I Found My Fallen Angel
23 Capitulo 23°- Baby, eu amo você
Notas iniciais
Sai do elevador sendo acompanhada por Brad, iríamos discutir algumas questões logo cedo e eu não queria mais adia-las, mas para isso eu precisava dos papeis que havia entregado a John ontem e claro de sua presença.
–Bom dia Annie, o Sr. Maxwell já chegou? – Perguntei a ela enquanto a mesma me seguia com meu café.
–Não senhorita – Olhei no relógio e o mesmo marcava exatamente nove horas e um minuto, John estava atrasado. Que belo exemplo.
–Obrigada Annie – Sorri docemente a ela que colocou meu café sobre a mesa – Brad como o Sr. Maxwell não chegou você pode ir para sua sala, desculpe por ter feito você subir – Ele assentiu.
–Tudo bem Srta. Owen, quando o Sr. Maxwell chegar me ligue e eu subirei. Tenha um bom dia – Ele sorriu para mim e saiu.
–Annie me traga os papeis da Indústria de Fertilizante Parker, faça duas copias de cada uma dessas folhas e ligue para o Sr. Maxwell, ele trabalha em uma grande empresa para ter luxos de dormir até tarde – Falei lhe entregando os papeis – Obrigada querida – Ela sorriu para mim e logo se retirou, me joguei na cadeira e tomei um pouco de meu café, para logo depois pegar um maço de papel e começar a analisar.
Dez e quarenta e seis, nada de John, seu celular não atendia, o telefone de sua casa só tocava. Bufei irritada com seu desaparecimento, por fim peguei minha bolsa e caminhei para fora de minha sala.
–Annie qualquer coisa se algo importante acontecer eu estou em meu celular – Murmurei para ela.
–Sim senhorita – Peguei o elevador logo depois descendo para a garagem do prédio.
Dirigi para o apartamento de John me perguntando se o que eu estava fazendo era certo, como Chefe eu sabia que não precisava e nem devia fazer isso. Mas algo me mandava continuar, eu precisava saber o que tinha acontecido para ele não ter ido, se ele estava com outra pessoa, se ele esta bem... Cada solução que se passava em minha mente por seu desaparecimento era cada vez pior.
Quando cheguei e apertei o interfone de seu apartamento, ele não atendeu, ninguém atendeu. De duas ou uma, ele estava me vendo lá e não queria atender, ou ele não estava lá. Bufei e comecei a andar pelo saguão do prédio, então peguei meu celular ligando para a garota que eu tanta odiava nestes últimos dias.
–Alô? – Sua voz doce como açúcar refinado soou e eu fechei os olhos.
–Rayssa é a Hilary, você poderia fazer o favor de vir até o apartamento de seu irmão...
–Hilary eu não tenho nada a ver com os problemas seu e de meu irmão... Agora por favor, não me ligue mais...
–Puta merda! Cala a boca! – Gritei e pude reparar algumas pessoas me olhando – Seu irmão desapareceu, ele pode estar morto na merda daquele apartamento e nem sabemos! Então venha aqui, agora! – Desliguei e passei a mão nos cabelos, irritada com tudo isso.
Não sei quanto tempo ela levou para chegar ao prédio, mas eu já estava quase ligando de volta para perguntar se ela vinha de jegue, quando chegou entrou afobada, seus saltos faziam barulho no chão de mármore do local, usava um vestidinho branco com detalhes em lilás, parecia uma barbie como sempre.
Entramos no elevador e ela colocou a senha e subimos sem falar nada. Eu podia reparar que ela estava tensa e assim como eu devia pensar coisas terríveis. Eu havia aterrorizado a pobre garotinha e se eu não estivesse tão preocupada com John, eu até sorriria de satisfação.
–OH! – Ela falou quando o elevador se abriu.
