I Found My Fallen Angel
38 Capítulo 38° - Novo membro
Notas iniciais
*Hilary Owen*
John me embalou em seus braços enquanto nos movimentávamos lentamente na pista. Neste momento, eu me sentia feliz, amada e em paz, forma que eu não estava me sentindo a algum tempo.
–Me espere aqui – John sussurrou antes de subir ao palco e silenciar a música – Um minuto a todos – Ele sorriu para mim daquela forma sedutora que me derrete toda.
Eu me perguntei se eu estava enfeitiçada por seu amor.
–Eu queria parabenizar a minha esposa por mais um ano de vida, dizer que a amo – Inevitavelmente eu sorri – E que eu me sinto o homem mais especial de todos, por ter você ao meu lado, boneca. Poder contempla-la todos os dias são como presentes na manhã de natal – Ele soltou um riso – E já que minha data favorita é o natal, eu me sinto em manhãs de natal todos os dias, por estar ao seu lado, por ter você. Parabéns meu amor, saiba que esse é só mais um dos aniversários que estarei contigo, te amando e te fazendo feliz.
Todos bateram palmas e John dedicou um brinde a mim. Assim que desceu, passou o braço por minha cintura beijando-me os lábios antes brindar comigo a data tão especial.
–Eu andei pensando – Sebastian se pronunciou – Agora que estamos todos unidos e não temos mais desavenças – Ele encarou a mim e a John – Devíamos nos reunir em uma viagem em família.
–Não, Rayssa não pode viajar por enquanto – Santiago falou preocupado – Eu não quero que minha mulher tenha nosso filho em um jatinho.
–Poxa, imagina que legal. Ele já nasceria sabendo voar – Andrezza, já com altas quantidades de álcool no sangue, falou.
–Não, eu acho que ele vai nascer no clima comemorativo – Encaramos Rayssa, todos confusos com suas palavras.
–Porque? – Matthew perguntou confuso – Pretende dar uma festa quando ele nascer, loira?
–Puta que pariu! – Ela começou a gritar, assustando a todos – Santiago! Me tira daqui! – Meu irmão a encarou em pânico – Minha bolsa estourou – Ela respirava com força enquanto seu rosto era tomado por uma tonalidade avermelhada.
–Meu Deus, o que eu faço? – Santiago a encarou em pânico.
–Oras vamos leva-la para o hospital! – Matthew falou calmo.
–John – Encarei meu marido e ele encarava Rayssa sem nenhuma reação – John?
–Eu vou indo na frente, vocês vão depois – Santiago saiu com Rayssa aos gritos, junto com Sebastian, Andrezza e Matthew.
–John meu amor?
–Hilary – Ele segurou meus ombros com força – Eu vou ser Tio! – Falou como se não acreditasse.
–Sim, amor vai – Falei – E eu também.
–Ah! Meu amor, vamos. Precisamos ir para o hospital – Ele me puxou por dentre a multidão que dançava e corremos para o carro.
Assim que chegamos ao hospital, Rayssa já havia entrado na sala de parto junto com Santiago. John ficou inquieto e logo começou a conversar com meus pais e os dele, ele nem parecia que era apenas o tio e sim, o pai da criança. Então eu pude ver o quanto ele sempre quis ser pai, seus olhos brilhavam e ele sorria quando a criança era citada.
Fui para a lanchonete em uma tentativa de me afastar, estava com medo de nunca poder lhe fazer sorrir assim, por mim, por nós.
Eu nunca quis ter filhos, não levava jeito com criança e meu objetivo era conseguir ser uma ótima empresaria para cuidar dos negócios familiares. Não uma mãe, dona de casa, jamais havia me imaginado de tal maneira.
No entanto, era assim que John queria. Ele queria que eu fosse mãe de seus filhos, que desse essa emoção a ele e ao mesmo tempo, esse presente.
–Você está bem? – Pisquei algumas vezes antes de encarar Sebastian a minha frente – Está preocupada com seu sobrinho? – Neguei bebendo um pouco do café que havia pedido.
