I Found My Fallen Angel
36 Capítulo 36° - Submissa
Notas iniciais
*POV Hilary Maxwell*
–Obrigado por ter aceitado ir à reunião com Santiago – Mantive meus olhos no iPad, lendo as notícias do dia – Hilary?
–Eu não iria querer morar na sua casa para sempre, não é mesmo? – Pude sentir seus olhos sobre mim, John se manteve calado e voltou a tomar seu café da manhã.
Fiz tudo com muita calma, desde mandar e-mails, ler notícias a escovar os dentes e revisar se estava tudo certo em minha bolsa.
–Está pronta? – John encarava o relógio de forma apressada.
–Tem algum compromisso? – Perguntei.
–Não, mas seu irmão tem horário.
–Santiago claramente entenderia um atraso por conta do transito – Murmurei dando um sorriso cínico.
–O que quer dizer com isso? – Me aproximei dele e toquei seu braço aproximando meus lábios de seu ouvido.
–O que quero dizer, é que eu sou uma mulher que está necessitando da atenção do marido e que neste momento está louca para ser fudida de todas as maneiras possíveis. No entanto, meu querido marido, resolveu brincar de casinha e não me deixou espaço para ser a mamãe, ou seja, assim como ele brinca sozinho com seu filhinho, eu terei que brincar sozinha com meu brinquedinho movido a pilha.
–Puta que pariu! – Sua mão se fechou em meu braço e logo fui prensada na parede com toda a brutalidade, o que me fez gemer ao sentir minhas costas arderem.
–John – Coloquei o dedo sobre sua boca, detendo-o – Da mesma forma que brinca sozinho, vai ter que resolver seu problema sozinho. Tenho certeza que movimentos assim – Fiz vai e vem com a mão na sua frente – Vai resolver o problema no meio das suas pernas – Pisquei antes de o afasta-lo e pegar minha bolsa indo para o elevador – Estamos atrasados, amor – Parei dentro do elevador e o encarei parado, no mesmo lugar que eu havia lhe deixado – John? Vou ter que chamar o guincho para te buscar?
Pude ouvi-lo bufar antes de caminhar em minha direção e parar ao meu lado no elevador esperando-o descer.
–Se melhorar, imagina minha boca sugando a pontinha e então tocando-o com a língua – Murmurei antes do elevador se abrir na garagem, onde Oliver já nos esperava.
–Sra. Maxwell – Ele sorriu – Sr. Maxwell.
–Bom dia Oliver – Sorri presunçosa – Como está seu dia?
–Muito bom, obrigada Sra. Maxwell.
–Oliver você tem namorada? – Perguntei enquanto caminhávamos até o carro.
–Não senhora – Murmurou – Eu não tenho tempo para isso, senhora – Finalizou.
–Oh! Bem, da mesma forma, eu gostaria muito que fosse ao meu aniversário na sexta-feira, quero que vá como meu convidado e não como meu segurança.
–Seria uma grande honra senhora, mas eu trabalho...
–Eu estou te dispensando na sexta, fique tranquilo.... Lhe entregarei o convite mais tarde – Sorri e ele abriu a porta da Bentley para mim e John.
–Fico muito grato, Senhora – Sorri de volta e John me esperou entrar antes de fazer o mesmo.
Durante a viagem não falamos nada. Nossa vida não estava fácil, não conseguíamos manter uma paz entre nós e por mais que eu tentasse me aproximar de Eric as coisas sempre falhavam.
Eu queria muito ajudar a John e poder ser algo de Eric, mas sempre tinha Clarice, sempre tinha alguma coisa que me fazia perceber que não havia lugar para mim entre os dois. E que eu estava ali como um enfeite, para talvez decorar o espaço.
Durante a reunião com Santiago tudo correu bem, John e eu conseguíamos entrar em um consenso sobre a casa e Santiago disse que logo teria um desenho para nos mostrar.
Eu havia ficado feliz por a iniciativa de começar a construir nossa casa havia partido de John, no entanto, eu me perguntava se era certo. As coisas entre nós não estavam bem e talvez esse não fosse o momento certo.
Tentei pensar positivo, talvez fosse sua forma de tentar nos reaproximar.
–Bom dia Sra. Maxwell – Annie me acompanhou logo que cheguei com John.
–Até mais tarde – Ele se limitou a beijar minha testa antes de se dirigir a sua sala.
–Bom dia Annie – Sorri – O que tem para mim?
