I Found My Fallen Angel
26 Capitulo 26° – Desculpas
Notas iniciais
*POV Hilary Owen*
O dia estava claro e radiante quando parei em frente à casa da Fazenda. Havia acordado cedo com a intenção de resolver tudo entre eu e Andrezza, precisava falar com Sebastian sobre ontem, não podia deixar que ele a fizesse sofrer. Ainda mais agora que ela sabia de tudo e claramente havia o perdoado com uma boa noite na cama.
Ao adentrar a casa, visualizei Andrezza descer as escadas apressada, estava séria e com uma bolsa em mãos, me aproximei sutilmente.
–Oi? – Chamei sua atenção e ela me olhou ao terminar de descer – Tudo bem? – Mordi o lábio, tentando ser o mais gentil possível. Ainda podia me recordar de nossas brigas de antigamente e de como Andrezza podia tanto quanto eu, explodir em questões de segundos.
–Estou ótima, não poderia estar melhor e você Hilary? – Pude perceber sua ácida e sarcástica.
–Eu sei que está chateada com o que ocorreu ontem, mas tem que entender que eu não podia simplesmente chegar para você e falar tudo que Sebastian era sem ao menor saber se você estava realmente interessada nele – Ela ergueu uma sobrancelha e soltou um riso cínico – Vamos combinar Andrezza, você nunca foi garota que se prendesse a qualquer um.
–Tudo bem, mas não podia me contar por quê? Talvez porque vocês têm alguma coisa, não é mesmo? – Perguntou arrogante.
–Vocês dormiram juntos? – Perguntei ignorando sua arrogância.
–Não, comigo não dormiu nem Sebastian, nem ninguém, talvez com você sim – Retrucou, bufei e me aproximei dela.
–Andrezza, eu não tenho nada com ele, sinto muito se você soube do nosso passado de forma tão brusca – Falei mantendo a calma.
–Porque você não me contou Hilary?! – Perguntou erguendo um pouco a voz – Que merda você tinha na cabeça ao esconder isso?
–Me desculpe, eu não quis...
–Não quis, mas foi o que fez. Você sabia sobre o que aconteceu no passado comigo, você passou pela mesma coisa e ainda assim ignorou os fatores! Eu teria te contado se fosse eu no seu lugar, mas não foi o que fez! Porque você só quer saber do que é do seu interesse. Na verdade não passa de uma vadia manipuladora como sempre foi! – Gritou furiosa. A encarei perplexa, pela primeira vez não sabia o que fazer, sabia que nossa relação havia sido quebrada depois de suas palavras e sua falta de importância ao me dar as costas e sair da casa sem me deixar revidar.
–Hilary? – Pisquei encarando Santiago encostado na parede, apenas com um short preto e com uma maçã na mão a qual ele levou a boca – Quer?
–Que foi? – Perguntei irritada lhe dando as costas – Vista uma camisa – Mandei antes de sair e pegar meu carro.
Dirigi irritada com tudo que ela havia dito, tudo bem que Andrezza podia ter todos os motivos para estar furiosa comigo, mas não era o suficiente para ter me chamado de vadia manipuladora, eu era sua prima e sempre havia demonstrado que me importava com ela, não espera algo assim de sua parte.
Entrei no apartamento de John, furiosa e precisando de uma bebida quente junto de alguém para me ouvir. Precisava descontar minha raiva e sabia que ele poderia me ajudar, não foi o que havia pedido a mim? Para me abrir com ele quando precisasse então eu esperava que ele se divertisse com isso.
Joguei minha bolsa ao seu lado no sofá, havia um jornal em suas mãos o qual ele fechou, mantendo os olhos sobre mim que pegava um copo de uísque em seu bar na sala.
–Não fala nada, só me escuta – Mandei aportar tomar um longo gole – Agora eu sou obrigada a cuidar de todo mundo – Joguei os braços para cima revoltada – Por causa do que fiz no passado sou culpada, porque Sebastian não teve peito para me contar que tinha um relacionamento com sua irmã – Disparei andando pela sala e sentindo seus olhos azuis sobre mim – Isso é um absurdo, eu devia mandar todos para puta que pariu!
–Mas o que aconteceu? – Perguntou calmamente, o encarei irritada.
–O que aconteceu? – Repeti sua pergunta – A revolução e tudo supostamente por minha culpa – Tomei o que restava do uísque, sentindo o liquido descer por minha garganta e queimar – Agora sou a vadia manipuladora da família, titulada por minha querida prima Andrezza – Fui até o mini bar e enchei o copo logo tomando mais gole. Parei e encarei John no meio da sala me encarando com um sorriso no canto dos lábios – O que está olhando? – Perguntei confusa, segurando o copo sobre o apoio de vidro do bar.
–Você fica linda quando está furiosa – Comentou deixando a cabeça pender um pouco para o lado – Ainda mais quando usa esses saltos lindos e faz esse biquinho cheio de charme de bonequinha de luxo – Completou com um sorriso safado.
