I Found My Fallen Angel
25 Capitulo 25° – Céu e Inferno
Notas iniciais
*POV Rayssa Maxwell*
Eu lutava contra o aperto do policial que me impedia de correr em direção ao carro, sua voz era apenas um ruído junto os milhares de barulhos a minha volta. Meu Santiago não podia estar morto, não agora, eu o amava e precisava dele ao meu lado, comigo, me deixando sentir seus lábios aos meus e podendo ver seu sorriso junto aos seus olhos verdes que muitas vezes demonstravam que eu não era apenas mais uma em sua lista.
–Deixe me ir! Por favor! – Eu me debati contra seu aperto forte, mas seus braços pareciam algemas envolta de meu corpo, ele não estava disposto a me soltar e eu não tinha mais forças para ficar em pé, encarando o carro em chamas.
Cai de joelhos no chão, sentindo as lágrimas quentes descerem por minhas bochechas, meu peito doía e eu me sentia perdida no meio de uma multidão de gritos. Um trator havia passado por cima de mim, várias e várias vezes, no entanto meu corpo estava dormente, apenas meu coração latejava em meu peito, gritando por socorro, era como se uma parte tivesse sido levada com ele, meu Santiago.
*FlashBack ON*
A grama verde se estendia a nossa frente, enquanto ele segurava minha mão a sua caminhando ao meu lado por todo o horizonte com árvores e grama, o sol se punha ao longe e o crepúsculo mostrava sua beleza, nos deixando deslumbrados.
–Hey – Me virei, encarando-o, seus dedos passaram por minha bochecha afastando meus cabelos – Sabe que não precisa estar com ele, você tem tantas escolhas, Sebastian é apenas mais um idiota na terra, largue dele – Seus olhos verdes estavam fixos nos meus, enquanto sua mão descia por minha nuca.
–Não é tão simples – Sussurrei baixando os olhos, senti ele segurar meu queixo e me fazer olha-lo nos olhos, eles brilhavam.
–Quando estiver pronta, saiba que estou aqui, pronto para lhe dar isso – Ele segurou minha mão e colocou sobre seu peito – Meu coração, todo seu.
Umedeci os lábios e sem resisti fechei o espaço entre nós, beijando-o e sentindo suas mãos me aproximarem de seu corpo grande e quente. Me aquecendo e demonstrando que eu tinha ele e não estava sozinha.
*FlashBack OFF*
–Querida – Senti uma mão em meu ombro – Levante-se – Encarei os olhos verdes de Isaac e sua mão sendo estendida a mim – Tudo vai ficar bem – Falou, me ajudando a levantar, a voz calma, eu me via perdida e sem me segurar o abracei.
–Ele está morto – Sussurrei quando me afastei, ele tirou um lencinho do paletó e limpou minhas lagrimas – Obrigada – Murmurei quando ele me entregou, Isaac passou o braço por minha cintura e me acompanhou de volta ao camarote.
Estavam todos no mesmo clima que eu, chorando, por ele, meu amor.
–Querida, tudo vai ficar bem – Papai falou abraçando-me – Eu estou aqui, tenha calma, por favor, princesa.
–Não pai, meu Santiago não pode ter morrido – Deixei que as lagrimas caíssem novamente e ele me fez sentar, enquanto mamãe me entregava um copo de água – Não – Sussurrei tomando um gole da água doce.
–Querida... – Eu pude ouvir a porta ser aberta, vozes, porém eu as ignorei. Estava perdida em meus pensamentos mais profundos, arrependida por não ter aproveitado cada momento ao seu lado, por não ter valorizado mais o que ele me dava.
–Rayssa? – Pisquei, as lágrimas embaçavam minha visão, porém eu podia ver um par de sapatos a minha frente, grandes e pretos – Olhe para mim, pequena – Ergui os olhos, pernas grandes e um uniforme branco com listras em verde e vermelho, por fim, seus olhos verdes que brilhavam ao me ver, aquele sorriso único que eu pensei que havia perdido – Eu estou aqui, para você – Santiago estendeu a mão a mim e eu coloquei a minha sobre a dele, deixando-o me puxar para seus braços e me envolver em um abraço.
–Eu pensei que... Ah! San! – O abracei forte, sentindo sua presença.