A maleta de John estava jogada no chão, havia um vaso de flores quebrado perto do elevador, sai do mesmo e caminhei pelo apartamento, estava tudo uma tremenda bagunça. O sofá estava cortado e a estufa saia, a mesinha de centro estava quebrada e havia sangue em alguns lugares, havia tido uma briga aqui.
–John? – Rayssa gritou.
Passei a mão no cabelo, sentindo meu coração disparado e apertado dentro de meu peito, onde estava o meu John? Caminhei rapidamente para seu quarto, seu closet estava revirado, as gavetas ao lado da cama estavam abertas e a única coisa arrumada ali era a própria cama e John... Ele não estava em lugar algum.
–Pai aconteceu alguma coisa com John – Eu podia ouvir a voz chorosa de Rayssa ao telefone com Luis, logo agarrei meu celular e liguei para meu pai.
–Hilary, minha querida, bom dia – Papai falou divertido, revirei os olhos furiosa.
–Onde está John Maxwell? – Perguntei quase rosnando, ele ficou em silencio por alguns segundos antes de soltar uma gargalhada alta.
–Pela amor de Deus Hilary! Eu posso ter minhas desavenças com a família Maxwell, mas eu não mando ninguém seguir eles vinte e quatro horas. Eu não tenho ideia alguma de onde está o bad boy – Falou seriamente as ultimas palavras – Talvez esteja comendo alguma vadiazinha por aí, eu te disse minha filha, ele não é homem para você.
–Pai! – Gritei furiosa – Não seja cínico, eu sei que você é capaz de muito mais do que aparenta ser. Me fale onde ele está... Por favor – Pedi segurando as lagrimas em meus olhos.
–Hilary, você querendo acreditar ou não, eu não sei onde está John Maxwell, agora se recomponha e volte ao seu trabalho, não é assim que você vai ser uma grande presidente – Logo o telefone ficou mudo e eu me sentei na cama de John, sem saber o que fazer.
Respirando fundo, eu voltei para a sala encontrando Rayssa chorando no sofá. Me sentei no outro sofá de frente para ela, sem saber o que dizer, assim como ela eu estava desesperada, só estava fazendo o possível para conter minhas lagrimas, eu o amava e não queria perder John, mesmo depois de ele ter sido um grande filho da puta comigo.
–Ah! Hilary! – Antes que eu pudesse reagir ela me abraçava sentada ao meu lado no sofá, fiquei paralisada, chocada com o que eu vivia neste momento. Eu devia abraça-la também?
–Hey, calma – Murmurei e passei minha mão sobre seus cabelos.
–Me perdoe, eu fui uma idiota... Não devia ter dado ouvidos à Carolina Smith – Falou desesperadamente – Mas eu fiquei com muito ódio quando eu soube sobre você e Sebastian e não pensei em mais nada... – Peguei seus ombros e a afastei de mim a olhando nos olhos.
–O que você disse?
–E agora John sumiu! Por favor, me perdoe... – Ela falava entre lagrimas.
–Rayssa, o que Carolina tem a ver com isso? – Perguntei tentando soar calma.
–Ela quem me contou sobre você e Sebastian e que vocês estavam saindo pelas minhas costas – Soltei seus ombros e andei pela sala.
–Isso é mentira! – Falei a olhando – Eu sai sim com Sebastian, mas eu não sabia que ele tinha uma namorada – Ela se levantou e parou na minha frente.
–Não importa, não era motivo para eu te jogar da escada – Então me abraçou novamente – Ah! Hilary me perdoe, por favor – Pediu entre lagrimas, fiquei parada, eu não passava por algo emocional desta forma há algum tempo e não estava pronta para isso, mas de qualquer forma eu retribui ao seu abraço.
–Está tudo bem, acharemos seu irmão... – Quando terminei de falar ouvimos o barulho do elevador e logo John apareceu ao lado de Carolina.
