I Found My Fallen Angel
24 Capitulo 24° – Ele está morto
Notas iniciais
Senti sua barba por fazer raspar em minhas costas, enquanto ele descia beijos por minha espinha, sorri com a cabeça deitada nos travesseiros, sua mão esquerda descia pela lateral de meu corpo, junto com seus lábios, pude sentir seu sorriso quando chegou em minha cintura, sua mão parou na lateral de meu corpo, com alguns dedos pousados em minha bunda, ele a apertou vagarosamente e então voltou os beijos para cima, até minha nuca a qual ele afastou meus cabelos para beijar.
–Abra os olhos baby, eu preciso vê-los brilharem para mim – Sorrindo me virei para encara-lo.
Pousei minha mão em seu rosto e ele puxou meu corpo mais para junto ao seu, se deitou sobre os travesseiros e eu coloquei meu queixo em seu peito, analisando seu rosto com alguns hematomas e machucados, soltei um suspiro e ele me olhou, enquanto seus dedos iam e voltam em minhas costas.
–O que aconteceu com você? – Sussurrei, tocando com cuidado o hematoma abaixo de seu queixo, John me encarou e então tirou uma mecha de meu cabelo do rosto, seus olhos azuis pareciam perdidos nos meus.
–Eu não sei, só me lembro que estava chegando em casa quando levei algum tipo de garrafada na cabeça, antes de desmaiar. Acordei algum tempo depois, em um galpão – Senti meu coração se apertar em meu peito, meu John – Você não precisa saber disso...
–Não tente esconder alguma coisa de mim, é a primeira regra de um relacionamento... – Ele me encarou sorrindo divertido.
–Então agora temos um relacionamento, Srta. Owen? – Ergui uma sobrancelha em um gesto arrogante.
–Acha mesmo, que eu vou deixar o meu homem, para qualquer piranha como Caroline Smith? Poupe-me John – Ele gargalhou e nos virou na cama, me encarando com um ar divertido.
–Seu homem? Hmm, isso me soa bem Srta. Owen – Seus lábios desceram para meu pescoço, enquanto ele falava com uma voz rouca e extremamente sexy – Isso me deixou excitado, baby – Fechei os olhos, segurando em seus braços fortes e tentando recuperar todas as minhas forças, para o fazer voltar a conversa.
–John... Não tente mudar de assunto – Tentei soar firme, mas foi inútil, minha voz saiu mais como um gemido sofrido do que de uma pessoa que queria demonstrar autoridade. Isso só redeu uma risada maléfica da parte dele.
–Mudar de assunto, baby? Eu não sei do que está falando – Soltei um suspiro pesado sentindo seus lábios descerem pelo vão de meus seios, barriga, umbigo o qual ele rodeou com a língua me olhando com aqueles malditos olhos azuis, terrivelmente sexys.
–Está jogando sujo – Murmurei baixinho, ele abriu um sorrisinho de lado e eu perdi qualquer tipo de sanidade que ainda me restava – John... – Choraminguei.
–O que você quer que eu faça, baby? – Ele passou os dedos na parte interna de minhas coxas, lentamente, me fazendo arrepiar e soltar suspiros.
–Você sabe o que eu quero – Falei séria, ele ergueu uma sobrancelha de forma cínica.
–Desculpe, querida, mas não, eu não sei – John tomou uma postura seria e aproximou-se de mim, a mão firme em minha coxa, ele apoiou a outra do lado de meu corpo para então aproximar sua boca da minha – Implore Hilary.
–Nunca – Murmurei, então desci minhas unhas por seu peito, vendo o efeito que fazia nele por seus olhos, dilatados de tesão – Você sabe o que quero e vai fazer, porque é o mesmo que você quer. Vamos lá John – Rocei minha boca a sua e segurei sem membro em minha mão o masturbando.
–Hilary... – Ele gemeu baixinho fechando os olhos, aproximei meus lábios de seu pescoço, arranhado suas costas com minha mão livre – Está jogando sujo – Sussurrou, soltei uma risadinha baixa e encarei seus olhos.
–Não muito diferente de você, querido – Ele tirou a mão de minha coxa e agarrou meus cabelos, me beijando com vontade e me invadindo com apenas um impulso, puxei seus cabelos, o beijando com fervor.
(POV John Maxwell)
Girei o anel no anelar de Hilary que mexia no celular com as pernas sobre minhas coxas e a cabeça encostada ao meu peito, o carro se movimentava e ela parecia entretida com o que via na tela.