–Eu pulei antes que o carro explodisse, pequena – Ele me afastou e a ponta de seus dedos afastaram meus cabelos, analisei seu rosto, um corte em seu maxilar e em sua testa, porém, apenas o brilho de seus olhos verdes já o faziam mais que perfeito – Eu não podia deixar você, eu preciso cuidar do que é meu – Sussurrou aproximando sua boca da minha, rocei meus lábios aos seus, antes de finamente beija-lo com todo meu amor, perdida em seus braços grandes.
Meu mundo girou e apenas o que eu sentia agora era a emoção de estar com ele, sentir sua boca a minha, me tomando para ele. Ele estava vivo e me queria da mesma forma que eu o queria, eu sentia isso, seu amor sendo demonstrado por seu beijo, por sua forma de tocar meu rosto e segurar meus cabelos.
–Não faça isso novamente – Pedi recuperando o ar, tocando seu rosto com suavidade, ele assentiu antes de roçar sua boca a minha novamente.
–Querido, precisamos ir ao hospital – Santiago afastou-se alguns centímetros, porém, me manteve por perto, com o braço em minha cintura.
–Não mãe, eu estou bem.
–Hilary está no hospital Santiago – Encaramos Isaac – Ela pensa que você está morto.
*POV John Maxwell*
Toquei o rosto de Hilary desacordada na cama de hospital, havia agulhas em seus braços, uma com soro e outra com remédio. Eu não sabia como ela reagiria quando acordasse, mas esperava o pior.
Acreditava que ela choraria e que o escudo que havia criado a sua volta, iria cair, pois ela iria se sentir sem chão, seu irmão havia morrido e dessa vez ela não poderia manipular ninguém para conseguir o que queria, estaria totalmente impotente.
Ela estará se sentindo impotente assim como eu me senti quando perdi Clarisse e meu filho, meu pequeno que ainda nem havia conhecido o mundo fantástico que o esperava, eu não pude ver seus olhos, porque ela escolheu assim. Porém eu não culpava ninguém, apenas a mim, eu era o culpado por sua morte e mais ninguém.
–John – Me virei e encarei Matthew com as mãos no bolso da calça, olhos vermelhos pelo choro de sua perda, me levantei e toquei seu ombro.
–Sinto muito – Murmurei, ele assentiu apertando meu ombro – Estou aqui se precisar.
–Como ela está? – Perguntou encarando Hilary.
–Vai ficar desacordada por mais um tempo, os médicos lhe deram alguns sedativos, ela acordou quando chegou e não conseguimos conte-la.
–Se quiser posso ficar com ela, para você poder ir trocar essa roupa – Suspirei e voltei a me sentar ao lado de Hilary, segurando sua mão a minha.
–Não vou sair do lado dela, mas obrigado Matthew – Sussurrei voltando a encarar o rosto de minha garota.
Eu queria estar ao lado dela quando ela abrisse seus belos olhos verdes para mim, queria poder demonstrar que ela tinha alguém e que não precisaria se isolar como eu fiz no passado. Acreditando que ninguém se importava com minha dor, até ver Rayssa e seu sorriso encantador mostrando a mim que a minha irmã estava ali para mim e não sairia do meu lado em quaisquer circunstâncias.
–John – Matthew me chamava enquanto tocava minhas costas – John, eu não estou bem – Ele me bateu com mais força e eu me levantei, meu coração bateu forte ao ver Santiago na porta com Rayssa e Isaac – John merda! Eu estou vendo mortos – Segurei o corpo desacordado de Matthew quando ele caiu para trás em cima de mim, o coloquei na cadeira em que eu estava sentado e logo Santiago estava ao meu lado.
–Você...? – O encarei assustado.
–Eu pulei do carro, estou bem – Murmurou encarando Matthew.
–Ray chama uma enfermeira – Falei me virando, porém ela já não estava mais ali e logo voltava com uma mulher vestida de branco.
–Ele desmaiou – Santiago encarou a mulher na maior cara de pau, como se ele não tivesse sido o culpado.
A enfermeira mediu a pressão de Matthew e antes que ela pudesse terminar de tirar o equipamento de seu braço, ele se levantava assustado procurando por Santiago.