Tomei um gole do uísque o observando, calça jeans clara, camisa de botão branca, descalço e barba por fazer. Estava lindo, sexy e eu o queria. Coloquei o copo vazio sobre a bancada de vidro e andei até ele, segurando seus cabelos entre meus dedos antes de chocar meus lábios aos seus.
Suas mãos seguraram minha cintura e ele me prensou na parede com força, gemi contra sua boca sentindo sua ereção contra meu ventre. Seus lábios me beijavam de forma bruta, do seu jeitinho que me encantava e fazia com que eu o desejasse ainda mais.
Desci minhas mãos por suas costas as arranhando, ele gemeu meu nome, aumentando a pressão de suas mãos em minha cintura. Meu celular disparou a toca e John agarrou meus cabelos descendo seus beijos até meu pescoço, agarrei sua camisa gemendo por ele.
–Vai atender? – Perguntou com a voz rouca e sexy, ele desceu sua mão até minha bunda e a apertou me colando mais ao seu corpo, me deixando sentir sua ereção.
–Deixa tocar – Murmurei em meio a um gemido, John segurou minha cintura e me virou, me deixando de costas para ele e sua ereção contagiante, seus lábios deslizaram por meu pescoço e suas mãos subiram até meus seios.
–Pode ser importante – Bufei, me virando em seus braços e agarrando sua camisa pelo colarinho, o prensei na parede e encarei seus olhos azuis.
–Eu quero você e quero agora, isso é importante – Falei séria, puxando sua camisa em seguida, fazendo os botões caírem pelo chão. Seus lábios retornaram para meu pescoço e eu subi minhas unhas por seu peito, sentindo sua pele quente contra minha mão.
–Hilary daqui a pouco não tenho mais camisas – Falou rindo contra minha pele, sentindo minhas unhas vermelhas o arranharem, revirei os olhos e beijei seu peito subindo em direção ao seu pescoço.
–Não tem problema, gosto de você assim – Murmurei puxando sua camisa para baixo e terminando de rasgá-la, o puxei pela mão e o joguei no chão, me sentando sobre ele e voltando a beijar seus lábios.
Seus dedos deslizaram por meus ombros e abaixaram as alças de meu vestido, fazendo que o mesmo caísse e suas mãos envolvessem meus seios, ele se sentou e seus lábios escorregaram por meu pescoço em direção ao meu ombro.
–John... – Murmurei ao meio de um gemido, confusa com sua súbita mudança de velocidade.
–Shiii – Seus lábios roçaram os meus e ele apertou minha cintura se encostando no sofá, sua mão subiu por minhas costas e envolveu meus cabelos com sutileza – Me deixe acalmá-la – Sussurrou calmamente, a boca se movimentando contra a minha de forma suave, suspirei derretida com sua voz doce e rouca enquanto segurava seus cabelos entre meus dedos.
John me colocou no tapete felpudo de sua sala e ficou de joelhos me olhando, suas mãos seguraram meu vestido e ele o retirou, mordendo o lábio enquanto se livrava de minha calcinha.
Suas mãos subiram por minha pele e ele beijou meus lábios levemente, antes de escorregá-los por meu pescoço, seio esquerdo o qual ele rodeou a aureola com a língua. Mordi o lábio sentindo minha respiração descompassar, John fez o mesmo com o outro e eu gemi baixinho segurando seus ombros.
Ele desceu seus lábios até minha intimidade e circulou sua língua em meu clitóris, suas mãos seguraram minhas coxas com força me impedindo de fechá-las, sua língua explorou minha intimidade flamejante e eu gemi mordendo o lábio com força e sentindo ar faltar em meus pulmões.
–John – Gemi, afundando meus dedos em seus cabelos negros e lisos, ele soltou uma risada rouca, dois dedos circularam meus lábios antes de eles me penetrarem lentamente – Ah! Caralho! Seu puto! – Gemi alto, sua língua subiu, percorrendo minha barriga o vão de meus seios até chegar a meus lábios.
–Isso bonequinha de luxo, geme alto para mim, eu gosto de ver seu deleite – Agarrei seus cabelos e colei sua boca a minha, sentindo sua língua invadir minha boca e brincar com a minha.
–Está me deixando louca – Sussurrei contra sua boca, ele mordeu meu queixo e seus olhos azuis me olharam como se pudesse ver minha alma, ler minha mente.
–Essa é a intenção – Piscou.
Sua boca voltou para minha intimidade e ele aumentou a pressão de seus dedos, os movimentando ora devagar, ora lento, gemi segurando seus cabelos, sentindo sua língua em meu clitóris me tirando a sanidade.
–Goza para mim baby – Falou de forma séria, os olhos fixos em mim – Agora – Mandou assoprando meu clitóris antes de voltar com sua língua, gemi alto deixando minha cabeça cair no tapete enquanto sentia as poderosas sensações de um perfeito orgasmo.
Pisquei sentindo meus pulmões clamarem por ar, minha visão estava turva, então fechei os olhos, sentindo a respiração de John em meu pescoço e seus lábios escorregarem por meu ombro.
