I Don't Sexy And I Know It
2 2- If She Is Beautiful? No, She Is So Beautiful
Notas iniciais
Obrigado pelo pessoal que já está comentando e curtindo, obrigado pelos leitores fantasmas, mas vocês podem comentar tá? Eu não ligo, aliás gosto muito
:D
Fiquei até com peninha do Yan, acho que se vocês vivessem ele na rua iriam querer matá-lo.
Chega, deixa eu postar logo esse cap.
Boa Leitura!
Era sempre assim, eu nunca encontrava minha voz para falar com ele. Até podia ouvi-lo chamar meu nome todos os dias e eu ficaria fascinada e extasiada pela rouquidão da sua voz. Mas era assim, eu o ouvia chamar-me todos os dias várias vezes ao dia e ficava fascinada.
Ele era perfeito!
Trabalhar para o Dr. Salvatore durante cinco anos era incrível, apesar de que minha família e meus pouquíssimos amigos me taxavam de escrava. Mas não trabalhava apenas pelo dinheiro ou pelo trabalho, que eram ótimos, eu trabalhava pelo Doutor, por estar perto dele e eu o conhecia como ninguém sendo sua secretária e uma apaixonada.
Eu não era apenas sua secretária no hospital, mas também era pessoal. Eu organizava lhe consultas e exames, preparava relatórios, agendava jantares em restaurantes e comprava buquês via internet para as mulheres que ele passava na noite anterior e inventava desculpas por ele não por mais vê-las.
- Srta. Gilbert, está tudo bem? – Indagou-me parecendo preocupado.
-Si-Sim, Doutor.
- Você está pálida. Tem certeza que está tudo bem? Posso pedir para alguém lhe examinar ou eu mesmo, posso te dispensar para voltar para casa...
- Não precisa, Dr. Salvatore, eu só estava pensando em... ah, err... Algo pessoal.
- Tudo bem. Você já terminou o relatório que lhe pedi sobre o setor de onco-pediatria?
- Sim, terminei semana passada mesmo.
- Tudo bem, logo após o almoço passe na minha sala com eles em mãos.
- Com certeza.
Ele entrou novamente na sua sala.
Bem que eu poderia falar para ele o que eu sinto, dizer que faz tanto tempo que sentia isso, que eu o amava, o venerava, ficava embasbacada quando o via, por isso perdia a voz. Mas isso não iria acontecer, ele iria rir, e julgando pelas mulheres com quem ele saia, tenho certeza que eu não fazia seu tipo. Eu não usava roupas bem pequenas ou que modelava o corpo, eram sempre casacos pesados por cima de blusas de lã com mangas longas, cachecóis e calças sociais. Não era o que podiam chamar de mulher sexy.
Mas eu poderia venerá-lo e amá-lo de longe, apenas tratando assuntos do hospital ou alguns pedidos pessoais que ele fazia. Ah, eu amava aquele homem, aqueles olhos, aquelas duas grandes lagoas de águas cristalinas me olhando, tão lindos, e eu tinha medo de me afogar naquelas águas. Sim, eu podia amá-lo assim, só olhando.
- Sonhando com Damon de novo, heim, Elena?- Perguntou Car me encarando irônica. Caroline Forbes era uma das poucas amigas que eu tenho, isso se ela não for a única. Car era linda, de grandes orbes azuis de onde olhava de cima dos seus 1,70 m, na altura de seus ombros estavam seus cabelos loiros com uma leve ondulação nas pontas.
-Shh, Car.- Repreendi-a. ninguém mais sabia da minha paixão pelo Dr. Salvatore, e sei que se mais alguém soubesse, riria.- Não estava pensando em ninguém, na verdade, estava sim, em um assunto pessoal.
- Ah, Elena, engana mais.
- Não estava enganando ninguém. Quanto tempo estava aí?
- Cheguei um pouco antes de Damon sair, só vim te convida para almoçar, já são 11:45 hrs.
- Espera só eu mandar esse e-mail para o setor financeiro. OK!
[...]
No caminho para o restaurante, Caroline ficou enchendo meus ouvidos com as histórias dela e do Klaus. Minha amiga loira conheceu u rapaz, há alguns dias, na festa de aniversário de sua prima. Esse rapaz, por coincidência, é irmão mais velho de Rebekah Mikaelson.
No restaurante italiano, perto do hospital, por isso fomos a pé, eu pedi nhoque e Car pediu uma torta de abobrinha e camarão.
- Lenita...- Cantarolou usando o apelido que ela sempre usava para mim quando estava “puxando saco”.- Não olhe agora, mas, Damon está vindo para cá.
- Quê?- Meus olhos fiaram arregalados, minha boca transformou-se num “O” de surpresa e eu quase gritei.
- Garotas, posso sentar com você?
Minha expressão transformou-se de surpresa para a de alegria, mas sem demonstrar muito a alegria que eu realmente estava sentindo, assim que ouvi a voz de veludo daquele Deus grego da beleza.
- Pode sim, Damon.- Falou Caroline e eu apenas assenti.- O que fez você vir almoçar conosco? Aliás, você nem almoça nesse restaurante. – Era apenas Car sendo delicadamente grosseira.