Sorri beijando seus cabelos e analisei seus dedos, eu iria adorar colocar minha marca nela, um anel grande o suficiente para todos poderem ver que ela era minha. Porém, não achava que Hilary estava pronta o suficiente para ganhar um anel, ela se assustaria e eu não queria isso, eu iria com calma... Ou não.
–O que está vendo de tão interessante aí? – Perguntei, ela ergueu os olhos para mim e desligou o celular.
–Desculpe, estou sendo uma má namorada não? – Eu assenti aproximando meus lábios dos seus – Talvez eu possa me redimir? – Perguntou com um leve sorriso, rocei meus lábios aos seus e ela sutilmente colocou a mão em minha nuca, beijando-me.
–Promete não fugir novamente? – Ela mordeu o lábio, abaixando os olhos por alguns instantes antes de me encarar novamente – Apenas não se afaste – Pedi, passando a ponta dos dedos em sua bochecha.
–Farei o possível – Sussurrou, alisando meu terno. Olhei para o lado e pude ver a entrada da Empresa, havíamos chegado.
–Hey – Segurei seu queixo e a fiz me olhar – Eu amo você – Seus olhos brilharam e um mínimo sorriso habitou seus lábios, antes de descermos.
Não precisava de mais nada, eu sabia que ela precisava daquilo antes de enfrentarmos os tubarões de todo o mundo. Olhei para ela e segurei sua mão a minha, entrelaçando-as e beijando seus dedos.
–Quero que todos vejam o meu diamante – Sussurrei em seu ouvido, ela assentiu e se aproximou de mim, me deixando sentir seu perfume.
Todos nos encaravam e sinceramente eu não estava me importando nenhum pouco, Hilary parecia um tanto tímida hoje e muito calada, pensativa podia resumir seu estado. Mas deixei para conversarmos sobre o assunto mais tarde, não queria invadir seu espaço.
No elevador apertei o botão para o último andar e esperei ao seu lado, sorri para ela e logo as portas foram abertas, Hilary parou ao ver Isaac parado em frente as portas. Ele me encarou seriamente, eu podia ver a raiva em seus olhos e se fosse possível eu estaria morto neste momento.
–Hilary, minha filha, podemos conversar? – Perguntou baixando o olhar para ela lentamente.
–Claro pai – Ela me dirigiu um sorrio pequeno e então soltou minha mão, acompanhando o pai até sua sala.
Idiota, eu ainda me perguntava até quando ele iria implicar comigo. Tudo bem, eu havia errado no passado, mas também eu não era tudo que ele imaginava. Eu não era o canalha que Isaac julgava ser, e esperava que um dia ele visse isso.
Por ora, se ele continuasse a jogar sujo, eu também faria o mesmo, pois não iria admitir que ele pisasse no nome de minha família e em mim, só porque ele não conhecia minha verdadeira história.
–Boa tarde Sr. Maxwell – Laura me acompanhou até minha sala – Eu remarquei suas reuniões da manhã para a tarde e confirmei duas vezes seu jantar com Willians – Me sentei na poltrona e suspirei.
–Cancele o jantar com Willians, eu tenho algo mais importante para hoje à noite. Providenciei um jantar para dois em meu apartamento, do lado de fora as nove horas tem que estar pronto, pode ir Laura – Ela assentiu e deixou alguns papeis em minha mesa – Obrigada – Quando ela fechou a porta, eu me enterrei em meu trabalho.
{...}
Caminhei em direção a sala de reuniões e pude ver Hilary na porta já entrando, eu não a havia visto desde a chegada, depois de seu pai ter atrapalhado minha despedida. Porém, agora estava vendo, e logo que apareci para abrir a porta a ela, a mesma não sorriu para mim e apenas murmurou um obrigado.
–John está pegando ela apenas para recuperar a presidência – Pude ouvir os murmúrios.
–Não que isso seja da sua conta Brad. Pagamos você para cuidar dos assuntos da Empresa não da minha vida e nem da de John – Hilary falou o olhando seriamente – Espero que isso não se repita novamente – Murmurou, antes de se sentar na poltrona, me sentei ao seu lado e logo a reunião fluiu.
Apenas assuntos de trabalho e nada novo, depois de Hilary ter resolvido o problema com as Empresas Owen, estávamos entrando na linha novamente e isso era bom. Porém o humor de minha namorada não estava nada bom. Ela não parecia a Hilary sorridente e alegre de mais cedo e sim, a Hilary fechada e mau humorada que eu havia conhecido.
