I Found My Fallen Angel

35 Capitulo 35° - Em Crise


Notas iniciais
Boa leitura...

Segurei a taça de Martini e bati os dedos contra a mesma, meus anéis fizeram barulho contra o vidro. Levei a bebida a boca e me deliciei com o sabor doce e suave, o qual me lembrava as manhãs da minha lua de mel.

Cruzei as pernas e encarei o homem a minha frente, cabelos revoltos e castanhos claros, pele morena, barba por fazer, olhos azuis. Usava uma camisa cinza clara com as mangas arregaçadas, gravata preta, colete cinza escuro, calça social igualmente cinza e sapatos pretos. Eu devia admitir que ele era um encanto, ainda mais com sua voz rouca e sua forma sexy de falar.

–Então querida, leu todo o contrato? – Perguntou, ele passou o indicador pela boca da taça de seu Martini e ergueu os olhos para mim, abrindo um sorriso charmoso.

Típica forma de paquerar, porém não iria funcionar, eu era uma garota casada agora.

–Sim – Murmurei colocando minha taça sobre a mesa – Eu fiz algumas mudanças e apliquei minhas exigências – Coloquei a ponta do meu indicador sobre a pasta preta e a escorreguei pela mesa – Eu espero que possamos voltar a conversar e fecharmos o contrato – Sua mão grande pousou sobre a minha e eu encarei seus olhos – Estarei esperando sua ligação, Sr. Beckham – Deslizei minha mão de volta e ele segurou a pasta.

Seus olhos azuis encaram os meus com uma intensidade incrível, o sorriso charmoso em seus lábios me intimidava. No entanto, eu sabia que ele sendo um grande empresário teria esse charme e essa habilidade de hipnotizar seus oponentes.

–Não poderei convencê-la a mais um drink? – Sorri e me levantei – Ou talvez, eu possa te encantar com os belos lugares de Tóquio , tenho certeza que eu e minha cidade podemos lhe dar muito o que ver e muita diversão.

–Sinto muito, eu tenho um marido me esperando nos EUA – Pisquei sorrindo – Foi um prazer negociar com o senhor – Estendi minha mão a sua frente.

David se levantou sorrindo para mim, tive que erguer meu olhar para poder encará-lo. Ele era alto e com seus 35 anos demonstrava toda sua virilidade e imponência.

–Foi um grande prazer negociar com você, Sra. Maxwell – Ele deu um passo em minha direção e segurou minha mão com gentileza a levando até os lábios em um beijo cálido – Irei ler cada palavra com muita atenção e então voltaremos a conversar, tenha um ótimo voo.

–Obrigada, até breve – Peguei minha bolsa e lhe dei as costas saindo do restaurante e logo sendo acompanhada por dois seguranças até o carro que já me esperava – Estamos atrasados Oliver? – Perguntei atenciosa.

–De maneira alguma, Sra. Maxwell – Ele sorriu para mim pelo retrovisor e eu sorri antes de subir a divisória do carro.

Enquanto o carro se locomovia por Tóquio, peguei meu celular discando o número de Rayssa. Conversávamos todos os dias e ela me mantinha informada sobre tudo que estava acontecendo em Dallas, pois, por mais que eu e John conversássemos, eu estava sentindo-o distante em nossas conversas.

Exatamente por isso que resolvi voltar dois dias antes do previsto, queria lhe fazer uma surpresa. Talvez ele estivesse tenso, com alguns problemas na empresa, eu não sabia, só queria fazê-lo sorrir e adorar a lingerie que estou usando.

–Rayssa – Sorri ao ouvir seu “Alô” – Tudo bem?

–Sim e você como está, querida?

–Eu estou bem, estou ligando para saber como está tudo? – Perguntei tamborilando meus dedos em minha perna.

–Hmm, estão bem – Pude notar barulhos pelo telefone, pessoas conversavam – E aí?

–Tudo muito bem, você está com alguém?

–Sim – Murmurou.

–Ligo depois então, está cuidando do meu sobrinho? – Isso a fez rir.

–Muito bem, boa noite – Desliguei a ligação e me preparei para descer.

–Obrigada Oliver – Murmurei quando ele me entregou meu sobretudo preto.

