I Found My Fallen Angel
21 Capitulo 21°- Mistérios
Notas iniciais
*POV Hilary Owen*
Eu podia sentir os olhos de papai sobre mim, enquanto eu tomava meu leite, pelo canto do olho, pude ver seu sorriso enquanto me observava. Deixei a xícara ao lado, então mordisquei meu pão de mel e suspirei.
–Porque está me olhando assim? – Perguntei curiosa, ele se ajeitou na cadeira, afrouxando o nó da gravata.
–Você está melhor? – Definitivamente eu estava melhor, na minha casa, no meu quarto, na minha cama. Assenti – Eu queria conversar com você sobre o que aconteceu – Pisquei.
–Sobre o que exatamente quer falar? – Perguntei, comendo outro pedaço do pão.
–Tudo – Murmurou, suspirei e tomei um pouco do leite.
–Eu apenas esqueci quem eu realmente era e me deixei levar por alguém que não merecia minha atenção – Não olhei em seus olhos quando disse tais palavras, eu não queria que ele visse que eu amava John e que meu coração estava quebrado.
–Apenas isso? – Perguntou erguendo uma sobrancelha – E o fato de você e Sebastian terem algo no passado? – Contive minha vontade de revirar os olhos, papai sempre estava um passo a frente.
–Quem te contou isso?
–Santiago, é verdade? – Suspirei e então deixei a bandeja de lado, me ajeitando na cama e então o olhando.
–Tivemos algo sim, o que não durou muito tempo – Falei sem hesitar, ele respirou fundo antes de se pronunciar.
–Eu não estou te culpando...
–Mas está me questionando – Retruquei antes de ele terminar, papai bufou e então tirou do bolso da calça social um pen drive vermelho. Segurou minha mão aberta e depositou o objeto sobre ela, a fechando logo depois, seus olhos verdes se conectaram aos meus.
–Quando você tiver coragem, veja o que tem aí dentro. Será todas as respostas a qual procura quando me questiona – Ele se levantou e se debruçou em minha direção depositando um beijo em minha testa – Até mais tarde, vou para o trabalho.
Ele saiu e eu fiquei por alguns minutos encarando o objeto em minha mão, por fim suspirei e joguei a colcha para o lado, indo até minha mesa e pegando meu notebook. Quando ligou, conectei o pen drive na entrada USB e então comecei a ler o incrível dossiê que papai havia montado sobre John Maxwell.
*POV Sebastian Owen*
Girei a chave da Ferrari em minhas mãos, enquanto olhava o jardim pela ampla janela, era hoje que eu falaria com ela e obviamente eu estava me preparando para receber seus gritos e provavelmente tapas.
Tudo bem, eu admitia ter sido um grande canalha, mas isso não queria dizer que eu não sentia nada por ela, Rayssa sempre foi uma garota especial e inocente aos meus olhos, uma companhia não muito boa para uma pessoa como eu. Mas, já que ela havia descoberto, tudo bem, eu iria assumir as consequências de meus atos.
–Olá cowboy – Pisquei e então me virei sorrindo ao ver aqueles olhos castanhos chamativos e maliciosos – Ainda tentando resolver seu problema? – Sorri olhando para a chave em minha mão. Não havíamos conversado a semana inteira, de alguma forma ela parecia me evitar e manter-se longe de mim, mas ainda assim, lembrava que eu tinha um problema.
–Irei Irei resolvê-lo hoje – Murmurei voltando a olha-la.
–Isso é bom, afinal, não é bom ficar tenso não é mesmo? – Ela sorriu e eu desviei meus olhos, retribuindo seu sorriso logo quando voltei a olha-la.
–Você poderia me ajudar com isso – Murmurei dando um passo em sua direção, toquei sua bochecha, roçando a ponta de meus dedos enquanto colocava uma mecha de seu cabelo atrás da orelha – Eu iria ficar muito mais relaxado – Ela mordeu os lábios.
–Talvez – Ergueu uma sobrancelha, sorri aproximando meu rosto do seu.
–Definitivamente, você pode – Sussurrei.
