Notas iniciais
Obrigada por favoritarem Sabidinha e Cabeça de Alga e Bia Calado

Writer’s pov

Hermione aquela noite não dormiu direito. Passou horas em claro, abraçada em seu travesseiro macio pensando em como ela estava ferrada com aquela situação. Por mais que ela não quisesse admitir, seu coração estava mais do que partido, Draco a enganara da pior forma possível. Ele dissera que a amava para então seguir até a maior vadia de Hogwarts e a beijar. E no fundo ela sabia que aquilo que estava fazendo – ficar com o Krum – era uma espécie de vingança.

Ela sabia que era errado, mas não conseguia evitar. Ela, mais do que qualquer outra coisa, gostaria de saber se ele realmente gostava dela. Hermione também gostaria de poder se concentrar para a prova final que seria justamente amanhã. Logo após eles estariam livres de testes pelo resto do torneio.

Draco, por sua vez, encontrava-se enfurnado no quarto tentando pensar no que Hermione estava pensando quando resolveu de bom grado acolher tão “receptivamente” o maldito do jogador de quadribol. Ele não conseguia entender o que todas viam nele. A única coisa que ele tinha certeza naquele momento é que ele faria tudo para quebrar o nariz torto daquele idiota.

Mas ele se controlou quando o viu abraçando sua morena. Isso mesmo, a morena dele. As consequências poderiam ser catastróficas se ele tivesse o beijo casto seguido do abraço.

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– Eu não acredito o quão estúpida fui! – disse Hermione caminhando ao lado de seus dois melhores amigos enquanto ajeitava seus pergaminhos em sua já lotado mochila. – Eu tenho certeza que errei a questão número 8. Eu achei que fosse tronquilhos, mas somente depois que já havia entregado pensei em terquídeos. Como pude confundir essas duas criaturas. Hagrid vai ficar decepcionado.

– Ela é impossível. – Ron revirou os olhos e encarou Harry que riu.

– Hermione, você sabe que vai superar qualquer um. Se errou uma questão não vai ser o fim do mundo.

– Mas de uma em uma questão eu posso ter feito mil burradas Harry. – a garota fez um beicinho que fez os garotos rirem e a abraçarem pela cintura um de cada lado para depois soltá-la.

– E o Krum, hu? – Harry a olhou com um sorriso nos lábios.

– Cala a boca Potter. – sussurrou ela envergonhada. Ron quase imperceptivelmente ficou emburrado.

– Vergonha? Sério Granger? Não é como se não soubéssemos do seu casinho.

– Eu sei que sabem. Só não quero falar sobre meus “namorados” – ela fez aspas com as mãos. – para vocês. É estranho.

– Você é toda errada Hermione. – disse Ron revirando os olhos, o que fez Harry reprimir um riso.

– E você é o que Ronald? Idiota. – sussurrou ela.

– Bem. Já sabe como serão escolhidos as duplas para o torneio? – perguntou Harry enquanto iam se sentando na mesa para o tão esperado lanche. Estavam morrendo de fome depois de um dia inteiro de testes.

– Na verdade não tenho certeza. Mas possivelmente será algo “a la cálice de fogo” – ela deu de ombros. – Certeza que não vai participar?

– Não quero Mi. Dessa vez quero somente aproveitar. E você sabe que não vou conseguir conciliar me estressar com mais um torneio junto com essas aulas com o Dumbledore. – completou de forma baixa, para que somente os dois amigos pudessem escutar.

– Tudo bem. – a morena deu de ombros e olhou pro outro amigo. – Mas você vai, certo?

– Não perderia por nada. – Então Rony olhou para a mesa a sua frente, encarando com nojo um ponto de cabelos loiros. – Quero esfregar na cara do Malfoy que vou ganhar dele.

Nesse momento Hermione baixou a cabeça absorta em seus próprios pensamentos, enquanto Harry e Rony discutiam fervorosamente sobre quem ganharia dos outros anos, bem como quem seriam os maiores concorrentes.

Draco havia dito uma vez que eles dois iriam ganhar aquilo juntos. Parecia que aquilo fora a tanto tempo atrás. Ela suspirou frustrada, olhando para o loiro, sorrindo com tristeza. Ela sentia mais falta do que gostaria de admitir. Mas ela o esqueceria.

