Notas iniciais
Obrigada por favoritarem Ana Riddle malfoy e FernandadDias

Hermione’s pov

– E a garota escolhida do sexto ano de Hogwarts é... – Dumbledore abriu o papel que acabara de tirar de uma taça de vidro, quanta irônica... cálice de fogo, taça de vidro. Quando dei por mim, meus dedos estavam apertados em figas tão duramente que as juntas de meus dedos estavam brancas.

– Se acalme. – disse Harry apertando minha mão direita e Ron a esquerda.

– Hermione Granger! – disse ele alto, arrancando aplausos ensurdecedores da mesa da Grifinória. Levantei timidamente, no entanto com um sorriso gigante nos meus lábios.

– Essa é nossa Hermi Gatinha. – gritaram Fred e Jorge, fazendo um sinal positivo, enquanto Krum olhava para mim e piscava.

Sem perceber, levei meu olhar até a mesa da sonserina e Draco me encarava de volta. Se eu conhecia aquele olhar, e eu poderia muito bem dizer que conhecia, poderia dizer que ele estava orgulhoso. Suspirei e desviei meu olhar, contudo eu ainda podia sentir seu olhar queimar em minha nuca. Eu gostaria de compartilhar aquele momento mais do que eu poderia explicar.

– Parabéns senhorita Granger. – disse McGonagall de forma orgulhosa enquanto eu atravessava a porta em que eu vira Harry se encaminhar alguns anos atrás. Agora, afinal, eu que iria competir.

Alguns garotos e garotas já se encontravam ali. 8 no total.

Um minuto depois pode-se ouvir uma salva de aplausos novamente e então Rony passou pelo batente da porta. Eu olhei surpresa e depois soltei um grito de alegria, correndo até ele e pulando em seu colo.

– RONY. Eu não acredito! – continuei a gritar.

– Obrigada por confiar tanto na minha capacidade. – respondeu rindo.

– Você entendeu! – eu disse aborrecida e então ele riu ainda mais.

– Eu sei. Vamos ganhar essa coisa Mi.

– Eu sei.

Alguns minutos de espera depois, Krum entrou pelo menos lugar que Hermione e Rony e foi então em direção à garota.

– Parabéns.

– Parabéns – respondi feliz. – Mas se acha que vai ganhar, está muito enganado.

– Não seja convencida. – disse ele arqueando uma sobrancelha.

– Não estou sendo. Só estou dizendo que eu e Ron ganharemos isso. – sorri satisfeita, fazendo-o rir diante do meu olhar.

– — -

Depois do resultado, eu passara o resto do dia com os garotos e Gina na beira do lago brincando de Snap Explosivo. Digamos que foi uma linda visão ver Ron com ambas sobrancelhas queimadas.

Ao chegar ao meu dormitório de monitora, fui para o banho e após o mesmo resolvi me sentar na frente da lareira, coisa que nunca mais havia feito depois de tudo que aconteceu com o Malfoy. Eu estava lendo um livro quando ele entrou.

– Oi – disse ele tímido, o que me fez o encarar surpresa. Malfoy tímido? Onde estava seu ar arrogante?

– Oi. – respondi de volta. O que adiantava continuar com a hostilidade por tanto tempo? Desde o dia que eu o vira com a vadia da sonserina eu não falara com ele.

– Parabéns por hoje. Se bem que não sei se um parabéns é adequado. Era obvio que o lugar já era seu.

– Obrigada, eu acho. – olhei-o com duvida.

– Tudo bem? – perguntou ele baixo, se aproximando de forma cautelosa.

Com sua proximidade não pude deixar de reparar que os olhos do garoto estavam cansados, com olheiras escuras abaixo de seus olhos. Ele estava até mesmo mais magro. Parecia estar sofrendo. Meu coração se apertou com essa percepção. Por que ele estaria assim?

– É. – respondi de forma evasiva. – Você?

– Péssimo. – ele sorriu de canto com angustia, com os olhos cheio de significado.

Então ele começou a se aproximar de mim, se sentando sobre o braço da poltrona onde eu estava. Eu não conseguia me mover. Só encarar seu corpo tão perto do meu.

– Me desculpa? – sussurrou, o que me fez encara-lo de boca aberta, sem saber o que dizer.

– Pelo que está se desculpando exatamente?