–Eu amo você, baby – Sussurrou contra minha pele, sorri debilmente e então abri os olhos encarando os seus azuis como o oceano.
–Eu também amo você – Falei antes de roçar minha boca a sua – Acho que está na hora de devolver o favor – Ele me empurrou de volta para o chão e sorriu safado.
–Não – Sussurrou em meu ouvido – Está na hora de sentir meu pau te invadir repetidas vezes, até fazer você ter seu segundo orgasmo, junto comigo, baby – Gemi só de ouvir sua voz malditamente sexy e cheia de promessas.
*POV Santiago Owen*
Escorria um filete de sangue em seus lábios, seu rosto de boneca demonstrava seu cansaço e seu medo. Suas mãos estavam presas, atrás da cadeira que ela estava sentada, ao lado de Sebastian, minha camisa branca que havia lhe emprestado hoje mais cedo estava manchada sangue, seu sangue.
Lágrimas desciam de seus belos olhos verdes, eles haviam batido em seu rosto, ameaçado sua vida, tocado em sua pele sensível e a machucado. Quanto a mim, não podia fazer nada, apenas ficar sentado no sofá da minha casa assistindo as cenas pela TV de tela plana, sentindo meu sangue fluir por minhas veias e a raiva expandir por meu corpo. Eu queria matá-los.
–Onde está sua irmã, Santiago? – Passei a mão no cabelo, nervoso. Meu pai gritava aos quatros ventos ao telefone e agora comigo.
–Eu não sei – Murmurei furioso, me recordando do vídeo que havíamos recebido.
–Ligue para ela novamente – Mandou autoritário, encarei Matthew abraçado a minha mãe que chorava.
Ela já havia entendido tudo, estavam atacando nossa família e eu sinceramente não sabia como lidar com isso, meu adversário não estava em minha frente, em um ringue de luta e sim invisível. Podia ser meu melhor amigo, podia ser a empregada, podia ser o motorista, podia ser qualquer um.
–Ela está chegando junto ao meu filho – Luis falou adentrando a sala.
Passei as mãos pelo rosto, queria socar alguma coisa, qualquer que fosse. Olhei em volta, Rayssa podia estar aqui comigo, abraçada a mim, beijando meus lábios e me deixando deliciar-me com seu sorriso doce.
–Sr. Owen – Encarei Ryan adentrar a casa, trocando um aperto de mão com meu pai em seguida – Sinto muito por Sebastian, como o senhor sabe temos a melhor equipe de busca, iremos encontrá-lo junto a garota – Bati as mãos no sofá e me levantei, caminhando em sua direção.
–Ela tem nome – Falei parado ao lado de meu pai e encarando Ryan seriamente. Seus olhos me mediram de forma arrogante e ele gesticulou com a mão de forma esnobe.
–Da mesma forma que você se lembra do nome dela, eu espero que você se recorde que foi ela quem jogou sua irmã de uma escada – Retrucou.
Hilary adentrou a casa junto a John que segurava sua mão, ela me encarou com seus olhinhos verdes, fez um biquinho antes de correr para meus braços e me abraçar forte.
–Ah San! – Sussurrou baixinho em meio a um soluço – Iremos achar eles e eu estou aqui com você – Beijei sua testa e sorri limpando uma lágrima que descia por sua bochecha.
–Hilary – Olhei para Ryan ao ouvir sua voz de cumprimento a minha irmã. Respirei fundo a afastando antes de o segurar pelo colarinho e o prensar contra a parede, colocando o braço em seu pescoço – Que merda é essa seu ótario? – Falou irritado, segurando meu braço, seu rosto começava a ficar vermelho por conta do pouco ar que recebia.
–Que merda é essa? – Repeti sua pergunta de forma debochada – Eu é quem pergunto seu filho da puta. Como tem a audácia de cumprimentar a minha irmã depois do que fez a ela? – Rosnei furioso, apertando o braço em seu pescoço.
–Santiago, solta ele... – Papai falou de forma séria.
–Não, o senhor tem que saber o que esse desgraçado fez com a Hilary – Me afastei o soltando, para então lhe socar o rosto.
–Meu filho para com isso – Mamãe pediu com uma falsa voz calma.
–Todos têm que saber sobre a filha da putisse que ele fez com Hilary, pegou a primeira putinha que viu e traiu minha irmã – Ryan avançou sobre mim e socou meu queixo me fazendo recuar, gemi furioso e devolvi o presente com um chute em seu estômago e um soco em seu olho esquerdo.
–Santiago para – Matthew me segurou e eu me debati – Já é o suficiente – Falou segurando-me pela cintura, suspirei e encarei Hilary, fechei os olhos e retomei a postura, Matthew me soltou e eu puxei Hilary para meus braços, haviam lágrimas em seus olhos e suas mãos tremiam.
–Hilary isso é verdade? – Papai a encarava em meus braços, ela apenas assentiu de forma sutil – Ryan, dá o fora daqui – A voz de nosso pai era ameaçadora – Não me faça falar outra vez.