–Acorda porra! – Santiago sorriu para ele e então o abraçou – Eu estou vivo! Não precisa morrer por mim não.
–Ah! Cara! Você não pode fazer isso conosco! – Matthew deu um tapa na nuca de Santiago – Porra! Ah! Cara! Me desculpe isso vai soar gay, mas eu não vivo sem você não, irmão.
–Fica calmo, estou aqui vivo e apenas com alguns arranhões – Santiago falou ao se soltar do primo.
–Que bom que está bem – Murmurei encarando-o, ele sorriu assentindo em um agradecimento, quando me virei novamente, Isaac havia tomado o meu lugar e tocava a testa de Hilary, a encarando de forma carinhosa.
Elizabeth entrou ficando ao lado da filha e segurando sua outra mão, senti a mão de Rayssa segurar a minha e me puxar para o canto do quarto. Seus braços me envolveram e eu a abracei de volta.
–Que bom que está bem, eu não suportaria perde-lo – Sussurrou me abraçando – Eu amo você John.
–Hey pequena – A afastei tocando seu rosto e encarando seus olhos – Eu estou aqui e bem, não vou lhe deixar tão cedo – Sorri antes de beijar sua testa – Amo você.
Mesmo com a insistência de Elizabeth para eu ir embora trocar de roupa, fiquei ao lado de Hilary, queria poder estar ali quando ela acordasse. Santiago foi embora, para poder tirar a roupa e tomar um banho. Ficamos apenas eu e Isaac no mesmo quarto, sozinhos com Hilary.
–Você a ama? – Desviei meus olhos de Hilary e encarei Isaac que manteve os olhos sobre a filha.
–Eu mataria por ela – Murmurei, ele encarou meus olhos seriamente – Não quero nada da sua família Isaac, a não ser ela. Eu a amo e quero ser a pessoa que vai estar ao seu lado em todos os momentos que ela precisar.
–Ótimo – Ele murmurou voltando a encara-la, sem mais palavras. Havia acabado a conversa e eu sabia que não começaríamos outra.
Quando Santiago voltou, Isaac deixou seu lugar para que ele ficasse, suspirei alisando sua mão. Sorri ao ver o anel em seu anelar, ela era minha.
–O que os médicos disseram? – Santiago perguntou me olhando.
–Pelo susto e pela bebida que tomou durante a corrida, ela entrou em coma alcoólico – Ele sorriu em negação e eu senti os dedos de Hilary se movimentarem em minha mão.
–John – Haviam lagrimas em seus olhos quando ela os abriu e me encarou – Meu irmão, John – As lagrimas desceram – Ele está morto? Diz que não – Santiago se levantou e se sentou na beirada de sua cama.
–Hey pirralha, eu estou aqui, estou bem, estava esperando que acordasse – Ela o encarou como se aquilo fosse mentira – Eu amo você pirralha, não vou lhe deixar – Ele tocou o rosto dela limpando suas lagrimas – Que isso, eu sei que sou bonito, mas não precisa chorar – Ela riu gostosamente e então se sentou o abraçando – Hey.
–Ah! Santiago! Eu devia lhe bater – Sorri, então não era só comigo seu jeito agressivo – Eu quase tive um colapso por sua causa, nunca mais faça isso – Ela deu um tapa no braço dele e ele riu.
–Hilary, você desmaiou e entrou em coma alcoólico, devia maneirar mais na bebida.
–E você devia calar a boca e me consolar seu idiota – Ela retrucou brava, voltando a abraça-lo – Eu amo você San, mas precisamos ir para a festa – Falou ansiosa, porém, ao olhar para sua mão vi o pânico em seus olhos – Ah não! Tira isso, por favor – Seus olhos se encheram de lagrimas.
–Hilary, meu amor calma – Me aproximei e ela me olhou, limpei as lagrimas em suas bochechas e Santiago se afastou indo buscar uma enfermeira.
–John, me abraça – Pediu segurando meu uniforme, sorri e a abracei beijando seus cabelos – Não me deixa aqui sozinha – Pediu.
–Eu estou aqui e não vou embora – Afastei meu rosto e segurei seu queixo a obrigando a me olhar – Nunca vou lhe deixar, baby – Rocei minha boca a sua e ouvi a enfermeira voltar.
