I Bet I'll Get You Hermione
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Estávamos novamente no quarto do Draco após passarmos uma maravilhosa tarde naquela cachoeira. Descobrimos também que seguindo a mesma não chegávamos a parte alguma de Hogwarts. Devia ser alguma parte encantada especifica dos nossos quartos.
– O que faremos amanhã? – perguntou Draco distraidamente, saindo do banheiro somente com uma toalha enrolada na cintura e passando a mão pelo cabelo molhado. Mordi meu lábio encarando seu corpo. Ele era incrivelmente bonito. – Hein? – disse ele com um sorriso brincando no canto dos seus lábios.
– O que quer fazer? – olhei para ele distraidamente, enquanto me recostava em seus travesseiros e me ajeitava em sua camiseta. Isso era algo que eu poderia me acostumar. Eu me sentia completamente confortável com suas camisetas. Tinham seu cheiro...
– Eu tenho algo em mente. – ele sorriu consigo mesmo para então começar a rir. Olhei indagativamente para ele.
– O que é tão engraçado?
– Imaginar a cara do Weasley. – e então ele riu ainda mais alto e veio até mim e segurando minhas mãos perguntou: — posso ter o prazer de dar a noticia a ele? Eu não posso perder isso por nada.
Olhei atravessado para ele. Eu estava realmente perdida. Eu não pensei no que os garotos pensariam quando disse sim a Draco e esse pensamento estava me atormentando desde que fiquei momentos sozinha para o banho. O que eu faria afinal? Eles me matariam (e com razão, convenhamos. Draco era meu pior inimigo!).
– Não banque o idiota. – fiz uma careta e em seguida suspirei. – Você tem noção do quão ferrada estou? – sorri deprimida.
– Ah senhorita Granger, eu posso ter alguma noção. Não se esqueça que Pansy vai arrancar meu couro por ter sido substituída. – ele riu brincalhão. – Mas vale a pena, só para ver a cara de seus amiguinhos.
– Você, definitivamente, é um idiota. – revirei os olhos. – Espero que seus comparsinhas surtem contigo por estar com a famosa e mais terrivelmente nojenta sangue-ruim de Hogwarts. – bufei irritada.
– Eles podem pensar o que quiserem Hermione. – ele segurou em meu rosto e me fez olhá-lo nos olhos. – Eles podem me dizer o que quiserem e até mesmo deixarem de falar comigo. Eu não vou me importar, porque eu tenho você. E eu não me envergonho disso.
Olhei-o surpreendida. Eu nunca esperaria que palavras tão doces pudesse um dia sair da boca de Malfoy. Eu não conseguia acreditar que eu ouvira aquelas palavras saindo da boca dele, então, olhei-o desconfiada. Aquilo teria sido uma indireta? Eu não sentia vergonha dele, pombas!
– Você acha que não quero falar com eles por que tenho vergonha de você?
– Sim. – disse ele, seus olhos de repente novamente naquele tom cinza profundo.
– Você definitivamente demonstrava ser mais seguro de si Malfoy. – sorri carinhosa, e me sentei de frente para ele, fazendo com que nossos corpos estivessem quase se tocando. Segurei com ambas minhas mãos no rosto do loiro e então falei: — Eu não sinto nem um pouco de vergonha de você Draco. Você é o garoto mais inteligente que já conheci. Olha só, até está numa disputa com a famosa sabe-tudo para o cargo de monitor chefe!
Ele arqueou uma sobrancelha e então soltou uma risada gostosa, o que me fez sorrir. Eu amava aquele riso, e isso já não assustava como teria tempos atrás.
– Convencida. – sussurrou ele, fazendo um biquinho. Eu ri baixo com aquilo.
– Eu fico apenas aterrorizada com o fato que eles podem te matar e pedir o que fez comigo e com isso tentar me exorcizar. – dei de ombros. Me aborrecia pensar que eles me chamariam de traidora e achariam que eu surtara de vez. Mas o que realmente me incomodava qual poderia ser a reação contra Malfoy.
