I Found My Fallen Angel
22 Capitulo 22° – Manipulando
Notas iniciais
*POV Hilary Owen*
Ele estava do outro lado da mesa, me olhando com aquele ar de poderoso enquanto eu o encarava com o mesmo semblante serio. Era uma competição, não admitiríamos perder e estávamos ambos dispostos a tudo para termos o que queríamos. Poder... Nada mais importava agora, se não podíamos ter o corpo um do outro, então iríamos mostrar quem era melhor.
–Vamos começar – John falou desviando seus olhos dos meus – Como presidente é meu dever que olhe toda e qualquer ação cumprida pela Empresa. Há poucos meses, havíamos assinado um contrato com a Empresa Owen... – Ele olhou para Brad advogado da Empresa que logo continuou.
–No contrato havíamos assinado que uma grande porção de petróleo seria mandada para a Empresa Owen todo mês em troca de uma grande quantidade de dinheiro. Mas não foi isso que aconteceu neste mês, estamos em falta com eles e podemos perder a empresa se não resolvermos esse assunto.
–Um papel foi mandado para os comandes que extraem petróleo para nós, onde John Maxwell afirma que é para pararem de extrair petróleo e neste mesmo papel um cancelamento do nosso contrato com a Empresa Owen – Mexi a caneta em minha mão, olhando para ele, as pernas cruzadas enquanto ouvia atentamente Fred – Por tal motivo estamos nessa situação, então estamos aqui para tentarmos resolver esse assunto.
–Não conseguiremos extrair a quantidade exata de petróleo na data que foi nos dada, tomei a decisão mais sensata de oferecermos uma grande quantia de dinheiro para podermos ganhar mais um pouco de tempo – John falou seriamente, olhando para todos – Espero ter o apoio de todos – Sorri quando seus olhos chegaram a mim, ele ergueu uma sobrancelha e deixei a caneta sobre a mesa.
–Como vice-presidente, tenho que ajudar a arrumar soluções para os problemas da Empresa. Pois então, eu encontrei um Empresário novato no ramo, que está disposto a nos vender petróleo por uma quantia considerável de dinheiro – Escondi meu sorriso, reparando que seus olhos estavam fixos em mim e sabendo que sua vontade era expulsar todos dali para me dar um de seus belos castigos – Não iríamos perder o contrato com a Empresa Owen e não passaríamos vergonha com eles. Espero ter o apoio de vocês – Sorri angelicamente para todos.
–É uma decisão sensata – Fred concordou me olhando em aprovação – Além do mais Isaac Owen não iria querer trocar dinheiro por dinheiro, ele tem uma grande petrolífera seria um desfalque para ele mesmo...
–Sabemos muito bem que não somos a única saída de Isaac – John falou calmo – Ele tem muitos outros contratos...
–Por mais que ele tenha, não vai aceitar nosso acordo. Somos grandes competidores, a Empresa Maxwell e a Owen competem por anos, Isaac não perderia a chance de nos deixar a baixo dele. Estamos no mesmo nível, devemos manter para podermos subir ainda mais – Eliot falou seriamente.
–Não vamos perder tempo discutindo o que já está certo não é mesmo? – Perguntei seria – Alguém tem uma solução melhor? – Todos se mantiveram calados – Então é melhor fazermos o que sugeri, não concorda Sr. Maxwell? – Perguntei o olhando, seus olhos azuis se conectaram com os meus e eu engoli em seco, sentindo o efeito que eles causavam sobre mim.
–Estarei esperando os papeis em minha sala para assinarmos – John se levantou e fechou o paletó – A reunião está encerrada – Enquanto ele saia da sala eu o olhei, tentando conter a vontade de ir atrás dele e joga-lo naquela poltrona de sua sala, sentar em seu colo e beija-lo.
–Obrigada pelo apoio de todos, tenham um bom dia – Sorri angelicamente, antes de me levantar e me retirar da sala.
Enquanto esperava o meu ajudante, continuei com meu trabalho na Empresa, revendo planilhas e lendo papeis. Não consegui conter meu sorriso de satisfação, John estaria furioso agora, se sentindo insuficiente por não conseguir arrumar uma solução tão boa quanto a minha para a Empresa. Estaria se sinto insuficiente como eu me senti ao ouvir suas rudes palavras antes de ser empurrada por sua irmãzinha.
–Srta. Owen, o Sr. Sebastian Owen chegou, posso manda-lo entrar? – Annie falou no telefone, suspirei.
–Claro, obrigada Annie – Desliguei e então arrumei os papeis em minha mesa, logo a porta estava aberta e Sebastian entrava.
