I Found My Fallen Angel
34 Capitulo 34° - Descobertas
Notas iniciais
Clarice andou em direção a minha mesa e eu suspirei a encarando seriamente. Sabia que agora seria a hora em que ela pediria desculpas por tudo que tinha dito e que eu era o homem da sua vida.
–Eu não estou aqui para implorar seu amor, como sempre fiz, John – Falou espalmando suas mãos em minha mesa – Estou aqui para dizer para você aproveitar suas últimas horas de divertimento, pois logo, eu vou começar a destruir tudo e todos a sua volta. Irei fazer de sua vida um inferno e não poderá fazer nada para me impedir.
–Está me ameaçando, Clarice? – Ergui uma sobrancelha, um sorriso cínico se espalhou por seus lábios.
–Tenha um bom dia, John – Ela não utilizou palavras para responder minha pergunta, porém, seu sorriso e a forma como foi embora deixou claro que ela estava disposta a acabar comigo.
–Carmem? Eu não quero que as ligações de Carolina ou Clarice Smith sejam passadas para mim, muito menos que elas possam transitar pela Empresa, a entrada delas neste local está proibida. Estamos entendidos? – Perguntei a minha secretaria no telefone.
–Sim, senhor.
–Obrigada – Murmurei.
Me foquei no trabalho em seguida, disposto a resolver todos os problemas e estar na reunião das dez pontualmente. Começaríamos a trabalhar em um grande projeto no Japão e precisávamos que todos estivessem informados sobre todos os passos que deveríamos tomar.
–Como foi o café da manhã com o papai? – Perguntei quando adentrei a sala de Hilary, ela sorriu assinando alguns papeis. As flores que eu havia mandado entregar, estavam em sua mesa e ela parecia muito feliz.
–Foi ótimo – Seus olhos verdes me encararam e ela se levantou após arrumas os papeis em sua mesa – Alias – Mordeu os lábios se aproximando de mim e empurrando a porta para se fechar – Eu amei as flores – Sorriu parada a minha frente, seus braços enlaçaram meu pescoço – E achei que deveria agradecer à altura – Ergui uma sobrancelha.
–Temos uma reunião em quinze minutos, baby – Respirei fundo sentindo-a me empurrar suavemente de encontro a porta – Hilary?
–Qual seria a graça de ser a chefe se eu não pudesse me atrasar? – Ri e senti sua boca tocar a minha, sua língua tocou a minha suavemente e sua mão escorregou por meu paletó até o meio de minhas pernas, eu ainda estava duro depois de seu showzinho em nossa cama – Ah! Eu terei que cuidar disso primeiro – Sussurrou se afastando e escorregando até estar de joelhos a minha frente.
–Porra... – Murmurei sentindo sua mão apertar meu pau por cima da calça, enquanto a outra abria o botão e baixava o zíper de minha calça – Você é uma garota muito travessa – Hilary mordeu os lábios e baixou minha boxer junto a calça, sua mão segurou meu pau rígido e o apertou.
–Eu acho que sou uma garota muito boazinha, amor – Piscou antes de levar minha ereção a boca, chupando-a na pontinha. Fechei os olhos e segurei seus cabelos batendo a cabeça na porta e sentindo-a me chupar de forma extraordinária.
–Hilary – Gemi sentindo sua mão em minhas bolas, me massageando, sua língua passou por toda minha extensão e ela me chupou com força. Sua boca era uma delícia, eu nunca me cansaria.
–Hummm, eu quero que goze em minha boca, John – Murmurou me masturbando forte, apertei seus cabelos e levei sua boca a meu pau, fazendo-a me chupar. Senti o pré-gozo sair e ela continuar me chupando, querendo que eu gozasse.
–Baby, não para – Murmurei passando a mão pelo cabelo – Droga Hilary! Eu vou gozar... Ah! Caralho! – Gemi sem me importar, sua boca chupou a ponta do meu pau e eu gozei em sua boca, sentindo-a continuar a fazer seu serviço e engoli toda minha porra.
Respirei fundo, meu coração estava disparado e minha respiração estava ofegante. Minha mulher era sensacional.
–Gostou amor? – Perguntou após arrumar minha calça, encarei sua língua lambendo seus lábios e mordi a boca.
–Ah! Hilary – Murmurei puxando-a em minha direção e beijando sua boca, suas mãos tocaram meus cabelos e ela suspirou contra meu corpo retribuindo ao beijo com ternura – Eu amo você – Sussurrei encarando seus olhos verdes.