– Eu sei me cuidar se esse for o caso Hermione. – disse ele, levando a mão por minha cintura e me puxando de repente para mais perto.
Com sua mão livre ele retirou sua toalha da cintura a jogou no chão. E então me puxou para seu colo, e me beijou lenta e profundamente, como nunca antes.
– Não estou certa que saiba. – eu disse me afastando depois de algum tempo.
– Fique tranquila Granger. – ele deu um sorriso de canto de tirar o folego.
– Farei o possível Malfoy.
Draco se levantou e voltou vestindo uma boxer azul marinho. Não consegui evitar de me apoiar nos cotovelos e ficar encarando-o enquanto ele caminhava casualmente até a cama.
– Você é completamente gostoso. – eu disse num momento de descuido.
– Eu sei. Digamos que a quantidade de garotas que correm atrás de mim seja a explicação perfeita para o caso. – sorriu ele convencido, deitando ao meu lado.
– Aproveite e vá com elas. – revirei os olhos, indignada com o fato dele apesar de tudo ser o mesmo Malfoy que eu odiava, ou pelo menos achava que odiava. Virei de costas para ele.
– Não. Elas não tem o que eu preciso.
– E o que precisa? – perguntei irritada.
– O que só você pode me dar Hermione. Só você. – ele suspirou, me puxando contra seu peito.
E aquele foi o fim da pequena discussão do dia, e daquele jeito adormeci contra seus braços fortes, quentes e seguros.
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Draco’s pov
Observei minha Hermione pegar no sono aos poucos. Ela parecia tão frágil e indefesa daquela maneira. Eu não acho que eu poderia suportar algum dia vê-la partir para longe de mim. Ela me trazia uma paz que ninguém conseguira até então. Ela finalmente trouxera paz para meu espirito.
Ela me fazia me sentir bom, como ela mesma dissera que eu parecia. Minha vida inteira eu convivi sobre a sombra da maldade. Vivi sob a sombra de uma família que seguia aquele que fizera mal a todas famílias como a de Hermione. E eu incrivelmente eu achava isso certo. Eu achava, até agora. Eu precisava mudar por Hermione. Eu não suportaria ver ela sofrer.
Ela era muito melhor do que muitos sangues puros idiotas e hipócritas feito eu. E por que os outros trouxas seriam diferentes dela? Eu definitivamente não poderia seguir os passos do meu pai, como eu achara que faria a vida inteira. Seria a maior decepção do mundo para meu Lúcio quando ele descobrisse, mas ele teria que conviver com isso.
Mas ele é um idiota... seria ele capaz de fazer algo a Hermione? Não seja idiota Draco, você sabe que sim! Seus estúpido! O que você estava pensando em querer anunciar isso para Merlim e o mundo? – gritava uma voz em minha cabeça. O que fazer para salvar ela dessa merda toda? Eu não pensara nisso quando desafiara a menina a contar para seus amigos. Poderia eu contar para os meus? Poderia eu contar para qualquer um? Eu não poderia correr o risco de machuca-la.
– Merda. – sussurrei baixo, puxando mais a garota para perto de mim, apertando-a forte, tentando tirar proveito daquilo. – O que faço contigo minha pequena? – escondi meu rosto no pescoço da garota, respirando profundamente, tentando capturar a paz que ela me trazia.
Acordei com pequenas mãos me chacoalhando com urgência.
– Draco? Draco! – disse ela aliviada, me olhando com preocupação.
– Hermione. – suspirei a puxando para um abraço.
Eu havia sonhado com aquilo que mais me machucaria um dia. Eu sonhei que eu partira, deixara ela sofrendo por minha culpa. Quão ridículo isso pode ser? Eu não poderia deixa-la. Nunca.
– Você está bem? – perguntou ela depois de alguns segundos abraçados. Eu bufei e a apertei mais forte, não querendo falar aquilo que mesmo em sonhos eu estive matutando.
– Não.
