Notas iniciais
Leiam as notas finais :D

Depois que Hermione saiu da tenda-enfermaria, como ela mesma gostava de chamar, foi recebida por dezenas de mãos a erguendo do chão e bradando seu nome e de Rony. Mais tarde ela fora descobrir que Krum e sua parceira haviam sido derrotados pela dupla de Hogwarts, o que causou ainda mais alvoroço. No fim, 3 duplas de Hogwarts estavam na batalha, enquanto somente uma de Durmstrang ainda permanecia na competição.

Fred e Jorge se olharam maliciosamente e disseram em uníssono: “FESTA” e todos que estavam junto concordaram. Quando largaram Hermione, que estava rindo como se não houvesse amanhã, Harry se aproximou da amiga. Juntos foram seguindo em caminho a sala comunal, para que a garota pudesse botar uma roupa que não estivesse rasgada e queimada.

– Eu não acredito o quão rápida foi Hermione!

– Não rápida o suficiente. Alguns ossos quebrados podem comprovar. – ela revirou os olhos pro amigo que riu.

– Ainda bem que você tem uma mente de... de... de algo rápido Mi, eu nunca teria lembrado.

– Vou te por uma cobra ao redor das pernas, esmagando você e podemos conversar sobre isso. – Hermione fez um beicinho e Harry arqueou uma sobrancelha para amiga.

– Sério que quer falar sobre cobras comigo?

– O quê? – disse ela distraída, então se lembrando do seu segundo ano riu em choque. – Ah, que nada. Um basilisco não é nada em comparação a uma cobra te triturando e tal. – ela deu de ombros como se a maior e mais feroz cobra que atacara seu amigo fosse nada, isso o fez riu.

– É, o famoso Harry Potter virou nada agora que temos uma nova dupla campeã.

– É, vai ver que ter a testa rachada não é tão interessante quanto ter as pernas.

– Cala a boca Hermione. – Harry abraçou a amiga pela cintura e a arrastou para o caminho da sala comunal, para que a mesma pudesse trocar de roupa.

Rony por sua vez, junto com o resto dos campeões, incluso os búlgaros, seguiram para o lago. Quando ali chegaram, todos os campeões foram arremessados para dentro do mesmo, causando grande gritos de risadas.

Enquanto isso acontecia, um loiro cabisbaixo seguia até a sala precisa, pensando em como resolver seu problema. Chegando lá, Draco sentou-se no chão, em frente ao armário e deixou sua mente vagar para longe da sensação quente que ainda tinha em seus lábios devido ao beijo da morena. Ali ele começou a dizer todos feitiços imagináveis para concertar qualquer objeto. No entanto, nenhum parecia de grande utilidade. Ele nunca se sentira mais cansado. Fazia uma semana que ele não dormia. Draco só servia para passar horas e mais horas em frente daquele armário sem chegar a nenhum resultado.

Harry Potter se encontrava embaixo do chuveiro remoendo aquilo que vira. Definitivamente ele não sabia qual era o plano do seu inimigo, mas sabia que envolvia sua melhor amiga machucada. Harry não se sentira encorajado o suficiente para perguntar a Hermione o que fora aquilo. Ele nunca vira a amiga de guarda tão baixa.

Hermione naquela altura já havia tomado banho e trocado de roupa. Ela já estava até mesmo começando a ansiar pela festa como qualquer um de seus colegas.

– Hermione, você está linda. – disse Rony ao pé da escada do dormitório feminino.

A garota vestia uma das roupas que Draco havia tão “docemente” dado a ela. Ela enrubesceu e tentou evitar a memória daquele dia, onde tudo começara. Era um vestido azul, que ia até ligeiramente acima do joelho. Sua sandália consistia em uma série de fitas pretas envolvendo sua perna. Seu cabelo estava preso para o lado, com leves camadas cacheadas. Hermione estava deslumbrante e ninguém o negaria.

– Obrigada. – respondeu tímida. E então caminhou pelos últimos degraus e segurou a mão estendida do amigo.

– Ficou sabendo que Krum perdeu? – perguntou ele me olhando especulativamente.