–Menina ou menino, vai nascer bem – Sorri para ele, seus olhos verdes me encararam meticulosamente – Porque não ficou lá?
–Depois do porre que tomei, pensei que iria para a casa e terminar na cama. Mas como não aconteceu, preciso de um café para me manter acordado – Eu ri – Eu queria me desculpar, Hilary. De forma séria.
–Você já se desculpou – Avisei apontando o dedo para ele.
–Não, eu fui a sua festa, lhe levei presente, mas as palavras certas não foram ditas. O que eu fiz, merece algo melhor – Suspirei.
–Não importa mais – Murmurei – Eu sei que se arrependeu e está pagando pelo que fez.
–Mesmo que eu diga que não sabia que estava no avião não justifica minhas atitudes. No entanto, saiba que eu me arrependo pelo que fiz e estou pagando minha pena com muito prazer.
–E como é ser voluntario em uma creche? – Perguntei com um sorriso debochado.
–Ah! Eu não poderia pagar de forma melhor, não sei se sabe. Mas eu sempre amei crianças, quero ser pai de vários, não importa se é menina ou menino, contanto que eu possa ter muitos – Eu gargalhei – É você ri por saber que sua prima não quer filhos – Eu assenti.
–Andrezza sempre planejou sua vida com muitas festas, bebida, livros e viagens – Avisei.
–É eu sei, já conversamos sobre isso – Ele bebeu seu café – Mas de qualquer forma, ainda estamos entrando em um consenso de ter pelo menos dois.
–Estou torcendo pela felicidade dos vocês.
–Obrigado – Sebastian piscou para mim e encarou o jardim do hospital – Vamos voltar para lá?
–Pode ir, logo eu vou.
–Irei levar um café para minha esposa, antes que ela durma.
–Andrezza não gosta de café...
–No entanto ela falou que não sai daqui até ver essa criança – Eu ri e ele se afastou me deixando sozinha novamente.
Até Andrezza estava baixando a guarda em relação a filhos. Me perguntei o que havia de errado comigo.
Eu simplesmente não conseguia me imaginar com um filho no colo, dando amor, carinho, amamentando, ensinando-o a andar. Tendo todos aqueles momentos que para muitos é a coisa mais especial de todas, mas que para mim é assustador
Eu não havia nascido para ser uma boa mãe e talvez John teria que entender isso.
Quando entrei na sala de espera novamente, todos sorriam enquanto se abraçavam. John trocava um olhar carinhoso com sua mãe que acariciava seu rosto. Então ele me olhou, seus olhos azuis estavam forrados de lágrimas e um sorriso sincero habitava seus lábios.
John veio em minha direção e seus braços me envolveram me tirando do chão enquanto me girava.
–Ele nasceu meu amor – Falou sorrindo para mim, devolvi seu abraço escondendo meu rosto em seu pescoço. E agradecendo Rayssa mentalmente por dar essa felicidade a ele depois de tudo.
–Precisamos de champanhe – Falei sorrindo.
–Depois – Papai apontou para mim – Agora eu quero ver meu neto – Falou orgulhoso. O brilho que havia em seus olhos era igual ao que havia no de John e de Luis, animados para ver o novo herdeiro de ambas famílias.
–O bebe está no berçário – A enfermeira avisou – Vocês podem me seguir por favor, mas em silêncio.
–E minha filha? – Emily perguntou atenta.
–Ela está com o marido, logo poderá vê-la – Sorriu.
Seguimos a moça e então pudemos ver vários bebes por um vidro. Ela adentrou a sala e pudemos ver um bolinho esverdeado na fileira do meio. Ele estava quietinho e parecia ser lindo.
–Logo será o nosso amor – Sebastian falou sorrindo para Andrezza.
–Meu amor, se você pudesse o nosso já estaria na nossa sala de estar montando cavalinho em você – Todos rimos.
Luis que conhecia o médico e fazia várias doações para o hospital, conseguiu um belo quarto para Rayssa e que todos nós pudéssemos entrar para vê-la junto ao bebe. Santiago parecia um pai babão ao lado da loira e os dois sorriam com o embrulho nos braços de Rayssa.
