I Believe
44 Capitulo 40
Notas iniciais
Do lado de fora do hospital vários carros de policia estão parados, Jane se aproxima do local correndo com o seu copo de café na mão e pergunta para um dos policias o que esta acontecendo, e o homem informa que há um atirador no local, ela joga seu café fora e tenta ultrapassar a barreira que fizeram, mas o oficial a impede de passar, ela mostra o seu distintivo para o homem e avança. Chegando à porta outro policial tenta impedi-la, mas ela mostra seu distintivo novamente e o homem fica quieto.
—Me da seu colete que eu vou entrar. – pede para o homem.
—Não posso lhe entregar meu colete, seu departamento nem é daqui. – retruca o homem.
—Enfia esse colete no rabo, eu vou entrar de qualquer forma, sou uma detetive qualificada e jamais vou deixar minha mulher correndo perigo ai dentro. – ela aproveita que alguns policias da SWAT estão entrando e entra junto com eles.
Jane vai direto para onde Maura estava a esperando, a loira estava escondida atrás de uma poltrona, havia algumas pessoas feridas, outras estavam mortas, ao chegar perto, a detetive notou que a roupa da loira estava com sangue.
—Você esta ferida? – perguntou a morena.
—Não, o sangue não é meu. – olhou para o lado. Respirou fundo. – O Hoyt esta aqui. Foi ele que atirou nessas pessoas, ele esta atrás de mim – Jane sentiu seu coração parar.
—Como isso? Eu o prendi semana passada. – disse desacreditada. – Tenho que lhe tirar daqui. – disse puxando a mulher para saída.
—Eu não vou sair daqui sem meu filho. – soltou a mão de Jane e parou no lugar.
—Maura, você tem que sair daqui pode deixar que eu vou ir atrás de Lorenzo, nem que eu tenha que ficar de plantão na porta do centro cirúrgico esperando Hoyt aparecer para me matar. – tentou convencer a mulher.
—Não, Jane! Eu não vou sair daqui. – insistiu.
—Okay. – cedeu. – Vamos. – pegou em sua mão e começaram a procura o centro cirúrgico. – Por que você tem que ser teimosa, hein Maura? – perguntou
— Aprendi com você e não reclama.
Callie estava atordoada, não sabia para onde ir, por mais que esteja indo para o lado oposto do atirador ela estava com medo, ele poderia ter dado a meia volta e aparecer em sua frente, ao virar em dos corredores trombou com Mark, um alivio passou por seu corpo ao ver o amigo bem, mas uma dor bateu em seu peito por não ter noticias da loira, não sabia onde ela estava.
—Cal, graças a deus você esta bem. – Sloan a abraçou. – Você sabe o que esta acontecendo?
—Tem um atirador no hospital, encontrei com ele mais cedo e ela havia me perguntado onde ficava a maternidade. –sussurrou. – Vem entra aqui. – ambos entraram num quarto de descanso. – E quase agora ele estava na ala da ortopedia, tentou entrar na minha sala, mas não conseguiu, eu tinha trancado a porta e o celular dele tocou, ele conversava com alguém... – pensou um pouco – Ele esta procurando uma mulher, não sei direito, mas pelo que entendi ele não a encontrou, então esta indo atrás do filho dela que esta no centro cirúrgico.
—Centro cirúrgico? – perguntou o cirurgião plástico.
—Sim. – respondeu a latina.
—Quando estava indo para a nossa cirurgia encontrei Arizona no corredor com um bebê, parece uma cirurgia cardíaca. – Callie sente seu sangue esfriar.
—Mark, eu preciso saber se ela esta bem. – a morena abre a porta e sai.
—Callie, é muito perigoso, volta aqui. – o homem a chama e ela continua andando ate o elevador, a porta se abre revelando Alex ferido. Eles puxam o homem para fora e o colocam em uma das salas.
Callie anda ate o posto das enfermeiras e pega um carrinho com alguns itens de primeiro socorros, olhou para o lado e viu Jô sentada no chão.
—Você esta machucada? – pergunta e a menina acena negativamente – Hey, garota se levanta e me ajuda. – Wilson levanta e vai atrás da mulher. Chegando à sala a menina entra em choque ao ver o namorado ferido. – Você tem que ser forte, ajuda o Mark aqui. – a morena diz isso e sai. A morena não iria desistir tão cedo de saber se a loira estaria bem, ainda mais depois do que Mark havia lhe falado.
A SWAT já havia evacuado alguns setores do hospital, Jane e Maura continuavam a busca do filho. Hoyt chegava cada vez mais perto do seu destino. Webber encontrou com Bailey que seguia para o centro cirúrgico.
—Senhor o que esta havendo? – perguntou a baixinha para seu chefe.
—Tem um atirador no hospital, eu quero que você avise a doutora Robbins, para não sair da sala quando ela terminar a cirurgia, enquanto isso apenas fique lá dentro observando, entendeu? – a mulher negra e invocada apenas acenou com a cabeça que sim. – Não conte nada até elas terminarem a cirurgia.
Miranda entrou na sala e ficou no canto, suas pernas tremia, a mulher estava nervosa, tentou disfarçar puxando uma conversa amigável.
—Falta muito para acabar? – perguntou.
—Não muito. — respondeu Altman.
—O que lhe traz aqui Dra: Baylei? – perguntou Arizona.
—Nada, eu só queria saber se vocês vão demorar, pois as outras salas estão ocupadas.
—Hum... Acho que não, até agora não houve nenhuma complicação.