Usava um terno azul escuro, camisa azul clara e estava sem gravata. Ao me ver sorriu com a mão no bolso da calça social, andou em minha direção e então me encarou, colocando as duas mãos no bolso.
–Bom dia Srta. Owen – Falou, então ergueu uma sobrancelha – Ou devo dizer, bom dia priminha?
–Bom dia Sebastian – Murmurei – Vamos logo ao assunto, não tenho muito tempo para perder – Peguei o telefone e comuniquei Anne para avisar John sobre o contrato, enquanto lhe dava as devidas ordens, Sebastian olhava envolta seriamente – Algo que lhe interessa? – Perguntei ao terminar o telefonema.
–Não, nada – Negou voltando os olhos para mim – O mimadinho já está pronto? – O olhei com um meio sorriso, os dois se odiavam e eu sabia exatamente onde eu estava me metendo, John me odiaria ao saber que Sebastian era o dono da fazenda que iria vender o petróleo a nossa empresa.
–Eu agradeceria se fosse sutil e menos convencido – Falei me levantando e ajeitando meu vestido, Sebastian veio para o meu lado e eu me virei ficando na sua frente, seus dedos tocaram minha bochecha roçando levemente.
–Priminha, não me peça isso – Murmurou fazendo um biquinho, ele colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha – Você sabe que isso faz parte da minha vingança, estou doido para ver a cara de John quando souber que terá que se rebaixar e aceitar fazer negócio comigo – Revirei os olhos – Devemos agradecer a esse erro dele, afinal, está ajudando a mim e a você... Que tal estourarmos um champanhe hoje no almoço? – Mordi o lábio desviando meus olhos dos seus.
–Não posso, tenho um almoço... – Ele ergueu uma sobrancelha e então se encostou na mesa, me olhando divertido enquanto cruzava os braços.
–Vai almoçar com Ryan Miller? – Perguntou com um sorriso idiota no rosto, revirei os olhos – Que eu saiba Tio Isaac já está quase preparando o casamento de vocês – Falou cínico, o olhei irritada.
–Não é porque meu pai quer que eu me case com ele, que eu vá fazer o que ele quer...
–Ohh, verdade! Eu esqueci que minha prima era revoltadinha...
–Srta. Owen – Desviei meus olhos de Sebastian e encarei Annie – Sr. Maxwell os espera na sala dele.
–Obrigada Annie – Sorri docemente para ela – Se comporte como gente – Pedi antes de eu e Sebastian sairmos da sala, bati na porta e logo a voz de John soou do outro lado, abri e então entrei, deixando Sebastian para fechar a porta.
John me olhou serio ao ver Sebastian, eu percebi ali, ele estava quase chegando ao seu limite. Meu primo parou ao meu lado mantendo-se serio e eu o agradeci mentalmente, não queria ter que presenciar outra briga dos dois.
–Olá John, como vão os negócios?
–Bem, eu acho – Ele me olhou e então suspirou, pegando os papeis em sua mesa – Acho que podemos assinar logo tudo não é mesmo? – John falou em uma tentativa frustrada de se mostrar calmo – Falei com Brad e ele disse que está tudo bem, pelo que li não tenho muitas objeções – Ele olhou para Sebastian – Ah algo que quer mudar?
–Não, vamos logo com isso – John assinou os papeis de Sebastian e o mesmo assinou os de John, foi tudo muito rápido e logo os dois estavam de frente para o outro em um aperto de mãos falso – Foi bom fazer negocio com você.
–Até qualquer dia John – Sebastian se virou e eu o levei até a porta, o mesmo sorriu para mim e eu o olhei em uma tentativa de agradecer por ter se comportado – Nos vemos na fazenda priminha – Piscou antes de sair, fechei a porta e quando me virei, John estava encostado na mesa e me olhava com as mãos no bolso da calça social.
–Então agora você tem rolos com seu priminho? Que coisa linda, afinal, agora ele está solteiro podem muito bem terem o casinho que tanto desejam – Ergui uma sobrancelha e ele riu cinicamente se aproximando de mim – Ou você prefere o atual vice-presidente das Empresas Owen, Ryan Miller? Talvez sim, não é mesmo? Seu coraçãozinho frágil ainda não se esqueceu dos olhos castanhos dele e da forma que ele te fazia de idiota – Suas palavras foram duras, enquanto ele parava a poucos centímetros de mim.