–Sr. Owen, temos assuntos mais importantes como salvar Sebastian – Papai se aproximou e o pegou pelo colarinho.
–Fora da minha casa Ryan, eu não quero alguém como você aqui – Ele o empurrou porta a fora, apertei Hilary em meus braços – Se você se aproximar de minha filha novamente, se considere um homem morto – Avisou antes de bater a porta na cara dele.
–Está tudo bem – Sussurrei para ela que suspirou em meus braços – Não vai precisar competir com ele novamente – Ela soltou um riso entre baixinho.
–Hey, princesa – Papai a puxou para seus braços e eu a soltei sutilmente, vendo-a ser abraçada por ele de forma protetora – Sinto muito – Falou beijando-a nos cabelos – Desculpe-me por não ter visto isso tudo antes.
–Pai está tudo bem – Ela sorriu se afastando – Vamos encontrar Rayssa e Sebastian, eles são muito mais importantes do que isso agora.
*POV Hilary Owen*
–Está em todos os jornais – Andrezza falou ao chegar e não me encarou – Iremos achá-los, certo? – Papai assentiu e Matthew ligou a TV, onde passava a reportagem.
–Sebastian Owen e Rayssa Maxwell, ex-namorados estão seqüestrados. Não sabemos ainda como a família está lidando com tudo, aparentemente a policia já está informada sobre o assunto.
–Como isso foi parar aí? – Luis perguntou irritado, John apertou seus braços a minha volta ao ver a cena na televisão.
–Sua putinha, vou foder você com essa arma caso continue a chorar – Um cara grande de cabelos loiros falou passando uma arma pelo rosto de Rayssa, segurei a camisa de John sentindo lágrimas em meus olhos.
–Sai de perto dela porra! Você não pode nos prender assim – O cara foi até Sebastian e lhe socou o rosto.
–Quer dar uma de valentão aqui? Quer? – Coloquei a mão na boca vendo Sebastian levar um chute no estômago.
–Isso é horrível – Sussurrei escondendo o rosto no peito de John.
–Sr. Owen – Levantei os olhos assistindo Oliver entrar apressado, me soltei um pouco de John, podendo ver Matthew abraçar Andrezza – Eu consegui uma pista do cativeiro, podemos ir agora mesmo, a policia já foi acionada e estão a caminho.
–Ótimo – Luis falou se aproximando, papai subiu a escada e eu encarei John que prestava toda a atenção em Oliver.
–Não vai com eles, vai? – Perguntei temendo por sua resposta – John, é perigoso – Seus olhos azuis me encararam por alguns segundos, o maxilar travado.
–É minha irmã, Hilary – Foram suas últimas palavras, seus lábios depositaram um rápido beijo em minha testa e seus dedos tocaram minha bochecha – Eu amo você, baby – Suspirei e encarei ele se aproximar de Oliver, Santiago e Luis, meu coração disparou ao ver papai descer a escada com uma arma prateada em mãos.
–Arma? – Me aproximei dele, parando a sua frente, seus olhos verdes me encararam e ele tirou a munição e a colocou de volta na arma – Isso é algo violento – Sua postura era séria.
–É meu sobrinho e minha nora que estão lá, sou Isaac Owen não vou andar por aí sem munição — Ele se aproximou e beijou minha testa – Amo você, princesa – Ele se afastou indo em direção a mamãe.
–John, você sabe usar isso? – Perguntei rouca me aproximando de John que tinha uma arma preta em mãos, dada por Oliver, ele me encarou e sorriu sinistramente.
–Aulas a cada dois dias, baby – Piscou, ele se aproximou e seus lábios tocaram os meus, segurei sua blusa – Nos vemos em pouco tempo – Sussurrou antes de ir atrás de meu pai, Santiago e Oliver, fui atrás e na porta agarrei meu irmão o abraçando.
–Eu amo você – Sussurrei sentindo seu braço me apertar – Se cuide – Ele se soltou e entrou no carro, deixando Matthew me abraçar.
–Vou cuidar de vocês, vai ficar tudo bem – Beijou meus cabelos e me puxou para dentro.
*POV Sebastian Owen*
Cuspi o sangue em minha boca, sentindo minha cabeça doer. Porra, eu já havia apanhado o suficiente, desmaiado o suficiente, que merda todos estavam fazendo lá fora? Porque ainda não havia nos encontrado? Não merecíamos isso, ela não merecia isso.
–Psiu! – Sussurrei atento aos caras a poucos metros de nós atrás de um automóvel – Você está bem? – Perguntei olhando Rayssa, havia um filete de sangue em seus lábios – Iremos sair daqui, okay?
–Porque estão fazendo isso conosco? – Perguntou, os lábios trêmulos anunciando um possível choro.
–Shiii, fique calma, irei dar um jeito nisso – Ela assentiu – Se eu conseguir me virar, acha que consegue me desamarrar? – Ela mordeu o lábio, o medo estampado em seu rosto.