– O que aconteceu Draco? – disse ela suavemente, afastando o rosto para me encarar. Seus olhos brilharam com carinho e eu me deixei levar por aquele rosto perfeito.
– Eu não quero contar para todo mundo ainda. – ela me olhou confusa, arqueando sua linda sobrancelha. – Meu pai Hermione. – usei como explicação por uma pergunta não feita da garota e sorri amargurado. – Eu não sei o que ele faria. Eu não quero correr o risco dele te machucar. Eu sinto muito. – disse envergonhado.
– A... – disse ela somente, o que me fez terrivelmente angustiado.
– Por favor Hermione, não leve isso a mal. – eu me apertei ainda mais nela, escondendo meu rosto em seu cabelo e inalando profundamente seu cheiro delicioso. – Eu só estou fazendo isso para seu bem. Ele te machucaria no momento em que saísse de Hogwarts. Eu não posso conviver com mais esse medo.
– Tudo bem Draco. – disse ela, parecendo até mesmo levemente assustada.
– Eu vou te proteger de tudo Hermione e eu nunca deixaria ele te machucar. Mas não quero correr o risco. Não ainda. – então levei meus lábios até o pescoço da morena e comecei a beijar ali suavemente, enquanto minhas mãos iam até a frente da minha camiseta que envolvia seu corpo e comecei a desabotoar. – Me deixa fazer amor contigo agora Hermione? – disse num sussurro estrangulado e de revelação. O que eu fazia com Hermione era amor. Nunca foi foda, transa, sexo ou seja o que for.
Hermione puxou-me mais contra ela e inclinou o pescoço para o lado, me deixando mais espaço. Suas mãos estava suavemente deslizando por minhas costas. É, acho que isso foi um sim.
– Eu sempre vou querer Draco. – disse ela baixinho logo após gemer pela mordida em sua orelha.
– — -
20 de dezembro de 2002.
Passaram-se incrivelmente 2 meses e meio após meu pedido de namoro para Hermione. As festas de fim de ano finalmente chegavam e nós ainda não havíamos contado ninguém sobre nosso caso. No entanto muita gente estava desconfiada que havia algo errado comigo, pois eu estava sendo fiel a minha morena. Eu estava sendo fiel! Cara, deixa até eu repetir: eu estava sendo fiel. Eu não tinha a necessidade de sair fodendo qualquer uma por aí. Hermione supria toda e qualquer necessidade que eu pudesse ter. Ela era linda, esperta, gostosa, grifinória e surpreendentemente gostava de mim. O que faltava na vida afinal?
Bem, faltava contar para aqueles nojentos do Potter e Weasley que ela era minha. Chegava a ser nojento o modo como Weasley encarava MINHA Granger. Fora o fato de que eles me roubavam muito tempo para estar perto dela. Mas era uma consequência para vê-la segura, e ela sabia disso. Eu acho. Eu não poderia correr o risco de perde-la e isso certamente aconteceria se isso caísse na boca de meu pai. Como eu desejava nesse momento não ter nascido numa família de comensais. Isso definitivamente era um fardo que eu não queria carregar. Não mais pelo menos.
– Draco! – disse Hermione entrando pela porta do escritório sorridente. – Adivinhe só. – disse ela chacoalhando uma folha na mão enquanto eu fechava meu diário.
– Fale. – eu sorri para ela estendendo uma mão para que ela viesse até mim no sofá. Ela chegou no mesmo e sentou-se ao meu lado, beijando minha bochecha suavemente.
– Finalmente saíram regras e blá blá do torneio contra Durmstrang. – ela sorriu orgulhosa. – E temos isso em primeira mão. Nada como sermos monitores-chefe.
– Vai deixar eu ler ou vai me deixar curioso mais um pouco? – sorri carinhoso e ela piscou para mim, passando o papel para minhas mãos.
