I Can Not Love You

2 Capítulo 1 - Katherine


Notas iniciais
Ok, ok, eu sei. Estou há décadas sem escrever, mas me desculpem. Espero que gostem, de verdade, boa leitura:

– Matt, é você? – perguntou Katherine quando ouviu a porta da frente se abrindo.

– Sim, Kat. – respondeu ele, subindo as escadas e entrando no quarto de sua irmã casula – A mãe e o pai ainda não chegaram da viagem?

– Não. – respondeu ela — Eles ligaram agora pouco, e disseram que só vão chegar amanhã.

– Hum. Ok, o que você quer comer? – perguntou ele, encostado na soleira a olhando com seus olhos azuis e seus cabelos negros desgrenhados.

– Nada. – respondeu ela, que já havia comido um tudo de Pringles alguns minutos antes.

– Nada é uma opção no cardápio, senhorita. – falou Matt, de forma cortês.

– Tudo bem. Que tal pizza?

– Pode ser. – concordou ele, virando as costas e caminhando em direção as escadas, mas logo em seguida voltou. – Você sabe o telefone de alguma pizzaria?

– Tem um na agenda lá em baixo.

Matt era o filho mais velho dos Gilvart. Ele morava em Seattle, mas havia vindo passar suas férias com a família em Tybee.


– Matt, vou dar uma volta até a pizza chegar. – gritou Katherine para ele, descendo as escadas.


***


Pousei sobre a areia macia de Tybee. Eu estava exausto. Mal conseguia me manter em pé. Ou melhor, nem conseguia. Senti minhas pernas enfraquecerem e deixei-as cair, deitando na areia.

A lua brilhava no céu, mesmo tendo muitas nuvens. Resolvi ficar deitado ali um tempo, até recuperar o fôlego. Meu corpo me implorava para que eu dormisse, e eu estava a ponto de desistir de tentar lutar contra isso, porém, mesmo assim, havia uma voz na minha cabeça que pedia desesperadamente para que eu não dormisse, que eu não poderia deixar a Luce na mão, o Daniel também precisava da minha ajuda.

Joguei minha cabeça para trás, pousando-a na areia. As pálpebras me pesaram, e eu cedi, deixando-as fecharem-se. Mesmo que eu não fosse dormir, o fato de ficar ali, parado, deitada no areia sob o céu da noite, era calmante.

Eu fiquei ali pelo o que eu poderia ter sido horas, dias, mas que na verdade eu sabia que não se passavam de longos minutos. Ouvi passos leves na areia se aproximarem, eram passos suaves e receosos. Abri os olhos lentamente, me acostumando novamente com a luz da noite, e me deparei com uma garota de uns 16 ou 17 anos, seu rosto tinha feições delicadas, os cabelos castanhos claros lisos, mas com algumas ondas, caíam emoldurando seu rosto, seus lábios eram grossos e com um tom vermelho rosado, seus olhos eram castanhos escuros, quase negros e a maças de seu rosto eram altas e rosadas. Ela realmente era linda.

– Olá. – cumprimento-a, ela dá um pulo para trás, assustada.

– Ah, desculpe te atrapalhar. — disse ela – É que, bem, eu pensei, sei lá. – atropelou as palavras, e por fim riu – É que não muito comum ver alguém deitado no meio da praia em pleno a noite.

– Bem, às vezes isso é necessário para colocar a cabeça no lugar. – falei, sentando-me.

– É. – concordou ela.

– Sou Cam, muito prazer. – apresentei-me, esticando minha mão em sua direção.

– Katherine. – falou, apertado minha mão, mesmo que um pouco receosa – Você é novo aqui?

– Não. Eu só fico por aqui nas férias, e quando venho fico boa parte do tempo dentro de casa. – respondi, dando de ombros.

– Mas nós não estamos na época de férias. – contestou ela.

– É, eu sei. E quem me dera que eu estivesse de férias. Tenho no máximo o resto da noite. – contei, jogando minha cabeça para trás e bufando.

– E você está tendo um descanso de que, exatamente?

– Dos problemas que meu irmão arranjou e nós todos temos que aguentar. – respondi, de certa forma, era até verdade.

– Irmão casula? – pergunta ela.

– Não. Ele tem a mesma idade que eu. E você, tem irmãos? – perguntei, mudando de assunto, tudo que eu menos queria agora era falar de Daniel.

– Sim. Um irmão mais velho...

– Kat! Katherine? – chamou-a uma voz a alguns metros de distancia.

– É meu irmão. Preciso ir. – informou, levantando-se.

– Claro. Quem sabe um dia, nos veremos novamente. – falei, sorrindo.

Ela concordou com a cabeça e então começou a andar em direção a seu irmão, que já a esperava.


Fiquei deitado na areia por mais alguns minutos, pensando no leve aroma de sândalo que Katherine havia deixado no ar, mesmo depois de sua partida. Ela era estranhamente familiar, não sei explicar como, mas era.


Levantei-me, começando a correr pela praia. Depois de alguns minutos, cheguei à uma casa, muito bem escondida pelos galhos de árvores que a cercavam.


Assim que entrei na casa, não tive muito tempo para pensar. Fui puxado brutalmente para dentro por uma mão forte que, com a força, quase me fez cair.


– Cam! Onde você estava? – perguntou Daniel, passando a mão pelos cabelos, desgrenhando-os.


–Na praia, oras! – respondi, indiferente – O que você está fazendo aqui?


– Têm alguns Párias rondando a Shoreline. E eu tenho algumas pistas de onde eles podem estar.


– O que?! –perguntei, aquilo mudava tudo. Nós finalmente tínhamos uma pista, uma luz para nos guiar.


– É, bem isso que você entendeu. Vamos, logo!


Corri até o sofá, pegando meu casaco e vestindo-o, enquanto passávamos pela porta e abríamos nossas asar na noite gélida.


Notas finais
E então? Comentem, ok? E, aliás, criei uma blog - books-and-loves.blogspot.com.br - para pessoas que, assim como eu, adoram esse mundo de livros, filmes, fanfic, enfim... Bjs, comentem!!