– Por ter sido um idiota ao ter beijado a Pansy. – minha cara se fechou ao ouvir aquilo em voz alta. – Eu não sei o que deu em mim naquele momento. Eu estava tão desesperado Hermione. Eu ainda te amo tanto. Eu não acho que eu vá amar qualquer outra garota um dia. Você foi aquela que me fez me apaixonar, me fez amar.

– Draco, eu não quero falar sobre isso. – baixei meu tom de voz, sabendo que a qualquer momento as lágrimas poderiam romper. – Você me machucou com isso. – admiti, o que o fez arregalar os olhos.

– Você sabe que uma guerra está por vir Hermione. Eu tenho que te proteger, e a única forma viável que pude imaginar foi essa. – ele fechou os olhos e encostou o rosto nas mãos. – Você faz ideia que é a única que me faz largar mão do meu orgulho? Você é especial demais para eu vê-la machucada.

– Você já me machucou quando resolveu partir.

– Eu sei. E isso me machuca também Hermione.

– Então pare com isso. – sussurrei e toquei seu braço, e ele me olhou.

– Eu não posso. – seus olhos transbordavam tristeza.

Minha mão por vontade própria foi até o rosto do sonserino que eu tanto gostava e lentamente acariciou suas olheras fundas.

– O que aconteceu? – perguntei.

– Não tenho conseguido dormir bem. Pesadelos.

– Sobre o que?

Ele deu de ombros, então estreitei meus olhos e fiz menção de tirar minha mão dele, mas ele não deixou. Segurou minha mão contra seu rosto e fechou novamente seus lindos olhos, o que me deixou frustrada.

– Quando tudo isso acabar eu moverei os céus e o inferno para te ter de volta.

– Isso pode demorar tanto Draco. Eu tenho amor próprio o suficiente para desistir de você até lá.

– Então eu te farei se apaixonar de novo por mim. Eu nunca vou esquecer da garota que me fez melhor.

– Eu te odeio. – eu disse, sentindo uma lágrima escorrer por meu rosto. Ele então, inesperadamente, levantou, me puxando com ele e se sentando aonde eu estava segundos antes e me puxou com ele, me abraçando com força.

– Eu sei. – sussurrou ele perto de minha orelha, o que me fez arrepiar de forma involuntária. – Eu vou te ter de volta Mi. Eu prometo. Você ainda vai me amar.

Eu suspirei frustrada e me deixei levar pelo momento. Meu coração pulava em meu peito.

Writer’s pov

Ambos estavam tão cansados de tudo que se deixaram levar pelo momento. Draco fingiu momentaneamente que não existia nada que o impedisse ficar com quem ele tanto queria. Ele fingiu por momentos que Voldemort nunca havia lhe dado aquela missão e ameaçado sua mãe. Hermione por sua vez ignorava todo seu orgulho e sua negação por ele. Ela se deixaria machucar ainda mais por aquele momento, mas teria que aproveitar. Ela não conseguiria fugir daquilo.

E então o inevitável aconteceu. Sem mesmo perceberem seus lábios estavam colados um no outro, emoldurando-se perfeitamente um no outro. Draco sentiu as mãos da morena numa caricia tão conhecida e bem-vinda por seu cabelo loiro. Ele não conseguiu evitar um gemido de satisfação.

Naquele instante eles sequer conseguiam lembrar do porque não estavam juntos ou até mesmo que já estiveram separados. Tudo que sabiam e lembravam era do toque um do outro.

– Hermione. – disse ele baixo contra o pescoço da garota, beijando-a suavemente e lentamente, tentando guardar a textura e cheiro suave que somente ela tinha.

A garota por sua vez tinha os olhos fechados, o rosto inclinado para um lado e suas mãos viajavam pelo corpo do garoto, como se tentassem gravar cada parte daquele corpo que já fora seu.

– Eu sinto tanto sua falta. – disse ela num suspiro sofrido. Apertando-se contra o corpo de seu amado.

Seu coração doía e parecia se fragmentar com a lembrança de que dali poucos momentos eles voltariam aquela antiga estranheza e desconhecimento um do outro. Voltariam a fingir que não existiam um para o outro, porque era mais fácil assim.