–Sr. Beckham espera a senhora em sua sala – Parei e a encarei.
–David Beckham? – Ela assentiu – O que ele está fazendo aqui? – Encarei meu celular por um tempo e então bufei – Deixa, obrigada Annie.
Se Beckham havia viajado até aqui poderia ser por querer aceitar a proposta feita pela empresa. Queria ser formal e começar nossa aliança com o pé direito. Sorri e abri a porta de minha sala.
–David – Falei vendo-o sorrir logo ao me ver.
Desta vez, ele vestia um belíssimo terno cinza, com camisa branca e gravata preta. Os cabelos estavam muito bem arrumados e a forma elegante como andava o deixava ainda mais charmoso.
–Que bom revê-la, querida – Beijou minha bochecha sutilmente e tocou meu braço – Você está mais incrível do que da última vez em que te vi – Murmurou me fazendo girar – Se isso é possível é claro – Sorriu galanteador.
–Obrigada, David. Fico feliz em recebe-lo – Fiz gesto para que ele sentasse e me dirigi a minha poltrona – O que posso fazer por você? Pensou em minha proposta? – Ele assentiu sorrindo.
–Claro, porém, eu achei que você merecia um toque de requinte para fortalecer nossa amizade – Nossos olhos ficaram conectados por algum tempo, me deixando sentir toda a profundidade que seus eles me permitiam sentir.
–Obrigada – Sorri – Fico muito grata por sua consideração – Um sorriso se espalhou por seus lábios e ele aproximou a cadeira de minha mesa.
–Vamos aos negócios então? – Assenti e sem mais delongas começamos a discutir sobre suas objeções diante a transição.
Fiquei aproximadamente uma hora e meia tentando de alguma forma entrar em um consenso com David sobre algumas questões e por final, ele aceitou me dar uma resposta no almoço, ou seja, almoçaríamos juntos.
–Ocupada? – Neguei com a cabeça e pude ouvir os passos de John se aproximando da mesa – Esse que saiu agora pouco daqui, é David Beckham?
–Sim, porque? – Perguntei – Por um acaso você está com o contrato da empresa Owen? – Não obtive resposta, isso me fez encará-lo. John tinha os olhos desfocados e parecia longe – John? – Estralei os dedos a sua frente fazendo o piscar.
–O que ele estava fazendo aqui? – Perguntou fixando os olhos em mim.
–Veio discutir sobre os negócios no Japão, você está com os papeis?
–Uma ligação não era suficiente? – Revidou ignorando minha pergunta.
–Não sei, ele só queria mostrar que é algo importante tanto para ele quanto para nós. Porque está tão preocupado com isso? – Perguntei deixando minha caneta sobre a mesa.
–Engraçado, você foi para Tóquio para que ele não precisasse vir para cá. Porque não discutiram tudo por lá?
–John onde você quer chegar?
–Eu me pergunto, porque ele viajaria 12 horas apenas para ficar na mesma sala com você discutindo sobre negócios por uma hora e trinta e cinco minutos.
–Porque se fecharmos esse negócio poderá render muito dinheiro para ambas as partes? – Revidei, tentando faze-lo ver o óbvio.
–Vou voltar para o trabalho – Murmurou passando a mão pelo cabelo – Os papeis estão comigo sim, mandarei lhe entregar — Completou antes de fechar a porta.
Encarei a porta fechada por algum tempo, me perguntando o que diabos havia acontecido neste exato momento. Mal nos falamos nos últimos dias e então ele me arruma um interrogatório no meio do expediente sem sentido algum?
Suspirei, isso não era importante agora. Eu estava muito animada com a minha festa de aniversário e o almoço com David. Tinha muita esperança que pudéssemos assinar os papeis ainda hoje e podermos apertar as mãos, representando negócio fechado.
Seria meu primeiro grande negócio, uma demonstração que eu era capaz de manter uma grande Empresa como a Maxwell em pé e com grandes lucros.
–Annie estou indo para o almoço, você devia ir também – Falei ao passar pela recepção.
–Eu vou logo, bom almoço Sra. Maxwell.
–Obrigada querida – Sorri antes de entrar no elevador.
Oliver já me esperava no estacionamento e logo que me aproximei peguei o convite para minha festa.
–O convite – Falei sorrindo ao parar a sua frente – Pode levar uma acompanhante se quiser.
–Obrigada Sra. Maxwell – Ele sorriu guardando o convite dentro do paletó – Para onde vamos?