–Posso pegar? – Matthew falou animado.
–Não, os avos primeiro – Papai falou autoritário, assim que decidiriam quem seria o primeiro, Emily se aproximou.
–Esse é o Alex – Rayssa falou entregando-o a ela.
–Ele não é a coisa mais linda, bem? – Mostrou para Luis que sorriu. Aos poucos Alex foi de braço a braço, todos estavam maravilhados com o pequeno e assim que meu pai pegou pude ver que ele tinha sua mais nova admiração.
–Ah cara! Tio Matthew vai te ensinar a jogar muita bola e agora que seu pai se aposentou, será minha responsabilidade lhe ensinar a pegar muitas gostosas por aí.
–Matthew! Não ensine meu filho a ser pegador logo no primeiro dia – Rayssa falou nos fazendo rir.
–Posso pegar? – Matthew se aproximou de John que com todo cuidado pegou o sobrinho nos braços – Não liga para eles, você vai ser como quiser e feliz – Sussurrou baixinho, me dando exclusiva oportunidade de ouvir. Seus olhos brilhavam e ele sorria balançando suavemente o bebe.
–Ele é lindo – Falei olhando para Santiago, feliz por ele.
–Amor, você quer pegar? – John me encarou atencioso.
–Não, eu não tenho jeito algum com criança. Sinceramente não quero ser a culpada por derrubar meu sobrinho – Falei rapidamente.
–Claro que não, você jamais faria isso. E eu estou aqui, venha, não é tão difícil – Falou calmamente.
–É só ter cuidado, meu amor – Mamãe falou calmamente para mim.
–Eu acho melhor não, ele é frágil. Não quero machucar – Falei em uma tentativa dele desistir. John se aproximou.
–Não vai machucar – Afirmou sorrindo para mim.
–John... – Com delicadeza ele começou a colocá-lo no meu colo, eu engoli em seco sentindo o embrulho quente em meus braços. Os olhos fechados enquanto respirava baixinho.
–Viu? – John sussurrou para mim sorrindo.
Sem resistir sorri quando os olhos de Alex se abriram para mim, eram verdes e idênticos aos de Santiago. Toquei seu rosto com o polegar e então sua mãozinha, que se fechou entorno de meu dedo.
–Ele gostou de você – Santiago falou sorrindo – Já está conquistando até meu filho.
–Eu tenho esse dom – Falei piscando para ele – Agora eu acho que ambos precisam descansar – Falei seriamente indo em direção a Rayssa com Alex – Foi uma madrugada difícil — Afirmei – Ele é lindo – Rayssa sorriu para mim, enquanto delicadamente eu devolvia Alex a ela.
Um tanto desesperada sai do quarto em seguida, meus saltos faziam barulho no corredor do hospital e meus pensamentos abafavam o som que eles faziam.
Eu pude ver nos olhos dele quando me entregou o bebe o quanto queria que também pudéssemos ter o nosso.
–Hilary! – Parei na porta de saída do hospital e me virei para encarar minha mãe – Está tudo bem? – Perguntou se aproximando, engoli em seco forçando um sorriso.
–Tudo sim.
–Você viu o quão adorável é o Alex? – Perguntou enlaçando seu braço ao meu e me acompanhando para fora do hospital.
–Sim, ele é uma graça – Murmurei – John já vem vindo? – Perguntei.
–Ele estava se despedindo do sobrinho quando sai – Ela me encarou e eu pude ver o quanto seus olhos brilhavam – Eu nem acredito que sou vovó, meu amor – Sua voz ficou embargada e seu olhar embaçado pelas lágrimas – Ah! Hilary! – Mamãe me envolveu em um abraço e eu retribui.
–Mãe, está tudo bem – Murmurei, ela se afastou e tocou meu rosto.
–Não meu amor, só agora eu percebi que você e Santiago estão crescendo. Criando a própria família e logo eu tenho certeza, será você me dando um novo netinho – Desviei meus olhos.