–Posso tentar, mas como vai conseguir isso sem que eles te vejam?
–Eles estão distraídos, o babaca lá em cima está vendo TV – Dei um pulo começando a me virar, a televisão estava alta para nossa sorte, eles não ouviriam o barulho.
Quando senti as mãos delicadas de Rayssa nas minhas, suspirei um tanto aliviado, enquanto ela tentava desfazer o nó. Mantive os olhos nos caras conversando, pareciam exaltados enquanto um loirinho alto e musculoso falava ao telefone de forma rude.
–Vamos Rayssa – A apressei, ela resmungou.
–Sebastian, por favor, calma – Pediu nervosa – Para de se mexer – Resmungou, suspirei tentando me acalmar.
–Anda logo com isso – Ela gemeu, parecendo em pânico. Ao sentir a corda afrouxar, rapidamente a tirei e desamarrei meus pés.
–Seu playboy filho da puta, o que pensa que está fazendo? – Levantei rapidamente e segurei a cadeira, dando-a na cara do moreno que caiu no chão, chutei seu estômago.
–Isso é pelos socos – Peguei sua arma no chão e apontei para seu peito – E isso é por ter tocado nela – Sem hesitar, puxei o gatilho acertando seu peito duas vezes, o sangue jorrou por sua camisa azul.
–Que porra é essa? – Corri desamarrando Rayssa e a puxando para trás de um dos carros, nos protegendo dos tiros do loiro – É melhor vocês pararem de brincadeira! Carlos! Eles mataram o Marke! – Gritou atirando em nossa direção.
–Fica calma, iremos sair daqui – Abracei seus ombros, sentindo seus dedos segurarem minha camisa ensanguentada – Você está bem? – Perguntei segurando seu rosto entre minhas mãos, ela assentiu com lágrimas em seus olhos verdes – Eu sinto muito Rayssa – Sussurrei beijando sua testa – Venha – Segurei sua mão correndo para trás de outro carro perto a porta.
–Ah! Seu desgraçado! – Fomos pegos de surpresa e Carlos me pegou, fui empurrado e acabei por esbarrar em um galão, o derrubei a gasolina escorreu pelo chão fazendo Carlos desviar.
Tentei usar a arma, mas havia acabado a munição, dei uma coronhada em Carlos fazendo ele se afastar o empurrei em direção ao carro e pude ver o outro cara pegar Rayssa pelos cabelos. Soquei Carlos, tentando fazer que ele soltasse sua arma, quando ela finalmente caiu, o segurei pelo colarinho sentindo raiva de tudo que ele e seus comparsas haviam feito, o joguei no chão e peguei a arma acertando sua perna.
–Parado – Encarei o loiro segurando Rayssa com uma arma em sua cabeça – Coloca a merda no chão – Ela me encarou assustada, em um piscar de olhos ela pegou uma chave ao seu lado batendo-a na cara do loiro, correndo para mim, a puxei para trás do carro, ouvíamos o cara gemer – Vou colocar um fim nisso – Podemos ouvi-lo dizer, antes de um fogo alarmante subir, nos impedindo de ver a saída.
–A policia – Rayssa falou tossindo, olhei a nossa volta e tudo pegava fogo, não via saídas para nós – Está escutando Sebastian, a policia – A apertei em meu braço tentando encontrar uma saída, mas não havia nenhuma.
*Santiago Owen*
Eu e John empurramos a porta do galpão, uma fumaça bateu em nosso rosto nos fazendo afastar, o fogo lá dentro era enorme, podíamos ouvir o som dos bombeiros se aproximando, mas não tínhamos tempo para isso, eu precisava entrar e saber se ela estava viva. Fazer alguma coisa.
–Não, Santiago espera – John tentou me deter, mas eu entrei ignorando a fumaça que entrava em meus pulmões, corri ao ver Sebastian caminhar com Rayssa no colo desmaiada.
–Me dê ela aqui – Pedi tossindo, Sebastian a entregou para mim, a apertei em meus braços – Vou cuidar de você, amor – Sussurrei beijando sua testa – Você está bem? – Sebastian assentiu colocando a mão em meu ombro, pedindo para que eu fosse à frente – Vamos, precisa sair daqui – Ele me empurrou para frente, dizendo que estaria logo atrás.
A claridade bateu em meus olhos me fazendo piscar, John correu em nossa direção pegando Rayssa de meus braços, pudemos ouvir o barulho de tiro e me virei rapidamente, a tempo de ver Sebastian cair de joelhos no chão
Papai disparou a arma e o cara caiu dentro do galpão, no entanto, Sebastian ainda se encontrava no chão, baleado. Corri junto ao meu pai até ele, os paramédicos também.
–Sebastian, meu filho – Papai segurava seu rosto – Vamos cuidar de você, tudo vai ficar bem.
–Senhor, temos que levá-lo – O médico falou, me ajoelhei ao lado de meu pai.
