Notas iniciais
Eu sei, eu sei... me atrasei muito. mas aí está o cap. estou sem tempo, mas prometo que eu sempre vou postar, ok?

Mas agora estou sem tempo para conversar com vcs, mas por favor não me abandonem.

BOA LEUTURA

Eu entendi direitinho o que o Dr. Salvatore disse? Ele me chamou de “gata”? Ele está com uma expressão linda de surpresa. Não, de surpresa, não, mas de admiração. Com olhos um pouco arregalados, a boca levemente entreaberta, a cabeça levemente deitada para a direita e os ombros voltados para frente, em uma postura, na qual, ele nunca ficava. E estava me admirando.

Eu estava tão bonita assim? Ma, me sentia confusa, nunca achei que um dia eu veria ele me encarando assim.

- Dr. Salvatore...

- Elena, nunca mais me chame de Dr. Salvatore, me chame apenas de Damon.

-Mesmo em ambiente de trabalho?

-Mesmo em ambiente de trabalho.

- Mas porque?

-Ora, Elena, será que não é obvio? – Disse Car com expressão de “sério?” – Olhe para ele, para o rosto dele, para a expressão, veja a expressão de deslumbre.

- Oh, Car, não diga isso. — Retuquei ficando corada, mas com uma vontade enorme de que fosse verdade.

- Digo, sim. E quer saber mais? – Indagou e respondeu sem nem esperar eu responder. – Eu preciso trabalhar e vocês também, então, vamos, saiam daqui. – Car falava enquanto nos empurrava para a porta.

[...]

- Aqui está o relatório, Doutor! – Cheguei a mesa dele e depositei todos os papéis sobre ela.

- O que eu disse sobre me chamar de Doutor?

- Eu ainda não entendi o motivo e estou sempre lhe chamando de Doutor e para eu me desacostumar é complicado.

- Venha aqui, Elena.

Eu contornei a mesa ficando frente a frente com o Doutor, sendo que ele girou-se na cadeira, não mais ficando a mesa, mas sim, de frente para mim.

Rapidamente senti mãos segurando minha cintura e me virando pelos calcanhares e cair sentada em algo macio e quente. Cai sentada no colo do Doutor.

- Hmm... Gostosa!

Acordei para a realidade quando senti ele friccionar seu membro, já duro, em minha bunda.

Mas num ímpeto de coragem e autoconfiança, levantei-me rápido do colo dele, e virando-me e lhe dei um tapa de costa de mão.

- Dr. Salvatore, o senhor me respeite. Não sei o que o senhor faz com todas as mulheres que o senhor conhece, mas comigo, não. Não vou ser mais uma em sua cama.

Ele estava boquiaberto com a minha reação e com as minhas palavras, eu nunca o havia confrontado, nem lhe dado tapas, na verdade, tudo o que ele pedia eu deixava ou fazia por ele.

- Me desculpe, não foi minha intenção. E não quis te ofender e não quis insinuar que nós dois iríamos para a cama.

- Ah, claro que não, né, Dr. Salvatore? – ironizei. – Vamos logo com esse relatório, por favor.

- Tudo bem.

Não sei bem o que deu em mim para fazer aquela pequena discursão com ele, foi sempre isso que eu quis, que ele me notasse, que ele me desejasse. Fiquei muito feliz hoje quando ele me chamou de gata, nunca achei que algum dia ouviria isso dele, mas além de apenas ouvir, eu percebi que eu poderia ser desejável, e me sentia mais feliz ainda.

Mas não queria que ele apenas me levasse para a cama, era para ele me desejar, querer. É exatamente isso que eu iria fazer, eu ia causar em Damon uma sensação de necessidade, aquela necessidade que me fizesse sentir seu olhar malicioso em mim.

Porém eu sei que não conseguiria sozinha, ser uma coisa que nunca fui, ter um estilo que eu nunca achei que eu tivesse, me produzir de uma forma que nunca achei que eu tivesse coragem. Não que eu quisesse ser vulgar, não que eu quisesse chegar aqui com uma mini blusa, um mini short, make carregada e forçada, com um laço enorme na cabeça e uma bota cano longo de salto 15. Eu queria provocar, não ser parada na rua e me perguntarem qual seria o preço.

Eu só conseguiria tal proeza com uma garota em especial, uma amiga, uma loirinha que vai amar saber da minha decisão. Essa amiga loirinha, que eu sei que vai topar me ajudar, mas vai ter que aceitar que seja gradualmente, não que eu esteja com medo ou pensando em desistir quando me fosse conveniente, mas eu não queria passar por vulgar e nem queria que Damon soubesse logo de cara que era para ele.

Flashback ON

Não, eu não iria deixaria que aquilo acontecesse comigo, não de novo. Foi humilhação o que Yan fez comigo, na frente de todo mundo, algo tão horrendo. Que eu fiz para aquele garoto me odiar tanto?

Eu iria passar por isso de forma graciosa, Não seria mais a Elena-Elefanta como muitos me apelidaram, e não permitiria nem daria motivos para me zoarem como me zoaram.

Estava tudo esquematizado o que eu faria, eu me cuidaria, faria dietas rigorosas e acompanhamento com nutricionistas, me inscreveria na academia, faria musculação, aeróbica, jump, step, jazz, curso de defesa pessoal, curso de maquiagem, penteados, trocaria óculos por lente de contato.

Não seria uma simples Elena, seria uma pessoal totalmente diferente, mas de uma forma que eu me sentisse bem.

Flashback OFF

Fiz tudo o que planejei fazer, mas tinha medo de me arrumar, medo de estar vulgar ou obsceno.