Quando cheguei ao restaurante David já estava à minha espera e se levantou quando me aproximei. Seus lábios depositaram um beijo cálido nas costas de minha mão e ele puxou a cadeira para que eu sentasse.
–Obrigada.
–Por favor mais vinho – O garçom assentiu e se retirou com uma garrafa de vinho vazia.
–Álcool no meio do dia? – Ergui uma sobrancelha fazendo-o rir.
–Estou aqui especificamente apenas para tratar de negócios e como essa é nossa última reunião, vou poder curtir o resto do dia – Piscou.
–Claro e o que o senhor tem uma resposta para mim? – Perguntei diretamente.
–Hilary antes de qualquer coisa, eu gostaria de dizer que você me deixa deslumbrado com sua beleza e a forma como age – Ele tomou um gole de seu vinho – Seus olhos demonstram toda a ousadia e o gás que tem para os negócios e para as demais coisas também, acredito.
Eu amo meu marido, eu amo meu marido. Repeti isso variadas vezes em minha mente antes de lhe responder.
–Eu agradeço, mas antes que reste qualquer dúvida entre nós. Eu preciso dizer que nossa relação é estritamente profissional, David, eu sou apaixonada por meu marido – Ele baixou os olhos por alguns segundos.
–Desculpe, eu soube pelas revistas que a relação de vocês não está muito boa, por causa do filho dele... Por isso imaginei que... – Dei de ombro sorrindo tristemente.
–Apesar de tudo, eu sou casada com ele e o amo, muito. Não pretendo desistir de nosso casamento por nada – Falei o encarando fixamente nos olhos.
–Definitivamente você é perfeita, Sra. Maxwell – Eu ri e ele ergueu as mãos em sinal de rendição – Vamos aos negócios – Piscou me fazendo soltar um suspiro de alivio.
Quando cheguei a empresa estava irradiando felicidade, assinaríamos o contrato em alguns dias e David estava mais que satisfeito com a nossa transição. Eu estava me dando uma ótima empresaria e devia começar a admitir isso.
–Sra. Maxwell? – Um rapaz se aproximou, vestia roupa social, porém, não era conhecido, o que fez Oliver se postar ao meu lado – Me pediram para entregar a senhora – Peguei o pacote laranja que ele me estendia – Tenha um ótimo dia – Murmurou antes de me dar as costas.
–Não seria recomendável abrir – Oliver murmurou.
–São só papeis – Murmurei sorrindo antes de abrir, puxei o que me parecia papeis e imediatamente me arrependi.
Eram fotos. De John e Clarice juntos, eu me recordava que ele estava com esse terno hoje, usava óculos escuros enquanto a acompanhava para dentro de um restaurante, os dois sorriam enquanto pareciam conversar.
–Isso fica entre eu e você – Murmurei para Oliver que assentiu me acompanhando até o elevador.
Assim que o equipamento se fechou e Oliver ficou para trás, eu me deixei encostar na parede e fechar os olhos. Porque um lado podia dar tão certo e o outro tão errado?
–Como foi o almoço, Sra. Maxwell? – Annie perguntou me acompanhando para minha sala.
–Foi produtivo – Forcei um sorriso – John já chegou? – Ela negou e eu apertei o pacote de fotos em minhas mãos antes de entrar em minha sala e me afundar no trabalho em uma tentativa de esquecer-me de todo o resto.
–Srta. Maxwell? – Levantei os olhos e me deparei com Annie – Estou tentando falar com a senhora a dez minuto, está tudo bem? – Assenti antes de olhar o relógio e reparar que já eram três da tarde – Me desculpe, mas ligaram da escola de Eric, parece que ele se machucou. O Sr. Maxwell não atende ao telefone e muito menos a Srta. Smith... O que eu faço? – Suspirei e passei a mão pelos cabelos antes de me levantar.
–Eu cuido disso – Murmurei – Pode anotar o endereço da escola? – Ela assentiu e eu peguei minha bolsa junto ao celular antes de desligar o notebook.
Oliver me levou até a escola e logo que chegamos eu pude ver que era a antiga escola onde eu havia estudado. Assim que adentrei a diretoria, pude me deparar com a antiga diretora que sorriu ao me ver.
–Hilary! Que bom ver você, querida! – Sorriu se aproximando.
–Oi – Sorri.
–Posso ajudar?
