Notas iniciais
Hello pessoas!!! Eu disse que não ia sumir, esse cap já esta pronto já faz um tempinho, mas minha net resolveu bugar e só voltou agora. Quero agradecer os comentários do cap passado, prometo que responderei todos, e os fantasminhas façam o favor de aparecerem. Vamos para as musiquinhas, recomendo que ouçam I Never Told You - Colbie Caillat quando "Enquanto Melody soltava as palavras uma atrás da outra..." aparecer no cap, e assim que terminar coloque Start Over - Beyoncé. Boa leitura e desculpe o erros.

—Callie? — era a loira. A morena sentiu como se seu coração fosse saltar pela boca.

—Oi. — sorriu fraco. Estendeu a mão para ajudar à loira, mas a mesma se negou.

— Obrigada, mas sei me levantar sozinha. — disse ríspida.

—Okay. — levantou a mão em rendição. — Arizona? — chamou. Pois a mulher já estava saindo ignorando sua presença.

—Fala. -disse sem interesse. Arizona estava completamente confusa sobre Callie, por mais que tenha sentido a falta da morena, ao vê-la naquele momento fez algumas imagens voltarem à tona.

—Desculpa, por não ter dado notícias, eu... — a morena gagueja. Ela estava nervosa e ver Arizona agir dessa forma grosseira com ela a deixou mais mal ainda. — Eu tive alguns problemas... — não conseguiu concluir.

—Tudo bem Calliope. — disse seca.

—Eu queria conversar com você... — foi interrompida.

—Acho melhor não, é melhor deixar como está. — disse com frieza e saiu.

Dizer aquelas palavras para a morena doeu mais na loira do que em Callie. O dia mal tinha começado e seu coração já tinha parado de bater algumas vezes nesses poucos minutos diante da latina. Arizona tentou focar em seu trabalho o dia todo, porém as lembranças a fazia reviver cada segundo ao lado da ortopedista. A pediatra foi para UTI neonatal, ali era o único lugar que conseguia ficar em paz, pegou alguns prontuários e começou atualiza-los ficar naquele lugar fez as horas se passarem rapidamente. Olhou em seu celular e viu que já estava quase na hora do encontro com sua amiga.

Não muito longe dali Callie estava em uma cirurgia onde o paciente sofreu múltiplas fraturas, aquilo foi a melhor coisa que pode ter acontecido para ela naquele dia. Pois consertar ossos a deixava extremamente relaxada, aquilo era como se estivesse lavando sua alma, ali ela conseguia limpar sua mente e deixar um pouco os pensamentos sobre a loira de covinhas e um lindo par de olhos azuis de lado.

Arizona chega ao restaurante indicado pela a amiga, ela olha o ambiente assim que entra no local a procura da loira de olhos verdes. Assim que avistou a amiga Arizona foi ao seu encontro.

—Oi, tudo bem? — deu um abraço desajeitado por conta do tamanho da barriga da amiga. — Que saudades. — sussurrou.

—Também senti sua falta. — sussurrou de volta. Soltaram-se e sentaram em seus lugares. — Desculpa fazer você vir aqui. — segurou as mãos de Arizona. — Mas é que preciso te contar uma coisa e lhe pedir segredo também. E no hospital não daria pra fazer isso com Jane por perto, e como você sabe sobre aquele meu problema sobre não poder mentir... — deu um sorriso fraco.

—Sei urticária. — sorriu ao lembrar. — Mas me conte logo, você está me deixando curiosa. — pediu.

—Bom primeiro eu quero que você dê uma olhada nesses exames e me diga o quão grave você acha que é. — puxou da sua bolsa um envelope repleto de papéis. — E se você sabe como o resolver sem Jane saber?

— Maura você é médica, você sabe o quão grave isso é. — olhou com pesar para a amiga.

—Não Arizona, eu não sou, agora eu sou apenas uma mãe desesperada a procura de uma cura para meu filho. — jogou com desespero. — Eu já procurei vários cirurgiões pediatras e cardiologistas em Boston, mas nenhum quis arriscar. Eu sei que você não é uma pessoa que desiste dos seus pacientes tão facilmente. — disse com esperança.

— Tudo bem, eu aceito. Mas por que a Jane não pode saber? — perguntou curiosa.

