I Gotta Go My Own Way

11 Capítulo 11 interludio parte 3


Notas iniciais
oieeeeeeee ai esta mais um capitulo. leiam e divirtam-se kkkkkkkkk

Estava sentado em uma das cadeiras da sala de espera, aguardava aflito por uma resposta vinda de Shaka ou de quem quer que fosse desde que, a mesma acalmasse seu coração. Culpava-se veemente. Não deveria ter deixado Kardia sozinho e nem tão pouco deixado coloca força depois do banho de chuva.

Chuva não... Tempestade!

Agora estava ali, com os olhos e o rosto molhado de lagrimas. Já tinha tomado vario calmante, mais ainda não tinha feito efeito. Shun e Hyoga tinham se prontificado pra ficarem com ele ate terem uma noticia concreta. Ikki também resolveu ficar ao lado de Degel para acalma-lo.

Hyoga tentava já algum tempo ligar para o pai. Informa-lo sobre a situação do tio, no entanto, Camus não atendia. Às vezes, por causa da chuva, a ligação caia. A chuva estava atrapalhando a conclusão da chamada e o loirinho já não sabia mais o que fazer. Hyoga se sentia perdido, seu tio Degel já havia tomado uns cinco calmantes que ainda não havia feito efeito, claro, ele estava mais calmo mais ainda continuava a chora copiosamente.

Também já fazia um tempo que Shaka havia entrado na sala de emergência e ainda não tinha dado resposta. Temia que a saúde do tio estivesse complica a ponto de não ter mais jeito.

========

– Eu quero mamãe – a garota disse firme.

– Eu não vou te perder assim – dizia a mãe inconformada com o que ouvia – prefiro arranjar outro hospital, conseguirmos te curar sem precisar fazer um esforço desse porte – ditava a mulher.

– Mamãe eu posso salvar uma vida – argumentou a garota. Todavia não conseguia sensibilizava a mãe.

– Querida você não é deus – replicou a mulher de forma altiva.

– Mais foi ele quem me deu esse dom — retrucou a menina — eu quero dividir com esse rapaz que tanto precisa – de algum modo sentia que precisava ajudar o medico que lhe deu um motivo para viver.

Chegou ali sem esperança. Havia feito vario exames e, nenhum em especial, conseguiu descobrir o que realmente tinha. Achava que iria morrer sem realmente saber, ate ser apresentada ao douto Katelie.

Logo de inicio aquele homem lhe dava medo. Serio demais, frio demais, distante demais... Achou que só seria mais um que lhe furaria e lhe daria que tinha certo tempo de vida sem realmente dizer o porquê que iria morrer.

– Tá vendo só a loucura que você pôs na cabeça da minha filha? – indagou a mulher ao medico desesperada com as palavras da menina.

– Não é loucura senhora – tentou ser o mais imparcial possível — sua filha apenas sabe do poder que tem

– Você fala isso por que quer salvar seu irmão – recriminou a mulher

– Assim como à senhora quer salva sua filha — devolveu

– Isso se chama falta de ética e profissionalismo – acusou. Estava desesperada. O tempo estimulado pelo medico anterior estava acabando e nada de melhoras para sua pequena.

– Senhora entenda... — tentava argumenta. Sabia que a mulher tinha razão. Estava agindo com falta de ética e profissionalismo e se sentia culpado por ter que pedir isso à mãe da jovem que, assim como o seu irmão, estava quase morrendo — eu não vou matar sua filha, muito pelo contrario, vou salva-la e ela salvara meu irmão — explicou com calma — eu cuidarei de tudo. Será uma cirurgia complicada, mais será feita com muita ética e profissionalismo, uma vez que haverá somente eu dentro da sala cirúrgica.

– Mamãe deixe-me salvar essa pessoa – pediu a garota

– Não! Você não vai a canto nenhum – a mãe a advertiu a garota — e você – dirigiu-se ao medico — se sabe qual o problema da minha filha, faça logo essa cirurgia e acabe com o sofrimento dela – os olhos da mulher estavam lagrimejantes.

Camus não teve como argumenta diante da sena. Queria muito salvar seu irmão, no entanto, não queria impor mais sofrimento àquela mãe. Aquela mulher, ate aquele dia, não havia voltado a sorrir e talvez só o tivesse feito por que Camus lhe disse que havia cura para o problema da filha dela.

– Certo, farei a cirurgia essa tarde! – Camus deu-se por vencido. Entendia bem o sofrimento que aquela mulher estava passando por conta filha. Ele também passava o mesmo pelo irmão e por isso não iria discutir – desculpe-me incomoda-la com isso.

– Obrigada – volveu aliviada.

O aquariano mandou preparar tudo para aquela tarde. Iria livra a sua pequena paciente do mal que a domava. Era o certo a se fazer! Havia prometido salvar vidas e tinha em mente que, assim como essa oportunidade surgiu, outra iria aparecer. Disso não tinha duvidas!

