I Can Be The One Tonight
1 Just Run
Notas iniciais
É só uma introdução mesmo, mas espero que gostem. Caso alguém leia, claro kkkkk.
Novamente digo, dedicado a Gabi, porque a ideia foi toda dela ♥

Kurt sempre foi o tipo de pessoa que se apega muito fácil a alguém, mas isso não foi necessariamente algo bom para ele, já que ele tem apenas uma amiga, que é a Quinn Fabray. Ela é a única pessoa que fala com Kurt e não por obrigação, mas por gostar mesmo dele. Kurt é um jovem normal, tem dezessete anos, é o melhor amigo de Quinn e vive com seu pai. Ele tem a pele clara, olhos azuis (que algumas vezes ficam um pouco esverdeados), tem o cabelo de cor castanha. É um menino estudioso, que leva a escola muito a sério. Ele sonha em ser um escritor de sucesso.
Mesmo com tantas qualidades, já que ele é inteligente, bonito, carinhoso, talentoso, Kurt é muito julgado dentro da escola. Ele sofre muito bullying pelo simples fato de que ele é gay.
Temos também o nosso outro jovem dessa história, e quem será ele?
Bom, Blaine Anderson, dezoito anos, um problema em forma de pessoa.
Ele perdeu seus pais muito cedo e acabou indo morar apenas com seu irmão mais velho, Cooper. O único problema, é que os dois não se dão bem, pelo fato de que Cooper não está nem aí para nada nem ninguém, principalmente seu irmão.
Até os quinze anos, Blaine era um amor de pessoa, estudava em uma escola só para meninos em Westerville, Ohio. Era estudioso, fazia parte do coral e de quase todos os outros clubes da escola.
Mas, aos quinze anos, ele começou a desandar. Ele fez uma identidade falsa para pode entrar em festas e assim começou seu vício em drogas e bebidas. No início ele só queria experimentar, depois ele só queria se divertir, e agora ele não consegue mais largar.
Mas o que ele e Kurt tem em comum? Absolutamente nada. Eles vivem duas realidades totalmente divergentes uma da outra.
Porém, por mais que eles não tenham praticamente nada em comum, em uma noite o destino pode simplesmente traçar o caminho dos dois. Muita coisa pode acontecer em uma só noite.
Vamos do início.
Kurt passou toda a manhã daquele sábado tentando convencer Quinn de levantar da cama para eles poderem passar o dia juntos. Mas ela só levantou meio-dia e aí eles já foram almoçar em seguida.
Após o almoço, eles pegaram alguns filmes e resolveram olhar. Quinn fez pipoca e botou na sala junto com alguns refrigerantes.
E assim eles passaram a tarde inteira, até a noite, tomando refrigerante e comendo pipoca.
— Quinn, meu Deus do céu. Já são dez horas, eu preciso muito ir embora. Se eu perder o almoço de domingo, meu pai me mata. – Kurt disse apavorado, assustando a amiga que já estava quase dormindo no sofá.
— Dorme aqui e vai embora cedo da manhã. – Sugeriu ela.
— Não. Eu vou agora.
Esse talvez tenha sido o pior erro dele. Ou o melhor, dependendo do ângulo que você usa para avaliar.
Kurt arrumou suas coisas e as colocou dentro da mochila, ele enviou uma mensagem para seu pai e guardou o celular no bolso de trás de sua calça. Ele se despediu de Quinn, colocou sua mochila no ombro e foi embora.
Estava muito escuro e algumas luzes estavam apagadas, o que foi apavorando Kurt mais a cada passo que ele dava. Ele enxergou um beco em sua frente e se apavorou por saber que teria que passar por ali.
Kurt acelerou o passo para passar logo por ali, mas foi parado por um bando de jovens adultos, todos homens. Todos estavam cheirando a cigarros e coisas mais fortes, desconhecidas pelo Hummel.
— Oi, docinho. Você não quer se divertir conosco? – Perguntou um dos rapazes. Kurt não conseguia enxergar muito bem, mas ele nem precisava, ele não queria enxergar.
Kurt apenas seguiu em frente, quase saindo correndo.
— Meu amigo fez uma pergunta. Eu acho bom você responder. – Disse uma voz diferente, mas Kurt não conseguiu responder. O medo estava o calando completamente.
Os garotos cercaram Kurt e o empurraram para dentro do beco. Ele já não conseguia mais parar de chorar. Ele estava acostumado com os valentões de sua escola, mas aqueles eram fáceis de controlar. Já esses, Kurt preferia nem descobrir como eles realmente eram.
— Eu só quero ir embora. – Kurt disse entre soluços e todos riram. Todos, menos um.
— Temos uma novidade para você: nós não ligamos para o que você quer. – Disse o outro, rindo. – Blaine, por que você não abre o jogo?
O tal de Blaine se negou, então um dos garotos, o mais alto, prensou Kurt contra o muro e tentou beijá-lo, aproveitando para passear com suas mãos pelo corpo do castanho. Kurt chorava cada vez mais.
— Ok, parem. – Falou o tal de Blaine. – Eu mesmo faço isso.
Pelo pouco de luz, Kurt conseguia enxergar um sorriso sacana no rosto desse tal garoto, conseguia também enxergar um cigarro em sua mão, um cigarro que foi entregue a outro dos garotos.
Blaine fingiu que ia beijar Kurt e aproximou sua boca do ouvido de Kurt e sussurrou:
— Apenas corra, ok? E não olhe para trás. – Kurt assentiu lentamente e saiu correndo como se não houvesse amanhã.
Kurt chegou em casa ainda chorando, mas, para sua sorte, seu pai já estava dormindo.
Ele andou até seu quarto, subindo as escadas para isso, e foi tomar um banho. Quando ele botou a mão em seu bolso da calça que ele percebeu que algo estava errado.
Seu celular tinha sido roubado.
Notas finais
Me digam o que acharam ♥♥ Bjo ♥
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