—Ela está uma pilha de nervos com um caso, é bem pessoal pra falar a verdade, da ultima vez que esse homem apareceu ele quase nos matou e se ela souber que o bebê corre risco de vida ela vai ficar pior do que já esta e ainda tem Anne está com ciúmes do irmãozinho que nem nasceu ainda e vive com manha e pelos cantos deprimida, regrediu um pouco, eu... – respirou fundo- Eu sou estou tentando protege-la, estou tentando não sobrecarrega-la. E se ela souber da gravidade e do risco, ela nunca deixaria entrar no OC. — revelou. – Sabe, assim que descobri o meu obstetra me deu a opção de um aborto, mas eu recusei, fiz algumas pesquisas e descobri que era possível fazer uma cirurgia e reverter o caso, mas o problema foi achar alguém que arriscaria fazer isso. Foi tão difícil pra eu conseguir engravidar, foram varias tentativas ate que desse certo, sofri cada perda, e os testes com o resultado negativo, que quando aconteceu não consegui acreditar, então caiu esse balde de agua fria em cima de mim. Mas agora acho que encontrei alguém que não desista do nosso caso. – disse alisando a enorme barriga- Encontrei? — perguntou.

—Sim, você encontrou Maura. — respondeu. — Posso saber qual foi sua pesquisa? — perguntou interessada.

—Claro... — Isles tirou outro envelope da bolsa e colocou sobre a mesa.

Maura e Arizona conversaram durante um bom tempo, sobre como resolveria Estenose da válvula aórtica (A estenose da válvula aórtica consiste na redução do diâmetro da dita válvula; esta, ao abrir-se, permite que o sangue flua desde o ventrículo esquerdo até à aorta e depois para todo o corpo.) e a Estenose da válvula pulmonar do bebê (A estenose da válvula pulmonar é um estreitamento da dita válvula, que é a que permite a passagem do sangue desde o ventrículo direito até aos pulmões.) elas tinham que conversar tudo agora, pois Jane não poderia saber no dia da cirurgia, Maura ficou completamente aliviada em saber que sua amiga a ajudaria, ela não suportava mais carregar todo aquele peso só para ela. As loiras pediram seus almoços e continuaram a conversar coisas relacionadas à vida pessoal.

Após o encontro Arizona voltou para o hospital e se reuniu com Altman e Yang, para juntas elaborar a melhor forma de realizar a cirurgia, contou sobre a pesquisa abordada por Maura, as três mulheres ficaram algumas horas traçando todo um plano para executar a cirurgia, o caso era bem raro, nenhuma das mulheres presenciaram alguém ter esses dois defeitos ao mesmo tempo, sempre foi um ou outro, por conta disso todo cuidado era pouco, e o peso da responsabilidade era ainda maior por ser tratar de alguém bem próxima de Robbins. O plano já estava todo traçado, Maura daria entrada na internação no dia seguinte, faria todos os exames necessários para o procedimento cirúrgico ser realizado.

Mais duas semanas se passaram, Arizona conseguiu realizar o parto de Maura com sucesso e Teddy junto com Yang conseguiram fazer o primeiro reparo no coração do pequeno bebê. Sua vida continuava corrida, agora com Callie de volta ao hospital ela tentava evitar a morena sempre que era possível, mas também tentava vê-la sempre que possível Arizona era a bipolaridade ambulante, ao mesmo tempo em que queria a morena, ela não a queria nem pintada de ouro. E essa brincadeira de pique-esconde duraria mais algum tempo.

*** 3 três meses***

Ária voltou para casa assim que Callie conseguiu se estabilizar novamente, principalmente emocionalmente, seus pais fizeram questão de que a latina mais nova tivesse em casa assim que eles voltassem de viagem, a morena ficou muito longe de casa, eles não queriam que Ária se afastasse assim como Callie fez. Claro que a ortopedista teve seus motivos, pra ir embora de Los Angeles, hoje ela não lembra direito dos motivos, mas ela teve motivos suficientes para ir embora. Depois que Ária foi pra casa, as irmãs continuava mantendo o contato, agora até melhor que antes, pois mesmo Callie estando bem, a mais nova se preocupava. Tudo estava entrando nos eixos, Callie voltou a sua rotina no hospital, via a loira algumas vezes, só não conversavam a morena até tentou algumas vezes durante as cirurgias que realizaram juntas, mas Arizona não deu o braço a torcer e até fingia que a morena não estava presente, a tratava com tanta frieza que Callie chegou a abandonar o centro cirúrgico uma vez para chorar, pois não suportava mais ser tratada daquela forma por sua amada. Arizona por sua vez sentia como se uma estaca acertasse seu coração toda vez que ignorava Calliope.