–Esses assuntos não são da sua conta John – Murmurei o olhando seria – Não tenho culpa se você não foi eficiente para achar uma boa solução para a Empresa, eu só estou fazendo meu trabalho... Você deveria me agradecer – Ele riu rouco, em poucos segundos seu rosto estava a poucos centímetros do meu, sua boca quase tocava meus lábios e eu estava me segurando para não agarra-lo ali e descontar toda minha raiva.
–Não Hilary, você não está só fazendo seu trabalho... Você está se vingando – Ele abriu um sorriso de lado – Mas eu já devia imaginar que faria isso – Deu de ombros – Assim como eu, você ama provar o doce sabor de uma vingança – Seus lábios roçaram os meus – Mas nunca se esqueça, minha querida, esse sabor pode se tornar amargo – Ele mordeu meu lábio inferior e então pressionou seus lábios aos meus, me prendendo ali com sua mão em minha nuca – Te vejo na reunião – Murmurou ao me soltar e então sair de sua sala, me deixando.
Sai dali e fui para a sala de reuniões logo depois de passar em minha sala. Todos os diretores já estavam presentes e eu sabia exatamente para o que ela era, depois da reunião de mais cedo, alguns diretores acharam prudente que John devia sair do cargo de presidente, para isso, haveria uma votação... Eu só me perguntei, como meu tão querido cowboy estava tão calmo com isso.
–Eu entendo perfeitamente que não confiam em mim depois do que aconteceu com o petróleo, e vou entender o voto de cada um. Só espero que sejam justos – John falou sentado na ponta da mesa, calmo demais.
–Hilary Owen tem meu voto e o de Fred – Alfred falou calmamente, suspirei, me perguntando se isso seria bom ou não. No fundo, eu não conseguia acreditar que John havia errado, para mim ele sempre foi tão centrado.
–Meu voto vai para John – Brad murmurou.
–John – Henry falou levantando a caneta, parou no Empate, Luis suspirou e então se pronunciou.
–Meu voto é de John.
–Depois do que aconteceu, meu voto é de Hilary Owen – Ronald falou calmamente.
–Temos um empate aqui, decida-se Liam – John murmurou, Liam suspirou e então deixou a caneta sobre a mesa.
–Acho que você deve tomar um ar John, vamos deixar que Hilary cuide da Empresa por enquanto... Meu voto é seu minha querida – Ele sorriu para mim, demonstrando seu sotaque francês.
–A reunião está encerrada sendo assim – John foi se levantar e eu o interrompi.
–Por favor, John – Ele se sentou novamente, depois de me olhar demoradamente – Eu só queria dizer que fico muito grata pela confiança de todos a mim, eu espero sinceramente ser uma ótima presidente para a Empresa – Respirei fundo ao terminar e logo todos vieram me cumprimentar, ao longe pude ver John saindo – Licença – Murmurei ao receber os parabéns de Fred.
Adentrei minha sala e então parei. Lá estava ele, sentado em minha poltrona, as pernas cruzadas, o paletó aberto mostrando seu colete preto. O semblante sério, as mãos sobre as pernas, aquelas mãos.
–O que faz aqui Sr. Maxwell? – Um pequeno sorriso se abriu no canto de seus lábios e ele ergueu uma sobrancelha. Então se levantou vindo em minha direção, seus dedos roçaram minha cintura e eu dei um passo à frente para ele fechar a porta.
–Devo dar parabéns à nova presidente – Sussurrou em meu ouvido, a ponta de seus dedos roçaram meu braço me causando arrepios – Sempre me impressionando Srta. Owen, o que terei que fazer com a senhorita?
–Aceite que perdeu e estaremos quites por tudo que aconteceu – Sussurrei com a voz fraca, pude ouvir sua risada rouca – Seja um bom perdedor – Senti sua respiração em meu pescoço e fechei os olhos.
–Estou sendo... Lembre-se, estou aqui não estou? – Foram suas palavras quando perdeu para meu irmão – Para parabeniza-la... – Me virei e o encarei, seus olhos ardiam de desejo, suas mãos estavam no bolso da calça social e ele me olhava com aquele pequeno sorriso de lado.
–Obrigada – Falei seriamente, retomando a postura – Agora tenho que ir – Peguei minha bolsa e joguei meu celular na mesma – Quero que os papeis que foram entregues a você hoje de manhã, estejam em minha mesa amanhã de manhã – Murmurei saindo e o deixando lá.
–Srta. Owen o elevador está em manutenção – Annie falou ao me ver caminhar apressadamente em direção a ele – Terá que usar as escadas – Bufei e logo pude ver John caminhar lentamente em minha direção, rapidamente abri a porta da escadaria descendo o mais rápido que pude, mas ainda assim, eu podia ouvir seus passos atrás de mim.
