Notas iniciais
Obrigada por favoritar sravaldezmalfoy :D

– Saia Lúcio. – disse Voldemort em sua voz em sibilos.

– Sim milord. – meu pai arqueou as costas em uma reverencia e se retirou da sala.

– Draco meu filho. – Voldemort voltou sua atenção para mim naquele momento, e então me chamou para aproximar-me. – Lúcio criou você bem, você tem todas as qualidades para que possa fazer o que desejo. E eu desejo tê-lo ao meu lado, mas antes preciso de um pequeno favor.

Meu coração naquele momento parou, meu sangue virou gelo.

– Sim milord. – disse eu. Como diabos se negava algo a ele? Era minha família que estava em jogo, era minha Hermione que corria perigo, eu sabia.

– Eu preciso entrar em Hogwarts, de maneira a não ser descoberto. E tem algo dentro do castelo que pode fazer isso por mim. No entanto este objeto precisa de reparo e é isso que preciso que faça Draco, preciso que você ajude seu Lord a concertá-lo. E que hora melhor senão esse torneio idiota e fora de hora? Você assim terá o tempo necessário para fazê-lo.

– Sim, senhor. – disse de cabeça baixo, tentando ignorar o aperto de ferro que envolvia meu coração.

– Será capaz de fazê-lo? – perguntou ele arrastado.

– Sim, senhor. Tudo que deseja. – me doía a lembrança de minha mãe chorando. Eu nunca vira-a não angustiada.

– Eu o prezo muito Draco. Posso aguardar grandes feitos para seu futuro ao meu lado. Meu braço direito. – ele sorriu com seus olhos de fendas vermelhas se estreitando. – Não corra o risco de me decepcionar jovem Malfoy. Não se esqueça no que está em jogo.

E como se em confirmação pude ouvir um soluço alto seguido de um grito. Eu podia jurar que era minha mãe. Me levantei de supetão e então eu percebi a cobra de Voldemort enroscada em forma de bote no chão e me sentei novamente sob um olhar de reprovação dele.

– Me desculpe senhor. Eu não o decepcionarei. – sorri com amargura.

– Eu sei jovem Malfoy.

Passei os próximos minutos discutindo com o cara de cobra o que deveria ser feito. Decorando cada palavra sua enquanto eu ainda podia ouvir os gritos agonizantes de minha mãe. Quem seria o filho da puta fazendo isso com ela? Eu teria o prazer de mata-lo com minhas próprias mãos.

– Tudo entendido Draco?

– Sim senhor.

– Ótimo. Você tem até o fim desse torneio para fazê-lo. E então você será oficialmente um dos nossos. – finalizou ele erguendo sua varinha do ar e fazendo com que a marca negra aparecesse em forma de fumaça no ar.

Assenti com a cabeça. E me levantei ao mesmo tempo que Voldemort. E esse me estendeu sua mão de longos dedos finos.

– Se me permite dizer: o amor te deixa fraco Draco. Você deve ser forte para estar ao meu lado... – sugeriu ele.

Apertei sua mão e a sacudi veementemente após dar um aceno de cabeça, ignorando seu conselho inútil. Então sai da sala. Em diretamente em direção de onde a voz de minha mãe.

Chegando lá meu queixo caiu. Eu não podia acreditar no que eu estava vendo.

– SEU DESGRAÇADO! – gritei me jogando sobre seu corpo e socando sua cara. – O que acha que está fazendo com minha mãe?

Então Lúcio jogou-me para o lado e me chutara nas costelas, me fazendo ofegar para então levantar rapidamente. Ele limpou um risco de sangue que saia de sua boca e me encarou com puro nojo no olhar, enquanto minha mãe jazia inconsciente no chão.

– Sua cria do inferno, nunca mais me toque novamente ou eu a mato sem dó nem piedade.

– Por que fazer isso com sua mulher? – gritei ainda mais alto, puxando minha varinha e apontando em direção a cabeça dele. – A próxima vez que sequer pensar em encostar um dedo nela, eu o mato. Você nunca deveria ter saído daquela maldita prisão!

Empurrei meu pai com uma careta pasmada para o lado ao passar por ele e ir em direção a minha mãe. Chequei sua pulsação e suspirei aliviado ao constatar que ela estava bem. Bem viva pelo menos. Segurei-a por um feitiço de levitação e a levei até meu quarto.

Passei o resto do dia cuidando dela, da mesma forma que ela havia cuidado de mim. Como Lúcio pudera fazer aquilo? Como ele podia ser meu pai? Isso tudo era um absurdo completo.

Enquanto mamão não acordava deixei meus pensamentos vagarem por tudo aquilo. O que aconteceria a partir de agora? Como eu poderia voltar a ficar com Hermione? Ela seria a primeira a sofrer se descobrissem de nós. Peguei um pergaminho qualquer e rabisquei uma nota para Hermione.

Querida Hermione,

Não poderei sair daqui ainda. Ocorreram imprevistos.

Nos encontramos amanhã de madrugada no local combinado.

Com carinho,

Draco

Depois do que pareceram as horas mais torturantes de pensamento eu finalmente Narcisa acordara.