– É algo que não tem como não se escutar Ron. – disse ela mais rudemente do que pretendia.

– Ok, me desculpe. – disse ele na defensiva. – Só comentei.

– Eu sei. – ela sorriu amigavelmente.

Assim, de braços dados, a dupla sextanista vencedora seguiu a passos rápidos e furtivos até o sétimo andar, indo direto para a sala precisa.

Segundo os gêmeos, ninguém descobria sobre a festa. O que era estupido, visto que todos estavam muito arrumados seguindo na mesma direção. No entanto, eles disseram que deram seu jeitos, e pelo que tudo indicava, tinha algo a ver com um líquido acrescentado sutilmente ao suco de abobora dos professores. Hermione mandou os garotos calarem a boca antes que eles continuassem. Ela preferia fingir que nada de errado estava acontecendo. Afinal a noite era dela!

Ao chegar lá, parecia que tudo já estava acontecendo a séculos. Já havia diversos casais no meio de uma pista de dança, onde pairava um globo brilhante. Hermione revirou os olhos para a cena. Aquilo era tão cara dos gêmeos. No canto mais distante havia o bar, onde várias pessoas se inclinavam sobre o balcão para pedir bebidas. Ali era onde Fred e Jorge estavam, sorrindo e acenando para todo mundo que passava.

– Ó, finalmente! – disse Fred.

– A alma da festa chegou. – continuou Jorge, indo até Hermione e a abraçando.

– Bela performance hoje cedo, alias.

– Obrigada. – disse ela tímida, mas sorrindo abertamente.

– Era certo que venceria. Nenhuma cobra Sonserina poderia derrotar nosso pequeno orgulho. – Jorge enlaçou a garota pelo outro lado de sua cintura.

– Agora... – disseram os gêmeos em uníssono.

– Que a dama da festa chegou. Acho que deveríamos finalmente fazer nossa abertura. – Jorge largou Hermione para abrir os braços numa cena espalhafatosa, derrubando o copo de um búlgaro qualquer que saiu resmungando em seu idioma carregado.

– Abertura? – perguntou a menina curiosa.

Sem receber uma resposta, os gêmeos empurraram Hermione em direção ao palco, junto de um Rony confuso. Por mais que a morena e o ruivo resmungassem pedindo que droga era aquela, ninguém os respondia.

Antes que pudesse fugir ou sequer perceber o que aconteceriam, os sextanistas haviam sido empurrados para o palco, junto das outras duplas vencedoras.

Sonorus! – Fred e Jorge disseram juntos, como de costume.

– Olá gente. – começou Fred. No entanto o barulho continuava a toda.

– PESSOAL! – gritou Jorge impacientemente. Num segundo toda Hogwarts estava com os olhos sobre os gêmeos, finalmente prestando atenção.

Do outro lado do castelo, Harry seguia apressadamente para o banheiro mais próximo. Ele fora definitivamente estupido em esquecer de ir ainda no dormitório, mas agora era tarde para complicar. Ele realmente precisava tirar todo aquele liquido que mantinha sua bexiga apertada. E ele precisava fazer aquilo rápido. Ele não podia perder a abertura. Harry precisava ver as orelhas vermelhas de Rony no palco, fora que Gina já estava na festa, ajudando os gêmeos.

Qual não foi a surpresa do moreno entrar no banheiro e se deparar com um garoto loiro, em traje a rigor preto, encostado com as mãos na pia, de cabeça baixa?

– Malfoy. – sussurrou Harry com todo desprezo que conseguiu juntar em seu ser.

– Potter. – responde o loiro com fraqueza, o que fez Harry titubear em suas palavras, por apenas um segundo.

Além da voz de Draco, Harry se sentiu surpreso ao ver o rosto do garoto. Olheiras negras tomavam conta da pele abaixo de seus olhos e ele parecia realmente amargurado. Mas Potter ignorou o fato.

– O que você quer com a Hermione? – disse sem devaneios.