–Eu amo você também – Sorriu e me deu um último selinho – Vamos trabalhar – Assenti e arrumei o paletó antes de sairmos.
–Clarice esteve aqui hoje – Murmurei enquanto caminhávamos pelo corredor.
–Eu sei – Ela murmurou digitando algo no celular – Tenho certeza que deu um jeito nela – Sorriu para mim enquanto eu abria a porta da sala de reuniões a ela.
–Sim – Sorri de volta e entramos.
–Bom dia – Murmuramos juntos e Hilary se sentou a ponta da mesa e eu ao seu lado.
No final da reunião Hilary ficou de decidir quem iria para o Japão fechar o contrato com Julie. No horário do almoço fui sozinho para a casa de meus pais, teríamos um almoço com a família de Hilary e a minha, para contar as novidades.
–Querido! – Mamãe sorriu ao me ver entrar em casa, a abracei e beijei sua testa – Que bom vê-lo – Ela tocou meu rosto me encarando carinhosamente – Como você está? E a lua de mel? E onde está minha nora? – Ri e ela enlaçou o braço ao meu.
–Hilary já está a caminho, mamãe – Murmurei – Eu estou muito bem, saiu tudo perfeitamente bem e estamos muito felizes – Ela sorriu animada.
–Isso é ótimo querido, estou muito feliz por vocês dois – Sorri para ela e papai me abordou junto a Isaac.
–Pai, Isaac – Apertei a mão de ambos – Eu vou ver Rayssa – Murmurei após poucos minutos de conversa.
Ela estava na sala com Elizabeth e ao meu ver pude ver seus olhos brilharem antes de eu abraça-la.
–Princesa eu senti sua falta – Murmurei beijando sua bochecha – Como você está? – Perguntei tocando sua bochecha com o polegar.
–Senti sua falta também, John – Ela sorriu docemente – Estou bem.
–Elizabeth – Sorri para ela e beijei-lhe a bochecha – Está linda.
–Que bom que está de volta.
–E onde está Santiago? – Perguntei voltando para Rayssa que deu de ombros – Ele vem almoçar conosco?
–Disse que sim – Murmurou se sentando no sofá e me puxando para junto a si – Me conte sobre a viagem – Eu ri e segurei sua mão começando a lhe contar tudo.
Rayssa parecia encantada com todos os detalhes da viagem, principalmente as partes das voltas a barco. Isso a deixava toda derretida e sonhadora, ansiando para que logo fosse sua lua de mel.
–Podemos ver isso tudo o mais rápido possível? – Encarei Hilary chegando ao lado de Santiago, ele assentiu sorrindo para ela.
–Não seja apressada, logo teremos tudo em ordem – Murmurou – Oi meu amor – Sorriu para Rayssa que logo fechou a cara.
–Santiago onde o senhor estava? – Perguntou seriamente, me levantei e beijei a testa de Hilary segurando sua mão em seguida.
–Amor...
–Quinze minutos de atraso – Murmurou o interrompendo.
–Ele estava comigo, Ray – Hilary murmurou – Ah! Você está linda com essa barriguinha – Murmurou sorrindo para Rayssa.
–Que bom que chegou Hilary – As duas se abraçaram e eu pude ver que tudo que havia acontecido no passado havia acabado.
–Ela está linda e cheia dos ciúmes – Santiago a puxou para seus braços e lhe deu um beijo sem cerimonias.
Hilary logo foi puxada por mamãe e Elizabeth para uma longa conversa e eu me aproximei de Isaac e meu pai para conversarmos.
–Como está a empresa, filho?
–Está indo muito bem, talvez possamos conseguir uma filial no Japão. Hilary está cuidando para que alguém capaz o suficiente vá a reunião ainda nesta semana.
–E porque ela mesma não vai? – Isaac perguntou parecendo intrigado – Eu imagino que Hilary tenha a plena capacidade para isso.
–Talvez seja isso que ela esteja precisando, eu falei para ela ir. Mas ela não está muito segura – Papai colocou a mão em meu ombro.
–Precisamos de você aqui nos próximos dias John, além do mais eu confio plenamente em Hilary e Isaac também... E você confia nela? – A pergunta me atingiu em cheio e antes que eu pudesse responder Hilary segurava minha mão e sorria.
–Do que estão falando? – Beijei se pulso.
–Nada de mais querida – Isaac beijou sua testa e fomos para a mesa assim que Sebastian, Andrezza e Matthew chegaram.