Logo que entrei no jatinho tratei de tomar um comprimido para dores de cabeça, a minha estava estourando e eu precisava dormir o voo inteiro. Iria precisar de energia quando chegasse em casa, queria deixar meu marido satisfeito e feliz depois de cinco dias de abstinência.

Era noite quando o jatinho aterrissou em Dallas, Oliver se encarregou de deixar Anny em casa, enquanto Fredy e Marcos me levaram para a cobertura de John.

O elevador começou a subir e eu cocei minhas mãos dentro do bolso do casaco, estava ansiosa para vê-lo. Só de saber que logo iria estar beijando-o, fazia meu corpo todo se arrepiar, precisava admitir que todo esse tempo sem John havia me deixado cheia de saudade.

Desfiz o nó do sobretudo e caminhei pelo hall do apartamento, meus saltos fizeram barulho pelo chão e eu pude ouvir a televisão ligada em um canal de desenhos.

Tirei o sobretudo no caminho e antes que eu pudesse colocá-lo sobre o sofá, um garoto com seus quatro anos de idade parou a minha frente, me encarou com seus olhos azuis cristalinos, cabelos negros e um copo de leite em mãos.

–Oi, eu sou Eric – Sorriu banguela para mim, o olhei de cima a baixo, usava uma calça jeans, tênis e uma camisa polo. Pisquei algumas vezes antes de sorrir.

–Oi, eu sou Hilary – Ele estendeu a mão a minha frente e eu a apertei delicadamente – Você está com seu pai aqui? – Perguntei me agachando a sua frente.

–Sim, ele está no escritório – Sorri e me levantei.

–Eu volto logo – Sorri para ele e deixei meu sobretudo sobre o sofá. Caminhei para o escritório de John e quando o encontrei de costas para mim, ao telefone, pude afirmar que minha calcinha estava encharcada.

Eu ainda não conseguia me acostumar com toda a beleza do meu marido, com todo seu porte masculino, sua forma sensual e seu corpo incrível. E sua voz... Ah! Sua voz, me tirava todo o equilíbrio.

–John? – Ele se virou rapidamente e seus olhos se encontraram com os meus, sorri umedecendo os lábios. Seus olhos me avaliaram de cima a baixo e eu me aproximei.

–Eu ligo depois – Murmurou desligando o telefone rapidamente.

Ele parecia cansado, os cabelos estavam desgrenhados, a gravata afrouxada, a camisa branca com os dois primeiros botões abertos e as mangas arregaçadas.

–Hilary? O que está fazendo aqui? – Perguntou parecendo assustado – Você voltaria em dois dias...

–Eu queria fazer uma surpresa – Mordi os lábios – Eu estava sentindo muito sua falta – Toquei seus ombros – Você parece cansado, está tudo bem? – Perguntei atenciosa, John passou a mão pelos cabelos.

–Eu também senti sua falta – Sorri meigamente e aproximei meus lábios dos seus.

–Quando seu amigo e o filho dele vão embora? Eu quero cuidar do meu marido – Sussurrei baixinho, roçando minha boca a sua em seguida – Quero ver você ficar louco, ao ver o que estou vestindo em baixo desse vestidinho – Sussurrei em seu ouvido.

Suas mãos me seguraram e ele me afastou parcialmente, isso me fez erguer uma sobrancelha. Seus dedos tocaram minha bochecha e eu suspirei sentindo seu toque, eu havia sentindo tanta sua falta.

–Hilary – Sussurrou baixinho – Eu sou o pai daquele garoto na nossa sala – Encarei seus olhos sentindo minha respiração falhar e tudo girar a minha volta – Clarice... O que importa é que ele está vivo e que eu não perdi meu filho... Hilary? – Baixei meus olhos e respirei fundo, neste exato momento eu sentia meu mundo desmoronar.

–Não... – Me afastei dele.

–Não fuja de mim, ele é uma graça, poderemos ser felizes como...

–Não John... Eu... Eu sinto muito – Senti lágrimas invadirem meus olhos – Eu... – Não consegui nada para lhe dizer, apenas sai de seu escritório subindo para o nosso quarto, as lágrimas escorregaram por meu rosto e eu entrei rapidamente no banheiro, não queria vê-lo.