Em uma das aulas de jump que fiz, conheci Car, que conseguiu um estágio para mim nesse hospital, na época eu esta no 5º período de Administração, quando conheci Damon, permaneci sem titubear.

[...]

Depois de quase três horas dentro da sala do Damon lendo, relendo, trelendo aquele relatório, eu estava numa fadiga mental insuportável e a enxaqueca vindo à tona.

No meu ser, eu estava irritadiça, até mesmo quando Damon os dedos em meio aos fios negros do seu cabelo eu poderia explodir, ou quando ele levantava para buscar água do bebedouro, ou quando a faxineira entrou para recolher o lixo, sim, eu poderia explodir a qualquer momento.

- Damon? – Uma voz enjoada que me fez revirar os olhos bruscamente, coisa que até o Damon percebeu, ecoou na sala.

- Diga, Rebekah. – Ele ainda me observava. Eu apenas cobri meu rosto com as mãos, apenas demonstrando cansaço.

- A gente tinha um... Compromisso agora, lembra?

- Bom, eu ainda estou ocupado.

- Doutor, nós podemos continuar amanhã. – Intervi, levantando meu rosto.

- E quem é essa? – Rebekah estava ao meu lado com os braços cruzados, e não estava olhando para mim.

- Elena Gilbert, minha secretária.

- Trocou de secretária? Não é mais aquela sem-sal?

- Não troquei, ela é a secretária mais eficiente que já vi. Ela só está mais... Diferente.

- Hm... Sim, você vai?

- Não. Amanhã a gente se fala.

Ela saiu me lançando apenas um olhar rápido.

Entremos no elevador depois de Damon ter recolhido todos os seus papéis e seus pertences, desligando as luzes e fechando a porta do seu escritório e eu ter buscado minha bolsa na minha mesa que ficava em frente à sala dele. Permanecemos calados ao entrar no elevador para irmos ao estacionamento onde se encontrava nossos carros.

[...]

Depois de aproximadamente 50 minutos, eu cheguei, finalmente, em casa, na verdade, no meu apartamento indicado pelo Damon quando cismei em sair da casa da minha mãe uns três anos atrás.

Eu teria que ligar para Car para lhe contar sobre os meus planos, mas agora ou depois do banho?

Melhor logo!

- Hey, Lena Gilbert.

- Hey, Car, quanto tempo hein? – Ironizei.

- Verdade. Por que demorou tanto no hospital hoje? Eu ia te convidar para irmos em algum lugar.

- Eu estava com Damon resolvendo um relatório. Vem aqui em casa, passar o tempo, se quiser dormir também pode.

- Ah, ótimo. Eu também não queria ficar sozinha hoje.

- Você vem agora?

- Saio daqui uns 20 minutos. Preciso arrumar umas coisinhas aqui em casa. Daqui a pouco apareço por aí.

- Ok, então. É o tempo que eu tenho para tomar banho. Até daqui a pouco, Car.

Desligamos juntas. Eu adorava quando minha melhor amiga vinha ao meu apartamento.

Parti para o meu merecido banho, uma ducha quente com direito a sabonete liquido de pitanga e sabonete esfoliante de frutas vermelhas.

Tomar banho depois de um cansativo dia de trabalho, é revigorante. Mas ao olhar para o relógio algo me assusta muito, passei apenas 30 minutos no banho, achei que fosse bem mais. Sim, eu estou realmente cansada.

Mas Car está muito atrasada, já se passaram meia hora desde que nos falamos por telefone, mas é algo que me assuste ela se atrasou até para nascer, ela nasceu de quase 42 semanas pelo o que ela me disse.

Estou com muita preguiça e enrolada em um robe curtinho e roxo bem felpudo. Leves batidos na porta me fazem dar um salta da cama em que estou deitada. Car chegou, achei que ela fosse demorar mais meia hora, mas ela já chegou.

Abri a porta mesmo vestida de robe. Mas não era minha melhor amiga alta de cabelos dourados, era um rapaz alto com os cabelos desgrenhados com uma camisa polo preta que deixava seus braços grossos bem amostra na camisa, seus olhos azuis que costumavam ser bem claros, estavam num azul escuro bem brilhante e estes me encaravam da cabeça aos pés.

- Você está querendo me enlouquecer mesmo?- Damon falou com a voz rouca.

- D-Damon...

Minha voz mal saia, ele foi entrando pela porta e passando a mão na minha cintura, que mesmo por cima do robe eu sentia um rastro de fogo por onde aquela mão ia passando.

- Não fale nada. – Falou mesmo com a voz rouca.

Ele foi me conduzindo até a parede mais próxima e cada vez mais se aproximava de mim e suas mãos foram para as minhas costas, colando o meu busto no peitoral dele, ficando extremamente perto de mim.

Aquilo que eu falei para ele em seu escritório parecia que eu iria ter que retirar e me desculpar, por que eu queria ir para a cama com ele.

- Porra, Elena, o que você fez comigo? Que feitiço me jogou?

Minhas costas tocaram algo duro o que eu acho que foi a parede, mas qual eu não sei.

Damon Salvatore levantou minha perna e eu a entrelacei em sua cintura e senti seu membro duro quase para saltar.

Ele acariciou meu braço e subiu a mão até o vão do meu pescoço e foi salpicando beijos por ali, descobriu meus ombros e beijava, sua respiração pesada rastejava por toda aquela parte do meu corpo.

Senti nossas testas se colarem e abri meus olhos sem saber que estavam fechados. Seus olhos pairavam em meus lábios e os meus olhos em seus lábios, e eu sentia sua respiração doce.

- Elena, cheg... Ah, meu Deus.

Agora sim, Car chegou.