Notas iniciais
Todos ficaram preocupados com o B, então agora vamos descobrir o que aconteceu com ele, não? Espero que gostem *--*

O que você quer dizer com ‘foi expulso de casa’? E é claro que você tem chances, porque você tem a mim e eu não vou desistir de você.”

Por que você se preocupa tanto comigo? Eu não mereço nada disso...” – O moreno disse ainda chorando.

Vem aqui para a minha casa agora, Blaine. Por favor. Você sabe onde eu moro, sabe até como entrar no meu quarto. Vou ficar te esperando e não aceito um não como resposta.”

Kurt desligou o telefone antes que Blaine pudesse protestar ou fazer qualquer outra coisa. O moreno se sentiu ainda mais perdido. Por que Kurt precisava ser aquele doce de pessoa e por que Blaine estava tão tentado a aceitar sua proposta? Ele não podia ir para a casa de Kurt naquela hora da noite. Não podia.

Mas era justamente isso que ele já estava fazendo, andando com seu casaco amarrado na cintura, sua mochila nas costas e um cigarro entre os lábios. Ele sabia que não era o certo a se fazer, sabia que não devia ir para a casa de Kurt, sabia que devia simplesmente se afastar, mas era tudo tão impossível. Ele não conseguia apenas ignorar a existência do castanho e seguir sua vida desse jeito.

Ele chegou na casa de Kurt após bons minutos caminhando. Entrou direto na parte de trás e subiu na árvore para poder entrar pela janela do quarto do castanho.

Entrou e viu Kurt sentado na beirada da cama. Quando o viu, Kurt abriu um sorriso para ele, que sentiu-se como uma criança cheia de medos sendo obrigada a encarar seus traumas. Se sentiu mais sozinho do que nunca, ainda mais destruído e desolado do que normalmente sentia.

Sentiu-se se acabar em lágrimas ao ser abraçado por Kurt e ser levado até a cama. O castanho o abraçava delicadamente, o apertava de maneira protetora e carinhosa e o passava uma segurança e tranquilidade como nenhuma outra pessoa conseguia fazer.

— Fica calmo, estou aqui com você. – Kurt o abraçou ainda mais forte, fazendo ele se escorar em seu peito.

— Eu não mereço você, não mereço sua amizade, não mereço nada disso. Não mereço nem viver. Meu irmão está certo, eu compro minha própria morte. Eu me odeio.

— Para, Blaine, para com isso. Isso só vai fazer você ficar pior. – Kurt levantou da cama e pegou a mochila de Blaine a colocando na cadeira de sua escrivaninha.

Voltou até Blaine, se abaixou e tirou os calçados do moreno, que o olhava sem entender nada do que estava acontecendo.

— O que você está fazendo?

— Tira o seu casaco. – Pediu Kurt, o olhando com um pequeno sorriso.

— Vai me estuprar agora? – Blaine fez piada, mas Kurt ficou sério.

— Vai dizer que você não quer isso? – Kurt fez cara de safado, levando Blaine a arregalar os olhos. – Eu estou brincando. Só quero que tire o casaco para deitar mais confortável.

— Obrigado...

Kurt apenas sorriu e arrumou Blaine na cama, deitando ao seu lado em seguida, logo puxando as cobertas para cima deles.

O moreno custou a dormir, ainda chorou por um bom tempo e Kurt ficou praticamente a noite inteira acordado, apenas afagando os cabelos de Blaine e o abraçando forte, tentando pelo menos lhe passar um pouco de conforto e segurança.

Na manhã seguinte, Kurt levantou bem cedo e encontrou seu pai já tomando café da manhã. Respirou fundo, pensando em como chegaria em seu pai para dizer que tinha um garoto em sua cama e chegar dizendo “pai, tem um garoto de dezoito anos deitado na minha cama e eu dormi junto com ele, porque ele foi expulso de casa e ele entrou aqui na calada da noite pela minha janela” parecia não ser a melhor ideia.

— Bom dia, pai. Dormiu bem? – Kurt foi até a cafeteira para passar um café e nem olhou para seu pai.

— Dormi sim e você filho? O que você quer? Está estranho...

— Não há como dizer isso de outra forma, então... – Kurt sentou de frente para seu pai e respirou fundo novamente. – Meu amigo Blaine está nesse momento dormindo na minha cama...

— E por que tem um garoto na sua cama? – Burt perguntou tentando manter a calma.