Obviamente os médicos queriam a manter no hospital por mais algumas horas, porém, Hilary era maior e tinha o direito de responder por seus atos e escolheu deixar o hospital. Suspirei em negação e na hora de ir embora, Santiago não foi conosco e sim com Rayssa que o esperava no corredor.
*POV Santiago Owen*
Sorri sentado no banquinho, assistindo-a dançar na pista de dança, os olhos fixos em mim e um sorriso lindo em seus lábios. Não, eu não deixaria ela para o bando de urubus que haviam por aí, ela seria minha e de mais ninguém. Ela era minha.
Deixei o copo vazio sobre a bancada e me aproximei dela passando pelas pessoas que dançavam e parando de frente a figura loira, que dançava sensualmente para mim, me seduzindo e fazendo meu coração bombear em meu peito.
Coloquei a mão em sua nuca e a puxei para mim, envolvendo seus cabelos entre meus dedos e beijando a com vontade, coloquei a mão em sua cintura e deixei seu corpo colado ao meu, movíamos juntos, enquanto eu sentia sua boca suave se movimentar contra a minha, me deixando vidrado nela.
–Você é uma idiota! – Nos afastamos e encaramos Madelyn a poucos metros de nós, gritando de frente para Andrezza – Uma grande idiota! Esse aí que você pensa ser santinho, era namorado daquela ótaria ali – Ela apontou para Rayssa em meus braços, a música foi pausada e eu senti Rayssa apertar sua mão em minha cintura – Que agora e durante o relacionamento com Sebastian estava fudendo com Santiago Owen! – Gritou completamente embriagada – E seu “casinho” – Fez aspas com as mãos – Pegava Hilary Owen, sua priminha querida, enquanto namorava aquela vagabunda – Apontou novamente para Rayssa – Você está de parabéns querida, tenho certeza que nenhuma das duas lhe contou isso e muito menos ele – Madelyn bateu palmas para Andrezza que tinha uma cara de furiosa – Pois é, eu te contei a garota que você sempre odiou, nunca julgue as pessoas Andrezza – Gargalhou.
Encarei Hilary se aproximar de Madelyn, pude notar sua fúria e não me impressionei ao assistir o tapa no rosto da ex-amiga.
–Fora daqui agora Madelyn, eu não quero você aqui – Falou contida.
–Ah! Agora você não me quer? Quando estava louca para ter metade da Empresa Maxwell, me queria ao seu lado não é mesmo? – Hilary estalou os dedos e os seguranças se aproximaram.
–Levem-na daqui – Mandou, os dois caras de preto seguraram Madelyn e já no meio do caminho ela se soltou correndo em nossa direção.
–Você sua vagabunda! Ele é meu! Sua piranha desclassificada! Santiago Owen é meu! – Ela apontou o dedo para Rayssa, enquanto caminhava em nossa direção. Entrei na frente de Rayssa e ela segurou meu braço, me afastando.
–Não, essa eu resolvo – Murmurou e Madelyn foi lhe bater, me contive e apenas assisti Rayssa segurar sua mão – Não Madelyn, não sou eu quem sou a vagabunda aqui, e sim você que está implorando pelo amor dele, eu apenas tive a competência que você não tem – Encarei espantado, enquanto Rayssa dava um tapa no rosto de Madelyn – Agora tenha vergonha na sua cara e dê o fora daqui – Os seguranças a levaram e a mesma continuou a gritar.
Quando reparei o cenário novamente, Sebastian levava um tapa no rosto e Andrezza passou furiosa por nós, indo embora com ele atrás dela. Hilary subia ao palco com John de mãos dadas e Rayssa estava ao meu lado.
–Você está bem? – Sussurrei afastando seus cabelos ela assentiu, umedecendo os lábios vermelhos.
–Obrigada – Sorriu.
–Desculpem-me pelo acontecimento – A voz de Hilary soou ao microfone – Espero que todos possam voltar a se divertir e tomar muito champanhe – Falou animada – Obrigada – John pegou o microfone da mão de minha irmã.