Ele estava com a camisa branca suja de sangue, apoiado em Carolina, a gravata afrouxada o rosto ensanguentado e estava meio grogue, usava o mesmo terno de ontem e parecia não se aguentar em pé. Eu e Rayssa logo corremos em sua direção e o tiramos das mãos da piranha.
John era extremamente pesado e estava todo estraçalhado, seu terno fedia a cemitério e terra, ele gemia baixo. O levávamos para o quarto e o colocamos sobre a cama, o mesmo soltou um gemido e fez careta.
–Isso dói – Reclamou sem nem aguentar levantar os braços.
–O que você fez com meu irmão? – Rayssa perguntou parada na frente de Carolina.
–Ele apareceu em meu apartamento hoje de manhã assim...
–Conte a verdade – Me levantei e coloquei a mão sobre o ombro de Rayssa.
–Deixa que eu cuido dela, John precisa de você anjo – Ela me olhou e eu sorri forçadamente, quando finalmente Rayssa se rendeu, eu e Carolina seguimos para a sala.
–Eu não quero saber o que aconteceu, porque eu não acredito em nada que sai dessa sua boca suja... Agora neste momento, saia daqui e não volte mais... Ou as consequências por seus atos atuais e passados, serão ainda piores – Ela sorriu para mim e ergueu uma sobrancelha.
–O que vai fazer, Hilary Owen? – Dei passos em sua direção a encarando furiosamente.
–Eu vou acabar com sua vida sua piranha de quinta... Agora saia daqui, John tem a mim e a Rayssa, ele não precisa de alguém como você.
–Você não é nada dele... – É claro que isso me atingiu como um soco no estomago, porém, eu era Hilary Owen e nada me faria cair.
–Eu sou a mulher a quem ele pertence, agora saia daqui antes que eu chame os seguranças – Ela revirou os olhos e me deu as costas, pegando o elevador e saindo dali.
Quando voltei ao quarto de John, ele estava da mesma forma que deixei, porém Rayssa limpava os ferimentos que haviam em seu rosto lindo. Sua boca estava inchada e havia um corte no canto.
–Eu vou chamar um médico, pode ficar aqui, por favor, Hilary? – Ela me olhou me entregando o paninho branco, assenti remotamente, eu não era boa com sangue – Obrigada – Murmurou e eu sentei ao lado de John.
–Eu sinto muito – Sussurrei quando estávamos a sós, suavemente limpei o corte em seu queixo – Eu sinto tanto, John... Eu amo você – Falei sentindo lagrimas invadirem meus olhos novamente e algumas escorregarem por minha bochecha, logo caindo em meus lábios os molhando, eu logo pude sentir o gosto salgado em minha língua.
–Hi... Hil... – John balbuciava algo, aproximei meu rosto do seu, para tentar ouvir o que ele falava – Hilary... Vai ficar tudo bem – Sussurrou baixinho e com a voz fraca, sem conseguir evitar as lagrimas caíram e eu o abracei, agradecendo a Deus por ele estar aqui, comigo.
Senti a ponta de seus dedos tocarem minha mão em um carinho suave e devagar, fiquei o abraçando até ouvir vozes na sala, me afastei um pouco limpando minhas lagrimas, Desfiz a gravata de John a tirando e então abrindo alguns botões de sua camisa.
–Meu filho! – Me virei e Emily estava com a mão na boca horrorizada com o estado de John, eu me afastei a deixando se sentar ao lado dele – Oh meu bem, o que fizeram com você? – Ela tocou o rosto machucado de John.
–Tudo bem querida? – Luis perguntou me olhando, assenti – Obrigada por tudo – Ele tocou meu ombro, antes de andar até Emily e John, sai do quarto os deixando e trombando com o médico na direção da sala, ele prosseguiu e eu encontrei Rayssa no sofá.
–Hey, eu vou embora... – Ela levantou os olhos e me olhou, então se levantou e veio em minha direção.
–Você não tem que ir embora.