– Eu não quero nada com a sangue-ruim. – Draco gaguejou suavemente na última palavra. Ele não conseguia mais fingir ser normal chamar qualquer trouxa que fosse de sangue-ruim. Ele sorriu torto com aquilo, sua Hermione o havia mudado tanto!

– Sangue-ruim? – gritou Harry, agora com o sangue pulsando forte em suas veias. – Como se atreve?

– Como me atrevo? – Draco deu um passo a frente, ignorando a expressão de ódio na cara de seu velho rival de infância. – Sério Potter? Pensei que fosse mais inteligente. Eu me atrevo porque sou quem eu sou!

– Eu vi vocês dois hoje mais cedo. – sussurrou entredentes.

– Você... o que? – Malfoy voltou um passo atrás e o olhou assustado.

– Nunca mais se atreva a chegar perto de Hermione ou eu juro, por Merlim que juro, eu te mato.

– Como se fosse conseguir. – debochou.

– Cale a boca Malfoy. – disse num sibilo. – Eu nunca vi Hermione daquele jeito e você nunca, NUNCA mais a verá. Agora entendo porque ela andava tão deprimida ultimamente.

– Você não tem nada a ver com isso. – Draco novamente se apoiou na pia, com uma mão passando por seus cabelos nervosamente.

– Eu tenho. Eu não sei qual é seu jogo estupido ou o que está tramando ao lado da sua família de merda. Não suje Hermione com suas merdas. Ela não merece ficar ao lado de um comensal júnior.

– E você acha o que? Que é melhor? A arrastando para o meio de tudo isso junto com você? – Draco agora estava com raiva, não porque ele achasse que Harry estivesse errado, mas justamente por saber que ele estava certo. – Ela não merece ser sua amiga tanto quanto, você a está levando para o meio de uma batalha onde um lado fará com que ela seja a primeira morta.

– Ela sabe o que faz! Eu nunca a obriguei a nada!

– Eu também não. – Draco encarou enquanto Harry terminou sua frase. E então revirou os olhos.

– Sangue-ruim e amiga do santo Potter.

Sectusempra! – Harry proferiu antes que se desse por conta, somente lembrando da pequena anotação feita a mão “para os inimigos”.

Quando viu, Malfoy estava estirado no chão, com sangue cobrindo o chão ao redor do corpo do garoto. O corpo dele estava cobertos por rasgos na pele

– Malfoy! – gritou Harry desesperado com o que acabara de fazer. Isso não o fazia ainda pior que o garoto ao seus pés?

Harry desesperou-se, tentando relembrar feitiços cicatrizantes. E testou alguns, antes de descobrir que não tinham efeito. Draco ficava cada vez mais pálido. Sem saber o que fazer, Harry convocou sua capa da invisibilidade com um sussurrado Accio e com um feitiço de levitação levou Draco até a enfermaria.

– Madame Pomfrey! – gritou Harry ao passar pelas portas.

A senhora saiu a passos curtos e apressados de seu quarto e olhou apavorada para a cama que agora possuía lençóis tingidos de vermelho.

– O que aconteceu Sr Potter? – perguntou ela.

– Não sei professora, só o encontrei assim.

Resmungando, Madame Pomfrey pôs-se a correr em direção a um armário retirando um vidro cujo rótulo dizia “Ditamno”. Primeiro ela retirou as roupas do garoto, para após começar a pingar pequenas gotículas do líquido nas feridas. Antes que pudesse se preparar para aquilo, Draco começou a gritar descontroladamente e tremer.

O coração de Harry parecia vir na boca, preocupado com o que fizera. No entanto, segundos após aplicado o líquido, Malfoy começou lentamente se curar, caindo agora na inconsciência.

Antes de Draco se recuperar completamente, Harry lançou um Obliviate em Madame Pomfrey. Rezando para que o feitiço desse certo, o garoto conduziu a enfermeira até o seu aposento. Enquanto seguia novamente para a cama onde deixara Malfoy, percebeu um corpo saindo mancando em direção a porta.