–Ela está bem? – Sebastian perguntou cuspindo sangue – Rayssa está bem... Eu sinto muito, eu fiz tudo que podia – Foram suas ultimas palavras antes de fechar os olhos e ser levado na maca.
Sebastian foi levado de helicóptero com meu pai, fui com Rayssa na ambulância. Encarei seu rosto desacordado, me sentindo aliviado por ela estar bem.
Quando Rayssa foi liberada do hospital, Sebastian ainda estava em cirurgia, passei o braço por sua cintura depois de lhe dar minha jaqueta e fechá-la em seu corpo.
–Vamos, irei te levar para a casa – Murmurei afastando uma mecha de seu cabelo do rosto, ela sorriu olhando para baixo e mexendo na barra da minha camisa.
–Vai levar e vai ficar lá né garanhão – Matthew falou parando ao lado de Rayssa – Que bom que está bem, olhos azuis – Ele piscou para ela e eu dei um tapa em sua nuca – Hey! Seu babaca, eu me importando com o bem estar da garota e você dando seus ataques de ciúmes Owen? Vai ti catar Santiago – Rayssa riu e eu revirei os olhos.
–Vamos – Puxei Rayssa pela cintura – Me manda uma mensagem quando souber do estado de Sebastian – Ele assentiu e Rayssa deu um tchau tímido para ele.
–Você continua a ter olhos lindos! – Pude ouvi-lo falar com a voz cheia de divertimento, apertei Rayssa em meus braços e fomos para o carro.
Quando chegamos na Fazenda, haviam alguns seguranças na entrada e na porta da casa, fomos comunicados que John e Luis estavam na delegacia resolvendo alguns assuntos sobre o seqüestro e que a senhora Emily estava dormindo. Quando entramos Rayssa me puxou em direção a escada.
–Não vá – Pediu segurando minha mão – Durma aqui comigo, está tarde. Não pode ir sozinho pela estrada, pode acontecer algo com você – Sussurrou segurando minhas mãos as suas e olhando em meus olhos – Por favorzinho – Pediu mordendo os lábios
–Não vou a lugar algum – Sussurrei a puxando para meus braços – Não sem você – Beijei seus cabelos e ela suspirou escondendo o rosto em meu peito.
–Eu fiquei com tanto medo.
–Estou aqui agora, pequena.
–Medo de morrer, de nunca mais poder te ver, de te deixar e não poder sentir o gosto de seus lábios nunca mais, de você não ser mais meu – Sussurrou ficando na ponta dos pés para roçar os lábios aos meus, segurei sua cintura e a puxei para cima, ela enlaçou minha cintura com as pernas – Eu amo você, San – Sussurrou roçando sua boca a minha e passando suas unhas por minha nuca.
–Eu amo mais, loira – Sorri contra sua boca, subindo as escadas de sua casa – Onde é o quarto da Princesinha Maxwell? – Ela riu segurando meus cabelos entre seus delicados dedos.
–Terceiro andar última porta a direita... Vai ter que me carregar por mais um tempo, Sr. Owen – Encarei seus olhos azuis seriamente
–Eu carregaria o tempo que fosse preciso, além do mais – Sorri desviando os olhos por uns segundos – Já posso ir treinando para a lua de mel – Ela gargalhou jogando a cabeça para trás e eu sorri ainda mais, me deliciando com sua risada suave.
–Terá muito tempo para treinar, hein – A encarei sério e ela passou o polegar pela linha reta de meus lábios.
–Claro que não, eu posso te seqüestrar e fazer você casar comigo amanhã – Seus lábios se aproximaram dos meus e ela roçou sua boca a minha.
–Duvido – Sussurrou, ri e então a beijei com todo meu amor.
Entrei em seu quarto empurrando a porta e a fechando com o pé, andei até o que me parecia à porta de um banheiro e a coloquei sobre a pia de mármore. Peguei seu rosto entre minhas mãos e intensifiquei nosso beijo.
–Eu preciso de você, amor – Sussurrou contra minha boca – Muito – Sua voz era urgente e com um fio de suplica, suas mãos tentavam subir minha camisa.
Segurei a camisa branca que eu havia lhe emprestado hoje mais cedo, antes de tudo acontecer. A puxei com força, fazendo os botões caírem pelo chão branco do chão, subi minhas mãos por sua barriga até seus seios, sentindo sua boca deslizar por meu pescoço.
Levantei os braços a deixando tirar minha camisa, suas mãos tocaram meu peito nu o arranhando com suas unhas, ela segurou meus braços tatuados e se aproximou beijando a loira ali desenhada.
–Porque fez essa tatuagem? – Perguntou me encarando nos olhos, deslizei minhas mãos até suas costas abrindo o fecho de seu sutiã.
–Sempre fui louco por uma loira, agora tenho uma, só para mim – Sorri contra sua boca e mordi seu lábio o puxando em minha direção.
Ela riu descendo suas mãos até minha calça a abrindo puxando para baixo em seguida com os pés junto a minha boxer, ri me livrando dos sapatos e de minhas meias.