Coloquei a mão em sua cintura e aproximei seu corpo do meu, deslizei minha mão até sua nuca e agarrei seus cabelos, sentindo suas mãos subirem por meus braços até o chapéu. Rocei meus lábios aos seus, mordiscando o inferior e o puxando em minha direção, antes de solta-los e beija-la.
Ela retirou meu chapéu e então agarrou meus cabelos, retribuindo ao meu beijo com fervor, eu podia sentir seu perfume doce e suave, enquanto eu desfrutava de seus lábios e de seu corpo colado ao meu.
–Espero ter ajudado – Sussurrou partindo o beijo com um sorriso malicioso, ela abriu seus olhos e foi inevitável não sorrir, ela era extremamente interessante – Vou ficar com seu chapéu, você pode recupera-lo mais tarde – Ela se afastou, dando uma piscadinha para mim, antes de colocar meu chapéu em sua cabeça, me dar às costas e ir embora.
Coloquei a mão no bolso da calça, me sentindo desafiado com sua ousadia.
Suspirei e então caminhei para fora da casa, pegando meu carro e indo para fazenda Maxwell, eu precisava me resolver com Rayssa logo. Isso tinha que acabar, agora que ela havia saído, eu podia falar com ela, sem que policiais me impedissem de tal coisa.
Parei o carro em frente a sua casa, descendo e subindo a escada até a porta da frente. Respirei fundo, tocando a campainha, mas ao mesmo tempo em que apertei o botão, a porta foi aberta, me deparei com ela e Santiago... De mãos dadas.
–Precisamos conversar – Murmurei olhando diretamente em seus olhos e ignorando meu desprezível primo ao lado dela.
–Ela não tem nada para falar com você – Senti meu sangue ferver em minhas veias.
–Agora você tem uma coruja que fala por você Rayssa? – Perguntei cinicamente, Santiago deu um passo em minha direção, revirei os olhos – Para de pagar de machão Santiago, você não é muito diferente de mim.
–É melhor você ir embora – Ele murmurou seriamente, abri um sorriso cínico.
–É melhor você ir embora, ou prefere que eu conte a ela sua coleção de garotas com coração partido? Todas as amigas da sua irmã, as garotas do colégio. Vamos lá Santiago, isso é só um dos seus charmes que conquista as garotinhas.
–Eu não preciso saber de nada disso, eu e Santiago somos apenas amigos, não preciso saber o que ele faz em seus relacionamentos. Isso é assunto dele, ao contrario de você Sebastian – Encarei Rayssa e suspirei – Obrigada pela visita Santiago, mas agora eu preciso resolver isso – Murmurou e então olhou para ele, o mesmo se aproximou e beijou sua bochecha.
–Até – Foi sua deixa.
Finalmente a sós, ficamos nos encarando por um tempo indeterminado. Eu podia ver que havia partido seu coração em milhões de pedacinhos pequeninos e que ela estava furiosa com isso.
–O que está fazendo aqui? – Perguntou me olhando seriamente.
–Estou aqui para assumir as consequências dos meus atos, não vou te pedir desculpas Rayssa, porque o que eu fiz nem milhões de desculpas iriam deixar de ser uma coisa tão grave, mas só quero que saiba, que você sempre foi suficiente para mim e que o problema não foi em você e sim em mim – Ela ficou quieta parecendo pensar no que eu havia dito, por fim, eu recebi um tapa no rosto o qual eu não imaginei que receberia a essa altura.
–Espero que você tenha bons momentos no inferno, adeus Sebastian – Ela se virou e fechou a porta em minha cara.
*POV Hilary Owen*
Ignorei a dor que sentia na minha perna esquerda por estar usando salto alto antes de poder sair da cama, então por fim, continuei a andar, já estava mais do que na hora de eu mostrar que eu ainda era Hilary Owen e que nada me abalaria.
Enquanto descia as escadas, pude ver Santiago adentrar a casa com um sorriso idiota no rosto. Não havíamos nos falado a semana inteira, ele não me procurou e muito menos eu o procurei, mas agora, eu não iria adiar mais nossa conversa.
–Não era para você estar de repouso? – Ele me olhou atentamente, sorri cinicamente parando no ultimo degrau da escada enquanto o olhava – O médico disse que ainda não está boa o suficiente.