–Você está bem? – Murmurei, acompanhando-a no corredor, não obtive resposta e ela entrou em sua sala, suspirei e entrei junto – Hilary eu estou falando com você – Seus olhos verdes me encararam quando ela se sentou na poltrona.
–Sim, eu estou bem John – Eu senti que as palavras haviam sido controlas, sabia que na verdade ela queria gritar e mandar eu ir para puta que pariu.
–Como foi a conversa com seu pai? – Hilary suspirou e pegou uma caneta, começando a escrever algumas coisas em um papel.
–Foi bem – Respirei fundo, passando a mão pelo cabelo, odiava meias palavras e era isso que estava recebendo agora.
–Esteja pronta as nove horas da noite, irei lhe buscar para um jantar – Seus olhos verdes buscaram os meus, porém, eu me virei e sai de sua sala, lhe deixando.
*POV Hilary Owen*
–Você leu tudo aquilo e ainda tem estomago para estar ao lado dele Hilary? — Encarei papai sem saber o que dizer, sentindo meu coração palpitar – É doentio – Falou de forma acida.
–Eu o amo.
–Também acho doentio seu amor por um assassino, tenha um bom dia querida – Ele me deu as costas e se foi, me deixando perdida.
Suspirei sentada ao lado de John, o carro se movimentava nas ruas escuras de Dallas, eu sentia o vazio que estava entre nós e era tudo culpa minha, ele estava sentado lá do outro lado da janela enquanto eu no outro, éramos Hilary e John separados.
Senti o choque quando as pontas de seus dedos tocaram minhas costas me acompanhando para o elevador do prédio, ele digitou a senha e calados esperamos o equipamento nos levar para a cobertura.
Quando adentramos seu apartamento, John tomou a frente andando rapidamente e me deixando no hall.
Suspirei, ele tinha todos os motivos para estar chateado com minhas atitudes, toquei meus cabelos e respirei fundo antes de caminhar atrás dele. A luz de sua sala estava suave, pela vidraça pude ver uma mesa pequena de jantar em sua sacada, esperando por nós com velas, deixando tudo muito romântico.
–Oi – Pisquei me virando e encarando-o, os olhos azuis me mediam e seus lábios estavam em uma linha, demonstrando que ele estava tendo dificuldades com minhas mudanças de humor.
–Oi – Peguei a taça de vinho em sua mão e toquei levemente a sua, sorrindo enquanto o encarava. Pude reparar que seus lábios repuxaram levemente em um sorriso, porém não pude ter certeza, logo ele estava me conduzindo para a sacada.
–Então, como foi seu dia? – Perguntei ao sentar de frente para ele, que se encostou na cadeira levando dois dedos aos lábios enquanto me encarava.
–Estive me perguntando sobre suas alterações de humor e porque na maioria das vezes eu quem sou a vítima de sua irá – Suspirei e baixei os olhos para a taça de vinho a minha frente.
–Não estou brava com você, John – Murmurei.
–No entanto, não aparenta estar feliz – Retrucou dando de ombros – Talvez queira se abrir comigo?
–Não quero falar sobre isso – Respondi prontamente, levando a taça aos lábios e tomando uma grande quantidade de vinho – Estou com fome, podemos? Não queremos que a comida esfrie – Falei indicando a tampa de alumínio que escondia o prato abaixo.
–Antes só me diga algo, por favor – Ele se aproximou colocando os cotovelos na mesa e fechando as mãos, para então levar dois de seus dedos aos lábios, encarei seus olhos azuis esperando – Você está satisfeita conosco até agora? – Sorri deixando a taça sobre a mesa.
–Eu estou assustada, confusa e com medo – Murmurei olhando fixamente em seus olhos – Porém, nunca estive tão perdidamente apaixonada por alguém e é por isso que estou assim. Eu não quero errar, John, não com você – Sussurrei, ele sorriu, colocando a sua mão sobre a minha e levando-a seus lábios.
–E não vai, pois estarei aqui para ajudá-la, baby – Ele beijou meu anelar e então me encarou – Agora vamos comer, gosto da minha garota bem alimentada – Piscou, abrindo um sorriso malicioso.
Começamos a comer e sorri, ao ver seus lábios molhados pela comida e tentadoramente sensuais. Eu o queria, queria provar de seu gosto de novo, porém, me contive e continuei a comer o salmão que tinha que admitir, estar uma delícia.
