depositou em cima do criado mudo. O escorpiano seguia o ruivo com o olhar, mordia com frequência o lábio inferior. Sabia que se não dissesse ou fizesse nada, o aquariano continuaria – mesmo cuidando dele — a ignora-lo.
– Degel eu... – chamou o loiro, estava disposto a pedir desculpas, no entanto, o aquariano o interrompeu.
– Hoje não Kardia – Degel se sentia cansado, não estava com cabeça para conversa e preferia evitar uma nova discursão — vamos dormir ok? Amanhã conversaremos o quanto você quiser. Mais por hoje, você precisa descansar.
– Tudo bem – concordou o loiro – mais promete que amanhã me escutara?
– Prometo! Agora, boa noite – o francês se direcionou a saída. Deixaria Kardia sozinho no quarto. O escorpiano mirando a intenção do marido levantou-se rápido e impediu-o lhe segurando o braço.
– Aonde vai? – indagou incomodado com a atitude do esposo.
– Ao quarto de hóspede – respondeu como se fosse obvio.
– Degel não! Durma aqui, no nosso quarto! Comigo! – pediu segurando o amante
– Eu não acho uma boa ideia – falou tentando se desvencilhar.
– Por que não? — indagou achando um absurdo o que o outo dizia — somos casados. É mais que certo dormimos juntos
– Não quero discutir com você – Degel tentou soltar-se das mãos do grego. Falhou em seu intento e ainda foi puxado pra mais perto. Colando seu corpo com o do marido.
– Não vai, ou melhor, não vamos discutir – sussurrou próximo ao ouvido do amante, arrepiando alguns pelos existentes ali – quero amar você Degel – sussurrou novamente e deu uma pequena mordida na cartilagem embranquecida.
Degel gemeu com o contato arisco.
– Kardia espere... – pediu ao senti seu pescoço ser beijado e mordido pelo marido. sabia que aquilo iria deixar marcas.
– Esperar pra que? – saiu do pescoço e foi de encontro à boca, beijando com intensidade e paixão – você mesmo disse que conversaríamos amanhã.
O ruivo detinha ambas as mãos no peito de Kardia enquanto o mesmo lhe envolvia com os braços fortes. Deixou-se ser conduzido ate a cama. Seu corpo queimava a cada toque que o grego lhe dedicava.
A excitação tomava conta do seu corpo. Os beijos e os toques do escorpiano turvavam suas ações e lhe inebriava a alma. Desistiu de resistir no momento em que sua boca foi tomava de forma possesiva.
Kardia beijava-o de forma ardente. As mãos do loiro brincavam com pele que conseguira expor da roupa, apertava e alisava sem nunca deixar de beija. Adorava ouvir os gemidos que o amante soltava dentro de sua boca.
Retirou a camisa do marido e viu os poucos pelos eriçarem e voltou a beija-lo. As línguas se enroscando travando uma batalha sem perdedores. Pediam passagem para uma exploração mais aprofundada.
Ambos os corpos estava quentes e Degel aproveitou o aparto do beijo pra tirar a roupa de Kardia e a sua própria. trocou de posição com loiro, beijou o pescoço, desceu pelo ombro, arranhando com o dente por onde passava. Kardia gemeu ao sentir Degel sugar-lhe os mamilos ate ficarem vermelhos.
O ruivo olhou para o amante, achou adorável a cor avermelhada que decorava as faces do marido. Os lábios entreabertos, os olhos fechados e a respiração pesada. Passou as mãos pelo abdômen, cheio de pelos loiros, numa espécie de massagem lenta. Desceu pelos quadris ate chegar ao membro entumecido, prendeu a carne ereta entre as mãos, fazendo caricias, iniciando uma lenta masturbação.
Kardia arqueou as costas e soltou um gemido extremamente alto ao senti sua glande ser tocada com a ponta da língua do aquariano. O francês sorriu ao escutar o gemido, pressionou a ereção do amante entre a lingue e o céu da boca, tomando cuidado pra não machuca.
– D-de...gel – gemeu o escorpiano. O loiro enfiou seus longos dedos na cascata vermelha que se desprendia da cabeça do marido.
Com a “ajuda” do grego, o ruivo descia ate a base do falo pulsante e subia de volta para glande. Kardia só gemia com os atos alucinantes do esposo. No entanto, Degel tinha uma única intenção... Tapear Kardia! Ainda estava zangado com o escorpiano e, estava disposto a não dar o que o grego tanto queria naquele momento.
Todavia, o escorpiano não era bobo, conhecia bem o gênio vingativo do marido, e por esse motivo, notou o “empenho” do mesmo em querer fazer-lhe gozar. Puxou o amante pelos cabelos e o beijou, trocando ao mesmo tempo de lugar com o ruivo, ficando por cima novamente.
Kardia explorava a boca de Degel com fome e desejo. Sentia seu próprio gosto na língua do outro. Sentiu o ruivo resistir. Prendeu os pulsos do aquariano embaixo de ambos os corpos, enquanto – com uma única mão — preparava-o para a penetração.
Não demorou para que ambos os corpos – que já pedia por alivio – se conectassem.
O escorpiano penetrou o aquariano com cuidado, embora quisesse muito toma-lo logo, não queria machucar o marido. Esperou por algum tempo, o sinal do corpo do amante. Algo que veio como um suspiro estrangulado, depois de alguns beijos quentes. Não demorou a se movendo dentro do ruivo.