– Mãe! – suspirei aliviado. E encarei sua face pálida, da onde eu puxara meus principais traços. – Finalmente. Vamos sair daqui. Você tem que fugir para longe. – sussurrei perto de seu rosto cansado, marcado por algumas rugas.

– Não. – disse ela fraca. – É impossível Draco. Eles me achariam, eles precisam ter alguém para ameaçar. Para ter certeza que tudo sairá do jeito que ele precisa. Ó Draco. – disse ela começando a chorar baixo. – Eu não queria que se envolvesse nisso meu pequeno menino, por mais que tenha nascido fadado a isso. Você nasceu com o objetivo de ser criado para odiar o mundo trouxa, o quão egoísta isso pode ser? Me lamento por ter percebido tarde demais Draco. Me perdoe por tudo meu menino.

– Eu estou tão ferrado mãe. – disse, me ajoelhando ao lado de sua cama e deitando a cabeça contra o colchão. – Pela primeira vez na minha vida eu não desejava isso. Eu não queria correr o risco de falhar e vê-la se machucar. Eu não quero ser um comensal mãe. – e então para minha surpresa uma lágrima escorria por meu rosto. Meu peito se contraia dolorosamente. – Eu estou apaixonado mãe. E incrivelmente ela me ama e eu não vou poder ficar com ela. Eu me sentia inteiro novamente, ela me fez enxergar algo bom que eu nunca vira em mim. E agora isso mãe. Eu vou ter que deixa-la.

– Você não tem que se preocupar comigo Draco. – e então seus olhos castanhos escureceram-se ainda mais e sua mão tocou meus cabelo numa pequena caricia. Iguais aquelas que eu sentia depois de ela achar que eu já estava adormecido. – Finalmente meu menino. Você sabe o quanto esperei para vê-lo finalmente ceder seu coração? Quem é ela meu amor?

– Hermione Granger. – eu disse num sussurro e o rosto de minha mãe ficou paralisado numa careta de horror. – Eu não posso mais ficar com ela mãe. Eu não vou suportar perde-la. Eu a amo! – eu disse num momento de revelação. Eu não havia dito aquelas pequenas palavras nem mesmo a Hermione e isso doía. Eu somente queria poder pegá-la em meus braços e fugir para viver num mundo só meu e dela sem me importar com o resto. Mas ali estava minha mãe. Eu precisava salvá-la das garras daquele víbora.

– Oh Draco. Eu sinto muito. – disse ela ainda mais amargurada, sem conseguir exprimir mais uma palavra sequer. – Faça o que tem que fazer Draco. Você sabe o destino dela se ele descobrir. Eu sinto muito mesmo meu bebê, você não deve ficar com ela.

– Eu sei mãe. – eu disse agora a beira das lágrimas, e aquilo me irritava. Eu nunca havia chorado. – Mas o que fazer quando eu realizar a tarefa estupida dele? A senhora acha que ele não vai igual matar todos sangues-ruins? Eu não quero perde-la e todo caminho que sigo leva a ela sofrendo por minha culpa e então morta. Como eu supostamente deva viver com isso? E ainda conviver com o fardo da culpa de se falhar o que acontecera contigo? E tudo que acontecer a partir de agora vai ser por minha culpa. Quão idiota fui ao me deixar levar por ela? Por deseja-la a esse ponto? Como ignorei o fato de que ele viria mais dia ou menos dia e quem estivesse a minha volta iria sofrer?

– Ninguém manda no coração meu filho. Olha com quem me casei. – ela sorriu triste. E um frio percorreu por minhas veias ao lembrar do desgraçado que eu deveria supostamente chamar de pai. – Apesar de tudo eu ainda o amo Draco. Eu sei que ele faz o que faz no intuito de saber que ele vai me machucar não nenhum outro. Ele tem que fazer o que faz Draco. Ou você acha que ele realmente não o ama? Ele sabe que quem se machucará se ele falhar será você. Você no fim de tudo é o primogênito dele. E ele faz o que faz para que te salve.

– Que me mate então. – gritei exasperado e me levantei ainda pior do que antes da conversa. – Eu preferia morrer mil mortes do que te ver nesse estado mãe. Eu preferia morrer da forma mais dolorosa possível do que sequer imaginar o que pode acontecer a ela.

–Meu filho. Eu já tive tudo que eu poderia implorar na minha vida. Minha vida não significa nada. – eu ia falar algo, mas fui interrompido por sua frágil mão em minha boca. – Se é ela que ama, vá para longe com ela, nunca volte e se esconda. Se esconda até essa maldita guerra predita acabar, e reze para que o lado certo vença. Vocês vão ter uma chance quando tudo acabar. E faça tudo para protege-la, eu tenho certeza que se ela conquistou seu coração que era de pedra até então, — e eu me peguei sorrindo com a afirmação de minha mãe, Hermione realmente me mudara... para melhor – eu posso apostar que ela é a certa para te cuidar para o resto da vida.

– Eu nunca te abandonaria mãe. Não seja tola.