Encarei meu rosto no espelho e logo pude notar as diferenças. A mulher feliz de alguns minutos atrás havia desaparecido, agora uma oura de tristeza se apossava do meu ser e meus olhos não deixavam de derramar lágrimas.

Quando me encontrei deitada em minha cama, coberta pelo edredom e com o coração apertado segurei um dos travesseiros e o apertei em meus braços.

–Hilary? – Mantive meus olhos fechados, sentindo John perto, sua respiração contra minha pele – Eu amo você – Sussurrou, seus lábios beijaram meus cabelos e ele se afastou em seguida. Mordi os lábios e tentei reprimir as lágrimas que começaram a descer.

Bati a mão sobre o criado mudo tateando a procura do meu celular que apitava. Sem abrir os olhos o silenciei e joguei ao meu lado.

Sabia que John não estava mais ali, pude notar quando ele saiu cedo, pude escutar as risadas dele e de Eric na cozinha e quando o elevador saiu anunciando que provavelmente ele fora levar o garoto a escola.

Eu não queria parecer egoísta, sabia o quanto ele era louco para ter tido o filho que antes estava morto. Mas... o filho não era meu, ele teria toda uma conexão com Clarice e talvez chegasse a um ponto que eu não teria mais espaço em sua vida.

Joguei o edredom para o lado e sai da cama. Entrei no chuveiro determinada a não ter uma manhã de merda, a água escorregou por meu corpo e eu me deixei relaxar, lidaria com tudo mais tarde.

Segurei a tolha envolta de meu corpo e encarei os dois vestidos sobre a cama. Acabei optando pelo azul escuro, enquanto o colocava atendi a ligação de meu pai.

–Bom dia querida – Suspirei, logo deduzindo que John havia lhe dito que eu havia chego ontem à noite.

–Bom dia papai – Murmurei fechando o zíper do vestido e me encarando no espelho.

–Como você está meu docinho? – Mantivemos uma conversa suave por alguns minutos, mas logo pude notar que ele não havia me ligado para nada – John me ligou e pediu para que eu falasse com você.

–John não tem que te pedir coisas sempre que briga comigo – Murmurei irritada.

–Hilary, eu sei que é difícil e que você esperava que casando com ele, seriam só vocês. Mas Eric é o filho dele.

–Eu não quero falar sobre isso, pai – Murmurei colocando meus saltos – Eu vou para a Empresa, resolver tudo que tem lá, meu dia vai ser normal e depois eu penso nisso.

–Ele é só uma criança, Hilary – Pude notar a firmeza em sua voz – E você e John são casados, os problemas e responsabilidades dele devem ser as suas. Vocês prometeram dividir tudo, não foi? – Respirei fundo sentindo aquilo me atingir no estomago.

–Eu preciso desligar – Murmurei não querendo discutir com ele – Desculpe pai, foi bom falar com você.

–Tenha um bom dia, docinho – Desliguei o telefone e me encarei no espelho. Definitivamente o dia seria uma merda.

Parei em frente ao apartamento de Santiago e suspirei tamborilando meus dedos no volante. Queria pedir desculpas pelas palavras ditas no outro dia, queria dizer que sinto muito e queria sentir ele me abraçar e fazer meu dia ficar bem.

–Hilary? – Encarei seus olhos verdes, vestia uma camisa branca e calça social. Pronto para o trabalho, mas eu precisava dele e meu pai iria ter que me empresta-lo por algumas horas – Você está bem?

–Não – Murmurei antes de pular em seus braços – Me desculpe pelo o outro dia, por ter gritado e dito coisas horríveis a você, San – Senti as lágrimas em meus olhos – Eu sinto muito, eu sou uma boba, não mereço ter você como irmão... Me perdoa – Murmurei sentindo-o me abraçar.

–Ah Princesa! Não chore – Sussurrou me puxando para dentro, seus braços não deixaram de me abraçar por nenhum segundo – Está tudo bem, mas não chore – Ele tocou meu rosto com o polegar tentando afastar minhas lágrimas – Conte-me o que aconteceu, que tal? – Neguei soltando um suspiro resignado.