Mesmo contra a “vontade” Degel gemia devido à força das estocada. Seu corpo tremulava sob as mãos hábeis do marido. Kardia sabia exatamente onde e como toca-lo. Notando que já não tinha mais saída — e nem eu quisesse, o que não era o caso, não conseguira mais se soltar das mãos do amante — deixou tudo para ser resolvido no dia seguinte, por hora, iria matar a saudade que estava sentindo do marido, amante e amigo.
Conseguiu retirar suas mãos de debaixo dos corpos que já se encontravam suados. Sem se acanhava, passou a marcar Kardia com as unhas. Deixava — junto com a marca — um ardor por onde passava. As estocadas se intensificavam. O cheiro de sexo permeava todo o quarto. Gemidos e arranhões de unha. Mordidas e arranhões de dente, fizeram ambos chegaram ao ápice. Um grito de êxtase deixou os pulmões dos amantes.
O corpo bronzeado desabou exausto por cima do corpo pálido. O coração acalmava-se lentamente. Trocou de lugar com o marido e o puxou para cima de seu peito.
–Te amo Degel – falou acariciando a cascata ruiva. O aquariano virou o rosto de encontro ao peito do amante.
– Boa noite Kardia – murmurou.
O escorpiano não gostou da resposta, nem da atitude do marido. Não era bem o que ele esperava receber. No entanto, entendia que o ruivo ainda estava zangado, mais não se preocupava. Como o próprio marido havia dito anteriormente — amanhã é um novo — dia e com esse pensamento dormiu ao lado do amante.
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Na manhã seguinte, Degel acordou com um incomodo na garganta. Sentiu-a arder e um lado do nariz entupido. Praguejou baixinho, havia pegado uma gripe. Olhou para o lado e, viu que Kardia ainda estava dormindo. Levantou-se devagar. Precisava preparar algo para combater a gripe que, provavelmente, todos pegaram.
Foi ate o banheiro, escovou os dentes, tomou banho e vestiu algo confortável. Olhou pela janela, notou que embora a chuva tivesse parado, o tempo ainda continuava nublado. Desceu e começou a preparar o que se dispôs a fazer, logo Hyoga apareceu na cozinha. O rosto um pouco vermelho e a voz fanhosa.
“O segundo gripado do dia!” – pensou o aquariano ruivo.
– Bom dia tio Degel! – desejou e espirrou logo em seguida
– Bom dia Hyoga – o ruivo deu o um pouco chá ao loirinho. Hyoga fez careta ao sentir o gosto amargo.
– Vou ver o potrinho, o senhor que ir comigo? – indagou. Degel concordou, seria uma boa noticia para dar a Kardia quando o mesmo acordasse. Hyoga e Degel foram ate o estabulo onde encontraram Ikki e Shun.
– Madrugaram foi? – indagou o mais jovem.
– Queria ver o pequeno animalzinho! – comentou Hyoga feliz
– Venha ver, ele esta aqui... – mostrou Ikki – é muito esperto, já consegue se levantar sozinho!
Os quatro viram o pequeno animal andar ate o feno pegar uma pequena porção e tentar mastigar.
Acho que temos que comprar uma mamadeira pra ele! – disse Degel após ver a dificuldade do animal — E mãe como esta? – indagou.
– Logo ali dentro da porteira – disse ikki – quero que o senhor veja uma coisa.
O leonino guiou o aquariano ate o égua.
– O que é isso? – indagou notando marcas no animal. Agora, sob a luz do dia e sem a chuva para inebria sua visão, podiam ver, a égua tinha marcas de chicote e alguns cortes.
– Alguém espancou esse animal – falou triste. Imaginava a dor que o pobre animal sentiu ao ser cortado daquela maneira – mais tratei e pus remédio em todos os ferimentos.
– Não é pus Ikki, é coloquei – nem nessas horas Ikki escapava das correções.
– Pois sim, coloquei remédio nos ferimentos – falou o moreno um tanto sem graça.
– Pois bem, não deixe que Kardia a veja – ordenou.
– E como vou fazer isso? – indagou o moreno
– O proíba de chegar perto dos estábulos. Não será tão difícil para você, afinal, é o cavalariço. Além do mais, provavelmente, Kardia também está gripado.
– Certo – concordou Ikki. Sabia que não ia consegui muita coisa, afinal, o outro patrão era bem mais geniosos e não tão controlado como ruivo. Mais fazer o que, ordens eram ordens, ao menos iria tentar.
– Vou acorda-lo para o café – disse entrando na casa, todavia, antes de fazê-lo voltou, novamente, sua atenção ao cavalariço – você já tomou café Ikki?
– Sim senhor – não entedia o fato de Degel sempre se preocupara com ele – agradeço a preocupação.
– Certo, tenha um bom dia – o moreno deu um aceno positivo e Degel foi acorda Kardia.
Quando adentrou ao quarto, notou que Kardia ainda dormia. O escorpiano estava todo enrolado, fato curioso uma vez que o mesmo se mexia ate se descobrir por completo.
Sentou-se a beira da cama, olhando intensamente o outro dormir. Acariciou a face um pouco pálida e, percebeu que estava demasiadamente quente. O ruivo não gostou da temperatura do marido, sabia que quando Kardia ficava quente assim, era hospital na certa, e pelo o esforço feito na noite anterior não duvidava nada que tal coisa acontecesse.
Retirou o lençol e tocou de leve no peito ao lado do coração e viu seu chão sumir ao constar que não dava pra sentir os batimentos cardíacos do amado.
– K-kar...dia – chamou num sussurro quase que inaudível.
Continua...
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