I Gotta Go My Own Way
1 Capítulo 1 prologo
Prologo
Na enorme mansão da família Katelie acontecia uma festa para comemora o aniversario do filho mais novo, era pra ser algo pequeno mais mãe do aniversariante queria mostrar a toda sociedade o pequeno “herói” da casa.
– Por que não posso ter um?– perguntava com os olhos cheios de agua — mamãe é meu aniversario.
– Já disse que não dá – respondeu a mãe impaciente – seu irmão não pode esta em um ambiente onde tenha contaminação
– Prometo mantê-lo sempre limpo – tentava argumentar o garoto.
– Já disse que não – falou severamente – agora vá atender seus convidados e me deixe terminar o que eu estava fazendo – disse a mulher.
– Esse aniversario não é pra mim! — disse o garotinho e saiu correndo.
Que espécie de aniversario era aquele no qual ele não tinha direito de convidar quem queria e ganhar o que queria? Que convidados eram esses que nem seus rostos o pequeno lembrava? Todos simplesmente perguntavam “Annalice como vai o seu filho?” ou “ você já conseguiu o transplante que seu filho precisa Annalice?” não! todas aquelas pessoas não queriam vê-lo, não eram seus convidados, pois, não queriam saber de si e sim do seu irmão mais velho.
O pequeno corria tanto quanto suas pequenas pernas deixavam e pelo simples fato de esta chorando não prestava atenção por onde corria e esbarrou violentamente em uma pessoa que passava na hora e só não foi de encontro ao chão por que foi segurado com firmeza.
– Calma! – disse a pessoa que o segurou – cuidado não deve correr assim tão distraidamente – o menino levantou o olhar para fitar quem o segurava e a primeira impressão que teve foi que estava sendo segurado por um anjo, pois, o homem a sua frente era bem bonito, tinha longos cabelos ruivos, olhos verdes e pele clara igual a sua. Melhor tudo naquele homem eram iguais a ele, os olhos, cor do cabelo, cor da pele. Parecia que estava vendo uma versão sua só que mais velho e pelo o olhar do outro sobre si o menino teve certeza que ele estava pensando a mesma coisa.
– Desculpa – pediu com a voz chorosa
Das duas uma ou você não gostou da festa ou você adquiriu algum machucado quando esbarrou comigo – disse vendo as lagrimas molharem o rosto alvo do pequeno – estou procurando meu irmão mais novo viu ele por ai? – perguntou tentando puxa assunto com o menor.
– Não! – respondeu baixinho
– Como sabe que não viu? Eu ainda nem lhe disse como ele é – disse o ruivo.
– Não tem nenhuma outra criança por aqui – respondeu pausadamente por causa do choro que não conseguia controlar.
– Hum... Como se chama criança? – perguntou abaixando-se pra ficar de igual altura com ruivinho menor.
– Cam... – puxou o ar com força – Camus
– Olá Camus eu me chamo... – o rapaz iria se apresenta mais foi interrompido por uma vozinha que gritava por si. vozinha que o ruivo logo reconheceu como sendo do seu irmãozinho mais novo.
– DEGEL! – gritou o dono da voz fazendo o ruivo olhar na direção em que era chamado. notou que seu irmão era acompanhado por outra pessoa, assim como ele se achava igual ao pequeno também pode notar a semelhanças entre aquele homem e seu irmãozinho menor.
– Então esse é seu irmão? – perguntou o mais velho que estava segurado na mão do pequeno para que esse não corresse.
– É sim! esse é meu irmão Degel – respondeu o menino com um enorme sorriso.
– Acho que essa coisinha loira é sua – disse o mais velho estendendo o menino para o ruivo maior e olhando para o ruivo menor.
– É sim! Essa peste loira é minha – confirmou o ruivo vendo a expressão do outro, achou seguro afirma — também acho que essa coisinha ruiva é sua – disse o ruivo maior vendo seu irmãozinho gargalha.
– O que você tem? Por que esta chorando? – indagou Kardia á Camus.
– Você é o que dele? – disse visivelmente preocupado com ruivinho que agora parecia querer chorar mais
– Sou irmão dele algum problema? – perguntou se aborrecendo, não gostava quando Camus chorava o que era raro de acontecer, gostava de mais do irmão menor e por saber que aparentemente ele não tinha motivos pra esta derramando lagrimas, então ele só poderia pensar que o mais velho o machucara ou...ou... – não quis completar o pensamento
– Não, não tenho problema nenhum com isso, mais parecer que seu irmão esta magoado com alguma coisa – disse vendo o garoto com dificuldades pra controlar o choro que teimava em cair.
– Sou Kardia Katelie – disse suspirando. sabia bem o motivo do seu irmão esta chorando só não queria admitir o fato de que era ele o motivo da tristeza do pequeno – e esse é meu irmão Camus, Camus Katelie.