O único vestígio que sobrara de Malfoy era o lençol vermelho. Harry soltou blasfêmias baixas, limpando o quarto . obrigando a si mesmo a esquecer aquele pequeno episodio, seguiu para o local da festa, onde seus melhores amigos e namorada o esperavam.

Ele se sentia levemente culpado, mas nada que não fosse passar. Afinal, era sua melhor amiga que estava em jogo. E então o garoto se lembrou de algo que Draco havia dito... realmente era muito egoísmo de sua parte levar seus amigos para o meio da batalha. Foi então que Harry decidiu que lutaria aquela batalha sozinho.

E aquele feitiço... era realmente nada do que esperava. E quem eram os garotos de sobrenomes Gaunt e Prince? Dumbledore definitivamente devia explicações. Em meio a devaneios, Harry já estava em frente a sala precisa, balançando a cabeça, tentando tirar tudo aquilo de mente.

Entrando ali, deparou-se com uma multidão em silencio, apenas ouvindo um Jorge – ou seria Fred? – desesperado tentando chamar atenção.

– Se estamos aqui hoje é para comemorarmos nossas novas duplas campeãs da primeira etapa do torneio! – disse um dos gêmeos arrancando gritos animados dos garotos.

– E gostaríamos de agradecer principalmente a nossa corajosa Granger! – disse o outro gêmeo, fazendo com que Hermione ruborizasse e acenasse nervosamente para o publico. Algumas pessoas deram risadas com sua timidez, mas os aplausos que se seguiram eram ensurdecedores. Harry no entanto sorriu feliz em ver a amiga ruborizada daquele jeito. Ela merecia aquilo. – Afinal, se não fosse nossa monitora chefe não concordar, essa festa teria ido pro brejo caros amigos.

Mais alguns risos depois, Fred voltou a erguer o microfone e sorriu para o irmão mais novo, Rony.

– Também queremos agradecer a dupla da nossa monitora gênio, nosso irmão caçula: Ronald. – Ron ficara com as orelhas vermelhas, do jeito que Harry supura.

Todos voltaram a aplaudir e gritar, fazendo com que Rony ficasse ainda mais vermelho, se é que isso era possível. Após aqueles pequenos cumprimentos aos meus amigos, os gêmeos parabenizaram as demais duplas e então anunciaram que a festa poderia afinal ser dada como finalmente iniciada.

– Onde estava? – perguntou uma ruiva, vestida em trajes verde, abraçando a cintura do moreno que se sobressaltou.

– Banho. – disse Harry evasivo, o que arrancou um olhar de desconfiança da namorada.

Hermione e Rony desceram do palco de mãos dadas. Chegando ao fim das escadas, a morena deu de cara com um búlgaro um tanto infeliz.

– Víktor! – disse Hermione, fazendo uma pequena feição de condolência e abraçando o “namorado”. – Sinto muito por hoje mais cedo.

– Tudo bem. – Krum deu de ombros. – Eu não conseguia pensarr em nada, a não serr em sua perrna. Você está bem?

– Nova em folha. – disse ela dando um sorriso. Ela não pudera deixar de notar que o búlgaro voltara a forçar os erres assim como antigamente. Ela arqueou uma sobrancelha.

– Você merrecia ganharr. Você é ótima. – Ron limpou a garganta nada discretamente.

– Ron também se saiu incrível. – Hermione olhou para o amigo a seu lado e sorriu.

– Parr-rr-abéns Ronald.

– Só Ron. – disse o ruivo mais grosseiramente do que pretendia

– Ok. – Krum desviou o olhar para a morena. – Vamos dançarr?

– Você se importa? – Hermione olhou para Ron.

– Vai fundo. – Ron deu um soquinho no ar, depois seguiu a amiga com um olhar angustiado.

Ele não sabia qual era esse novo sentimento que estava crescendo pela a amiga, ele só sabia que o chateava. Ele gostava do que ele sentia antes, era mais fácil e não criava duvidas.

–UON UON! – gritou alguém ensurdecedoramente no ouvido no ruivo.

– Ah, oi Lilá. – sorriu amargamente o garoto, no entanto um pouco menos nervoso. Afinal ele gostava dela, não gostava?