–E o que teremos de sobremesa? – Perguntei sorrindo para ele, John retribuiu o sorriso e levou a taça a boca, me observando.
–Você – Piscou – Com cobertura de sorvete de creme e baunilha – Completou deixando a taça sobre a mesa – Não vai sobrar uma migalha, vou devorar tudinho – Senti minha garganta secar, enquanto seus olhos azuis me olhavam profundamente.
–Me parece bom.
–E saboroso – Concordou sorrindo de canto.
–Você e sua ex, eram assim? Como eu e você? – Ele piscou, retomando uma postura mais séria, as sobrancelhas formando uma ruguinha.
–Porque a mudança repentina de assunto? – Murmurou, pegando a garrafa de vinho e enchendo nossas taças.
–Estou curiosa, porque não estão mais juntos? – John passou o dedo pela boca da taça, fazendo um biquinho com os lábios enquanto olhava o vinho, quando seus olhos retornaram a mim, ele parecia assustado e um tanto misterioso.
–Ela morreu – Murmurou seriamente – Em um acidente de carro, mas você já deve saber sobre isso. Isaac Owen já deve ter lhe entregado um lindo dossiê sobre minha vida, não é mesmo Hilary? – Perguntou rude.
–Porque acha isso?
–Eu não sou idiota, sei que ele faria isso, para me afastar de você, para você poder acreditar nas palavras dele e me esquecer. E eu sei que você leu cada palavra que estava lá dentro – Desviei os olhos dos seus, assustada com sua voz arrogante e rude – Não leu Hilary? – Perguntou, erguendo uma sobrancelha – Diga-me – Ordenou, suspirei, o coração disparado.
–Sim, cada palavra – Sussurrei.
–E porque leu aquilo? Porque não me perguntou?
–Porque sabia que não iria me contar, assim de uma hora para a outra – Retruquei, encarando-o novamente.
–Está certa – Falou se encostando novamente a cadeira, estava furioso e eu sabia que se pudesse socaria alguma coisa.
–O que aconteceu naquele acidente, John? Você foi o culpado ou não? – Ele pegou o guardanapo do colo e jogou na mesa, se levantando – Onde você vai?
–Eu não tenho mais nada a falar Hilary, tire suas próprias conclusões sozinha – Murmurou passando por mim e adentrando o apartamento, encarei suas costas por um tempo, até ele sumir pela escada do segundo andar.
Vá embora.
Joguei o guardanapo na mesa e fui para a cozinha pegar o sorvete. John não era obrigado a me contar nada – Por enquanto – Eu não tinha que pressiona-lo, sabia que uma hora ele se abriria e se eu estava mesmo disposta a tudo por ele, eu iria atrás.
Subi o segundo andar devagar, adentrando seu quarto e deixando o sorvete na mesinha de centro. Varri os olhos por todo o ambiente, pétalas de rosas vermelhas estavam espalhadas, inclusive pela cama com lençóis negros, velas colocadas em lugares estratégicos e um John furioso na sacada, encarando os prédios lá em baixo.
O cenário era misterioso, causava medo e um frio na barriga, mas de qualquer forma, não deixava de ser romântico.
Parei na porta da sacada, encarando suas costas largas, o terno preto o deixava sexy e poderoso, mais do que ele já demonstrava ser. Os cabelos negros que se movimentavam levemente com o vento, faziam minhas mãos coçarem para toca-los.
–John? – Sussurrei, hesitando toca-lo, a poucos centímetros de seu corpo e perto o suficiente para sentir seu cheiro embriagante.
–Pensei que havia ido embora, correr para os braços do papai e dizer que ele estava certo – Ele se virou e me encaro, os olhos azuis brilhando de fúria – Que eu sou um assassino – Sussurrou me encarando, baixei os olhos, sentindo a ponta fina da faca cortar meu coração com suas palavras.
–Não importa, eu nunca vou embora – Sussurrei aproximando-me e ignorando o medo em meu peito – Me desculpe – Toquei seu rosto e agradeci por ele não se afastar – Eu nunca quis lhe fazer sofrer, entendo que é um ponto difícil da sua vida – Seus olhos azuis se desviaram dos meus e ele suspirou – John, olhe para mim – Ele não o fez e eu senti lagrimas invadirem meus olhos – Por favor – Sussurrei, ele me olhou lentamente e eu umedeci os lábios – Me perdoe.