–Eu tenho sim, me ligue se qualquer coisa acontecer. Obrigada Ray – A abracei e pude reparar que ela havia ficado surpresa, mas ainda assim, correspondeu ao meu abraço.
–Obrigada você Hilary, cuidado – Eu assenti e peguei minha bolsa sem me permitir olhar para trás, se eu olhasse, eu voltaria correndo para John.
Enquanto dirigia pelas ruas de Dallas, eu pensava no que deveria fazer. Eu sabia que Ryan era culpado pelo o atraso do Petróleo, ele quem havia subornado algumas pessoas para isso acontecer e eu tinha provas, mas eu não podia simplesmente jogar merda no ventilador, meu pai podia estar metido nisso e acima de todos os erros dele, ele ainda era meu pai.
Parei o carro e desci, me misturando no meio das pessoas e andando apenas para poder me sentir um pouco mais normal, como qualquer outra pessoa que andava ali, tenho certeza que elas não tinham que se preocupar com tantas coisas como eu, mas deviam ter outros problemas como eu, mas agora, eu só queria me sentir livre de todos os problemas.
–Moça, por favor, vamos jogar – Encarei o garoto atrás da mesa feita por papelão e parei – Só uma vez – Me aproximei – A brincadeira é assim, você aposta uma quantia de dinheiro e eu coloco embaixo de um copo e então embaralho, se você acertar em qual copo está o dinheiro é seu, caso não fica comigo – Ergui uma sobrancelha e ele olhou de canto – Dá uma ajudinha vai – Me olhou com olhos azuis, soltei um riso fraco e lhe entreguei uma nota de cinquenta e ele colocou embaixo do copo.
–Está perdendo seu tempo com qualquer coisa agora? – Me virei e encarei Santiago ao meu lado, ele sorria divertido com as mãos no bolso da calça social branca – Oi moça.
–Então? – Voltei os olhos para os copos e o garoto já havia embaralhado, bufei e olhei feio para Santiago, então ele se aproximou e tocou o copo do meio o garoto abriu e lá estava à nota de cinquenta.
–Fica para você garoto – Ele piscou, o garoto agradeceu sorrindo e então Santiago passou o braço por meus ombros me tirando dali – Então, o que está fazendo na rua no horário de trabalho?
–Porque está falando comigo normalmente, quando sabe que estou brava com você? – Retruquei o olhando séria, ele deu de ombros.
–Porque eu amo você e não importa se teremos que discutir esse assunto agora ou depois, você é minha irmã e não vou lhe tratar com indiferença... – Ele me guiou para atravessar a rua e então corremos para o outro lado – Vamos, eu preciso comer, essas nossas conversa quase sempre não acabam bem, e como nossa prima diz, comida é vida e nos deixa feliz – Entramos em um dos restaurantes favoritos de Santiago, ou melhor, fastfood favorito McDonald’s.
–Eu quero um Angus e ela um Big Tasty – Não consegui esconder meu sorriso de satisfação ao ouvi-lo, ele ainda sabia meu sabor favorito – Coca-Cola para nós dois e batata frita dupla – A garota ficou o olhando e parecia que a qualquer segundo iria come-lo com os olhos.
–Você é Santiago Owen, certo? – Ele assentiu e eu passei o braço por sua cintura, porra, será que não dava para sair com meu irmão sem nenhuma piranha para comê-lo a qualquer momento?
–Sim...?
–Por favor, me da um autografo, eu sou sua fã – Santiago pegou um guardanapo e assinou o nome rapidamente trocando o papel pela senha e o dinheiro de nosso lanche – Obrigada.
–É obrigada – Murmurei séria agarrando Santiago e o tirando dali – Que merda, se eu fosse sua namorada eu trancaria você dentro de casa vinte e quatro horas – Ele gargalhou e beijou minha bochecha.
–Você é muito ciumenta.
–Ainda bem que Rayssa está logo te tirando da linha dos solteiros, vai que essas asinhas sossegam o facho – Ele ficou serio e eu o olhei erguendo uma sobrancelha – O que?