–Mãe eu acho...
–Hilary que bom que te achei, pensei que havia ido embora sem mim – Sorri para John que parou ao meu lado tocando-me os braços – Nossa, você está gelada – Ele retirou o paletó e colocou sobre meus ombros.
–Acho que a gente vai indo agora, mãe – Falei ao reparar que papai também vinha.
–Até logo Eliza – John beijou a bochecha de mamãe e eu fiz o mesmo em seguida.
Fui em direção ao carro que já nos esperava, pude reparar que John se apressou para me acompanhar.
–Sra. Maxwell – Nathan motorista de John abriu a porta do carro para mim e eu me enterrei no banco de trás deixando minha cabeça descansar no encosto. Ficamos por alguns minutos em silêncio, as ruas se passavam e eu podia ver o céu ainda escuro pela madrugada.
–Temos que comprar um presente para Alex amanhã – John falou ao meu lado – Os olhos dele lembram os seus.
–É porque são iguais aos de Santiago – Murmurei sem encará-lo.
–Seu irmão está muito feliz – Comentou segurando minha mão, pude notar que mexia em minha aliança – Parece que vai estourar de tanta felicidade – Continuou – Eu espero que ele cuide bem da minha irmã e do meu sobrinho. Quero que eles sejam felizes e ainda mais com o Alex.
–Eles vão ser felizes.
–Claro, eles estão formando uma família agora...
–Não é porque eles têm um filho que eles são uma família agora, a partir do momento que duas pessoas se casam elas já formam uma família. Independentemente de ter filhos ou não – John me encarou confuso.
–Eu só quis dizer...
–Eu sei o que quis dizer – Murmurei virando meu rosto para a janela novamente.
–Mas eles nem são casados ainda, baby. De qualquer formam estão criando uma família agora, com Alex – O carro parou no estacionamento do prédio e eu sai deixando o paletó de John.
–Esquece – Murmurei indo em direção ao elevador.
–Hilary qual o seu problema? – Perguntou correndo para entrar no elevador comigo – Aconteceu alguma coisa? – Fiquei quieta enquanto o equipamento subia para o último andar – Hilary.
–John para – Mandei impaciente.
–Não, eu quero saber o que está acontecendo – Revidou enquanto eu adentrava o apartamento – Hilary fala comigo – Mandou segurando meus braços e me fazendo encará-lo.
–John, me solta – Mandei séria – Agora – Sutilmente ele me soltou.
–Desculpa, eu só quero te ajudar.
–Me ajudar? – Revidei cínica – O problema é que você sumiu o dia inteiro ontem, então quando chega na minha festa age como se nada tivesse acontecido. E eu idiota, te aceito com beijos e abraços.
–Baby, eu estava resolvendo alguns assuntos – Falou calmo – Não precisa ficar nervosa.
–Que assuntos? – Cruzei os braços.
–Eu fui até a casa de Eric – Ele colocou as mãos no bolso da calça social – Eu pedi desculpas pelo mal entendido, inclusive consegui um emprego melhor para os pais dele. Ajudei como pude.
–Só isso em um dia? – Seus olhos que antes encaravam o chão, me olharam.
–Eu precisava de um tempo para me restabelecer, precisava por um ponto final nesse assunto. Fui ao cemitério, ao tumulo do meu filho – Falou calmo – Eu quero me entregar por completo para você e esquecer as magoas do meu passado – Desviei meus olhos dos seus – Eu sinto muito se fui um idiota nos últimos dias, quero me redimir, Hilary.
–Sim você foi um grande idiota – Afirmei não deixando que suas palavras me amolecessem – Eu espero que possamos ter uma vida de verdade agora – Murmurei dando-lhe as costas – Estou indo para a cama.
Meus olhos estavam úmidos quando finalmente consegui deitar minha cabeça em meu travesseiro. Algumas lágrimas surgiram e eu senti elas escorregarem por minha pele. Eu nãos sabia exatamente porque eu estava chorando, se era porque John queria um filho e eu não ou se era pelo que ele havia feito no dia anterior.