Seus dedos tocaram minha bochecha e ele os escorregou para debaixo de meus cabelos soltos, os agarrando e então puxando-me em sua direção, seus lábios colidindo com os meus. Agarrei seus cabelos e os apertei entre meus dedos, sentindo seu corpo com o meu, me aquecendo, demonstrando que era meu.
Ele segurou minha cintura, me apertando mais contra seu corpo e então me virou, prensando-me contra o balaústre. Os lábios pressionavam os meus e sua língua brincava com a minha, suspirei em seus braços, o querendo cada vez mais.
–Eu amo você – Sussurrei ofegante ao afastar meu rosto – Muito – Completei, olhando em seus olhos, ele abriu um sorriso de lado e eu rocei minha boca a sua – Agora, podemos brincar com o sorvete? – Perguntei sorrindo safadamente, ele passou seus dedos por meu pescoço, descendo até tocar o pingente com um cavalo dentro de um O, o símbolo da minha família.
–Sem perguntas sobre ex-namoradas? – Perguntou erguendo os olhos e me encarando, sorri e aproximei minha boca de seu ouvido, mordendo o lóbulo e o sentindo tremer contra meu corpo.
–Vou estar muito ocupada gemendo seu nome meu amor – Sussurrei, antes de sentir suas mãos segurarem minha cintura com força e me jogar em seus ombros, me levando quarto adentro.
–Vou acabar com você, Owen – Murmurou, dando um tapa em minha bunda, ri soltando um gritinho após ele me colocar no chão, próximo a cama.
–Não – Espalmei minhas mãos em seu peito e tirei seu paletó o jogando no chão, seus olhos me acompanharam em silencio, segurei sua camisa e a puxei, ouvindo os botões cair pelo chão e a camisa abrindo, revelando seu peito, ergui meus olhos para ele e espalmei minhas mãos em seu peito, abrindo um sorriso malicioso – Eu vou acabar com você, Maxwell – Mordi o lábio e o empurrei para a cama, fazendo-o cair sobre ela deitado, com um sorriso cheio de segundas intenções.
Abri os olhos na manhã seguinte, encarei meu lado e estava vazio, suspirei, segurando uma pétala vermelha entre meus dedos, sorri. Minha noite não podia ter sido mais incrível e agora, eu estava com fome.
–Bom dia, baby – Pisquei me virando e encarando John adentrando o quarto com uma bandeja de café da manhã – Dormiu bem? – Me sentei, encostando entre os travesseiros, ele vestia uma boxer vermelha, as coxas avantajadas e o abdômen marcados por minhas unhas, sem nada para encobrir, por favor, eu não poderia estar melhor.
–Sim – Murmurei rouca, ele abriu um sorriso malicioso se sentando na beirada da cama e colocando a bandeja em meu colo – E você? – Perguntei recuperando minha voz.
–Melhor impossível – Piscou, ele aproximou o rosto do meu e beijou-me os lábios – Coma, vou me vestir para o trabalho – Assenti e ele se afastou me deixando olhar sua bunda e sorrir ao me deparar com as marcas vermelhas em suas costas, todo meu e marcado por mim.
Encarei a bandeja a minha frente, suco, ovos mexidos, rosa vermelha e uma caixinha preta. Pisquei, engolindo em seco e levando a mão até a mesma, tremendo a abri sorrindo ao ver o anel que havia dentro, uma pedra preta grande no meio e o anel, todo cheio de pequenos diamantes.
–Gostou? – Levantei os olhos encarando o homem encostado na porta de closet, calça azul escura, camisa branca, gravata preta e colete.
Sorri e me levantei correndo para seus braços como uma criança em um parque de diversões, segurei seus cabelos entre meus dedos e beijei seus lábios macios, sentindo sua mão aproximar-me mais dele, me deixando sentir seu corpo quente.
–Obrigada – Sussurrei com a boca colada a dele, seus dedos afastaram meus cabelos e ele analisou meu rosto com um sorriso brincando em seus lábios.
–Eu precisava marcar o que era meu – Piscou encarando meus olhos, ele aproximou sua boca da minha e roçou seus lábios aos meus – Agora vá comer e se arrumar, temos um longo dia pela frente, vou adorar exibir você por aí – Ri e me virei, senti sua palmada em minha bunda – Coma direitinho, baby – Gargalhei e voltei para meu café da manhã, enquanto admirava a joia em meu dedo.