–Pensei que não gostasse de Rayssa...
–Pensei que você gostasse dela...
–Eu gosto dela...
–Então está reclamando do que poxa? – Ele se sentou no banco e eu sentei a sua frente o encarando.
–Ontem você brigou comigo por causa dela hoje você está me empurrando para cima dela? Cadê a minha irmã?
–Eu... Revi minhas perspectivas – Murmurei desviando meus olhos, ele soltou um risinho.
–Você é uma péssima mentirosa – Bufei e o encarei.
–Quando vai pedir a garota em namoro? – Perguntei tentando desviar o rumo do assunto, ele revirou os olhos e colocou a mão no bolso tirando uma caixinha preta.
–O que acha? – Ele a abriu revelando duas alianças prateadas.
–Um tanto clichê...
–Eu nunca namorei na minha vida, quero fazer da forma certa – Murmurou dando de ombros – O que você acha?
–Bonitas...
–Pretendo pedi-la na corrida do fim de semana – Sorri animada – Quero compartilhar minha felicidade com ela e ainda a fazê-la feliz – Passei a mão pelo cabelo e sorri para ele – Acha que ela vai aceitar?
–Você já pegou ela quantas vezes? – Santiago desviou os olhos e eu pude notar que ele estava corando – Espera, isso é novo para mim, você Santiago Owen corando? Vai me dizer que só saiu com a princesinha uma vez e que agora está a conquistando com passeios – Ele coçou a nuca, nervoso.
–É o certo poxa, não quero que ela pense que eu quero apenas me aproveitar dela, não depois do que aconteceu entre você e ela – Ele falou serio, toquei sua mão e ele fechou a caixinha na outra – Está tudo bem para você?
–Santiago, me desculpe por ontem. Eu fui um tanto mimada e bem, se você gosta dela eu não posso impedir... Eu e Rayssa já estamos nos acertando e você tem meu apoio para pedi-la... É isso que importa agora, está bem? – Ele assentiu e sorriu para mim, encarei o marcador e era nosso pedido, tomei o papel das mãos de Santiago e fui eu mesma busca-los, eu não teria que aguentar aquela idiota dando em cima dele novamente.
Comemos entre risos, Santiago fez questão de roubar um pedaço de meu lanche, quando terminamos, ficamos por mais algum tempo antes de voltar para as ruas. Riamos sobre a gravata de peixinhos que o cara que havia passado por nós usava, até que Santiago me apertou em seus braços e me olhou.
–E você minha linda, como está tudo? – Fiz uma careta.
–Tudo vai ficar bem – Dei de ombros dando um meio sorriso – Você devia ligar para Rayssa, o irmão dela não está muito bem, dá um apoio – Pisquei para ele que colocou as mãos no bolso da calça quando parei em frente ao meu Audi.
–Certo – Ele coçou a nuca e então se aproximou me dando um beijo na testa – Quando estiver pronta para desabafar, venha falar comigo. Está bem? – Assenti segurando sua camisa – Tenha um bom dia princesa.
Passei o resto do meu dia trabalhando, tentando inutilmente ocupar minha mente com qualquer coisa para não precisar pensar nos meus problemas pessoais. Fiz uma pausa no meio da tarde, não resistindo e ligando para Rayssa, ela me disse que John estava melhor e logo estaria forte novamente e que eu não precisava me preocupar... Mas eu queria tanto o ver.
Dormi cedo, graças a dois remédios de dor de cabeça. Eu não queria ter que ficar rolando na cama e pensando no que ocorreu no dia, nos problemas que eu teria que enfrentar e na minha paixão platônica por John.
Toquei a tela do celular algumas vezes, tentando desligar o despertador irritante. Abri os olhos e já era de manhã, mais necessariamente sete e meia da manhã, eu tinha uma hora e meia para estar no trabalho, tempo demais, eu faria tudo lentamente assim ocuparia minha mente... Sim, era isso que eu faria.