–Eu só quero que faça meu dia melhor – Ele sorriu e me puxou para o sofá.

–Espere aqui – Pediu antes de correr para a cozinha, demorou algum tempo até que ele voltasse e até lá eu tratei de me recompor. Quando se sentou ao meu lado, colocou um prato cheio de torradas com nutella sobre a mesa de centro.

–Cadê a Rayssa? – Perguntei quando me deitei com a cabeça em seu colo.

Santiago ligou a televisão e colocou no canal de séries, Dexter demonstrava toda sua implacável força matando os indivíduos maus.

–Ela ainda está dormindo – Murmurou dando uma mordida na torrada – Que bom que voltou mais cedo – Suspirei e comi um pedaço de minha torrada – Queria fazer uma surpresa a John, não foi? – Assenti comendo outro pedaço.

–Mas não saiu muito bem como eu queria – Murmurei chateada – Me desculpe por estar te atrasando para o trabalho.

–Tenho certeza que tem um bom motivo.

–John... – Suspirei e encarei o teto – Clarice trouxe de volta o filho que até ontem estava morto, ele está no nosso apartamento, eu cheguei ontem e encontrei o garoto, John no escritório... Em todas as nossas ligações, ele nem ao menos me falou que tínhamos um assunto sério para conversar, me tratou indiferente e distante. Eu não me casei para perder meu lugar em menos de um mês.

–Você está insegura – Murmurou terminando de comer a torrada.

–Eu estou chateada, tudo bem me sinto feliz por ele, mas eu não quero... – Respirei profundamente – Eu não quero perde-lo, Santiago.

–Hey – Encarei seus olhos verdes – Não vai, John é apaixonado por você, além de tudo... – Meu celular tocou em minha bolsa e Santiago pegou a mesma para mim, revirei-a com a mão e peguei o celular atendendo-o

–Sim Anny? – Murmurei sentindo os dedos de Santiago passarem por meus cabelos.

–Sra. Maxwell, precisamos que venha para cá, Nathan espera por você – Respirei fundo, Nathan era nosso contador, o qual cuidava de todos os fundos e do dinheiro da empresa, ou seja, se ele estava me chamando para uma conversa não era por algo sem importância.

–Eu já estou chegando, obrigada Anny – Desliguei e joguei o celular na bolsa – Eu preciso ir.

–San...? – Erguemos os olhos e nos deparamos com Rayssa descendo as escadas com um sorriso nos lábios. Eu devia admitir que ela estava linda com a barriguinha de gravida – Hilary! Que bom te ver aqui – Sorriu animada, me levantei e andei até a ela a abraçando.

–Ah Ray! Você está tão linda com essa barriguinha – Pude ver seus olhos brilharem, ela segurou minha mão e a levou sobre sua barriga.

–Espere – Sussurrou baixinho, passaram alguns segundos e nada – AH! As vezes ele chuta, quem sabe outra vez? – Eu sorri e a encarei – Você e o John estão brigados não é? – Baixei meus olhos e suspirei – Ele me ligou hoje de manhã.

–Você sabia, sobre Eric? – Ela desviou os olhos.

–Desde ontem... Ele manteve tudo escondido a semana toda – Assenti – Vai ficar tudo bem, Hilary.

–Espero que sim, eu preciso ir agora – Murmurei sorrindo – Tenha um ótimo dia, Ray... – Santiago se aproximou e beijou minha testa antes de ir para o lado de Rayssa e a abraça-la pela cintura.

–Que bom te ver antes de ir ao trabalho – Pude ver o amor estampado no rosto de ambos e eu vi que por mais que eles não fossem casados, a vida deles deveria ser muito melhor.

–Até – Santiago murmurou um eu te amo e eu sai.

Quando cheguei Anny já me trazia meu habitual café e me acompanhava até minha sala. Porém, parei no corredor ao ver Clarice na sala de John, os dois sentados no sofá e sorriam um para o outro, pareciam felizes... Isso definitivamente não estava certo.

–Nathan me espera em minha sala? – Murmurei sem desviar os olhos de John.

–Sim senhora – Seus olhos azuis se encontraram com os meus e eu lhe dei as costas entrando na sala sem olhar para trás.