–Tira suas calças – Falei rouco a colocando no chão e então entrando no boxer, liguei a água quente, então a puxei para debaixo do chuveiro comigo, fechando a vidraça de vidro escuro.
Segurei seus cabelos entre meus dedos e beijei sua boca a prensando contra a parede, a água escorria entre nossos corpos e suas unhas arranhavam minhas costas. Desci minha mão por suas costas até sua cintura e a segurei contra meu corpo, sentindo suas mãos me segurarem e arranharem.
–Eu amo sua pele – Sussurrei, descendo meus lábios por seu pescoço – Amo seu toque, amo quando me aperta e me denota seu, loira.
–Faça amor comigo, San – Pediu segurando meu rosto – Eu quero me sentir segura em seus braços, me faça sentir segura, por favor – Beijei seus lábios, segurando sua cintura, ela enlaçou minha cintura com suas pernas.
–Eu amo você, minha princesa – Balbuciei contra sua boca, a penetrando devagar, sentindo cada centímetro de sua pele me envolver, quente e úmido. Eu queria amá-la e demonstrar meu amor por ela.
–Ah! San... – Sussurrou de olhos fechados, suas unhas arranhavam minhas costas, subi uma de minhas mãos até seu seio o massageando, pressionei sua boca a minha e ela gemeu alto, por mais, ela me queria, me desejava – Grita para mim, princesa, diz que eu sou seu macho.
–Meu homem, que vai me amar e proteger, todo meu – Gemi alto, sentindo suas mãos me apertarem e seus lábios escorregarem por minha pele molhada – Eu quero sentir seu jato quente despejar dentro de mim, sentir você me possuir Santiago... – Agarrei seus cabelos e a beijei, aumentando a pressão em seus quadris e minhas estocadas.
Sua intimidade apertava meu pau, me fazendo gemer, suas mãos passavam por meu corpo me apertando. Ah! Como eu a queria! Só para mim, não precisar dividir com ninguém, seu corpo, seus lábios, seus sorrisos doces.
–Você é toda minha princesa e eu sou todo seu – Sussurrei em sua boca – Eu vou gozar para você, está pronta? – Perguntei ofegante – Quero sentir seu mel em meu pau, quando eu gozar.
–Me beija safado – Ri sentindo sua mão agarrar meus cabelos e seus lábios colidirem aos meus, enquanto explodíamos em um orgasmo intenso – Ah! – Ela gemeu em minha boca, apertando meus cabelos – Eu amo você, San... – Distribui beijos por seu rosto.
–Eu amo mais, loira – Ela sorriu – Agora me deixe dar banho na minha namorada – Seus olhos brilharam de ansiedade e eu sorri.
Pela primeira vez, eu sabia como era ser amado por uma garota, as outras que tive havia sido apenas uma noite, afinal, eu nunca repetia meninas. Eu mal sabia o que estava perdendo, o quão bom era ser amado e dar amor.
*POV Andrezza Becker*
Sentia a culpa em minhas costas, as lembranças da noite anterior passavam em minha mente sem parar e eu não conseguia lidar com isso, precisava pedir desculpas, saber se ele estava bem e falar sobre meus sentimentos prematuros a Sebastian.
FlashBack ON
Suas mãos me seguravam me prensando contra o carro, seus olhos verdes me encaravam e ele parecia furioso. Eu estava ofegante cansada de lutar contra seu aperto forte, cansada demais para continuar a lutar contra meus sentimentos por ele.
–Não me dê às costas – Mandou sério, aumentando a pressão em meus braços – Isso é uma ordem, Becker.
–Quem é você para dar ordens, Sebastian? Mentiu para mim! Me enganou, me fez de idiota! – Ele bufou desviando os olhos – Olha para mim e diga que não mentiu, olhando em meus olhos. Minta, mas olha em meus olhos quando o fizer, eu quero saber se sentiu algum remorso quando estávamos juntos e disse que eu era única – Ele olhou para baixo, soltando meus braços e se afastando, encostou-se ao carro preto me encarando.
–Por favor – Sussurrou, me aproximei e encarei seus olhos verdes, meu coração ardendo em meu peito.
–Você não diz por que não é a verdade. Eu só fui mais uma e apenas isso, o único sentimento que sente agora, é frustração por terem acabado com seu joguinho – Destravei o carro – Adeus Sebastian.
FlashBack OFF
–Hey – Encarei os olhos verdes de Hilary – Eu sinto muito, me desculpe, por favor – Suspirei, sua voz era suave e culpada, ela estava tão mau quanto eu – Eu não quis te magoar – Suspirando, segurei sua mão a levantando e a puxando para um abraço.
–Ah Hilary! Tudo bem – Sussurrei com a voz embargada – Eu me sinto tão culpada, eu podia ter evitado, podia ter o escutado. Ele podia estar comigo agora –As lágrimas invadiram meus olhos e seus braços me apertaram.
