Notas iniciais
Dicupa pelo cap pequeno ):

P.O.V Claire ON

Estou morrendo de saudades da minha pequena. Como ela está se virando? Ah, se eu pudesse vê-la...

Mas... espere, eu posso!

– Chaz! — sacudi-o.

– Hmm — murmurou

– Vamos até a Coral! — disse animada

Ele despertou rapidamente e arregalou os olhos.

– Você está louca? — perguntou-me pausadamente.

– É claro que não — fiz bico.

– Quer que ela descubra o que nós somos? — passou as mãos pelo rosto — Se fizermos isso, o futuro dela e de Daniel será comprometido! Você está, com certeza, louca.

– Qual é, Chaz! — levei as mãos á cintura — Se ela perguntar, dizemos que foi o orfanato que autorizou!

– Ah, você acha que ela vai cair nessa? — perguntou sentando-se

– Eu não sei o que acho — cerrei os olhos — mas tenho certeza de uma coisa: eu preciso ver se ela está bem!


P.O.V Claire OFF

– Ei, Coraline! — uma das meninas do grupo que eu havia visto me chamou — venha aqui, rapidinho!

"NÃO VAI", disse a voz pausadamente. Mas eu fui.

Cheguei perto delas e juntas caminhamos até o campus do colégio.

– Quer dizer então que seus olhinhos brilham quando você vê Daniel? — fez carinha de pena — Que trágico, que trágico.

A menina aproximou-se de mim e enrolou suas mãos firmemente em meu cabelo e o puxou. Soltei um grito de dor.

– Awnn, a menininha está com dor! — disse a garota

– Acaba com ela, Molly. — disse outra

Com a minha cabeça abaixada à força, Molly deu uma joelhada em minha barriga. Segurei o grito que se entalou na minha garganta, mas logo ela puxou meu cabelo para cima, fazendo-me soltá-lo. Deu socos e tapas no meu rosto. Eu tentava segurar sua mão, mas as outras meninas prenderam meus braços atrás de meu corpo. Quando ela ia dar mais uma joelhada na minha barriga, Daniel chegou e segurou seus pulsos.

– Sai. Agora. — disse pausadamente olhando firme nos olhos de Molly — e leve suas ratas com você.

As meninas saíram marchando e bufando.

– Obrigado — disse enrolado devido à dor na boca.

Ele se ajoelhou na minha frente e me ajudou a sentar. Segurou minhas mãos e olhou em meus olhos.

– Aprenda a se defender. Eu nem sempre vou estar perto para te ajudar — ele disse sem piedade.

– Desculpe... por isso. — falei arrependida por ter ido quando elas me chamaram.

– Será que você não tem uma maldita voz na sua mente que te fala as pessoas que são CERTAS e que são ERRADAS para você se meter? — ele começou a gritar — APRENDA que NEM TUDO O QUE VOCÊ IMAGINA SER, É.

Ele afastou-se, bufou e revirou os olhos. Achei que ele iria me largar ali e ir embora, mas ele fez totalmente o contrário.

Ele veio rapidamente na minha direção, segurou meu rosto entre suas mãos e pressionou seus lábios com urgência nos meus.

– Não faz mais isso — ele sussurrou com a testa colada na minha.

– Não irei — respondi, com a voz vacilante.

Ele aproximou de novo os lábios dos meus, trancou o maxilar e se afastou. Foi embora do campus sem olhar para trás.

Fiquei ali, sentada, plantada olhando mais uma pessoa me abandonar sem dar tchau. Minha mãe. Meu pai. Ele. Quantos mais ainda faltam? Quantas mais humilhações eu ainda vou ter que enfrentar? Será que ninguém, nunca vai me dar valor?

Notas finais
espero q tenham gostado, cmentem.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.