–Sim, ligaram dizendo que meu enteado havia se machucado. John não pode vir, posso vê-lo?
–Ah! Claro! Eric Smith Maxwell? – Assenti – Venha querida – Pude ouvir o barulho das conversas das crianças enquanto a diretora me levava até a enfermaria, assim que chegamos a porta, pude ver Eric sentado em uma cama com a cabeça baixa e a mão enfaixada.
–Eric querido, você se machucou? O que aconteceu? – Perguntei me aproximando, ele levantou os olhos e abriu um sorriso triste.
–Tia Hilary que bom que ver você – Antes que eu pudesse ter alguma reação ele pulou da cama e correu me abraçando. Sorri sentindo meu coração amolecer com tamanho carinho da parte dele.
–Você está bem? – Perguntei me agachando, ele assentiu desviando os olhos.
A diretora explicou que um garoto havia batido a porta da sala na mão de Eric quando o mesmo tentou entrar. O médico disse que caso a dor piorasse era para leva-lo ao hospital para tirar um raio X da mão, mas aos olhos dele não havia sido nada tão grave.
–Onde está o papai? – Eric perguntou quando já estávamos no carro.
–Eu não sei querido, desculpe – Murmurei mandando uma mensagem para Annie e lhe dizendo que não voltaria hoje – Quer me contar da briga? – Ele baixou os olhos para sua mão enfaixada.
–Não, tudo bem – Deu de ombros.
–Eu sei que não sou muito presente e que você passa a maior parte do tempo com o John, mas estou aqui se quiser conversar – Ele me encarou e eu sorri em uma tentativa de lhe passar confiança.
–Ele não me queria deixar entrar na sala, todos me ignoram. Dizem que eu sou filho de pais separados, eu não me sinto normal com eles – Murmurou – Eles me odeiam.
–Iremos resolver isso está bem? – Falei sorrindo – Não precisa ficar assim, eles não sabem de nada, só pensam em bonecos e doces – Um sorriso se espalhou em seus lábios.
–Então devo ser considerado um pouco normal não? Eu também penso em doces.
–Não acredito! – Me fiz de chocada fazendo-o rir – Na verdade isso me deu uma ótima ideia.
–Qual? – Perguntou sorrindo para mim.
–É segredo.
–Mas divide comigo.
–Segredos não podem ser contados, espere e verá.
O levei para a minha sorveteria favorita, era a única que tinha o sorvete azul que eu adorava em toda minha infância. Santiago me levava sempre lá, desde meus cincos anos, ele gastava metade da sua mesada me levando a sorveteria e parecia não se importar, isso o fazia sorrir.
–O que você e Clarice fazem quando está com ela? – Perguntei em uma tentativa de saber o que ele gostava de fazer.
–Não fazemos muita coisa – Murmurou lambendo o sorvete.
–Ela não te leva para sair?
–Não, nos vemos apenas no café da manhã quando ela me leva para a escola e as vezes na hora de dormir – Murmurou.
–Porque?
–Eu não sei, mas eu prefiro quando estou com o papai e você de que quando eu fico com ela... Não é legal lá – Murmurou dando de ombros.
–Tudo bem – Murmurei.
Marquei com Andrezza e Rayssa no shopping e assim que eu e Eric terminamos o sorvete fomos para lá.
Tudo bem, ele não era meu filho, mas era de John e se iriamos ter que conviver agora, eu estava disposta a ter laços com Eric, apesar de tudo ele era uma criança adorável.
–Oi tia Ray – Ele sorriu ao ver Rayssa e os dois se abraçaram apesar da barriga já bastante grande da tia.
–Oi meninas – Trocamos dois beijos.
–Eric você quer ir comigo comprar Milk-shake?
–Eu acabei de voltar da sorveteria – Ele falou tímido – Mas se você quiser posso ir contigo, tia Andrezza – Sorriu prestativo.
–Jesus Cristo! Você não se cansa de Milk-Shake? – Ela negou e todos rimos.
–Então como está a gravidez? – Perguntei entrando em uma loja de bebes com Rayssa, enquanto Andrezza e Eric compravam o sorvete.
–Está bem, Santiago parece estar um pouco nervoso ultimamente, mas anda tudo bem. E agora estamos noivos e vamos nos casar logo – Mostrou o anel e eu a abracei em seguida.
–OMG! Parabéns, Ray! – Ela riu e eu pude ver lágrimas em seus olhos.
–Eu esperei tanto por isso – Sorriu limpando os olhos.