Ele a amava desesperadamente, assim como ela. Mas o destino não parecia inclinado a ceder aos seus desejos de estarem juntos. Afinal o que poderia ser de uma “sangue-sujo” com o mais nobre dos sangue-puros, filho de um comensal?

– A gente vai ficar junto Mi. Eu prometo. – dizia ele enquanto tirava a camiseta da garota, de maneira sofrida, tocando cada parte possível de sua morena, alisando sua pele sedosa enquanto sentia os arrepios da garota. – Me espera se puder. – completava ele entre beijos pela barriga dela, subindo aos seios. – Eu amo você, nada vai mudar isso.

Ela se negava a responder, tentava até mesmo não escutá-lo, porque aquilo doía mais do que fingir que ele não existia, fingir que ele não a amava. Porque ela sabia que ele o fazia, ela era a única que conhecia a alma por dentro de toda aquela aparência dura e orgulhosa.

Hermione se deixava levar pelos toques experientes de seu garoto, antes que ela pudesse se quer noticiar, ela estava nua na frente dele, e ele estava somente em suas calças cinzas, encarando seu corpo pequeno, mas com curvas estonteantes.

– Eu nunca vi alguém tão linda. – sussurrava deslumbrado.

Apesar do corpo agora mais magro e olhos mais cansados, ele continuava o garoto mais lindo de Hogwarts, ele continuava com seu corpo que tiraria o sono de qualquer garota, por mais que ela negasse. E ele sabia disso, ele sabia o quanto era lindo. Mas ele se sentia tão pequeno perto dela, ele se sentia tão covarde perto daquela morena. Ele poderia dar o mundo se ela pedisse.

Mas ele tinha consciência que antes disso ele tinha que livra-la de uma morte lenta e dolorosa pelas garras de por quem ele estava trabalhando.

– Vem. – disse ele puxando o corpo dela para o seu. – Te quero na cama, meu amor.

E então o coração dela apertou contra seu peito. Meu amor... aquilo ficava martelando em sua cabeça, enquanto Draco a levava em seus braços até o quarto verde dele, ele a deitara na cama e começara a beijar seu corpo de forma suave. Tentando capturar o gosto dela em seus lábios carnudos.

Os lábios dele percorriam a parte interna da coxa da morena, enquanto essa se contorcia num prazer torturante. Suas costas se encontravam arqueadas enquanto os lábios do loiro se encontravam perigosamente contra sua virilha.

– Draco. – gemeu ela, seu coração martelando contra o peito. – Por favor.

Ele sorriu diante de sua voz tão desejosa e então o fez. Levou seus lábios até a entrada da morena e lentamente inseriu sua língua dentro dela, sentindo o sabor que só ela tinha. Ele não tirava seus olhos do rosto da morena nem por um segundo, não querendo perder qualquer expressão que seu rosto poderia demonstrar.

Suavemente ele levou sua língua até o clitóris da mesma e deu uma mordida, enquanto colocava um dedo dentro dela, girando e deslizando lentamente. Hermione mais uma vez arqueou as costas e antes que pudesse se dar por conta, estava rebolando contra os toques do rapaz.

– Vou... – gemeu ela mais uma vez e antes que pudesse evitar ela deu seu prazer inteiro para o garoto, somente por toques de seus dedos. – Draco. Ó Draco. – chorou ela, tremendo por seu orgasmos.

Ele então se levantou, deitando sobre seu corpo pequeno e beijando-lhe nos lábios antes que ela dissesse qualquer outra coisa. Ele tinha medo de ouvir o que quer que fosse que ela pudesse dizer. Ele ainda lembrava de quando a garota o expulsara.

Então Draco voltou a beijá-la pelo pescoço, e carinhosamente afastou as pernas da garota, e ela de boa vontade ergueu as mesmas ansiando o momento que ele finalmente se conectaria completamente com ela. Ele, finalmente, começou a penetrar seu membro em sua intimidade, fazendo ela sentir aquela deliciosa sensação de estar finalmente completa, como nada mais faria e, principalmente, ninguém mais faria.

Ela se deixou levar pelo momento, ignorando o fato de saber que havia algo errado com aquilo. Draco estocava-a lentamente, fazendo-a sentir cada parte dele, bem como ele querendo sentir cada parte dela. O loiro queria aquilo, queria amor. Aquilo que só ela daria a ele.