Eu só me sentia triste e desolada.
–Hilary? – Fechei meus olhos não querendo encarar John. Não queria que ele soubesse que eu estava chorando – Hey, olha para mim. Eu sei que está acordada.
–John eu só quero dormir – Murmurei baixinho.
–Eu amo você – Sussurrou me deixando sentir seus lábios em meu ouvido – Não tente esconder de mim que está chorando – Sua mão segurou meu braço e sutilmente ele me fez virar para ele – Sou apaixonado por você, baby – Seus dedos afastaram meus cabelos do rosto e seu polegar escorregou por minha bochecha.
–Não é nada – Falei antes que ele perguntasse.
–Não diga isso – Mandou me olhando com carinho – Eu ouvi sua conversa com sua mãe, sobre um novo neto e eu reparei a forma como agiu com Alex – Mordi os lábios não compreendendo onde ele queria chegar – Além de tudo, Andrezza falou comigo quando sai do quarto de Rayssa. Você não precisa se sentir pressionada meu amor, eu estou disposto a esperar o tempo que for necessário para termos o nosso filho.
–John, não para... – Pedi.
–Hilary – Ele colocou o dedo sobre meus lábios – Você me faz feliz e não é porque eu quero filhos que você tem que desistir dos seus sonhos. Estamos novos, começando a vida agora, temos tempo o suficiente para tudo.
–Eu não acho que eu seja a mulher certa para você – Um sorriso surgiu em seus lábios.
–Você não é a certa e sim perfeita para mim – Seus lábios depositaram um beijo em minha testa – Vem cá – John me puxou para seus braços, me fazendo deitar a cabeça em seu peito – Independente de termos filhos ou não, somos uma família e você me faz feliz todos os dias, Hilary – Soltei um suspiro profundo e o abracei.
–John?
–Sim? – Respondeu passando sua mão por minhas costas.
–Eu amo você – Sussurrei beijando seu peito antes de adormecer.
Era domingo e eu já não me encontrava nos meus melhores estados. Estava uma pilha, logo de manhã havia recebido a ligação de David dizendo que não iria mais assinar o contrato com a Empresa Maxwell, porque os Smith’s haviam oferecido uma oferta melhor a ele e sua companhia.
–Meu amor, iremos fechar vários novos contratos futuramente. Ele é um babaca – John falou enquanto Oliver dirigia para a casa de Luis.
–Esse não é o problema, John – Falei irritada, ele beijou meus cabelos pacientemente – Só é uma puta falta de ética ele fazer isso, iriamos assinar tudo amanhã – Soltei um suspiro – Além do mais os Smith’s sempre estão no caminho.
–Calma – Ele segurou meu queixo e beijou meus lábios – Vai dar tudo certo.
Quando chegamos todos já nos esperavam, inclusive Santiago, Rayssa e Alex que haviam saído no meio da semana do hospital. John logo me trocou pelo sobrinho e eu me refugiei com meu pai.
–Iriamos assinar tudo amanhã pai e agora ele me troca pela Smith – Papai ergueu uma sobrancelha para mim.
–Na verdade ele trocou a empresa Maxwell pela Smith – Me corrigiu.
–Não importa, eu estava me esforçando, passamos horas revendo tudo para ele dar para trás. Isso é muito antiético.
–Querida, tenho certeza que vai conseguir um contrato mil vezes melhor que esse – Afirmou – Agora vamos lá, relaxa. Você está muito nova para ter um ataque do coração e olha só, já estou vendo cabelos brancos – Falou tocando meus cabelos e me fazendo rir.
–Não estou com cabelos brancos – Papai riu e passou o braço por meus ombros me levando em direção a piscina.
–Ah! Finalmente, vocês saíram dos negócios – Matthew se aproximou com um copo de cerveja em mãos – Eu já estava indo lá falar que você precisa pintar os cabelos Hilary, estou vendo seus cabelos brancos de longe – O encarei assustada.
–Sério? Eu estou com cabelos brancos?