Votou para sua sala despreocupado. Pediu para que lhe avisassem quando tudo estivesse pronto. Depois que sentou-se em sua cadeira, massageou as têmporas. Tinha que pensar em uma saída melhor. Fato que não encontrou, pois, não havia!

Pegou o celular e viu o tanto de chamada que estava acusando no visor.

Sentiu algo ruim apertar-lhe o peito.

“Será que tinha aconteceu algo com Hyoga?” – pensou, no entanto logo irou esse pensamento, pois, havia sido o próprio quem lhe ligou.

Deveria ter sido algo com Degel ou Kardia. Ao pensar no ultimo nome logo se sentiu como se tivesse levado um soco no estomago e rapidamente retornou a chamada para o filho.

=====

– Mamãe, por que não me deixou salva o irmão do homem que ira salva vida? – indagou a menina que queria entender o desespero e a negativa da mãe.

– Por que é a profissão dele, independente de você fazer esse favor ou não – respondeu seca

– Não seja vil mamãe, ele esta apena fazendo o que a senhora faria por mim – disse a garota

– Eu não chantagearia ninguém – criticou a mãe

– Ele não me chantageou — queria muito ajuda — e será mesmo que a senhora não faria? – indagou surpresa ao saber que mãe a deixaria morrer se precisasse chantagear alguém.

A mulher ficou sem ação. Não sabia o que responder. Claro que faria! Faria qualquer coisa para salvar sua filha, não importava o que fosse ou que custasse. Abriu a boca umas três vezes sob olhar atento da filha, mais nada de coerente lhe saia.

– Senhora Suann – chamou um rapaz loiro que a garota logo reconheceu, pois ultimamente o mesmo andava muito com seu medico cirurgião.

– Pois não? – indagou a mãe da menina agradecendo mentalmente aquela interrupção.

– A diretora do hospital quer fala-lhe – informou.

– Ah, obrigada – agradeceu a mulher e já ia saindo acompanhando o homem quando sua filha fez charme.

– Milo, não vai falar comigo não? – perguntou toda sorridente.

– Vou sim querida – respondeu retribuindo o sorriso — mais antes me deixa levar sua mãe pra falar com a diretora e já eu volto pra conversa com você, certo?

– Promete? – pediu levantando a mão direita gesto repetido por Milo

– Prometo – falou a loiro e saiu acompanhando a mãe da menina.

– Então vou ficar te esperando – gritou a garota ante do loiro sair.

=========

A sala da diretora era bem ampla e organizada. Tinha um gabinete com alguns papeis espalhados em cima, uma cadeira de espaldar na qual a mesma estava sentada e mais duas na frente, uma enorme estante e uma mesinha com algumas coisas como agua, café e bolachas, o local era bem nostálgico e, assim como o restante do prédio, tinha um forte odor de éter.

A mulher, dona daquela sala, exalava autoridade. Podia-se ver, só de olhar para ela, toda magnitude do trabalho que fizera para chegar ate ali. Seus atos firmes mostravam que debaixo daquele teto o que ela mandava era ordem, conclusão esta tirada somente com um olhar.

– A senhora queria falar comigo? – indagou sentando no local apontado a si.

– Sim senhora Suann – confirmou a diretora — eu me chamo Annalice Katelie e sou a diretora desse hospital – apresentou-se.

– Bem a senhora já sabe como me chamo, pois tem na ficha da minha filha – comentou a mulher – mesmo assim vou fazer o que a etiqueta manda, me chamo Adele, Adele Suann e sou mãe de Gabrielle Suann, em que posso lhe ser útil?

– Bom, como à senhora sabe eu, além de diretora deste hospital, sou mãe do medico chefe – concluiu a mulher.

– Senhora Katelie se me permite... – a mulher levantou-se não iria discutir. O medico chefe já tinha se decidido fazer a cirurgia e não iria mudar de opinião. sua filha poderia ter uma vida normal.

– Eu gostaria que a senhora me escutasse antes de dar sua palavra final – pediu firme, sem dar margem de recusa por parte da outra mulher.

========

Um dia quase todo e Shaka ainda não tinham dado noticias sobre o estado de Kardia. Degel já não tinha mais forças pra chorar, e só pensava no que poderia acontecer.

Hyoga já tinha informado ao pai o que tinha acontecido e estava com medo por Degel, sabia que ele tinha sido praticamente dopado pelo tanto de calmante que havia tomado. E ainda assim se mantia firme, esperando por uma noticia e embora não falasse nada, o loirinho sabia que o tio só estava aguentando por realmente estar preocupado e por amar o homem que estava sendo atendido.

– Tio Degel o senhor precisa comer – Hyoga aproximou-se do aquariano, pegou uma das mãos e as sentiu frias. Com certeza era por causa dos calmantes.