–E desde quando se importar comigo? – Ele passou a mão no rosto, respirando fundo e então me encarando.
–Hilary não começa...
–Só estou terminando o que você começou Santiago, tudo bem se preferir ela a mim – Ele manteve seus olhos sobre mim, prestando atenção em minhas palavras – Mas deveria ter pelo menos a decência de ter sido mais delicado, eu não tenho culpa alguma se Sebastian não foi fiel a ela, eu não sabia que ele e ela namoravam e quando soube eu não tive mais nada com ele – Ele engoliu em seco, pude reparar que estava surpreso – Mas tudo bem, pense o que quiser. Quando você quiser sua irmã de volta, venha falar comigo – Passei ao seu lado e ele ficou parado, revirei os olhos e então já na porta ouvi sua voz.
–Hilary eu amo você, mas você não estava certa. Você poderia ter contado a ela – Me virei e bufei.
–Santiago, ela nunca iria acreditar. Mas enfim – Dei de ombros – Eu tenho mais o que fazer do que me preocupar com Rayssa, tenha uma boa tarde – Abri a porta de casa e sai o deixando lá.
–Srta. Owen – Oliver logo que me viu veio em minha direção – Eu imaginei que ficaria de cama até semana que vem – Fiz uma careta e ele parou na minha frente.
–Bem... Não posso me dar ao luxo de ficar mais um dia na cama, algumas coisas precisam de minha atenção – Sorri de lado, ele assentiu compreensivo – Hoje eu irei colaborar com você, pegue o carro e me leve para a Empresa Maxwell – Ele sorriu animado com minhas palavras, assentiu e logo saiu para buscar o carro, depois de murmurar um “Sim, senhorita”.
Enquanto Oliver me levava para a Empresa, eu trocava alguns SMS com Madelyn, havíamos passado a semana toda entre ligações e SMS, pois ela estava na Europa e não tinha voltado de viagem, mas demonstrava sua preocupação com meu estado.
From: Madelyn
For: Hilary
Eu volto amanhã, então quero saber de tudo pessoalmente. Podemos passar o dia vendo filmes, o que acha?
For: Madelyn
From: Hilary
Podemos sair? Estou com alguns planos em mente e quero compartilha-los com você. Pode ser?
Oliver abriu a porta do carro para mim e eu logo adentrei as portas de vidro da Empresa Maxwell, todos agitados, andando de um lado para o outro, homens de terno sérios tentando resolver os problemas do cotidiano, assim como as mulheres.
Peguei o elevador e apertei para o ultimo andar, esperando pacientemente. Anne já estava me esperando como combinado, com papeis em mãos e um sorriso genuíno.
–Que bom que voltou, Srta. Owen.
–Obrigada Anne, como estão às coisas? – Ela logo ficou seria.
–Estão todos em reunião, para tentar resolver o assunto do Petróleo com as Indústrias Owen – Ergui uma sobrancelha.
–E porque não fui avisada?
–O Sr. Maxwell pediu para não avisar, que ele mesmo resolveria o assunto – Isso era irritante, John não podia tomar uma decisão sem me consultar, mesmo ele sendo o presidente eu ainda era dona da metade da Empresa.
–Está bem, veremos então – Caminhei determinada em direção à sala de reuniões, podendo ver pela vidraça que todos os diretores estavam sentados envolta da grande mesa de madeira escura.
Ao abrir a porta da sala, ignorando todas as regras de etiqueta, os olhares de todos se recaíram sobre mim. Mas o dele em especial, sempre me atraia e isso me matava por dentro. Eu queria poder conseguir ignorar, mas não conseguia, por isso, por alguns segundos eu encarei seu olhar surpreso enquanto seus olhos azuis pareciam brilhar.
–A reunião acabou – Falei seria, todos ficaram quietos e então depois de alguns segundos alguns diretores se levantaram.
–Não pode cancelar uma reunião desse jeito... – Bob diretor geral falou sentado enquanto me olhava.
–Não pode marcar uma reunião sem convocar todos os acionistas – Revidei, ele engoliu em seco voltando ao seu lugar.
–Senhores, remarcaremos a reunião para amanhã – John murmurou mantendo os olhos fixos em mim, todos saíram, enquanto nos encarávamos.