Nesse momento os alunos da Durmstrang entraram pela porta e se dirigiram para as mesas. Krum vinha lentamente procurando Hermione pela multidão de pessoas na mesa da Grifinória. Quando a avistou ele sorriu como se visse o mar pela primeira vez e ela se viu corando e sorrindo timidamente de volta. Ele com certeza não era o amor de sua vida, mas ele a fazia se sentir bem. Desejada.

Draco ao longe somente observava com uma carranca, travando uma briga eterna para não avançar até o jogador e quebrar o resto de seu nariz torto. Chegando a mesa, Krum sentou-se ao lado da grifinória, envolvendo uma de suas pequenas mãos que estava sobre a mesa e a puxando para si para beijá-la.

– Olá Mi. – disse ele em seu sotaque pesado.

– Oi Viktor. – ele se inclinou e beijou a bochecha rosada da garota. – Lembra-se de meus amigos? – ela indicou Ron e Harry com a mão livre.

– Olá Harry – ele acenou com a cabeça para o garoto. – Rony, certo?

– É – respondeu de mau grado o ruivo.

– Mi falou muito de você. – ele sorriu bondosamente para a garota que corou ainda mais. Por que exatamente eu estaria corando? Pensava a garota.

Nesse momento Dumbledore fez um barulho de estar limpando a garganta – hum hum — e levantou-se abrindo seus braços e sorrindo jovialmente, apesar de sua idade avançada.

– Parabenizo aos sextanistas pelo fim dos exames e desejo, novamente, boas vindas a Durmstrang! – disse ele alto. – Antes de nos deliciarmos do melhor banquete que hogwarts pode oferecer, gostaria de deixar alguns avisos aos nossos visitantes:

“Para todos está completamente proibido a visitação a floresta proibida. Se desejarem, terão instalações no castelo, não necessitando usar dos navios uma vez que ouvi dizer que algumas pessoas não se sentem confortáveis no mesmo. E por último, e mais importante, a escolha dos alunos que participarão do torneio será fará amanhã, às 15 horas, por um juiz imparcial, bem como fora o juiz do cálice de fogo.”

Burburinhos de animação preencheram o salão quando o diretor mencionou o torneio e todos bateram palmas animados, o que fez Dumbledore sorrir ainda mais, se é que fosse possível.

– Bem, tenham um bom apetite. – disse ele mais alto, acima de todo aquele barulho. Quando se deram por conta, as mesas estavam pendendo sob o peso de tanta comida. Os mais variados tipos de carne se encontravam na mesa, exalando perfumes maravilhosos.

Rony rapidamente caiu sobre um purê de batata de uma cor rosa, perguntando-se qual seria o gosto. Hermione sorriu para o amigo docemente, pensando que no final das contas ele nunca mudaria.

Harry por sua vez, estava com Gina ao seu lado, olhando sua ruiva se servir enquanto sua cabeça vagava sobre as Horcruxes... como Dumbledore pretendia que ele conseguisse achar pedacinhos de Voldemort por aí.

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– Draco! – disse Pansy pelo que parecerá a oitava vez para Blas.

– O que foi? – disse ele piscando os olhos na direção da sonserina, enquanto desvia seu olhar da mesa da grifinória.

– Eu estou te chamando a meia hora! – suspirou a garota de forma frustrada.

– O que está acontecendo contigo cara? – perguntou Mason que estava logo a frente. – Você está ainda mais estranho que o normal. Distante.

– Eu sempre fui assim Mason. – bufou o loiro. – Deixe de ser ridículo.

– Deixem o Draco em paz. – disse Blas, entrando na defesa do sonserino, pensando que dessa maneira talvez o loiro desabafaria. – Vocês que estão cada vez mais retardados. Draco está normal.

Draco arqueou uma sobrancelha para o lado do amigo que deu de ombros. Ele balançou a cabeça suavemente, como num agradecimento e só então lembrou da comida que estava ali e se serviu.

Se não bastasse ele estar morrendo de medo da tarefa que teria que ser iniciada essa noite, ainda tinha o fato de Hermione estar se atirando para o cara. Seria por que ele era famoso? Não... ele sabia que Hermione não era assim. Ele sentia mais falta dela do que achou que fosse possível. E ele ainda sentia ainda mais falta do que ele era quando estava com ela. Sem ela, ele achava que voltaria a ser o preconceituoso que já fora.

Ele precisava arrumar um jeito de concertar aquilo.

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– Diretor? – disse de forma arrastada Snape, entrando pela porta aberta do escritório.

– Sim Severo? – perguntou Dumbledore virando lentamente em direção ao seu velho amigo.