–Não é sua culpa, era para acontecer. Tudo vai ficar bem, ele vai sair dessa, Sebastian é forte – Ela se afastou e sorriu para mim – Você está apaixonada por ele? – Meu coração disparou com sua afirmação e eu desviei meus olhos dos seus ao ver Tio Isaac entrar na sala de espera.
As mangas de sua camisa azul estavam arregaçadas, a gravata estava afrouxada por baixo de seu colete cinza. Ele encarou Tia Elizabeth de forma cansada e a mesma o abraçou, meu coração palpitou em meu peito.
–Ele está bem? – Perguntei me aproximando com Hilary, Tio Isaac passou o braço pela cintura de Tia Elizabeth e me encarou.
–Ele vai ficar bem, não foi um ferimento grave a bala entrou e saiu – Soltei um suspiro de alivio, Matthew colocou o braço em meus ombros e sorriu olhando para mim, enquanto Isaac e Elizabeth se afastavam.
–Relaxa gatinha, logo ele está bem e vocês vão poder foder muito em comemoração, com direito a muito champanhe por conta da Hilary – Ri, enquanto Hilary o encarava de braços cruzados.
–Eu não falei nada disso.
–Ah, para – Ele a puxou para o outro braço dele – Você agora é namorada do Maxwell, dona de 50% de uma multinacional, vai regular dinheiro? Você já foi melhor hein priminha – Ri e apertei meu braço em sua cintura – E não podemos esquecer que é filha de Isaac Owen um dos magnatas mais ricos dos Estados Unidos da America e número dois na lista da Forbes, só perde para um idiota aí, não vai querer ter fama de mão de vaca né Hilary? – Ele a encarou seriamente – Até eu que sou pobre não sou assim – Hilary o encarou incrédula.
–Você pobre? Porra hein, nem parece que seu pai é um dos Fazendeiros mais acionados para a colheita de algodão e cana no Texas, sem se esquecer que é diretor de um grande cargo na Empresa Owen – Ele fez uma careta.
–Como Santiago diz: meros detalhes. Agora vamos comer essa situação toda me deixou com fome.
–Vou entrar para ver Sebastian, vão vocês – Matthew me encarou sorrindo malicioso.
–Não vá abusar dele, tem que deixar o moço se recuperar – Bati em seu braço rindo, Hilary o puxou pela mão piscando para mim antes de ir.
–Podemos pedir um sanduíche bem grande e ver quem come primeiro – Pude ouvir ele falar para ela.
–Não vou comer que nem uma sem teto em publico – Resmungou, ri e fui para o quarto 341, a enfermeira acabava de sair quando cheguei.
–Posso entrar?
–Você é? – Sabia que se eu falasse que era amiga dele, ela não me deixaria entrar, então optei pela solução mais fácil.
–Noiva dele – Ela assentiu e abriu a porta de vidro me deixando entrar.
Me aproximei, havia um curativo em seu rosto, testa, queixo e abaixo da sobrancelha, uma faixa cobria todo seu abdômen. Mordi o lábio, levantando a mão para tocar seus cabelos, porém, parei, ele podia acordar e não gostar.
–Pode tocar – Encarei seus olhos verdes assustada, ele piscou sonolento – Oi – Balbuciou com a voz rouca – Me perdoe – Falou olhando-me com seus belíssimos olhos verdes que ultimamente não saiam de minha mente.
Toquei seus cabelos e os segurei entre meus cabelos, me recordando de como era macios, mordi o lábio e me sentei na cadeira ao seu lado.
–Tudo bem – Sussurrei, ele segurou minha mão e a levou até seus lábios – Estou aqui com você – Sussurrei segurando minhas lágrimas – Sinto muito por ontem, Sebastian – Ele revirou os olhos abrindo um pequeno sorriso.
–Eu precisava de uma porradas para criar vergonha na cara – Soltei um riso baixo limpando a lágrima que escorreu por minha bochecha, desci meus dedos por sua testa, nariz, até chegar a seus lábios onde passei o polegar – Adoraria que fosse sua boca aqui – Falou mordendo meu dedo suavemente de forma safada.
–Parece que as porradas não resolveram muita coisa – Ele me encarou, os olhos brilhavam e um sorriso brincava em seus lábios.
–Então venha me ajudar com isso, Becker – Sorri em negação e me aproximei tocando sua boca a minha – Quando eu sair dessa cama, vou lhe levar para a minha cama e dar um jeito em nós.
–Você foi baleado, o máximo que vai conseguir fazer agora é se encostar melhor nos travesseiros – Ele revirou os olhos e puxou meus lábios entre seus dentes.
–Por enquanto Becker – Sussurrou, mordi o lábio e me afastei um pouco encarando seus olhos e passando a ponta de meus dedos por seu rosto.
–Se preferir, pode ser na minha cama, ou em qualquer lugar, contanto que eu esteja com você.
–Vou adorar estudar melhor sua geografia – Piscou, segurando minha cintura, seus dedos afundaram em meus cabelos os segurando, seus lábios tocaram os meus e eu o beijei com vontade.
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