Informativo sobre o torneio contra Durmstrang:
1. Ficou decidido que alunos do primeiro, segundo e terceiro anos serão vedados do direito de participar, uma vez que seus conhecimentos mágicos não são suficientes para este tipo de competição;
2. Demais alunos terão o direito de escolha de participação, sendo que ao menos dois alunos por ano deverão participar;
3. O torneio começara no primeiro dia de fevereiro e sua finalização dependerá de como se sucederem as tarefas;
4. Os alunos serão escolhidos por meio de um juiz imparcial pelo fim do mês de janeiro/2003, mesma data que Durmstrang chegará*;
5. As tarefas terão níveis de dificuldades igualados para todos anos;
6. Prêmio: futuro cargo no ministério da magia e 1000 galeões. (mil galeões).
Obs.: *Durmstrang estará sendo acolhida em nosso castelo. Portanto esperamos educação e limpeza de todos nossos alunos.
Vice-diretora
Minerva McGonagall
– Hum. Interessante. – disse eu, e então devolvi o papel e a olhei. – Vamos nos inscrever, certo?
– Logicamente. Olhe o prêmio Draco! – disse ela elétrica, animada como eu nunca vira e então eu segurei um riso.
– Mil galeões? – sorri brincalhão.
– Como você me conhece bem. – disse ela revirando os olhos e então eu ri alto. – Eu nunca perderia uma oportunidade de trabalhar no ministério!
– Você vai ganhar de olhos fechados Hermione. Ninguém nunca se comparará a você. Você é brilhante, por mais que eu odeie admitir. – pisquei para ela e foi sua vez de rir. – E eu também vou ganhar. Seremos o casal gênio e foda do ano.
– Ignorando o fato que só nós sabemos que somos um casal. – aquilo parecera um soco em meu estomago.
– Me desculpe por isso. – puxei-a pela cintura, a colocando em meu colo. – Você sabe que não posso correr o risco Mi. Eu não tinha pensado nisso quando queria que contasse a seus amigos. E você sabe o quanto eu amaria jogar isso na cara deles.
– Eu sei. – ela revirou os olhos e então se aninhou no meu colo, me abraçando-me de forma suave. Seus dedos brincando inconscientemente com minha camisa, como muitas vezes. Eu sorri.
– Você é a melhor namorada do mundo.
– Eu sei. E isso foi muito clichê. – sorriu convencida.
– E também a mais metida.
– Foi a convivência. – ela me olhou e piscou, o que me fez rir.
– Mas eu melhorei bastante. – olhei-a indagador. – Não mudei?
– Você acha que eu teria dito sim pro Malfoy de antes?
– Lógico, ele era incrivelmente gostoso!
E então ela me deu um tapa no peito e riu alto e virando de frente para mim me puxou pela nuca e me beijou forte, me tirando o folego. Momentos após ela se afastou ligeiramente para encostar sua testa na minha.
– Ele ainda é. – disse ela parecendo satisfeita e rebolando sugestivamente eu meu colo.
– Acho que você está se tornando insaciável. – e então eu completei mais baixo: — e eu adoro isso.
– — -
– Hermione?
– Hum? – disse ela se espreguiçando e então voltando a me abraçar.
– O que vamos fazer nesse fim de ano? Eu tenho que passar o natal com meus pais ou eles podem desconfiar, mas eu quero te ver. Eu quero passar um tempo contigo. Só finais de semana são pouco para mim. – fiz um bico fazido, o que sempre a fazia rir e me selar os lábios suavemente.
– Eu também tenho que passar o natal com os meus. Eles ficariam chateados se eu não o fizesse, mas podíamos combinar de depois da data ficarmos juntos. – ela deu de ombros. – Poderíamos até mesmo voltar pro castelo.
– Eu não vou passar num lugar que eu não possa te agarrar aonde e como eu quiser. Eu estava pensando mais em outro lugar. Não sei.
– Quer dizer que vai me agarrar em todo lugar Sr. Malfoy? – ela sorriu e se ajeitou sob meu peito.
– A todo momento Srtª Granger. – sorri com a ideia e beijei o topo de sua cabeça.
– Sendo assim possivelmente poderíamos passar na casa de veraneio da vovó Kate.