Tomei um banho longo e me depilei, isso me ajudava a gastar tempo, afinal eu teria que tomar cuidado para não cortar a pele. Lavei os cabelos e quando finalmente sai, o relógio marcava oito horas, meia hora no banho, eu ainda tinha que fazer o café e confirmar meu almoço com Andrezza, ela odiava atrasos e eu havia prometido ligar ontem à noite... Mesmo assim, eu não precisei ligar, logo seu nome apitava na tela do meu celular.
–Pensei que você não acordava cedo – Falei calmamente, ela bufou.
–Pensei ter ouvido que havia prometido me ligar ontem à noite... – Passei a mão nos cabelos molhados e caminhei pela casa de roupão, indo para a cozinha.
–Desculpe eu tive alguns imprevistos...
–Ele era gatinho? – Parei no meio da cozinha e fechei os olhos, não conseguindo segurar o riso.
–Eu estava trabalhando Andrezza, me desculpe se você tem muito tempo para fazer o que quer.
–Ai! Isso doí sua grossa, já pensou em trocar a ferradura hoje de manhã? – A campainha tocou e eu dei a volta logo pegando o interfone.
–Espera aí... – Murmurei para Andrezza – Sim?
–Srta. Owen, tem uma entrega para a senhorita, mas é preciso que você mesma a assine... Posso mandar subir?
–Sim, eu estarei esperando – Desliguei o interfone e voltei para o telefone – Então, e você arrumou algum gatinho?
–Sim, arrumei e ele está comendo na palma da minha mão...
–Não é o único não é mesmo? – Perguntei rindo e caminhando para o elevador.
–Voltando Hilary, almoço... – O elevador abriu e eu fiquei parada na metade do caminho – Hilary?
–Andrezza, eu vou precisar desligar...
–Não espera! – Sem hesitar eu apertei o botão vermelho e encarei John andando em minha direção, deixei o celular sobre a mesinha e me apoiei na mesma com uma mão, minhas pernas estavam bambas.
Ele usava uma calça jeans escura, camisa preta, seus cabelos estavam daquela forma toda despojada dele e seu sorriso de lado estava em seus lábios, pude reparar o corte no canto de sua boca, em sua sobrancelha e hematomas em alguns lugares.
–Não diga nada...
Foram suas únicas palavras, antes de enfiar sua mão por debaixo de meus cabelos e os agarrar, sua outra mão desceu até minha cintura e ele puxou meu corpo para o seu, antes de seus lábios colidirem com os meus.
Agarrei seus cabelos com força, e ele me prensou contra a parede, sua língua se entrelaçava a minha e eu não podia decifrar o que eu sentia agora. Só queria sentir sua pele em contato com a minha, pude sentir seu membro pressionar meu ventre e eu sorri sabendo que só precisaria de um pouco de esforço para logo poder senti-lo.
–Espera – Murmurei ofegante, levando meu dedo no meio de nossos lábios, ele gemeu de frustração e dor – Eu pensei que não confiasse em mim...
–Pela amor de Deus, eu mandei não falar nada... – Eu o olhei seria, John colocou sua mão em meu rosto e me fez encarar seus olhos azuis – Eu amo você Hilary, é isso que importa...
–Mas e sobre o assunto do petróleo...
–Você não tem nada a ver com aquilo – Ele aproximou seu rosto do meu, começando a beijar meu pescoço, soltei um suspiro pesado tentando reencontrar o que restava da minha sanidade mental.
–Como sabe?
–Porque você me ama e não faria isso comigo... Não desse jeito – Ele me encarou e sorriu, segurando minha mão e aproximando seus lábios dos meus – Você faz mais o estilo mimadinha que não gosta de ser contrariada baby, não a pilantra que paga para todos fazerem trabalho sujo para ferrar com uma empresa inteira.