– Não se preocupe Hyoga, estou bem! – a frase falada num fio de voz não foi convincente.

– Está nada – ralhou o garoto com o mais velho — dá pra notar só de olhar que o senhor

– Hyoga eu não quero comer! Não quero sair daqui! – retrucou tão baixo que se Hyoga não tivesse perto não teria escutado.

– Tio Kardia não vai gostar de saber que o senhor andou se comportando mal – comentou o garoto e viu os olhos do ruivo voltarem a encherem-se de agua.

– Hyoga... – chamou o ruivo com dificuldade – será... será que Kardia vai me perdoa por tê-lo deixado sozinho, por faze-lo pegar chuva – o ruivo agora falava com a voz embargada pelo remorso.

– Não seja bobo tio Degel, tio Kardia te ama – falou Hyoga na tentativa de acalmar o maior – sabe, o amor de vocês é a coisa mais bela que já vi — comentou.

– É, e é por causa da minha mania de acha que ele vai quebrar a qualquer instante que ele está assim.

– O senhor pensa assim por que o ama! Já ouviu dizer que quem ama cuida e protege – Shun falou pegando na mão livre.

– Essa é a maneira que você tem de dizer que o ama e ele seria um tolo se brigasse com você por conta disso – Ikki que estava perto apoiou a dupla.

– A verdade é que tenho medo de perde-lo – comentou mais si que para os demais

– E ele já sabe disso? – indagou o moreno e recebeu um olhar confuso – quero saber se já disse pra ele com todas as letras que tem medo de ficar sem ele?

– Na verdade Ikki, nunca com essas palavras – comentou o aquariano percebendo que na verdade sempre dissera que amava Kardia, mais nunca dissera com todas as letras que sem o escorpiano ele também não existia.

– Então façamos uma surpresa para quando ele acordar – disse Hyoga todo empolgado – o senhor ira se alimentar e quando tio Kardia acorda, você fala a ele o quanto meu tio é importante na sua vida.

Degel notou que ambas suas mãos estavam sendo seguradas e mesmo que fossem apenas crianças, não pode deixar de se sentir seguro. Sorriu, estava agindo feito criança.

Iria ficar forte para quando Kardia acordasse, levantou-se pra comer algo, no entanto, sentou-se novamente de uma única vez, fazendo a cadeira que era fofa afundar com seu peso. Sentiu sua visão ficar turva e tudo distante, ouviu seu nome ser gritado por Hyoga, mas, o som chegava em seus tímpanos meio distorcidos e lentos e logo tudo ficou escuro.

OooO

– Seu moleque atrevido, por que você fez isso com meu irmão? – Kardia irrompeu gritando pela mansão dos Kyrrillos.

– Kardia o que é isso? – indagou Degel assustado com a atitude do namorado e Milo que estava junto do irmão escondeu-se atrás do mesmo.

– Seu irmão Degel – apontou o escorpiano para outro que se escondia atrás do ruivo.

– O que tem o Milo? – Degel cruzou os braços. Já sabia o que tinha acontecido, no entanto, não esperava que Kardia fosse tomar as dores do irmão, pois esse era um problema a ser resolvido entre Camus e Milo.

– Ele não contou o que ele fez? — indagou possesso.

– Quase nesse minuto – respondeu cansado. sabia que aquilo iria se um tanto difícil de se resolver já que Milo bancara o burro e fazia jus à cor do cabelo que tinha.

– E o que você pretende fazer? – indagou Kardia mais calmo.

– Como? – Degel deu um meio sorriso — Esta querendo que eu o ponha de castigo?

– Castigo é pouco – o loiro bem que queria não só nominar mais também poder fazer Milo paga pela ousadia de ter machucado seu irmãozinho.

– Kardia para de dar escândalos e de agir de forma infantil – pediu Degel calmo – é um caso serio!

– Não estou dando escândalos – retrucou o loiro que só de olhar para cara de Milo tinha ganas de esgana-lo – e eu sei que é serio.

– Ah não e invadir a casa dos outros gritando é o que? Sinal de festa? – indagou irônico. Degel havia achado o comportamento do namorado um tanto quanto ignorante.

– Não seja irônico você também – o escorpiano detestava quando ficava sem palavras

– Kardia, por favor, deixe os dois resolverem – pediu já começando a sentir dor de cabeça.

– Eu não estou acreditando no que eu estou escutando – “era agora os chiliques iram começar” pensou Degel — está pedindo para que eu deixe a peste loira que você chama de irmão magoar meu irmão mais uma vez

– Não! Estou pedido para que você os deixe conversarem e se acertarem – respondeu simples.

– Você fala como se fosse fácil Degel, mais queria só ver se fosse com Milo o que você iria fazer – Kardia andava de um lado para o outro, se não fosse por Degel proteger a peste loira com certeza ele já estaria no chão.