– Parabéns! Você foi ótimo. – ela sorriu feliz, beijando os lábios demoradamente de seu amante.

– Obrigada. – disse ele envolvendo a cintura da garota.

– Achei ridículo terem só dado atenção para a sua amiguinha. Você foi melhor!

– Amiguinha? – Ron sentia seu corpo esquentar, e não era uma sensação agradável.

– Hermione. – Lilá revirou os olhos.

– Não fale assim de Hermione. – disse Ron se afastando.

Ron saiu bufando em uma direção qualquer, longe de Lilá, deixando-a surpresa para trás.

Por sua vez, Draco seguiu a passos lentos até os aposentos da monitoria e se trancou em seu quarto, se sentindo fraco. Ele não podia negar que merecera o que recebera de Potter por fazer sua Hermione sofrer, mas saber que Harry estava certo não ajudava o loiro a odiá-lo menos.

O loiro estava se sentindo acabado, precisando das poucas horas de sono que poderia ter. Assim se jogou em sua cama, apenas enrolado em suas roupas todas rasgadas e ensanguentadas pelo feitiço de Potter. Draco entrou num sono turbulento por boas 2 horas, então acordou todo suado e tremendo em função do sonho e também de seus recentes ferimentos.

Draco seguiu até o banheiro e tomou um banho demorado, limpando-se o melhor possível devido a sua fraqueza. Ao sair do banheiro seguiu até a sala, ficando em frente a lareira, com o objetivo de esperar Hermione e vê-la em seus trajes de festa. Ele estava ansioso quanto a isso. Sem perceber, o garoto caiu num sono profundo.

Hermione, estava dançando feliz quando Krum cutucou seu ombro e sussurrou em seu ouvido que iria pegar uma bebida para eles. Rony aproveitando a deixa, seguiu até a amiga abraçando-a, seguindo desajeitadamente o balanço da música.

– Ron! – disse ela feliz, enlaçando o pescoço do amigo.

– Oi. – disse ele perto do ouvido da amiga.

– E Lilá?

– Ela é uma idiota. – respondeu ele. Hermione o olhou especulativamente, mas resolveu deixar aquilo para lá. Uma festa não era local para isso. Alguns momentos depois Rony acrescentou: — Você tem noção do quão incrível está hoje?

– O que aconteceu com o Rony estúpido e burro feito uma porta que não sabia dar um elogio?

– Ai! Essa magoou. – disse ele brincalhão, a fazendo rir.

Eles continuaram nesse balanço até Krum voltar com as bebidas, encarando Rony com uma sobrancelha erguida.

– Víktor! – Hermione se largou do amigo e pegou uma bebida de Krum. Assim Rony novamente se retirou, enquanto o casal começava a beber e voltava a dançar.

– Mi. – disse Krum no ouvido de Hermione. – Podemos conversar?

– Claro. – gritou em resposta curiosa, se deixando levar até um canto afastado da festa, onde estava ligeiramente menos barulhento.

– Eu perrdi porrque eu quis.

– Oi? – perguntou ela após ouvir aquela coisa do nada.

– O duelo. – respondeu baixo. – Rrecebi uma proposta parrra voltarr a jogarr. Mas tenho que voltarr ainda essa noite parrra a Bulgárria, onde encontrrarrei o meu novo trreinadorr.

– Ah. – Hermione olhou para o garoto a sua frente e sorriu de canto. – Foi bom te ver.

– Digo o mesmo. Acho melhorr eu irra gorra. Adiarr despedidas.

– Tudo bem... nos vemos por aí.

E assim, sem mais nem menos, Krum se foi. Deixando para trás somente uma Hermione confusa por aquele momento. Não que ela se importasse com sua partida, mas foi tão inesperada... E assim, no meio da festa.

Sem se importar muito, Hermione deu de ombros e encarou a multidão. A passos lentos e ritmados seguiu para o meio do povo, procurando por uma cabeleira ruiva. Ela não passaria a noite sem companhia.