– Gostaria de saber se já tomou sua poção. – disse de forma seca. – É ridículo quão estupido possa ter sido. Você deveria saber que o anel não estaria ali, sem nada para o defender.

– É só uma mão Severo. – retrucou o diretor, encarando seu velho amigo por baixo de suas lentes de meia lua.

A passos vagarosos, Dumbledore se dirigiu até sua escrivaninha e se sentou na cadeira que se localizava atrás da mesma.

– Suponho que não seja só por isso que está aqui. O que houve Severo?

– Draco. – disse Snape, segurando uma mão na outra. – O Lord disse ter planos para ele.

– Eu sei. – suspirou o diretor de forma cansada e levou as mãos a sua cabeça. – Não entendo como ele pode corromper as crianças. Eu preciso de sua ajuda para isso Severo.

– Não sei como posso Dumbledore. Isso é tão ridiculo – e então ele se sentou a frente do diretor, enquanto empurrava um cálice com um líquido fumegante na direção de seu chefe (e amigo) que fez uma careta ao sentir o cheiro da poção.

– Sabe, isso podia ter um gosto melhor. – disse distraidamente enquanto tomava daquilo. Snape limitou-se a olhar para baixo e revirar os olhos, para evitar de ser visto.

– Como pode ser tão indulgente quanto a sua vida?

– Não sou Severo. – suspirou outra vez, dessa vez demostrando cansaço ao olhar novamente para o amigo. – Eu quero que assuma a vice-diretoria quando eu morrer.

– Não seja estupido Dumbledore. – disse Snape de forma grossa, se levantando. – Não é como se fosse morrer daqui uma semana.

– Não se sabe o que pode acontecer Severo. Cá entre nós eu já não sou uma criança forte e somente Merlim para saber o que foi colocado naquele feitiço da Horcrux.

– Não quero ter essa conversa Dumbledore. Você não vai morrer.

Dizendo aquilo Snape virou as costas, esquecendo completamente o motivo que o fizera ir até ali falar com o diretor. A passos longos, o diretor da Sonserina foi em direção a sua própria “casa”, quando deparou-se com o motivo de sua preocupação.

Draco furtivamente se dirigia até o sétimo andar, então, passando 3 vezes a frente de uma parede essa se transformou numa porta e ele entrou. Snape suspirou preocupado e resolveu que era hora de dormir. Ele não poderia evitar aquilo, quem sabe Dumbledore também achara aquilo, uma vez que permanecera calado ao assunto.

– — -

O sonserino fugiu de seu dormitório quando achou que todos estariam dormindo e dirigiu-se até a sala precisa. Fazia muito tempo que não ia até a mesma. Aquela tarefa pesava-lhe no coração e ele suspirou pesado ao chegar na mesma e entrar.

Finalmente ele começaria a tarefa. Quem sabe quando antes terminasse, mais cedo aquela historia terminaria e ele poderia voltar a viver com sua consciência tranquila, sabendo que sua mãe estaria bem.

Draco se encontrava numa sala atulhada de coisas, pertences perdidos de décadas, e todos estudantes que já passaram por Hogwarts. Primeiro Voldemort o incentivara a procurar o objeto que ele necessitaria. Depois de mais de meia hora percorrendo corredores, lá estava ele, de frente para a primeira tarefa que teria antes de seu pai morrer de orgulho e seu amo transformá-lo em tudo que ele menos desejaria no momento.

Ele se dirigiu até um armário grande e marrom que se encontrava ali e abriu-o, suspirando com pesar. Ele teria um dois meses para completar aquilo. Ele teria que concertar o armário sumidouro para Voldemort por sua mãe. Ele teria que largar o único amor que tivera até então por causa do cara de cobra.

– Ah! – gritou o sonserino frustrado, atirando uma diadema que se encontrava aos seus pés longe, fazendo-a pousar em cima de um manequim.

Draco respirou profundamente, tentando se acalmar. Tentando fazer o fogo que estava correndo em seu coração passar. Ele sentia tanto falta dela...

Com um feitiço de levitação ele conduziu o armário para o mais próximo da saída do local, uma vez que ele não queria que percorrer todos os dias um caminho ridículo até onde estava o mesmo.

Lentamente Draco começou com aquilo. Quando antes terminasse, mais rápido ele estaria do fim.

Notas finais
E aí? BEIJO PRA MARI CIUMENTA E BRAVA