–Diga de novo – Falei o olhando nos olhos, ele desviou os olhos dos meus e então voltou a me olhar confuso.
–O que? Que você é mais o estilo mimadinha...?
–Não, a outra coisa...
–Qual parte? – Ele me aproximou mais de seu corpo e me virou começando a me levar em direção ao meu quarto – Que você me ama?
–Não John, não se faça de idiota... A outra parte – Ele riu contra meu pescoço, entre um beijo e outro, ele empurrou a porta com força e ainda assim, esbarramos na do lado, ele parou no meio de meu quarto e retirou uma mecha do meu cabelo do rosto, me olhando nos olhos ao envolver meu rosto entre suas mãos.
–Eu estou perdidamente apaixonado por você garota, meu coração acelera quando escuto sua voz e eu sinto como se a qualquer segundo eu fosse ter um ataque cardíaco quando eu te toco, eu preciso de você ao meu lado... Está bom assim? – Assenti sorrindo e tentando segurar as lagrimas em meus olhos, John sorriu de lado e então roçou seus lábios nos meus – Eu te amo baby – Fechei meus olhos e levei minhas mãos aos seus ombros, mordendo seu lábio e o puxando em minha direção, antes de finalmente beija-lo.
Levei minhas mãos a sua camisa e a puxei sem hesitar, os botões se arrebentaram e caíram no chão se espalhando para todos os lados, gemi contra sua boca ao sentir sua pele quente em contato com a palma de minhas mãos, rocei minhas unhas em seu peito e subi finalmente chegando aos seus ombros e puxando sua camisa para baixo, John me soltou só para se livrar da peça e logo suas mãos estavam sobre mim novamente, me apertando, me acariciando.
–Eu senti sua falta – Murmurei, sentindo seus lábios viajarem por meu pescoço.
–Eu sei baby, eu senti a sua também, da sua voz, do seu cheiro, do contato da sua pele contra a minha – Suas mãos grandes desceram por meu roupão e ele desamarrou o laço do mesmo e o roupão abriu revelando meu corpo nu – Senti falta do seu corpo – Sussurrou me olhando de cima a baixo, seus olhos transbordavam desejo.
–Eu preciso de você, John – Balbuciei – Eu preciso de suas mãos sobre mim, agora – Ele abriu um sorriso de lado.
–E você as terá baby, em todos os lugares possíveis – Seus lábios se aproximaram dos meus e eu desci minhas mãos até sua calça desfazendo o cinto e abrindo a braguilha junto ao botão, John se livrou de seus sapatos e eu abaixei sua calça, não deixando meus lábios desgrudarem dos seus, eu necessitava deles.
Caímos na cama com John por cima de mim, nosso beijo era cheio de desejo e paixão, enquanto nossas mãos serpenteavam pelo corpo um do outro, arranhei suas costas e ele gemeu contra minha boca, fiz uma careta.
–Desculpe – Sussurrei me sentindo culpada – Tentarei ser delicada – Falei mordendo o lábio, ele ergueu uma sobrancelha e então soltou um riso fraco antes de colar seus lábios aos meus novamente.
Nosso beijo se tornou lento à medida que John começava a fazer as coisas com mais calma, eu não entendi onde ele queria chegar, mas a única coisa que me importava agora era poder o ter comigo, aqui, em meus braços.
–Eu quero fazer amor com você, não apenas fuder como das outras vezes, por diversão... – Ele encarou meus olhos e passou o polegar por meus lábios – Eu quero mostrar meu amor por você, baby – Fechei os olhos, sorrindo feliz como não havia me sentindo há muitos dias, ele se posicionou em cima de mim – Hilary?
–Sim? – Sussurrei.
–Abra os olhos, eu quero que sinta isso – Encarei seus olhos azuis, enquanto ele me penetrava lentamente, mordi o lábio, sentindo uma sensação de prazer enorme, o sentir novamente era como ir ao céu e voltar, John era o meu sonho mais real e ao mesmo tempo o mais surreal que eu tinha.