–Sério – Santiago me encarou sério – Se quiser eu posso ir comprar tinta para você, está bem feio – Falou dramático.
–Está pior que aquela velhinha do desenho Coragem o cão covarde – Sebastian reforçou.
–John? – Encarei meu marido que riu e me puxou para seus braços.
–É mentira deles, meu amor – Beijou meus cabelos – Você está linda e livre de cabelos brancos. Você é muito nova para isso – Soltei um suspiro e ele riu beijando meus lábios suavemente.
–E o sobrinho mais lindo do mundo? – Perguntei quando Rayssa saiu de dentro de casa com Alex no colo.
–Ah! Veja só quem quer te pegar agora, Alex – Rayssa falou se aproximando.
–Eu estava com medo de derrubar – Falei seriamente, ela ergueu uma sobrancelha – Posso agora?
–E agora não está com medo de derrubar?
–Dá para parar o questionário e me emprestar o meu sobrinho? – Frisei o meu – Você tem ele todos os dias – Rayssa riu e sutilmente me entregou ele, assim que me sentei na cadeira ele segurou meu dedo e ficou me encarando com seus belos olhos.
Passamos todo o dia na casa de Luis e eu consegui esquecer o ocorrido de manhã. Todos estavam animados com a vinda de Alex, inclusive eu. Após as confissões de John na noite do nascimento do nosso sobrinho, eu havia parado de me cobrar um pouco.
–Vem Hilary – Matthew me puxou pela mão, me tirando dos braços de John – Espero que não se importe, vou dançar com a MINHA prima – Piscou para John me girando ao ritmo da música.
–Matthew você precisa arrumar uma mulher – Santiago analisou – Ou se não vai roubar a Hilary do John.
–Na verdade eu estou bem assim – Ele falou se movimentando comigo – Somos primos, além de tudo e eu nunca pegaria a Hilary.
–Não que eu esteja incomodada, mas porquê? Eu tenho algum defeito? – Matthew negou rapidamente.
–Você nunca aceitaria dividir o que é seu. Eu gosto da presença de uma terceira pessoa de vez em quando – Piscou safado me fazendo rir.
–E eu nunca deixaria ninguém roubar o que é meu – John marcou presença me mandando um beijo.
–Sra. Maxwell, telefone para você – Matthew me soltou e eu peguei o telefone das mãos de Helena governanta.
–Obrigada – Sorri – Espera aí – Murmurei para Matthew antes de me afastar do barulho da música – Sim? – Falei já dentro da casa.
–Oi Hilary.
–Quem é? – Perguntei sem conseguir identificar a voz.
–Ryan, lembra de mim? – Bufei revirando os olhos.
–O que você quer? – Perguntei impaciente.
–Não precisa ficar brava – Pediu calmo – Eu só quero te ajudar, pequena – Me chamou pelo apelido de quando namorávamos.
–Sinceramente Ryan, eu não quero nem te ver.
–Olha, eu sei que você não conseguiu o contrato com David e quero te ajudar – Com os cinco minutos de conversa que tivemos ele me convenceu em aceitar conversar com ele na empresa do meu pai.
Isso me fez pedir a Helena que avisasse John que eu iria sair rapidamente mas que voltava logo. E correr para a empresa, ansiosa para saber como Ryan me ajudaria para que David assinasse o contrato com a minha companhia.
Como eu era a filha do dono da Empresa não fui barrada na entrada. Como Ryan pediu eu peguei o elevador e fui para o último andar. O prédio estava vazio e eu me perguntava porque nossa conversa tinha que ser aqui, no entanto não me questionei tanto, logo Ryan me explicaria tudo, como ele havia prometido.
Meus saltos fizeram barulho enquanto eu me dirigia a sala de reuniões. Assim que abri as portas meu coração disparou ao me deparar com Clarice, armada e sorrindo para mim.
–Que bom que veio querida – Sorriu – Sente-se – Apontou a arma para a cadeira onde normalmente meu pai se sentava — Teremos uma pequena conversinha agora.
Leiam as notas finais, babys, está cheia de coisas legais
Fale com o autor