John apertou os botões para deixarem as vidraças em fosco e trancar a porta, eu sabia que nossa conversa seria longa e agradeci por ele preferir que ninguém assistisse. Enquanto nos olhávamos, eu podia sentir meu coração se quebrar ainda mais, eu o amava definitivamente, e não sabia como lidar com isso, quando resolvi me declarar eu também não sabia, mais imaginei que obteria sua ajuda, com o seu amor... Porém, não foi isso que aconteceu.
–O que está fazendo aqui? – Perguntou seriamente, ainda sentado na poltrona.
–Defendendo meus direitos.
–Direitos? Seu pai está querendo destruir a Empresa da minha família, acha mesmo que deve participar da reunião? – Perguntou se levantando e caminhando em minha direção.
–Não seja patético John, eu não iria apoiar o plano de meu pai, eu comprei metade de Empresa, se ela ficar em maus lençóis meu dinheiro fica em maus lençóis, assim como você eu quero o bem da Empresa – Ele soltou um riso fraco, passando a mão pelos cabelos negros, com um mero piscar de olhos, eu pude lembrar-me de quando era minhas mãos passando por seus cabelos.
Como eu era masoquista.
–Você não se importa com seu dinheiro aqui Hilary – Ele se aproximou – Seu pai é um dos Empresários mais bem sucedidos de toda a América do Sul, dinheiro não é problema para sua família. Sua intenção é me ferrar – Suas ultimas palavras foram ditas com raiva, enquanto ele me olhava nos olhos.
–E se fosse John? Não é o que você merece depois de tudo que fez? – Ele ergueu uma sobrancelha – Não se faça de desentendido...
–Não se faça de mimada, eu esperei por você, esperei ansiosamente ouvir aquelas palavras, não esperava que eu acreditasse nelas logo no dia em que seu pai resolve me ferrar, esperava? – Sorri.
–Eu não sou idiota John, você e eu somos a mesma coisa lembra? Apenas interessados no bem estar da nossa família, interessados na rixa que uma tem com a outra, queremos nos alto destruir... Você apenas perdeu o controle do seu próprio jogo quando meu pai ameaçou destruir seu Império, sua intenção sempre foi conquistar a filhinha do Owen, para no final, conseguir destruir todas as Indústrias Owen.
–Qual o seu problema?
–Nenhum John – Me virei caminhando em direção a porta, coloquei o dedo indicador no identificador de digitais e a porta abriu – Diga a sua irmã que fico feliz que ela tenha saído da cadeia, lá dentro não era lugar para ela. Sou uma garota justa, se é para brigarmos, vamos brigar com os mesmos direitos – Pisquei para ele antes de deixa-lo sozinho na sala.
Fechei a porta de minha sala, sentando em minha poltrona e suspirando de alivio por dar uma pausa aos meus pés, talvez eu tivesse que ter obedecido ao médico e não saído da cama, mas agora, pensando bem, ver a cara de John e o enfrentado tinha sido recompensador.
Pelo resto do dia, li papeis, resolvi alguns problemas e fui evitada por John de todas as formas possíveis. Tive uma reunião interessante com um grande diretor da Empresa o que me animou muito. Quando terminou o dia, sai de minha sala sonhando com uma banheira quente com alguns óleos para poder relaxar.
–Hilary? – Me virei, encontrando meu pai e John juntos, suspirei e passei a mão no cabelo, caminhando na direção deles.
–Olá papai – Beijei sua bochecha – O que faz aqui?
–Estávamos discutindo sobre como a Empresa Maxwell ira cumprir o prazo em que foi dado para pagarem pelo petróleo – Papai explicou olhando seriamente para mim e para John.
–Como eu disse, já está tudo sendo resolvido – John me olhou sério, parecendo esperar que eu confirmasse, suspirei.
–Sim, tudo já está sendo resolvido – Meu pai ficou por algum tempo, observando-nos, antes de dar de ombros e vir para o meu lado.
–Tudo bem, isso não é problema meu. Espero que não tenha que mandar um calendário a vocês. Nos vemos em casa Hilary – Ele saiu deixando-me com John, que me encarava serio.