–Há festa foi dada a mim por comemoração a corrida de hoje e por esse troféu – Ele ergueu o troféu de primeiro lugar da corrida – Mas, hoje eu não sou o vencedor mesmo tendo ganhado em primeiro lugar, ele é – John apontou para mim – Santiago é o grande vencedor hoje, por quase ter morrido e nos deixado. Essa festa é sua – Trocamos um sorriso em agradecimento e Rayssa me abraçou, beijando meu pescoço, logo a música voltou a tocar e calmamente tudo voltou ao normal.
–Vamos embora? – Sussurrei em seu ouvido movendo meu corpo ao seu lentamente, no compasso da música.
–Mas você é o anfitrião, não vai ficar feio? – Perguntou suavemente, sua mão massageava meus cabelos da nuca.
–Não, eu tenho outra festa para coordenar – Afastei meu rosto e rocei minha boca a sua – Onde apenas dois integrantes vão estar, eu e você – Ela riu e me beijou, antes de me deixar leva-la para bem longe dali.
A levei para a fazenda, sabia que não havia ninguém lá, todos estavam na mansão Owen na cidade e eu queria fazer algo especial e romântico. Rayssa precisava disso, eu não era o cara mais romântico e delicado da face da terra, porém, eu queria dar o meu máximo para meu primeiro relacionamento.
Parei o carro em frente à casa e dei a volta, segurando sua mão e a ajudando sair do carro, sem resistir a prensei contra a porta e beijei seus lábios, puxando seu corpo para meu e sentindo seu cheiro doce, enquanto seus lábios macios se moviam contra os meus.
–Você está bem? – Perguntou tocando meu rosto e meu coração que batia forte – Talvez tenha sofrido...
–Eu nunca estive tão bem, princesa – A peguei no colo e ela soltou um gritinho colocando as mãos em minha nuca.
Levei-a casa dentro, segurando seu corpo e sentindo a emoção de logo colocar um anel em seu anelar, eu sabia que ela aceitaria, eu era o homem que a faria feliz e mais nenhum teria essa capacidade, porque agora eu tinha a certeza que a amava.
Abri a porta de meu quarto com o pé a fechando com o mesmo. Há luz do luar iluminava o ambiente, a coloquei no chão e arranquei sua jaqueta a jogando no chão, seus olhos azuis me analisavam e suas mãos avançaram em mim, segurei sua regata e a rasguei não me importando com mais nada, eu a queria.
A joguei na cama e ela sorriu, arranquei minha camiseta e a joguei no chão junto aos trapos de sua regata. Segurei sua perna e delicadamente tirei suas sandálias, para então arrancar sua calça, deixando-a apenas com suas peças intimas.
–Venha para mim, Santiago – Ela me chamou com o dedo, os lábios vermelhos, fazendo minha boxer quase explodir.
Tirei meu jeans e peguei a caixinha preta a deixando sobre o criado mudo, engatinhei até Rayssa, beijando suas pernas no caminho, passei minha língua no vão de seus seios, até chegar aos seus lábios, os quais beijei com fervor, sentindo seus dedos afundarem em meus cabelos e suas unhas arranharem minhas costas.
–Eu preciso de você, loira – Sussurrei com a boca a sua, descendo minha mão até sua calcinha a puxando, sem hesitar, ela mordeu meu lábio inferior e puxou minha boca para sua novamente, joguei os trapos de sua calcinha para longe e retribui seu beijo, subindo minha mão e massageando seu seio coberto pelo sutiã de renda preto.
–Eu estou aqui, querido, faça o que quiser de mim – Murmurou olhando em meus olhos, a sentei na cama e ela tirou o sutiã me assistindo tirar a boxer, me aproximei no criado mudo para pegar a camisinha, porém ela me segurou – Confie em mim, eu quero senti-lo – Encarei seus olhos, ela merecia minha confiança, como nenhuma outra garota teve.
Segurei sua cintura firmemente, encarando seus olhos enquanto a penetrava devagar, sentindo-a me acomodar, as unhas arranhando minhas costas e seu cheiro me embriagando. Eu a queria tanto, a desejava tanto.
–Santiago – Sussurrou com a boca entreaberta, nos sentindo totalmente conectados – Oh! Por favor – Gemeu, sentindo-me se movimentar dentro dela, rocei minha boca a sua e ela segurou meus cabelos firmemente.