- Realmente, eu nunca almocei aqui, vim conhecer o local, detesto almoçar só, vi vocês duas e pedi para sentar. E também estou tentando fugir de Rebekah, ela é louca. Ah, Fettuccine.- Dr. Salvatore falava com rapidez quase sem respirar, fazendo o pedido ao garçom moreno que estava nos atendendo.
- Uh, Damon, querendo se livrar da Rebekah Mikaelson? Você está certo, ela é uma vadia.
- Eu nunca tive nada com ela, apenas alguns amassos. Você não deveria falar assim, ela é sua chefe e irmã do meu amigo Klaus, que eu que você sabe quem é.
- Falo isso por que sei muito bem quem é Rebekah, ela é minha chefe, mas não estamos em um ambiente de trabalho. E, sim, sei quem é Klaus.
- E como vocês estão?
- Estamos nos conhecendo ainda, trocamos alguns beijos, mas nada sério.
- E você, Elena? Como está com Matt?- Ele perguntou, finalmente me inserindo na conversa, me fazendo relembrar do meu ex-namorado com quem estive por 5 meses.
- Terminamos há uns 3 meses.- Falei rápida e delicada.
- Sério? Eu não sabia! Mas por que?
- Bem, acho que confundimos amizade com paixão, e acho que ele nem gostava de mim de verdade.- Não menti totalmente, foi realmente isso que aconteceu, o que eu não contei foi que eu nunca gostei do Matt, por causa de Damon.
- Hmm... Isso acontece bastante, mas por que você acha isso? Que ele não gostava de você? Você é linda!
- Me acha bonita? – Perguntei me arrependendo logo em seguida.
Nosso almoço chegou logo em seguida, o que me acalmou bastante, salva pelo gongo, ou melhor, pelo almoço. Ele poderia simplesmente esquecer que eu perguntei isso, claro que ele poderia, se eu não tivesse uma amiga como Caroline Forbes.
- Damon, acha a Lena bonita?
- Se eu acho a Lena bonita? Não, a acho bem mais que bonita, acho ela muito, mas muito gata. -Corei, corei intensamente com essa resposta, mas não parou por aí, ele teve que completar o elogio:- Claro, ela ficaria bem mais gata se tivesse bem menos roupa.
Estremeci. Perdi totalmente o compasso, o equilíbrio e deixei o garfo que estava na minha mão cair, o que, infelizmente foi em mim, fazendo alguns nhoques me percorrerem, fazendo meu moletom minha blusa azul clara de manga e minha calça social branca ficarem manchados, perceptivelmente, com molho de tomate quente.
- Ah, meu Deus.- Berrou Caroline fazendo muitos clientes do restaurante se voltarem para mim.- Olha o que você fez, Damon.- Ela berrava já em pé.
- O que eu fiz?
— Você desconcentrou a Lena, a deixou excitada, isso fez ela deixar o garfo cair.
- Ah, é? Então deixa que eu limpo.
Damon se levantou, pegou um lenço de papel de pano de cima da mesa, e com os dedos em pinça, tirou as bolinhas de nhoque do meu colo perto da minha intimidade. Passou um tremor pelo meu corpo.
Damon parou de limpar o que estava sujo e só então percebi que eu estava de olhos fechados. Apesar de ele ter limpado aquela mancha ainda estava lá, porém estava mais seca e com um aspecto avermelhado.
- Calma, Lena, calma. Lá na minha sala eu tenho outra roupa, quando formos para lá, você troca essa roupa e veste a minha.
- Mas, Car, como eu vou sair daqui para lá sem que essa mancha seja notada?
Perguntei e Car ficou calada, apenas me olhando, pensando e formulando uma resposta para e dá.
- Não se preocupe, Lena, tenho um jaleco aqui e você pode usá-lo para ir para a sala da Car.- Dr. Salvatore sugeriu, o que me deixou mais tranquila e eu apenas assenti.
...
- Vamos logo, Lena!
- Não vou sair daqui com essa roupa
- Vai perder trabalho mesmo?
- Vou. Não vou sair já disse.
- Lena, para com isso você... Espera ai.
Eu estava numa espécie de closet que Caroline tinha no escritório dela, ela havia me dado o vestido que disse, mas eu não ia sair de lá com aquele micro vestido. Era bonito? Sim, era. Era charmoso? Sim, era. Ficava bem em mim? Sim, ficava, mas eu, simplesmente, não conseguia sair dali com aquele vestido.
Ele era verde claro todo brilhoso até o meio da coxa, no busto, tinha uma parte bem aberta , mas que ficava perto do pescoço. Não era desrespeitoso aos conceitos do hospital, mas era um tipo de roupa, na qual, eu não usava.
- Cadê ela?
Ouvi a voz de Damon do outro lado da porta do closet.
- Está no closet.
Ouvi umas batida na porta e a voz mais linda entre as batidas.
- Elena, vamos saia dai, por favor.
Eu não ousei retrucar, sai com calma, mas ainda envergonhada, olhando para baixo, com passos lentos e as mãos segurando uma a outra em frente ao corpo.
Os olhos do Dr. Salvatore estavam em êxtase, acho que ele não gostou, mas me olhava de cima a baixo, parecia que era outra pessoa que ele estava vendo. Mas ele acabou falando o que estava pensando depois de soltar um ar pesado.
- Muito gata.
Notas finais
Comentem e digam se gostaram ou não.
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