A porta da sala se abre revelando Charles com a arma em punho pronto para atirar. Todos viram a cabeça em direção a porta, prestando a atenção no homem e petrificaram momentaneamente, Arizona foi a única que voltou a se mexer e continuar o procedimento no garoto, em seguida as cardiologistas também se mexeram e continuaram.
—Eu quero que parem agora e deixem que o garoto morra. – falou o atirador entre dentes, caminhando em direção da loira e apontando a arma para a cabeça da mulher.
—Eu não posso fazer isso, eu fiz um juramento de salvar vidas, então não posso deixar essa criança morrer. – respondeu a Robbins.
—Ela tem uma filha, você não pode atirar em uma mãe. – disse Teddy.
—Então manda ela se afastar da mesa... vocês também. – aponta com a outra mão para as mulheres. Teddy e Yang se afastam, mas Arizona continua ali. Charles puxa o cão (válvula que aciona a arma para poder atirar).
—Por favor, não atira. – grita Callie ao entrar na sala e ver Arizona com uma arma apontada para a cabeça. – Atira em mim, não nela. Ela tem uma filha, uma linda menina de quatros anos que precisa da mãe, atira em mim. – grita novamente. O homem aponta a arma na direção de Callie, mas quando o mesmo ia disparar Miranda grita.
—NÃO!!! ELA ESTA GRAVIDA. — tudo naquele momento passa em câmera lenta diante dos olhos de Callie e Arizona.
ATIRA EM MIM!!! – grita novamente a morena, ignorando o que Miranda havia dito, Hoyt coloca o dedo gatilho, um estampido é ouvido, o aparelho que marcava os batimentos da criança faz um “piiiiiiiii” continuo. Jane entra na sala junto com Maura, as mulheres olham o filho “morto”, Callie caída no chão em frente ao corpo de Hoyt.
—Não, meu filho não. – chora Maura.
—Vamos Altman... – as mulheres conectam os fios novamente no peito do bebe e voltam a fazer a cirurgia. Os batimentos reaparecem e a amiga da loira fica perdida e feliz ao mesmo tempo.
—O que aconteceu? – pergunta Maura.
—Nada, esta tudo bem, eu só quero que você cuide de Callie pra mim, veja onde ela esta ferida. – Maura e Bailey examinam rapidamente a morena.
—Ela levou um tiro. – diz a Miranda. Uma poça de sangue se formou rapidamente ao seu lado, as mulheres carregam Callie rapidamente para uma sala ao lado.
A legista mais a chefe dos residentes colocaram Callie na mesa de cirurgia, o tiro havia pegado no seu abdômen, as mulheres começaram a fazer o procedimento na morena, a bala ainda estava dentro do corpo, pois não havia sinal de saída.
—Preciso de uma bolsa de sangue... – fala Maura. – Ela esta sangrando muito.
—Eu vou buscar. – disse Bailey. A mulher sai da sala e vai ate o local onde fica armazenado as bolsas de sangue.
Na sala ao lado o pessoal da Swat entra e encontra Charles morto, Jane havia dado um tiro certeiro em sua cabeça que atravessou o crânio do homem e a bala alojou-se no abdômen de Callie. Eles retiram o corpo e Jane acompanhou, pois teria que dar depoimento. Arizona junto com Teddy e Christina finalmente terminaram a cirurgia, todas estavam cansadas, Altman acompanhou a criança até a saída do hospital. Christina por sua vez foi ajudar na cirurgia de Callie, pois Arizona estava sem condições. A loira sentou na porta da sala em que Callie estava, apoiou sua cabeça nos joelhos e se desmanchou em lagrimas, ela não queria perder a mulher que tanto amava. Foi nesse momento que algumas coisas também começaram a fazer sentido em sua cabeça, tudo passava rápido como um filme, as lembranças dos momentos juntas, a primeira vez que viu a morena no hospital, quando trombou com a morena no bar e dançaram juntas, Callie no hospital quase morta depois que se afogou, o desmaio de Callie, ela na casa da morena na Califórnia, elas na calçada da fama, tudo passava diante dos seus olhos como um raio, ate chegar a cena de Miranda gritando que Callie estava gravida e o barulho de tiro e o corpo da morena caindo ao chão. Algumas horas depois as mulheres saem com Callie numa maca, Arizona se levanta e vai ate à morena e olha o seu rosto pálido, os lábios brancos e ao tocar suas mãos estavam frias, lagrimas brotaram ainda mais de seus olhos, a loira beijou seus lábios e acompanhou a mulher ate o lado de fora do hospital, colocou a mulher em uma ambulância. Callie foi transferida para outro hospital. A loira sentiu um abraço e ao se virar viu a amiga, ela retribuiu o abraço e as duas começaram a caminhar em direção ao carro de Jane.
—Zona, ela vai ficar bem. – disse a loira de olhos verdes.
—Obrigada. – agradeceu.
—Eu que tenho que agradecer, isso que eu fiz foi apenas para retribuir o que você fez pelo meu pequeno Lorenzo, então obrigado. – abraçou a mulher novamente.
—Eu amo tanto aquela mulher e fui tão burra de não reconhecer isso, precisei quase perde-la para poder enxergar que a amo. – uma lagrima solitária escorreu por seu rosto.
—Bom, ela esta viva, esta fraca, debilitada, sofreu uma perda, mas esta viva. – disse a legista.
—Perda? – perguntou confusa.
—Não conseguimos salvar o bebê, houve uma complicação e ela teve um aborto espontâneo, sinto muito. – disse com pesar. Arizona recebeu aquele choque, respirou fundo.
—Tudo bem, pelo menos ela esta viva e se ela quiser voltar pra mim, poderemos ter quantos filhos ela quiser. – sorriu fraco.
Fale com o autor