Hermione gemia incoerentemente com suas investidas deliciosas, e antes que ela pudesse se preparar, a boca de seu amado estava em seus seios, sugando-os com força, fazendo com que ela se perdesse em seus toques. Devido o prazer, Hermione se perdia, e então sem noção da força, arranhou as costas de Draco com força, fazendo as mesmas ficarem marcadas com listrar escuras de vermelho, querendo que ele lembrasse dela.

– Hermione. – dizia ele entre gemidos. Amando-a em cada toque.

Antes do que ele pretendia aquilo estava chegando ao fim.

A morena segurou-o pelos ombros e o empurrou para que eles invertessem as posições. Ele amava ver sua garota acima de si. Ela lentamente, apoiando uma mão em seu ombro começou a se movimentar: para cima e para baixo, e então rebolava suavemente. Repetiu esse movimento talvez uma quinzena de vezes e então o novamente ela sentia seu prazer chegando, e dessa vez Draco a acompanhava, e então, num ultimo movimento os dois se deixaram cair num orgasmo profundo e apaixonado.

No fim disso, os dois jaziam deitados, com braços e pernas agarrados um no outro, como se fossem galhos de azevinho. Eles não queriam saber do erro que eles acabaram de cometer. No seu intimo, eles sabiam que aquilo fora a coisa mais certa e natural. Eles se amavam no fim das contas.

– Eu te amo tanto. – sussurrou ele. Hermione com seus olhos fechados simplesmente fingiu que já estava adormecida, mas ela ouvira. Ela sentira seu peito disparar, e ela quase tinha certeza que ele podia ouvir o som do mesmo.

Eu também amo você. – respondeu ela mentalmente.

Momento depois ela realmente caíra no sono, e eles foram turbulentos, envolvendo olhos azuis acinzentados e um loiro encolhido num canto, sendo acuado por um vulto negro gigante.

Ele por sua vez passou a noite acordado, observando ela dormir, como fazia tempo que ele não fazia. Ele avaliava sua cascata de cabelo castanhos caindo pelos ombros, sua expressão tranquila, seu corpo nu que ele gostava tanto de tocar... e então, lá pelo meio da noite ele percebeu sua inquietação, percebeu que ela estava tendo pesadelos e a envolveu suavemente nos braços, querendo que aquilo passasse.

– Draco! – gritou ela assustada, fazendo com que ele perdesse uma batida do coração, para somente depois perceber que ela ainda estava dormindo. O que será que ela estaria sonhando com ele para ela estar tão desesperada?

– Está tudo bem... – sussurrou ele, apertando-a ainda mais. Sem querer acorda-la para não ter que sair de perto dela antes da hora. – Eu estou aqui, nada vai te acontecer. Eu não vou te fazer mal. – ele beijava a cabeça dela com carinho. – Eu não vou deixar que nada te aconteça. Eu te amo tanto...

Por mais que não quisesse admitir, Draco se assustava muito com a imensidão de seu sentimento por ela. Ele se assustava com a pessoa boa que ele estava se tornando, mesmo que ele mesmo não acreditasse que ainda houvesse algo de bom nele, com exceção do sentimento que nutria pela morena.

Ele completaria aquela tarefa ridícula para Voldemort, mas não para ele, mas sim por ela. Draco somente gostaria que a guerra começasse ontem, para terminar anteontem para poder ficar com ela hoje.

Hermione então suspirou longamente durante seu sono, e uma lágrima escorreu por seu rosto, enquanto ela se aconchegava e apertava forte Draco. Desejando, mesmo em sonho, que aquele dia que ela fora para Hogmeade com ele pela primeira vez se repetisse. Para ela poder sentir tudo de novo, para ela poder voltar a ficar com ele, nem que fosse um pouco.

Notas finais
Gente, SÓ SEIS REVIEWS NO ÚLTIMO CAP SENDO QUE TENHO MAIS DE 100 LEITORES??? Ó.Ó Tô muito chateada e JURO que só vou postar ano que vem se não deixarem reviews ( e quando digo ano que vem, digo muito ano que vem, tipo NO FIM DE JANEIRO SÓ DE RAIVA) AHSUIAHSA Parei de ser ruim, mas sério, vamos deixar review. Esse cap eu escrevi com muito carinho pra vocês, sério = Sejam bonzinhos e comentem. E SEJAM BEM-VINDAS novas leitoras