–Vocês demoraram – Hilary murmurou na mesa de jantar – Aconteceu alguma coisa?
–Matthew quebrou o dente – Andrezza murmurou se contendo para não rir – Ele e Sebastian apostaram quem jogaria mais água fora da piscina e o pateta bateu o dente na borda da piscina, estávamos no dentista com ele.
–Morena! Prometeu que não iria contar.
–Matthew, por favor, olha o tamanho do seu lábio... Está gigantesco cara – Sem nos conter alguns de nós rimos e Elizabeth perguntou atenciosa.
–Você está bem, querido?
–Viu, minha tia se importa comigo, enquanto vocês ficam rindo – Ele apontou para os primos.
–Ah Cara! Eu amo você, não fique assim – Santiago lhe deu um soco no ombro de leve – Você quer que batemos a comida para você beber? – Matthew lhe encarou bravo e revirou os olhos.
–Eu esperava mais de você, priminho – Todos rimos e logo nos concentramos na comida.
Escutamos a campainha tocar e então Mercedez veio até a sala de jantar.
–Sr. Maxwell, há polícias na sala de estar — Murmurou um tanto assustada.
–Polícias? — Me levantei junto ao meu pai e antes que pudéssemos caminhar até a sala, eles vinheram até nós.
–Desculpem interromper a harmônica reunião de vocês – Pude notar a irônia na voz do delegado — Mas nosso trabalho vem em primeiro lugar, Sebastian Owen, o senhor está preso, por tentativa de assassinato.
–Do que estão falando? – Pude ver Hilary encarar os policiais intrigada e eu logo soube que eles haviam descoberto sobre o meu jatinho.
–Sr. Owen sabotou o jatinho do Sr. Maxwell, pedimos desculpas pela demora, mas no final a justiça sempre é feita...
–Você não podem prendê-lo – Andrezza se meteu.
–Querida, calma – Elizabeth murmurou.
–Eu tenho o direito a um advogado – Sebastian murmurou sério, dois policiais se aproximaram.
–Tem sim, mas enquanto ele não chega, você vai para trás das grades – Eles algemaram ele – Vamos!
Não demorou a levarem ele e logo Isaac estava telefonando para os melhores advogados de Dallas e Andrezza ligava para seu pai, grande Juiz de New York, era claro que ele ajudaria.
–Você sabia disso? – Hilary me encarou seriamente – Que Sebastian era o culpado? – Afastei uma mecha de seus cabelos do rosto.
–Amor, não é a hora...
–John... Alguém sabia disso? – Sua voz se alterou, todos ficaram calados e eu me recordei da conversa em que eu, Sebastian, Santiago e Isaac tivemos antes do meu casamento com Hilary.
FlashBack ON
–Eu não acho que Hilary tenha que saber sobre isso – Santiago falou seriamente – Ela ama tanto meu pai quanto você John, isso a faria sofrer muito e não saberia que postura tomar.
–E já que não resolveu nos dedurar essa história acaba aqui – Sebastian murmurou.
–Acaba aqui por conta de Hilary — Falei seriamente – Eu não quero que ela saiba que o primo e o pai dela tentaram me matar e quase a mataram.
–John eu serei eternamente agradecido a você por isso – Isaac se aproximou e colocou a mão em meu ombro – Eu tive sim minhas desavenças com você e admito que tomei atitudes um tanto bruscas em relação ao seu relacionamento com Hilary, mas como podemos ver, nenhuma dessas atitudes adiantaram e vocês vão se casar, eu só desejo felicidade a ambos.
FlashBack OFF
–Minha filha... – Isaac tentou se aproximar dela, mas Hilary já se afastava de mim e dele, eu podia ver em seus olhos que os escudos protetores estavam subindo e que agora minhas desculpas e nem as de ninguém iria aplacar sua fúria.
–Não precisa – Ela murmurou – Eu já entendi – Completou pegando sua bolsa e indo em direção a saída a passos firmes. Eu não me permiti ir atrás dela, sabia que não era a hora, sabia que ela não me ouviria.
–Hilary espera, aconteceu, eu tenho certeza que Sebastian está arrependido do que fez – Santiago falou segurando-a pelo braço e encarando seus olhos.