— Não interpreta isso errado, pai. Não é nada do que você está pensando. Olha, ele passou por uns problemas com o irmão dele e foi expulso de casa. Ele não tem para onde ir... ele não estava nada bem quando chegou aqui... – Kurt disse um pouco triste.

— Tudo bem, ele pode ficar aqui, então. Mas vocês não vão dormir na mesma cama de novo, entendido? – Kurt pulou para cima de seu pai e o encheu de beijos e abraços.

— Obrigado, paizinho. Você é o melhor.

Kurt saiu correndo dali e subiu as escadas, encontrando Blaine todo enrolado nas cobertas, coçando os olhos e bocejando. Ele achou tão adorável ver o moreno acordar... sentiu seu coração palpitar e seu estômago ser invadido por borboletas e mais borboletas.

Droga, Quinn estava completamente certa. Ele estava perdidamente apaixonado e estava deixando isso transparecer em todas as suas ações. Era difícil manter para si mesmo.

— Bom dia. – Kurt se aproximou da cama e Blaine o puxou para cima dele.

— Que ótima maneira de acordar. – Blaine roubou um beijo de Kurt, que sorriu. – Obrigado por ter cuidado de mim nessa noite.

— Meu pai disse que você pode ficar aqui com a gente. Tem um quarto sobrando, você pode ocupar ele. – Kurt disse sorridente, mas Blaine não possuía a mesma alegria.

— Não posso aceitar, Kurt, me desculpa. Eu bem que queria, mas não é tão simples assim. Nada é tão simples quanto parece... é como se eu fosse um monstro pronto para estragar tudo na minha volta e transformasse tudo que eu toco em algo ruim. Não quero fazer isso com você. – Blaine sentou na cama, ao lado de Kurt.

— É um risco que vale a pena, Blaine. Eu já disse que quero te ajudar.

— Não posso aceitar. Meu lugar é na rua, preciso me virar sozinho.

— Você vai acabar se matando na rua, Blaine. É perigoso demais. – Blaine levantou e ficou encarando Kurt, rindo fraco em seguida.

— Eu sou perigoso, Kurt, principalmente perto de você. – Kurt também levantou e ficou na frente de Blaine, com um olhar triste.

— Não entendo o motivo de tudo isso. Você age como se eu fosse uma flor delicada que você não pode nem tocar para que não se despedace.

— Mas é dessa maneira que eu preciso ver, porque se eu não ver desse jeito eu vou deixar que uma coisa leve a outra e eu vou tirar até a pureza que você não tem. – Confessou o moreno, se aproximando do castanho e o puxando pela cintura. – Se você abrir uma brecha, você vai acabar se arrependendo, porque você sabe bem o que eu quero... e sabe também que não posso te dar nada além disso. Sei que não é isso o que você quer.

— Isso o que?

— Viu como você é ingênuo, Kurt? – Perguntou Blaine, soltando o castanho.

— Certeza? – Kurt empurrou Blaine contra a parede, foi para cima dele e o beijou com vontade e desejo.

— Você não pode fazer isso. – Falou o moreno, se afastando bruscamente do Hummel. – Kurt, eu quero você, ok? Eu realmente quero, mas eu não sou aquele cara que vai te dar presentes, te levar para jantar fora, muito menos serei o cara certo para você apresentar para o seu pai. Eu sou aquele que só vai te fazer sofrer e ainda vai quebrar o seu coração. Eu não sirvo para entrar em um relacionamento e por mais que eu te queira, não posso fazer isso com você.

— Então você se preocupa comigo... – Kurt disse baixo e Blaine assentiu.

— Pensei que estivesse bem óbvio isso.

— Isso significa que você gosta de mim.

— Gosto, mas não posso fazer isso. Eu não sirvo para fazer as pessoas felizes, eu só sirvo para estragar tudo e todos. Eu só quero uma coisa e quando eu conseguir, você vai lembrar de mim como aquele para quem você deu algo extremamente importante e que depois disso te abandonou. Eu vou embora...

Blaine amarrou de volta seu casaco na cintura, calçou seus tênis e pegou sua mochila, saindo do quarto de Kurt e descendo as escadas, com o castanho vindo atrás dele. Quando ele parou na porta, Kurt o puxou para um abraço e sussurrou em seu ouvido:

Você pode até ir embora, mas saiba que sempre poderá voltar. E não diga que não serve para fazer as pessoas felizes, porque você me faz feliz...

Notas finais
Mas olha que bonitinho *---* O próximo é bem amorzinho o/ Vejo vocês na semana que vem *-* Bjo ♥