Me deitei na cama esperando por John, hoje era o dia de uma de suas corridas e logo teríamos que estar no autódromo. Ele parecia ansioso para correr, assim como Santiago ontem à noite no jantar em que tivemos juntos.
–Seu irmão concordou com a história da festa? – Encarei o anel em minha mão e então ergui os olhos encarando John com duas camisas na mão e uma toalha negra envolta da cintura – Qual das duas? – Pisquei, assistindo uma gota descer por seu peito – Hilary?
–Branca – Murmurei, ele ergueu uma sobrancelha e jogou a camisa na cama, colocando a branca – Então seu irmão concordou sobre a festa?
–Sim, conversamos ontem à noite e ele acha certo – John sorriu abotoando a camisa enquanto encarava minhas pernas – Você tem mesmo que correr? – Perguntei erguendo uma sobrancelha e abrindo um sorriso malicioso.
–Claro baby, preciso ganhar meu prêmio mais tarde – Piscou antes de voltar para o closet.
–John? – Sorri ao ouvir a voz de Rayssa, me levantei da cama e sai de seu quarto, andando pelo corredor até a escada – Hilary! Você – Ela sorriu ao me ver e eu desci abraçando-a logo que me aproximei.
http://www.polyvore.com/found_my_fallen_angel_rayssa/set?id=126281954 Rayssa Maxwell
–Você está linda, Ray – Falei admirando sua roupa – E esse relógio? – Ela sorriu e segurou minha mão me fazendo dar uma voltinha.
–E esse anel? – Ergueu uma sobrancelha sugestivamente.
http://www.polyvore.com/found_my_fallen_angel_hilary/set?id=126290495 Hilary Owen
–Eu precisava marcar o que é meu, princesa – John desceu me impedindo de responder, encaramos ele que vestia uma jeans escura e a camisa branca, relógio preto e sapatos da mesma cor – Oi pequena – Ele beijou a testa de Rayssa.
–Vocês... Estão juntos? – Ela perguntou apontando para mim e John, ele sorriu e enlaçou minha cintura piscando para ela – AH! Que legal! – Ela me abraçou animada.
–Logo estaremos todos em família, não? – Ela me encarou, junto a John em dúvida e eu apenas sorri, sabendo que logo haveria um anel em seu dedo simbolizando o amor de Santiago a ela.
–Oi? – Dei de ombros e segurei seus ombros.
–Vamos, não queremos nos atrasar.
Lá fora, a Bentley nos esperava e pude ver Oliver do outro lado da rua, esperando que o motorista colocasse o carro em movimento. Ele abriu um sorriso para mim e então entrou no carro para logo nos seguir.
–Eu acho legal seu pai colocar um segurança na sua cola – Pisquei encarando Rayssa, John lhe entregava uma taça de champanhe e por um momento eu parei para reparar no cuidado que ele tinha com ela – Hilary?
–Ah! Não é legal ter alguém 24H com você – Murmurei, pegando a taça que John me estendia.
–Então agora você vai ficar maluquinha, John é uma pessoa muito possessiva, não é mesmo John? – Ela olhou para ele com um sorriso juvenil.
–Nem tanto – Ele murmurou olhando a rua passar pela janela, segurei sua mão sobre sua coxa e ele sorriu, beijando meus dedos.
Suspirei encarando a multidão lá fora, deixei que Rayssa saísse primeiro, pela primeira vez não estava pronta para encarar aquelas pessoas, eram todos hipócritas e só interessados no que tínhamos não no que éramos. Sai parando ao lado de Rayssa e logo sentindo a mão de John passar por minha cintura, ficando no meio de nós duas.
Entramos no camarote sem delongas e quando chegamos todos da família Maxwell e minha família estavam lá. Inclusive Andrezza que estava de frente para Sebastian, que vestia uma jeans clara apertada, camisa azul escura e o chapéu branco, ela sorria para ele, de forma suspeita e ele por um momento manteve as mãos na fivela, antes de tocar sua bochecha e afastar seus cabelos.
–Que bom que veio! – Santiago veio em nossa direção e esperei que me abraçasse porém, ele simplesmente segurou na cintura de Rayssa e beijou o canto de seus lábios – Oi.
–Oii, eu não podia faltar não é mesmo? – John revirou os olhos ao meu lado e me puxou em direção aos meus pais que estavam juntos aos seus.