–Eu amo você... – Sussurrei me sentindo completa, John roçou seus lábios nos meus e eu agarrei seus cabelos – Movimentos... Por favor, John – Implorei, John sugou meu lábio inferior e então soltou, me dando um selinho demorado.
–Eu só quero que sinta baby, apenas sinta Hilary – Sua língua adentrou meus lábios e se enroscou na minha, enquanto ele se movimentava lentamente, fechei os olhos, pressionando meus dedos entre seus cabelos sedosos, me sentindo a garota mais feliz naquele momento.
Agarrei sua bunda e o incentivei a aumentar seus movimentos, John gemeu contra minha boca e desceu seus lábios até meu pescoço, o chupando e distribuindo vários beijos, ele desceu sua boca por meu colo, até chegar a meu seio esquerdo o qual seus lábios envolveram o mamilo, ele sugou e rodeou com a língua, me contorci embaixo dele e o ajudei a se movimentar.
–Assim... Oh! John! Eu senti falta disso – Gemi com as mãos em seus cabelos, ele soltou um riso fraco.
–Continue minha gostosa... – Comecei a rir e então me esforcei para nos virar, John colocou algumas mechas do meu cabelo atrás da orelha e sorriu divertido, espalmei minhas mãos em seu peito continuando com nossos movimentos, isso era tão bom.
–O que foi? – Suas mãos subiram de minhas coxas até meus seios os quais ele massageou.
–Agora eu sou sua? – Perguntei erguendo uma sobrancelha e abrindo um pequeno sorriso cínico, antes que eu pudesse reparar, estávamos ambos sentados, suas mãos estavam em minha cintura, me ajudando com nossos movimentos – Ah! John!
–Você sempre foi minha, só estamos oficializando, baby – Piscou antes de puxar minha boca para a sua, puxei seus cabelos enquanto suas mãos massageavam meus seios com destreza, as pontas de seus dedos puxavam o mamilo, me causando uma dor prazerosa – Eu quero que você deixe sua marca em mim... – Sussurrou contra minha boca, desci minha mão até peito e parei ali.
–Minha marca já está em você, cravada bem aqui – Apertei o lugar onde estava seu coração, John sorriu e assentiu, rocei meus lábios aos seus, sentindo que a qualquer segundo eu explodiria em um orgasmo arrebatador.
–Sente isso? – Perguntou baixinho contra minha boca, assenti tentando evitar arranhar suas costas e usar apenas a ponta de meus dedos – Isso é o nosso amor, baby...
–Isso é nós dois e tudo que sentimos – Murmurei, apertei seus ombros.
–Hilary, vamos lá, venha comigo, baby... Eu preciso disso – Fechei meus olhos e sem resistir agarrei seus cabelos, o beijando com paixão, enquanto explodíamos em estase juntos.
–Eu amo você cowboy – Sussurrei contra sua boca, pude sentir seu sorriso.
–Eu sei... Eu também te amo minha mimadinha – Abri um sorriso de lado e ele se afastou, seu polegar tocou meus lábios e ele sorriu de lado, aquele maldito sorriso que me deixava mais bamba do que eu já estava – Eu também senti falta do seu sorriso satisfeito, pós foda – Piscou.
–Cala a boca John, esta acabando com o romantismo – Falei fingindo uma falsa voz de brava, ele aproximou sua boca da minha e roçou seus lábios nos meus.
–Isso somos nós, baby, não precisamos de romantismo a todo momento, fazemos uma foda sacana, mesmo quando estamos fazendo amor...
–Me beije cowboy – Sussurrei em meio a um sorriso, sua mão agarrou meus cabelos com força e eu fiz o mesmo com seus cabelos negros.
Eu só queria continuar me sentindo amada em seus braços, nada mais importava... Tudo podia esperar agora.
Fale com o autor