– Ah olá Camus, eu me chamo Degel Kyrrillo! – apresentou-se e puxou seu irmão pra frente – e esse é meu irmãozinho Milo, Milo Kyrrillo! diga oi Milo – ordenou o mais velho ao irmão.
– Oi Milo! – o pequeno fez graça e recebeu um olhar de reprovação do irmão – quer dizer, oi meu nome é Milo! – apresentou-se sorridente.
– Milo que tal você levar o Camus pra conversa – sugeriu o ruivo mais velho – aposto que ele esta precisando de alguém que o escute.
– Vem Camus acho que nossos irmãos estão querendo conversa – o loirinho pegou na mão do ruivinho que ainda tinha os olhos molhados de lagrima e saiu com ele sumindo no meio da multidão
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– Pai acorda chegamos – Camus acordou assustado com os gritos do rapaz loiro que estava sentado no banco de trás. Fazia algum tempo que esse tipo de sonho não o perturbava.
– Hyoga não me assuste desse jeito, quase tive um infarto – Camus repreendeu o menino que o olhava com um rostinho sapeca.
– Não se aborreça com ele Camus a culpa é sua por ter dormido – comentou o home que estava dirigindo – vamos desça já chegamos – informou descendo do carro e indo abrir o porta malas pra pegar a bagagem do ruivo.
– Cada vez que eu venho aqui essa casa parece maior – comentou descendo e indo ajudar seu filho e seu anfitrião, pegou a bagagem e junto dos outros dois subiu os pequenos degraus que dava acesso à entrada da casa.
A casa por fora era grande, detinha uma pintura rustica nos tons branco e amarelo, era composta por dois andares, uma pequena varanda na frente, uma sacada, cadeiras de visitas, e por dentro guardava uma imensa mansão, na sala tinha dois sofás, uma poltrona, um tapete, e uma mesinha de centro e abaixo de tudo isso um belo carpete na cor vinho.
– Chegaram os três homens que dão razão a minha vida – disse o homem que os esperava na sala – que bom vê-lo novamente meu irmão – o mais velho abraçou o ruivo apertadamente dando-lhe beijos no rosto.
– Tio Kardia! – o loirinho entrou com duas malas enormes e já foi as largando em qualquer lugar pra ir cumprimentar o tio.
– Bom ver você também moleque – disse Kardia soltando o irmão e abraçando o sobrinho.
– Seja bem vindo de volta amor – o loiro agora soltava o sobrinho e ia beija o amante – e então como foi à viagem? – indagou olhando para o irmão e o sobrinho.
– Cansativa – informou Camus bocejando – preciso de um banho
– Kardia por que você não mostra pra eles o quarto em que vão fica enquanto eu preparo o jantar – foi mais uma ordem do que um pedido.
– Não sei por que tenho que ir, afinal, eles conhecem a casa e sempre ficam nos mesmos quartos – disse Kardia dando de ombros – mais se você me quer longe da cozinha não sou doido de desobedece-lo – todos riram do comentário, Kardia deu um selinho no amante e subiu com o irmão e o sobrinho para os quartos enquanto Degel foi para a cozinha.
– Por que não foi cumprimentar o nosso visitante? – indagou o ruivo assim que entrou na cozinha e encontrou o irmão por lá
– Por que ele não esta aqui por mim – respondeu seco – e tem mais acho que ele ainda me odeia
– Ele também não veio por mim, mas, mesmo assim fui busca-lo – rebateu ao irmão – e quanto a ele esta zangado com você, bem isso você só vai saber se falar com ele.
– Eu não preciso falar com ele pra saber que ele esta zangado comigo – rebateu o mais novo.
– O que prova que ate você não se perdoou ainda por tê-lo magoado daquele jeito – volveu Degel começando a preparar o jantar – ele vai passa um mês inteiro aqui então você terão que se engolir – sentenciou o mais velho — Kardia não pode ter emoções fortes e tanto você quanto ele sabem disso então, por favor, comporte-se Milo.
O ruivo viu o loiro lhe fazer uma careta e despois se remexer na cadeira ficando quieto o que estava deixando Degel um pouco preocupado! O irmão sempre fora ativo, travesso. Estava sempre explorando uma maneira de tirar os outros do serio. O que Degel não sabia era que, desde que o grego descobrira que Camus também iria passar as feria junto do irmão, o loiro andava nervoso, calado e muito pensativo.
Milo ainda lembrava como havia conhecido o amigo, ou ex. por assim dizer.