–Aconteceu? Você diz isso porque não foi você quem quase morreu, porque não foi você a milhares de metros do chão. Mas se você acha que é simples assim, tudo bem, eu acho que Sebastian seria um ótimo irmão para você, não é mesmo? Ou talvez ele seja sua irmã e não eu – Ela se desvencilhou dele – Se ele sente muito é problema dele, os sentimentos dele, não iriam mudar nada se eu e John tivéssemos morrido – Ela suspirou parecendo ainda furiosa – Santiago você consegue ser a pessoa mais inteligente do mundo quando quer, mas as vezes você é mais estupido que uma mula.
Ele não disse nada e essa foi a deixa para que ela saísse sem mais palavras.
Eu tive que passar o resto do meu dia em reuniões logo após sair da casa de meus pais. Foi com muita dificuldade que consegui focar minha atenção no trabalho e na volta para a casa deixe-me pensar em tudo.
Hilary iria ficar sem chão quando descobrisse que Isaac era o mandante da sabotagem do meu jatinho. Eu não conseguia imaginar sua reação, mas sabia que ela sofreria e muito.
Por um minuto, eu me lembrei de Clarice e suas palavras hoje de manhã, de seus olhos me encarando de forma impiedosa, da ameaça explicita em suas palavras.
–Estou aqui para dizer para você aproveitar suas últimas horas de divertimento, pois logo eu vou começar a destruir tudo e todos a sua volta. Irei fazer de sua vida um inferno e não poderá fazer nada para me impedir.
–Sr. Maxwell – Pisquei algumas vezes antes de perceber que havíamos chego em meu prédio – Chegamos.
–Obrigada – Murmurei pegando minha maleta e me dirigindo ao elevador, pacientemente o esperei subir e logo pude notar que Hilary estava em casa ao ver todas as luzes acesas.
Deixei a maleta sobre o sofá e subi para o quarto, pude a ouvir no telefone parecendo apressada.
–Não tolero atrasos Anny, Oliver vai busca-la em meia hora – Murmurou desligando a tempo de eu me encostar ao batente da porta e cruzar os braços, me perguntei porque todas aquelas roupas e aquela mala estavam sobre a cama.
–Para onde vamos? – Me limitei a pergunta, ela se virou e me encarou sem emoção. Seus olhos verdes demonstravam que sua ira ainda não havia ido embora.
–Eu vou, você fica – Murmurou pegando a taça de champanhe sobre o criado e tomando um gole enquanto ia em direção ao closet.
–Estamos comemorando alguma coisa? – Perguntei encarando-a enquanto escolhia roupas no closet.
–Eu estou, a filial no Japão, já você eu não sei John... Talvez esteja se sentindo derrotado por eu ter descoberto o segredinho seu e do meu pai? – Perguntou cínica.
–Hilary, não contamos porque não queríamos que você ficasse exatamente assim... – Ela me encarou por um minuto e então sorriu se aproximando, seu dedo indicador tocou meu peito.
–Eu nunca iria ficar assim, se ambos tivessem sido sinceros comigo. O meu problema seria unicamente com Sebastian, uma pena que os dois idiotas resolveram encobrir meu primo que traiu a sua irmã com a sua mulher – Suspirei e baixei meus olhos para a taça em sua mão, a segurei e coloquei na mesinha ao lado.
–Você está certa – Falei encarando seus olhos verdes – Eu devia ter lhe contado, sinto muito por não ter escolhido a opção certa e lhe peço desculpas – Toquei seu rosto com a ponta de meus dedos – Eu só não queria lhe fazer sofrer, eu me fiz esquecer tudo que aconteceu, porque eu amo você. Eu não queria que houvesse desavenças entre eu e sua família, depois de tudo... Eu sinto muito, baby – Ela fechou os olhos e soltou um suspiro longo.
–Ah! John – Murmurou baixinho – Eu... Me desculpe – Ela encarou meus olhos – Eu fiquei tão brava, para mim você, Santiago e meu pai haviam achado que por eu ser a garota da história não tinha que saber de nada, que estava bom como estava... Eu... Desculpe, eu sou tão idiota – Ela me abraçou e eu pude ver lágrimas em seus olhos.
–Ah! Baby – Segurei seu rosto entre minhas mãos e beijei seus lábios suavemente – Muito pelo contrário, quando eu disse sobre a filial no Japão seu pai foi o primeiro a dar a maior força para que você fosse até lá nas reuniões, ele te acha competente, tanto quanto eu. Você é a pessoa certa para estar lá, sabemos que tem total potencial para isso – Beijei sua boca novamente – Eu confio em você, baby.
–Obrigada – Ela murmurou baixinho e fechou os olhos beijando minha boca, pude notar que suas mãos seguravam meus cabelos com força.