–Vai dar tudo certo, está bem? Não precisa ficar nervosa – Ela assentiu e eu sorri, estava feliz por as coisas estarem indo bem para meu irmão.
No final do dia, Eric dormia tranquilamente com a cabeça em meu colo e um sorriso nos lábios. Isso me fez ver que podia dar certo, eu, John e Eric. Ele era um garoto tão especial, fofo e gostava da minha companhia tanto quanto eu gostava da dele.
–Quer que eu o leve? – Oliver perguntou e eu neguei pegando-o no colo.
–Pode levar a mochila e minha bolsa por favor, Oliver? – Ele assentiu e subimos nos três para a cobertura de John.
Logo pude reparar que meu marido ainda não estava em casa e sem conseguir evitar, cenas dele e Clarice na cama invadiram minha mente.
Respirei fundo e coloquei Eric na cama antes de voltar para a sala.
–Obrigada Oliver.
–Precisa de mais alguma coisa Sra. Maxwell?
–Não, pode ir. Até amanhã – Ele assentiu e acionou o elevador.
Já sozinha, peguei o telefone e liguei para John. No entanto, seu telefone só tocava e ninguém atendia. O que fazia minha imaginação me plantar ainda mais peças.
–Querido? – Eric abriu os olhos para mim e sorriu preguiçoso – Tome um banho e escove os dentes, então pode voltar a dormir, está bem? – Ele assentiu e se levantou bocejando e indo para o banheiro.
Como havíamos jantado no shopping não foi preciso usar a cozinha. Assim que Eric adormeceu novamente eu fui para o banho, coloquei uma camisola e o rob por cima.
Fui para o escritório de John em seguida, precisava ver algumas coisas na internet e não havia pego meu notebook na empresa.
–Tia Hilary? – Levantei os olhos e Eric estava na porta com os olhos cheios de lágrimas – Eu tive um pesadelo, pode me ajudar a dormir?
–Claro querido.
Eric me deu seu livro de historinhas favorito e eu li para ele, vendo o adormecer a cada página virada.
Inevitavelmente uma sensação materna se apossou de mim. Eu nunca havia sonhado em ter filhos, sentar e ler historias para eles dormirem, muito menos em os acalentar quando estivessem tristes. Porém, por alguns instantes eu quis isso.
Quando fechei o livro e beijei a testa de Eric, pude ver John encostado ao batente da porta nos olhando. Arrumei a coberta entorno do garoto e guardei o livro, deixando a luz do aquário ligado antes de sair do quarto.
Fui para o quarto e pude ouvir os passos de John atrás de mim. Assim que ele entrou fechou a porta atrás de si e me encarou, a gravata estava afrouxada e os olhos fulminantes.
–Precisamos conversar.
–Definitivamente precisamos conversar.
–Pensei que a relação entre você e David fosse estritamente profissional – Cruzei os braços sobre o peito e ergui uma sobrancelha – Mas ao me deparar com essas fotos, eu me pergunto novamente se ele viajaria 12 horas apenas por uma hora e meia em uma reunião – Logo em seguida ele jogou fotos sobre a cama.
Eram minhas e de David no almoço, sorriamos e parecíamos felizes. O que aos meus olhos, no máximo poderia ser chamado de um almoço entre amigos.
–Onde você quer chegar com isso, John? – Perguntei encarando seus olhos azuis.
–Meu Deus! – Ele passou a mão nos cabelo nervoso e então as bateu na parede antes de se virar para mim, seus olhos demonstravam uma fúria gigantesca – Essa cara quer te fuder Hilary! – Suas mãos agarraram meus braços – Agora me diga, você quer ser comida por ele?
–O que? – Perguntei não acreditando no que eu acabara de ouvir.
–Não seja cínica, me responda – Falou me soltando, suas mãos passaram por seus cabelos novamente enquanto ele andava no quarto – Eu sei que eu não estou sendo o melhor marido do mundo, mas você prometeu todo seu amor a mim! – Rugiu me encarando novamente.
Sem conseguir me segurar deferi um tapa em seu rosto, o qual me deixou ouvir o estalo e a marca vermelha logo se formar em seu rosto, assim como a mudança de humor em seus olhos, de raiva a surpresa.
–Você pode me chamar de tudo, mas eu não sou as vagabundas que você costumava fuder, John – Falei apontando o dedo em sua cara – Para a sua informação, eu e Beckham estávamos tratando de negócios, estritamente profissional, ao contrário de você que provavelmente estava fudendo Clarice.