–Tenha uma boa noite John – Murmurei, com os olhos fixos nos seus, quando me virei já a alguns passos longe pude ouvi-lo.
–Boa noite Hilary – Sorri, essa era vez dele estar perdido.
Ao chegar em casa ignorei a todos e subi para meu quarto, ansiosa para ter alguns momentos sozinha. Precisava de alguma forma, deixar que as lagrimas que estavam acumuladas caíssem e sabia que isso só aconteceria, quando eu me isolasse.
*POV Sebastian Owen*
Estávamos todos reunidos na mesa para o jantar, conversávamos animadamente enquanto degustávamos um vinho antigo da famosa adega de Tio Isaac. Eu estava sentando ao lado de Andrezza e mesmo que estivéssemos a poucos centímetros de distancia, eu não tinha um pingo se quer de sua atenção.
–Minha querida, mas nos diga, como estão as coisas em New York? Já está escrevendo um novo livro? – Tia Elizabeth perguntou olhando amorosamente a Andrezza, ela sorriu animada, parecendo que esse era seu assunto favorito.
–Está tudo indo muito bem Tia, talvez eu comece a escrever meu novo livro no inverno. Então por enquanto, eu sou apenas a Autora que distribui autógrafos, não tenho nada de novo a contar a eles – Matthew se ajeitou na mesa, soltando um risinho maldoso enquanto olhava para ela.
–E os fãs como são com você? Já foi assediada? – Ela soltou um riso nervoso e eu logo percebi seu ponto fraco, então não esperei em usa-lo a meu favor.
–Você deve ter muitas opções de “namorados” – Falei e ela me olhou seriamente por alguns segundos, até finalmente responder.
–Ter eu até tenho, mas não quer dizer que eu os queira – Um pequeno sorriso se abriu no canto de seus lábios e logo ela se virou.
Então era assim? Ela estava me desafiando, achando que podia me atiçar e depois podia distribuir patadas quando quisesse? Achando que podia me ignorar como se eu fosse um nada? Definitivamente, eu não era homem de aceitar isso, então era melhor ela ficar sabendo disso, para podermos reparar as regras desse jogo.
Discretamente movi minha mão para seu joelho o alisando, ela parou com os lábios na boca da taça, respirando devagar, enquanto sentia minha mão subir por sua pele devagar, atiçando-a. Coloquei minha mão por debaixo de seu vestido, passando a ponta dos dedos devagar por sua pele macia.
Os outros continuaram a conversar, enquanto ela delicadamente mexia nos talhares em uma tentativa não muito bem sucedida de não demonstrar seu nervosismo. Sorri de lado, tomando um gole do meu vinho, passei a língua pelos lábios olhando discretamente para ela, que me olhava em puro desespero.
Senti sua mão sobre minha coxa, passando as unhas por cima da calça jeans, ela segurou a parte interna da minha coxa devagar, me fazendo sentir desconfortável com a calça que me apertava tanto. Então suas unhas cravaram em minha pele, me fazendo segurar a taça com força e segurar um gemido, tirei a mão dela e a mesma sorriu vitoriosa.
O jantar prosseguiu, eu com a dor de seu aperto, enquanto ela continuava a me ignorar. Eu não sabia mais como me sentir em relação a isso, as garotas geralmente não me tratavam com tal indiferença e o fato de ela fazer isso, me excitava de uma forma estranha para mim. Eu queria poder descobrir mais sobre ela, ver o que mais tinha além da garota ousada, ver o que tinha atrás de sua mascara cheia de mistérios.
Ela e Hilary foram uma das primeiras a saírem da mesa, parecendo que iriam embarcar em uma conversa animada sobre as novas roupas a comprar, contive minha vontade de revirar os olhos, Hilary sempre queria ser a Empresaria respeitada, mas mesmo assim, continuava a ser a mimadinha do papai.
Quando subi para meu quarto, pude ouvir sua voz no corredor com Hilary. Parei na escada, então pude reparar que a porta foi fechada e que havia apenas passos de saltos no chão, terminei de subir e então virei, a vendo sorrir enquanto caminhava em direção ao seu quarto. Ao me ver seu semblante ficou serio e ela parou respirando fundo, continuei a andar determinado em sua direção, ela continuou a ir em direção ao seu quarto.