–Você está molhada, Hilary? – Ela assentiu soltando um gemidinho sofrido – Talvez eu possa cuidar disso...
–Não dá – Murmurou fazendo biquinho – O avião sai em uma hora, John – Suspirei e toquei meus cabelos me sentindo duro – Desculpe-me – Ela mordeu os lábios e me abraçou.
–Tudo bem, precisa de ajuda com as malas? – Ela assentiu sorrindo de leve.
–Me ajude a não esquecer nada – Assenti e começamos a fazer suas malas.
*POV Sebastian*
–Eles vão lhe soltar em algumas horas, você vai usar um aparelho na perna que vai acionar a polícia caso tente sair da cidade.
–Então nada de fazenda? – Perguntei um tanto chateado.
–Não, por hora você ficará em sua casa até o julgamento – Assenti – Não tente fazer nenhuma besteira – Suspirei.
–Andrezza está lá fora? – Perguntei ao meu advogado.
–Não, Isaac não quis expor ela e muito menos o pai dela, você só está saindo daqui por causa dos dois, caso contrário eu só conseguiria tirá-lo amanhã de manhã.
Fiquei mais algum tempo na cela, esperando alguma notícia. Era óbvio que eu estava arrependido de tudo que eu havia feito, meus pesadelos a noite me aterrorizavam todos as noties, eu podia ter matado pessoas por ter feito o que fiz. Minha prima.
Deus, como eu pude ser tão cruel um dia?
Quando finalmente foram me buscar e eu estava livre das algemas, me deixei sacanear quem me sacaneou logo que entrei naquele xilindró. Os dois policiais que fizeram questão de dizer que eu era como qualquer outro e que iria para trás das grades por ser um riquinho mimado.
Bati a mão no balcão atraindo a atenção dos dois patetas que comiam rosquinhas.
–Eu vou embora, porque eu sou rico, uma pessoa importante, sabem? Vou fuder com a minha mulher até amanhecer e vocês dois – Apontei para eles – Vão ficar aqui, pelo resto da noite, imaginando o quão bom deve ser ter tudo o que eu tenho – Sorri cínico – Boa noite, rapazes – Pisquei antes de acompanhar Tio Isaac e o advogado para fora daquela espelunca.
–Desculpe por te meter nessa – Tio Isaac murmurou no carro, coloquei a mão em seu ombro.
–Tudo bem, Tio – Sorri para ele a tempo de pararmos em frente à minha casa – Até amanhã – Ele assentiu e eu sai do carro abrindo o portão de grade e logo vendo Felix correr até a mim de forma exaltada.
O cachorro pulou em mim e latiu feliz em me ver. Me perguntei como eu aguentava com ele, se fosse Andrezza logo estaria no chão, sendo atacada por nosso cachorro que não conseguia conter a felicidade ao nos ver.
–Calma, garotão – Murmurei andando com dificuldades até a porta da casa, não foi preciso abrir a porta, pois logo ela foi aberta e minha garota pulou em meus braços com os olhos cheios d’água.
–Sebastian! – Seus braços me envolveram e eu a levei para dentro fechando a porta com o pé.
–Morena, eu senti falta desse seu corpo colado ao meu – Ela riu baixinho e mordeu os lábios me encarando com seus belíssimos olhos castanhos brilhantes.
–Não faz nem um dia que não nos vemos – Me debrucei e sussurrei em seu ouvido.
–É o suficiente para eu estar com saudades – Ela corou – Me desculpe pelo susto e por ter que fazer você falar com seu pai para que eu pudesse ser solto – Ela sorriu e tocou meu rosto.
–Está tudo bem Sebastian, eu amo você e faria qualquer coisa para você – Seus lábios tocaram os meus suavemente – Você está melhor? Se sente menos culpado?
–Não, só vou me sentir livre da culpa, depois que me redimir com Hilary e pagar minha pena a justiça.
–Enquanto isso não acontece, eu posso abusar do meu homem? – Suas mãos pequenas já abriam os botões de minha camisa, eu ri e segurei sua cintura com firmeza.
–Não só pode como deve, morena – Ela mordeu os lábios e arrancou a camisa com violência – Desculpe, mas acho que não teremos tempo para ir para o quarto – Ela pulou em meu colo.
–Me foda, firme e forte, Sebastian – Murmurou em meu ouvido – Nessa porta – Eu soltei um suspiro cheio de tesão e beijei sua boca com violência a prensando contra a porta e sentindo suas mãos em meus cabelos.
Leiam as notas finais
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