– Aonde?
– Brasil. – disse eu simplesmente. – Meu avô era daqui e acabou que eles foram visitar o Brasil e se apaixonaram pelo lugar, mas minha avó não largou mão de comprar algo lá para que pudesse voltar sempre que quisesse.
– Você fala português? – pedi impressionado.
– Espanhol. Acho que é o suficiente para não morrer de fome. – ela deu de ombros e eu sorri. – Escolas trouxas obrigavam todos a aprender uma nova língua.
– Interessante. Vai ver que trouxas não são tão ruins. – brinquei o que a fez me beliscar e eu soltar um audível “ai”. — Eu acho que seria ótimo irmos para lá. Ninguém nunca pensaria que eu estaria lá e você estaria incrivelmente salva dos malditos comensais. Fora que eu adoraria te ver de biquíni. – sorri malicioso o que a fez corar. Eu nunca teria o suficiente dessa garota para mim. Ela era tão linda em tantas maneiras.
– Ótimo. Nos encontramos... – deixou a pergunta no ar.
– — -
– Oi mãe! – eu disse sorridente, com saudades dela. Apesar de toda merda envolvendo minha família ela ainda era a melhor mãe que eu poderia desejar. Era sempre ela que me salvava dos castigos absurdos impostos por meu pai para me fazer crescer “homem decente”, segundo suas palavras. Somente por causa de minha mãe que eu ainda sabia o que era amor. Somente por ela que eu não virara completamente para o lado da escuridão ainda criança.
– Como você está meu amor? – perguntou ela envolvendo minha cintura e me apertando forte, com lágrimas em seus olhos.
– Mãe? – disse preocupado e me afastei dela, a segurando no rosto a encarei profundamente nos olhos, seus olhos castanhos. – O que ele fez dessa vez? – ódio por meu pai inundava meu peito quando eu lembrava quantas vezes mamãe se interpusera contra nossas brigas e quanto roxos ela sofria por isso.
– Draco, meu bebê. – disse ela afogada em angustia, me abraçando novamente e deixando as lágrimas caírem sobre meu peito.
– Mãe, tá tudo bem. Vai ficar tudo bem. – eu disse tentando consolá-la sabe Merlim porque.
– Meu bebê. – disse ela novamente soluçando antes de eu ver Lúcio a nossa frente.
– Pai. – disse eu com um aceno da cabeça, não conseguindo evitar o tom frio.
– Draco. – disse ele assentindo novamente. – Temos visita. Troque essa camiseta molhada e nos encontre na sala de reuniões. – disse ele frio e objetivo como sempre.
– Vai dar tudo certo mãe. Você promete ficar tranquila até que eu volte?
Ela se afastou, enxugou suas lágrimas das bochechas e tentou me encarar da forma mais corajosa possível. Aquilo estava me assustando. O que seria tão terrível a ponto de deixar minha mãe tão descontrolada?
– Não vai Draco. – disse ela derrotada e se afastou para longe. Aquilo estava partindo meu coração. Teria algo haver com minha morena? Não poderia, eu me cuidara tanto!
Troquei de roupa e fui em direção a sala mencionada por meu pai. Chegando lá bati na porta e entrei no aposento, me deparando com meu pai sentando na mesa longa e preta a um canto e um par de longas pernas abaixo da cadeira giratória em frente a lareira.
– Finalmente. – disse uma voz em forma de sibilos, fazendo-me arrepiar e gelar meu ser. – Olá Draco, é um prazer finalmente conhece-lo.
Então a cadeira virou, mostrando quem estava ali. Um rosto acinzentado que lembrava vagamente uma cobra me encarava. E a verdade correu como fel por minhas veias.
– Lord Voldemort. – disse eu me ajoelhando sobre um joelho em respeito. Finalmente o tão não esperado dia chegara. Ele viera, ele queria algo de mim. Isso não era bom.
E o único pensamento que gritava em minha mente entorpecida naquele momento foi: Hermione.
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