–Hoje – Murmurei olhando em seus olhos sem deixar de me movimentar dentro dela – Quando te vi sentada naquele sofá, desolada, por mim – Ela beijou meu pescoço, pedindo por mais, nos sentei e suas mãos foram para meus ombros, se movimentando sobre mim com minha ajuda, afastei seus cabelos de seu rosto e encarei seus olhos, roçando minha boca a sua – Eu vi que não podia deixar você por mais nenhum segundo, eu precisava ir atrás do que eu queria e o que eu quero é você, loira – Gemi a última palavra, mordendo seu lábio inferior e puxando sua boca para mim.
–E você me tem. Aqui, agora, desejando-o mais do que nunca – Ela sussurrou contra meus lábios, rebolando em meu pau.
–Eu a quero para mim loira – Segurei seu corpo a fazendo aumentar seus movimentos sobre mim – Toda para mim, eu quero possuir seu corpo e mostrar a todos que é minha, quero vê-la sorrir todos os dias para mim – Murmurei, ela gemeu jogando a cabeça para trás, beijei seu pescoço – Seja minha Rayssa – Sussurrei, ela agarrou meus cabelos e olhou em meus olhos.
–De quem mais eu seria gostoso? – Roçou sua boca a minha – Quero poder arranhar todo seu corpo grande e denomina-lo meu, ninguém mais vai se atrever a toca-lo – Rosnei e a derrubei na cama, aumentando nossos movimentos e segurando suas mãos acima de sua cabeça, ela gemia alto, meu nome, para mim.
–Eu vou gozar por você – Gemi beijando seu colo até seu seio o qual chupei com maestria.
–Santiago! Ah! – Ela gemeu para mim, alto, em bom tom, eu a estava possuindo e agora ela era minha.
–Goza gostoso junto comigo, loira, eu quero sentir seu mel se espalhando por meu pau – Falei subindo meus beijos por seu pescoço, até sua boca, soltei suas mãos e a deixei meu arranhar, queria poder senti-la, queria ser denominado dela.
–Ah! Santiago, meu Santiago! – Rayssa gritou puxando meu rosto em direção ao seu e me beijando – Eu amo você seu gostoso – Mordi seu lábio inferior a sentindo apertar meu pau deliciosamente – Muito!
–Não mais do que eu – Murmurei, beijando-a com fervor.
Nos sentei novamente na cama e ela me ajudou com os movimentos, antes de explodirmos em estase, seu corpo suado abraçado ao meu, seu coração bombeando forte por mim. Afastei meu rosto do seu e estiquei a mão para pegar a caixinha preta, beijei seus lábios suavemente e então abri a caixinha na sua frente, conectado a ela.
–Seja minha, oficialmente? – Sussurrei roucamente, a respiração ainda um tanto ofegante e o coração a mil.
–Eu poderia dizer não? – Ela sorriu duvidosa, rocei minha boca a sua e neguei – Foi uma pergunta retorica – Sussurrou risonha, a encarei esperando ansioso por sua resposta – É claro que sim – Sorriu antes beijar meus lábios com amor.
–Espere – Pedi, pegando uma das alianças e colocando em seu dedo delicadamente, ela riu assistindo – Não poderíamos esquecer disso – Sussurrei piscando para ela que pegou a outra e colocou em meu anelar – Somos apenas um agora – Murmurei, afastando seu cabelo e encarando seus lábios e olhos – Eu amo você, loira – Sussurrei roçando minha boca a sua.
–Eu também te amo, bad boy – Foram nossas últimas palavras, antes de nossos rendermos aos encantos de nosso amor.
*POV Sebastian Owen*
Parei o carro apressadamente vendo a subir a escada em direção a casa rapidamente, desci do carro e corri atrás dela, não podia deixa-la ir.
–Andrezza espera – Pedi, ela subiu as escadas e eu fui atrás dela, primeiro, segundo, terceiro e quarto andar, ela abriu a porta de seu quarto e antes que pudesse fecha-la coloquei a mão a impedindo.
–Sebastian vai embora! – Mandou furiosamente, tentando fechar a porta, empurrei sutilmente e entrei, a fechando atrás de mim.