OooO
A família Kyrrillo também havia sido convidada para comemoração do oitavo aniversario do filho mais novo da família Katelie. Milo estava muito feliz não porque estava indo pro aniversario mais por que estava indo somente ele e seu irmão mais velho, era uma oportunidade única de aprontar sem ser castigado. Seus pais tiveram de viaja e os deixaram sozinhos e quando o convite chegou Milo ligou tanto perturbando seus pais que os mesmos mandaram Degel leva-lo.
Assim que limusine parou Milo saiu em disparada correndo pela mansão da família do aniversariante.
– Milo espere – pediu Degel – você pode se perder – já era tarde o loirinho já tinha sumido da visão do ruivo.
Depois que se viu longe do irmão Milo parou de correr e olhou ao redor a procura de alguma criança com quem pudesse brincar, mais... não tinha nenhuma.
– Que festa mais sem graça – comentou o loirinho indignado – pelo jeito esse aniversariante acha que é adulto! Só tem velho nessa festa – o comentário veio alto e muitos olharam para a criança escandalosa.
– Quem você pensa que é pra falar desse jeito do meu irmão? – a pergunta vinda de uma voz grossa assustou o pequeno, o susto foi maior ao ver o rosto do homem que lhe repreendia.
O homem possuía longos cabelos loiros, olhos azuis e pele morena pelo sol já que estavam na Grécia. “Ele deve gosta de ir à praia” pensou o pequeno. Notou que ele e seu avaliador eram muitos perecidos, sim parecidos, pois tirando os músculos e o fato do cabelo do homem a sua frente esta na altura da cintura eles eram idênticos parecia ate que o Milo era a miniatura do mais velho.
– Desculpa – pediu o garoto sem jeito – mais é que fugi do meu irmão pra poder brinca com as outras crianças, mais não estou vendo nenhuma.
– Isso é por que não há nenhuma além do meu irmão – informou o loiro mais velho e viu imediatamente o menino da um suspiro de desagrado — meu irmão deve esta por ai por que não procura por ele? – sugeriu o loiro e o menino não pensou duas vezes saiu correndo procurando o irmão do loiro.
– Onde será que ele esta? – perguntou a si mesmo depois de muito procurar – ah já sei – Milo teve a brilhante ideia de subir em cima das mesas pra procura a outra criança. Se o aniversariante era a única criança naquela festa não seria difícil ele encontra se subisse em cima das mesas para procurar.
E a assim o loirinho fez, subiu em cima das mesas para procurar. Seu plano estava indo muito bem ate o menino ter a brilhante ideia de subir em cima da mesa de bebidas e comida.
– Ei garoto desça dai – pediu o segurança que tentou agarra-lo. Milo olhou para o enorme homem que esticou a mãos em direção a si.
– Ih sujô – disse o pequeno escorpiano e saiu correndo. O segurança tentou alcança-lo mais Milo traquina como era conseguiu derruba a enorme bacia de ponche em cima do segurança que ficou todo molhado, aproveitando a deixa saiu correndo novamente.
– Espere – pediu o segurança. vendo que o diabinho já ia longe pediu reforço pelo radio.
Kardia viu a movimentação dos seguranças preocupou-se com o bem esta do seu irmão menor que sua mãe havia dito ter saído correndo por que a mãe não deixou ter algo que ele queria muito.
– O que esta contendo? – perguntou ao segurança próximo de si.
– Parece que tem uma criança fazendo traquinagem senhor – informou o segurança – mais não se preocupe temos tudo sobre controle.
– Delta um, ele esta indo em sua direção – interfonou um segurança para o chefe que estava cuidando da segurança de Kardia, logo após isso o loiro viu sua miniatura correndo em sua direção e cerca de cinco seguranças correndo atrás dele
– Acho que não encontrou meu irmão — falou Kardia que segurou Milo pelo braço assim que este ia passando por si, o menino ficou feliz ao ver quem era.
– O senhor esta bem senhor Kardia? – perguntou um dos seguranças quando se aproximou do patrão e viu que este estava segurando firmemente o garotinho que ate então estava dando problemas pros seguranças, Kardia balançou a cabeça positivamente mais caiu na gargalhada ao ver o estado dos seguranças.
Os cinco homens estavam molhados, tinham farinha e frutas espalhadas pelo uniforme. É! o loirinho tinha dado problema, o que mais intrigava era que Milo era um garotinho pequeno e magricela e os seguranças uns verdadeiros armários.
– Vamos – disse o loiro maior praticamente arrastando o menor – vamos procurar seu irmão — rodaram a mansão quase toda mais conseguiu encontrar o irmão mais velho do diabinho loiro.
– DEGEL – foi tudo que Kardia ouviu quando Milo avistou seu irmão que por coincidência também estava junto com Camus, Kardia sentiu algo ruim quando viu seu irmão chorando.
Depois das apresentações Camus e Milo foram dar uma volta na mansão e o loirinho aproveitou pra perguntar qual o motivo de tanta choradeira por parte do ruivo.