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–Eu não estava com Clarice – Isso me fez rir debochada com sua cara de pau.
–Não? – Ergui uma sobrancelha, ele me encarou confuso e eu entreguei as fotos – Desculpe amor, mas acho que essa desculpa não vai rolar. Agora me diga John – Encarei seus olhos – Em todas as nossas transas foi nela que pensou? Casou comigo em uma tentativa de construir o que não conseguiu com ela? — Ele se manteve calado – Porque sinceramente se for isso, Eric está ali, Clarice pronta para abrir as portas e as pernas para você assim que pedir e eu pronta para assinar o divórcio. Eu não quero estar com alguém, que não me ama.
–Eu acho que está tendo uma visão muito perversa aqui Hilary – Ri sentindo lágrimas se juntarem em meus olhos, eu esperava outra coisa, esperava que ele descordasse, que tentasse mudar minha opinião.
–É isso que tem a me dizer? – Perguntei com as mãos em punho.
–Não, eu não tenho nada a lhe dizer – Sem delongas ele veio em minha direção.
Suas mãos seguraram meu rosto e seus lábios beijaram os meus, minhas mãos bateram em seus braços e peitos, em uma tentativa de afastá-lo. Mas ele era mais forte e logo eu estava na cama, com seu corpo sobre o meu, minhas mãos ainda o batiam, mas não pareciam causar algum efeito.
–Pare com isso! – Rugiu mantendo minhas mãos acima de minha cabeça – Eu não preciso lhe dizer nada Hilary, eu quero lhe mostrar que te amo e que quando estou fazendo amor é com você, pensando em você – Seus lábios roçaram os meus – Abra a boca, baby – Sussurrou baixinho e eu senti as lágrimas quentes descerem por meu rosto enquanto recebia seu beijo suave.
Sua boca se movimentou contra a minha gentilmente, o que aos poucos foi acalmando meu interior raivoso. Mas não era de se duvidar que suas intenções fossem bem-sucedidas.
–Eu amo você, Hilary – Sussurrou distribuindo beijos por meu rosto – Só você, exclusivamente você, baby – Sua boca deslizou por minha pele até meu pescoço, o qual recebeu beijos – Sou louco por você – Seus olhos se encontraram com os meus e senti minha respiração desacelerar, a raiva estava se dissipando sem que eu sequer percebesse.
Coloquem play na música, babys
Seus olhos me encaravam com uma intensidade irresistível. Isso me causava choques elétricos por todo corpo e uma vontade de tocá-lo imensa. Apesar de tudo, eu o amava e perde-lo seria como tirar minha própria vida.
Eu estava mais apaixonada por John, do que eu jamais percebera.
–Eu me casei com você, pois te amo, quero estar ao seu lado sempre – Fechei os olhos sentindo o toque suave de seu polegar em meu rosto – Quero construir meus sonhos ao seu lado e não de qualquer outra mulher.
Abri meus olhos e encarei os seus, agora com as mãos soltas pude agarrar seu paletó e puxar sua boca em direção a minha. Minhas pernas enlaçaram em sua cintura e eu o beijei com paixão.
–Você é o homem mais irresistível, canalha e puto que eu já conheci em toda minha vida – Falei ficando sobre ele.
–Ah é? – Um riso escapou entre seus lábios e eu lhe dei um tapa no rosto – Wow! Isso doeu! – Ele levou a mão ao rosto.
–Faça eu me sentir insegura ou imaginar que está transando com outra mulher, que você ganhará vários outros desse.
John se sentou e sua mão agarrou meus cabelos antes de seus lábios se chocarem contra os meus. Arranquei sua gravata e em uma tentativa apressada, arrebentei os botões de sua camisa, assim que obtive seu peitoral exposto o empurrei de volta a cama, para assim, descer meus lábios por seu pescoço.
–Porra... – Gemeu de olhos fechados, sentindo meus beijos, mordidas e então meus lábios se fecharem entorno de sua pele e a chupar, marcando-o – Eu senti falta disso – Murmurou abrindo os olhos e me encarando, enquanto eu serpenteava por seu corpo, os lábios escorregando por seu peitoral.
Abri o botão de sua calça e baixei o zíper, puxando o tecido em seguida para logo me livrar dele. Encarei os olhos de John sorrindo ao me deparar com sua ereção exuberante por baixo da boxer preta.