–Oi minha querida, que bom que estão juntos – Emily me envolveu em um abraço terno e eu retribui um tanto assustada – John precisava de alguém com pulso firme – Ela tocou o rosto dele e sorriu para mim.
–Papai – Meu pai se aproximou e beijou minha bochecha descendo seus dedos por meu braço até minha mão e a segurando, analisando o anel – Oi.
–Hilary – Ele me encarou por algum tempo – John, boa tarde.
–Isaac – Eles trocaram um aperto de mão por um tempo mais que demorado e então se soltaram.
–Hilary que bom te ver – Luis se aproximou todo animado e me abraçou – Você viu a decoração, não está fantástico? Experimenta esse champanhe – Ele me entregou uma taça de champanhe – Querida você está linda – Falou me girando.
–Obrigada Luis – Sorri agradecida.
–Hilary! – Andrezza me puxou em direção contraria e então me abraçou – Porra! Você se atrasou! Estava fazendo o que com aquele pedaço de mau caminho? – Ela encarou John por um tempo e então me encarou.
http://www.polyvore.com/found_my_fallen_angel_andrezza/set?id=126279264 Andrezza Becker
–Não fala assim dele – Ela ergueu uma sobrancelha e sorriu maliciosa.
–Ok, já entendi, estavam fudendo muito – A encarei assustada e ela deu de ombros – Quem é a loirinha que tecnicamente roubou o Santiago de você? – Perguntou.
–Porque você e Sebastian estavam cheios de risinhos um para o outro? – Revidei, ela ficou séria.
–Você não respondeu minha pergunta.
–E você também não respondeu minhas ligações.
–Estava ocupada – Deu de ombros – Quem é a loira?
–Oi Hilary – Madelyn apareceu ao meu lado e Andrezza soltou um suspiro longo sem ao menos disfarçar seu ódio pela garota – Oi Andrezza.
–Quem chamou ela? – Andrezza murmurou baixinho.
–Oii criança – Trocamos dois beijinhos e ela encarou Andrezza esperando uma resposta.
–Oi Madelyn, como vai você? – Pude notar o cinismo na sua voz.
–Então agora seu irmão tem um novo brinquedinho? – Disparou ignorando a pergunta de minha prima, suspirei e passei a mão no cabelo tomando um gole do champanhe.
–Claro que se fosse você, não seria brinquedinho não é mesmo? – Andrezza retrucou a encarando brava – Não é porque ela conseguiu ele e você não que ela seja má – Deu de ombros e foi em direção a Santiago e Rayssa.
–Sem brigas por favor – Pedi para Madelyn, ela bufou e me encarou.
–Ela sabe que a garota te jogou da escada?
–Isso não vem ao caso agora – Ela revirou os olhos e foi conversar com minha mãe, suspirei e me aproximei de Santiago que me encarava sério.
–Precisamos conversar – Murmurou antes que eu me aproximasse, ele deixou as duas e me puxou para um canto – Que merda é essa? Madelyn agora fala de mim como se eu fosse algo dela?
–Não tenho nada a ver com isso, assuma logo que está com a Maxwell e pronto, tudo muda – Falei o encarando, ele passou a mão pela nuca e então suspirou profundamente – Agora, relaxe e vai correr, está atrasado – Me aproximei dele e coloquei as mãos em seus ombros me esticando e beijando sua bochecha – Boa sorte, irmãozinho.
–O que eu faço com você, Hilary? – Perguntou com um sorriso brincando em seus lábios.
–Me ame! – Ele gargalhou e me puxou para um abraço.
–Você está feliz com o Maxwell? – Engoli em seco, sentindo seus braços a minha volta.
–Sim, ele é uma pessoa legal – Murmurei e ele me soltou, olhando em meus olhos por um tempo.
–Eu também sou uma pessoa legal e nem por isso está me pegando – Matthew colocou o braço em meu ombro e me olhou interrogativo – Oi priminha – Revirei os olhos e beijei sua bochecha.
–Você é meu primo idiota – Ele fez um biquinho e assim que saímos de nossa bolha recém formada, olhamos juntos para Santiago, que segurava Rayssa pelos cabelos e lhe dava um beijo cheio de promessas, suas mãos seguraram os braços dele e ele a aproximou com a mão em sua cintura – Sem nenhuma sutileza.
–Nenhuma – Matthew murmurou ao meu lado, com o braço em meu ombro – Eu posso tentar algo com Andrezza – Falou me olhando assustado, toquei seu rosto.