– Eu já vivi o que tinha pra viver. O que mais posso querer do que meu filho aqui inteiro, lindo, forte, inteligente? Minha missão já foi cumprida minha criança.

– Eu te amo tanto mãe. – eu disse sufocando. – Eu não vou decepciona-la. Prometo. Agora preciso ir. Você ficará bem.

E com isso, me abaixei e beijei sua testa ternamente e me retirei do quarto, indo em direção ao meu para pegar minhas coisas e sair daquele lugar. Minha mãe deveria estar louca ao pensar que eu a abandonaria. Por mais que eu amasse Hermione, minha mãe estaria sempre em primeiro lugar para mim. Eu sabia que minha mãe era boa e era isso que eu queria para mim. Eu não iria decepciona-la. Eu pensaria em algo.

Então, decidido recolhi minhas coisas e me dirigi ao local que eu combinara de encontrar minha morena. Eu aproveitaria da melhor forma possível meus últimos dias com ela, satisfaria todas suas vontades e desejos. Deixaria ela ter essa ultimo boa lembrança de mim.

Eu mal podia esperar para sentir o gosto doce de seus lábios nos meus... sua pele macia deslizando sob meus dedos... seu tom mandão. Sorri com a ultima sentença. Eu odiava e amava discutir com ela, adorava sua boca inteligente, seu corpo esbelto. Ah Hermione, que feitiço jogara em mim? Sorri com ternura.

– Draco. – disse ela me vendo e sorriu abertamente, como se impressionada por minha chegada repentina e adiantada. A garota veio então até mim e se jogou em meus braços. – Draco? Você está bem.

– Estou ótimo. – forcei um sorriso em meu rosto. Larguei minhas malas ao meu lado e então a envolvi num abraço forte e minha boca já estava na dela, de forma possessiva, reivindicando o que era meu. Deixei toda a angustia dos momentos de antes se afogarem no abraço e lábios daquela garota por quem eu estranhamente daria a vida. – Eu senti sua falta. – disse quando finalmente consegui me afastar de seus lábios irresistíveis.

– Eu também. – ela sorriu genuinamente. E então para minha surpresa ela se afastou e voltou com um pacote nas mãos. – Eu não sabia o que dar para alguém que já tem tudo. – disse ela de uma forma... envergonhada? Eu sorri com aquilo. Ela era tão lindo e inesperada!

– O que é isso? Me dá – eu disse mandão feito uma criança, o que a fez rir. Ela me passou o pacote e então eu abri.

Dentro do pacote se encontrava uma máquina fotográfica bruxa, aquilo me fez sorrir de canto e imaginar o porque da garota ter me dado aquilo.

– Eu não consegui deixar de reparar que você não tem sequer uma foto em seu quarto. Não sei. Achei que seria proveitoso, não sei. Poderíamos assim registrar as coisas no Brasil. – ia dizendo ela num folego só. – Mas se não gostou tudo bem. Eu posso te dar outra coisa. Talvez realmente não goste de fotos. – e ela não parava e aquilo me fez rir.

– Pelo amor de Merlim fique quieta Hermione. – eu continuei rindo. – Eu amei. Vou poder tirar fotos provando o quanto se mexe a noite.

– Cala a boca Malfoy. – disse ela rindo, vermelha.

– Aqui. – disse eu abrindo a mala e tirando de lá uma caixa fina e retangular. Eu comprara aquilo pra ela antes de todas essas merdas.

Ela então se aproximou e pegou a caixa, visivelmente de joia, de minha mão e a abriu lentamente. Dentro se encontrava um fino colar, com um pingente em formato de coração. A cor da pedra era ligeiramente acinzentada, lembrando o tom de meus olhos. No final das contas eu precisava que ela tivesse algo para lembrar de mim. Eu fizera questão de comprar no caminho dessa pequena pensão que combinamos nos encontrar.

– É lindo. – disse ela num sussurro, e me entregando o colar ela virou de costas. – Por favor?

E eu então colocara o colar em volta de seu pescoço e suspirei com amargura.

– Você é linda. – eu disse. – Bendito o dia em que fomos escolhidos para trabalharmos juntos. Eu nunca me perdoaria por perder esses momentos contigo Hermione.

– Obrigada por tudo Malfoy. – disse ela piscando e então, para minha surpresa, a morena segurou em minhas mãos e me arrastou para a cama que se encontrava no fim do aposento e me jogou na cama, desabotoando lentamente os botões de minha camiseta.

Hermione’s pov

Eu não acreditava que janeiro já havia chegado. Eu não acreditava que eu passara os melhores dias da minha vida com Draco Malfoy no Brasil. E eu não acreditava o quão incrivelmente MAIS gostoso ele ficava bronzeado.

– Você tem a mínima noção do quanto você fica gostoso bronzeado? – perguntei casualmente enquanto ele saia do meu banheiro nu da cintura para cima, somente em sua calça de moletom preta.

– Nós temos que conversar Hermione. – disse ele sério. E isso estava me deixando com os nervos a flor da pele. Porque apesar dos nossos, digo, MEUS melhores dias ele ficava estranho de repente.

Notas finais
E aí? :3