—CALLIE!!!! — gritou. A morena que estava no estacionamento procurou de onde vinha o grito. Ao longe a mulher avista a imagem de um anjo correndo em sua direção, que ao chegar perto suficiente abraçou suas pernas, por conta da baixa estatura. — Você voltou. — disse durante o abraço apertado. — Eu estava morrendo de saudades de você, faz tempo que você voltou? Você não me ligou, por quê? Quando que você vai à minha casa? — a menina jogava as perguntas como uma metralhadora. — Mãe, por que não me contou que a tia Callie voltou? — olhou pra loira que estava logo atrás. Arizona não sabia o que responder, abriu e fechou a boca algumas vezes e nada saiu. — Aaah, era surpresa né? E eu estraguei tudo. — fez carinha de culpada. — Desculpa. — fez beicinho.

Enquanto Melody soltava as palavras uma atrás da outra, os olhares das mulheres se conectaram assim que a loira se aproximou mais das duas, ambas não sabiam o que fazer perante aquela situação. Callie sentia saudades da garotinha, ligou algumas vezes para falar com a menina, mas Consuelo não deixava elas se falarem a pedido da loira. Arizona havia mentido para Melody, uma coisa que ela nunca tinha feito antes, ela quis poupar a garotinha da "verdade," então preferiu mentir.

— Eu também estava morrendo de saudades de você. — a morena se abaixou e pegou a garota no colo. — Desculpa não ter ligado... — olhou para Arizona, com um olhar fuzilante, pois ela havia ligado. — Eu estava muito ocupada meu amor, você me desculpa? — perguntou voltando seu olhar pra menina.

— Eu só desculpo se você for naquela lanchonete que tem aqueles cupcke's maravilhosos comigo. — disse com entusiasmo e dando o famoso sorriso de covinhas que derretia o coração da morena. — Nem pense em dizer não, você me deve.

—Melody. — a loira a repreendeu antes que Callie dissesse qualquer coisa.

— Tudo bem Arizona. –disse olhando para a loira. A morena sabia da sua dívida. — Eu vou conversar com sua mãe, marcarmos um dia e eu lhe levo, se ela deixar, claro. — disse olhando para a criança e depois para a pediatra que desviou o olhar.

— Não Callie, vamos hoje, agora. Mamãe pode ir junto, o combinado éramos nós três, lembra? — a menina a fizeram recordar.

Ambas ficaram sem reação, elas simplesmente travaram no lugar, não conseguiram sequer um movimento de protesto para impedir a menina ou tentar desconversar, pois no fundo elas queriam aquela aproximação, talvez esse pudesse ser o momento para conversarem sem brigar, sem serem frias, ou grosseiras.

— Por mim tudo bem, meu amor. — Callie quebrou o silêncio. A morena ficou olhando pra loira a sua frente, esperando uma resposta.

—Tudo bem. — cedeu. — Mas não podemos demorar Mel, você sabe que tem dever de casa. — mostrou-se um pouco rígida.

Melody desceu do colo da morena e começou a pular e fazer uma dancinha de felicidade. A menina era a única alheia a forte e grande tensão que pairava ali. Cada uma seguiu para seu carro e em seguida traçaram caminha para a lanchonete. Hoje era a folga de Consuelo e Arizona, mas a loira teve uma emergência para atender, ela não queria atrapalhar a folga da mulher e sua filha poderia ficar muito bem por algumas horas na creche do hospital, afinal ela ficava no local antes de começar a frequentar a escola.