–Eu vou, mas primeiro deixe-me explicar – Pedi encarando seus olhos castanhos e comprovando sua fúria.
–Explicar o que? Que fudeu com minha prima e Rayssa e ficou comigo sem ao menos me contar nada? – Gritou jogando os braços para cima – Disso eu já sei – Bufou então caminhou apressadamente até o closet tirando uma mala grande e vermelha de lá de dentro.
–Me deixe falar, isso foi no passado... – Murmurei, ela colocou a mala sobre a cama e começou a retirar sua roupa do closet, jogando de qualquer forma na mala – Olha para mim Andrezza! – Gritei segurando seus braços – Por favor – Ela me encarou, os olhos demonstrando toda sua fúria, a respiração ofegante.
–Para que Sebastian? – Gritou, lagrimas invadiram seus olhos e ela começou a esmurrar meu peito – Eu sei que me fez de idiota, sei que fui apenas mais uma! – Andrezza me empurrou com força e me encarou, limpando as lagrimas que caíram por suas bochechas – Eu não preciso de outro cara como você em minha vida, saia daqui Sebastian – Dei um passo para trás, engolindo em seco, eu queria abraça-la e pedir perdão.
–Me desculpe – Sussurrei, ela caiu de joelhos no chão e encostou-se na cama, chorando – Por favor Andrezza – Me aproximei, agachando na sua frente.
–Vai embora Sebastian, eu não quero te ver mais – Falou seriamente – Por favor – Sussurrou, me afastei, vendo as lagrimas em seus olhos enquanto fechava a porta.
Eu havia a machucado e pela primeira vez meu coração doía por uma garota. O que eu faria agora?
Chutei a grama furioso, passei as mãos pelo rosto e então me virei ao ouvir o barulho de uma camionete parar rapidamente ao meu lado, dois caras grandes desceram e antes que eu pudesse reagir me socaram o rosto e bateram-me com algo na cabeça, me fazendo apagar.
Gemi sentindo gosto de sangue em minha boca, pisquei tentando movimentar minhas mãos, mas estavam presas por algum tipo de corda. Eu estava em um lugar com pouca luz, havia um cara grandão a poucos metros de mim, alguns carros caros a frente, era um galpão e ainda estava a noite.
–Me soltem seus filhos da puta! – Gritei cuspindo o sangue de minha boca.
–Cala a boca playboy! – O grandão falou e mais dois apareceram.
–Seus desgraçados! Eu sou Sebastian Owen! Me soltem agora, porra! – Gritei furioso, o grandão veio em minha direção e sorriu cínico.
–Eu sou o demônio e aqui no inferno, você é nada seu playboy de merda! – Ele socou meu rosto com força e eu desmaiei novamente.
Alguém gritava, era uma mulher, um homem falava rudemente com ela a ameaçando, ela estava assustada. Eu conhecia sua voz. Abri os olhos e pude ver pela janela de cima que era de manhã ou à tarde, eu não sabia, porém, me assustei ao ver Rayssa sendo trazida em minha direção, na cadeira ao meu lado.
–Cala a boca sua vadiazinha! – Eles a colocaram na cadeira e amarraram suas pernas e braços.
–Vocês não podem fazer isso comigo – Ela chorava – Sebastian?
–Soltem ela seus merdas! – Gritei tentando me soltar – Bando de filhos da puta! Eu vou acabar com vocês – Rosnei furioso, o cara do meio me deu um soco me fazendo cuspir mais sangue.
–Você cala a boca ou ela vai levar – O grandão falou roçando uma arma no rosto de Rayssa – Para de chorar sua cachorra! – Ele bateu com força no rosto dela.
–O que vocês querem? – Ela perguntou depois de um grito agudo.
–Isso é a porra de um sequestro e enquanto fazemos nosso trabalho é melhor fazerem o que mandamos, ou as consequências serão bem severas – Ele sorriu para ela e colocou a ponta da arma a poucos milímetros de sua boca – Não vai querer ser fudida por isso, vai querida? – Ele destravou a arma e ela negou.
–Sai de perto dela! – Mandei, furioso por me sentir impotente.
–Cala a boca porra! – Levei mais um soco e então desacordei.
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