Andando mais um pouco, através de cotoveladas e empurrões, Hermione chegou ao local onde anteriormente se encontrava seu amigo. Ela olhou na ponta dos pés para todos os lados e então avistou o amigo. Seguiu a passos longos até lá, mas quando percebeu, o amigo já estava abraçado quase engolindo uma garota da Corvinal.

– Bom... – sussurrou Hermione dando de ombros e seguindo na direção oposta.

Hermione se sentia levemente angustiada, sentindo falta de algo que nem mesmo ela sabia do que. Então seguiu seu caminho até o bar, pedindo algo mais forte: whisky de fogo.

– Uow uow uow. – disse Dino ao avistar a amiga no seu sexto copo. – Vejam se não é nossa vitoriosa Hermione ficando bêbada. – então ele parou para pensar e franziu o cenho. – Isso é algo para se ver.

– Acho que estou ficando levemente bêbada. – respondeu a garota rindo.

– É... você não é acostumada a beber, é?

– Que pergunta estúpida, Dino. – Hermione revirou os olhos levantando. – Eu tenho jeito de quem bebe?

– Nesse exato momento? – perguntou ele brincalhão.

– Idiota. – a morena se levantou meio tonta. – Vamos dançar.

E assim a morena arrastou o amigo, com quem falava pouquíssimo, para o meio da pista e ali começou a dançar até sentir seus pés doerem ao ponto dela dizer chega. Bebeu até sua cabeça rodar a um ponto sem retorno. Dino tentara inúmeras vezes beijar a amiga, mas ela somente ria e desviava fazendo um “não não” com seu dedo balançando na frente do garoto.

Obviamente no dia seguinte ambos ficariam constrangidos pela cena. Hermione então se despediu do amigo. Chegando a porta da sala precisa retirou sua sandália, segurando a mesma na mão. Assim seguiu até o seu dormitório especial, abriu a porta lentamente tentando fazer silencio em vão. No momento em que tentou fechar a porta, sua mão escorregou e ela trombou sobre a mesma, fazendo um barulho alto percorrer o quarto.

– Oi. – disse ela segurando o riso ao ver Draco se levantar do sofá para olha-la de maneira confusa.

– Você está bêbada? – perguntou preocupado.

– Talvez um pouquinho. – disse ela aproximando o dedão e o indicador, fazendo sinal de pouca coisa. E então fez um biquinho que fez o garoto erguer a sobrancelha confuso.

– Eu não acredito. Quem foi o estupido que te deixou ficar assim?

– Você tá achando que é meu pai agora? – perguntou ela birrenta e Draco realmente teve que se controlar para não rir naquele momento. Aquela definitivamente não era a Hermione certinha de sempre.

– Venha tomar um banho gelado, você tá precisando.

– Não vou tomar banho contigo.

– Por favor Hermione, só vou te ajudar. Não é como se eu nunca tivesse visto seu corpo nu na minha vida antes.

Antes que a garota pudesse teimar, Draco a levou até o seu próprio quarto, retirando lentamente seu vestido azul. O sonserino não queria, mas não podia deixar de excitar-se ao ver a morena naquele traje. Ela ficava completamente deslumbrante com aquele vestido. Cada curva de seu corpo ficava delineada pelo tecido azul. Ele suspirou desgostoso e então a ajudou a tomar banho.

Após o mesmo e muita reclamação, Draco conseguiu a levar para seu quarto grifinório, fazendo com que ela dormisse. Ele sentia pena da dor de cabeça que ela sentiria no outro dia... e ele ficou feliz por um momento por ela estar bêbada. Assim ele teria que adiar a mentira que contaria a ela.

Notas finais
Bia Gilbert Salvatore, muito obrigada por favoritar! E cara, QUE RECOMENDAÇÃO MAIS LINDA QUE RECEBI *OOO* muiiiito obrigada Sarah! Fico realmente lisonjeada que mesmo não gostando de Dramione, acabou gostando de minha fic. Até por isso vim aqui postar antes ;P (mandei ler aqui porque as notas do capítulo não me curtem e não me deixam escrever tudo que quero HUIASHAS)