Minutos depois ambas chegaram a tal lanchonete, encontraram uma vaga do lado da outra, estacionaram, desceram do carro, Mel fez questão de segurar a mão das duas, permanecendo no meio delas, caminharam até o hall de entrada, a menina escolheu uma mesa que ficava próximo ao playground, sentaram, uma garçonete veio até elas, então fizeram os pedidos, e ficaram aguardando. Melody era a única animada, as mulheres estavam felizes em estar ali, porém não queriam demonstrar o que sentiam, mesmo estando uma de frente para a outra, evitavam contato visual ou algum tipo de conversa; a criança era a única que falava, elas apenas prestavam a atenção, concordando ou discordando do assunto que a menina falava. Os pedidos chegaram, Callie optou apenas por um café, nas últimas semanas, ela não andava se sentindo bem, sem muita fome, o cheiro da comida ultimamente lhe causava náuseas ou talvez fosse apenas um pouco de saudade, pois não tinha mais a irmã para fazê-la comer suas invenções, que eram bem deliciosas. Arizona pediu um café e um pedaço de torta e Melody pediu seu cupcake de chocolate.

—Mamãe eu vou brincar um pouco, tá? — antes que Arizona tentasse impedir, a menina saiu em direção ao playground.

— Eu já vou indo... — disse a morena.

—Não!- exclamou por impulso. A loira não queria que a morena fosse embora.- Quer dizer... Fique, Melody ficaria triste se você fosse embora.

—Arizona, eu não consigo ficar perto de você, sem você falar comigo. — disse com pesar, porém sincera.

—Callie, eu estou tentando digerir tudo que aconteceu, por favor, me dê um tempo?- pediu. Segurou a mão da morena.

—Tudo que aconteceu? — perguntou de volta. Callie estava perdida. “Será que alguém contou o que aconteceu comigo?" pensava a morena.

—Já que tocamos no assunto, posso fazer uma pergunta? — perguntou sincera.

—Cla... Claro. — a morena gelou, mas respondeu. Callie estava com medo.

—Por quê? Por que você me traiu? — a loira perguntou com lágrimas nos olhos.

— Eu... Eu não te traí Arizona, nunca faria isso com você.- respondeu com sinceridade.

—Não minta pra mim, Calliope. — bradou, porém seu tom era baixo, ela não queria chamar a atenção.

— Eu não estou mentindo, eu jamais faria isso com você, pois eu te amo Arizona. — revelou e tentou se defender. A morena sentia uma corrente de desespero percorrer em seu corpo.

— Você esta mentindo, e eu tenho certeza, não adianta esconder, porque eu vi você com outro homem na cama Calliope. — disse entre dentes.

— Quê? — perguntou confusa. Callie não esperava ouvir aquilo, ela sentiu um balde d'agua gelada cair sobre seu corpo. — Eu não vou ficar ouvindo essa mentira, pois eu não fiz isso!!! — se levantou, deixou uma nota em cima da mesa, para pagar sua parte e saiu.

Callie passou no playground se despediu rapidamente de Melody e saiu da lanchonete. Arizona correu até alcançar à morena e a segurou pelo braço no meio do estacionamento.

— Eu quero que você me fale a verdade Calliope. — disse com raiva. Callie apenas endureceu sua postura.

— Eu já lhe disse Arizona, agora me deixe ir. — tentou soltar o braço, mas não conseguiu.

— Não!!! Você não me disse. — bradou. Arizona prensou Callie contra um carro aleatório. — Eu quero a verdade, me diz a verdade, por favor? — pediu chorosa.

— Eu já disse, por favor, me solta. — Callie não queria contar sobre o ocorrido. Arizona não a soltou — Por favor, me deixe ir. — insistiu. A morena começou a não se sentir bem, o nervosismo a deixou sem estrutura física pra aguentar tudo aquilo.

— Eu estou lhe dando a última chance. Eu prometo que se você me contar, eu a deixo ir e não lhe incômodo mais. — agora foi a vez da loira de insistir. Ela queria ouvir da boca da morena, pois ela tinha certeza que Callie tinha a traído.

—Okay, mas, por favor, promete pra mim que você... — cedeu. Sua visão ficou turva. — Arizona eu... — tentou suportar a vertigem- Eu não estou me sentindo bem. — assim que Callie terminou de falar seu corpo se desfaleceu diante da loira.

Callie caiu desmaiada nos braços de Arizona, que entrou em desespero, a loira agora se sentia culpada por ter a pressionado tanto.

Notas finais
Espero que gostem, por favor, deixem seu comentários, xingamentos, opiniões, criticas, sinal de fumaça, é muito importante pra mim.