–Esquece, Sebastian foi mais rápido – Dei de ombros e ele soltou um suspiro triste – Tem a Madelyn.
–Não, obrigada, ela é muito... Diferente para mim, curto as garotas que comem um grande hambúrguer e não pedem salada – Ergui uma sobrancelha, como diabos ele sabia disso? – Eu sei que ela toma suco de legumes de manhã, lembro das férias que ela passava na casa do Tio Isaac – Ri revirando os olhos e ele me acompanhou até John, que conversava com meu pai e Luis.
–Oi – Murmurei segurando sua mão, ele baixou os olhos e sorriu analisando o anel em meu dedo – Você vai agora? – Ele assentiu e trocou apertos de mão com meu pai e Luis, antes de me puxar para o canto do camarote.
–Cuide dele para mim – Sussurrou tocando meu coração, sorri e sem hesitar o beijei, sentindo sua boca contra a minha e seus braços me envolvendo, toquei seus cabelos e desci minhas mãos até seus ombros me afastando e sorrindo – Sim, você vai cuidar – Ele sorriu e beijou minha testa – Amo você, baby.
–Eu também te amo, cuide-se, por favor – Ele assentiu e antes de falar mais qualquer coisa, se virou indo embora.
Não demorou para a corrida começar e todos estavam ansiosos para o resultado, já na terceira volta eu já tinha tomado umas dez taças de champanhe e não me aguentava parada. Andrezza e Rayssa batiam um papo longo, pois Rayssa tinha todos os livros dela e logo de cara as duas haviam se adorado, Madelyn estava num canto perto de mamãe e Elizabeth e eu estava aguentando as piadinhas de Sebastian e Matthew.
–Cuidado para não dormir mais tarde depois de tanta bebida, não vai querer decepcionar o garanhão não é mesmo? – Sebastian falou rindo enquanto tomava um pouco de uísque.
–AH! Hilary! Hilary!! Ah! Hilary dormiu – Matthew fez uma falsa imitação da voz de John, revirei os olhos.
–Calem a boca vocês dois – Murmurei brava.
–Olha só, nosso priminho está na frente – Sebastian murmurou – Ou estava, John passou.
–Idiotas – Murmurei me afastando e indo para o lado das garotas – Então, porque não estão bebendo? – Perguntei pegando taças e entregando para Andrezza, Rayssa hesitou – É apenas uma, não vai ficar bêbada.
–Eu tenho um péssimo histórico de bebidas – Lhe entreguei a taça e peguei uma para mim.
–Vai me dizer que você faz parte dos alcoólicos anônimos? – Perguntei erguendo uma sobrancelha, ela soltou um riso baixo e voltamos nossa atenção a corrida.
No meio da última volta o carro de Santiago parou, fazendo com que três carros sofressem uma colisão por seu súbito estacionamento no meio da pista. John já estava chegando a largada quando o carro de Santiago voltou a funcionar, soltamos um suspiro de alivio e Santiago voltou a passar pelos outros carros.
–Vamos! – Gritei em comemoração quando John passou, agarrei a mão de Rayssa e deixei o champanhe correndo para fora do camarote, ela segurou minha mão firmemente e eu me equilibrei nos saltos descendo a escadaria, de longe pude ver John descendo e tirando o capacete, sendo abraçado pela sua equipe.
Soltei a mão de Rayssa a tempo de ver John sorrindo para mim e abrindo os braços, logo eu o envolvi com meus braços o abraçando e sentindo seu corpo ao meu. Beijei seu pescoço e subi até seus lábios sentindo ele me tirar do chão e retribuir meu beijo com fervor.
–Parabéns – Sussurrei sentindo o ar faltar em meus pulmões, ele me colocou no chão e tirou uma mecha do meu cabelo do rosto, antes de roçar sua boca a minha.
–Foi por você – Sussurrou sorrindo.
Nós viramos assustados quando ouvimos o barulho de explosão e gritos por toda parte, senti meu coração disparar ao ver o carro branco de Santiago pegando fogo, as chamas o engolindo.
–Hilary não! – John me segurou fortemente me impedindo de correr até o carro – Não, eu estou aqui, não pode ir lá – As lagrimas desceram por meu rosto.
Meu irmão, não, ele não podia estar morto.
–John... – Senti a fraqueza em minhas pernas e cai nos braços de John, sentindo-o me segurar firmemente, me deixando sentir seu cheiro suave e a escuridão me tomar.
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