– Não sei – respondeu cansado sabia que ia se difícil e não queria tomar partido de nenhum dos três, mesmo sabendo que isso era praticamente impossível.

– Eu sei – ditou o escorpiano – você iria defendê-lo, mesmo que fosse à última coisa que você fizesse.

– Quanto a isso eu não vou poder saber Kardia, Milo não é tão ingênuo quanto Camus, não se entregaria tão “fácil” – não devia ter usado a palavra “fácil” mais agora era tarde, já tinha saído.

– Fácil? – Kardia deu um sorriso de indignação — Então você acha que meu irmão é fácil?

– Não Kardia, não foi isso que eu quis dizer – tentou conserta. No entanto, sabia bem como era a cabeça do namorado.

– Mais foi o que disse – acusou – quer saber Degel fica... Fica com seu irmão – o loiro virou-se para ir embora. precisava pensar espairecer.

– Kardia... – gritou Degel – se você passar por essa porta não volte mais – falou firme e Kardia parou no mesmo instante, sentiu algo dentro de partisse.

– Está... Está... – não conseguia formular concretamente a pergunta – esta me expulsando da sua vida Degel? – indagou com a voz tremula

– Você entendeu – não era isso que queria dizer, impôs aquela condição ao escorpiano para que o mesmo ficasse. Podia não parecer, mais era orgulhoso e não queria afirmar que não saberia viver sem o loiro.

Kardia dirigiu o olhar aos próprios pês e deu um sorriso fraco “você entendeu” que espécie de resposta era aquela? Não era o que queria ouvir! olhou novamente para Degel e este desviou o olhar para o lado e teve vontade de gritar.

– É... Acho que entendi! – novamente virou-se. Saiu sem dizer adeus e Degel não pode fazer muito.

OooO

Acordou sentindo um gosto estranho na boca. Seu braço estava imobilizado, provavelmente para que não o mexesse. seus olhos terrivelmente pesados, não se lembrava do que tinha acontecido, pois ainda estava no estado de torpor. Torpor esse que não durou muito e logo lembrou-se de onde estava e o que tinha acontecido

Abriu os olhos depressa e logo sentou na cama notando que em seu braço tinha agulhas pela qual passava soro, olhou ao redor e encontrou somente Ikki que, levantou-se da poltrona de espera e passou a caminhava em sua direção.

– Que bom que acordou – Ikki que estava no quarto velando seu sono.

– Ikki o que está fazendo aqui? – retirou o lençol que cobria suas pernas e logo se viu usando uma bata de hospital.

– Estava lhe vigiando – falou segurando o ruivo que teve a brilhante ideia de se levantar e quase caiu por não ter forças nas pernas para sustentar o corpo – o senhor teve uma queda de pressão devido à quantidade de calmantes.

– Imagine, deve ser por que não comi nada hoje – comentou inocente – preciso trocar de roupa, ir ate a lanchonete e depois voltar pra ficar com Kardia. Shaka já deu alguma noticia? – disparou sem dar chances ao moreno de falar.

– Sim – falou Ikki. Não sabia como dizer ao patrão que não estava tudo bem e que ele apagara legal – e há quase quatro horas ele esta com o senhor Camus operando o senhor Kardia – falou sabendo o peso da noticia.

– Com Camus? – o aquariano espantou-se. ate onde se lembrava, eles ainda não tinham conseguido falar com Camus.

– Sim senhor – Ikki viu o olhar de duvida e espanto e resolveu falar logo — o senhor apagou há dois dias atrás.

Degel largou-se de Ikki e puxou as seringas que estavam em seu braço e logo passou a pressionar o local onde as mesmas estavam antes. Passou a correr por dentro do hospital igual a um louco com Ikki logo atrás de si.

Desviou de muita gente no período da corrida ate o corredor das salas de cirurgia. Chegou ao local e logo estancou, tinha avistado seu sogro abraço a sua sogra com os olhos úmidos pelas lagrimas. Uma mulher que ele nunca vira na vida também chorando, Shun e Hyoga abraçados consolando-se e mais a frente uma sena que fez seu chão sumir.

Shaka na porta da sala cirúrgica ainda com as roupas usada para o ato, Milo logo à frente abraçando Camus também com roupas cirúrgicas e todo sujo de sangue e o ruivo estava chorando incontrolavelmente, Degel sentiu o peito aperta e a força nas pernas faltar novamente.

– Ka...dia – mais uma vez murmurou, só que agora saindo de joelhos no chão e uma torrente de lagrimas lavando seu rosto.

Continua...

Notas finais
gente, eu sei agora sim é morte na certa. enrolei enrolei e não disse o que interessava. prometo fazer isso no próximo cap bjossssss a todos e ate lá