–Desculpe, mas não irei deixa-la ir direito ao pote de doces, boneca – Suas mãos me agarraram e eu fui jogada entre os travesseiros, sua língua passou por meu pescoço e subiu até o lóbulo de minha orelha o qual foi mordido suavemente por seus dentes – Está molhadinha para mim, baby? – Engoli em seco, só então, percebendo a umidade entre minhas pernas.
Um sorriso se espalhou por seus lábios e suas mãos agarraram minha camisola a rasgando.
–Quantas vezes irei ter que repetir que prefiro você sem elas? – Perguntou mordendo os lábios de forma safada – Gosto do seu corpo, assim, nu para mim – Respirei fundo antes de puxá-lo em minha direção e beijá-lo, sentindo suas mãos passarem por meu corpo agora descoberto.
–John... – Murmurei baixinho sentindo sua pélvis roçar a minha. Sua ereção cada vez mais dura e louca para ser tirada de dentro daquela boxer.
–Eu vou te chupar agora, Hilary – Seus olhos encararam os meus – E você vai gemer bem gostoso para mim, está bem baby? – Assenti entregue a seus beijos e caricias.
Senti sua barba por fazer roçar minha pele enquanto seus lábios escorregavam até minha calcinha de renda branca. Sua língua passou por entre minhas pernas, sentindo o pano úmido, respirei fundo sentindo-me cada vez mais quente.
Por onde seus lábios passaram havia um rastro de fogo, eu precisava suprir esse fogo, precisava de seus lábios, de cada partícula de seu corpo colado ao meu, para me sentir completa, realizada.
Seus dentes puxaram minha calcinha, me fazendo morder os lábios e sorrir ao ver seus olhos negros de desejo por mim.
Umedeci os lábios sentindo sua boca escorregar por minha perna, subindo até a parte interna de minha coxa, a qual ele mordeu levemente, então segurou minha outra perna e fez o mesmo com ela.
–John – Gemi baixinho, querendo esfregar minhas pernas uma na outra em uma tentativa nula de diminuir o fogo que se alastrava por meu corpo e se concentrava em minha intimidade.
Sua língua tocou meu meio quente e eu fechei os olhos, me sentindo cada vez mais úmida. John fechou seus lábios em mim me fazendo levar a mão em seus cabelos, apertando-o e sentindo sua língua circular por meu clitóris.
–Oh! Sim! Por favor, não pare – Pedi segurando seus cabelos entre meus dedos, sentindo a maciez e mantendo-o bem ali – John... – Murmurei baixinho.
Lágrimas invadiram meus olhos de tamanho prazer que eu sentia neste momento, o desejo que sentia por ele, o amor, a possessão, tudo se concentrando dentro de mim e me fazendo explodir em estase por ele, para ele.
Minha visão estava turva, no entanto, eu ainda podia visualizar seus lábios úmidos, sua língua passar por sua boca e logo um sorriso safado surgir no canto de sua boca.
–Fica de quatro – Pisquei e o encarei – Agora, Hilary, quero você de quatro para mim, boneca – John piscou para mim e segurou minha mão logo me deixando de costas.
Seus lábios roçaram minha coluna e ele segurou minha outra mão, colocando ambas na cabeceira macia da cama.
–Segura, forte, imagine que são meus cabelos em suas mãos – Sussurrou em meu ouvido, soltei um suspiro longo ansiando para o que viria em seguida – Feche os olhos e sinta.
Senti seu pau brincar em minha entrada e então subir, fazendo vai e vem em minha bunda. Encostei a testa na cabeceira e mordi os lábios, me sentindo pronta para um novo orgasmo e louca para o ter dentro de mim.
–Você gosta, baby? – Eu assenti soltando um gemido baixo – Eu quero que diga, Hilary.
–Sim, senhor – Mordi os lábios.
–E o que você quer agora? – Soltei um riso baixo – Eu sou engraçado Hilary?
–Não, senhor – Passei a língua pelos lábios sentindo sua mão macia em minha pele – Eu quero que me bata – Não ouve qualquer ação de John em relação a minhas palavras, o que me fez continuar – Quero que me castigue, John.... Quero que faça do seu jeito, forte e bruto.
O encarei por cima do ombro e pude ver a surpresa em seus olhos, a qual logo foi substituída por desejo, fúria, pelo eu interior de John que sempre tinha a vontade de me castigar, de me fazer sua submissa.
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