Antes que ela pudesse abrir a porta e fecha-la em minha cara, segurei-a pela cintura a empurrando para dentro e logo a prensando contra a porta fechada, Andrezza soltou um gemido me encarando com seus olhos castanhos.
–Qual é a porra do seu problema? – Rugi segurando seus pulsos sobre sua cabeça, ficamos nos encarando. Eu podia reparar que sua respiração estava acelerada, por seu peito subir e descer, aproximei meus lábios dos seus e olhei em seus olhos, sentindo sua boca a poucos milímetros da minha – Diga para mim, a intenção é mostrar que não significo nada para você para que desta forma eu queira saber o porque disso? Ou você é aquelas garotas que gostam de serem dominadoras?
–E porque você se importa se eu me importo ou não com você? – Ela perguntou abrindo um sorriso malicioso – Cowboy me desculpe, mas eu não vou me apaixonar por você... Meu único interesse é o mesmo que o seu, usar e abusar de você — Sem resistir a beijei, agarrando seus cabelos com força.
Suas mãos agarraram meu coletinho enquanto ela me empurrava para trás, puxei seu corpo de encontro ao meu, mantendo a colada a mim. A virei, segurando seu pescoço, enquanto deslizava meus lábios por seu maxilar, sentindo seu corpo reagir a cada toque meu.
Desamarrei o lacinho de seu vestido e o mesmo caiu, revelando-a com um lingerie de renda preta, respirei fundo dando um passo para trás e analisando seu corpo. Engoli em seco, enquanto abria um sorriso ao vê-la se virar para mim com uma sobrancelha erguida.
Sem delongas ela veio em minha direção, suas mãos foram até minha camisa e ela puxou fazendo com que todos os botões se esparramassem no chão do quarto. Agarrei seus cabelos, a puxando em minha direção nossos lábios colidiram e ela me empurrou para a cama me fazendo cair deitado, puxando-a junto a mim.
Seu corpo deslizou pelo meu, ela tirou meu cinto e se livrou de minha calça. Me sentei, Andrezza passou minha cinta por meu pescoço me puxando em sua direção, seus dentes seguraram meu lábio inferior e pude ver ela sorrir, enquanto me segurava com a cinta.
Puxei sua calcinha a arrebentando, fazendo ela gemer contra minha boca. Inverti nossas posições e ela me soltou, nos livrei das ultimas peças intimas que nos sobravam e ela balançou um pacotinho laminado na minha frente o peguei abrindo-o e vestindo a camisinha em mim.
–Cowboy você sabe o que deve fazer – Sem hesitação a penetrei sentindo suas unhas arranharem minhas costas com força, mordi seu ombro em uma tentativa nula de não gemer.
Sorri ao ver sua intenção de mudarmos as posições, ela não fazia o tipo de mulher submissa e isso me deixou ainda mais excitado, enquanto sentia ela me apertar dentro dela. Suas mãos se espalmaram em meu peito, arranhando-o, enquanto ela cavalgava sobre mim.
Mais tarde, quando terminamos o terceiro Round no banheiro, vesti minha roupa para ir embora, ainda dentro da banheira ela sorriu para mim enquanto passava a mão pelas espumas.
–Tenha uma boa noite — Sorri para ela e quando eu já estava na porta do quarto ouvi sua voz – Cowboy? – Suspirei, voltando e no caminho pegando a sua calcinha rasgada no chão e fui até o banheiro – Seu chapéu – Suspirei ao vê-la na banheira, com seu sorrisinho malicioso e meu chapéu na cabeça, me aproximei me agachando na sua frente.
–Tenha uma boa noite – Segurei seu queixo e beijei seus lábios mordiscando-o – Isso vai comigo – Murmurei pegando meu chapéu e colocando-o na cabeça, me levantei e ela me acompanhou passando a língua pelos lábios – Sobre isso – Mostrei sua calcinha – Caso queira de volta, podemos conversar amanhã – Pisquei para ela, que sorriu.
A deixei na banheira, não contendo meu sorriso de satisfação. Com certeza, eu iria descobrir qual era o mistério atrás daquele sorriso malicioso.
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