–Não adianta correr, um leão sempre consegue pegar seu cordeiro – Sua voz foi divertida – De uma forma ou de outra – Parei irritada e me virei a tempo de ele atingir o penúltimo andar comigo, seus olhos me observavam enquanto parava em minha frente.
–O que você quer? – Perguntei rispidamente, ele ergueu a mão enrolando uma mecha de meu cabelo em seu dedo.
–O mesmo que você baby – Sussurrou dando um passo em minha direção, dei outro para trás e bati com as costas na parede – Provar do meu vinho mais saboroso, aquele que desce devagar e faz ter sensações de prazer e você... De seu tão amado champanhe – Senti meu coração palpitar em meu peito, ele estava a centímetros de mim.
–Poupe-me John – Murmurei e tentei escapar dele. Foi inútil, suas mãos fortes me prensaram contra a parede, seu corpo roçava o meu – Eu estou pedindo que me solte... Agora John – Falei ríspida.
–É apenas o que você diz... – Sussurrou, ele pressionou seus lábios em meu pescoço, fechei as mãos em punho tentando conter meu coração acelerado – Mas não é o que você quer.
–Ou você me solta, ou ficara sem suas bolas filho da mãe! – Rosnei furiosa, ele riu na minha cara e então soltou minhas mãos.
–Então vai Hilary... – Fiquei parada o encarando por alguns segundos, o que eu queria?
Sem mais hesitação, ele colocou a mão em minha nuca e seus lábios amassaram os meus enquanto sua outra mão descia pela lateral de meu corpo e apertava minha bunda me aproximando dele e me deixando sentir seu membro contra meu ventre. Rendida por seus lábios, soltei minha bolsa e envolvi seus cabelos em meus dedos.
Sua língua se entrelaçou a minha enquanto sua mão descia por minha coxa e adentrava meu vestido, seus dedos roçaram minha calcinha e ele a puxou com força, me fazendo gemer em sua boca, a peça saiu e ele a guardou em seu bolso.
–Não diga que você não quer Hilary – Sussurrou – Já estamos marcados por nosso desejo, não tem como você negar – Suspirando, eu beijei seu pescoço, marcando sua camisa branca de batom vermelho.
John me prensou novamente contra a parede e eu desci minhas mãos por seu peito abrindo seu cinto e sua braguilha. Ele usava uma cueca boxer preta e a quantia dentro dela era muito considerável, ele estava extremamente excitado. Sorri, saber que eu ainda causava efeitos nele me deixava feliz.
Ele liberou seu membro e o massageou em sua própria mão, colocando a mão em minha nuca e me beijando, agarrei seus cabelos retribuindo ao seu beijo com o mesmo fervor, John ergueu minha perna esquerda na altura de seu quadril e levantou meu vestido, então senti seu membro me invadir sem cerimônias, me fazendo gemer arduamente em sua boca, puxando seus cabelos.
–Eu já havia quase me esquecido dessa sensação – Sussurrou com os lábios em meu pescoço, me fazendo ficar ainda mais excitada.
–Continue... Mais forte – Gemi com os olhos fechados, beijando seu maxilar e subindo até sua orelha a qual mordi o lóbulo.
Eu sentia falta de seu cheiro natural e seu perfume masculino, da sua barba por fazer raspar em meu rosto enquanto ele distribuía beijos por todas as partes do meu corpo.
–Merda! – Ele gemeu contra meu colo, continuando a se movimentar dentro de mim. Deixei minha cabeça pender para trás, batendo contra a parede, os lábios abertos procurando por ar. John subiu seus beijos e segurou meu queixo com a mão puxando-me em sua direção, seus dentes morderam meu lábio inferior.
–Eu... – Ele amassou meus lábios, enquanto eu arranhei suas costas por cima do paletó – Estou quase gozando – Gemi contra sua boca, sentindo minhas paredes se contraírem envolta dele o apertando.
–Hilary! – Ele gemeu em meu ouvido explodindo em seu próprio orgasmo, então parou saindo de dentro de mim e eu o olhei incrédula.
–Você está me gozando? – Perguntei chocada com sua audácia, sentindo um desconforto enorme no meio de minhas pernas, ele abriu um sorriso sarcástico e arrumou a calça.
–Acabei de fazer isso – Piscou, ajeitei meu vestido não acreditando no que ele havia acabado de fazer. Antes que pudesse raciocinar ele me prensou novamente contra a parede – Isso só é parte da minha vingança Hilary, eu estou puto com você e por mim nem belas palmadas resolveria o caso – Abri um sorriso cínico.