–Bom vê-la Sra. Maxwell – Nathan se levantou em um gesto de cavalheirismo, apertou minha mão e eu indiquei a cadeira dando a volta e me sentando na poltrona.

–Então, o que tem para mim?

–Bem, o assunto é um tanto sério devo alertá-la – Assenti calmamente – Todo mês fazemos as contas, revisamos os livros caixa e há uma grande quantidade de dinheiro faltando.

–É prejudicial? – Perguntei já um tanto alerta.

–Não, mas devemos nos preocupar. Afinal, o dinheiro saiu sem que ninguém percebesse, pode acontecer novamente e assim sucessivamente – Passei a mão pelo cabelo e tomei um gole e meu café.

–Eu quero que termine de fazer todas as contas.

–Já terminamos – Ele me deu uma pasta a qual havia a quantidade de dólares faltando.

–Está bem, eu assumo daqui Nathan, obrigada e qualquer coisa não hesite em vir a minha sala – Me levantei e apertamos as mãos – Tenha um bom dia – Ele assentiu e saiu da sala.

Liguei para o banco e pedi que descobrissem como todo aquele valor havia sumido da conta bancaria e eles prometeram que me ligariam até o final do dia.

Não fiz questão de descer para o almoço e me mantive enclausurada em minha sala revisando tudo, fazendo ligações e assinando alguns papeis.

–Sra. Maxwell? – Levantei os olhos para Anny – Sr. Beckham na linha um – Assenti e ela saiu da sala, peguei o telefone e apertei o número um.

–Hilary Maxwell.

–É um prazer ouvir sua voz novamente, Sra. Maxwell – Me encostei na cadeira e me permiti sorrir, queria que isso tivesse vindo de John, que ele tivesse me dito palavras como essas enquanto eu estava no Japão – Então me diga, se sente arrependida por não ter aceitado mais um drink naquela noite?

–Sr. Beckham eu me sentiria arrependida caso tivesse aceitado, não iria querer que nossos negócios fossem interrompidos por maus entendidos – Ele soltou uma risada sexy.

–Boas palavras Sra. Maxwell, eu estive lendo suas exigências e queria ligar para dizer que ainda não terminei.

–Tudo bem, acha que pode demorar?

–Não, eu retorno minha ligação logo – Murmurou – Na verdade, liguei para ouvir sua voz suave. É algo valido de sentir falta.

–Obrigada Sr. Beckham, como sempre é um prazer falar com você.

–Sra. Maxwell? – Ergui os olhos para Anny na porta – O banco na linha cinco – Assenti.

–Tenha um bom dia Sra. Maxwell – Beckham desligou e em seguida atendi o banco.

–Hilary Maxwell.

–Sra. Maxwell, conferimos a conta e pudemos ver que todo o dinheiro desviado, foi para a conta de John Maxwell e depois para Clarice Smith.

–O senhor tem certeza disso? – Perguntei – Não há formas de ser um equívoco?

–De forma alguma, senhora, o dinheiro foi transferido para a conta de John e logo em seguida para Clarice Smith.

–Obrigada, tenha um bom dia – Desliguei o telefone e encarei a parede.

Eu sentia a raiva se apossar de meu corpo, não estava acreditando que ele havia desviado milhões da empresa para dar a Clarice Smith! Eu não conseguia entender o motivo pelo qual tudo havia chegado a esse ponto.

O que eu tanto havia perdido em cinco dias de viagem?

Havíamos prometido sermos completamente transparentes um com o outro, sempre contarmos tudo, dividir os problemas e as felicidades.

Agora ele estava me escondendo tudo, durante minha viagem inteira ele havia me evitado e me tratado como uma pessoa inferior ao tratamento que ele devia dar a sua esposa.

Pisquei algumas vezes me deparando com minha sala toda em trapos, papeis no chão, notebook, luminária, porém ali estava o porta-retratos com uma foto minha e de John intacto, peguei-o e o joguei na parede, vendo o objeto se quebrar em milhões de pedacinhos.

–Sra. Maxwell tudo bem? – Anny encarou a sala e pude ver o terror em seus olhos.