– Por que você esta chorando tanto? – indagou o loirinho
– Pedi um presente a minha mãe, mas...-fungou um pouco — ela disse que não posso ter por causa do meu irmão, ele é alérgico a um monte coisa e também tem uma doença que torna sua saúde muito frágil – informou o aquariano.
– E o que você pediu que ela não te deu? – estava curioso
– Um cachorro – informou ele – eu queria um cachorro, mais ela disse que não posso ter um.
– Por que não tem outras crianças na sua festa? – Milo era curioso por natureza e quando via alguém chorando ai sim sua curiosidade aumentava, pois ele sempre dizia que só se chora quando dói em algum lugar ou por extrema felicidade e dependendo da intensidade do choro daria pra saber se o que afligia era felicidade ou dor.
– Como eu disse antes, meu irmão tem uma saúde frágil e não pode ter emoções fortes então pra não ter bagunça mamãe resolveu fazer algo mais “social” de acordo com ela – respondeu sua voz já não era mais embargada pelo choro.
– Você se sente muito sozinho não é? – perguntou Milo que sabia bem como era aquilo, afinal, seu pai e sua mãe eram conferentes e por isso viviam viajando. Degel estuda e só estava em casa a noite. Ele também se sentia sozinho.
– Sim – confirmou o ruivinho
– Eu tive uma ideia – disse o grego sorrindo
– Qual? – indagou Camus olhando para o garoto sorridente a sua frente
– Você e eu seremos amigos pra sempre – disse estendendo a mão para novo colega – concorda?
– Sim – respondeu Camus apertando a mão do loiro e sorrindo também.
– Agora vamos ver o que nossos irmão estão fazendo! – o loirinho saiu puxando o ruivinho novamente.
OooO
Milo acordou de seus devaneios pelo som das vozes que vinham da sala em direção à cozinha. Uma delas Milo reconheceu como sendo de Kardia a outra ele não reconhecia, mais a terceira fez seu coração literalmente parar
Conhecia muito bem aquela voz, estava mais firme, mais fria, mais máscula, mais ainda sim reconhecia muito bem aquela voz, Milo endireitou-se na cadeira e ficou apreensivo, da ultima vez que o vira fora praticamente expulso pelos seguranças e a ordem dada para tal ato tinha vindo do dono daquela voz junco com um incontrolável choro, foi a segunda vez que o vira chora.
Quanto mais os sons das vozes se aproximavam mais Milo sentia uma coisa ruim, o primeiro a passa pela porta da cozinha foi Kardia, o segundo um rapaz loiro que aparentava ter uns quinze anos e que Milo não conhecia, o loiro sentiu um frio na barriga ao ver o homem ruivo passa pela porta.
Camus estava diferente, seus cabelos estavam maiores na altura da coxa e de um ruivo mais vivo, a pele continuava clara e os olhos... Os olhos que Milo tanto amava e o fascinava estavam opacos, sem vida, frios... Como se tivesse perdido a vida há muito tempo.
Eram olhos que demonstravam tristeza e o peito do grego doeu, pois sabia que parte daquele sofrimento era aderido ao fato acontecido durante a adolescência de ambos e que, ele, Milo, era o maior culpado
O aquariano se surpreendeu ao encontrar o grego por ali, ainda lembrava-se bem da ultima discursão, no entanto, sabia que um encontro como aquele era inevitável uma vez que seus irmãos resolveram dividir uma vida.
– Cam... Camus há quanto tempo não o vejo – disse o loiro se levantando.
– Se você fecha os olhos o tempo vai se alonga Milo – respondeu o aquariano firme e seco.
– Camus sei que ainda esta...
– Pode ir parando por ai mesmo Milo, vi ate aqui pra poder ajudar a cuidar do meu irmão e em respeito aos donos da casa vou ficar quieto mesmo que sua presença não me agrade! Então, eu lhe peço não dirija a palavra a mim, não me toque, não olhe e nem me peça nada, isso é tudo – disse o aquariano olhando friamente para o grego que tremeu com o olhar.
Hyoga arregalou os olhos com a forma de falar do pai. O escorpiano engoliu seco, não esperava ser tratado daquela maneira. Degel e Kardia não falaram nada.
– Certo desculpe-me por incomoda-lo – Milo sentou-se e direcionou o olhar para a mesa. Não ousaria olhar o aquariano se ele não quisesse, afinal, ele tinha razão de esta magoado consigo.
– Não se preocupe você não me incomoda – respondeu frio e sentou-se também – não mais...
– Que bom saber assim podemos segui nosso jantar em paz – falou Degel – sentem-se todos – ordenou o ruivo mais velho.
“Essas serão longas feria!” – o pensamento de todos naquela mesa estava sincronizado com tal pensamento.
Continua...
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