–Você é um tremendo de um filho da puta de merda... Mas tudo bem, no final de tudo agora eu sou o chefe, então aguente enquanto eu lhe dou ordens, querido – O empurrei e peguei minha bolsa no chão – Agora vai se fuder John – Me virei e desci as escadas.
–Obrigada querida, mas acabei de fazer isso – Ele falou com a voz cheia de divertimento, me virei e o encarei com as mãos no bolso da calça.
–E fez muito mau feito, idiota – Me virei e terminei de descer as escadas, mortificada com o incomodo lá embaixo.
Me concentrei no transito a minha frente, quase arrependida por ter aceitado esse almoço. O motivo não me dava mais vontade de ir até lá e a pessoa muito menos. Mas eu não poderia cancelar, eu podia encontrar outras coisas interessantes além das informações que eu queria.
Já dentro do shopping andei despreocupadamente pelo ambiente climatizado, eu não estava me sentindo nada confortável por estar andando pelos lugares sem calcinha, mas eu precisava voltar para o escritório logo.
Parei ao ver Santiago dentro de um restaurante chinês, com ela. Rayssa Maxwell, eles riam de algo e a mão dele estava sobre a dela. Revirei os olhos, eu não iria suportar um segundo Maxwell se intrometendo na minha vida. Santiago era um idiota e criança, ele não devia nem olhar para a cara dela porra!
–Hilary – Os dois pararam de rir quando parei ao lado da mesa dos dois – O que faz aqui? – Santiago perguntou serio, sorri satisfeita e a olhei.
–Vim comemorar minha presidência na Empresa Maxwell – Pude ver o choque em seu rosto – E você Santiago? Mudou sua tática de sedução? Agora leva a garota para almoçar para depois come-la? – Ele me olhou furioso e Rayssa se levantou, mantive meu sorriso satisfeito no rosto.
–Eu vou embora – Murmurou deixando o guardanapo na mesa, Santiago se levantou rapidamente parando ao lado dela.
–Não, você fica... Por favor – Pediu olhando-a nos olhos, revirei os olhos e logo ele me puxava para fora do restaurante – O que você pensa que está fazendo?
–Poupando-o do trabalho de rejeita-la logo – Falei como se fosse o obvio, ele passou a mão pelo cabelo nervosamente, desviando seus olhos de mim – Você prefere a mulher que jogou sua irmã da escada a mim? Sangue do seu sangue – Santiago respirou fundo me segurando pelos braços.
–Ela teve motivos Hilary, mas, por favor, não se intrometa na minha vida.
–Você a ama? – Perguntei erguendo uma sobrancelha, ele ficou quieto me olhando.
–Isso não é da sua conta, é a minha vida e eu não quero que se intrometa e não se aproxime mais dela – Ele me soltou e eu dei de ombros.
–Espero que esteja com um bom exercito para defender a princesinha, irmãozinho – Pisquei para ele e então sai dali, pegando o elevador e indo para o ultimo andar do prédio que era uma área privada.
–Bonjour mademoiselle – Fui recebida por um dos refinados garçons do local, sorri educadamente – Me acompanhe, por favor – Ryan estava sentado em uma mesa isolada de todos os outros, usava um terno de listras preto e estava sem gravata com os primeiros botões da camisa abertos.
–Hilary – Ele se levantou ao me ver, abrindo um sorriso animado – Que bom te ver – Beijou minha bochecha então se afastou, me sentei juntamente a ele. Uma música suave tocava ao fundo, era um tanto misteriosa.
–Por favor, champanhe – Falei ao garçom que logo sorriu para mim então olhou para Ryan, o mesmo me olhou sorrindo alegre e então de volta ao homem.
–O mesmo para mim, por favor – Ele assentiu e se retirou – O que iremos comemorar?
–A mim, a você, a nós – Ryan ergueu uma sobrancelha, parecendo um tanto confuso o garçom voltou com o champanhe, peguei minha taça logo que o mesmo saiu, Ryan pegou a dele – Graças a tudo isso eu estou na presidência das Empresas Maxwell – Pude ver o choque em seu rosto por alguns segundos e isso só foi mais um artefato que me fez desconfiar dele sobre muitas coisas... Inclusive sobre o suposto erro de John na empresa.
–Um brinde então – Deu de ombros, recuperando-se – A mim, a você a nós – Piscou em minha direção, sorrindo.
Abri um sorriso de lado, satisfeita por ter vindo ao almoço. Brindamos e eu levei a taça aos lábios, tomando do doce liquido. Satisfeita por conseguir manipular e descobrir tudo que eu queria. Afinal, se eu não soubesse isso, eu não seria Hilary Owen.
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