Notas iniciais
Primeiramente: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! Vocês apareceram, leitores! HAHAHAHA, vou postar dois caps hoje!!! Ai, to feliz! Obrigada por comentar E FAVORITAR, gente! OMG, MT MT FELIZ! Aí vai um capitulo acabado de sair do forno, hahahahaha!

Chaz e Claire estavam arrasados. Estavam dormindo no mesmo quarto, escondidos, é claro.

Apareci na porta, eles estavam chorando.

– Eu amo tanto vocês — sussurrei

– Coral? É você quem está aí? — Claire levantou a cabeça.

– Sou eu! — eu disse

Eu corri na sua direção, mas quando mais corria, mas longe ela ficava. Meu coração apertou-se. Porque aquilo estava acontecendo? Eu quero abraçá-los!

Eu continuava a correr... eu estava os perdendo.

– Coral? — Mary me chamava — Coral, acorde.

– Hã? — pulei da cama

– São 6h, Coral, você tem aula hoje! Veja uma roupa, rápido! Não quero que você chegue atrasada no seu primeiro dia de aula, mocinha.

Soltei uma pequena risada enquanto passava as mãos pelo cabelo relembrando do sonho.

Levantei-me e me dirigi ao banheiro do meu quarto (esqueci-me de dizer que é uma suíte!!). Escovei os dentes e me despi. Entrei no box, liguei o chuveiro e deixei a água quente cair sobre o meu corpo. Depois de me secar, escolhi uma roupa bem simples, — não queria chamar muita atenção — uma blusa branca larguinha com um jeans escuro e um allstar vermelho.

Desci as escadas na direção da cozinha e comi uma maçã.

– Só vai comer isso, Coral? — disse Carlo.

– Sim, senhor. Estou com pouca fome.

– Senhor? — ele olhou-me fingindo indignação — Estou tão velho assim? — passou as mãos pelo cabelo fazendo-me rir, me engasgar com a maçã e tossir — Você está bem? — deu tapinhas em minhas costas.

– Estou... cof... estou bem.

– Bem, vamos? Você quer que eu te leve?

Assenti com a cabeça.

[...]

A caminho do colégio, não conversamos muito. Apenas o básico. Ele dizendo que seria legal para mim e eu concordando. O caminho foi bem tranquilo, mas quando cheguei a porta do colégio, deu um frio na barriga!

– Aqui! — disse Carlo — Sword & Cross!

Ele deu um beijo em minha testa e eu saí do carro.

Um garoto negro, com dreads e olhos verdes, veio correndo na minha direção, mas não estava me vendo. Trombou comigo e derrubou minha mochila no chão.

– Oh Deus — o menino gritou — me desculpe! — segurou minha mão.

– Está... está tudo bem.

– Nunca te vi por aqui... você é a aluna nova? Caroline, certo? — indagou.

– Coraline! — corrigi-o enquanto colocava uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.

– Ahh, Coraline! — levantou o indicador — Prazer! Me chamo Roland, tchau! — saiu correndo.

Ri daquilo enquanto seguia o meu caminho para a sala da diretora.

Tinha um grupo de meninas no corredor. Uma pequena voz falou na minha mente: "fique longe". Eu é quem não vou contrariar. Encontrei, depois, uma menina de longos cabelos pretos repicados, olhos grandes e negros, com um brilho especial. "Vá! Fale com ela!", disse a voz.

– Oi... — sussurrei enquanto me aproximei.

– Oi, Coraline. — ela disse.

– Como você...

– Todos sabem seu nome — ela sorriu — Prazer, me chamo Lucinda, mas me chame de Luce!

– O prazer é meu, Luce — sorri

Luce olhou por cima de meu ombro. Acompanhei o olhar e vi uma menina de cabelo longo, liso meio ondulado — como o meu — e castanho-escuros.

– Ariane! Ariane! — gritou Luce abanando as mãos para Ariane. — Aqui! Olha quem chegou!

– É a Coral? — Ariane arregalou os olhos e gritou — Ah!

– Oi... — disse tímida. Estiquei minha mão para ela apertar, mas ela puxou-a e deu-me um abraço.

– Ai, esperei para te ver por tanto tempo — ela disse enquanto afagava meus cabelos.

Ok, o pessoal daqui é meio... estranho.

[...]

Na sala da diretora, ela me deu os meus horários e praticamente expulsou-me dali.

– Não liga pra ela — disse Ari quando chegamos no refeitório — Ela é esquisita, não gosta de ninguém.

Olhei em volta. Que gente pálida! Parecem até eu!

Olhei um por um. Havia grupos grandes, pequenos, pessoas sozinhas... mas o que mais me chamou atenção foi, no canto do refeitório, dois meninos. Um eu conhecia — Roland, o que me atropelou — mas o outro... que menino lindo.

Ari e Luce perceberam que eu estava o encarando e andaram até ele, fazendo-me segui-las. Quando chegamos, Luce falou:

– Então, Daniel, essa é a Coral. — e cutucou a Ariane — Vamos.

As duas saíram correndo, deixando-me apenas com Daniel, já que Roland também havia corrido.

– Oi, Daniel — estiquei minha mão.

– Só peço que — respirou fundo — fique longe de mim.

Depois disso, ele se virou e saiu andando como se nada tivesse acontecido. E eu fiquei lá, boquiaberta, pasma, mais branca que nunca, e com a mão ainda esticada.

Toma, Coraline, toma.

– Não ligue para ele, também — disse Luce — Ele não se relaciona com ninguém desde que... — teve a boca tapada por Ariane.

– Desde que...? — perguntei

– Desde nada, tchau, Coral. — saíram correndo.

Olhei para Daniel, que tinha ido para o outro canto do refeitório. Ele levantou a mão e esticou o dedo do meio. Fique com ódio, mas muito curiosa. Desde que o quê? E por quê?

Notas finais
Espero que tenham gostado! Comentem, limdos.