–Mande alguém vir limpar isso imediatamente – Falei seriamente, assim que ela saiu peguei minha bolsa e fui para a sala de John.

Pude ver pelo vidro que ele estava atento ao seu notebook e sério. Não me importei se iria atrapalha-lo, agora iriamos ter uma conversa sobre suas atitudes. Quem ele pensa que é?

Empurrei as portas com força e seus olhos azuis se levantaram me encarando.

–Agora que aquela putinha lhe deu um filho, você tem que desviar milhões da empresa para sustentar ela? – Falei furiosa, ele piscou e então se levantou sério.

–Você mandou quebrar o sigilo da minha conta bancaria? – Perguntou furioso.

–Não John, Nathan veio hoje falar comigo dizendo que milhões haviam sido desviados da empresa e obviamente eu fui procurar quem havia tido a brilhante ideia e então em ligaram dizendo que foi você. Qual o seu problema? Se você quer ter um filho tudo bem, mas não coloque a empresa no meio da merda dos seus problemas! – Revidei furiosa.

–Hilary eu não quero conversar com você nesses estados, volte ao trabalho e mais tarde conversamos.

–Foda-se o que você quer John, eu sou sua mulher, eu me casei com você. Haja como meu marido, dívida seus problemas comigo, me conte as coisas... E não dê dinheiro a qualquer vagabunda.

–Ela é a mãe do meu filho! – Gritou furioso – Não fale assim dela.

–E o que vai fazer? Vai me bater? Se ousar fazer aquilo de novo, eu vou a polícia, e tenha a certeza que seu título de empresário bem sucedido vai cair lá em baixo quando tudo sair nos jornais.

–Hilary, o dinheiro foi dado aos sequestradores. Clarice foi mantida em cativeiro por anos, Eric nasceu e eles não quiseram soltá-lo, agora que eles descobriram que eu era o pai, pediram toda essa quantia de dinheiro para que devolvesse ele.

–E você acreditou? – Perguntei cínica, ele me encarou e ergueu a sobrancelha – Eu quero um teste de DNA, não acredito que esse filho seja seu.

–Eu não vou fazer um teste de DNA.

–Você está completamente cego, ela está se aproveitando do seu desejo de sempre ter tido um filho. Você tem que aceitar, John...

–Chega Hilary – Ele bateu a mão na mesa – Ele é meu filho e ponto final.

–Então eu quero o divórcio. Você escolhe, o DNA ou me perder – Falei decidida, ele riu e deu a volta na mesa ficando a centímetros de mim.

–Eu não vou te dar o divórcio e muito menos farei o teste de DNA. Meu filho, vai morar conosco e você vai ter que tolera-lo e se me ama de verdade vai aprender a gostar disso – Encarei seus olhos pelo que me pareceu uma eternidade, então lhe dei as costas e dessa vez ele não me chamou, em sua mente a batalha estava ganha.

Enquanto o elevador descia, eu procurava meu celular na bolsa, no estacionamento do prédio disquei o número de meu pai e esperei ele atender.

–Hilary? Tudo bem, querida?

–Pai eu preciso de um detetive particular.

Leiam as notas finais, babys

Notas finais
Oi... Bem, eu resolvi não excluir como podem ver. No entanto, eu queria conversar com vocês. Sei que fui um tanto precipitada dizendo tudo aquilo e que parcialmente a culpa foi minha por conta da falta de comentários. Eu espero que vocês continuem comigo e eu tentarei realmente, me esforçarei a postar com mais frequência. Eu não ando tendo tempo, com curso, escola e as demais coisas. Mas, vou dar o meu melhor para postar com mais frequencia para vocês ok? Me desculpem, por toda aquela grosseria. Bem, falando de coisas boas, ou talvez nem tanto... O que acharam do capítulo? John, John, consegue mudar todo um cenário em menos de uma semana hein? Me digam, estão do lado da Hilary ou do John? Eu sinceramente, sou suspeita a falar, porque por mais que eu seja doidinha pelo nosso John - Hilary que não me ouça - Eu prefiro a Hilary sempre! hahaha Autora, admitindo, que é Team Hilary modo on. Obrigada por tudo Grande beijo Bkristene